Categorias
MUNDO

Áustria quer confinar pessoas não vacinadas contra a Covid-19


A norma precisa ser aprovada pelo Parlamento para valer em todo o território nacional. Paciente é vacinada contra a Covid-19 no Palácio Imperial de Viena, na Áustria, em 26 de outubro
Lisa Leutner/AP Photo
O chanceler austríaco Alexander Schallenberg anunciou nesta sexta-feira (12) que espera obter no domingo a aprovação do Parlamento para o confinamento de todos os cidadãos que não tomaram a vacina contra a Covid-19, no momento em que o país registra um aumento dos contágios.
“O objetivo é claro: no domingo queremos a aprovação de um confinamento nacional para os não vacinados”, declarou Schallenberg, sem revelar quando a medida entraria em vigor.
Os estados da Alta Áustria e Salzburgo, que registram os piores números de contágios, começaram a aplicar confinamentos na segunda-feira passada.
LEIA TAMBÉM:
Bordel oferece 30 minutos grátis a quem aceitar ser vacinado
Com casos de Covid em alta, Áustria endurece regras para não vacinados
Para que a medida seja aplicada a nível nacional, a norma deve ser aprovada pelo Parlamento e pelas autoridades dos governos regionais durante o fim de semana.
Imagem da sede do governo da Áustria, em Viena, em foto sem data
David Mark/Pixabay
O ministro da Saúde, Wolfgang Mueckstein, anunciou também nesta sexta-feira que decretará a vacinação obrigatória para os profissionais da área da saúde.
Quase 64% dos austríacos estão completamente vacinadas, um percentual levemente inferior à média da União Europeia (67%).
Schallenberg considerou a taxa de vacinação de “lamentavelmente baixa”. A Áustria, país de 9,8 milhões de habitantes, registrou mais de 11.640 mortes por Covid desde o início da pandemia.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Funcionário da fundação do príncipe Charles pede demissão após escândalo


Um empresário saudita que fazia doações para o instituições de caridade da monarquia britânica recebeu uma condecoração em uma cerimônia fechada. Imagem do príncipe Charles em 9 de novembro de 2021
Scott Heppel / AFP
Um ex-assistente pessoal do príncipe Charles renunciou ao cargo de diretor de uma fundação criada pelo filho mais velho da rainha Elizabeth II por causa da repercussão de um escândalo sobre seus laços com um empresário saudita.
Leia também
Rainha Elizabeth II ‘está bem’, diz príncipe Charles após médicos recomendarem descanso
‘Deixem ela beber’: internautas defendem que Elizabeth II siga tomando drinques após revista noticiar que seu médico recomendou que parasse
Michael Fawcett, o ex-assistente do príncipe, é suspeito de ter usado sua influência para ajudar o empresário saudita Mahfuz Marei Mubarak Bin Mahfuz a obter uma condecoração, revelaram os jornais “Sunday Times” e “Mail on Sunday” no início de setembro.
Príncipe Charles tropeça no palco da COP26
Bin Mahfuz já doou dinheiro para instituições de caridade ligadas à monarquia britânica. O saudita foi nomeado comandante do Império Britânico pelo príncipe Charles em uma cerimônia privada no Palácio de Buckingham em novembro de 2016, de acordo com o “Sunday Times”. O evento não foi publicado na lista oficial de compromissos reais.
Segundo o jornal, obter essa distinção era importante para apoiar a solicitação de cidadania britânica do saudita. Mahfuz nega qualquer responsabilidade sobre a condencoração.
O Sunday Times noticiou que Mahfuz teria doado grandes somas de dinheiro para projetos de restauração de interesse do príncipe de Gales.
Michael Fawcett se havia se afastado, temporariamente, de seu cargo de diretor-geral da Fundação do Príncipe (The Prince’s Foundation), ocupado por ele desde 2018. Agora é sua saída definitiva.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Organizador do voo que matou Emiliano Sala é condenado a 18 meses de prisão


Jogador morreu em janeiro de 2019 quando o avião em que ele viajava caiu no mar. Emiliano Sala homenagem
Stephane Mahe/Reuters
O organizador do voo que resultou na morte do jogador de futebol Emiliano Sala em 2019 foi condenado nesta sexta-feira(12) a 18 meses de prisão por contratar um piloto que ele sabia que não possuía a qualificação necessária.
Em 28 de outubro, após um processo de duas semanas e sete horas de deliberação, o júri popular de um tribunal em Cardiff, no Reino Unido considerou David Henderson, 67 anos, culpado por imprudência e negligência ao colocar o avião em perigo.
Além disso, ele reconheceu sua culpa por transportar um passageiro sem autorização válida.
LEIA TAMBÉM:
Polícia britânica detém homem por homicídio ligado ao acidente
Como foi o início do julgamento pela more do jogador argentino
O pequeno avião particular, onde viajavam o piloto David Ibbotson e o jogador de 28 anos, caiu no Canal da Mancha em 21 de janeiro de 2019. O atacante do Nantes seguia para Cardiff, onde tinha assinado um contrato de 17 milhões de euros (cerca de 105 milhões de reais).
O corpo do jogador argentino, cujo desaparecimento chocou o mundo do futebol, foi recuperado do interior da aeronave mais de duas semanas após o acidente, a uma profundidade de 67 metros. O corpo do piloto de 59 anos não foi encontrado.
Polícia confirma que corpo encontrado em destroços de avião é de Emiliano Sala
Segundo a versão da acusação durante o processo, o réu deveria pilotar a aeronave, mas como estava de férias em Paris com sua esposa, confiou a missão a David Ibbotson.
Ibbtson não possuía licença de piloto comercial, sua qualificação para este tipo de aeronave havia expirado e ele não possuía a competência necessária para a realização de voos noturnos.
‘Papelada’
A proprietária do Piper Malibu, Fay Keely, indicou em seu depoimento que havia pedido explicitamente ao réu por escrito para não usar os serviços de David Ibbotson.
A defesa de David Henderson, no entanto, rejeitou qualquer “imprudência”, afirmando que as falhas de seu cliente consistiam “simplesmente (em) uma questão de papelada” e que não colocaram o voo em risco.
O advogado também garantiu que a única diferença entre uma licença comercial e uma privada consiste na possibilidade de fazer o passageiro pagar, sem afetar a capacidade do piloto, que tinha mais de 3.500 horas de vôo.
O advogado de Henderson, Andrew Shanahan, afirmou que as autoridades da aviação civil “sempre aceitaram” o fato de que a organização do voo em si não tenha sido a causa do acidente, “sugerindo” em seu relatório uma falha da aeronave, que estava com a manutenção em dia.
Imagem de destroço de avião que transportava o jogador Emiliano Sala é divulgada pela agência britânica de investigações de acidentes aéreos
Reprodução/ Twitter/ AAIB
Em seu relatório final publicado em março de 2020, o British Air Accident Investigation Office considerou que o piloto foi “provavelmente” intoxicado com monóxido de carbono do sistema de escapamento do motor.
Suas conclusões indicam que o piloto perdeu o controle da aeronave durante uma manobra realizada em velocidade muito elevada, “provavelmente” para evitar o mau tempo.
O avião voava a 435 km/h no momento do impacto com a água, impossibilitando a sobrevivência de seus ocupantes.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Noruega volta com restrições após aumento de casos de Covid-19


País, que tem registrado uma média diária de quatro mortes por complicações da doença, também vai propor uma dose de reforço da vacina, e autorizar a criação de um passaporte sanitário. O líder do Partido Trabalhista da Noruega, Jonas Gahr Støre, segura ramalhete de rosas vermelhas em vigília de seu partido durante apuração de eleições parlamentares, em Oslo, na segunda-feira (13)
Javad Parsa/NTB via Reuters
A Noruega vai voltar a aplicar restrições contra a Covid-19 a nível nacional após o forte aumento de casos, o que permitirá aos municípios recorrer ao passaporte sanitário, anunciou o governo nesta sexta-feira (12).
O país escandinavo, que suspendeu todas as restrições no fim de setembro, também vai propor uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para pessoas com mais de 18 anos, informou o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, que descartou a possibilidade de confinamentos ou medidas drásticas.
“O governo quer introduzir novas medidas nacionais para conter os contágios”, anunciou o chefe do governo em uma entrevista coletiva.
LEIA TAMBÉM:
Como a Alemanha perdeu controle sobre pandemia de coronavírus
Comitê da Holanda recomenda a volta de lockdown para conter a Covid-19
“Não estamos falando de medidas de confinamento nem de medidas tão estritas como as que vimos anteriormente durante a pandemia”, destacou Støre.
Pessoas com mais de 18 anos, que não se vacinaram, e que tiveram contato com infectados serão obrigados a fazer testes para Covid-19 a partir de 16 de novembro, anunciou o Executivo. Profissionais de saúde não vacinados terão que fazer o teste duas vezes por semana e usar máscara.
Também retorna a recomendação de permanecer em casa, em caso de sintomas. Nos últimos dias voltaram a ser impostas restrições locais na Noruega, país de 5,4 milhões de habitantes onde o número diário de novos casos se aproxima de 1.500.
As mortes também registraram aumento, mas permanecem em um número reduzido, com média de quatro mortes por dia por Covid-19 esta semana.
A Europa enfrenta um agravamento da situação epidêmica, em particular na Alemanha, Europa central e leste do continente. As pessoas não vacinadas são, sem dúvida, as mais afetadas.
O continente é novamente o epicentro da pandemia, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Bolsonaro embarca para viagem de uma semana por três países árabes em busca de investimentos

Presidente visitará Emirados Árabes, Bahrein e Catar. Em Dubai, Bolsonaro estará na Expo 2020, um dos maiores eventos realizados desde o início da pandemia. O presidente Jair Bolsonaro embarcou na manhã desta sexta-feira (13) para uma viagem de uma semana por Emirados Árabes Unidos (Dubai), Bahrein (Manama) e Catar (Doha), com foco na busca de investimentos dos países do Golfo Pérsico.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a previsão de agenda do presidente, que deve viajar acompanhado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, contempla reuniões com governantes locais, encontros com empresários e visitas a feiras e exposições.
De acordo com o embaixador Kenneth Félix da Nóbrega, secretário de Negociações Bilaterais para o Oriente Médio, Europa e África do Itamaraty, a viagem do presidente será uma oportunidade para troca de ideias “em alto nível sobre o cenário pós-pandemia”, o que inclui a alta do petróleo e a transição energética.
Esta é a segunda viagem de Bolsonaro a países do Oriente Médio que ficam na região do golfo. Em 2019, no primeiro ano de mandato, o presidente esteve na Arábia Saudita (Riad), nos Emirados Árabes (Abu Dhabi) e no Catar (Doha) — veja no vídeo abaixo reportagem sobre a visita aos Emirados.
Viagem internacional: Bolsonaro se encontra com empresários dos Emirados Árabes
Mais de dois anos depois, Bolsonaro retorna à região novamente em busca de ampliar a relação comercial com os países árabes, grandes produtores de petróleo e que dispõem de fundos soberanos. A intenção é captar investimentos em áreas como infraestrutura, agronegócios e defesa.
“Nós estamos muito ambiciosos com os Emirados Árabes. Queremos mais investimentos em áreas do nosso interesse, como infraestrutura, por exemplo”, afirmou a jornalistas o diretor do Departamento de Oriente Médio do Itamaraty, embaixador Sidney Leon Romeiro, na última quarta (10).
Emirados
Bolsonaro deve chegar no sábado (13) a Dubai, nos Emirados Árabes, um dos principais polos econômicos do mundo. Dubai é um dos sete emirados que integram o país, cuja capital é Abu Dhabi.
O presidente ficará em Dubai até terça-feira (16) e tem previsão de encontros com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, e o emir de Dubai e primeiro-ministro dos Emirados Árabes, sheik Mohammed Bin Rashid Al Maktoum. Há possibilidade de assinatura de acordos com os Emirados Árabes.
No domingo (14), Bolsonaro deve comparecer à Dubai Air Show, uma feira de aviação civil e militar. Também há previsão de visita a uma unidade da empresa BRF.
Na segunda-feira (15), o presidente abrirá um fórum de investimentos organizado pela Apex em parceria com a CNI e com apoio da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB).
Também na segunda, Bolsonaro deve comparecer à Expo 2020, uma exposição itinerária realizada desde 1851. A segunda-feira, aniversário da Proclamação da República, será o “Dia do Brasil”.
A Expo 2020, que teve início em outubro e irá até março de 2022, é o principal evento global desde o começo da pandemia de Covid-19 no ano passado.
A mostra reúne obras arquitetônicas e inovações tecnológicas apresentadas pelos países em seus pavilhões – o pavilhão brasileiro fica no distrito da sustentabilidade do evento.
Bahrein
A comitiva presidencial deve sair de Dubai na terça-feira (16) com destino ao Bahrein.
Bolsonaro vai inaugurar a embaixada do Brasil em Manama, capital do Reino do Bahrein. O presidente deve ser recebido pelo rei Hamad Bin Isa Al Khalifa.
Catar
A previsão é seguir na quarta-feira (17) para Doha, no Catar, onde será recebido para reuniões com possível assinatura de acordos bilaterais pelo emir do país, Tamim Bin Hamad Al Thani.
No Catar, também há a possibilidade de uma visita ao estádio Lusail, que será o palco da final da Copa do Mundo do próximo ano, e de uma reunião com executivos da Fifa, entidade máxima do futebol.
Bolsonaro ainda deve participar de um jantar com empresários e iniciar na quinta-feira (18) o retorno ao Brasil.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Covid: como a Alemanha perdeu controle sobre pandemia de coronavírus


Pela primeira vez desde o início da pandemia, o país europeu registrou mais de 50 mil infecções em um único dia. Alemanha registra mais de 50 mil novos casos de Covid pela 1ª vez na pandemia
Pela primeira vez desde o início da pandemia de Covid-19, a Alemanha registrou, recentemente, mais de 50 mil casos diários da doença.
De acordo com o Instituto Robert Koch, a agência pública de controle e prevenção de doenças, 50.196 infecções foram confirmadas na quarta-feira (10), tornando a Alemanha o país europeu com o maior número de contágios diários.
Leia também
No leste da Alemanha, onde a incidência de Covid-19 é o dobro da média nacional, não vacinados reclamam de restrições
Com casos de Covid em alta, Áustria endurece regras para não vacinados
Alemanha registra mais de 50 mil novos casos de Covid pela 1ª vez na pandemia
Com quase 250 infecções por 100 mil habitantes, a situação do país é muito pior do que na França (94) ou na Itália (73), segundo dados do Statista citados pela agência de notícias AFP.
A força com que esta quarta onda de Covid-19 atinge a Alemanha tem disparado o alerta não só dos agentes de saúde, mas também políticos e econômicos.
Alemanha registra 4º dia seguido de novos casos de Covid
Olaf Scholz, o atual vice-chanceler e provável sucessor de Angela Merkel, afirmou na quinta-feira que o país precisa aplicar maiores restrições para conter o aumento dos casos e, assim, poder “passar por este inverno [boreal]”.
“Mesmo que a situação seja diferente [do inverno passado] porque muitas pessoas foram vacinadas, ainda não é boa, especialmente porque até agora bastante gente não optou por ser vacinada”, acrescentou.
A vacinação insuficiente contra Covid-19 é vista como a principal causa do aumento de casos da doença.
Médicos e enfermeiras cuidam de paciente com Covid 19 em UTI do Hospital Universitário de Leipzig, na Alemanha, em 8 de novembro de 2021
Waltraud Grubitzsch/dpa via AP
Relutância à vacina
Desde meados de outubro, as infecções e mortes pelo novo coronavírus vêm aumentando na Alemanha, algo que os especialistas atribuem à taxa de vacinação relativamente baixa, já que apenas 67% da população tomou as duas doses, segundo a publicação Our World in Data da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
Com este percentual, o país está atrás de nações como Portugal (88%), Espanha (80%), Irlanda (75%), Bélgica (74%) e Itália (72%), entre outros.
Imagem de Frankfurt, na Alemanha, em 3 de novembro de 2021
Michael Probst/AP
No total, cerca de 16 milhões de alemães acima de 12 anos não estão totalmente vacinados.
E isso não se deve à falta de insumos.
O governo alemão reconheceu que é improvável que muitas dessas pessoas sejam persuadidas a tomar a vacina, apesar do fato de esta quarta onda está sendo considerada, como em muitas outras partes do mundo, uma pandemia de não vacinados.
Na quarta-feira, o Estado da Saxônia registrou o maior índice de infecções do país: cerca de 459 casos por 100 mil habitantes, enquanto a taxa nacional é inferior a 250.
A Saxônia também tem a menor taxa de vacinação: apenas 57% de sua população foi imunizada.
Os efeitos da decisão de vacinar ou não se refletem nos centros de saúde.
Na unidade de terapia intensiva para Covid-19 do Hospital Universitário de Leipzig, por exemplo, havia 18 pessoas internadas, das quais apenas quatro haviam sido vacinadas, segundo a correspondente da BBC na Alemanha Jenny Hill.
“É muito difícil motivar a equipe a tratar os pacientes agora nesta quarta onda. Uma grande parte da população ainda subestima o problema”, diz o professor Sebastian Stehr, chefe da ala de Covid-19 do hospital.
As consequências em termos de vidas humanas podem ser muito altas.
De acordo com Christian Drosten, um dos virologistas mais renomados da Alemanha, cerca de 100 mil pessoas podem morrer no país se não forem tomadas medidas para impedir esta quarta onda agressiva.
“Temos que agir agora”, enfatizou Drosten, que descreveu a situação como uma verdadeira emergência.
Restrições e economia
Para tentar deter as infecções, já estão sendo esboçadas uma série de restrições.
O Partido Social-Democrata, o Partido Verde e o liberal FDP — que estão em negociação para formar uma nova coalizão de governo — apresentaram uma série de propostas no Parlamento para fazer frente à pandemia.
Entre elas, está permitir o acesso a determinados locais apenas para aqueles que foram vacinados ou que já se recuperaram da doença, endurecer as exigências de teste de Covid-19 em ambientes de trabalho e reintroduzir os testes rápidos de antígeno, que foram aplicados no verão passado.
Estas propostas serão analisadas pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se aprovadas, podem entrar em vigor até o fim do mês.
No Estado da Saxônia, eles já começaram a aplicar algumas medidas adicionais, como a proibição da entrada de pessoas não vacinadas em bares, restaurantes, eventos públicos e instalações esportivas e recreativas.
A medida irritou os grupos antivacina que realizaram um protesto no último fim de semana em Leipzig, no qual participaram milhares de pessoas.
“Isso é discriminação e queremos expressar com veemência que não aceitamos isso em nossa sociedade”, enfatizou Leif Hansen, representante de um dos grupos antivacina de Leipzig.
“Dizem que a vacina não faz mal e que deveria dar aos meus filhos. Jamais! Tenho a sensação de que isso nunca deveria entrar no meu corpo e lutarei o máximo que puder para evitar”, disse Hansen à BBC.
Além destas restrições, muitos temem que um novo lockdown seja imposto.
Entre eles, está Nadine Herzog, coproprietária de um bar em Leipzig que a duras penas sobreviveu ao lockdown anterior.
“Meu negócio está morrendo. Meus sonhos se tornaram realidade e agora sofremos porque as pessoas não fazem as coisas lógicas para evitar que outras pessoas adoeçam e morram, estou muito chateada”, afirmou ela à BBC.
Mas muitos já estão deduzindo as consequências que as restrições contra a Covid-19 somadas aos problemas globais na cadeia de abastecimento vão ter sobre a economia alemã.
O Conselho Alemão de Especialistas Econômicos, um grupo consultivo do governo, reduziu nesta semana suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano de 3,1% para 2,7%.
“Gargalos na cadeia de suprimentos estão retardando a produção industrial, e a Alemanha é particularmente afetada por isso, mais do que outros países em que a indústria é responsável por uma parcela menor do PIB”, explicou Volker Wieland, professor de política monetária da Universidade Goethe de Frankfurt, de acordo com o jornal “Financial Times”.
Com estes números do PIB, a Alemanha teria uma das taxas de crescimento mais baixas de toda a zona do euro neste ano.
Enquanto isso, foram observadas nesta semana longas filas em alguns centros de vacinação de Leipzig, o que talvez seja uma evidência de que algumas pessoas estão mudando de ideia sobre a vacina.
No entanto, na unidade de terapia intensiva do Hospital Universitário de Leipzig, teme-se que o estrago já tenha sido feito. Cirurgias foram canceladas e procedimentos eletivos adiados para reservar leitos para pacientes com Covid-19.
Os médicos disseram à BBC que quase metade das pessoas que dão entrada ali acabam morrendo.
“Para a Alemanha, que inventou uma das primeiras vacinas contra Covid-19 do mundo, isso é uma grande vergonha”, diz Jenny Hill, correspondente da BBC no país.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Como explosão de cometa formou misteriosos ‘campos de vidro’ do deserto do Atacama


Na época da explosão, a paisagem daquela região do planeta era muito diferente da aridez absoluta atual: havia vegetação abundante, animais gigantes e possivelmente lagoas. Em um ponto do deserto do Atacama, chamado de pampa do Tamarugal, foram descobertas em 2008 rochas com formações cristalinas de origem incerta até pouco tempo atrás.
Nicolás Blanco (via BBC)
No lugar que hoje é o deserto do Atacama, no norte do Chile, provavelmente um evento apocalíptico ocorreu há pelo menos 11 mil anos. Um cometa teria explodido ao se aproximar da superfície da Terra, gerando um jato de fogo com ventos semelhantes aos de um furacão ou um tornado.
Naquela época, a paisagem daquela região do planeta era muito diferente da aridez absoluta atual: havia vegetação abundante, animais gigantes e corpos d’água, possivelmente lagoas.
O inferno gerado pela explosão do cometa no céu não só teria a capacidade de destruir os seres vivos na Terra, mas também criaria um mistério para os geólogos até os dias de hoje.
É que em um ponto do deserto do Atacama, chamado de pampa do Tamarugal, foram descobertas em 2008 rochas com formações cristalinas de origem incerta até pouco tempo atrás.
Na semana passada, um grupo de cientistas publicou os resultados de um novo estudo em que concluíram que os campos de vidro foram criados pelo efeito da explosão de um cometa.
“Esta explosão desceu em direção à superfície do solo como um plasma muito quente, a cerca de 1.700° C”, explica o geólogo Nicolás Blanco à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).
Segundo geólogos, os campos de vidro do deserto do Atacama foram preservados pela hiperaridez do terreno
Nicolás Blanco (via BBC)
“Esse plasma foi acompanhado por ventos com força de furacão, semelhantes aos dos tornados. O calor combinado com os ventos gerou os corpos derretidos com parte do material do cometa, fundindo e incorporando essas rochas que também foram derretidas.”
Em 2008, o geólogo descobriu os campos de vidro junto com seu colega Andrew Tomlinson (ambos do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile, Sernageomin). Isso levou à pesquisa de Blanco, Tomlison, Peter Schultz, Scott Harris e Sebastián Perroud publicada em 2 de novembro na revista Geology.
Um mistério do deserto
Essas rochas com formações cristalianas não têm valor comercial, mas são muito valiosas para os estudos de geologia
Nicolás Blanco (via BBC)
Os campos de vidro estão espalhados em uma faixa de cerca de 70 km de extensão nos pampas do Tamarugal.
As formações rochosas que apresentam incrustações cristalinas, após serem analisadas, foram catalogadas como originárias do Pleistoceno Superior. Ou seja, teriam pelo menos 10,5 mil anos de idade.
“A rocha é do tipo escória, como são conhecidas na indústria siderúrgica, com vidros de cor verde escura que não têm valor econômico em si, porque não possuem uma beleza particular”, explica Blanco.
“Dentro desse material fundido, existem pequenos cristais microscópicos que lhe conferem a característica especial que possui.”
As mudanças em nosso planeta que criaram o deserto teriam gerado a hiperaridez pela qual muitas dessas rochas foram preservadas quase que no mesmo momento em que foram formadas.
“Isso não é muito comum. Existem algumas evidências em algumas partes da África e da Austrália, com climas áridos, e é mais fácil observá-las lá. Mas em áreas com vegetação é muito difícil (de enxergá-las), por isso é uma descoberta bastante interessante para a ciência “, conta Alejandro Cecioni, subdiretor nacional de geologia da Sernageomin, à BBC News Mundo.
Quando Blanco e Tomlinson encontraram as rochas, se perguntaram como elas teriam se formado. “O exemplo do impacto de meteoritos na superfície da Terra já é conhecido: eles formam crateras e deixam vestígios de rocha derretida que indicam os efeitos da alta temperatura e pressão do impacto.”
“Mas nesta região essas crateras de impacto não existem. Então, como se explica uma fonte de calor diferente do impacto de um meteorito?”
Por que um cometa?
Esses tipos de formações cristalinas podem ser encontrados em outras partes do planeta, onde a atividade vulcânica, a colisão de um meteorito ou a queda de um raio deixaram uma marca no solo.
Mas naquele ponto do deserto do Atacama não há evidências de vulcões ou vestígios do impacto de um corpo espacial de tal magnitude. O que os pesquisadores descobriram são três minerais que consideram essenciais.
As análises mostraram que nos vidros ocorre a fusão de cubanita, trolita e baddeleyita, sendo que os dois primeiros minerais são aqueles detectados em meteoritos e cometas.
Nos anos 2000, a missão Stardust da NASA trouxe para a Terra amostras do cometa Wild-2 com a presença de cubanita e trolita.
Como não havia evidência de queda de meteorito, os cientistas acreditam que a fusão de minerais e a formação cristalina foram causadas pelo impacto de um cometa.
“Esses três elementos eram indicativos de que o processo de formação estava em altíssima temperatura e era gerado por esse processo térmico que vinha do espaço”, afirma Blanco.
A Teoria do Grande Fogo
Um evento com características semelhantes ao impacto de que falam os cientistas não foi documentado pela humanidade.
O “evento de Tunguska”, uma grande detonação na Rússia no início do século 20, é atribuído à explosão aérea de um meteorito, uma vez que não deixou uma cratera na superfície da Terra. Mas não causou tanta devastação quanto se sabe que ocorreu no Atacama, no Chile.
“Os dois eventos coincidem com a destruição da megafauna local. Naquela época (onde hoje é o Atacama), havia animais de grande porte que ficavam em um ambiente com vegetação, que também queimou em temperaturas muito altas, o que não é muito comum”, diz Cecioni, que faz parte do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile.
Uma teoria anterior aventava a hipótese de que as formações de vidro eram causadas pelo incêndio na vegetação, mas Blanco afirma que não há evidências de que um incêndio de superfície possa gerar uma quantidade de calor superior a 1.700°C, a ponto de derreter os minerais encontrados.
Em geral, incêndios florestais podem gerar temperaturas de até 500°C. “Nenhum incêndio florestal em lugar nenhum deixou evidências de vidro derretido dessa magnitude. Nos grandes incêndios florestais em várias partes do mundo, nunca foi relatada a existência de fusão de solos”, diz o geólogo.
Por esse e outros motivos, ele e seus colegas consideram que as evidências da formação das misteriosas rochas com cristais são produto de um evento de liberação de energia como a explosão de um cometa.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Jornalista dos EUA é condenado a 11 anos de prisão em Mianmar


A junta militar que governa o país emprisionou Danny Fenster por divulgar notícias falsas ou inflamatórias, ter entrado em contato com organizações ilegais e violação dos termos do visto que permitia que ele estivesse no país. Danny Fenster em foto sem data
Divulgação/Família de Danny Fenster
A junta militar que governa Mianmar condenou Danny Fenster, um jornalista do Estados Unidos, a 11 anos de prisão.
De acordo com U Than Zaw Aung, o advogado de Fenster, o jornalista foi condenado por causa de sua cobertura publicada no veículo Myanmar Now. Ele também era editor da revista “Frontier Myanmar”.
Leia também
Entenda a situação em Mianmar, onde manifestantes são massacrados enquanto militares golpistas festejam
Forças de segurança do Mianmar matam mais de 100 durante protestos contra o regime militar
Mianmar tem dia marcado por comoção em enterros dos mais de 100 mortos em protestos
Formalmente, a pena é por divulgar notícias falsas ou inflamatórias, ter entrado em contato com organizações ilegais e violação dos termos do visto que permitia que ele estivesse no país.
O advogado contou que, ao ouvir a sentença, seu cliente começou a chorar no tribunal.
Fenster afirmou que não vai recorrer, pois a sentença foi dada por ordens de pessoas em cargos superiores, e um novo processo não faria sentido.
Fenster foi preso em maio, quando ia visitar sua família nos Estados Unidos.
Inicialmente, ele foi acusado de ter encorajado a oposição aos militares, mas depois outras acusações foram se somando.
O Departamento de Estado dos EUA (o órgão responsável pela política com outros países) pediu a soltura do jornalista.
Golpe de Estado em Mianmar
O exército de Mianmar derrubou o governo eleito do país em fevereiro.
Os protestos começaram imediatamente, mas o exército os reprimiu e centenas de civis morreram nas ruas.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

‘Islândiaverso’: campanha de turismo brinca com Metaverso do Facebook, e sobra até para Zuckerberg


Para promover visita ao país, vídeo mostra as belezas naturais da ilha. Sósia do chefe do Meta, novo nome do Facebook, imita trejeitos de Zuckerberg e exagera no protetor solar. Campanha de turismo da Islândia faz brincadeira com Metaverso do Facebook e Mark Zuckerberg
Inspired by Iceland
Uma campanha para promover o turismo na Islândia utilizou o Metaverso do Facebook para divulgar as belezas naturais da ilha.
Em tom de paródia, um apresentador chamado de “Zack Mossbergsson” imita os trejeitos de Mark Zuckerberg para mostrar as atrações do país.
Nadando em uma das fontes termais islandesas, ele aparece todo besuntado de protetor solar, como o chefe do Facebook, empresa que agora ganhou o nome de Meta, fez em uma de suas aparições na praia.
Entenda: o que é o ‘metaverso’ do Facebook
Em 2020, o CEO da empresa chamou atenção pelo acesso de protetor na cara:
Initial plugin text
Muita gente também achou divertido quando ele resolveu levar uma bandeira americana durante o surf em uma prancha tecnológica:
Mark Zuckerberg mostra como funciona prancha motorizada
Reprodução/Facebook
Em sua mais recente aposta, Zuckerberg fez uma apresentação sobre seu futuro universo virtual, o Metaverso, além de revelar o novo nome da empresa que comanda agora os produtos Facebook, Instagram e WhatsApp, entre outros.
Facebook anuncia Meta, novo nome de sua controladora
Reprodução/Facebook
Aproveitando a deixa, o órgão de turismo da Islândia criou o “Islândiaverso”:
Icelanverse é o “Islândiaverso”: um brincadeira para promover o turismo do país
Inspired by Iceland
Veja o vídeo completo da paródia aqui:

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Após fuga do Talibã e vida nas ruas da Turquia, jovens afegãos chegam ao Brasil com visto humanitário: veja encontro com família


Quatro estrangeiros conseguiram visto humanitário e agora vivem na cidade do Rio. GloboNews mostrou preocupação dos tios e dificuldades com embaixada brasileira. Jovens que fugiram do Afeganistão conseguem reencontrar família no Brasil
Quatro jovens afegãos que moraram nas ruas e dormiram em parques de Ancara, capital da Turquia, por quase dois meses conseguiram viajar ao Brasil após a emissão do visto humanitário prometido pelo Brasil e se reencontraram com os tios. Como a GloboNews mostrou, a família acompanhava com preocupação o risco que eles corriam.
“A gente chegou a acreditar que não ia dar certo. E isso deixava a gente muito agoniado com as pessoas davam falsas esperanças. Quando esses meninos chegaram, foi uma felicidade enorme e renovou nossas esperanças para conseguir trazer o resto da família”, conta a engenheira Magda Amiri, tia dos garotos.
Com idades entre 18 e 24 anos, Akbar e Omar Amiri são irmãos e primos dos também irmãos Shadaab e Shahzad Mohammadi e hoje vivem com o tio, também afegão Ahmad Jawid Amiri, e a tia brasileira. “Agora estou tão feliz, estou tão feliz, minha mente está tão livre. Estou tão feliz que meus sobrinhos puderam vir aqui”, comemorou Ahmad Amiri.
Recém-chegados ao novo país, eles ainda enfrentam a dificuldade da língua porque não falam português nem inglês. Mas agora se sentem livres e seguros. Do Rio de Janeiro, a família falou com a GloboNews sobre a nova vida na cidade.
O afegão Ahmad Jawid Amir abraça os sobrinhos em sua chegada ao Rio de Janeiro
Ahmad Jawid Amir/Arquivo pessoal
Segundo o tio, a ideia é que – assim que possível – eles voltem a estudar. “Eu só espero que eles aprendam inglês, saibam como trabalhar, eles são jovens, eles vão entender, serem educados, indo para a universidade, para a escola, eles são jovens e eu sei que eles vão tenha um bom futuro aqui no Brasil”.
LEIA TAMBÉM:
90 afegãos com visto humanitário brasileiro aguardam liberação do Paquistão; Itamaraty diz que processo será retomado
“Nesse primeiro momento, eles estão numa situação de ir pra PF, solicitar o refúgio, que ainda precisa ser agendado. Estamos aproveitando pra curtir, matar a saudade e conhecer a cidade, o lugar bonito que eles escolheram e mostrar um futuro melhor. É hora de relaxar até eles conseguirem o refúgio”, contou Magda.
Até o mês passado, a rotina de Akbar, Omar, Shadaab e Shahzad era muito diferente. Foram cinco meses entre a fuga do Afeganistão, dificuldades na Turquia até a emissão do visto humanitário pelo Brasil. Eles chegaram em Guarulhos, em um voo vindo de Ancara, no fim de outubro. Depois, pegaram outro voo para o Rio de Janeiro, onde de fato se reencontraram com os tios.
A ideia agora é trazer o restante da família, que ainda está em risco no Afeganistão. “Esse é o próximo passo, trazer o restante da família. Eles tão em uma situação um pouco mais difícil, porque os meninos estavam em Ancara e tinham acesso à embaixada brasileira. Mas a restante da família está em Cabul, e a gente ainda tem o desafio de levá-los até à embaixada brasileira em Islamabad”, completou Magda.
Vistos humanitários
Até o fim de outubro, segundo o Itamaraty, o Brasil havia concedido 132 vistos humanitários a afegãos, entre eles os emitidos a juízas afegãs que estão em Brasília.
O afegão Ahmad Jawid Amir abraça os sobrinhos em sua chegada ao Rio de Janeiro
Ahmad Jawid Amir/Arquivo pessoal
Mas nem todos já estão em território nacional. A Organização Não-Governamental (ONG) I Know My Rights (IKMR) colaborou com a vinda dos quatro jovens afegãos e acompanha de perto a situação de dezenas de famílias – principalmente mulheres e crianças – que estão em risco no Afeganistão e pretendem pedir acolhida no Brasil.
“Agora a gente tem outras imagens de meninas e mulheres que vivem em porões com medo das casas serem invadidas, sequestradas. Então a gente respirou, teve um alívio, mas precisa voltar a batalhar pra conseguir recurso. É preciso mobilizar um valor alto pra trazer essas famílias, mas a gente está com eles”, afirmou a diretora-geral da IKMR Vivianne Reis.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo