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Péricles camufla o potencial vocal em álbum com feats com Ana Castela, Ney Matogrosso, Jota.Pê e Zeca Pagodinho

Péricles lança o álbum ‘Camuflagem’ com 12 músicas, entre composições inéditas e regravações de canções como ‘Faz parte do meu show’
Rodolfo Magalhães / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Péricles lança o álbum “Camuflagem” no rastro do sucesso do show em que cantou o repertório de artistas da gravadora Motown no Rock in Rio 2026. Com 12 músicas, o álbum “Camuflagem” destaca feats do cantor com Ana Castela, Jota.Pê, Ney Matogrosso e Zeca Pagodinho.
Com a boiadeira, Péricles entra no território do pagonejo na gravação da música “Simplesmente acontece” (Guga Capanema, Guilherme Grins e Rayan Felipe). Com Jota.Pê, o dueto acontece na faixa “Até quando” (Daniel Lemos e Leonardo Ferreira), samba-canção que evolui para xote romântico no refrão. A gravação de Péricles com Jota.Pê harmoniza bem os estilos dos dois artistas, sobressaindo no álbum.
Já o encontro de Péricles com Ney Matogrosso rebobina um dos maiores sucessos da discografia solo de Cazuza (1958 – 1990), “Faz parte do meu show” (1988), canção de aura bossa-novista composta por Cazuza em parceria com Renato Ladeira (1952 – 2015).
Em feat fluente com Zeca Pagodinho, o cantor revive “Não quero mais amar a ninguém” (Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda, 1936), samba lançado há 90 anos na voz da cantora Aracy de Almeida (1914 – 1988). O dueto é o ponto alto do álbum.
Gravado por Péricles em estúdio com produção musical de Izaías Marcelo e lançado na última sexta-feira, 25 de setembro, o álbum “Camuflagem” também traz no repertório músicas como “Deixei ir” (Prateado e Thiaguinho), “Marcando território” (Elizeu Henrique e Cleitinho Persona), “My love” (Edu Camargo, Fabinho Cézar e Yan Coutinho) e “Tá tudo errado” (Cauíque, Cátia Gonzaga, Filipe Toca e Fábio Braza),
“Tá tudo errado” é o pagode que abre álbum cujo repertório, em muitos momentos, parece camuflar parte das imensas possibilidades de Péricles como cantor porque a maioria das músicas não está à altura da grande voz que seduziu o público do Rock in Rio 2026 ao mergulhar com estilo e propriedade no catálogo da gravadora Motown.
Capa do álbum ‘Camuflagem’, de Péricles
Rodolfo Magalhães / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Representante do Brasil no Oscar, ‘Feito Pipa’ amplia imaginário do cinema com Sertão colorido, diz roteirista

Pesquisadora Eliana Guerra fala sobre o sertão nordestino no cinema brasileiro
Representante brasileiro para eventual vaga no Oscar de melhor filme internacional, “Feito Pipa” propõe um olhar diferente sobre o interior do Nordeste. Em vez de imagens associadas à seca e à pobreza, o longa-metragem dirigido pelo cearense Allan Deberton aposta em afeto, cores, memória e música para contar a história de Gugu, menino de 11 anos criado pela avó materna.
Em entrevista ao g1, o roteirista André Araújo afirmou que uma das preocupações durante a escrita foi revisitar a forma como o cinema historicamente retrata o Nordeste.
“Quando estou escrevendo, sempre me preocupo em atualizar as imagens e os imaginários que o cinema produz sobre o Sertão. No ‘Feito Pipa’, esse Sertão colorido surge como uma forma de se distanciar daquele Sertão que a gente costuma ver da fotografia alaranjada ou da luz estourada, o Sertão da miséria, o Sertão da seca”, disse.
Para Araújo, o filme apresenta outras formas de enxergar esse território: “É o colorido que se manifesta através das pessoas, dos personagens, que se manifesta na própria fotografia, na identidade de Gugu, de Dilma, que se apropriam desse universo lúdico para se projetarem no mundo, para serem quem são”.
Yuri Gomes, de 11 anos, viveu Gugu no filme “Feito Pipa” (2026)
Jamille Queiroz
Sertão reinventado
Poucos territórios foram tão revisitados pelo cinema brasileiro quanto o interior nordestino. Ao longo do século XX, a região foi palco de diferentes movimentos e estéticas, desde a fase inaugural, representada por produções como “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, até os filmes do Cinema Novo, que transformaram a paisagem sertaneja em símbolo das desigualdades sociais brasileiras, sobretudo através da obra do cineasta baiano Glauber Rocha, com destaque para “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964).
Para a pesquisadora paulista Eliana Guerra, que faz doutorado em História da Arte na Universidade de Salamanca, na Espanha, o Sertão ocupa uma posição singular na cinematografia brasileira por ser um território que ela considera simbólico.
“Ao longo da história do nosso cinema, ele foi construído e representado a partir de questões muito profundas da sociedade brasileira, como a desigualdade, os conflitos pela terra, a religiosidade, a violência e as migrações, mas também os afetos, os modos de vida e diferentes formas de existência”, afirma.
Segundo ela, o próprio cinema participa da construção do imaginário sobre a região: “Durante muito tempo, determinadas representações acabaram associando esse território principalmente à seca, à pobreza, à violência e ao cangaço. Mas o cinema brasileiro também foi transformando essas imagens e mostrando que existem muitos sertões, com diferentes paisagens, sujeitos, experiências e modos de vida.”
A partir dessa pesquisa, Guerra define o Sertão como um “dispositivo estético e político” do cinema brasileiro.
“Ele não funciona apenas como cenário. A paisagem, a luz, os sons, os corpos, os modos de falar e de viver participam da construção dos sentidos da obra. E ele também é político porque escolher como representar o Sertão significa escolher quais sujeitos, histórias e experiências serão vistos e ouvidos”, define.
Filme “Feito Pipa”, escolhido para representar o Brasil na busca pelo Oscar 2027, tem como cenário o município de Quixadá
Divulgação
Nas últimas décadas, cineastas passaram a apresentar novas leituras desse território. Obras como “O Céu de Suely” (2006), de Karim Aïnouz; “Bacurau” (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles; e “Paloma” (2022), de Marcelo Gomes, ajudaram a ampliar o repertório de experiências, paisagens e personagens associadas ao interior nordestino, como são os casos dos protagonistas interpretados por Hermila Guedes, Silvério Pereira e Kika Sena, respectivamente.
É nesse contexto de multiplicação dos olhares sobre o interior do Nordeste que “Feito Pipa” pode ser inserido. “São filmes que, cada um à sua maneira, ajudaram a ampliar o imaginário sobre o Sertão e a romper com uma representação muito cristalizada desse lugar no cinema brasileiro”, afirma o roteirista do filme, André Araújo.
Entre as referências mais próximas, ele cita especialmente a obra de Aïnouz gravada em Iguatu e “Pacarrete” (2019), obra estrelada pela atriz Marcélia Cartaxo, um longa-metragem rodado em Russas, no Vale do Jaguaribe, que, assim como “Feito Pipa”, tem colaboração de Araújo no roteiro e a direção assinada por Deberton.
“O que me interessava era imaginar o Sertão pelo olhar de Gugu: um lugar que pode ser duro e atravessado por contradições, mas que também é colorido, afetivo, fantasioso e cheio de possibilidades. O Sertão do filme não é apenas o cenário onde Gugu vive. É parte da maneira como ele inventa o mundo” , pontua o roteirista.
André Araújo é roteirista de Feito Pipa
Cedida
Quixadá e a cidade que emergiu
As filmagens de “Feito Pipa” foram realizadas em Quixadá, no Sertão Central cearense. A escolha, segundo o roteirista, foi resultado de um estudo de viabilidade.
“Fizemos uma pesquisa de locação em todo o Ceará até chegar a esse município, que conseguia suprir todas as demandas do roteiro em termos de paisagens e questões logísticas”, explica.
Mas a origem da história nasceu fora, num estado vizinho, que também compartilha o clima semiárido. Em 2012, Araújo conheceu São Rafael, no interior do Rio Grande do Norte, município conhecido por ter sido parcialmente inundado pelas águas da barragem Armando Ribeiro Gonçalves. Em períodos de estiagem, estruturas da cidade velha emergem, entre elas a torre da igreja, experiência que foi ponto de partida para o roteiro.
“Na época, eu estava fazendo uma pesquisa sobre a cidade antiga que havia reaparecido após 30 anos submersa pela barragem. Aquela imagem da igreja me inspirou a pensar essa história. A cidade que reaparece e as memórias que se apagam. Em ‘Feito Pipa’, a memória é sobrevivência”, afirma André Araújo.
É a mesma cidade que aparece num clássico do cinema realizado no interior do Nordeste: “Cabra Marcado para Morrer” (1984). Em São Rafael, o cineasta Eduardo Coutinho reencontrou Elizabeth Teixeira durante as filmagens do documentário que aborda a luta pela reforma agrária na ditadura militar no Brasil.
Embora com temas distintos, as duas obras demonstram como o Sertão tem sido ressignificado pelo cinema brasileiro. Essa aproximação ganha força com a memória ocupando papel central nas narrativas: se Coutinho documenta uma história interrompida pela repressão política, Araújo e Deberton partem da imagem de uma cidade submersa para construir uma trama em que recordar é uma forma de permanecer.
O amor entre avó e neto
Filme cearense “Feito pipa” é pré-selecionado para representar o Brasil no Oscar
Divulgação/Paris Filmes
Em inglês, o filme ganhou o nome de “Gugu’s World” (“O Mundo de Gugu”, em tradução livre), como forma de sintetizar a jornada do protagonista: um menino criado pela avó materna que, após descobrir que ela está perdendo a memória, luta para não ir morar com o pai homofóbico, interpretado por Lázara Ramos.
Para o roteirista André Araújo, esse vínculo entre avó e neto é um dos elementos que mais têm emocionado espectadores em diferentes festivais, como Berlim e Gramado.
Eu também fui um menino criado por vó, assim como Gugu. Nas sessões que a gente tem feito pelo mundo, a relação de Gugu e Dilma tem tocado e emocionado os mais diferentes públicos.”
Segundo ele, a força emocional da história está na universalidade desse afeto: “O amor que une avó e neto é tão verdadeiro, tão íntimo, mas também tão autêntico, divertido, que nem mesmo o Alzheimer consegue apagar. É o fio que permanece para além da memória e do esquecimento. E é o fio que conecta o público com a história”.
Livre para ser quem é
Outro aspecto central da narrativa é a construção de Gugu como uma criança queer. O roteirista afirma que desejava retratar um personagem marcado não apenas pelos conflitos provocados pela intolerância, mas também pela liberdade característica da infância.
“Quando idealizei Gugu, eu queria que ele fosse radiante, livre, performático, mas, sobretudo, uma criança. Uma criança que ainda não precisa nomear quem é, que experimenta o mundo com liberdade e encontra prazer em ser exatamente como é”, comentou.
Para Araújo, a trama desafia a ideia de um Sertão exclusivamente conservador: “Eu queria imaginar outras possibilidades. Um Sertão onde esse menino também pudesse ser livre, amado e feliz, não apesar de quem ele é, mas simplesmente sendo quem é.”
Embora ainda não tenha assistido ao longa, a pesquisadora Eliana Guerra afirma acompanhar com interesse a trajetória da produção: “O fato de ter sido filmado em Quixadá e de estabelecer uma relação tão próxima entre os personagens e o território já desperta bastante o meu interesse como pesquisadora.”
Para ela, filmes produzidos em diferentes épocas demonstram que não existe uma única imagem da região no audiovisual brasileiro.
“Não existe uma única imagem do Sertão, mas muitos Sertões possíveis no cinema brasileiro”, concluiu a pesquisadora.
Representante brasileiro na corrida por uma vaga entre os cinco indicados ao Oscar de Filme Internacional, “Feito Pipa” tem o desafio de repetir a melhor fase do cinema brasileiro, com duas indicações seguidas ao prêmio de melhor filme internacional, “Ainda Estou Aqui” (2024) e “Agente Secreto” (2025), tendo o primeiro conquistado para o Brasil a então inédita estatueta dourada.
Em cartaz em Juazeiro do Norte durante uma semana, o longa teve sessões lotadas. O professor Ribamar Bringel Filho conseguiu assistir ao filme e destaca a canção que é uma das cenas que sintetizam o afeto entre a vó Dilma e neto Gugu.
“A música “Time After Time”, de Cyndi Lauper, transmite justamente essa ideia de estar presente, de permanecer ao lado de alguém, mesmo quando tudo está mudando. No filme, a música reforça a sensação de que o afeto da avó é um porto seguro para o neto. Acho que é isso que torna o filme tão delicado: mostrar que acolher uma criança também é permitir que ela seja livre para descobrir quem é. E que amar é estar por perto, sem impedir que o outro siga seu próprio caminho”, destaca.
Feito Pipa, filme estrelado por Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira.
Jamille Queiroz/Divulgação
Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Fonte: G1 Entretenimento

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Arlindo Cruz é celebrado por cantoras em EP que fica completo com a edição da gravação feita por Vanessa da Mata

Arlindo Cruz (1958 – 2025), em foto de 2012, tem músicas regravadas pelas cantoras Agnes Nunes, Duda Beat, Luedji Luna, Ivete Sangalo e Vanessa da Mata
Zé Paulo Cardeal / Globo
♫ NOTÍCIA
♬ Com o lançamento da gravação em que Vanessa da Mata canta “O que é o amor” (Arlindo Cruz, Maurição e Fred Camacho, 2007), quinta e última faixa do tributo fonográfico idealizado pelo produtor Liminha para celebrar Arlindo Cruz (14 de setembro de 1958 – 8 de agosto de 2025), o EP “Elas cantam Arlindo” ficou disponível na íntegra na sexta-feira, 25 de setembro.
Como o título “Elas cantam Arlindo” já explicita, o EP apresenta músicas do compositor carioca – bamba do samba da geração surgida com o grupo Fundo de Quintal entre o fim dos anos 1970 e o início da década de 1980 – nas vozes de cantoras. Além de Vanessa da Mata, o elenco feminino do EP é formado por Agnes Nunes, Duda Beat, Ivete Sangalo e Luedji Luna.
Agnes Nunes canta “Será que é amor?” (Arlindo Cruz, Babi e Junior Dom, 2003). Duda Beat dá voz ao samba “Agora viu que perdeu e chora” (Arlindo Cruz, Franco Lattari e Jorge David, 2012). Ivete Sangalo reaviva “Meu lugar” (Arlindo Cruz e Mauro Diniz, 2007). Já Luedji Luna interpreta “O bem” (Arlindo Cruz e Délcio Luiz, 2011).
A produção musical e a direção artística do EP “Elas cantam Arlindo” são assinadas por Liminha com Boris Farias.
Capa do EP ‘Elas cantam Arlindo’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Investigado pela PF, MC Ryan SP diz que ‘deu ruim para quem focou no tigrinho’ após proibição das bets

Governo anuncia proibição das bets no Brasil
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O MC Ryan SP ironizou a proibição das bets no Brasil e relembrou sua prisão pela Polícia Federal. Em stories do Instagram nesta sexta-feira (25), o funkeiro disse que “deu ruim” para “quem focou no Tiger [referência ao ‘jogo do tigrinho’] e esqueceu do funk”.
Ryan chegou a ser preso na “Operação Narco Fluxo”, da Polícia Federal, em abril deste ano. A Justiça determinou sua soltura em maio.
Segundo a PF, o esquema funcionaria por meio da movimentação de recursos ligados a apostas ilegais, rifas digitais e lavagem de capitais. No documento judicial, MC Ryan SP é apontado pela Polícia Federal como “beneficiário final” da estrutura investigada.
MC Ryan SP
@victordealmeidafotos/Divulgação
Na publicação desta sexta-feira, o cantor escreveu:
“Deu ruim, hein, quem focou só no tiger e esqueceu do funk. Bora pro estúdio que ainda dá tempo. Acabou a mordomia. Eu sempre avisei: vai moía. Foca no funk.”
Tiger é uma referência ao Fortune Tiger, jogo de azar que tem como “garoto-propaganda” um tigre e acabou ficando conhecido como “jogo do tigrinho”.
Ryan SP complementou falando da própria experiência com os jogos de azar e fez referência à sua prisão pela Polícia Federal, associando a sigla da organização à cantora Paula Fernandes:
“Eu mesmo já não posto Tiger tem um ano. Tiger só me trouxe problema, Paula Fernandes derrubando minha porta, levando tudo que eu tinha.”
Como o g1 mostrou, o “Jogo do Tigrinho” acabou invadindo sucessos de vários gêneros, incluindo o funk, se tornando comum em letras de sucessos como “Let’s Go 4”.
Mas, para além das composições, artistas também divulgavam plataformas, algumas ilegais. Mesmo após a proibição assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira, artistas continuavam divulgando o jogo.
Foi o caso do MC Rodolfinho, que compartilhou uma imagem incentivando seus mais de 1 milhão de seguidores a depositarem dinheiro em uma plataforma. No entanto, os depósitos já estão restritos.
Funkeiro MC Rodolfinho divulga casa de apostas após proibição
Reprodução/Instagram
A proibição das bets
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o “Jogo do Tigrinho”.
A proibição, feita a nove dias das eleições, foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta.
🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as chamadas bets (veja mais detalhes abaixo).
“Eu tomei a decisão de tomar medida dura e drástica necessária. É como câncer, ou tira tumor, ou tumor vai matar a gente. […] Foi muita briga, foi muita discussão, foi muito vamos fazer aquilo, faz tudo, faz nada, faz pela metade, não. Já que tem que fazer, vamos fazer o que tem que ser feito. Acabar com as bets”, disse Lula.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a partir desta sexta, “não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro”.
“Então a partir da publicação dessa medida provisória, as contas onde as plataformas de apostas recebem os aportes dos apostadores não serão mais admitidos nenhum novo aporte a partir da publicação da medida provisória”, prosseguiu.
Os apostadores vão ter até às 23:59 do dia 5 de outubro para retirar voluntariamente o dinheiro disponível nas plataformas. Caso não consigam retirar até o dia 5, os bancos que operam para bets farão a devolução entre os dias 9 e 14 de outubro.
Segundo o governo, as bets terão entre os dias 7 e 8 de outubro para informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas.
Até 23:59 de 5 de outubro: Apostadores podem retirar voluntariamente saldos das plataformas;
A partir do dia 6 de outubro: Os sites e aplicativos saem do ar;
Entre os dias 7 e 8 de outubro: As bets devem informar aos bancos que operam os valores que estão nas contas por CPF;
Entre os dias 9 a 14 de outubro: Devolução integral dos saldos (via bancos);
A partir do dia 14 de outubro: Em caso de impedimento, a Caixa intermediará a devolução aos apostadores.
As sanções aos que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso de pessoas jurídicas.
A medida provisória prevê ainda a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, tanto em meios físicos como digitais, até às 23:59 do dia 5 de outubro.
Segundo o governo, o mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio.
A partir da publicação da medida, não seram mais permitidas novas publicidades de apostas.
Além disso, o governo anunciou que haverá um reforço na estrutura do Ministério da Justiça. Será criada uma nova coordenação na Polícia Federal dedicada à recuperação de ativos e lavagem de dinheiro e uma estrutura com o mesmo propósito na Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi).
A partir de agora, ambas vão atuar no combate às bets.
A partir desta sexta, serão vedadas novas concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de apostas de quota fixa. Os pedidos de concessão, permissão e autorização para exploração de loterias de aposta de quota fixa ainda não decididos ficarão prejudicados.
Além disso, as concessões, permissões e autorizações para exploração de loterias de aposta de quota fixa concedidas com base na lei anterior serão extintas em até 30 dias.
As iniciativas integram um pacote de ações econômicas voltadas ao combate ao endividamento das famílias brasileiras, anunciadas durante um evento em São Paulo.
A ofensiva contra as bets ocorre na reta final do primeiro turno das eleições, na esteira de uma série de críticas feitas pelo presidente às apostas.
Nesta semana, durante seu discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula afirmou que as plataformas transformam “vício em lucro” e estão “destruindo lares”.
Nos últimos dias, o petista reforçou o tom em atos de campanha. Durante ato no Recife (PE) nesta sexta, depois de voltar a dizer que vai acabar com as bets, o candidato à reeleição afirmou que “não é correto gastar o que não tem pra tentar ganhar o que não existe”.
Crimes e penas
O g1 teve acesso à minuta do projeto que deve ser enviado ao Congresso pelo Executivo.
🚔De acordo com a minuta da proposta, explorar ou operar as chamadas “apostas de quota fixa”, por qualquer meio, passará a ser crime punido com reclusão de 4 a 6 anos, além de multa.
A punição será aplicada mesmo que o agente tenha autorização de uma autoridade estrangeira.
A proposta prevê estender as mesmas penas a quem oferece, recebe, registra, faz a intermediação, disponibiliza ou administra canais e estabelecimentos de apostas.
A punição, se o texto for aprovado pelo Congresso, será aumentada de um terço caso o objeto da aposta seja um evento virtual de jogo on-line, como os populares cassinos virtuais, caso do “jogo do tigrinho”.
Além da exploração direta, o projeto que deve ser enviado ao Legislativo criminaliza atividades relacionadas às bets:
Divulgação e publicidade: fazer propaganda, publicidade ou marketing para incentivar apostas terá pena de reclusão de 2 a 4 anos, e multa. A mesma sanção será aplicada sobre quem recruta apostadores ou monetiza esse tipo de publicidade. O texto ressalta, contudo, que o formato não se aplicará a conteúdos de natureza jornalística, informativa, educativa, acadêmica, científica ou crítica.
Uso de dados pessoais: o fornecimento, comercialização ou segmentação de listas de dados pessoais com a finalidade de direcionar publicidade de apostas também será punido com reclusão de 2 a 4 anos, com agravantes caso os dados envolvam o histórico de perdas dos apostadores, transtornos de jogo diagnosticados ou informações de crianças e adolescentes.
Facilitação financeira e plataformas: instituições ou agentes que realizem transações, processamento ou armazenamento de pagamentos de apostas, sabendo de sua proveniência, bem como desenvolvedores e distribuidores de aplicativos e plataformas de apostas online, também poderão ser submetidos a penas de 2 a 4 anos de reclusão.
A opção pelo envio de um projeto de lei ao Congresso por parte do Executivo para tipificar os crimes ocorre porque a Constituição não permite a edição de medida provisória que trate de matéria de direito penal.
No Recife, Lula (PT) segura cartaz sobre fim das bets, junto com João Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), candidatos ao governo de PE e ao Senado, respectivamente
Foto: Ricardo Stuckert.

Fonte: G1 Entretenimento

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Luminosidade do cristal de Gal Costa reluz no 81º aniversário da cantora porque ‘coisas sagradas permanecem’

Gal Costa (1945 – 2022) é celebrada nas redes sociais por artistas como Gilberto Gil e Maria Bethânia
Mauro Ferreira / g1
♫ CRÔNICA
♬ Todo dia é dia de recordar e louvar Gal Costa (26 de setembro de 1945 – 9 de novembro de 2022). Mas hoje é um dia especial. A imortal cantora baiana estaria completando 81 anos neste sábado, 26. A data nem é redonda, como os 80 anos festejados pelo séquito da artista em 2025, mas todo aniversário de Gal atiça a saudade de seguidores e amigos da cantora.
Grandes nomes da MPB – como Gilberto Gil e Maria Bethânia – hoje estão celebrando Gal nas redes sociais, fazendo a luminosidade da voz da cantora reluzir neste 81º aniversário da artista. Uma voz que era um cristal. Coisa de Deus, como sentencia a sábia Bethânia, única remanescente da geração de grandes cantoras da MPB que irromperam na década de 1960.
Gal se foi há quatro anos. Elis Regina ( 1945 – 1982) partiu num rabo de foguete no já longínquo ano de 1982 – curiosamente o ano em que o rock deu uma blitz na MPB, como resumiu Gil, e desde então nada mais foi como antes. Nana Caymmi (1941 – 2025), a mais velha desse quarteto fantástico de cantoras gigantes, saiu de cena no ano passado.
Como Elis e como Nana, Gal ficou, mesmo tendo ido. Porque “coisas sagradas permanecem”, como sentenciou Caetano Veloso no verso da canção “Recanto escuro” (2011) – verso, aliás, já batido porque virou clichê falar do canto de Gal como uma coisa sagrada que transcendeu a existência física da artista. “Deus botou ali”, reforça Bethânia ao se referir ao cristal de Gal em depoimento que ressoa hoje nas redes sociais.
Felizmente, o brilho eterno desse cristal está perpetuado nos discos, nas gravações oficiais e extraoficiais de shows – a propósito, será que um dia teremos a benção de ouvir álbuns com os ainda inéditos áudios de show feitos por Gal nos anos 1970? – e nos vídeos que circulam na internet.
Gal Costa presente!

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso faz ‘Coração vagabundo’ bater de novo ao louvar João Gilberto em música do álbum de Cézar Mendes

Capa do single ‘João’, de Cézar Mendes (à direita) com Caetano Veloso
Bob Wolfenson / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: João
Artistas: Caetano Veloso e Cézar Mendes
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Conta o violonista e compositor baiano Cézar Mendes que, ao concluir o samba-canção “João” (2020), ele o mostrou ao muso inspirador da música, João Gilberto (10 de junho de 1931 – 6 de julho de 2019), e informou ao criador da bossa nova que a composição ganharia a voz de Caetano Veloso no álbum que Mendes planejava gravar.
Passaram-se anos entre a intenção e a realização, mas eis que “João” chegou ao mundo ontem, sexta-feira, 25 de setembro, como amostra inicial do segundo álbum de Cézar Mendes, o primeiro em que o artista se apresentará como intérprete, dando ele próprio voz a um cancioneiro autoral composto geralmente em parceria com Arnaldo Antunes, letrista de “João” e dos outras músicas do álbum previsto para ser lançado em novembro em edição da Uns Produções.
Só que, no caso de “João”, quem canta a música sozinho é mesmo Caetano Veloso em gravação que faz todo sentido dentro da trajetória do baiano tropicalista, devoto de João Gilberto desde 1958.
E tudo se afina não somente porque foi Caetano Veloso quem apresentou o conterrâneo santo-amarense Cézar Mendes ao Brasil como compositor – em 1998, 40 anos após a revolução de João – ao abrir parceria com o violonista na criação de “Aquele frevo axé”, samba cheio de bossa lançado na voz de Gal Costa (1945 – 2022) como música-título do álbum lançado pelo cantora naquele ano de 1998.
Quando Caetano canta os versos de “João”, louvando um dos mestres da música brasileira, é como se ele estivesse fazendo uma volta ao começo e fazendo bater novamente “Coração vagabundo”, a canção de 1967 que abriu o álbum dividido por Caetano com a mesma Gal Costa, então a Gracinha também devota de João. Tudo ali naquele dueto seminal era João e, por isso, tudo se encaixa agora em 2026.
A gravação de “João” por Caetano ecoa o dueto com Gal em 1967 inclusive por mostrar que, para ir na essência de uma canção – a lição maior deixada por João – nem sempre é preciso optar pela economia instrumental.
Diferentemente do que faz supor a foto de Bob Wolfenson na capa do single “João”, a gravação rejeita o formato minimalista de voz e violão. As cordas da St. Petersburg Studio Orchestra envolvem a gravação produzida e arranjada com esmero por Mario Adnet, também violonista da banda que inclui músicos como o ritmista Marcelo Costa (com bateria de toque reverente à leveza exigida por João Gilberto), o baixista Jorge Helder, o pianista Marcos Nimrichter e o flautista Eduardo Neves.
Parece muito, e é mesmo, mas tudo e todos estão em fina sintonia com João Gilberto.
Caetano Veloso (em pé) canta o samba-canção ‘João’ (2020) no segundo álbum do violonista Cézar Mendes, previsto para ser lançado em novembro
Bob Wolfenson / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Pabllo Vittar se move sob rastros de luz na foto da capa do álbum ‘Lost in lust’

Capa do álbum ‘Lost in lust’, de Pabllo Vittar
Hick Duarte com arte gráfica de Lucasphobia
♫ NOTÍCIA
♬ Pabllo Vittar se move sob rastros de luz na foto exposta na capa do sétimo álbum de estúdio da artista, “Lost in lust”. Programado para ser lançado na próxima quinta-feira, 1º de outubro, o álbum “Lost in lust” mostra Pabllo na capa em foto feita por Hick Duarte e enquadrada na arte gráfica criada por Lucasphobia.
Para chegar à imagem meio onírica da capa, a equipe de criação da artista optou por fotografar a cantora sob luz etérea e em clima sensual, para tentar traduzir na imagem o tom do álbum em que Pabllo Vittar ambienta 12 músicas – cantadas em inglês e/ou espanhol – em atmosfera eletrônica. Uma das referências visuais da capa foi a obra do fotógrafo italiano de moda Paolo Roversi.
Conceitualmente, o álbum “Lost in lust” – cujo título significa “Perdido na luxúria”, em bom português – é caracterizado como “uma jornada pelo desejo, pelo excesso, pela intimidade e pelo espaço indefinido entre o prazer e a obsessão”.
Ao longo das 12 faixas do álbum, a artista faz feat com o cantor venezuelano La Cruz em “Big bang”, se une ao astro italiano Mahmood em “Polizia”, divide o canto de “Body type” com Urias e traz a rapper porto-riquenha Villano Antillano em “Rockstar”.
“Alone”, “Attention”, “Bad good”, “Better than a feeling”, “Carnaval”, “Friend with…”, “Future” e “Skin” são as outras oito músicas que completam a tracklist do álbum “Lost in lust”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Após quase 40 anos, disco inédito de Paulo André Barata é lançado em Belém

Disco inédito de Paulo André Barata é lançado
Após quase quatro décadas ‘perdido’, um disco inédito de Paulo André Barata foi lançado em Belém e algumas das canções estarão no repertório de um show tributo.
O cantor, compositor, arranjador e instrumentista, que morreu há três anos, será homenageado no espetáculo nesta sexta-feira (25), data em que completaria 80 anos.
O espetáculo será às 20h30 no Teatro Margarida Schivasappa. No palco, 20 intérpretes vão se revezar celebrando a obra do artista.
O disco “Na Correnteza” conta com faixas inéditas e reúne composições de Paulo André com outros artistas. Das 10 composições, a maioria foi escrita junto com o pai, o poeta Ruy Barata.
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Ruy Barata e Paulo André, pai e filho, compositores que fizeram história na música do Pará
Arquivo de família
Cópia guardada por amigo
Tudo começou quando o jornalista paraense e amigo pessoal de Paulo André, Edgar Proença, guardou por quase 40 anos a única cópia, em fita cassete, com músicas inéditas do compositor, gravada em 1987.
O motivo para isso foi e é especial: a última faixa do disco, “Izabela”, foi uma homenagem à sua sobrinha Isabela. A canção é fruto da parceria entre seu pai, Edyr Proença, e seu amigo Paulo André Barata.
“O Paulo ia às vezes para Mosqueiro e tocava violão com o papai no pátio da nossa casa. Eles às vezes faziam parcerias, uma delas foi uma homenagem à minha sobrinha, Isabela, que havia nascido. Os dois compuseram a música e gravaram juntos” conta Edgar.
O disco foi produzido, à época, pelo jornalista e irmão de Paulo, Tito Barata, mas não chegou a ser lançado por falta de investimento das gravadoras.
“Me lembrei desse disco que produzi em 1987 que por algum motivo extraviou a fita master, que era uma fita de rolo. Conversando no ano passado com o Edgar, ele me disse que tinha uma cópia daquele master tirado exatamente na gravadora, inclusive com a letra de Paulo André e assinatura dele”, revela Tito.
Fita guardada de Paulo André Barata deu origem a disco inédito
TV Liberal/Reprodução
‘Disco que é uma pérola’
Para chegar ao público, o material precisou passar por um processo de limpeza e digitalização, feita em Belém, além de uma remasterização, feita por Artur Luna, no Rio de Janeiro.
No Pará, os responsáveis pelo tratamento da obra foram o artista, Léo Bitar, e o produtor musical, Ziza Padilha.
“Quando eu peguei a fita testei em alguns gravadores para ver qual aparelho ela soava melhor para poder fazer a digitalização, daí quando toquei a fita o som era fantástico! A qualidade sonora é incrível, um disco que realmente é uma pérola na obra do Paulo André. É um discasso!”, enfatiza Léo.
Gravações em fita guardada foram restauradas para disco póstumo
TV Liberal/Reprodução
O disco tem canções inéditas de Paulo com Paes Loureiro, Alfredo Oliveira, Edyr Proença e Ruy Barata, pai de André, incluindo a primeira versão de “Porto Caribe”, que muitos conhecem como “Eu sou de um país que se chama Pará”.
Ziza Padilha destaca que o público, ao entrar em contato com o disco, irá escutar o projeto da maneira que foi idealizado por Paulo André Barata na década de 1980.
“Respeitar o som da época também é importante para que isso chegue no ouvido de quem vai consumir. Essa obra foi feita por um baita compositor com grandes poetas e a gente respeita e admira. Então, a gente faz com todo carinho e se emociona também pela responsabilidade que nos colocam para fazer esse trabalho”, ressalta Ziza.
O álbum ‘Na Correnteza’ já está disponível nas plataformas digitais e em versão CD, ambos lançados pelo selo Na Music.
Quem foi Paulo André Barata
Paulo André morreu em 25 de setembro de 2023, no dia em que completaria 77 anos.
Cantor, compositor, músico e poeta, Paulo André Barata, nasceu em Belém e construiu uma carreira artística marcada pela valorização da identidade cultural amazônica, com referências aos rios, às paisagens e às manifestações culturais da região.
Paulo André Barata lança “Nasci Para Bailar” em plataformas digitais de música.
Divulgação
Suas canções “Pauapixuna”, “Foi Assim” e “Este Rio é Minha Rua” foram imortalizadas na voz de Fafá de Belém.
Em 2025 teve sua obra reconhecida como patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial do Estado do Pará. A Lei nº 11.098, que reconhece esse legado, foi sancionada após aprovação unânime na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
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Fonte: G1 Entretenimento

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Mulher que acusou Jay-Z de estupro recua, pede desculpas a Beyoncé e nega ter sido paga

Jay Z em 24 de novembro de 2024, em Washington
Terrance Williams/AP
A mulher identificada pelo nome fictício Jane Doe, que acusou Jay-Z de agressão sexual, voltou atrás nas alegações. Em uma nova declaração apresentada à Justiça, ela afirmou que nunca conheceu nem teve qualquer contato com o rapper e disse ter informado sua então equipe jurídica sobre determinadas “condições de saúde mental” antes de o artista ser citado publicamente no processo, em dezembro de 2024.
“Shawn ‘Jay-Z’ Carter nunca me estuprou. Eu nunca conheci nem falei com o Sr. Carter. O Sr. Carter jamais teve qualquer conduta inadequada comigo”, escreveu a mulher na declaração de 12 páginas apresentada à Corte Federal de Manhattan e obtida pela revista “Rolling Stone”.
“Não há verdade em nenhuma das minhas alegações contra o Sr. Carter”, continuou ela, sob pena de perjúrio. “Entendo que minhas falsas acusações causaram ao Sr. Carter imensa dor, sofrimento e danos que jamais poderão ser totalmente reparados”.
A longa declaração foi protocolada na quinta-feira (24), juntamente com um aviso de que Jay-Z estava voluntariamente retirando a mulher como ré em seu processo contra o advogado Tony Buzbee (que representava Jane Doe). O rapper alegava que Jane admitia que a história era falsa e parte de uma “conspiração maligna” para extorquir dinheiro e prejudicar a reputação do músico.
Agora no g1
Em comunicado enviado ao TMZ pelo novo advogado de Jane Doe, James Blair Newman Jr., a mulher declarou que decidiu se retratar de forma “voluntária” e que não recebeu qualquer compensação financeira de qualquer espécie do Sr. Carter ou de qualquer pessoa agindo em seu nome.
“Ela pede sinceras e incondicionais desculpas ao Sr. Carter e à sua família”.
Ainda de acordo com o site, a mulher conta que, em setembro ou outubro de 2024, viu um anúncio no Facebook procurando pessoas que alegassem ter sofrido agressão sexual por parte de Diddy. A mulher disse que o anúncio despertou memórias de um estupro que sofreu aos 13 anos e entrou em contato com o escritório de advocacia AVA Law Group, sendo posteriormente encaminhada a Buzbee, que apresentou uma queixa em seu nome.

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Prêmio literário francês retira livro de competição por suspeitas de uso de IA

Um exemplar do livro “C’était ça ou mourir”, um romance do autor Thelyson Orélien
REUTERS/Sarah Meyssonnier
A Academia Goncourt, que concede o prêmio literário mais renomado da França, anunciou nesta sexta-feira (25) a retirada do romance do autor canadense Thélyson Orélien da lista de candidatos devido a acusações de plágio e uso de inteligência artificial.
Essa decisão “é ditada pelo desejo de preservar a integridade do Prêmio Goncourt e da Academia, cuja função central é promover e celebrar a literatura escrita por mulheres e homens”, declararam os organizadores em um comunicado à AFP.
Orélien, que também possui nacionalidade haitiana, está no centro da controvérsia desde o início da semana, quando uma conta anônima no X o acusou de ter escrito seu livro “C’était ça ou mourir” (“Era isso ou morrer”, em tradução livre), um fenômeno literário na França, “quase inteiramente” usando inteligência artificial.
Agora no g1
Para justificar sua decisão, a Academia Goncourt afirmou que se baseou nos “resultados convergentes de diversas análises realizadas por pesquisadores e jornalistas confiáveis, que demonstram que ‘C’était ça ou mourir’ é, muito provavelmente, em grande parte produto de inteligência artificial”.
Dois dias depois, acusações de plágio de textos publicados há mais de uma década no Canadá se seguiram às acusações de uso de IA.
No Canadá, onde Orélien chegou em 2010, a editora Boréal anunciou a suspensão de suas “atividades promocionais”.
O autor, de 38 anos, está atualmente na França, onde tinha agendado a promoção de seu livro, um verdadeiro fenômeno literário e um dos favoritos na temporada de premiações.
O escritor declarou à AFP que está “pronto para se pronunciar quando as coisas se acalmarem”. “Porque agora, de qualquer forma, existe esse desejo não só de atacar o livro, mas sobretudo a minha voz […], de me silenciar.”
Por trás da conta anônima que lançou as acusações no início desta semana está o ensaísta francês Samuel Fitoussi, como ele mesmo admitiu nesta sexta-feira no X, especificando que se tratava de um “projeto coletivo”.
“Temo que, após vários milênios de uma civilização baseada na escrita, a IA cause o desaparecimento da leitura e da escrita”, disse esse colaborador do jornal conservador Figaro, justificando sua iniciativa.
Essa controvérsia abalou o mundo literário francês e levanta questões em todo o mundo sobre como essa nova tecnologia afetará a indústria editorial.

Fonte: G1 Entretenimento