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De ajudante de pedreiro a líder do Spotify: DJ Japa NK domina ranking e embala o funk do pré-carnaval


DJs e cantores da Bololô Records, como Japa NK, costumam produzir as músicas durante a noite e de madrugada.
Fábio Tito/g1
Das 15 músicas mais ouvidas no Spotify, cinco têm um nome em comum: DJ Japa NK. O produtor de funk paulista de 33 anos assina “Posso Até Não te Dar Flores”, música mais ouvida no país por 16 semanas e hit do pré-carnaval nos streamings.
Desde seu lançamento, a canção foi tocada mais de 250 milhões vezes no Spotify e tirou “P do Pecado”, de Menos É Mais, do primeiro lugar no gosto popular. Além da top 1, Japa fez “Amo Minha Favela”, com MC Meno K, “Gauchinha”, “Carnívoro” e “SET DO JAPA NK 2.0”, com MC Oruam.
🎉 O DJ diz que “Posso Até Não te Dar Flores”, “Amo Minha Favela” e “Gauchinha” são as músicas com mais potencial para tocar durante o carnaval e que está ansioso para se apresentar em trios nos blocos.
Um dos artistas da Bololô Records, gravadora de MC Ryan SP, ele já lançou dois álbuns: “É o Japa NK Né Bebê”, em 2024, e “Beat que Te Deixa Alerta”, no ano passado.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
De camiseta branca sem mangas e com um cordão de ouro com pingente de tubarão combinando com o relógio de ouro no braço tatuado, Japa conversava com o g1 quando seu iPhone 17 laranja tocou, e o tema era a agenda cheia e seus shows supostamente lotados no Norte do Brasil.
Muita coisa mudou na vida de Adenilton Sapucaia dos Santos, o Japa NK, que falou na entrevista sobre seu passado como pedreiro, a nova vida promovida pelo funk e o processo de criação de suas músicas.
“Posso Até Não te Dar Flores”, de Japa NK, é o primeiro lançamento da Bololô Records, gravadora chefiada por MC Ryan SP.
Fábio Tito/g1
Mudanças e exploração musical
Japa passou os primeiros anos de sua infância em Taboão da Serra, Grande São Paulo e se mudou para Amargosa, no interior da Bahia, aos 5 anos. Viveu lá com a família até os 18 anos.
✈️ “Era ‘mó’ paz. Eu gostava de lá porque não tem violência e essas coisas de cidade grande”, disse Japa ao g1. Amargosa tem uma população estimada de 39 mil pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), e fica a 241 quilômetros da capital baiana.
De volta a São Paulo, Japa foi morar no Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, e trabalhou como auxiliar de pedreiro com seu pai. A mãe de Japa era faxineira, e a irmã, caixa de mercado.
Antes de fazer sucesso nas plataformas de música, DJ Japa NK trabalhou como ajudante de pedreiro com o pai.
Acervo pessoal/Adenilton Sapucaia dos Santos
“Eu não queria vir para São Paulo porque estava acostumado com o ritmo de Amargosa, mas meus pais me convenceram dizendo que tinha mais oportunidade de emprego aqui”, diz.
“Nunca achei que a música podia mudar minha vida. Eu achava que música não dava dinheiro. Foi nesse momento que comecei a trabalhar em obra, carregando entulhos e batendo massa, por um salário pequeno.”
🎛️ O paulistano começou a fazer música por hobby, usando o Virtual DJ. O programa permite fazer mixagem de MP3 de graça. “A maioria dos DJs, quando começam a fazer música, iniciam assim”, afirma.
A sua primeira apresentação em público foi no colégio Pedro Calmon, ainda em Amargosa, em 2008. “Lembro como se fosse hoje: o pessoal pediu para eu tocar no auditório da escola, eu usei o programa e gostei para caramba.” Antes de voltar a São Paulo, Japa diz que fez pelo menos cinco shows no interior da Bahia.
Depois de passar mais de 10 anos trabalhando em construções, Japa lançou sua primeira música oficialmente, em 2022, com 30 anos. A vida do funkeiro só mudou de verdade em 2025, quando lançou “Posso Até Não te Dar Flores”.
Martin Garrix, que tocou um remix de “Posso Até Não te Dar Flores” em um show que fez no Brasil no mês passado, e David Guetta são as principais inspirações do produtor. Ele sonha em gravar músicas com Mc Hariel, MC Don Juan, Dennis DJ e Pedro Sampaio.
Ascendência japonesa
O apelido “Japa” surgiu em Amargosa por causa dos olhos puxados, herança da ascendência japonesa. Quando voltou a São Paulo, o apelido também se tornou popular entre amigos.
Porém, no mesmo “bonde de rolê”, tinham outras pessoas com ascendência japonesa. Para se diferenciar, Adenilton adotou o “NK”, uma sigla em homenagem ao Jardim Nakamura, uma favela que fica próxima ao Capão Redondo.
Hoje, Japa é um dos poucos descendentes de asiáticos em destaque na indústria musical brasileira.
Apenas 0,4% dos brasileiros se identificam como amarelos, segundo o Censo Demográfico 2022. A pesquisa ainda revela que a cidade de São Paulo tem a maior população de pessoas que se declaram amarelas no Brasil, com 238.603 habitantes, que representam 2,1% da população municipal.
Japa tem duas tatuagens no braço direito que fazem referência à identidade racial:
Uma das primeiras tatuagens que ele fez foram três kenjis japoneses, “平 家 信”, que representam “paz, família e fé”; e
Um templo budista japonês.
Produzindo um hit de verão
“Posso Até Não te Dar Flores” é um arrocha-funk produzido por DJ Japa NK e DJ Davi DogDog que está há 15 semanas no primeiro lugar do ranking de músicas mais ouvidas no Brasil no Spotify. Esta foi a primeira música lançada pela Bololô Records, a gravadora de Ryan SP.
A faixa nasceu durante uma viagem a Guarujá, no Litoral Sul de São Paulo. Os produtores se inspiraram nas músicas “I Gotta Feeling”, do Black Eye Peas, e “Famosinha”, de MC Ryan, que tem beat de arrocha.
A dupla enviou a música a MC Jacaré, MC Ryan SP e MC Meno K quando a batida ficou pronta para os cantores gravarem seus versos.
“Usei o beat de arrocha para puxar a produção e precisei de um ritmado para dar aquela ‘explosão’ na música. Peguei o beat de uma das canções do Mc Magrinho, então recortei, refiz e coloquei na música”, explicou Japa.
A base da música é uma melodia feita por dedilhados acompanhados por graves constantes, algo comum nas músicas produzidas por Japa.
Japa NK tem um cordão de ouro com pingente que faz referência a MC Ryan SP, antes chamado de “tubarão do funk”.
Fábio Tito/g1
🔊 A faixa se divide em dois tipos de beats, um mais “calmo” e outro “explosivo”, segundo o DJ. Ele explica que, na sua visão, “essa variação dá a sensação de que a música acabou muito rápido, e o ouvinte quer escutar mais vezes”.
“Quando terminamos de montar já era 6h da manhã. Pensei ‘acabei de acertar um hit, vou fazer mais nada hoje”.”
Dito e feito. O sucesso foi tanto que “Posso Até Não te Dar Flores” desbancou “P do Pecado”, do Menos é Mais com Simone Mendes, da primeira posição do ranking de músicas mais ouvidas, depois de o pagonejo bater recorde de permanência.
A música também impede “JETSKI”, de Pedro Sampaio, que está na segunda posição do ranking, de se tornar oficialmente o hit do carnaval nos streamings.
O sucesso do arrocha-funk é atribuído por Japa, principalmente, à potência do ritmo: “Acredito que o funk tem potencial de andar lado a lado com o sertanejo como o ritmo mais ouvido no Brasil. O sertanejo é sobre sentimento e passa aquilo que as pessoas querem ouvir. O funk, hoje, está fazendo a mesma coisa”.
Uma promessa feita a Deus também pode ter ajudado a canção a ser top 1, diz Japa. O produtor diz que se comprometeu a parar de consumir energéticos, refrigerantes, salgados e pizzas até o Natal com o intuito de fazer a música estourar.
Ryan SP, que esteve envolvido em uma polêmica de violência doméstica, é uma parceria comum nas músicas do JP Japa NK.
Fábio Tito/g1
🎙️ Japa NK no estúdio
Temas comuns nas músicas de DJ Japa NK são términos, sofrimento por amor e superação por meio de festas.
💔 Quando questionado sobre o porquê isso aparece tanto em suas produções, Japa respondeu brincando: “Quem nunca sofreu por uma mulher atire a primeira pedra”.
De acordo com ele, os ouvintes brasileiros gostam e se identificam com essa temática.
“Quando eu vou fazer a música, eu sempre busco pensar no público que vai ouvir”, complementou. “Música é sentimento. Você vai escutar e vai se identificar, por que pode estar passando por algo parecido.”
Sobre seus beats, Japa conta que são “inspirados nos das antigas, da época em que Mc Don Juan, MC Hariel e MC Kevin estavam ‘estourados'”. Suas produções normalmente têm mais de um tipo de beat que se intercalam.
“Uns beats, eu recrio; outros, eu complemento com alguma coisa, mas é tudo coisa que já passou, porque eu sinto que o público sente falta dessa estética no funk”, complementou.
O g1 também acompanhou Japa durante o processo de produção de uma nova música.
Adenilton entrou no estúdio animado e fazendo piadas com os colegas, mas assumiu de vez a postura de produtor quando MC Ryan SP decidiu que era hora de gravar alguns versos. O produtor ficou com o semblante sério e só conversava na hora de fazer apontamentos para guiar o cantor.
Japa NK e MC Ryan SP se conheceram por meio do empresário de Japa, quando o DJ ainda trabalhava na gravadora Love Funk e tinha poucos hits.
Fábio Tito/g1
🫂 MC Ryan SP diz que Japa é como um irmão. “Ele é muito trabalhador, inovador e gosta muito de fazer música”, disse o funkeiro ao g1. “Japa veio para ficar e proliferar.”
Depois que “o homem” (forma que Japa chama Ryan) começa a gravar, Adenilton já sabe: o horário de trabalho apenas começou, e ele só vai sair daquela sala com cheiro de tabaco ao amanhecer.
*Sob supervisão de Cintia Acayaba e Paula Lago

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O morro dos ventos uivantes’ estreia: quais as diferenças entre o livro clássico e o novo filme?


g1 já viu: ‘O morro dos ventos uivantes’ subverte clássico
Sempre que um clássico literário ganha uma nova adaptação, a primeira coisa que fãs querem saber é se o filme faz jus ao original. A segunda é quais as diferenças entre as duas obras. “O morro dos ventos uivantes”, estrelado por Margot Robbie (“Barbie”) e Jacob Elordi (“Euphoria”), que estreia nesta quinta-feira (12) no Brasil não se preocupa muito com essas questões.
CRÍTICA: ‘O morro dos ventos uivantes’ subverte clássico com exagero e tesão
Não é por indiferença propriamente dita. A diretora/roteirista Emerald Fennell é uma apaixonada declarada pelo livro que Emily Brontë lançou em 1847 — ela apenas decidiu se inspirar na história gótica vitoriana e fazer algo novo, sem tantas amarras a pontos considerados dogmas para alguns admiradores.
Por isso, é possível destacar três grandes diferenças entre as versões. A principal, bem clara desde o primeiro trailer, é o foco na sensualidade/sexualidade da relação entre o casal de (belíssimos) protagonistas.
O filme mostra o DNA provocador do estilo da cineasta, já anunciado em “Saltburn” (2023), e transforma a relação dos personagens principais muito mais próxima do que a do livro — na qual os dois no máximo trocam um beijo desesperado.
Brontë prefere manter a obsessão entre ambos nos campos psicológico e espiritual.
A segunda grande mudança também se relaciona com a linguagem de Fennell, que desde “Bela vingança” (2020) é abertamente interessada em discutir abusos, mas sempre da maneira menos óbvia o possível.
Por isso, o tema, tão central à narrativa do livro, é transformado em um jogo quase erótico, que se estende além do casal e que borra os limites entre consentimento, subjugação e humilhação.
A obra do século 19 também explora hereditariedade de trauma e ciclos de violência ao acompanhar a trama em uma segunda geração de protagonistas — personagens totalmente ausentes no filme.
Jacob Elordi e Margot Robbie em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação
Mas e Heathcliff?
Interpretado por Elordi na nova versão, Heathcliff é inegavelmente branco — uma mudança considerável em relação ao livro, que o descreve como alguém de pele escura, com aparência estrangeira para a Inglaterra do século 19.
A troca de etnia, presente na grande maioria das incontáveis adaptações da história para o cinema e para a TV — no filme de 1992, por exemplo, ele é vivido por Ralph Fiennes —, gerou reclamações de “whitewashing”. Ou seja, quando um personagem de outra etnia é transformado em caucasiano.
A acusação é justa. Papeis para atores pertencentes a minorias ainda não são o padrão em Hollywood e eliminar uma vaga em um clássico é sempre triste.
Há também a defesa que a cor da pele de Heathcliff ajuda a formar o rancor e o sentimento de não pertencimento do personagem — algo que até faz sentido, claro, mas que o filme justifica com a velha disputa de classes da época. O envolvimento de uma aristocrata com um plebeu já não seria chocante o suficiente?
Por fim, em época de sensibilidades à flor da pele e problemas de intepretação de texto, é importante lembrar que Heathcliff vira uma pessoa amarga e cruel. No livro, aliás, ele termina em uma espiral de ressentimento e crueldade que se transforma na maior das apatias — um estereótipo por muito tempo reservado exatamente a minorias.
Jacob Elordi e Margot Robbie em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação
Apesar das mudanças, o filme é bom?
O filme é excelente – só não é aquele que talvez os fãs de Brontë estivessem esperando.
Para isso, Fennell abraça visuais deslumbrantes, uma trilha sonora exagerada e muito tesão.
Boa parte do enredo original ainda está lá, mas passa pela visão um tanto única da diretora/roteirista, que prefere focar na relação doentia entre o casal de protagonistas, e em como ela afeta pessoas com azar o suficiente para estarem em sua órbita.
Morro de exageros
Assim como no livro, o novo “O morro dos ventos uivantes” conta a história do relacionamento entre uma jovem de família nobre e um plebeu – e como a diferença entre os dois provoca um ciclo de vingança e loucura.
Na versão de Fennell, tudo é exagerado.
A música é alta e cheia de violinos. Os cenários parecem quase um sonho – ou um pesadelo. Os figurinos poderiam ter saído de um desfile temático da Semana de Moda de Paris.
A tensão sexual é quase sólida, e há uma névoa de suor meio que perpétua gerada por corpos quentes nos morros gelados e uivantes.
Até o melodrama fica ainda mais melodramático – por mais que as partes mais pesadas do livro tenham ficado de fora. E dá para entender quem não consegue curtir tanto.
Primeiro, por adoração à obra original. Segundo, porque dá para discutir uma possível banalização do sofrimento e de relações bem doentias.
Mas há também a análise de que arte nem sempre precisa se preocupar com essas coisas.
Jacob Elordi e Margot Robbie em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação
Felicidade dura pouco
Margot Robbie está ótima como sempre, mas é Jacob Elordi quem realmente se destaca como o “bruto” Heathcliff – e até se redime pela criatura meio água com açúcar que entregou em “Frankenstein” (2025).
Do restante do excelente elenco, Alison Oliver (“Task”) é provavelmente a grande revelação do filme e é impossível ignorar o jovem Owen Cooper, garoto que ficou conhecido pela série “Adolescência”.
A única que destoa levemente é Hong Chau (“A baleia”), que, apesar de incrível como sempre, parece um tom abaixo, quase como se sua dama de companhia pertencesse a outro filme – talvez uma adaptação mais fiel ao livro.
Lá pela metade, no momento inevitável em que tudo está ótimo, o casal está feliz e o brilho do sol acentua as cores da grama, o ritmo fica perigosamente lento.
Por sorte, felicidade dura pouco e logo o filme engata novamente, e vai que é uma beleza até o final trágico. Não é sempre que dá para dizer isso, mas, no caso de “O morro dos ventos uivantes”, o público quer mesmo é uma boa dose de sofrimento.

Arte/g1
Alison Oliver em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação
Margot Robbie, Shazad Latif e Hong Chau em cena de ‘O morro dos ventos uivantes’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira ‘copiou’ ‘Waka Waka’? A história do maior hit de Copa, que ela deve cantar em Copacabana


Relembre as trilhas mais recentes das Copas do Mundo
É provável que, perto do fim de seu show na Praia de Copacabana, Shakira cante aquele que talvez seja o maior hit da história das Copas do Mundo. No dia 2 de maio, a cantora colombiana botará os brasileiros para dançarem “Waka Waka (This Time for Africa)”.
Ela foi a principal música da Copa da África do Sul, em 2010, quando o campeonato foi disputado no continente africano pela primeira vez. A história por trás do maior hit de todas as Copas (veja clipes no vídeo acima) envolve um refrão “copiado” e certa demora para dar créditos aos coautores.
Shakira no clipe de ‘Waka waka’, trilha da Copa de 2010, na África do Sul
Reprodução/Youtube/Shakira
LEIA MAIS: Shakira em Copacabana: cantora vem em fase ‘empoderada’ e mais pop que nunca
Além de Shakira, “Waka Waka” tem a banda sul-africana Freshlyground, sequer citada no título da música no YouTube. Outra contribuição africana “escondida” tem a ver com o refrão. Ele foi pego de uma música chamada “Zangalewa”, lançada em 1986 pela banda camaronesa Golden Sounds.
Em 2010, “Waka Waka” foi lançada com dois autores creditados: Shakira e John Hill, produtor que já tinha feito várias músicas com a colombiana. Três dos integrantes do grupo Golden Sounds, que passou a se chamar Zangalewa, foram creditados como autores só após a banda dizer que entraria na justiça em busca dos devidos créditos. E dos lucros com direitos autorais, é claro.
O produtor Eugene Victor Doo Belley; o baterista Emile Kojidie; e o vocalista Jean Paul ze Bella acabaram aparecendo na lista de autores. Entrevistas dos integrantes falando dos versos idênticos (ouça a comparação no podcast abaixo, a partir de 4:38) e uma campanha feita na internet ajudaram a pressionar.
Antes, eles tentaram negociar com a Sony Music, com a FIFA e com um empresário de Shakira. Na época, a cantora e a gravadora preferiram não comentar o caso. A entidade máxima do futebol divulgou um comunicado, dizendo que Shakira era a autora e que o refrão era “parecido com o de uma popular canção camaronesa famosa na versão do Golden Sounds”.
Praias colombianas, fazenda uruguaia
Shakira e a banda camaronesa Golden Sounds (que virou Zangalewa)
Reprodução
“Zangalewa”, a “Waka Waka” original, estourou na África e fez algum sucesso na Colômbia, principalmente em boates das praias de lá, como Cartagena. Shakira nunca falou dessa música ao comentar o hit em entrevistas.
Em 2010, durante uma coletiva de imprensa organizada pela FIFA, ela disse que a inspiração para compor o sucesso veio após uma caminhada em uma fazenda no Uruguai. Ela não mencionou durante o evento que o refrão era quase idêntico ao de uma música lançada 24 anos antes.
“Waka Waka” conseguiu vários feitos, como um honroso trigésimo oitavo lugar no hot 100 da revista “Billboard”. Nunca uma canção oficial de Copa foi tão bem na principal parada americana. No YouTube, a performance é ainda melhor: mais de 4 bilhões de visualizações.
Tsamina mina ê ê?
A banda camaronesa Golden Sounds (que virou Zangalewa) cantava a ‘Waka Waka’ original, que depois inspirou hit de Shakira
Divulgação
A original camaronesa não teve tanta sorte, mas mostrou a força da makossa, estilo de música urbana dançante popular em Camarões. Eram 11 minutos de uma performance bem-humorada, que fazia das apresentações do Zangalewa quase um show de comédia.
Todos os integrantes da Zangalewa faziam coreografias desengonçadas, todos vestindo uniforme de militar com um travesseiro fingindo que estavam acima do peso. A barriga inchada seria por eles terem se empanturrado com comida subsidiada do governo.
A performance era pura zoeira, mas os uniformes de soldado eram todos originais. O cantor, por exemplo, prestou 30 anos de serviço para a guarda presidencial de Camarões.
E o que dizer da letra? A ex-Piqué e o ex-militar cantavam expressões em comum. “Tsamina mina” quer dizer “Pode vir”, em tradução livre. “Waka Waka” é algo do tipo “manda ver, manda ver”. “Zangalewa”, por sua vez, é o mesmo que “de onde você veio?”. Por mais que tenham tentado esconder essa informação, esse hit veio da África.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Sambadouro’ de Ivan Lins chega como razoável abre-alas de álbum em que o artista rebobina sambas da discografia


Ivan Lins lança hoje, 11 de fevereiro, o single ‘Sumidouro’, amostra inicial do álbum homônimo produzido por Marcus Fernando
Gabriel Pini / Divulgação Selo Sesc
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Sambadouro
Artista: Ivan Lins
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Composição de Ivan Lins apresentada há 34 anos por Sergio Mendes (1941 – 2024) no álbum “Brasileiro” (1992) em gravação feita com vocalizes, “Sambadouro” é samba rebobinado um ano depois por Leila Pinheiro no álbum “Coisas do Brasil” (1993), já com a letra de Vitor Martins, o parceiro fundamental da obra do compositor carioca.
A letra de “Sambadouro” é cantada por Ivan no single que abre alas e pede passagem para o álbum em que o artista rebobina sambas da discografia com a intenção de aproximá-los da cadência bonita dos pagodes cultivados nos nobres quintais do subúrbio carioca. “Como se eu tivesse nascido em Madureira”, como resumiu o compositor em uma das entrevistas dadas para divulgar a turnê dos 80 anos, se referindo ao bairro da zona norte carioca reconhecido como um dos celeiros do samba e de agremiações importantes do Carnaval do Rio de Janeiro (RJ).
“Sambadouro” é também o título desse vindouro álbum que será lançado neste ano de 2026 pelo Selo Sesc. Gravado ao longo de 2025 no Rio de Janeiro (RJ), com produção de Marcus Fernando e arranjos de Carlinhos Sete Cordas, Paulão Sete Cordas e Rafael dos Anjos, o álbum “Sambadouro” apresentará 12 sambas cantados por Ivan Lins com feats com time de convidados que inclui bambas cariocas como Diogo Nogueira, Ferrugem, Mart’nália, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho, além de Péricles e de Hamilton de Holanda.
A julgar pelo single lançado hoje, 11 de fevereiro, “Sambadouro” parece não ser o melhor abre-alas para apresentar álbum cujo repertório inclui samba inédito, “Maravilhado”, entre regravações como as de “Deixa eu dizer” (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, 1973), samba lançado por Claudya há 53 anos e então esquecido até ser revitalizado há 18 anos quando o rapper Marcelo D2 sampleou a gravação original na música “Desabafo” (2008).
Embora “Sambadouro” seja música inédita na discografia de Ivan Lins, que somente gravou o samba em 1997 em disco da cantora Kenia Acioly para o mercado dos Estados Unidos, a faixa resultou sem o calor e a cadência dos sambas dos quintais cariocas. “Sambadouro” soa no single de 2026 como samba típico de Ivan Lins (o que não é pouco…), sendo que há exemplares mais aliciantes do gênero na obra do artista.
Pontuada pelo sopro do trombone de Fabiano Segalote, a gravação de “Sambadouro” desliza suave, quase como se estivesse em um salão de gafieira, embasada pela percussão leve de Pedrinho Pereira e Waltis Zacarias. A (boa) gravação tem uma manha condizente com os versos de Vitor Martins e um suingue próprio de samba meio sinuoso. Contudo, paira a sensação de que “Sambadouro” resultou sem cacife para animar o samba em Madureira…
Capa do single ‘Sambadouro’, de Ivan Lins
Arte de Ale Amaral

Fonte: G1 Entretenimento

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James Van Der Beek, de ‘Dawson’s Creek’, morre aos 48 anos; veja FOTOS da carreira do ator


Katie Holmes e James Van Der Beek em cena de ‘Dawson’s Creek’
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Michelle Williams, James Van Der Beek, Katie Holmes e Joshua Jackson são os protagonistas de ‘Dawson’s Creek’
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James Van Der Beek, de ‘The Pose’, no tapete vermelho do 71º Emmy, no Microsoft Theatre, em Los Angeles, no domingo (22)
Reuters /Mario Anzuoni
James Van Der Beek faz aparição virtual em reencontro de ‘Dawson’s Creek’
Reprodução
James Van Der Beek
Reprodução/Instagram
James Van Der Beek em cena de Dawson’s Creek
Reprodução
James Van Der Beek com Katie Holmes em cena de “Dawson’s Creek”
Reprodução
James Van Der Beek em cena de Dawson’s Creek
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James Van Der Beek e Katie Holmes em cena de ‘Dawson’s creek’
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James Van Der Beek no 76º Globo de Ouro, em 2019
REUTERS/Mike Blake
James Van Der Beek no CMT Music Awards, em Nashville, em 2014
REUTERS/Harrison McClary
James Van Der Beek na 71ª edição do Emmy, em Los Angeles
REUTERS/Mario Anzuoni
James Van Der Beek participa de jogo de baseball com estrelas de Hollywood, em 2009
REUTERS/Mario Anzuoni
James Van Der Beek durante lançamento de “A Última Noite de Solteiro”, em 2006
REUTERS/Mario Anzuoni
James Van Der Beek na série “What Would Diplo Do?”
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Artistas lamentam morte de James Van Der Beek; veja repercussão


James Van Der Beek, de ‘The Pose’, no tapete vermelho do 71º Emmy, no Microsoft Theatre, em Los Angeles, no domingo (22)
Reuters /Mario Anzuoni
Artistas e outras personalidades lamentaram nesta quarta (11) a morte de James Van Der Beek, 48, ator conhecido por “Dawson’s creek”. A notícia sobre o falecimento foi divulgada pela família do ator em seu perfil no Instagram. A causa da morte não foi revelada.
O ator foi diagnosticado com câncer colorretal em 2023 e divulgou o diagnóstico em 2024.
“Nosso amado James David Van Der Beek morreu pacificamente esta manhã. Ele encarou seus dias finais com coragem, fé e graça”, escreveu a família, na rede social.
Veja a repercussão:
Chad Murray (ator) – “Enviando amor e luz para sua linda família. James foi um gigante. Sentimos muitíssimo pelo que vocês estão passando. As palavras, a arte e a humanidade dele inspiraram todos nós — ele nos inspirou a sermos melhores em todos os sentidos. Que Deus abençoe vocês. 🙏”
Chad Murray
Reprodução/Redes Sociais
David Patrick Boreanaz (ator) – “Minhas orações estão com a família. James era um verdadeiro cavalheiro, cheio de bondade, alegria e amor. Guardo com carinho as lembranças das conversas que tive com ele. Obrigado, irmão, sua luz brilha ainda mais forte 🙏🏾”
David Boreanaz
Reprodução/Redes Sociais
Lauren Lapkus (humorista) – “Isso é simplesmente uma notícia devastadora. Sinto muitíssimo pela sua perda. Que Deus abençoe todos vocês 💔”
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Quem foi James Van Der Beek
Van Der Beek ficou conhecido ao estrelar a série adolescente “Dawson’s Creek”, que foi exibida originalmente entre 1998 e 2003 nos Estados Unidos.
Ele tinha alguns trabalhos no teatro e no cinema independente quando foi escalado aos 20 anos para a série, que se tornou um fenômeno da TV americana.
Na mesma época, ele também estrelou o filme “Marcação cerrada” (1999), na qual interpretava um quarterback reserva que precisa levar o time de seu colégio à vitória após a lesão do titular.
Aos 47 anos, seus trabalhos mais recentes foram na dublagem do desenho “Vampirina” e uma participação em “Walker”.
Katie Holmes e James Van Der Beek em cena de ‘Dawson’s Creek’
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James Van Der Beek e Katie Holmes em cena de ‘Dawson’s creek’
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Fonte: G1 Entretenimento

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Última aparição pública de James Van Der Beek ocorreu em reencontro de ‘Dawson’s Creek’, durante tratamento de câncer


James Van Der Beek faz aparição virtual em reencontro de ‘Dawson’s Creek’
Reprodução
A última aparição pública de James Van Der Beek ocorreu por meio de um reencontro do elenco de Dawson’s Creek, em 22 de setembro de 2025. Ele não compareceu presencialmente ao evento, realizado em Nova York, mas fez uma participação virtual surpresa para os fãs.
“Tenho esperado por esta noite durante meses e meses, desde que o meu anjo Michelle Williams disse que estava organizando tudo. Não consigo acreditar que não estou aí. Não consigo acreditar que não vou ver os meus colegas de elenco, o meu querido elenco, pessoalmente”, falou.
Leia também: James Van Der Beek, de ‘Dawson’s creek’, morre aos 48 anos
Tipo de câncer que matou Preta Gil deve causar 36% mais mortes até 2040, aponta levantamento
Ele já estava em tratamento contra um câncer colorretal e contou, no dia anterior ao evento, que não poderia ir presencialmente após contrair dois vírus estomacais diferentes.
Na mensagem virtual, ele agradeceu a presença dos fãs no evento. “E eu só quero subir naquele palco e agradecer a cada pessoa neste teatro por estar aqui esta noite. Desde o elenco até a equipe técnica, até todo mundo que está fazendo qualquer coisa e tem sido tão generoso, e especialmente cada um de vocês, que são os melhores fãs do mundo.”
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“Obrigado por terem vindo. É absolutamente comovente ver o quanto vocês fizeram por esta noite, e eu só quero dizer obrigado. Obrigado a cada pessoa aqui presente”, disse ele. “E, obviamente, em Dawson’s Creek, eu tinha um substituto, mas isso é um problema… e nós decidimos tentar encontrar alguém que nunca tivesse sido substituto neste teatro antes”. Então, James Van Der Beek apresentou o ator Lin Manuel Miranda como seu substituto no evento.
O evento beneficente foi organizado em apoio à F Cancer e a Van Der Beek, diagnosticado com câncer colorretal em estágio 3 em 2024. Durante o evento, Kimberly, mulher do ator, e os filhos do casal se juntaram ao elenco no palco para cantar “I Don’t Want To Wait”, de Paula Cole, música tema da série.
Estiveram presentes no evento Michelle Williams, Katie Holmes, Joshua Jackson, Mary Beth Peil, John Wesley Shipp, Mary-Margaret Humes, Nina Repeta, Kerr Smith, Meredith Monroe e Busy Philipps. Eles fizeram a leitura ao vivo do episódio piloto da série, exibida por seis temporadas, de 1998 a 2003.

Fonte: G1 Entretenimento

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James Van Der Beek, de ‘Dawson’s Creek’, morreu de câncer colorretal, mesmo de Preta Gil; ele alertou para sintoma ignorado


James Van Der Beek
Reuters /Mario Anzuoni
O ator James Van Der Beek, que morreu aos 48 anos nesta quarta-feira (11), havia compartilhado detalhes sobre um sintoma que não percebeu antes de receber o diagnóstico de câncer de colorretal em estágio 3. Em entrevista ao Healthline, o protagonista de Dawson’s Creek relatou sua experiência com a doença, cujo diagnóstico foi divulgado publicamente em novembro de 2024.
“Não houve nenhum sinal de alerta ou algo gritante”, disse. O ator explicou que o diagnóstico foi confirmado após a realização de uma colonoscopia.
Tipo de câncer que matou Preta Gil deve causar 36% mais mortes até 2040, aponta levantamento
Van Der Beek admitiu desconhecer informações importantes sobre a doença: “Antes do meu diagnóstico, eu não sabia muito sobre câncer colorretal. Eu nem percebi que a idade de triagem caiu para 45; eu achava que ainda era 50”.
O único sintoma que ele apresentou foi uma alteração nos movimentos intestinais, que o ator atribuiu ao consumo de café. O professor Eitan Friedman, oncologista e fundador da Unidade Oncogenética Suzanne Levy-Gertner no Centro Médico Sheba em Israel, confirmou para Fox News que mudanças nos hábitos intestinais são o principal sinal de alerta que deve levantar suspeita de câncer colorretal.
James Van Der Beek disse na época que após a descoberta da doença passou a alertar os amigos para conversarem com médicos e descobrirem opções de exames.
“Sinto que é uma grande parte do meu processo de cura espalhar a palavra e ajudar qualquer pessoa que eu puder a não passar pelo que eu passei”, disse no ano passado.
Vídeo: Fezes em formato de ‘fita’ é um dos alertas para câncer colorretal
Fezes em formato de ‘fita’ é um dos alertas para câncer colorretal; relembre fala de Preta

Fonte: G1 Entretenimento

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James Van Der Beek, de ‘Dawson’s creek’, morre aos 48 anos


James Van Der Beek, de ‘The Pose’, no tapete vermelho do 71º Emmy, no Microsoft Theatre, em Los Angeles, no domingo (22)
Reuters /Mario Anzuoni
James Van Der Beek, ator conhecido por “Dawson’s creek”, morreu aos 48 anos nesta quarta-feira (11). A notícia foi divulgada pela família do ator em seu perfil no Instagram.
O ator foi diagnosticado com câncer colorretal em 2023 e divulgou o diagnóstico em 2024.
“Nosso amado James David Van Der Beek morreu pacificamente esta manhã. Ele encarou seus dias finais com coragem, fé e graça”, escreveu a família, na rede social.
“Há muito a compartilhar sobre seus desejos, seu amor pela humanidade e o valor sagrado do tempo. Estes dias virão. Por ora, pedimos privacidade pacífica enquanto lamentamos nosso amado marido, pai, filho e amigo.”
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Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura ‘tapando’ rosto de colega e veteranos com novatos: 12 detalhes da foto oficial do Oscar


Foto oficial dos indicados ao Oscar
Richard Harbaugh / The Academy
Não existe almoço grátis — a menos que você seja indicado ao Oscar pela Academia.
Timothée Chalamet, Emma Stone e Michael B. Jordan, ao lado do brasileiro Wagner Moura, foram alguns dos astros que se reuniram na terça-feira (10/2), no Beverly Hilton Hotel em Los Angeles, nos Estados Unidos, para o almoço anual e a foto oficial dos indicados ao Oscar.
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Ao contrário de outros anos, a imagem do grupo de 2026 tem menos rostos engraçados, grandes poses e outros detalhes.
Talvez os publicitários de Hollywood tenham orientado seus astros e estrelas a ficarem mais comedidos, evitando incidentes que acabassem viralizando na era das redes sociais.
“O Agente Secreto” recebe quatro indicações ao Oscar
Mas ainda é possível identificar muitos detalhes. E, no lado positivo, a Academia voltou a fotografar as pessoas de pé, após o desastre da foto dos indicados sentados em 2025.
Aqui estão alguns pontos que identificamos na foto oficial deste ano.
1. Timothée Chalamet e Jessie Buckley levemente ofuscados
Timothée Chalamet e Jessie Buckley levemente ofuscados
AMPAS
O astro do filme Marty Supreme Timothée Chalamet — favorito para melhor ator — é um dos maiores nomes da corrida do Oscar este ano. E ele aparece logo na primeira fila, usando um smoking azul royal.
Este é o segundo ano consecutivo do ator de 30 anos de idade na foto oficial do Oscar. Ele foi indicado em 2025 ao interpretar Bob Dylan em Um Completo Desconhecido.
Outros grandes nomes próximos de Chalamet incluem a estrela de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, Jessie Buckley (favorita ao prêmio de melhor atriz); o diretor de Pecadores, Ryan Coogler, e a produtora Zinzi Coogler; e o diretor de Uma Batalha Após a Outra, Paul Thomas Anderson.
Mas todos eles acabaram meio ofuscados pelo sempre encantador Guillermo del Toro. O diretor de Frankenstein é um dos únicos astros que fizeram pose engraçada este ano, com seus braços abertos se destacando na primeira fila.
2. Os mais altos no fundo, por favor
Jacob Elordi ficou no fundão
AMPAS
Jacob Elordi, atualmente, participa de uma adaptação sexualmente carregada de O Morro dos Ventos Uivantes. Mas, no Oscar, ele foi indicado por interpretar o monstro Frankenstein na recente adaptação da Netflix.
O ator australiano tem 1m96 de altura. Ou seja, ele é mais alto que a maioria dos outros astros que costumam aparecer no tapete vermelho.
Felizmente, os organizadores da foto oficial perceberam a situação. Eles colocaram Elordi na última fila, ao lado de Stellan Skarsgård (1m88), o astro de Valor Sentimental que concorre com Elordi ao prêmio de melhor ator coadjuvante.
3. Teyana Taylor ganha o prêmio de melhor sobretudo
O prêmio não oficial de moda do ano vai para Teyana Taylor
AMPAS
O prêmio não oficial de moda do ano vai para Teyana Taylor e seu cintilante sobretudo preto.
Com 35 anos, ela é forte candidata na categoria de melhor atriz coadjuvante, pelo seu papel em Uma Batalha Após a Outra.
Aparentemente, Taylor é uma das poucas unanimidades entre as diversas premiações do cinema. Ela é a única atriz da sua categoria a ser indicada para o Oscar, Bafta, Globo de Ouro, Critics’ Choice e para o prêmio do Sindicato dos Atores.
4. Presença da realeza do pop
Presença da realeza do pop
AMPAS
A pobre Diane Warren (no centro, atrás de Inga Ibsdotter Lilleaas, de Valor Sentimental) foi indicada na categoria de melhor canção original por surpreendentes 17 vezes, sem nunca vencer.
Neste ano, a indicação veio pela música Dear Me, do filme Diane Warren: Relentless — sim, um documentário sobre ela própria e sua longa e bem sucedida carreira de compositora.
Poderíamos imaginar que isso, por si só, fosse suficiente para que ela finalmente ganhasse a estatueta em 2026. Mas é quase certo que ela irá perder mais uma vez, agora para Golden, da animação Guerreiras do K-Pop.
Mas não é preciso lamentar. Warren certamente leva uma vida confortável, graças aos royalties dos incontáveis clássicos do pop compostos por ela.
Ela é a autora das músicas Unbreak My Heart (Toni Braxton), I Don’t Want To Miss A Thing (Aerosmith), How Do I Live (LeAnn Rimes), If I Could Turn Back Time (Cher) e Because You Loved Me (Celine Dion).
5. Michael B. Sorriso
Michael B. Jordan abrilhanta a foto oficial deste ano
AMPAS
O astro de Pecadores, Michael B. Jordan, abrilhanta a foto oficial deste ano, com seu sorriso multimilionário.
O astro ficou famoso ainda criança, com a série A Escuta/The Wire (2002-2008). E tem muitos motivos para se alegrar.
O filme de terror Pecadores e seus vampiros conseguiram 16 indicações, o maior número já obtido por qualquer filme na história do Oscar. E Jordan é um dos indicados, na categoria de melhor ator.
Ao lado dele, está Ejae, a cantora das músicas da personagem Rumi, de Guerreiras do K-Pop.
6. Wunmi e Delroy: os representantes britânicos
Wunmi e Delroy: os representantes britânicos
AMPAS
Dois outros indicados por Pecadores são Delroy Lindo (melhor ator coadjuvante) e Wunmi Mosaku (melhor atriz coadjuvante). A dupla é composta pelos dois únicos britânicos indicados este ano, nas categorias de interpretação.
Mosaku nasceu na Nigéria, mas sua família se mudou para Manchester quando ela tinha um ano de idade. Atualmente, ela mora em Los Angeles, nos Estados Unidos — mas preserva seu maravilhoso e característico sotaque do norte da Inglaterra.
Já Lindo foi criado em Lewisham, no sul de Londres. Com 73 anos de idade, ele mora há tanto tempo nos Estados Unidos que afirma não se considerar mais britânico.
Tudo bem, é claro, mas o Reino Unido conta com ele para uma vitória ao menos parcial para o país.
7. Presenças habituais ao lado de estreantes
Novatos e presenças habituais
AMPAS
Chalamet não é o único recorrente na foto oficial de indicados para o Oscar.
A atriz Emma Stone (à esquerda) também está de volta. Ela foi indicada para o prêmio de melhor atriz graças à sua interpretação no excelente filme Bugonia.
Stone pode não ser a favorita este ano, mas provavelmente não está preocupada com isso. Afinal, ela venceu a categoria duas vezes na última década, por La La Land: Cantando Estações (2016) e Pobres Criaturas (2023).
Com 37 anos de idade, Stone é a mulher mais jovem a ser indicada ao Oscar sete vezes. Ela superou Meryl Streep, que recebeu sua sétima indicação aos 38 anos.
Outras atrizes na foto foram indicadas pela primeira vez: Rose Byrne (à direita), por Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria, e Elle Fanning (segunda à direita) por Valor Sentimental.
A estrela de A Hora do Mal, Amy Madigan (segunda à esquerda) também está de volta ao Oscar. Ela foi indicada pela segunda vez, exatamente 40 anos após sua primeira indicação, por um filme com nome bastante apropriado: Duas Vezes na Vida (1985).
8. H de Hawke
Ethan Hawke, indicado ao prêmio de melhor ator.
AMPAS
De pé na ponta de uma das fileiras, com aparência solitária, está Ethan Hawke, indicado ao prêmio de melhor ator.
Ele é o astro de Blue Moon: Música e Solidão, um estudo de personagem do até então bem sucedido compositor Lorenz Hart (1895-1943). Ele entra em conflito quando seu ex-parceiro Richard Rodgers (1902-1979) atinge enorme sucesso com o musical Oklahoma! (1955).
Além de Hawke, o filme rendeu a indicação de Robert Kaplow para o prêmio de melhor roteiro original.
9. Kate Hudson traz cor para o evento
Kate Hudson de vestido colorido
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Em meio a tantos ternos pretos, azuis, cinza e vinho, sempre ficamos felizes quando alguém traz um pouco de cor para alegrar a foto oficial.
O melhor exemplo deste ano talvez seja Kate Hudson. Ela certamente presta atenção quando separa suas roupas por cores antes de lavar.
Mesmo tendo participado de um filme com “azul” no nome — Song Sung Blue: Um Sonho A Dois, uma ótima produção sobre um tributo ao cantor e compositor Neil Diamond — Hudson optou por um chamativo vestido vermelho.
Ela foi originalmente colocada na fila de trás, mas trocou de lugar com o diretor de Sirāt, Oliver Laxe. Os organizadores perceberam que ele era mais alto que todos os demais à sua volta.
10. DiCaprio e del Toro em mais uma batalha
Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro
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A foto oficial do Oscar este ano contou com a presença de muitos dos indicados.
Dos 20 atores que concorrem ao Oscar, apenas dois não puderam estar presentes: Renate Reinsve e Sean Penn.
Por sorte, os astros que atuaram ao lado de Penn em Uma Batalha Após a Outra — Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro — representaram o filme ao lado de Teyana Taylor.
A presidente da Academia, Lynette Howell Taylor, aproveitou a oportunidade para oferecer a todos os atores alguns conselhos importantes, caso eles vençam o prêmio na cerimônia de 15 de março.
Alguns deles: chegar ao palco rapidamente, completar seus agradecimentos em 45 segundos e preparar seu discurso com antecedência. “Não digam que vocês não esperavam, vocês têm uma chance em cinco de vencer”, destacou ela.
Mas o conselho mais importante foi “não leiam seu discurso em um celular — o papel aparece melhor na TV”.
11. A equipe de Hamnet reunida
A equipe de Hamnet reunida
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Poucas pessoas se surpreenderam quando Hamnet: A Vida Antes de Hamlet ganhou o Globo de Ouro de melhor filme dramático e Steven Spielberg subiu ao palco para receber o troféu.
Ele foi o produtor da adaptação do romance de Maggie O’Farrell para a tela grande, o que significa que ele será um dos vencedores se a obra conquistar o Oscar de melhor filme.
Na foto oficial, Spielberg (acima, à direita) aparece na mesma fila da diretora do filme, Chloé Zhao, vencedora do Oscar por Nomadland (2020).
Entre os dois, está Yvette Marino, produtora de Zootopia 2, que concorre ao prêmio de melhor animação.
12. Olha a cabeça, Wagner!
Olha a cabeça, Wagner!
AMPAS
No ano passado, uma das surpresas entre os indicados ao Oscar de melhor filme foi Ainda Estou Aqui, impulsionado, em parte, pela dedicação de muitos dos seus admiradores brasileiros.
Em 2026, o Brasil está representado pelo thriller político O Agente Secreto, que conquistou quatro indicações — entre elas, melhor filme, melhor filme internacional e melhor escalação de elenco.
Isso sem falar em Wagner Moura, indicado para o prêmio de melhor ator. Ele é conhecido internacionalmente pela série Narcos (2015-2017), da Netflix.
Mas é preciso deixar registrado que, com 1m80 de altura, ele deveria ter ficado na fila de trás, ao lado de Elordi, Skarsgård, Lindo, Laxe e Kosinski.
Moura aparece na foto quase encobrindo a pobre Ashley Schlaifer, produtora de Sonhos de Trem. Seu longa concorre ao prêmio de melhor filme e também é responsável pela indicação de outro brasileiro ao Oscar: seu diretor de fotografia, Adolpho Veloso.
A revista Variety destacou um ponto que ficou muito claro na foto oficial deste ano: “Este talvez seja um dos grupos de indicados mais altos da história recente do Oscar.”
A cerimônia de entrega do Oscar ocorre no domingo, dia 15 de março.

Fonte: G1 Entretenimento