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Chelpa Ferro e Fausto Fawcett expõem ‘náusea do absurdo brasileiro’ entre os ruídos urbanos de ‘Pesadelo ambicioso’


Capa do álbum ‘Pesadelo ambicioso’, de Fausto Fawcett e Chelpa Ferro
Obra de Barrão com arte gráfica de Daniel Ribeiro
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Pesadelo ambicioso
Artista: Fausto Fawcett e Chelpa Ferro
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Coletivo carioca formado em 1995 pelo escultor Barrão, o pintor Luiz Zerbini e o editor de cinema Sergio Mekler, Chelpa Ferro se notabilizou ao promover a conexão das artes plásticas com a música eletrônica. Nesse universo experimental, Chelpa Ferro produz o mesmo ruído urbano que alimenta a escrita imagética de Fausto Fawcett, hábil na exposição do caos da cidade natal do artista, Rio de Janeiro (RJ), cenário de belezas e horrores.
Álbum lançado na segunda-feira, 23 de fevereiro, com capa que enquadra obra de Barrão na arte gráfica de Daniel Ribeiro, “Pesadelo ambicioso” afina os versos verborrágicos de Fawcett com os barulhos do Chelpa Ferro para reiterar que, sim, a chapa ainda está quente em 2026. Aliás, a chapa talvez nunca tenha estado tão quente literal e metaforicamente.
Fausto Fawcett nunca acordou de sonhos intranquilos. No álbum “Pesadelo ambicioso”, o escritor e compositor carioca propaga a “náusea do absurdo brasileiro”, como explicita no texto existencialista de “Sabão Minerva”, segunda das 13 faixas do disco gravado entre 2021 e 2025 com produção orquestrada pelo Chelpa Ferro com Thiago Nassif.
Munido de guitarras e sintetizadores, Nassif se une ao Chelpa Ferro para friccionar o conceito de música, propondo outra linguagem sonora em sintonia com o histórico do trio (curiosamente, o selo que edita o álbum se chama Outra Música).
Também lançado no formato físico de LP, “Pesadelo ambicioso” é disco composto por textos de Fawcett com colagens de ruídos e sons experimentais de atmosfera noise. Os textos são extraídos do livro também intitulado “Pesadelo ambicioso” (2022) e lançado por Fawcett há quatro anos com coletânea de escritos feitos para quatro eventos, sendo que um deles era justamente a instalação apresentada pelo Chelpa Ferro em Brasília (DF) em 2021 com o mesmo nome do livro e do álbum.
Escritos no contexto pós-pandemia, os textos da instalação “Pesadelo ambicioso” são a matéria-prima do álbum homônimo. A pulsação ruidosa dos sons produzidos por Thiago Nassif com o Chelpa Ferro potencializam o efeito ácido dos textos de Fausto Fawcett, que soa intencionalmente assustador no brado de “Grito motor”.
Se a narrativa delirante de “Forasteiro mental” evoca a prosódia do escritor, cantor e compositor no álbum de estreia com o grupo Robôs Efêmeros, flash urbano de 1987, “Funk insinuante” reverbera os graves do batidão que redesenhou a geografia da música carioca a partir da década de 1990.
Já “Candeia Stones” recorre ao modus operandi dos DJs na pista de dança para tentar (em vão) um link (já anunciado no título da faixa) do samba do compositor Candeia (1915 – 1978) com o rock do grupo Rolling Stones. Os ruídos abafam o choro da cuíca. O que jamais é abafado ao longo do álbum é o som da voz de Fausto Fawcett, cujo tom apocalíptico se harmoniza com o texto e os ruídos de “Demônios da insignificância”.
Enfim, com os restos e os ruídos das experimentações sonoras do Chelpa Ferro e com a verborragia urbana de Fausto Fawcett, o álbum “Pesadelo ambicioso” capta a atmosfera sombria de um universo em desencanto. Um mundo em progressiva desconstrução. Sob tal prisma, o álbum “Pesadelo ambicioso” soa como grito já cansado e desesperado, ouvido sob os escombros da civilização urbana dos anos 2020.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ator Bobby J. Brown, de ‘The Wire’, morre em incêndio, aos 62 anos


Bobby J. Brow, ator de ‘The Wire’, que morreu em incêndio.
Return to Sender/Divulgação
O ator Bobby J. Brown, conhecido por interpretar o oficial que levava seu nome na série “The Wire”, morreu na terça-feira (24), aos 62 anos, após um incêndio em um celeiro no estado de Maryland, nos Estados Unidos.
De acordo com o Gabinete do Médico Legista, a causa da morte foi inalação de fumaça e lesões térmicas difusas. O caso foi classificado oficialmente como acidente.
Segundo familiares, Brown entrou no celeiro para tentar ligar um veículo quando o fogo começou. Ele chegou a telefonar para um parente pedindo um extintor, mas as chamas se espalharam rapidamente e destruíram a estrutura antes da chegada de ajuda.
Durante uma tentativa de resgate, a esposa do ator sofreu queimaduras graves.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Além de “The Wire”, Brown participou da minissérie “We Own This City” e fez aparições em produções como “Law & Order: SVU”, “Veep, The Corner” e “Homicide: Life on the Street”.
No cinema, atuou em filmes como “Amor ao Extremo” e “Tudo por Você”.
Brown iniciou a vida profissional como boxeador. A mudança para a atuação ocorreu após ele observar o trabalho de Mickey Rourke durante as filmagens de “Homeboy”.
Segundo seu agente, Albert Bramante, o ator era “totalmente dedicado ao ofício” e lembrado como uma pessoa generosa. Testemunha de Jeová, Brown deixa esposa e filhos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Amante? Elenco de ‘Bridgerton’ opina sobre cena que deu o que falar: ‘Há o que criticar e admirar’


Elenco de ‘Bridgerton’ fala sobre 4ª temporada
A quarta temporada de “Bridgerton” estreou em partes: a primeira veio no fim de janeiro, enquanto a segunda foi lançada somente nesta quinta (26), na Netflix. Nesse meio tempo, fãs tiveram que digerir uma cena que deu o que falar.
É uma reação esperada pelos atores. “É um daqueles momentos que há muito para criticar e admirar ao mesmo tempo”, diz Luke Thompson (Benedict Bridgerton).
A temporada aborda o romance entre Benedict Bridgerton, um nobre, e Sophie Baek (Yerin Ha), uma criada. Eles são de classes totalmente diferentes e, naquele contexto, trata-se de um amor socialmente impossível.
Isso não impede a paixão, claro, e uma cena quente se passa na escada. Tomado de tesão, ele pára o beijo para uma proposta. “Sophie, seja a minha amante”, diz ele. E assim acaba a primeira parte.
E aí? É para se decepcionar ou ficar com raiva? É para querer que Sophie aceite a proposta, já que eles não poderiam ficar juntos de outra forma? Luke diz que toda reação está liberada.
“Acho que qualquer coisa que os fãs sintam [sobre essa cena] é válida. É para ser um momento que polariza. E eu amo isso também porque é fiel à vida, e ao fato de que o amor pode ser uma negociação bem complicada”.
Benedict Bridgerton (Luke Thompson) e Sophie Baek (Yerin Ha) na 4ª temporada de ‘Bridgerton’
Divulgação/Netflix
“Quando o Benedict usa aquela palavra ‘amante’, ele não sabe que aquela palavra significa algo diferente para a Sophie. E eu acho que se existem muitos mal-entendidos em um relacionamento, é quando as coisas ficam difíceis. Eu acho que a palavra ‘mal-entendido’ explica bem”.
Yerin lembra que também é bom aprender com Sophie: não vale a pena ficar com o amado a qualquer custo. Mesmo sendo de uma classe menos privilegiada.
“A cena mostra que está tudo bem dizer não. E que está tudo bem colocar o seu valor e a sua dignidade em primeiro lugar, antes de um homem”.
Além de ‘Cinderela’
Nesta temporada, a história de “Bridgerton” despertou muitas comparações com “Cinderela”. Tem a madrasta vilã, com suas duas filhas, e a jovem que escapa para ir a um baile e conhece um “príncipe”.
Ele, por sua vez, se apaixona por ela e faz de tudo para descobrir quem é a dama misteriosa.
Mas se a série parte desse conto de fadas, acaba seguindo para outros caminhos. Para Yerin, “tirando o baile de máscaras e o relógio batendo meia-noite, é uma história completamente diferente”, a começar pela personagem de Sophie. Mas é uma boa forma de manter o interesse.
“É bom começar com algo que as pessoas conhecem e amam para atrair a atenção, mas depois levá-las para outro lugar”.
Posy Li (Isabella Wei), Lady Araminta Gun (Katie Leung) e Rosamund Li (Michelle Mao) na 4ª temporada de ‘Bridgerton’
Divulgação/Netflix
Ao contrário de Cinderela, que tinha duas irmãs malvadas, uma das irmãs de Sophie, Posy, é bem gente fina. Isabella Wei, que interpreta a irmã boa, diz que isso é importante em uma série que aborda diferentes tipos de amor. “Uma das irmãs mostra compaixão e mostra que o amor pode existir mesmo em uma família adotiva, da mesma forma que o amor fraternal”.
E como a série mostra, a madrasta má é “má” para sobreviver em um contexto social difícil, sobretudo para mulheres.
“Adicionar aquele toque da Regência dá muito contexto que provavelmente não pôde ser explorado em outros contos de fadas clássicos. Aqui, existem os elementos da sociedade envolvidos”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Grupo Gilsons reúne Arnaldo Antunes, Julia Mestre e a inglesa Sona Jobarteh no segundo álbum de estúdio do trio


O trio Gilsons alinha dez músicas no segundo álbum, ‘Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão’
Marina Zabenzi / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Cantora, compositora e multi-instrumentista nascida na Inglaterra em família de ascendência africana, Sona Jobarteh – mestra no toque da kora, instrumento de cordas muito popular na África Ocidental – é uma das convidadas dos Gilsons no segundo álbum de estúdio do trio carioca, “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”, previsto para ser lançado às 15h da próxima terça-feira, 3 de março.
Sona Jobarteh participa da gravação de “Só a vida pede”, última das dez músicas do álbum formatado com produção musical de José Gil.
Além de ser parceiro de João Gil na canção “Minha flor”, (gravada pelos Gilsons com as adesões de Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso), Arnaldo Antunes figura na gravação da música “Vai chover”. Já Julia Mestre faz feat com os Gilsons na faixa “Nó na nuca”.
“Visão”, “Semeia”, “Zumbido”, “Desejo” e “Beijo na boca” são outras músicas que compõem o repertório essencialmente autoral do álbum “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”.
Como já noticiado, o vocalista do grupo Olodum, Narcizinho Santos, se juntou aos Gilsons na canção “Bem me quer”, lançada em 19 de janeiro como lado B do single que trouxe, no lado A, a supracitada canção “Minha flor”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio: HWASA e Alok são anunciados como atrações do festival


HWASA e Alok se apresentarão no Rock in Rio 2026
Reprodução/jacksonmartinsreal / Ag.FPontes
O DJ goiano Alok e a rapper sul-coreana HWASA estão confirmados para o próximo Rock in Rio, que acontecerá nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro deste ano, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ).
Anunciados nesta quinta-feira (26), os artistas se apresentarão no dia 11 de setembro, no Palco Mundo. A cantora HWASA, do grupo Mamamoo, deve se apresentar depois do DJ.
O lineup completo do festival ainda não foi revelado. Veja a seguir todas as atrações já anunciadas:
Dia 4
Foo Fighters (Palco Mundo) – headliner
Dia 5
Avenged Sevenfold (Palco Mundo) – headliner
Bring Me The Horizon (Palco Mundo)
Dia 7
Elton John (Palco Mundo) – headliner
Gilberto Gil (Palco Mundo)
Jon Batiste (Palco Mundo)
Fatboy Slim (New Dance Order)
Laufey (Palco Sunset)
Luísa Sonza convida Roberto Menescal (Palco Mundo)
Péricles canta Motown (Palco Sunset)
Roupa Nova convida Guilherme Arantes (Palco Sunset)
Dia 11
Stray Kids (Palco Mundo) – headliner
Jamiroquai (Sunset)
Dia 12
Maroon 5 (Palco Mundo) – headliner
Demi Lovato (Palco Mundo)
Mumford & Sons (Palco Sunset)
João Gomes ao lado da Orquestra Brasileira (Palco Sunset)
Rock in Rio anuncia mais atrações para o dia 7 de setembro

Fonte: G1 Entretenimento

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Netflix se recusa a aumentar oferta pela Warner após nova proposta maior da Paramount


Logo da Warner Bros.
Eric Gaillard/Reuters
A Netflix anunciou nesta quinta-feira (26) que não vai elevar sua oferta pela Warner Bros. Discovery, após uma nova proposta da Paramount. Com isso, a empresa de David Ellison, que ofereceu US$ 110 bilhões mais cedo, deve ganhar a disputa pelo estúdio clássico.
A plataforma de streaming e a Warner tinham fechado um acordo de US$ 72 bilhões, em dezembro de 2025, por parte da empresa. Já a Paramount vinha desde então tentando superar a rival e comprar a companhia inteira.

Fonte: G1 Entretenimento

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Canto de cisne do Sepultura no EP ‘The cloud of unknowing’ soa mais limpo em ‘The place’, single com o peso da banda


O quarteto Sepultura lança hoje, 26 de fevereiro, o single ‘The place’, amostra inicial do EP ‘The cloud of unknowing’, agendado para 24 de abril
Stephanie Veronezzi / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: The place
Artista: Sepultura
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Daqui a dois meses, precisamente em 24 de abril, o grupo Sepultura lança o EP “The cloud of unknowing”, gravado em estúdio de Miami (EUA) nas brechas da agenda da ainda corrente turnê de despedida da banda mineira de thrash metal formada em 1984 em Belo Horizonte (MG) pelos irmãos Iggor Cavalera e Max Cavalera, ambos já fora do grupo há anos.
O EP “The cloud of unknowing” é o último título da discografia de estúdio do quarteto e o primeiro com o baterista Greyson Nekrutman, músico norte-americano convidado em fevereiro de 2024 a ocupar o posto de Eloy Casagrande, músico que, diante da oportunidade de tocar no grupo norte-americano Slipknot, decidiu deixar o Sepultura – grupo no qual estava desde 2011 – a um mês do início da turnê de despedida, em saída tão inesperada quanto tensa.
Gravado com produção musical de Stanley Soares, o EP “The cloud of unknowing” reúne quatro músicas inéditas. O repertório é composto pelas músicas “All souls rising”, “Beyond the dream”, “Sacred books” e “The place”.
Quarta faixa na disposição das músicas no EP, “The place” foi a primeira música a ser lançada em single editado pelo Sepultura sem aviso prévio nesta quinta-feira, 26 de fevereiro. Composição de autoria creditada aos quatro integrantes da atual formação do grupo (Andreas Kisser, Derrick Green, Greyson Nekrutman e Paulo Xisto Pinto), “The place” pode ser caracterizada como a primeira balada do repertório do Sepultura.
A letra da música “The place” versa sobre imigrantes que chegam em determinado lugar em busca de refúgio e, após período de acomodação, experimentam sentimentos contraditórios de paz e ódio diante da diáspora.
Com quase seis minutos, a gravação da música expressa essa contradição na alternância de andamentos e tons. O canto do vocalista Derrick Green soa mais limpo, mas, a partir do quarto minuto do single, fica mais gutural e raivoso, em sintonia com a mudança de tom dos versos e com o aceleramento da música.
Cabe recorrer ao trocadilho infame: “The place” é single com o peso da banda e sinaliza que o canto de cisne do Sepultura no EP “The cloud of unknowing” tem vigor e relevância, afastando qualquer ideia de decadência em relação ao grupo. A tampa do Sepultura será fechada em grande estilo.
Capa do EP ‘The cloud of unknowing’, do grupo Sepultura
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio anuncia Foo Fighters e Fatboy Slim como atrações do festival


Foo Fighters e Fatboy Slim são anunciados no line-up do Rock in Rio 2026
Reprodução/Fábio Tito/G1/Divulgação
Foo Fighters será o headliner do Rock in Rio 2026 no dia 4 de setembro, no Palco Mundo. Segundo a organização do festival, esse será o único show do grupo no Brasil neste ano.
Além da banda, Fatboy Slim foi anunciado como uma das atrações do dia 7, no palco New Dance Order.
A edição acontecerá nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro deste ano, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ). O lineup completo do festival ainda não foi revelado.
Veja a seguir todas as atrações já anunciadas:
Dia 4
Foo Fighters (Palco Mundo) – headliner
Dia 5
Avenged Sevenfold (Palco Mundo) – headliner
Bring Me The Horizon (Palco Mundo)
Dia 7
Elton John (Palco Mundo) – headliner
Gilberto Gil (Palco Mundo)
Jon Batiste (Palco Mundo)
Fatboy Slim (New Dance Order)
Laufey (Palco Sunset)
Luísa Sonza convida Roberto Menescal (Palco Mundo)
Péricles canta Motown (Palco Sunset)
Roupa Nova convida Guilherme Arantes (Palco Sunset)
Dia 11
Stray Kids (Palco Mundo) – headliner
Jamiroquai (Sunset)
Dia 12
Maroon 5 (Palco Mundo) – headliner
Demi Lovato (Palco Mundo)
Mumford & Sons (Palco Sunset)
João Gomes ao lado da Orquestra Brasileira (Palco Sunset)
Rock in Rio anuncia mais atrações para o dia 7 de setembro

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 90 anos, Hermínio Bello de Carvalho escreve a primeira letra explicitamente gay do cancioneiro do compositor


Hermínio Bello de Carvalho é o parceiro de Vidal Assis na canção ‘Cabernet Sauvignon’
Isabella Moriconi e Julia Ann Fleiuss / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Aos 90 anos, o compositor e poeta carioca Hermínio Bello de Carvalho apresenta a primeira música com letra explicitamente gay. Trata-se de “Cabernet Sauvignon”, composição com melodia de Vidal Assis e versos do poético letrista, sorvidos como um vinho pelo cantor Ayrton Montarroyos em gravação feita somente com o toque virtuoso do violão de João Camarero para o álbum comemorativo dos 90 anos de Hermínio Bello de Carvalho. O álbum será lançado amanhã, 27 de fevereiro, com oito músicas e um poema ao longo de nove faixas.
Batizada com o nome de encorpado vinho, “Cabernet Sauvignon” é música nascida de pedido feito pelo próprio Ayrton Montarroyos a Hermínio. “Pedi que compusesse para mim e em menos de uma semana a letra chegou às minhas mãos. Hermínio segue produtivo e sensibilíssimo, como sempre”, celebra Montarroyos, jovem cantor de alma antiga, sintonizado com o universo da MPB.
A simples presença de “Cabernet Sauvignon” como a quinta faixa do álbum “Hermínio Bello de Carvalho 90” deve ser saudada, embora soe como fato já banal em 2026. É que, ao longo do século XX, muitos compositores escreveram músicas sobre amores entre homens sem ousar dizer os nomes desses amores nos versos, por forças de circunstâncias sociais.
Poucos desafiaram a moral da época em que viveram, como Noel Rosa (1910 – 1990), compositor de “Mulato bamba”, samba lançado em 1932 e inspirado na valentia de João Francisco dos Santos (1900 – 1976), o lendário Madame Satã, homossexual que vivia na Lapa, bairro boêmio do centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Há, claro, centenas de canções que, mesmo sem versos explícitos, foram adotadas pela comunidade gay pela aura da letra. O exemplo mais famoso talvez seja “Nature boy” (Eden Ahbez, 1948), canção que atravessou gerações e, no Brasil, ganhou as vozes de cantores como Caetano Veloso e Ney Matogrosso, intérprete de versão em português intitulada “Encantado” e gravada por Ney no álbum “Seu tipo” (1979).
Voltando à obra de Hermínio Bello de Carvalho, o cancioneiro do compositor está repleto de músicas cujas letras podem ser entendidas como abordagens de um amor entre homens, mas o gênero nunca veio explicitado nos versos. Um exemplo é “Cobras e lagartos”, parceria do poeta com Sueli Costa (1943 – 2023) apresentada ao Brasil em 1975 na voz de Maria Bethânia no álbum com a gravação ao vivo do show feito pela cantora com Chico Buarque naquele ano de 1975.
Contudo, é fato que “Cabernet Sauvignon” vai um pouco além. Com versos de alto teor poético, a letra de “Cabernet Sauvignon” explicita que se trata de romance de “dois rapazes de mãos dadas no final”.
Eis a letra da primeira canção (explicitamente) gay da obra de Hermínio Bello de Carvalho:
“Cabernet Sauvignon”
(Vidal Assis e Hermínio Bello de Carvalho, 2026)
“Vem
Teu cansaço ainda cabe no meu colo
Podes te aninhar
Ninguém
Tem nas mãos o amor de quando eu te consolo
Pra te resguardar
Dos medos mais antigos
Das tormentas, dos perigos
Que me acenam do horizonte do teu ser
E és Cabernet Sauvignon e eu fiel sommelier
Que o amor
É uma dor cujo nome é prazer.
Nos meus braços tenho mirra, ouro, incenso
Ramos de alecrim
Viver
É saber que o amor é um alfarrábio imenso
Te aprochegues, sim
E encontro de relance
Num pedaço de romance
Dois rapazes de mãos dadas no final
Se eu durmo e tu dormes, quem há de confirmar se foi real?
Deixa estar
Teu olhar guarda os tons de Chagall”
Capa do álbum ‘Hermínio Bello de Carvalho 90’
Ilustração de Mello Menezes

Fonte: G1 Entretenimento

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Jonas Brothers voltam ao Brasil em show único


Jonas Brothers se apresentam no Grammy 2020
Matt Sayles/Invision/AP
Joe, Nick e Kevin Jonas vão trazer a turnê “Jonas20 – Greetings from your hometown” para uma única apresentação no dia 13 de maio, no Allianz Parque, em São Paulo.
A informação foi confirmada pelo banco patrocinador do evento. A última vez que os Jonas Brothers estiveram no Brasil foi em abril de 2024, com a turnê “One Night. Five Albums”.
A pré-venda de ingressos acontece a partir de 3 de março. As vendas gerais acontecem a partir do dia 5 de março. Os preços dos ingressos ainda não foram anunciados.
“Jonas20 – Greetings from your hometown” é a turnê que celebra os 20 anos de carreira do trio e acompanha o lançamento do álbum Greetings from Your Hometown, divulgado em agosto de 2025. A tour começou em agosto de 2025, em Nova Jersey, local ligado às origens do grupo.
Jonas Brothers anunciam show único no Brasil
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento