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‘Pecadores’ leva o prêmio principal no Actor Awards, preparando o terreno para confronto no Oscar


Michael B. Jordan vence melhor ator por ‘Pecadores’ no Actors Awards
Reprodução/AP Photo/Chris Pizzello
Após uma varredura quase completa na temporada de premiações por “Uma Batalha Após a Outra”, “Pecadores” venceu como melhor elenco no 32º Actor Awards do Screen Actors Guild neste domingo (1º), agitando a corrida ao Oscar e estabelecendo um possível final de roer as unhas daqui a duas semanas no Academy Awards.
Os prêmios do sindicato, anteriormente conhecidos como SAG Awards, são um dos precursores do Oscar mais observados de perto. Os atores compõem a maior fatia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e suas escolhas no Actor Awards frequentemente se alinham.
A vitória da saga de vampiros banhada a blues de Ryan Coogler mostrou que ela também tem grandes chances de vencer no Oscar, apesar de uma trajetória quase impecável de prêmios para “One Battle After Another”, de Paul Thomas Anderson. O filme venceu no Globo de Ouro, no Producers Guild Awards, no BAFTAs e no Directors Guild Awards.
Mas a vitória de domingo, em uma cerimônia transmitida pela Netflix no Shine Auditorium, em Los Angeles, inverteu o roteiro da temporada de premiações. O roteirista e diretor Ryan Coogler, cujo “Pantera Negra” triunfou nos prêmios do sindicato em 2019, tornou-se o primeiro cineasta a conduzir dois elencos ao prêmio principal da guilda.
“Do fundo dos nossos corações, para o fundo dos seus corações, muito obrigado por tudo”, disse Delroy Lindo, que falou em nome do elenco do filme.
Momentos antes, Michael B. Jordan também venceu como melhor ator, desbancando o favorito da categoria, Timothée Chalamet, e entregando a Jordan, de 39 anos, o prêmio mais significativo de sua aclamada carreira. Até Jordan parecia chocado enquanto o público se levantava e Viola Davis, a apresentadora do prêmio, comemorava.
“Eu não esperava por isso de forma alguma”, disse Jordan, que refletiu sobre o início como ator antes de pausar para apreciar o momento. “É, cara, isso é muito legal.”
Como esperado, Jessie Buckley venceu como melhor atriz por sua performance em “Hamnet”. Mas as outras disputas de atuação têm sido mais difíceis de prever. No domingo, Sean Penn (que não compareceu) venceu como melhor ator coadjuvante por “One Battle After Another” e Amy Madigan venceu como melhor atriz coadjuvante por “A Hora do Mal”.
Madigan, de 75 anos, que nunca havia sido indicada pelo sindicato anteriormente, estava visivelmente surpresa. No meio de seu sinuoso e charmoso discurso de aceitação, ela olhou para a estatueta.
“É como quando você era pequena e tinha a Barbie e depois ganhava o Ken, abaixava as calças dele e dizia: ‘Ei, não tem nada aqui’”, brincou Madigan antes de se desculpar por se distrair.
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Um prêmio póstumo para Catherine O’Hara
Catherine O’Hara venceu póstumamente como melhor atriz em série de comédia por sua atuação como executiva de cinema na sátira do showbiz “The Studio”. O’Hara morreu aos 71 anos em 30 de janeiro devido a um coágulo sanguíneo nos pulmões. No Shine Auditorium, em Los Angeles, a multidão aplaudiu O’Hara de pé após ela ser anunciada como vencedora.
Seth Rogen, cocriador de “The Studio”, aceitou o prêmio em seu nome. Ele relembrou uma colaboradora apaixonada que, na noite anterior a uma cena, invariavelmente enviava um e-mail educado com sugestões de reescrita. Rogen disse que O’Hara “mostrou que você podia ser um gênio e ser gentil”.
“Se você tem pessoas em suas vidas que não conhecem o trabalho dela”, disse Rogen, “mostre a elas O’Hara dançando Harry Belafonte em ‘Os Fantasmas se Divertem’, mostre a elas O’Hara machucando o joelho em ‘Best in Show’ e fazendo aquela coisa incrível onde ela manca por aí, e diga às pessoas, enquanto elas estão rindo, que aquela é Catherine O’Hara e que tivemos sorte de viver em um mundo onde ela compartilhou seus talentos tão generosamente conosco.”
Uma cerimônia que evitou a política
A cerimônia, apresentada pelo sindicato de atores SAG-AFTRA, foi conduzida pela mestre de cerimônias veterana Kristen Bell, que deu início ao show com um tom leve de música e dança, apesar da guerra no Irã e da agitação na indústria do entretenimento. Sean Astin, presidente do SAG-AFTRA, ofereceu “uma oração pela paz” em seus comentários.
O Actor Awards foi a maior festa de Hollywood desde que a Paramount chegou a um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões. A fusão, que aguarda aprovação regulatória, enviou ondas de choque por Hollywood. O diretor executivo da Netflix, Ted Sarandos, cuja empresa perdeu para a oferta concorrente da Paramount, passou pelo tapete vermelho de jeans.
A vitória de “Sinners” garante que a Warner Bros. chegará ao Oscar com os dois claros favoritos a melhor filme com ele e “One Battle After Another” — um golpe de mestre na temporada de premiações para um estúdio prestes a ser vendido.
Antes de a cerimônia começar, o prêmio de melhor elenco de dublês foi para um lançamento da Paramount: “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 2”. Entre os prêmios de TV, “The Studio” venceu como série de comédia e “The Pitt” venceu como série de drama. Os vencedores individuais incluíram Keri Russell (“A Diplomata”), Rogen (“The Studio”), Michelle Williams (“Dying for Sex”), Owen Cooper (“Adolescence”) e Noah Wyle (“The Pitt”).
Uma homenagem a Harrison Ford
Harrison Ford foi homenageado com o SAG-AFTRA Life Achievement Award, um prêmio apresentado com caloroso sarcasmo por Woody Harrelson. O ator de 83 anos disse estar honrado.
“Estou em uma sala com atores, muitos dos quais estão aqui porque foram indicados para receber um prêmio por seu trabalho incrível, enquanto eu estou aqui para receber um prêmio por estar vivo”, disse Ford, que chamou o momento de “o ponto médio” de sua carreira.
Ford se emocionou durante grande parte de seu discurso, refletindo sobre uma carreira que ele observou “não ter sido um sucesso da noite para o dia”. Ele chamou o prêmio de “muito encorajador”.
“Sou de fato um cara de sorte”, disse Ford. “Sorte por ter encontrado meu povo. Sorte por ter um trabalho que me desafia. Sorte por ainda estar fazendo isso.”
Harrison Ford é homenageado com Prêmio de Realização em Vida no Actors Awards
Reprodução/Jordan Strauss/Invision/AP

Fonte: G1 Entretenimento

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Neta de Selma do Coco, Negadeza perpetua a herança familiar no EP que lançará em abril com o filho Zuri Ribeiro


Negadeza e o filho Zuri Ribeiro se unem no EP ‘Herança ancestral’, programado para 10 de abril
Marcella Saraceni / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O fato de Negadeza ser neta de Selma Ferreira da Silva (10 de dezembro de 1935 – 9 de maio de 2015) e filha de Áurea da Conceição de Assis Souza (21 de junho de 1958 – 27 de janeiro de 2022) – artistas pernambucanas imortalizadas com os nomes artísticos de Selma do Coco e Aurinha do Coco, respectivamente – legitima o título do EP “Herança ancestral”.
No EP, gravado por Negadeza com o filho Zuri Ribeiro e programado para 10 de abril, a cantora, compositora e percussionista pernambucana perpetua a tradição familiar do coco de roda ao longo de cinco músicas.
Nascida no Recife (PE), criada em Olinda (PE) e radicada no Rio de Janeiro (RJ), Negadeza é Andreza Karla na certidão de nascimento. No EP “Herança ancestral”, a artista celebra o matriarcado cultural da família como cantora, como compositora de três das cinco músicas e como instrumentista polivalente que se reveza no toque de pandeiro, ganzá, agbê, congas, bombinho, bombo, ilu e caixa.
Prevista para ser lançado em single na próxima sexta-feira, 6 de março, a música-titulo “Herança ancestral” é composição autoral em que Negadeza reverencia o legado da avó Selma do Coco. Já “Mestra querida” é música em que o autor Lucas Furtunato homenageia Aurinha do Coco, mãe de Negadeza.
Em “Serenou”, Negadeza professa a fé em música que fala de Iemanjá e inclui citações em iorubá. A artista também assina “Vida que segue”.
Já Zuri Ribeiro é o compositor que pavimenta “O caminho” para seguir a própria rota sem deixar de celebrar bisavó, avó e mãe. Com 15 anos, Zuri (rabeca, guitarra, baixo, violão, trompete, bombo e voz) também assina a produção musical do EP “Herança ancestral”.
Capa do EP ‘Herança ancestral’, de Negadeza e Zuri Ribeiro
Marcella Saraceni / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Castela garante lugar no passado da música sertaneja com a sequência do álbum ao vivo ‘Herança boiadeira’


Ana Castela na gravação do álbum ‘Herança boiadeira – Rodeio’ na 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos
Reprodução / Instagram Ana Castela
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Herança boiadeira – Rodeio
Artista: Ana Castela
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Revelada em 2021 e projetada no ano seguinte com o estouro de “Pipoco” (2022), música que deu breve sopro de renovação no universo sertanejo com toques de funk e dance music, Ana Castela logo correu para pegar um lugar no passado desse gênero de origem caipira ao mesmo tempo em que sedimentou as bases do agro pop dos anos 2020 com álbuns como “Boiadeira internacional” (2024) e “Let’s go rodeo” (2005), no qual flertou com o country pop e contemporâneo dos Estados Unidos.
O primeiro movimento da artista sul mato-grossense rumo às raízes foi feito em abril de 2024 com a gravação do álbum ao vivo “Herança boiadeira”, lançado em setembro daquele ano com repertório vintage e convidados como Trio Parada Dura e a dupla Rionegro & Solimões.
Apresentado na noite de quinta-feira, 26 de fevereiro, o álbum audiovisual “Herança boiadeira – Rodeio” (2026) é a sequência do disco de 2024 e consolida o movimento de Ana Castela em direção a uma nostalgia sertaneja que parece bater forte no coração acelerado da jovem cantora e compositora de 22 anos, criada em município do interior do estado de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, país das guarânias que cruzaram as fronteiras do Brasil e se tornaram gênero musical recorrente no universo sertanejo.
Não por acaso, uma das músicas inéditas inseridas no repertório de sucessos sertanejos se chama “Saudade é mato” (Diego de Souza, Leo Souzza e Mateus Félix, 2026).
Registro de show feito em clima de arena, a gravação ao vivo do álbum “Herança boiadeira – Rodeio” aconteceu em 28 de agosto de 2025 no segundo dos dois shows apresentados por Ana Castela na programação da 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, da qual a artista foi a embaixadora.
Ana Castela faz ‘Franguinho na panela’ com a dupla Lourenço & Lourival
Divulgação
No todo, o álbum é muito bom. Dona de voz grave e firme, Ana se confirma boa cantora ao interpretar modões e tradições da música sertaneja ao lado de convidados como a cantora e compositora Roberta Miranda – com quem revive “Vá com Deus” (1987), hit do cancioneiro autoral de Roberta – e a dupla Lourenço & Lourival, com quem fez Ana faz um gostoso “Franguinho na panela” (Moacyr dos Santos e José Plinio Transferetti, o Paraíso), tema lançado em 1999 pela dupla Craveiro & Cravinho, mas propagada de fato no início dos anos 2000 na gravação feita por Lourenço & Lourival em 2002.
Se faltou um pouco mais de fervor na abordagem da canção “Romaria” (Renato Teixeira, 1977) em duo com Sérgio Reis, apesar da pregação calorosa feita pelo locutor Cuibano Lima na introdução do número, sobrou emoção no canto de “Hoje eu lembrei de você” (Giovani Avelar, Leo Souzza e Mateus Félix, 2026), música entoada por Ana Castela com os avós no palco ao lado dela.
Se chega a ser óbvia ao receber Zezé Di Camargo & Luciano para turbinar o canto do medley que agrega dois sucessos da dupla, “Você vai ver” (Elias Muniz e Carlos Colla, 1993) e “No dia que eu saí de casa” (Joel Marques, 1991), Ana Castela surpreende ao trazer Sula Miranda à cena. Conhecida no universo sertanejo pelo epíteto de Rainha dos caminhoneiros, Sula divide “Rédeas do possante” (Antonio Luiz e Jotha Luiz, 1991) com a anfitriã.
Enfim, ao mesmo tempo em que pede a benção a veteranos como Teodoro & Sampaio ao reafirmar a herança boiadeira, Ana Castela dá voz aos clássicos sertanejos sem abrir mão da estética visual pop country dos anos 2020 e consegue o intento de transitar com naturalidade entre presente e passado.
Ao desencavar raízes de um som outrora caipira, Ana Castela se faz presente na cena atual e já garante um lugar no passado da música sertaneja.
Capa do álbum ‘Herança boiadeira – Rodeio’, de Ana Castela
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Posso Até Não te Dar Flores’: como DJ Japa NK, Mc Meno K e DJ Davi DogDog fizeram o hit de verão mais ouvido no Brasil


DJ Japa NK conta detalhes da construção do hit de funk ‘Posso até não te dar flores’
O arrocha-funk “Posso Até Não te Dar Flores”, do DJ paulista Japa Nk e DJ Davi DogDog em parceria com MC Ryan SP, Mc Meno K e Mc Jacaré, foi a música mais ouvida no Brasil em janeiro deste ano. A canção ocupa essa posição desde novembro de 2025, segundo levantamento da Pro-Música, entidade que reúne dados das plataformas de streaming.
Nas noites paulistas, é comum ouvir “Posso Até Não te Dar Flores” tocar em bares, adegas ou caixas de som de carros mais de uma vez. Somente no Spotify, a canção acumula 265 milhões de plays.
Entenda o processo de criação da música (veja no vídeo acima):
DJ Japa NK e DJ Davi DogDog viajaram ao Guarujá para trabalhar na criação de músicas.
MC Ryan SP disse a eles que queria se inspirar em músicas internacionais, e os produtores buscaram referências.
“I Gotta Feeling”, do Black Eyes Peas, foi uma das inspirações usadas.
DJ Japa NK criou três tipos de melodias feitas por “dedilhados” para servirem como base da canção.
Inspirado por sons automotivos, o produtor usou uma sequência de graves constantes junto a um beat de funk para dar “suingue” à música.
Os produtores também usaram efeitos sonoros e sons de instrumentos, como o kick de bateria, para complementar à melodia e aos beats.
Além do beat de funk inspirado nos funks dos anos 2010, os produtores também usaram um beat de funk mais calmo para diversificar os ritmos presentes na música.
Durante o processo de produção, Japa encontrou um beat de arrocha que usou nas transições das partes da música.
Ele decidiu fazer um arrocha-funk por causa de “Famosinha”, outra música de MC Ryan SP.
DJ Japa NK e Davi DogDog enviaram a música a MC Jacaré, MC Ryan SP e MC Meno K quando a batida ficou pronta para os cantores gravarem seus versos.
Davi Dogdog com MC Meno K, DJ Japa NK e MC IG (foto 1) e com MC Meno K, MC Jacaré e DJ Japa NK (foto 2)
Reprodução/Instagram
O arrocha-funk foi a primeira música lançada pela Bololô Records, a gravadora do MC Ryan SP, e a letra fala sobre superar o fim de relacionamento por meio de festas e pegação.
A composição também tem gírias famosas das redes sociais, como “entrar na chapa”, que faz referência a sexo casual.
A faixa se divide em dois tipos de beats de funk, um mais “calmo” e outro “explosivo”, segundo o DJ. Ele explica que, na sua visão, “essa variação dá a sensação de que a música acabou muito rápido, e o ouvinte quer escutar mais vezes”.
Ryan SP e Japa NK se conheceram por meio do empresário de Japa, quando o DJ ainda trabalhava na gravadora Love Funk
Fábio Tito/g1
Sobre seus beats, Japa conta que são “inspirados nos das antigas, da época em que Mc Don Juan, MC Hariel e MC Kevin estavam ‘estourados'”. Suas produções normalmente têm mais de um tipo de beat que se intercalam.
“Uns beats, eu recrio; outros, eu complemento com alguma coisa, mas é tudo coisa que já passou, porque eu sinto que o público sente falta dessa estética no funk”, complementou.
A base da música, por outro lado, é uma melodia feita por dedilhados acompanhados por graves constantes, algo comum nas músicas produzidas por DJ Japa NK.
Do litoral paulista ao topo do Spotify
“Posso Até Não te Dar Flores” nasceu durante uma viagem a Guarujá, no Litoral Sul de São Paulo. Os produtores se inspiraram nas músicas “I Gotta Feeling”, do Black Eye Peas, e “Famosinha”, de MC Ryan, que tem beat de arrocha.
“Usei o beat de arrocha para puxar a produção e precisei de um ritmado para dar aquela ‘explosão’ na música. Peguei o beat de uma das canções do Mc Magrinho, então recortei, refiz e coloquei na música”, explicou Japa.
A dupla enviou a música a MC Jacaré, MC Ryan SP e MC Meno K quando a batida ficou pronta para os cantores gravarem seus versos.
Dogdog conta que, na hora de gravar, Ryan queria se inspirar em uma música internacional.
Quando terminamos de montar já eram 6h da manhã. Pensei ‘acabei de acertar um hit, vou fazer mais nada hoje’.
Dito e feito. O sucesso foi tanto que “Posso Até Não te Dar Flores” desbancou “P do Pecado”, do Menos é Mais com Simone Mendes, da primeira posição do ranking de músicas mais ouvidas, depois de o pagonejo bater recorde de permanência.
Meno K vê a música da mesma forma: “durante a produção a gente já sentia que a música tinha algo especial”, disse em entrevista ao g1. “Já imaginava que ia entrar na boca do povo e virar hit, mas nessa proporção foi uma surpresa até pra gente”.
O sucesso do arrocha-funk é atribuído por Japa, principalmente, à potência do ritmo: “Acredito que o funk tem potencial de andar lado a lado com o sertanejo como o ritmo mais ouvido no Brasil. O sertanejo é sobre sentimento e passa aquilo que as pessoas querem ouvir. O funk, hoje, está fazendo a mesma coisa”.
Uma promessa feita a Deus também pode ter ajudado a canção a ser top 1, diz Japa. O produtor diz que se comprometeu a parar de consumir energéticos, refrigerantes, salgados e pizzas até o Natal com o intuito de fazer a música estourar.
Ryan SP, que esteve envolvido em uma polêmica de violência doméstica, é uma parceria comum nas músicas do JP Japa NK.
Fábio Tito/g1
“O fim disso é em copão, o coração fica triste”
Quando questionado sobre o porquê de a música falar sobre término, o produtor DJ Japa NK respondeu brincando: “Quem nunca sofreu por uma mulher atire a primeira pedra”.
De acordo com ele, os ouvintes brasileiros gostam e se identificam com essa temática.
“Quando eu vou fazer a música, eu sempre busco pensar no público que vai ouvir”, disse. “Música é sentimento. Você vai escutar e vai se identificar, por que pode estar passando por algo parecido.”
Davi DogDog, um dos produtores da música, também destaca o apelo às redes sociais. “O pessoal gosta muito dessas coisas de letra de desapego. Tipo, termina relacionamento, aí as meninas gostam de postar essas coisas no Instagram, no TikTok, fazer trend…”, explicou ao g1.
*Sob supervisão de Cintia Acayaba e Fernanda Calgaro

Fonte: G1 Entretenimento

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Alice Caymmi rebobina o cancioneiro do avô, Dorival Caymmi, com um ‘olhar atual’ em álbum programado para abril


Alice Caymmi canta músicas como os sambas ‘Dois de fevereiro’ e ‘Maracangalha’ em álbum previsto para abril
Luqdias / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Alice Caymmi ficou em família ao longo de 2025. A cantora e compositora carioca equilibrou a agenda profissional entre o show “Roda Caymmi” – no qual dá voz ao cancioneiro do avô Dorival Caymmi (30 de abril de 1914 – 16 de agosto de 2008) na cadência do samba – e o tributo à tia Nana Caymmi (29 de abril de 1941 – 1º de maio de 2005), falecida em maio do ano passado.
Ao que tudo indica, esse equilíbrio familiar será mantido pela artista na agenda deste ano de 2026. Enquanto continua em cena com o show “Para minha tia Nana”, apresentado neste fim de semana em Belém (PA), Alice já começa a mostrar o álbum que gravou em estúdio com releituras do cancioneiro do avô.
Previsto para ser lançado em abril, o álbum reapresentará as músicas de Dorival – entre elas, os sambas “Maracangalha” (1956) e “Dois de fevereiro” (1957) – com arranjos e timbres contemporâneos.
Música escolhida para ser o abre-alas do álbum, em single programado para 13 de março, “Modinha para Gabriela” (1975) será ouvida no balanço do reggae, com toques de música eletrônica, em gravação feita com produção musical de Iuri Rio Branco.
“Eu trago para as músicas de Caymmi um olhar atual que dialoga com o público jovem. O meu avô sempre foi conectado com o que acontecia ao redor dele”, argumenta a cantora, que, já no primeiro álbum, “Alice Caymmi” (2012), fez a densa música “Sargaço mar” (1985) emergir com esse olhar jovial, expandido dois anos depois no show “Dorivália” (2014), no qual Alice abordou a obra do avô com a liberdade dos tropicalistas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Mombojó projeta para abril álbum com repertório inédito e o mesmo produtor musical do disco de estreia de 2004


O grupo Mombojó programa para o fim de abril a edição de álbum gravado desde 2023 com produção musical de Léo D
Olívia Leite / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Dois anos após ter abordado o cancioneiro autoral do compositor conterrâneo Alceu Valença no álbum “Carne de caju” (2024), o grupo pernambucano Mombojó volta para o trilho autoral e programa para o fim de abril o lançamento de álbum com músicas inéditas.
Com músicas como “É o poder da dança”, já em rotação como single desde ontem, 27 de fevereiro, o vindouro álbum do grupo foi gravado desde 2023 no Estúdio Pólvora, no Recife (PE), com produção musical Léo D, nome responsável por dar forma ao aclamado álbum de estreia do Mombojó, “Nadadenovo” (2004).
Trata-se do primeiro álbum solo gravado em estúdio pela banda com músicas novas desde “Alexandre”, álbum de 2014, embora o Mombojó considere a trilha sonora do filme “Deságua” como um disco de carreira, editado em março de 2020.

Fonte: G1 Entretenimento

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Versões em português de hits de Neil Sedaka abasteceram os primórdios do pop rock brasileiro entre 1959 e 1960


Carlos Gonzaga (1924 – 2023) e Celly Campello (1942 – 2003) fizeram sucesso entre 1959 e 1960 com versões de hits de Neil Sedaka (1939 – 2026)
Reproduções de capas de disco / Montagem g1
♫ MEMÓRIA
♬ Ocorrida ontem em Los Angeles (EUA), a morte do cantor, compositor e pianista norte-americano Neil Sedaka (13 de março de 1939 – 27 de fevereiro de 2026), aos 86 anos, joga luz sobre os primórdios do pop brasileiro, do qual Sedaka foi nome incontornável por vias indiretas.
Formatado inicialmente com baladas e rock-baladas de tons românticos, quase pueris, o pop nacional floresceu entre o fim dos anos 1950 e o alvorecer da década de 1980 no embalo da revolução feita por esse tal de rock’n’roll a partir de 1956, ano da explosão mundial de Elvis Presley (1935 – 1977).
Nessa época seminal, versões em português dos sucessos de Neil Sedaka – geralmente feitas com letras escritas pelo compositor Fred Jorge (1928 – 1994) – abasteceram o repertório desse pop rock brasileiro dos primórdios nas vozes de cantores como Carlos Gonzaga (10 de fevereiro de 1924 – 25 de agosto de 2023), Celly Campello (18 de junho de 1942 – 4 de março de 2003) e Sérgio Murillo (2 de agoato de 1941 – 19 de fevereiro de 1992).
Basta lembrar que um dos estopins desse pop pré-Jovem Guarda foi a gravação por Celly, em 1959, de “Estúpido cupido”, versão de Fred Jorge para “Stupid cupid” (Neil Sedaka e Howard Greenfield, 1958), sucesso de Sedaka no ano anterior na voz da cantora Connie Francis (1937 – 2025).
“Estúpido cupido” diluiu a sofrência juvenil na batida de um rock bem pop, entronizando a cantora paulista no posto de rainha dos brotos, gíria criada para se referir aos jovens da época. No rastro desse estouro, Celly gravou em 1960 a versão de “Frankie”, música menos conhecida da parceria de Sedaka com o letrista Howard Greenfield (1936 – 1996).
Já Carlos Gonzaga deu voz às versões em português dos sucessos “The diary” (“O diário”, na versão literal de 1959) e “Oh! Carol” (vertida pelo recorrente Fred Jorge em 1960), além da versão da hoje menos famosa “Little devil”, que virou “Diabinho”, na gravação de 1961, ano em que Celly Campello também gravou essa música, mas com a letra original em inglês.
Como Celly no registro de “Little devil”, Sérgio Murillo gravou “Oh! Carol” no original em inglês. Irmão de Celly, Tony Campello também surfou na onda de hits de Neil Sedaka e gravou em 1960 “Sem o seu amor”, versão de “Since you’ve been gone” (1959), entre outras versões.
Em 1962, quem entrou na onda foi o cantor Ronnie Cord (1943 – 1986) com a gravação de “Parabéns quinze anos” (com letra em português de Juvenal Fernandes) dando título a EP lançado pelo artista naquele ano. Só que, em 1962, a onda de versões em português de hits de Neil Sedaka já começara a baixar porque as músicas já não reeditavam o êxito do áureo biênio 1959 / 1960.
Contudo, cabe ressaltar que, nesses dois anos, é impossível escrever a história do então seminal pop rock brasileiro sem mencionar algumas vezes o nome de Neil Sedaka.

Fonte: G1 Entretenimento

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INFOGRÁFICO: Warner e Paramount formam gigante da TV e do streaming com HBO, CNN e CBS; veja números


Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros
Reuters
A Warner Bros. Discovery firmou nesta sexta-feira (27) um acordo para ser adquirida pela Paramount Skydance. A decisão foi tomada após a Netflix anunciar que não elevaria sua proposta e que deixaria a disputa pelo estúdio.
A oferta da Paramount, comandada por David Ellison, foi de US$ 110 bilhões. Segundo as empresas, o negócio deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano.
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A possível compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount cria um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com um catálogo que reúne marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones” e uma base estimada em cerca de 200 milhões de assinantes.
O negócio, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho da Warner e por órgãos reguladores nos Estados Unidos, tem potencial para redesenhar o mercado global do entretenimento e do streaming.
O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor.
Veja os números da junção entre Warner e Paramount
Arte/g1
A disputa pela Warner
Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix.
Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner.
“A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado.
A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery.
A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming.
Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais.
Nesta quinta, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu.
A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas.
O que está em jogo
O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.
💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo.
🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.
Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais.
Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.
Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a aprovação do conselho de administração, a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gravação de show de Sá & Guarabyra em 1979, em São Paulo, gera álbum ao vivo da dupla desfeita no ano passado


A dupla Sá & Guarabyra em 1979, em apresentação no Sesc São Paulo que origina álbum ao vivo previsto para 20 de março
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Dupla dissolvida em 2025, após 53 anos de atividade conjunta, Sá & Guarabyra tem álbum ao vivo lançado seis meses após a separação amigável anunciada em abril do ano passado e concretizada após o derradeiro show da dupla, feito em setembro de 2025.
Em 20 de março, o Selo Sesc lança álbum da dupla na série “Relicário” com o áudio de parte do show apresentado por Luiz Carlos Pereira de Sá e Guttemberg Nery Guarabyra em 1979, há 47 anos, no Sesc Vila Nova, nome que tinha na época a unidade atualmente conhecida como Sesc Consolação.
O roteiro do show foi norteado pelas músicas do então recente álbum “Quatro”, lançado pela dupla naquele ano de 1979, mas incluiu “Espanhola”, parceria de Flávio Venturini com Guarabyra lançada por Sá & Guarabyra em disco de 1977 e conhecida a partir da gravação feita por Venturini em 1982.
Além de “Espanhola”, o repertório do álbum “Relicário – Sá & Guarabyra – Ao vivo no Sesc_1979” é composto por músicas como “Alucinante Alice” ( (Luiz Carlos Sá & Guttemberg Guarabyra, 1979), “Baquiá” (Luiz Carlos Sá & Guttemberg Guarabyra, 1979), “Peixe voador” (Luiz Carlos Sá & Guttemberg Guarabyra, 1979), “Sete Marias” (Luiz Carlos Sá & Guttemberg Guarabyra, 1979) e “Wonder woman (Falso inglês)” (Toninho Horta e Fernando Brant, 1979) – todas apresentadas pela dupla no supracitado álbum “Quatro”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Neil Sedaka, cantor e compositor astro nos anos 1960, morre aos 86 anos


Neil Sedaka
Divulgação
O cantor e compositor americano Neil Sedaka morreu aos 86 anos nesta sexta-feira (27). A notícia foi confirmada por um assessor à revista “Variety”. A causa da morte não foi divulgada.
Conhecido por sucessos como “Oh! Carol”, “Breaking up is hard to do” e “Laughter in the rain”, ele foi um astro nos anos 1960 e voltou ao topo das paradas na década seguinte, em grande parte graças à parceria com Elton John em “Bad blood”.
“Nossa família está devastada pela morte repentina de nosso marido, pai e avô, Neil Sedaka”, afirma a família do cantor, em comunicado.
“Uma verdadeira lenda do rock and roll, uma inspiração para milhões, mas, mais importante, ao menos para nós que tivemos sorte suficiente para conhecê-lo, um ser humano incrível que vai fazer muita falta.”
Ao longo da prolífica carreira, Sedaka teve ao menos três canções no topo da lista Top 100 da revista “Billboard” e nove no Top 10. Ele também teve cinco indicações ao Grammy e foi introduzido ao Hall da Fama dos compositores, em 1983.
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Fonte: G1 Entretenimento