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Em Dubai, Bolsonaro visita a Expo 2020 e tem reunião marcada com emir

O presidente Jair Bolsonaro visitou neste sábado (13) a Expo 2020, exposição universal que ocorre em Dubai. Está marcado um encontro com o emir local, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes.
Bolsonaro desembarcou em Dubai na manhã deste sábado (13), no horário local, para o início de sua segunda visita a países árabes desde que assumiu a Presidência da República. Em 2019, ele esteve nos Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar.
Desta vez, Bolsonaro concentrará a maior parte da visita em Dubai, com uma rápida passagem por Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes. Na terça-feira (16) ele seguirá para o Bahrein e, no dia seguinte, para o Catar.
Expo
Bolsonaro deverá se reunir com o governante de Dubai no parque da Expo 2020, considerada um dos maiores eventos realizados desde o início da pandemia de Covid.
A exemplo da Olimpíada de Tóquio, prevista para o ano passado, a Expo também foi adiada em um ano por causa da pandemia.
A próxima segunda-feira (15), que no Brasil marca a comemoração da proclamação da República, será o Dia do Brasil na exposição, com a presença de Bolsonaro novamente.
A Expo 2020 contou com investimento bilionário do governo local e reúne 192 países na atual edição, que teve início em outubro e terminará em março, com a expectativa de receber 25 milhões de visitantes.
O Brasil montou seu pavilhão no distrito da sustentabilidade, na tentativa de contrapor as críticas à política ambiental de Bolsonaro.
A exposição universal é realizada desde 1851, com histórico ligado à inovação tecnológica e a grandes obras. Na edição de 1889, por exemplo, a França apresentou ao mundo a Torre Eiffel.

Fonte: G1 Mundo

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Nova Délhi, capital da Índia, se prepara para adotar medidas urgentes contra a poluição


Índice neste sábado ficou dez vezes acima do limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A incineração em larga escala de resíduos agrícolas – prática que foi proibida pela Justiça – e as más condições meteorológicas explicam o pico de contaminação. VÍDEO: Neblina e fumaça tóxica tomam o céu da capital da Índia
A capital da Índia, Nova Délhi, deve preparar medidas urgentes contra a poluição atmosférica, que atingiu níveis alarmantes nos últimos dias (veja mais no vídeo acima), informou o agência de controle da contaminação da Índia.
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Neste sábado (13), os níveis de partículas finas em suspensão PM2,5 (as mais perigosas, com diâmetro inferior a 2,5 mícrons) superaram 300 microgramas por metro cúbico. Isso é mais de dez vezes acima do limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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A incineração em larga escala de resíduos agrícolas nos arredores – prática que foi proibida pela Justiça – e as más condições meteorológicas explicam o pico de contaminação, que se traduz a cada inverno em uma nuvem densa que cobre a capital de 20 milhões de habitantes.
“A cidade deve estar completamente preparada para adotar medidas urgentes”, afirmou a Comissão Central de Controle da Poluição, vinculada ao governo federal indiano.
Além disso, a comissão pediu aos moradores que “limitem suas atividades ao ar livre para minimizar a exposição”.
Se o nível de PM2,5 permanecer acima de 300 por mais de 48 horas, as autoridades devem aplicar um plano de emergência que incluirá o fechamento das escolas do ensino básico, restrições ao tráfego de veículos e a paralisação de todas as obras de construção.
Nova Délhi já adotou tais medidas em 2019.
“Ventos fracos deixarão as condições meteorológicas muito desfavoráveis para a dispersão dos poluentes até 18 de novembro”, advertiu a comissão.
Um relatório publicado em 2020 pela organização suíça IQAir informa que 22 das 30 cidades mais contaminadas do mundo ficam na Índia. E Nova Délhi é a capital mais poluída do planeta.
Em 2019, a poluição provocou 1,67 milhão de mortes na Índia, incluindo quase 17,5 mil mortes na capital, segundo a revista médica “The Lancet”.
Poluição em Nova Délhi em 12 de novembro de 2021
Anushree Fadnavis/Reuters
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Fonte: G1 Mundo

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França lembra seis anos dos ataques terroristas de Paris em homenagem marcada por processo histórico


Autoridades francesas colocaram coroas de flores e fizeram um minuto de silêncio em frente ao Stade de France, a casa de shows Bataclan, bares e restaurantes da capital. Jean Castex, primeiro-ministro francês, Anne Hidalgo, prefeita de Paris, e outras autoridades francesas prestam homenagem a vítimas de atentados de 2015, que deixou 130 mortos
Thomas Samson/Pool via REUTERS
A França lembra neste sábado (13) os seis anos dos atentados de Paris. Este ano, a homenagem às vítimas é mais simbólica do que antes, pois acontece no momento do processo histórico contra os acusados pelos ataques que deixaram 130 mortos.
O primeiro-ministro francês, Jean Castex, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e outras autoridades francesas colocaram na manhã deste sábado coroas de flores e fizeram um minuto de silêncio em frente ao Stade de France, a casa de shows Bataclan, bares e restaurantes da capital. Os locais foram alvos dos atentados organizados pelo grupo Estado Islâmico em 13 de novembro de 2015, que fizeram, além dos 130 mortos, 350 feridos. Como todos os anos, o nome de todos os mortos foi pronunciado.
No ano passado, o público não pode participar das cerimônias, devido à pandemia de Covid. Este ano a homenagem pode contar com a presença de sobreviventes e familiares das vítimas. Além disso, o fato de ocorrer no mesmo momento do processo histórico contra os prováveis responsáveis pelos atentados intensificou o clima de emoção. O julgamento, iniciado em setembro, comove a população e modela a memória coletiva francesa sobre os ataques terroristas mais terríveis da história do país.
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, que termina neste sábado uma visita de quatro dias ao país, depositou um buquê de flores brancas diante do bar Le Carillon, no 10° distrito da capital.
As homenagens serão encerradas na noite deste sábado. Antes do duelo entre a França e o Cazaquistão, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de Futebol 2022, jogadores e torcedores farão um minuto de silêncio para lembrar das vítimas dos atentados de Paris.
Processo uniu as vítimas
“O processo nos aproximou e tivemos uma grande vontade de nos reencontrar para lembrar a data”, disse a AFP Arthur Dénouveaux, presidente da Associação de Vítimas “Life for Paris”. “A cerimônia vai cristalizar e reforçar os laços entre as vítimas”, acredita.
Estresse pós-traumático, culpa do sobrevivente, sentimento persistente de inadequação com o resto da sociedade. Durante um mês, o testemunho das vítimas e seus familiares revelaram ao resto do país as cicatrizes permanentes e a extensão dos estragos psicológicos produzidos por esses atentados.
Para enfrentar as audiências até o final, “as pessoas sentem que devem se unir”, resume Dénouveaux. “Compartilhar todas essas experiências no tribunal também serve para aumentar o sentimento de pertencimento a uma comunidade”, conclui. O julgamento termina em maio de 2022.
Seis anos após os atentados de Paris, a ameaça terrorista continua elevada na França, mas tem outras formas. Como mostraram os assassinatos da funcionária da delegacia de Rambouillet, Stéphanie Monfermén, em abril deste ano, ou do professor Samuel Paty, em outubro de 2020, os ataques são realizados por jihadistas “autônomos”, sem uma ligação direta com organizações terroristas.
Jean Castex, primeiro-ministro francês, Anne Hidalgo, prefeita de Paris, e outras autoridades francesas prestam homenagem a vítimas de atentados de 2015, que deixou 130 mortos
Thomas Samson/Pool via REUTERS
Vídeo: Suspeitos por atentados de 2015 em Paris começam a ser julgados:
Suspeitos por atentados de 2015 em Paris começam a ser julgados

Fonte: G1 Mundo

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Nos EUA, tribunal mantém suspenção de lei que tornaria obrigatória vacinação para funcionários de empresas


Nesta sexta, juízes confirmaram uma ordem da semana passada que havia impedido a entrada em vigor de um mandato da administração Biden, por considerar que ele ‘excede extremamente’ as atribuições do governo. Vacinação nos EUA
JN
Um tribunal federal dos Estados Unidos manteve nesta sexta-feira (12) a suspensão de um mandato do governo do presidente Joe Biden que obriga as grandes empresas a vacinar os funcionários contra a Covid-19.
O painel de três juízes da Corte de Apelações do Quinto Circuito de Nova Orleans confirmou uma ordem da semana passada que impediu a entrada em vigor do mandato, por considerar que “excede extremamente” as atribuições do governo.
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Se for confirmado, o bloqueio representaria um grande revés para um dos esforços de maior alcance e impacto do governo Biden para assegurar a imunização generalizada dos trabalhadores americanos antes do inverno, quando o país deve registrar aumento de casos de Covid-19.
Biden estabeleceu prazo até 4 de janeiro para que as empresas garantissem a vacinação completa de seus funcionários, o que afetaria mais de dois terços da força de trabalho do país.
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O tribunal não se pronunciou sobre a validade do mandato, que seria aplicado a empresas com mais de 100 trabalhadores, embora tenha considerado improvável que supere um recurso constitucional.
“Os pedidos de impugnação do mandato têm grande probabilidade de sucesso quanto ao mérito, fato que tem peso crítico a favor de uma suspensão”, escreveu o juiz Kurt D. Engelhardt.
Ele também considerou que não conceder a suspensão poderia ter provocado um “dano irreparável” para os trabalhadores e peticionários, que incluem cinco estados com forte peso republicano (Texas, Louisiana, Carolina do Sul, Utah e Mississippi), assim como várias empresas privadas e grupos religiosos.
Engelhardt acrescentou que o mandato impõe um “sobrecarga à liberdade” das pessoas relutantes, que teriam de escolher entre o trabalho e a vacina.
A decisão exige que a suspensão permaneça em vigor até a revisão do pedido de impugnação permanente.
Os mandatos de vacinação obrigatória têm uma longa história nos Estados Unidos, mas geralmente são emitidos por cidades ou estados. Neste caso, o que está em questão é a constitucionalidade de um presidente emitir um mandato tão amplo a nível nacional.
“A vacinação é o melhor caminho para sair desta pandemia”, disse Biden, sobre a ordem. Ele completou que as empresas “têm mais poder do que nunca para acelerar esta saída, salvar vidas e proteger nossa recuperação econômica”.
Até o momento, quase 68% da população americana e 81% dos adultos receberam ao menos uma dose da vacina contra a Covid.
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Fonte: G1 Mundo

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Angela Merkel pede esforço nacional para acabar com nova onda de Covid-19 na Alemanha


Chanceler expressou preocupação com o forte aumento dos contágios, o elevado número de pacientes em UTIs e o grande número de mortes diárias, especialmente em regiões com taxas de vacinação reduzidas. Chanceler alemã Angela Merkel
Fabian Sommer/Pool via REUTERS
A chanceler alemã Angela Merkel declarou neste sábado (13) que é necessário um “esforço nacional” para acabar com a quarta onda de Covid-19 na Alemanha e pediu às pessoas que tomem a vacina.
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“Estou muito preocupada com a situação. Nós enfrentamos semanas difíceis. Precisamos de um esforço nacional para acabar com a forte onda de outono e inverno [no hemisfério norte] da pandemia”, afirmou Merkel em seu podcast semanal.
“Se permanecermos unidos, se pensarmos em nos protegermos e cuidar dos outros, nós podemos salvar grande parte do nosso país no inverno”, acrescentou.
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Merkel expressou preocupação com o forte aumento dos contágios, o elevado número de pacientes em UTIs e o grande número de mortes diárias, especialmente em regiões com taxas de vacinação reduzidas, como o leste do país.
A Alemanha enfrenta uma quarta onda de Covid-19 nas últimas semanas, com um número recorde de contágios. Áustria e República Tcheca também estão em um cenário similar.
Alemanha registra mais de 50 mil novos casos de Covid pela 1ª vez na pandemia
Neste sábado, o instituto de saúde Robert Koch registrou 45.081 novos contágios e 228 mortes provocadas por Covid-19 em 24 horas. Na quinta-feira, o país registrou 50.196 novos casos, um recorde diário desde o início da pandemia (veja mais no vídeo acima).
A chanceler alemã também pediu aos não vacinados que “reflitam” e aceitem a vacina. De acordo com o governo, 67,4% da população está completamente vacinada, longe da meta estabelecida: 75%.
Merkel é favorável a uma dose de reforço da vacina, que ela considera uma “verdadeira oportunidade para romper a onda de contágios”.
A chanceler, que permanece no cargo até formação de um novo governo, disse que é “urgente” eu o governo federal e as regiões adotem uma “abordagem unificada” e, em particular, um “índice limite” a partir do qual devem ser adotadas medidas adicionais.
Desde a primavera do hemisfério norte, as autoridades não têm levado em consideração apenas o número de novas infecções por dia, mas também a saturação dos hospitais para ativar novas restrições.
Esse índice limite deve ser “definido com prudência para que as medidas necessárias não sejam tomadas tarde demais”, disse Merkel.
Na sexta-feira, o presidente do instituto Robert Koch, Lothar Wieler, afirmou que a Alemanha deve se preparar para um cenário difícil e pediu o aumento das restrições.
“Temos de presumir que a situação vai continuar piorando em toda Alemanha e que esta evolução não pode ser contida sem novas medidas”, alertou. “Semanas e meses difíceis nos esperam.”
Europa vive novo pico da pandemia de Covid-19
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Fonte: G1 Mundo

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Organização dos Estados Americanos contesta ‘legitimidade democrática’ das eleições na Nicarágua


Texto foi aprovado por 25 votos a favor entre os 34 membros ativos do bloco; entidade pediu ‘avaliação coletiva’ até 30 de novembro para a adoção de medidas cabíveis. Em 7 de novembro, Daniel Ortega conquistou o quarto mandado na disputa, que não teve uma real concorrência: 7 pré-candidatos da oposição foram detidos antes da votação. Daniel Ortega, presidente da Nicarágua
Getty Images via BBC
A Organização dos Estados Americanos (OEA) declarou na noite desta sexta-feira (12) que foram sem “legitimidade democrática” as eleições de 7 de novembro na Nicarágua, vencidas pelo o presidente Daniel Ortega, que conquistou o quarto mandato. A entidade pediu uma “avaliação coletiva” até 30 de novembro para a adoção de medidas cabíveis contra o país.
A disputa não teve uma real concorrência: 7 pré-candidatos da oposição foram detidos antes da votação para que não pudessem concorrer (veja mais no vídeo abaixo).
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O texto da OEA foi aprovado por 25 votos a favor entre os 34 membros ativos do bloco no encerramento da Assembleia Geral da organização. Sete países se abstiveram, incluindo México e Honduras, um estava ausente e a Nicarágua votou contra (veja a seguir os detalhes).
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“As instituições democráticas na Nicarágua foram seriamente minadas pelo governo nicaraguense”, diz o texto, insistindo na “libertação de todos os candidatos políticos e prisioneiros”. Por isso, foi solicitado ao Conselho Permanente, órgão executivo da OEA, “uma avaliação coletiva imediata (…) a ser concluída até 30 de novembro e a adoção de medidas cabíveis”.
A votação foi nominal a pedido da Nicarágua, que rejeitou a resolução “da maneira categórica”.
“Assistimos a mais um ataque ao povo livre da Nicarágua”, criticou o representante do governo Ortega, Michael Campbell, questionando as instituições da Colômbia, Brasil e Estados Unidos, países que apoiaram o texto.
Ortega, que está no poder há 14 anos foi reeleito para o 4° mandato consecutivo com 75% dos votos. Mas a votação aconteceu sem a participação de adversários com possibilidade de derrotá-lo nas urnas, que foram detidos ou forçados ao exílio.
Daniel Ortega é declarado vencedor das eleições na Nicarágua
Segundo o Secretário-Geral da OEA, Luis Almagro, o Conselho Permanente deve agir com celeridade, pois não há tempo a perder.
Os membros da OEA dispõem de diversos instrumentos, como negociações diplomáticas e a convocação de uma Assembleia Geral extraordinária que pode, inclusive, suspender a Nicarágua da organização.
Argentina votou a favor da resolução
Entre os que votaram a favor da resolução, destaca-se a Argentina, que neste ano tinha se abstido de apoiar duas resoluções do Conselho Permanente que pediam eleições livres e a libertação de todos os opositores detidos.
“Acompanhamos o atual projeto de resolução com a convicção, esperança e vontade política de continuar trabalhando a favor do diálogo”, disse o vice-chanceler argentino, Pablo Tettamanti, que rejeitou a imposição de “sanções” ou “bloqueios” como ferramenta de resolução de divergências.
Os Estados Unidos comemoraram a aprovação do texto.
“A Carta Democrática Interamericana obriga o continente a defender os direitos democráticos do povo nicaraguense e devemos cumprir essas obrigações”, declarou o deputado americano Bradley Freden, comparando o governo de Ortega com o de Anastasio Somoza, que o ex-guerrilheiro ajudou a derrubar na revolução sandinista de 1979.
Além do México e de Honduras, a Bolívia, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia, Belize e Dominica se abstiveram. “A experiência mostra a ineficácia das políticas de isolamento”, argumentou a embaixadora mexicana, Luz Elena Baños.
Na mesma linha, o embaixador da Bolívia, Héctor Arce, pediu a OEA para não intervir nos assuntos internos dos países, lembrando o “fato desastroso” da participação da organização nas eleições bolivianas de 2019.
Críticas e elogiosAs posições da OEA em relação às crises da região geraram muitas críticas durante a Assembleia Geral, ocorrida Guatemala. O Peru sediará a próxima reunião, conforme decidido ao final da cúpula.
O lema do encontro “Por uma América renovada” serviu de pretexto para pedidos de mudanças na entidade.
A Bolívia sugeriu “repensar a OEA”. O Paraguai estimou que a organização “deve buscar novas formas de comunicação” com seus membros porque a pandemia e a revolução digital “mudaram as regras do jogo”.
A República Dominicana considerou que a OEA desempenha um papel central “no fortalecimento da democracia” e tem sido um “farol” em múltiplas ocasiões. Na mesma linha, o Uruguai destacou o papel da organização na “defesa da democracia e dos direitos humanos”.
Outros países citaram a Venezuela em seus discursos, pedindo que sejam retomadas as negociações com a oposição liderada por Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.
Na última sessão plenária, a Carta Empresarial Interamericana para a Promoção do Desenvolvimento e uma declaração sobre o Haiti propuseram a apoiar as autoridades haitianas “em seus esforços para restaurar a segurança” e ajudar “a preparar eleições livres, justas e transparentes sob observação internacional”.
A crise de saúde provocada pela Covid-19 foi um dos temas mais recorrentes nos discursos, em uma região com 32% dos óbitos, apesar de representar 8% da população mundial. O empoderamento feminino, o aquecimento global a pobreza e as minorias também foram assuntos citados.
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Fonte: G1 Mundo

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Francês sem os dois antebraços tenta atravessar a nado o Lago Titicaca, entre Bolívia e Peru


Théo Curin, que tem 21 anos, pretende atravessar a nado 122 km do Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo, junto com outros dois nadadores. Eles vão se revezar em turnos. O francês Theo Curin, que não tem os dois antebraços, nada no Lago Titicaca, em 10 de novembro de 2021. Curin é atleta paralímpico e pretende atravessar em dez dias o lago, que fica em uma alta altitude e tem água gelada, da Bolívia para o Peru.
Aizar Raldes/AFP
O francês Théo Curin, de 21 anos, embarcou em um desafio inédito: atravessar a nado 122 km do Lago Titicaca, que tem águas geladas e é o lago navegável mais alto do mundo, a 3,8 mil metros de altitude.
A travessia na fronteira entre Bolívia e Peru começou na quarta-feira (10) e deve durar dez dias.
“São muitas emoções”, disse Curin, que teve seus membros amputados aos seis anos devido à meningite.
O francês é nadador paralímpico e ficou em quarto lugar nos 200 metros livres nos Jogos Paralímpicos da Rio-2016. Ele também foi duas vezes vice-campeão mundial.
Parceiros de jornada
Curin tenta o feito junto com mais dois nadadores e começou a travessia na praia da cidade boliviana de Copacabana. Seu destino são as Ilhas Uros, na baía de Puno, no Peru.
Os companheiros de equipe de Curin são a ex-nadadora olímpica Malia Metella, de 39 anos, que está aposentada das piscinas há 11 anos, e Matthieu Witvoet, de 27, que se define como “ecoaventureiro”.
Para se prepararem para a travessia do Titicaca, que também é poluído, o trio treinou por 13 meses no lago francês Matemale, na cordilheira dos Pirineus.
Objetivo nobre
Os atletas vão nadar se revezando em turnos, acompanhados por um bote construído com resíduos, e seu objetivo é passar uma mensagem sobre o cuidado com o meio ambiente.
Durante a viagem, eles vão filtrar a água do lago para beber e armazenar os alimentos em sacolas reutilizáveis, para não gerar resíduos poluentes.
Dez atletas da Federação Boliviana de Natação nadaram com a equipe durante os primeiros quilômetros do trajeto.
Reconhecimento local
Antes de pular na água, Curin e seus companheiros receberam o reconhecimento das autoridades locais e a bênção de um amauta — ou sábio aimará.
O sábio atirou pétalas brancas sobre o trio, em um ritual de oferenda à Cota Mama (Mãe Água), para pedir por sua proteção.
O francês Theo Curin, que não tem os dois antebraços, recebe o reconhecimento de um vereador do município de Copacabana, na Bolívia, antes de encarar o desafio de atravessar a nado o Lago Titicaca, entre a Bolívia e o Peru, em 10 de novembro de 2021
Aizar Raldes/AFP

Fonte: G1 Mundo

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Argentina vai às urnas neste domingo para eleição legislativa; expectativa é de que oposição conquiste o Senado


Pesquisas indicam que a oposição deve ter cerca de 40% dos votos, e os candidatos ligados ao governo, cerca de 30%. Alberto Fernández com o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, em 11 de novembro de 2021
Divulgação/Presidência Argentina/Via AFP
Os eleitores da Argentina vão votar neste domingo (14) para renovar uma parte dos ocupantes dos cargos legislativos no país: metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado estão em jogo.
As pesquisas mostram que a aliança de oposição tem cerca de 10 pontos percentuais de vantagem.
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Uma pesquisa da empresa Management & Fit mostrou que a oposição conservadora estava bem à frente, com 40% dos votos nacionais contra 27,8% do partido governista Frente de Todos,.
Outra pesquisa da Ricardo Rouvier & Asociados tinha a oposição com 42,1%, à frente do governo, com 34,2%.
Se esse resultado se confirmar nas urnas, o presidente do país, Alberto Fernández, deve ter mais dificuldade para governar, pois o Senado passaria para o controle da oposição.
O que aconteceu nas prévias?
Na Argentina, todas as coligações são obrigadas a fazer prévias. Como os eleitores só podem escolher uma coligação para votar, o resultado dessas prévias é sempre interpretado como um sinal sobre o que deve acontecer na eleição de fato.
Argentina: parciais indicam que governo de Alberto Fernández sofreu derrota nas primárias de eleições para o Legislativo
As prévias aconteceram no dia 12 de setembro.
A frente política do ex-presidente Maurício Macri (Juntos pela Mudança) obteve cerca de 40% dos votos, e a frente de Fernández (Frente de Todos) teve cerca de 31% dos votos nacionais.
Macri na Cúpula do Mercosul em Bento Gonçalves, em 2019
AFP/Carl de Souza
Por que é importante?
Embora a renovação seja parcial no Congresso da Argentina, as eleições de domingo terão um impacto na presidência de Fernández porque definirão a governabilidade para a segunda metade de seu mandato, segundo analistas.
“Se os resultados da prévias se repetirem, o partido no poder pode perder a maioria que tem no Senado e não só não alcançaria a maioria dos deputados, mas também perderia cadeiras”, diz Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nova Maioria.
O analista político Gabriel Puricelli considera que “a composição do Congresso determinará as condições de governança” até 2023, quando termina o mandato de Fernández.
Mas também são “um testa da viabilidade das duas principais coalizões como veículo para as próximas eleições presidenciais”, diz, referindo-se à Frente de Todos.
Outro fator a ser levado em consideração “será quanto poder a oposição terá no Congresso. Se conseguir o poder de bloqueio, é mais provável que o use”, alerta Puricelli.
O cientista político Carlos Fara considera que uma derrota “travará o kirchnerismo nas duas Câmaras e pode dificultar questões institucionais no Senado, como a nomeação de juízes”.
Crise econômica e de Covid-19
Há uma onda de descontentamento contra o governo argentino por duas razões:
Escândalos ligados a problemas na gestão da pandemia (houve gente que furou a fila da vacina, e o presidente foi a uma festa no período em que aglomerações estavam proibidas);
Economia com inflação em alta.
Em 12 meses, a inflação chegou a 52,1%, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). A inflação na Argentina avançou 3,5% em outubro na comparação com o mês anterior.
O dólar no mercado ilegal, chamado de “dólar blue”, atingiu um novo recorde de 206,50 pesos. Com a valorização, a diferença para a cotação oficial é de mais de 100%.
A última pesquisa de aprovação do governo da consultoria Isonomía mostra que 33% dos argentinos aprovam Fernández. Cristina Kircher, a vice-presidente, é aprovada por 31%.
Reação do governo
Desde o resultado das prévias, em setembro, o governo fez algumas tentativas para recuperar a popularidade:
Congelou preços;
Passou a imprimir mais dinheiro;
Aumentou repasses de programas sociais.
‘Anarcocapitalista’
Imagem de Javier Milei de uma conta de redes sociais
Reprodução/instagram.com/javiermilei
Javier Milei, um “anarcocapitalista” é um dos candidatos mais conhecidos que disputam as eleições legislativas.
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Ele concorre a um cargo de deputado e propõe acabar com o Banco Central, que, segundo ele, é uma instituição criminosa que atinge os mais pobres (ele argumenta que quando o Banco Central imprime dinheiro, desvaloriza o peso, e quem mais sofre com isso são os mais pobres).

Fonte: G1 Mundo

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Por que os EUA permitem entrada de turistas vacinados, mas imigrantes que querem asilo são barrados? Entenda

Governo Biden decidiu manter medida implementada por Trump, que diz que país tem direito de negar asilo a imigrantes por risco de saúde pública. Ação, porém, foi criada antes da aprovação de vacinas e no auge da pandemia. EUA liberam entrada de turistas vacinados, mas não de imigrantes
Os Estados Unidos têm uma regra que vale para seis, mas não vale para meia dúzia.
Enquanto turistas vacinados podem entrar no país, imigrantes também vacinados, que estão pedindo asilo para fugir da violência em países da América Central, não podem. Por quê?
Porque o governo Biden decidiu manter uma medida implementada pelo governo Trump, que diz que os EUA têm direito de negar asilo a imigrantes por risco de saúde pública – neste caso, pelos riscos da Covid-19.
Mas, na época em que Trump impôs a medida, nenhuma medida havia sido aprovada e os Estados Unidos estavam no auge da pandemia.
Agora, não só a maior parte da população norte-americana já está vacinada, como também muitos dos imigrantes que pedem asilo.
O governo Biden foi eleito com a promessa de ser mais amigável a imigrantes. Mas, na prática, tem sido bem diferente: um milhão de imigrantes foram expulsos na fronteira em um período de 12 meses. Deste período, dez meses foram dentro do governo Biden.

Fonte: G1 Mundo

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Bolsonaro chega a Dubai, primeira parada do roteiro de uma semana por Emirados, Bahrein e Catar


Previsão para este sábado é visita à exposição universal Expo 2020 e reunião com o primeiro-ministro dos Emirados Árabes e emir de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum. O presidente Jair Bolsonaro desembarcou neste sábado (13) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, primeira parada de uma viagem de uma semana pelo Oriente Médio para visitar três países até dia 18 — além dos Emirados (Dubai e Abu Dhabi), Bahrein (a capital Manama) e Catar (Doha).
Na tarde deste sábado (manhã no Brasil em razão da diferença de fuso horário), Bolsonaro tem previsão de ir à Expo 2020, a exposição universal, que na edição deste ano ocorre em Dubai (leia mais abaixo).
O presidente também deve ter uma reunião bilateral com o primeiro-ministro dos Emirados Árabes e emir de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum.
Exposição em Dubai na qual irá o presidente Jair Bolsonaro
Guilherme Mazui/g1
Pouco antes da chegada de Bolsonaro ao hotel de luxo onde ficará hospedado, o ministro do Turismo, Gilson Machado, esteve no local e afirmou que o Brasil aproveitará a visita e a Expo 2020 para incentivar a visita de turistas estrangeiros ao país.
Segundo Machado, o pavilhão do Brasil recebeu até o momento mais de 355 mil visitantes.
“A gente precisa aumentar a conectividade do Brasil com o mundo. O Brasil recebe muito pouco turista internacional, 6 milhões de turistas apenas. Dubai recebe quase quatro vezes mais do que o Brasil recebe de turistas internacionais”, disse.
O ministro declarou que o governo trabalha para tentar reduzir o preço das passagens aéreas – mas não detalhou quais medidas podem ser tomadas.
Agenda
No domingo (14), Bolsonaro deve se reunir com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, durante a Dubai Air Show, uma das maiores feiras de aviação do mundo. O presidente participará da abertura do evento e passará pelos pavilhões do Brasil e da Embraer.
Ainda no domingo, Bolsonaro tem a previsão de uma rápida passagem por Abu Dhabi, capital do país, para visitar uma unidade da empresa de alimentos BRF.
Na segunda-feira (15) pela manhã, Bolsonaro discursará na abertura de um fórum de investimentos.
Exposição do Brasil em Dubai
Guilherme Mazui/g1
Expo 2020
A segunda-feira, dia do aniversário da Proclamação da República, será dedicada ao Brasil na Expo.
O “Dia do Brasil” terá cerimônia oficial na praça central do parque, que reúne atrações com design futurista em meio à paisagem desértica.
Bolsonaro irá ao Pavilhão Brasil, erguido no distrito da feira destinado à sustentabilidade, e também deve passar pelos pavilhões de Emirados Árabes e Israel.
Ao destacar as florestas e a biodiversidade do Brasil, o governo tenta contrapor as críticas que recebe pela política ambiental de Bolsonaro, movimento que já ocorre na conferência do clima das Nações Unidas, a COP26.
Crítico da fiscalização ambiental, Bolsonaro viu o desmatamento na Amazônia crescer durante o atual governo, batendo recordes sucessivos.
Realizadas desde 1851, as exposições universais são itinerantes. A atual edição, que teve início em outubro e irá até março, é a primeira no Oriente Médio e pretende atrair cerca de 25 milhões de visitantes, no principal evento global desde o começo da pandemia de Covid-19.
A mostra, que teve investimento bilionário do governo local, reúne obras arquitetônicas e inovações tecnológicas apresentadas por mais de 190 países em seus pavilhões, além de show e espaços de lazer e alimentação.
Exposição do Brasil em Dubai
Guilherme Mazui/g1
Bahrein e Catar
Bolsonaro deve viajar na terça-feira para Manama a fim de inaugurar a embaixada do Brasil no Bahrein. O presidente deve ser recebido pelo rei Hamad Bin Isa Al Khalifa.
Na quarta-feira (18), a comitiva seguirá para Doha, no Catar. Bolsonaro deve se encontrar com o emir do país, Tamim Bin Hamad Al Thani. Ainda há a possibilidade de uma visita ao estádio Lusail, palco da final da Copa do Mundo do próximo ano.
Segundo o Itamaraty, reforçar as relações com as nações árabes é uma das prioridades do governo, uma vez que Bolsonaro visita os países do Golfo Pérsico pela segunda vez.
Grandes produtores de petróleo, esses países mantêm importantes fundos de investimentos, cujos recursos o governo brasileiro deseja atrair para o seu plano de concessões na área de infraestrutura.
O governo também tem interesse em abordar temas como a retomada econômica após a pandemia e segurança global.

Fonte: G1 Mundo