Categorias
ENTRETERIMENTO

Museu do Louvre: vazamento de água afeta galeria com obras mais valiosas; Mona Lisa não foi afetada


Museu do Louvre
REUTERS/Gonzalo Fuentes
A galeria Denon do Museu do Louvre, onde estão expostas as pinturas mais valiosas, foi atingida por um vazamento de água na noite de quinta-feira (12). A área da famosa Mona Lisa, de Da Vinci, não foi afetada, disse um representante sindical à Reuters na sexta-feira.
“Devido a uma falha técnica no andar superior durante a noite, a área está fechada ao público e um andaime foi instalado”, declarou o representante.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Um porta-voz do museu não fez comentários imediatos sobre o incidente.
O vazamento ocorreu na sala 707, onde estão expostas pinturas do artista francês Charles Meynier, do século 19, e do artista italiano Bernardino Luini, do século 16. Nenhuma avaliação dos possíveis danos estava disponível até o meio-dia de sexta-feira, segundo o representante sindical.
O vazamento de água é o segundo em menos de três meses em um museu que passou por uma série de contratempos recentes — incluindo um espetacular roubo de joias, greves e uma investigação de fraude de ingressos — que colocaram sua administração sob intenso escrutínio.
Vazamento de água no Louvre danifica quase 400 livros raros

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Hollywood acusa IA chinesa Seedance de infração em larga escala dos direitos autorais


Letreiro de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia.
Reuters
A associação dos grandes estúdios de Hollywood acusou o serviço chinês de geração de vídeos Seedance de “uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais nos Estados Unidos em larga escala”, após a divulgação de um clipe que mostra uma luta entre Tom Cruise e Brad Pitt.
Criado pela ByteDance, que também é dona do TikTok, o Seedance 2.0 produziu imagens que circularam amplamente na internet, com imagens dos dois atores lutando, além de outras cenas realistas de super-heróis e personagens de jogos eletrônicos.
“Em um único dia, o software chinês de IA Seedance 2.0 incorreu em uso não autorizado de obras americanas protegidas por direitos autorais em larga escala”, escreve Charles H. Rivkin, presidente da Motion Picture Association, que representa, entre outros, os interesses de Disney, Universal, Warner e Netflix.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Publicado na madrugada de sexta-feira (13), o comunicado foi divulgado após a circulação, desde terça-feira (10), de um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra uma briga entre Brad Pitt e Tom Cruise na cobertura de um edifício.
O novo modelo de criação de vídeos Seedance 2.0 acaba de ser lançado em uma versão de teste limitada na China, mas imagens hiper-realistas já inundam as redes sociais.
“Ao lançar um serviço que opera sem garantias substanciais contra a falsificação, a ByteDance despreza os direitos autorais bem estabelecidos que protegem os direitos dos criadores e sustentam milhões de empregos nos Estados Unidos”, afirma o comunicado.
Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Do sertanejo ao arrocha, demanda por shows de carnaval eleva cachês de estrelas de vários estilos; veja cifras


Cachê de artistas no carnaval
Alisson Demetrio; Divulgação; Max Haack/Ag Haack
A demanda por shows no período de carnaval pelo Brasil aumentou em mais de 25% o valor médio dos cachês dos artistas mais tocados do país em 2026, entre estrelas de diversos estilos.
O levantamento foi feito pelo g1 com base nos contratos de shows divulgados no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), site do governo federal que reúne informações sobre licitações e contratos feitos por órgãos públicos — neste caso, todos relativos a eventos de prefeituras.
Foram considerados os 40 artistas mais tocados atualmente no país, de acordo com o ranking do YouTube da primeira semana de fevereiro. Entre eles, 18 tinham registros de shows no PNCP no período do carnaval e no segundo semestre de 2025, o que permitiu a comparação.
Ficaram de fora os artistas do top 40 sem contratos divulgados neste período – em geral, MCs e DJs de funk, estilo muito tocado em streaming, mas que não está tão presente no circuito de shows de prefeituras no interior do país quanto o sertanejo, o arrocha e o forró.
A lista é liderada por sertanejos, que normalmente têm os cachês mais altos durante o resto do ano no país, como Luan Santana, Simone Mendes e Ana Castela. Eles são estrelas de vários festivais de carnaval em cidades do interior do Brasil, que costumam ter line-up variado.
Também se destacam artistas em ascensão no arrocha e no forró, como Nattanzinho Lima e Toque Dez.
Entram também os donos de um dos grandes hits do verão no Brasil até agora, “Jetski”. O DJ Pedro Sampaio teve cachê quase dobrado e a cantora Melody, triplicado.
O aumento dos cachês em períodos festivos não é incomum, e costuma acontecer todo ano também durante o São João e o réveillon.
O levantamento compara apresentações realizadas entre 6 e 22 de fevereiro (período de eventos de carnaval) a shows contratados entre 1º de julho de 2025 e 15 de janeiro de 2026.
Em apenas dois casos foram encontrados cachês menores para o carnaval do que no período anterior: o MC Ryan SP e o cantor Rey Vaqueiro. Na média geral, o aumento de cachês no grupo foi de 27%.
Veja os valores abaixo. A tabela não indica os maiores cachês no carnaval entre todos os artistas do país. Os nomes levantados são os mais tocados no Brasil no YouTube no começo de fevereiro, com cachês de shows de prefeituras antes e depois do carnaval tornados públicos através do PNCP.
INFOGRÁFICO: demanda por shows de carnaval eleva cachês de estrelas de vários estilos
g1 Arte
Abaixo está a lista completa dos 40 artistas mais tocados no Brasil no YouTube na primeira semana de fevereiro. Os artistas que estão no ranking mas não no levantamento dos shows não tiveram cachês divulgados no PNCP no período.
MC Ryan SP
Henrique & Juliano
MC MENO K
MC Lele JP
DJ Japa NK
MC Tuto
PEDRO SAMPAIO
Natanzinho Lima
Grupo Menos É Mais
Mc Negão Original
MC IG
Gusttavo Lima
Marília Mendonça
Filipe Ret
Zezé Di Camargo & Luciano
Orochi
Pablo
Melody
Dj Oreia
MC GP
Ana Castela
MC GW
Toque Dez
MC Jacaré
Jorge & Mateus
Continental
Zé Neto & Cristiano
Wesley Safadão
Oruam
Bruno & Marrone
Simone Mendes
Hungria
Panda
Luan Santana
Matheus & Kauan
Eduardo Costa
Sorriso Maroto
Rey Vaqueiro
Zé Felipe
MC Cabelinho
VÍDEO: saiba se carnaval é feriado, dia normal ou ponto facultativo
Carnaval 2026: saiba se é feriado, dia normal ou ponto facultativo na sua capital

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Cida Moreira reacende a fogueira de Angela Ro Ro com mais coesão na volta do show ‘Me acalmo danando’ ao Rio


Cida Moreira reapresenta o show ‘Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro’ no palco do clube Manouche na noite de hoje, 12 de fevereiro
Rodrigo Goffredo
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Revi na noite de hoje, 12 de fevereiro, o show em que Cida Moreira canta o repertório de Angela Ro Ro (1949 – 2025). Assisti ao show “Me acalmo danando – A música de Angela Ro Ro” pela segunda vez no mesmo palco do Manouche em que ele chegou à cena, em 31 de janeiro, no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal de Angela.
Desta segunda vez, o show resultou mais coeso, redondo, sem as tensões da estreia tumultuada por espectadora inconveniente que, sentada na primeira fila, desestabilizou Cida.
Intérprete de veia teatral, Cida tem voz expressiva que vai do grave ao agudo. Mas o canto de Cida é movido sobretudo pelo sentimento, pela alma da artista. Nada pode atrapalhar a emoção do canto. Qualquer desatenção ou gesto infeliz, faça não! Pode ser a gota d’água… Por isso, o show de hoje soou tão mais sedutor e envolvente, embora a apresentação da estreia também tenha tido grandes momentos.
Admiro Cida Moreira com fervor. Sempre que essa cantora paulistana (“Eu sou São Paulo”, chegou a dizer na apresentação de hoje) apresenta show no Rio, lá estou eu na plateia. Cida me mobiliza tanto quanto as grandes divas da MPB. Talvez porque traga no canto a essência da atriz que também é. Ela sempre entende o que canta. É cantora que pega o espectador / ouvinte pela palavra.
E o fato é que eu amei ver e ouvir Cida Moreira reacendendo a fogueira de Angela Ro diante de plateia em que estavam a atriz Ana Beatriz Nogueira e o pesquisador musical Rodrigo Faour. Na apresentação de hoje, Cida tirou duas músicas – “Devoção” (1980) e “Karma secular” (1986) – do roteiro e, admito, prefiro o show sem elas.
Até por isso, tensões da estreia à parte, o show de hoje tenha transcorrido com perfeição. Particularmente, sinto a ausência no roteiro de “Só nos resta viver” (1980), bela canção que deu título ao segundo álbum de Angela Ro Ro, mas isso é questão de gosto pessoal.
Cida habita o mesmo universo gauche em que viveu Ro Ro. Uma entendia a loucura, os excessos e a alma da outra. Ambas se alimentaram a vida toda de música e poesia como antídotos para a insanidade do mundo. Talvez por isso o cancioneiro de Angela Ro Ro se afine tanto com a voz de Cida Moreira.
Cida Moreira em flagrante introspectivo do show em que canta a música de Angela Ro Ro
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Dias após show no Super Bowl com Bad Bunny, Ricky Martin chega ao Rio para o carnaval


Ricky Martin faz post no Rio de Janeiro
Reprodução/Instagram
Dias depois de participar da apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, o cantor porto-riquenho Ricky Martin chegou ao Rio. Ele postou sem camisa em uma praia nesta quinta-feira (12). “#TôNoRio”, escreveu na legenda.
Em outras imagens, ele aparece andando de bicicleta em Ipanema e no calçadão.
Ricky já tinha avisado que poderia aparecer no Rio no carnaval. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Cleide Klock, brasileira radicada em Los Angeles (EUA), e veiculada pela Apple TV.
Ele lembrou que já esteve na cidade e afirmou que estava animado por voltar, dessa vez solteiro. “Quando você tem 400 tambores te cercando e toda essa força representa uma elevação espiritual. Isso mudou a minha música, e preciso voltar”.
Em 1997, Ricky Martin também esteve no carnaval do Rio – ele desfilou na Portela
Initial plugin text
Bad Bunny no Super Bowl: entenda os principais momentos do show que enfureceu Trump
Ricky Martin anda de bicicleta na orla de Ipanema
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Álbum em que Mãeana une João Gomes e João Gilberto ganha edição em LP


Capa do álbum ‘Mãeana canta JG’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Lançado em agosto de 2024 em edição digital, o álbum “Mãeana canta JG” chega ao formato físico em LP com vinil de 180 gramas fabricado na cor azul, projeto gráfico de Celina Kuschnir, fotos de Vinícius Moreira e arte criada pela própria Ana Claudia Lomelino, cantora e compositora carioca que criou a persona artística Mãeana ao iniciar carreira solo após ser revelada como vocalista da banda Tono.
Lançado neste mês de fevereiro de 2026, com tiragem de 300 cópias, o LP coroa o fim de ciclo iniciado pela artista em outubro de 2022 com a estreia do show “Mãeana canta JG” em Salvador (BA). O show percorreu o Brasil a partir de 2023 e gerou o álbum gravado em estúdio com produção orquestrada por Ana Lomelino com Bem Gil e Sebastian Notini.
O JG do título do show e do disco são, na realidade, dois. Ao longo de 16 músicas distribuídas em 12 faixas, Mãeana irmana João Gilberto (1931 – 2019) – o criador da bossa nova – e João Gomes, jovem astro do piseiro que extrapolou o universo do forró e virou ídolo de todo o Brasil ao longo de 2025.
O romantismo é uma das pontes cruzadas pela artista para conectar os repertórios (de universos tão díspares) dos dois cantores com o conceito que batizou de pisa nova.
O repertório do álbum “Mãeana canta JG” inclui alguns medleys, como o que a cantora linka “Mete um block nele” (Luiz Lins, West Reis, José Nilton da Silva Jr. e Mazili Mazili, 2021) com o standard do jazz “ ’S wonderful” (George Gershwin e Ira Gershwin, 1927). Na teoria, soa estranho. Na prática, deu match!
Imagem da edição em LP do álbum ‘Mãeana canta JG’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Baby do Brasil faz pregação da fé cristã sobre a base de rock que sustenta o repertório do álbum ‘Os arrebatados’


Capa do álbum ‘Os arrebatados’, de Baby do Brasil
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Os arrebatados
Artista: Baby do Brasil
Cotação: ★ ★ ★
♬ Em 2012, Baby do Brasil se converteu novamente à música pop em show que gerou aclamada turnê pelo Brasil, álbum ao vivo e DVD. Ao longo desses 14 anos, a artista assumiu o papel de popstora e, entre shows individuais (apresentados sem o impacto e o poder de sedução do espetáculo de 2012) e turnê com o ex-companheiro Pepeu Gomes, a cantora, compositora e instrumentista jamais deixou de fazer a pregação da fé cristã.
O álbum “Os arrebatados” – lançado ontem, 11 de fevereiro, por essa artista fluminense apresentada ao Brasil nos anos 1970 como Baby Consuelo, vocalista do grupo Novos Baianos – foi feito para propagar a ideologia religiosa da cantora, convertida em 1999 ao cristianismo evangélico pentecostal.
Na inédita e autoral música-título “Os arrebatados”, também nome do bloco comandado por Baby no Carnaval, a cantora faz a pregação sobre base de rock. A faixa abre o álbum e dá o tom deste disco idealizado, dirigido e produzido pela própria Baby do Brasil, compositora (sem parceiros) de cinco das sete músicas do repertório.
As exceções são “Arde outra vez” – canção composta por Thalles Roberto e lançada pelo autor em 2009 – e “Todas as coisas”, música apresentada na voz do cantor e compositor Fernandinho no mesmo ano de 2009. “Arde outra vez” é abordada por Baby do Brasil com canto sussurrado, quase falado, em gravação de andamentos alternados. Já “Todas as coisas” ganha a forma de rock em gravação que ultrapassa os sete minutos.
Ambas as músicas alheias se afinam com a mensagem da fé propagada por Baby do Brasil em “Os arrebatados”, álbum conceitual em que a cantora louva Jesus e o encontro com Deus.
“Do Leme ao Pontal, só Jesus tem poder”, sentencia a pastora pop em verso de “Santo Espírito (Holy Spirit)” (2011), uma das músicas autorais regravadas por Baby no álbum ao lado de “Mistério” (2011), de “Sua presença” (2011) e de “Sétima trombeta” (2011), faixa em que a autora e intérprete parece evocar o espírito de uma cantora norte-americana de blues música gospel.
Esse lote de músicas autorais é formado por regravações de composições apresentadas por Baby do Brasil há 15 anos no álbum “Geração guerreiros do apocalipse” (2011). Rebobinadas no álbum “Os arrebatados”, essas músicas mostram que o canto de Baby do Brasil ainda é capaz de converter ouvintes de vários credos.
Baby do Brasil (em foto de 2024) regrava canções dos cantores Fernandinho e Thalles Roberto no álbum ‘Os arrebatados’
Igor do Vale / g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Banheira do Gugu, ‘dança da bundinha’ e Jovem Pan: como Shakira conquistou o Brasil


Shakira será a próxima atração do ‘Todo Mundo no Rio’, na Praia de Copacabana
Seguindo os passos de Madonna e Lady Gaga, a cantora colombiana Shakira se apresentará para um público estimado de um milhão de pessoas em um show gratuito nas areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 2 de maio. A produtora Bonus Track, responsável pelo show, fará o anúncio oficial na tarde desta quinta-feira (12/2).
Mas antes de comandar aquela que ficou conhecida como a maior pista de dança do mundo, a cantora teve que rebolar. Literalmente. Em um périplo pelo Brasil, com entrevistas em dezenas de programas de rádio e TV, além de shows pelas cinco regiões do país, não houve o que a artista não fizesse para conquistar os brasileiros.
Imagens do arquivo do SBT cedidas à BBC News Brasil mostram uma dessas entrevistas, em 1997. No domingo de Páscoa, a cantora deixava sua família para participar do Domingo Legal, sob o comando de Gugu Liberato.
O apresentador, conhecido nos bastidores por seu anseio por audiência, pediu à colombiana para sambar, fazer a dança do ventre — que mais tarde se tornaria um elemento central em coreografias de hits como Hips Don’t Lie — e aprender “a dança da bundinha”, inspirada em A Dança do Bumbum, do grupo É o Tchan.
Isso tudo fazia parte da estratégia que a Sony Music havia criado para que Shakira fizesse sucesso no Brasil. Além do carisma da artista, que também aprendeu a falar português, a gravadora contou com um investimento de US$ 2,8 milhões.
Foi o suficiente para levar Shakira ao estrelato, com mais de um milhão de discos vendidos, em um mercado especialmente difícil para cantores estrangeiros. Bad Bunny que o diga — o porto-riquenho só conseguiu chegar ao topo das paradas brasileiras nesta semana, dez anos após começar a cantar, impulsionado por uma apresentação histórica no Super Bowl.
A ‘receita do sucesso’
Uma das principais razões para a dificuldade de cantores estrangeiros fazerem sucesso no Brasil é a competitividade do mercado. O país, afinal, é o que mais escuta a própria música, com 75% do consumo no streaming voltado à produção nacional, segundo a Luminate, empresa especializada em dados da indústria do entretenimento nos quais as paradas da revista Billboard se baseiam.
Calejado por décadas nos corredores de gravadoras brasileiras, Luiz Calainho, que era diretor de marketing da Sony Music e, depois, viria a se tornar vice-presidente do selo, sabia de todas essas dificuldades. Ele, então, montou para Shakira uma estratégia que atravessava todas as plataformas de mídia.
Além de levá-la aos canais de TV e emissoras de rádio, convidou repórteres de jornais e revistas para irem até a Colômbia entrevistá-la e a levou para encontros com executivos e vendedores de lojas como a Americanas, uma das vitrines que mais comercializavam CDs no país.
Um pouco mais tarde, quando já era conhecida, a cantora fez ainda uma peregrinação pelas cinco regiões do Brasil, levando seus shows não só a capitais ou regiões metropolitanas, mas também aos rincões do país.
Só no interior paulista, por exemplo, ela se apresentou em Barretos, conhecida como a meca do sertanejo, por sua Festa do Peão, e Ribeirão Preto, com ingressos por valores que, mesmo levada em conta a inflação, hoje girariam em torno de R$ 150 — quase um terço do valor das entradas mais baratas de sua última turnê, Las Mujeres Ya No Lloran, que passou pelo Brasil no ano passado.
Shakira em seu de sua última turnê, Las Mujeres Ya No Lloran, em San Salvador, capital de El Salvador, em fevereiro de 2025
Rodrigo Sura/EPA/Shutterstock
Sociedade com a Jovem Pan
Houve ainda outro fator considerado um pilar para o sucesso de Shakira no Brasil: uma parceria com a rádio Jovem Pan, que era a estação mais ouvida pelos jovens no país.
Luiz Calainho conta que ofereceu ao dono da emissora, Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, US$ 1 para cada disco que a artista vendesse no Brasil.
“Se não me engano, cada música dela tocava de três a quatro vezes por dia, fora todo o envolvimento editorial. A Jovem Pan virou sócia do produto”, ele conta. “Shakira vendeu, se não me engano, 1 milhão e 60 mil cópias de discos. Só nesta operação a emissora ganhou US$ 1 milhão.”
O executivo explica as cifras: na época, um real equivalia quase diretamente a um dólar, e cada disco custava em torno de R$ 15. Foram, então, US$ 15 milhões de lucro bruto, valor atualmente inalcançável para a maior parte do mercado.
Hoje, ele compara, um investimento desse porte faria pouco sentido, porque o alcance da mídia tradicional não é mais o mesmo. No fim dos anos 1990, a Jovem Pan atingia 15 milhões de pessoas por dia, segundo reportagens da época. Hoje, alcança metade desse público no rádio — mas ao longo de um mês inteiro, não de um dia.
Luiz Calainho, que era diretor de marketing da Sony Music Brasil, ao lado de Shakira, em 1997
Arquivo pessoal
O rendimento dos CDs também minguou, afirma Calainho, que se ampara em relatórios como os do Instituto Pró-Música, representante da Federação Internacional da Indústria Fonográfica no Brasil.
A última publicação da entidade mostra que, embora o mercado de discos tenha voltado a crescer — com uma alta de 31,5% em 2024, o que gerou a maior receita desde 2017 —, ele se tornou ínfimo perante o streaming.
No cenário atual, a venda de CDs e vinis representa só 0,6% dos R$ 3 bilhões movimentados pela indústria fonográfica brasileira, ante os 11% dos direitos autorais gerados por execuções de músicas em eventos e os 88% do streaming, que responde pela maior parte da receita.
“Vivíamos em outro planeta. Havia essa capacidade milionária de investimento porque, na outra ponta, a rentabilidade do CD era estratosférica. A prensagem custava US$ 0,89, mais US$ 4 de direitos autorais. A gente vendia por R$ 15. Até um determinado momento, você pagava o investimento, mas, depois, era dinheiro na veia e na alma da gravadora”, diz Calainho. “Isso não existe mais.”
A cantora colombiana Shakira
Getty Images
Carisma e disposição
O que também parece não existir mais, afirma o executivo, é a disponibilidade dos artistas. A própria Shakira era outra na época — seu visual, aliás, era marcado por cabelos pretos que em nada lembram o loiro pelo qual ela é lembrada hoje.
Tamanha era sua disposição que, no Domingo Legal, a cantora foi até jurada do quadro A Banheira do Gugu, no qual homens de sunga agarravam e tentavam impedir que mulheres de biquíni retirassem sabonetes de uma banheira.
Ela já havia se acostumado à TV brasileira. Em uma de suas primeiras entrevistas no Brasil, no Programa Livre, de Serginho Groisman no SBT, a plateia, formada em sua maioria por jovens, não poupou a artista de pedidos como “podemos ver seus ‘pies descalzos’?”, em referência à música Pies Descalzos, Sueños Blancos. A resposta? “Sim. Só espero que eles não estejam tão sujos.”
“Há 30 anos, o artista sabia que tinha que ir para a rua, ir à loja, ao programa de TV. A disposição dos mega-artistas agora é outra, e a dinâmica é diferente”, afirma Calainho, à frente da L21 Corp, agência que comanda uma série de empresas do ramo do entretenimento, de gravadoras a casas de shows.
“Também havia coisas que hoje em dia não são nem mais possíveis, né? A Banheira do Gugu seria completamente inviável”, ele acrescenta. “Mas Shakira era uma artista que estava realmente a fim de virar a carreira no Brasil.”
LEIA TAMBÉM:
Shakira será a atração do ‘Todo Mundo no Rio’, na Praia de Copacabana
Shakira ‘copiou’ ‘Waka Waka’? A história do maior hit de Copa, que ela deve cantar em Copacabana
Shakira em Copacabana: cantora vem em fase ‘empoderada’ e mais pop que nunca

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

James Van Der Beek: amigos criam vaquinha e arrecadam mais de 1,2 milhão de dólares para ajudar família


Morre o ator James Van Der Beek, protagonista da série “Dawson’s Creek”
Amigos de James Van Der Beek se reuniram para ajudar a família do ator após sua morte aos 48 anos em decorrência de um câncer colorretal diagnosticado em 2023. Kimberly Van Der Beek, mulher do ator, agradeceu o apoio nesse momento difícil ao compartilhar o link da vaquinha online.
No texto, os amigos explicam que a família enfrentou forte pressão financeira para cobrir os custos do tratamento médico do ator. “Eles estão se esforçando para permanecer na casa em que vivem e garantir que as crianças possam continuar estudando e manter alguma estabilidade neste momento tão difícil. O apoio de amigos, familiares e da comunidade fará toda a diferença enquanto eles tentam seguir em frente.”
Katie Holmes lamenta morte de James Van Der Beek: ‘Muito difícil de assimilar’
Veja fotos da carreira
James Van Der Beek: amigos criam vaquinha e arrecadam mais de 1,2 milhões de dólares para ajudar família
Reprodução
Até a publicação desta matéria, a vaquinha já tinha arrecadado mais de 1,2 milhão de dólares (mais de seis milhões de reais). Os organizadores afirmam que o valor será destinado a “cobrir despesas essenciais, pagar contas e apoiar a educação das crianças”.
O ator descobriu o câncer já em estágio 3 e divulgou o diagnóstico em 2024. Em 2025, ele falou sobre um sintoma ignorado da doença, a mesma de Preta Gil (1974–2025). James deixa a mulher, Kimberly Brook, e seis filhos.
James Van Der Beek
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Katie Holmes lamenta morte de James Van Der Beek: ‘Muito difícil de assimilar’


Morre o ator James Van Der Beek, protagonista da série “Dawson’s Creek”
Katie Holmes lamentou a morte do ator James Van Der Beek. Em seu perfil no Instagram, a atriz escreveu uma carta homenageando o colega, que morreu nesta quarta-feira (11) em decorrência de um câncer colorretal diagnosticado em 2023.
Em uma carta escrita à mão, Holmes afirmou que a perda do ator é “muito difícil de assimilar” e se colocou à disposição para ajudar a família de James. “Sou muito grata por ter compartilhado um pouco da jornada de James. Ele é amado. Kimberly, nós te amamos e estaremos sempre aqui para você e seus lindos filhos.”
James Van Der Beek com Katie Holmes em cena de “Dawson’s Creek”
Reprodução
Ela começou a carta se dirigindo ao ator e agradecendo pelos momentos que viveram juntos. “Obrigada. Compartilhar espaço com a sua imaginação é sagrado — respirar o mesmo ar na terra do faz de conta e confiar que os corações um do outro estão seguros em sua expressão”, escreveu.
Veja fotos da carreira
Holmes também listou algumas das qualidades de Van Der Beek, incluindo “compaixão, coragem, altruísmo e força”. “Uma apreciação pela vida com a integridade de que a vida é arte — criando um casamento lindo, seis filhos amorosos, a jornada de um herói”, acrescentou.
Van Der Beek ficou conhecido ao estrelar a série adolescente “Dawson’s Creek”, ao lado de Katie Holmes, Michelle Williams e Joshua Jackson. A produção foi exibida originalmente entre 1998 e 2003 nos Estados Unidos.
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento