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Dublê de Harry Potter que ficou tetraplégico após acidente em set tenta refazer a vida: ‘Tudo o que eu era foi tirado de mim’


Dublê de Harry Potter lança livro após acidente que o deixou tetraplégico
Em constante movimento. Assim era a vida de David Holmes, nascido e criado no leste de Londres. A mãe colocou os três filhos na ginástica artística para canalizar o excesso de energia. Aos 6, David já competia profissionalmente. Aos 14, foi convidado para ser dublê de ator no set de filmagem.
“Foi o melhor verão da minha vida quando senti o gostinho da indústria cinematográfica pensei esse é o trabalho para mim”.
David passou a testar os limites do próprio corpo para contar histórias.
“Para se tornar dublê no Reino Unido você precisa praticar seis esportes em nível de competição. Os meus eram ginástica artística, salto ornamental, cama elástica, hipismo, natação e eu era faixa preta de kickboxing. Não é fácil, mas contamos histórias com o nosso corpo”.
Aos 17 se tornou o dublê oficial do britânico Daniel Radcliffe, então com 11 anos. Trabalharam lado a lado em sete filmes do universo de Harry Potter. Uma relação de confiança que foi sendo fortalecida a cada partida de quadribol, esporte disputado por feiticeiros montados em vassouras.
“Você está falando com o primeiro jogador de quadribol do mundo”.
David ainda fez as cenas de ação de outros jovens personagens nos dois primeiros filmes: Harry, Rome, Hermione, Leville e Malfoy.
David Homes e Daniel Radcliffe juntos em set de filmagem
Reprodução/TV Globo
O acidente
O elenco cresceu e se divertiu junto até o dia 28 de janeiro de 2009, quando tudo mudou. David estava com 25 anos e trabalhava no sétimo filme da saga Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1. Durante uma cena de ação ensaiada à exaustão, o corpo do dublê foi puxado com força por um cabo e colidiu violentamente contra a parede.
“Pelo ângulo que eu choquei contra a parede, meu nariz foi no peito e a minha medula espinhal se rompeu”.
Ele caiu nos colchões de proteção e sentiu que algo estava muito errado.
“Eu já tinha quebrado muitos ossos na vida para saber isso”.
Uma foto tirada instantes antes do acidente mostra o último momento de David em pé. A manobra que usava cabos, pesos e roldanas foi proibida depois em todos os principais estúdios. O dublê sofreu uma grave lesão na medula cervical e perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Só o braço esquerdo ainda tem força, mas os dedos não mexem mais.
“Todos aspectos da masculinidade foram tirados de mim. Tudo que eu tinha como identidade, minhas capacidades físicas, minha força, quem eu era”.
Uma foto tirada instantes antes do acidente mostra o último momento de David em pé
Reprodução/TV Globo
Recuperação
Foram mais de seis meses no hospital. David passou por inúmeras cirurgias e precisou reestruturar a vida e a mente para a nova condição.
“Eu desenvolvi um cisto na medula que cresce de forma acelerada na base da minha cabeça. Isso afeta as minhas funções. Nenhum médico pode me dizer se vou manter a respiração, a fala. e a capacidade de deglutição durante toda a minha jornada, então é um futuro bastante assustador. Mas quando penso nisso, sou forçado a estar presente, a aproveitar ao máximo o dia, a ser grato pelo que tenho, enquanto tenho. Apesar do medo, também tenho esperança”.
David Holmes, dublê de Harry Potter que ficou tetraplégico, em entrevista ao Fantástico
Reprodução/TV Globo
Recomeço e novos desafios
A TV idealizou e construiu uma casa inteligente, com portas automáticas e comando de voz. Apesar de depender de ajudantes 24 horas por dia, ele rejeitou a amargura e se recusa a falar da própria vida como se fosse uma tragédia. Diz que ainda sonha em conhecer o Brasil um dia.
“Tenho inveja do calor do Brasil, está na minha lista de viagens e já viajei bastante antes e depois do acidente. Tive muita sorte”.
Autobiografia
Os desafios dessa vida em dois atos foram parar nas páginas de uma autobiografia que chega agora ao Brasil. O livro conta com o apoio dos amigos famosos que nunca saíram do lado dele.
“Tenho muito amor na minha vida. Isso ajuda a lidar com o trauma. O mundo nos dá a oportunidade de ver o dom da vida todos os dias. Depende de nós mantermos os olhos abertos ou não”.
Dublê de Harry Potter lança livro após acidente que o deixou tetraplégico
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento

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O fetiche pela competência: como ‘The Pitt’ e ‘The Bear’ ganham fãs com estética do trabalho bem feito


Como ‘The Pitt’ e ‘The Bear’ ganham fãs com a estética do trabalho impecável
Esqueça dragões, bilionários, super-heróis ou anti-heróis. O novo normal nas séries de TV é ver alguém chegar no horário, seguir protocolos e fazer seu trabalho muito, muito bem. “The Bear” e “The Pitt” consolidaram um subgênero que a crítica americana batizou de “competency porn” (um “fetiche da perfeição”, em tradução livre).
Em um cenário de serviços precários e obsessão por notas de uma a cinco estrelas, o público se rendeu à competência absoluta nas telas. O conforto, agora, não vem do romance, das tretas ou do final feliz, mas da visão hipnótica de um ambiente de trabalho onde a técnica se sobrepõe ao caos.
Até que ponto o sucesso dessas séries tem a ver com nossa vontade de ver problemas complexos serem triturados por uma precisão cirúrgica?
Cena da série ‘The Pitt’
Divulgação
“The Bear” transformou a cozinha caótica em um ambiente de alta performance. O apelo da série reside na “estética do esforço”. O público é seduzido pelos closes em facas afiadas, pelo chiar da carne na chapa e pela busca de uma performance eficiente. O “Sim, chef” virou um mantra de organização que falta na vida real.
Mais recente, porém igualmente elogiada e premiada, “The Pitt” foca na sobrevivência técnica. A série, que trouxe Noah Wyle (o Dr. Carter de “Plantão Médico”) de volta ao jaleco, elevou o “fetiche da perfeição” ao adotar o formato de tempo real.
Ao mostrar 15 horas ininterruptas de um pronto-socorro na cidade americana de Pittsburgh, a produção removeu o melodrama típico de séries médicas antigas (como os romances de elevador de “Grey’s Anatomy”) para focar mais no procedimento.
O prazer de assistir a “The Pitt” vem da resolução de problemas. O Dr. Michael Robinavitch não é um herói por ser carismático, mas por ser capaz de diagnosticar e tratar pacientes em segundos, enquanto navega por um sistema de saúde combalido. É a fantasia de que, se o sistema falhar, o indivíduo competente ainda pode salvar o dia. E os pacientes.
Jeremy Allen White na série ‘The Bear’
Divulgação
Essa obsessão pelo profissional infalível não é um fenômeno novo. Nos anos 90, o estilo passou a ser mais explorado sobretudo em produções do diretor Michael Mann e do roteirista Aaron Sorkin.
Em “Fogo Contra Fogo” (1995), Mann dirige e roteiriza o embate entre o ladrão e o detetive sob a ótica da precisão tática. Essa ideia de uma batalha técnica entre forças competentes se repete em outros projetos do cineasta. O prazer de assistir a um filme de Mann não vem só da ação, mas da maneira correta de carregar um fuzil ou da explicação de quem não tem tempo para amadores.
Essa obsessão pelo “fazer bem feito” está ainda em “Profissão: Ladrão” (1981), em que a técnica de abrir cofres é filmada com a reverência de um ritual, e “O Informante” (1999), sobre a competência processual e ética do jornalismo. Para Mann, a maior forma de heroísmo não está na moralidade, mas na proficiência. O personagem é definido pela maestria com que exerce o seu ofício.
Brad Pitt e Jonah Hill no filme ‘O homem que mudou o jogo’
Divulgação
Sorkin, por sua vez, celebra a eficiência em setores diferentes, do esporte (o filme “O Homem Que Mudou o Jogo”) à imprensa (a série “The Newsroom”). Os personagens do roteirista e diretor são perfeitos para quem busca o prazer de ver pessoas inteligentes andando rapidamente e conversando mais rapidamente ainda. E, claro, trabalhando de modo eficaz no meio dessa correria.
O que dizem os críticos lá fora?
Essa virada de chave no gosto do público movimenta análises na imprensa internacional. O jornal britânico “The Guardian” questionou se existe algum escapismo maior hoje em dia do que assistir a uma pessoa “capaz” na TV. O fetiche da competência seria o antídoto para a era de ansiedade e dos serviços falhos.
Já a revista americana The New Republic destacou como “The Pitt” recusou as tramas leves em favor da adrenalina burocrática e médica. O site Vox analisou como nossa obsessão cultural mudou de “querer ser rico” para “querer ser útil”, transformando o trabalho bem feito na nova estética do desejo.
A revista Psychology Today explorou o viés comportamental da tendência, explicando o fascínio pelo “herói hiper competente” não apenas como entretenimento, mas como uma busca psicológica por estabilidade e controle em tempos imprevisíveis.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sarah Andrade é eliminada do ‘BBB 26’ com 69,13% da média dos votos


“Como Nasce um BBB”: documentário desvenda bastidores do programa e mostra cenas que o público não conhece
Sarah foi eliminada da 26ª edição do Big Brother Brasil no Paredão desta terça-feira (10). A sister deixou a casa após receber 69,13% da média dos votos.
Ela disputou a preferência do público com Babu Santana e Sol Vega, que receberam 28,49% e 2,38% da média dos votos, respectivamente.
Confira todos os percentuais da votação do BBB 26
‘BBB 26’: Quem são os participantes desta edição
Sarah fazia parte do grupo dos Veteranos. Ela havia participado da edição de 21, ao lado de Gil do Vigor e da campeã Juliette. Naquela temporada, ela foi eliminada no 9º Paredão.
Além do gshow, o público pode acompanhar o “BBB” pelos perfis oficiais do programa nas redes sociais: Instagram, X (antigo Twitter), Facebook e TikTok.
Sarah Andrade é eliminada do BBB 26
Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Britney Spears vende os direitos de todas as músicas de sua carreira, diz site


Britney Spears em foto de 2018 no prêmio Glaad Media, em Beverly Hills, California
Chris Pizzello/Invision/AP, Archivo
Britney Spears vendeu os direitos de todo seu catálogo musical. A informação foi noticiada pelo site de notícias americano TMZ, nesta terça-feira (10). O valor da venda não foi divulgado.
Voz de hits como “Toxic” e “Oops!… did it again”, a cantora vendeu sua participação nos direitos das faixas para a Primary Wave, uma editora musical dos Estados Unidos. Ela está feliz com a decisão e tem comemorado com os filhos.
Embora o valor da venda não tenha sido revelado, a TMZ diz que fontes ouvidas pelo site descrevem um “acordo histórico”, comparável à venda do catálogo de Justin Bieber a Hipgnosis (US$ 200 milhões), ocorrida em 2023.
A Primary Wave já fechou acordos desse tipo relacionados a artistas como Notorious B.I.G. e Fleetwood Mac.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Thiago Espírito Santo costura memória afetiva e ancestralidade na ‘árvore’ que embasa os dez temas do álbum ‘Ybirá’


Thiago Espírito Santo lança o álbum ‘Ybirá’ em 20 de fevereiro
Dani Gurgel / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ “Ybirá”, título do álbum que Thiago Espírito Santo lançará em 20 de fevereiro, reproduz palavra que, no original idioma tupi-guarani, significa “árvore” e norteia o conceito desse disco essencialmente instrumental gravado pelo artista no estúdio BRC, em São Paulo (SP), pelo engenheiro de som Luís Paulo Serafim.
Multi-instrumentista, Thiago Espírito Santo entende que cada uma das dez inéditas composições autorais do álbum “Ybirá” simboliza um ramo de árvore que embasa memórias afetivas e tradições musicais brasileiras reprocessadas pela influência (e o improviso) do jazz e alinhadas pela ancestralidade representada pela raiz.
Transitando por gêneros musicais como baião, choro e jazz, Thiago Espírito Santo (baixo, guitarra, violão, escaleta e percussão) apresenta músicas como “Deixa florescer”, “Dumdumzinha”, “Filhote”, “Levanta poeira”, “O sorriso dela”, “Só se for dengo” e “Vamo simbora”, além da música-título “Ybirá”.
Mixado e masterizado pelo já mencionado Luís Paulo Serafim, o álbum “Ybirá” foi gravado com os toques dos músicos Alex Buck (bateria), Bruno Cardoso (piano), Jota P. (flauta e saxofone) e Morgana Moreno (flauta), além dos vocais de Laura Pompeo. O próprio Thiago Espírito Santo assina a produção musical do álbum.
Capa do álbum ‘Ybirá’, de Thiago Espírito Santo
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Greg Brown, guitarrista do Cake, morre aos 55 anos


Greg Brown, guitarrista e cofundador da banda americana Cake
Reprodução/Instagram
Morreu Greg Brown, guitarrista e cofundador da banda americana Cake. O músico morreu aos 55 anos, no sábado (7), conforme publicado pelo próprio grupo no Instagram. A causa não foi especificada, mas o post diz que a morte do artista veio após ele sofrer com “uma rápida doença”.
“É com o coração pesado que informamos o falecimento de Greg Brown após uma rápida doença. Greg foi integralmente parte do som e desenvolvimento iniciais do Cake”, diz o post da banda.
“Suas contribuições criativas foram imensas, e sua presença — tanto musical quanto pessoal — será profundamente sentida. Boa viagem, Greg.”
Em 1991, o músico ajudou a fundar a Cake, banda que fez sucesso com “The Distance”, “Never There” e uma versão de “I will survive”. O guitarrista ficou no grupo até 1998.
Depois, ele cofundou outra banda de rock, a Deathray. Além disso, Brown trabalhou ao lado de artistas do Weezer e lançou projetos solos.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio anuncia Jon Batiste, Laufey, Roupa Nova e mais shows


Rock in Rio divulga novas atrações para o dia 7 de setembro
A organização do Rock in Rio anunciou mais shows de sua próxima edição, marcada para os dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro deste ano, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ). Revelado nesta terça-feira (10), o novo anúncio se refere às atrações do dia 7 de setembro do festival.
O cantor e compositor americano Jon Batiste se apresentará no palco Mundo, o principal do festival. Neste dia, o palco abrirá com um show de Luísa Sonza ao lado de Roberto Menescal.
Já as novidades do palco Sunset são os shows da islandesa Laufey; do Péricles cantando Motown; e do Roupa Nova ao lado do Guilherme Arantes.
O lineup completo do festival ainda não foi revelado. Veja a seguir todas as atrações já anunciadas:
O cantor Jon Batiste e a cantora Laufey
Rich Fury/Getty Images for The Recording Academy/AFP/Divulgação
Dia 5
Avenged Sevenfold (Palco Mundo) – headliner
Bring Me The Horizon (Palco Mundo)
Dia 7
Elton John (Palco Mundo) – headliner
Gilberto Gil (Palco Mundo)
Jon Batiste (Palco Mundo)
Laufey (Palco Snnset)
Luísa Sonza convida Roberto Menescal (Palco Mundo)
Péricles canta Motown (Palco Snnset)
Roupa Nova convida Guilherme Arantes (Palco Snnset)
Dia 11
Stray Kids (Palco Mundo) – headliner
Jamiroquai (Sunset)
Dia 12
Maroon 5 (Palco Mundo) – headliner
Demi Lovato (Palco Mundo)
Mumford & Sons (Palco Sunset)
João Gomes ao lado da Orquestra Brasileira (Palco Sunset)

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 90 anos, Alaíde Costa grava álbum com músicas inéditas em São Paulo


Alaíde Costa no estúdio Da Pá Virada, em São Paulo (SP)
Reprodução / Vídeo Instagram Alaíde Costa
♫ NOTÍCIA
♬ Aos 90 anos, festejados em 8 de dezembro, Alaíde Costa prepara o terceiro álbum com músicas inéditas da trilogia idealizada por Emicida e Marcus Preto em 2020.
Na tarde de ontem, segunda-feira, 9 de fevereiro, a cantora esteve no estúdio Da Pá Virada, em São Paulo (SP), para começar a dar forma ao disco que sucede os álbuns “O que meus calos dizem sobre mim” (2022) e “O tempo agora quer voar” (2024).
Nessa primeira sessão de gravação, Alaíde esteve com o produtor Pupillo Oliveira, o baixista Fábio Sá e o violonista Leonardo Mendes, além do diretor artístico Marcus Preto.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bad Bunny domina rankings após Super Bowl e tem 12 músicas no top 200 brasileiro


Bad Bunny no Super Bowl: entenda os principais momentos do show que enfureceu Trump
Após o show no Super Bowl, Bad Bunny está dominando o Spotify global. Nas paradas desta segunda (9), divulgadas nesta terça, o porto-riquenho quebrou recordes e emplacou várias músicas no topo, inclusive aqui no Brasil.
Neste mês de fevereiro, Bad Bunny (que já foi o artista mais ouvido do mundo em 2025) só cresceu. O artista venceu o Grammy de álbum do ano no dia 1º e, uma semana depois, se apresentou no intervalo de maior audiência dos Estados Unidos.
O show, em homenagem à cultura de Porto Rico, enfureceu Trump e teve forte conotação política. Segundo a NBC, emissora oficial do torneio da NFL, a apresentação de Bad Bunny foi a mais assistida da história do Super Bowl, com mais de 135 milhões de espectadores em todo o mundo.
Veja abaixo os efeitos do show de Bad Bunny nas paradas:
Bad Bunny é o artista mais ouvido no Spotify global desde a última semana;
Tem 7 músicas no topo do Spotify global;
É o 5º artista mais ouvido no Spotify Brasil;
Tem 12 músicas no top 200 do Spotify Brasil, com “DtMF” em 3º lugar;
“DtMF” se tornou a música em espanhol mais ouvida em um dia na história do Spotify global, com mais de 16 milhões de reproduções. O recorde anterior era de “BZRP Music Sessions Vol. 53”, de Shakira e Bizarrap.
O cantor Bad Bunny durante o show do intervalo do Super Bowl.
REUTERS/Mike Blake
Artista vem ao Brasil em melhor fase da carreira
Mesmo com sucesso em todo o mundo, Bad Bunny sempre teve alguma dificuldade para emplacar no Brasil. Isso serve para praticamente qualquer artista internacional: é raro ver gringos com grandes feitos nas paradas brasileiras, já que o público brasileiro costuma preferir músicas nacionais.
Mas no último ano, ele finalmente vinha conquistando espaço por aqui com o disco “Debí Tirar Más Fotos”. Agora, ele se prepara para sua primeira vinda ao Brasil em excelente timing.
Bad Bunny se apresenta no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 20 e 21 de fevereiro, logo após o Carnaval — ou seja, somente duas semanas após o sucesso estrondoso com o Super Bowl.
Anunciados em maio de 2025, os shows já tiveram vários setores esgotados e os ingressos estão com “baixa disponibilidade”, segundo o site de vendas. Com os feitos recentes nas paradas, não dá mais pra dizer que Bad Bunny não faz sucesso no Brasil.
Além da passagem por São Paulo, a turnê mundial do disco já passou por estádios na América Latina e tem datas na Ásia, Europa e Oceania. Ele não passará pelos Estados Unidos.
Bad Bunny no Brasil
Datas: 20 e 21 de fevereiro
Local: Allianz Parque
Ingressos: Ticketmaster
Preços: R$ 267,50 (meia-entrada, cadeira superior) a R$ 1.095,00 (inteira, “los vecinos”, setor em cima do palco)

Fonte: G1 Entretenimento

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BaianaSystem usa fanfarra de ‘Mixtape pirata’ para reforçar movimento de Bad Bunny pela integração das Américas


A BaianaSystem lança músicas inéditas e faz releituras de sucessos de 2026 em ‘Mixtape pirata’
Fernando Naiberg / Máquina de Louco
♫ ANÁLISE
♬ Se o astro porto-riquenho Bad Bunny afrontou Donald Trump ao hastear a bandeira da igualdade entre as Américas em histórica apresentação no intervalo do Super Bowl na noite de domingo, com show idealizado para valorizar a cultura latina de língua hispânica, a banda BaianaSystem segue na luta pela unidade da América Latina na trincheira brasileira.
Ancorada no Carnaval de Salvador (BA) com o bloco Navio Pirata, a banda cai na folia com a trilha sonora lançada em “Mixtape pirata”, disco apresentado na última quarta-feira, 4 de fevereiro, com músicas inéditas como “Fanfarra pirata” (Russo Passapusso, Roberto Barreto e Seko Bass) emtre releituras de temas lançados pela banda há uma década, casos de “Forasteiro” (Roberto Barreto e Mahal Pita, 2016) e “Lucro (Descomprimido)” (Russo Passapusso e Mintcho Garrammone, 2016).
A menção a Bad Bunny soa mais natural do que parece. Em “Mixtape pirata”, a BaianaSystem usa o som e o conceito da fanfarra para propor reflexão histórica sobre a música feita nas ruas da América Latina em eventos coletivos como o Carnaval.
E, na Bahia, rua é sinônimo de trio elétrico. Em “Pro Armandinho”, a BaianaSystem celebra Armandinho Macedo – ás da guitarra baiana, instrumento de eletrificação dos trios – com o aval e a participação do músico. A banda também recorre a nomes como a cantora chilna Claudia Manzo e o duo Tropkillaz – ambos presentes na música “Continuar” – e o produtor Rafa Dias, o RDD, além do coletivo Superjazz, convidado da faixa “Jahzz Revolta”.
A fanfarra surge como o eixo de “Mixtape pirata” porque, analisada em perspectiva, essa música de origem europeia foi de início um símbolo do poder dos colonizadores dos países da América Latina.
Contudo, na medida em que países do Caribe e da América do Sul foram se livrando do jugo desses colonizadores e proclamando as respectivas independências, as marchas europeias foram se amalgamando com ritmos dos povos originários do Caribe e dos Andes, além de terem absorvido as matrizes percussivas africanas já presentes no continente sul-americano desde antes de o samba ser samba.
É nesse contexto antropofágico e musical que a fanfarra marchou até o século XXI e, em 2026, ressurge como um norte no som da BaianaSystem, banda que está sempre em movimento, sem cair na tentação de repetir discos.
É com a estética afro e percussiva das fanfarras contemporâneas que a BaianaSystem ancora o Navio Pirata no Carnaval 2026, propagando o som miscigenado de “Mixtape pirata” na folia.
E, no momento em que Bad Bunny se impõe como uma voz pela unidade latino-americana em momento de tensão política internacional, a BaianaSystem vai para a rua e para a luta com as fanfarras, se integrando a um movimento em que o amor e a música são as armas pacíficas para vencer o ódio.
Capa de ‘Mixtape pirata’, da BaianaSystem
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Fonte: G1 Entretenimento