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Tribunal suspende divulgação de documentos do governo Trump sobre ataque ao Capitólio do EUA


Juiz de 1ª instância havia autorizado a entrega de documentos da Casa Branca sobre a invasão ao Congresso americano aos congressistas que investigam o ataque de 6 de janeiro. O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump discursa a apoiadores em comício em Cullman, no estado do Alabama, em 21 de agosto de 2021
Chip Somodevilla/Getty Images/AFP
Um tribunal dos Estados Unidos acolheu na quinta-feira (11) um recurso do ex-presidente Donald Trump para suspender temporariamente a divulgação de documentos da Casa Branca que poderiam envolvê-lo no ataque de 6 de janeiro ao Capitólio.
Cinco pessoas morreram na invasão à sede do Poder Legislativo dos EUA, que aconteceu durante a sessão que referendava a vitória do atual presidente americano, Joe Biden, contra Trump.
Dois dias antes, um juiz distrital havia autorizado que os documentos fossem entregues à comissão da Câmara dos Representantes que investiga o ataque. Os congressistas deveriam receber o primeiro lote de documentos nesta sexta-feira (12).
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Mas a corte de apelações da capital federal (Washington DC) emitiu uma ordem administrativa que dá aos juízes mais tempo para examinar o pedido de Trump e agendou a apresentação dos argumentos orais do recurso para o dia 30.
Os três juízes afirmaram que a decisão “não deve ser interpretada de forma alguma como uma decisão sobre o mérito” do caso.
A Câmara solicitou centenas de documentos, incluindo a lista de pessoas que visitaram Trump ou telefonaram para ele no dia do ataque ao Capitólio. As mais de 770 páginas de documentos incluem material sobre as atividades do ex-chefe de gabinete de Trump Mark Meadows, de seu ex-assessor Stephen Miller e de seu ex-advogado adjunto Patrick Philbin.
Trump também esperava bloquear a divulgação do Diário da Casa Branca, um registro de suas atividades, viagens, reuniões e ligações telefônicas.
Outros documentos aos quais o ex-presidente não deseja que o Congresso tenha acesso são memorandos dirigidos à sua ex-secretária de imprensa Kayleigh McEnany, uma nota manuscrita sobre os acontecimentos de 6 de janeiro, e um rascunho de seu discurso na manifestação Salvemos os Estados Unidos, entregue logo antes do ataque.
Em 6 de janeiro, milhares de simpatizantes do presidente republicano invadiram a Câmara de Representantes, em uma tentativa de bloquear a validação da vitória eleitoral do democrata Joe Biden.
Pouco antes do ataque, Trump discursou para uma multidão a centenas de metros do Capitólio e denunciou, sem apresentar provas, que foi vítima de fraude nas eleições presidenciais de novembro de 2020.

Fonte: G1 Mundo

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Jair Bolsonaro é ruim para a economia, diz a revista ‘The Economist’


‘Bolsonaro não é ruim apenas para o meio ambiente, para os direitos humanos e para a democracia, mas também para a economia do Brasil’, diz a revista ‘The Economist’, do Reino Unido. Imagem que ilustra artigo da Economist sobre o governo de Jair Bolsonaro, em 12 de novembro de 2021
Reprodução/The Economist
O ímpeto reformista do governo de Jair Bolsonaro acabou, e agora o presidente usa o dinheiro do orçamento para tentar ganhar apoio político e popularidade, afirma a revista “The Economist”, do Reino Unido, em um artigo publicado nesta sexta-feira (12).
“Bolsonaro não é ruim apenas para o meio ambiente, para os direitos humanos e para a democracia, mas também para a economia do Brasil”, diz a revista.
Dicionário da crise: o que significam as expressões ‘teto de gastos’, ‘âncora fiscal’ e ‘Selic’
O texto descreve as manobras fiscais do governo brasileiro, e começa lembrando que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ao Congresso em, 2019 que ele faria história ao manter o orçamento sob controle e que a classe política não deveria ficar atrás de ministros para implorar dinheiro.
“Agora, Guedes apoia uma tentativa dissimulada do governo de contornar o limite constitucional para os gastos públicos estabelecido em 2016 (o teto de gastos), que foi um passo crucial para endireitar as finanças do país”, diz a revista.
A “Economist” lembra que durante a campanha Guedes prometeu reformas radicais para diminuir o tamanho do Estado, que a revista classifica como inchado.
O texto afirma que Guedes e Bolsonaro vão fazer o Brasil voltar à “incontinência fiscal” e que o país enfrenta inflação, altas taxas de juros e baixo crescimento.
“As travessuras orçamentárias aumentaram a incerteza sobre o futuro do programa social modelo do país (o Bolsa Família)”, diz a “Economist”.
O texto afirma que Bolsonaro se aliou ao Centrão, que é classificado como uma coalizão de legisladores conservadores para abrir dois buracos no orçamento: um para financiar o Auxílio Brasil e outro para “causas que não valem tanto”, incluindo cerca de R$ 18 bilhões para financiar emendas opacas do orçamento que iriam garantir contratos caros para legisladores em retorno pelo apoio deles a Bolsonaro”.
A “Economist” informa os leitores dela que quatro assessores de Guedes já pediram demissão.
“O objetivo do teto de gastos era travar o aumento de gastos públicos para satisfazer os aliados, que não são redistributivos e nem eficientes para superar os gargalos que atrapalham o crescimento”, diz a revista.

Fonte: G1 Mundo

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Explosão em mesquita deixa feridos no leste do Afeganistão

Agência de notícias Reuters fala em ao menos 12 feridos. Rede de televisão Al Jazeera aponta 15 feridos e afirma que foi um atentado a bomba. Uma explosão em uma mesquita deixou feridos na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, durante as orações desta sexta-feira (12).
A agência de notícias Reuters fala em ao menos 12 feridos. A rede de televisão Al Jazeera aponta 15 feridos e afirma que foi um atentado a bomba.
A explosão ocorreu no distrito de Spin Ghar. A província de Nangarhar fica próxima à capital Cabul e sua capital é Jalalabad, uma das maiores cidades do Afeganistão.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Kamala Harris, a vice-presidente americana mais impopular em 50 anos


Pesquisa revela que apenas 28% dos eleitores aprovam seu desempenho e lança dúvidas sobre a missão como sucessora natural de Biden. Kamala Harris em evento em Paris, em 11 de novembro
Reuters/Gonzalo Fuentes/Pool
Quando Kamala Harris assumiu a vice-presidência dos EUA estava naturalmente implícito que ela receberia de Joe Biden o bastão para concorrer a titular da Casa Branca em 2024. Em dez meses no cargo, porém, a certeza de que ela será a sucessora do presidente não parece tão clara.
A estrela de Harris, como a mulher politicamente mais poderosa do país, perdeu o brilho, tornando-a praticamente invisível. Apenas 28% dos eleitores aprovam o seu desempenho, de acordo com a pesquisa USA Today/Suffolk University divulgada esta semana. O índice de rejeição é de 51%, o que faz dela a vice-presidente mais impopular dos últimos 50 anos.
Na campanha, seu nome deu equilíbrio e energia à chapa liderada por um político veterano que não almeja concorrer ao segundo mandato com 82 anos. Como pioneira — primeira vice-presidente mulher, negra e de origem asiática — Harris tinha tudo para revitalizar o cargo, mas as expectativas de que ela teria um papel proeminente se frustraram: a vice parece pouco à vontade e sem função.
Ao receber de Biden a atribuição de tentar reduzir o fluxo de imigração ilegal na fronteira sul do país, Harris foi criticada sobretudo pelos republicanos por demorar a visitar a região. Quando finalmente chegou ao México e à Guatemala, em junho, agiu de forma desastrada: “Não venham para os EUA”, advertiu os possíveis migrantes da América Central.
De início, o presidente e sua vice circulavam juntos — 38 vezes em fevereiro, por exemplo. Nos últimos dois meses, contudo, foram vistos apenas duas vezes em público.
O presidente dos EUA, Joe Biden, o vice-presidente Kamala Harris e o general Omar J. Jones participam de uma cerimônia de colocação de coroa de flores na tumba do soldado desconhecido no Cemitério Nacional de Arlington em 20 de janeiro de 2021 em Arlington, Virgínia. Durante a cerimônia de inauguração de hoje, Joe Biden se tornou o 46º presidente dos Estados Unidos.
Joshua Roberts-Pool/Getty Images via AFP
“Não há muita coisa que Harris possa fazer que Biden ainda não tenha feito — incluindo atuar no cargo que ela ocupa agora”, escreveu Mark Barabak, colunista do “Los Angeles Times”. Isso significa que o presidente tem experiência e traquejo suficientes na vida política de Washington — 36 anos como senador e oito como vice-presidente — para precisar que Harris seja sua emissária para destravar algum imbróglio.
O momento é crítico para a dupla Biden-Harris, a um ano das eleições de meio de mandato, com ameaça de os democratas perderem a maioria no Congresso. A impopularidade da vice vem a reboque da do presidente, que tem 38% de aprovação. O problema é que Kamala Harris deveria ser o sinônimo da renovação.

Fonte: G1 Mundo

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Os quenianos sem-teto que desafiam a polícia dançando para não passar fome


Enquanto tentam sobreviver nas ruas de Nairóbi, os jovens dançarinos sonham em atingir o estrelato por meio da arte. Os quenianos sem-teto que desafiam a polícia dançando para não passar fome
Reprodução/BBC
Esta é a história de sete dançarinos quenianos, que, juntos, formaram o “Grupo de Dança Família da Rua”, nome criado pelos próprios rapazes.
Eles tentam vencer as dificuldades de viver na ruas de Nairóbi e atingir o estrelato por meio da arte.
Os jovens sobrevivem dançando perto de casas noturnas de Nairóbi, na esperança de conseguir gorjetas. A atividade é ilegal e eles podem ser presos. Mesmo assim eles se arriscam.
Na noite da gravação da reportagem, os cinco integrantes que estavam trabalhando receberam um total de 490 xelins quenianos (aproximadamente R$ 23), o que rendeu cerca de 100 xelins (R$ 4,80) para cada um.
Assista ao vídeo.
Com tão pouco dinheiro, eles são obrigados a comer o que conseguem achar na rua. Alguns seguranças de hotéis da região colaboram, “desviando” restos de comida para os rapazes.
“A fome faz você fazer coisas ruins – você pode ficar tentado se vir o celular de alguém “ diz Bosco, um dos dançarinos.
Outro membro do grupo, Gidi, usa o cinema de um vilarejo para dormir. “Em vez de pagar para ver o filme, eu pago 50 xelins [R$ 2,40] porque estou exausto e durmo nos bancos”, diz ele. No Quênia, pessoas forem pegas dormindo na rua podem ser presas.
Nesta reportagem do BBC Africa Eye, o produtor de vídeos Nick Wambugu acompanhou por dois anos a trajetória desses jovens em busca de fama e fortuna.
No caminho, eles enfrentam a fome, a privação material, problemas com a polícia e – principalmente – a pandemia de covid-19.
Com o fechamento das casas noturnas de Nairóbi, o grupo teve que se adaptar e passou a estacionar carros para sobreviver, sempre esperando por dias melhores.
Em meio a esperança e ingenuidade, resiliência e coragem, os jovens encontram maneiras de continuar dançando, na esperança de que, contrariando as estatísticas, cheguem ao tão sonhado sucesso.

Fonte: G1 Mundo

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90 afegãos com visto humanitário brasileiro aguardam liberação do Paquistão; Itamaraty diz que processo será retomado


Como Brasil não possui representação diplomática no Afeganistão, pessoas que fugiam do Talibã cruzaram fronteira ilegalmente para chegar à embaixada brasileira em Islamabad, e foram retidas pelo governo paquistanês. Após pedido, processo de saída será retomado; procedimento é o mesmo que garantiu vinda de juízas que eram perseguidas e chegaram em outubro. Juízas afegãs ameaçadas pelo Talibã chegaram ao Brasil com vistos humanitários em 21 de outubro
Renato Araújo/Agência Brasília
Noventa afegãos que fugiram de seu país após a tomada do poder pelo Talibã e obtiveram vistos humanitários do Brasil estão atualmente no Paquistão, onde aguardam a liberação para embarcar.
O governo paquistanês afirmou que iria proibir que essas pessoas deixassem o país por terem ingressado ilegalmente, após cruzarem a fronteira para acessar a embaixada brasileira em Islamabad, já que não há representação diplomática brasileira no Afeganistão.
O Itamaraty, no entanto, informou ao g1 nesta quinta-feira (11) que fez contatos com o governo paquistanês, e este assegurou que “será retomado o procedimento para legalização e autorização de saída dos afegãos que portem o visto brasileiro”.
“Espera-se, portanto, que o Brasil poderá dar continuidade à sua política de acolhida humanitária. Há cerca de 90 beneficiários do visto de acolhida humanitário cujos vistos já foram emitidos e aguardam autorização para deixar o país. Há, ainda, em processamento, cerca de 110 vistos solicitados em Islamabad junto à representação diplomática do Brasil”, diz ainda a nota do Ministério das Relações Exteriores enviada em resposta à solicitação do g1 sobre o assunto.
No dia 3 de setembro, o governo brasileiro anunciou que o país concederia vistos humanitários a afegãos que desejassem deixar seu país por causa do regime talibã.
Por não ter uma embaixada naquele país, os pedidos deveriam ser processados pelas representações mais próximas, como a de Islamabad, mas também as de Teerã, Moscou, Ancara, Doha e Abu Dhabi.
Além de cidadãos afegãos, o direito é concedido a apátridas e pessoas afetadas pela situação de grave ou iminente instabilidade institucional ou de grave violação de direitos humanos ou do Direito Internacional Humanitário no Afeganistão.
Juízas afegãs
Juízas afegãs ameaçadas pelo Talibã chegam ao Brasil; país foi o primeiro a oferecer ajuda
Entre as primeiras pessoas a serem beneficiadas pelo visto estão integrantes de um grupo de 270 juízas afegãs, que passaram a ser perseguidas pelo Talibã. Com a ajuda de magistradas brasileiras e associações de classe, um grupo delas obteve o benefício e inclusive já chegou ao Brasil.
Sete juízas e seus familiares, totalizando um grupo de 26 pessoas, chegaram à Brasília em 21 de outubro.

Fonte: G1 Mundo

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O eremita que vive há 40 anos isolado após ser espancado e ficar em coma


Incidente ocorrido quando Ken Smith tinha 26 anos mudou sua visão sobre a vida, que decidiu algum tempo depois viver sozinho e sem conexão com a vida moderna. Ken Smith assegura que saber pescar é uma habilidade chave para ter uma vida independente
Uruna Productions/BBC
Durante quase 40 anos, Ken Smith evitou uma rotina convencional e viveu sem eletricidade ou água corrente em uma cabana de madeira feita à mão nas margens de um lago remoto nas Terras Altas, na Escócia.
“É uma vida agradável. Todos gostariam de fazer isso, mas não fazem”, disse Smith.
Ken pesca e recolhe alimentos, junta lenhas e lava suas roupas em um antigo banheiro ao ar livre. Nem todos concordariam que esse estilo de vida isolado e solitário seja o ideal, muito menos aos 74 anos.
A cabana dele está a duas horas de caminhada da estrada mais próxima na orla de Rannoch Moor, perto do lago Loch Treig.
“É conhecido como o lago solitário”, diz. “Não há uma estrada para chegar. Antes da construção da barragem, havia outras pessoas aqui”, conta ele.
Olhando para o lago, na encosta dele, Ken diz: “Todas as ruínas estão lá embaixo. O censo (de habitantes na região) atualmente é de uma pessoa, que no caso sou eu”.
Ken é de Derbyshire, na Inglaterra. Ele conta que começou a trabalhar aos 15 anos, ajudando em construções de estações do Corpo de Bombeiros.
Mas a vida dele mudou aos 26, quando foi espancado por uma gangue em uma noite. Ele sofreu uma hemorragia cerebral e perdeu a consciência por 23 dias.
“Disseram que eu nunca me recuperaria, que nunca mais voltaria a falar. Disseram que nunca mais voltaria a caminhar, mas eu consegui. Foi quando decidi que nunca viveria segundo os termos de ninguém que não fossem os meus”, diz ele.
Há nove anos, Ken teve o primeiro contato com a cineasta Lizzie McKenzie. Nos últimos dois anos, ela o filmou para o documentário The Hermit of Treig (“O eremita de Treig”, em tradução literal), da BBC Escócia.
Ken Smith já viveu distante do mundo em sua cabana durante quatro décadas
Uruna Productions/BBC
Em busca de nova direção
Ken começou a viajar e se interessou pela ideia da vida na natureza após se recuperar do problema de saúde.
No Yukon, um território canadense que faz fronteira com o Alasca, nos Estados Unidos, ele se perguntou o que aconteceria se simplesmente saísse caminhando pela estrada e “fosse a lugar nenhum”.
Então foi o que fez. Ele diz que saiu sem rumo e caminhou cerca de 35 mil quilômetros antes de voltar para casa.
Enquanto estava fora, seus pais morreram, e ele não soube até retornar.
“Não senti nada no momento. Passou muito tempo até que isso me afetasse”, diz ele.
Depois, Ken saiu de casa novamente e percorreu toda a extensão da Grã-Bretanha. Ele estava em Rannoch, nas Terras Altas na Escócia, quando de repente pensou em seus pais e começou a chorar.
“Eu chorei o tempo todo enquanto caminhava”, diz. “Eu pensei: onde fica o lugar mais isolado da Grã-Bretanha?”, ele relata no documentário.
A principal fonte de alimentos é o lago
Ken Smith/BBC
“Eu estava dando voltas e segui cada baía e cada pico onde não havia uma casa construída. Centenas e centenas quilômetros de nada. Olhei para o outro lado do lago e vi essa floresta”, se recorda.
Naquele momento, ele sabia que havia encontrado o lugar onde queria ficar.
Ken diz que foi nesse momento em que parou de chorar e terminou sua constante perambulação.
Ele começou a construir uma cabana com troncos, mas primeiro fez diferentes desenhos com gravetos para avaliar a melhor forma para a construção.
Uma vida em isolamento
Quatro décadas depois, a cabana tem um fogão a lenha, mas não há eletricidade, gás ou água corrente e, definitivamente, nenhum sinal de celular.
A lenha deve ser cortada na floresta e levada ao refúgio remoto. Ele cultiva verduras e busca frutas no bosque, mas a sua principal fonte de alimentação é o lago.
Ken em sua cabana de troncos, pouco depois de terminar a construção dela em meados da década de 1980
Ken Smith/BBC
“Se quiser aprender a viver uma vida independente, o que precisa fazer é aprender a pescar”, diz.
Dez dias depois da diretora de cinema Lizzie McKenzie deixar a cabana dele em fevereiro de 2019, os perigos da existência isolada de Ken se tornaram reais quando ele sofreu um derrame enquanto estava na neve, do lado de fora.
Ele usou um GPS que havia ganhado dias antes para ativar um pedido de socorro que foi encaminhado automaticamente a um centro em Houston, no Texas.
De lá, a guarda costeira do Reino Unido foi notificada, e Ken foi levado de avião para um hospital em Fort William, na Escócia, onde passou sete semanas se recuperando.
A equipe fez o possível para garantir que ele pudesse voltar a viver de forma independente, e os médicos tentaram levá-lo de volta à civilização, onde teria apartamento e cuidadores. Porém, Ken só queria voltar à sua cabana.
No entanto, a visão e a memória dele foram afetadas após o derrame. Em razão disso, ele passou a aceitar ajuda como jamais havia recebido antes.
O caçador-chefe da região, que cuida da floresta onde Ken mora, leva comida para ele a cada duas semanas, que ele paga com a pensão que recebe.
“As pessoas têm sido muito boas comigo”, diz Ken.
‘Ficarei aqui até a chegada dos meus últimos dias’
Uruna Productions/BBC
Um ano depois do seu primeiro resgate, Ken precisou ser transportado por um avião novamente após ser ferido quando uma pilha de troncos caiu sobre ele.
Apesar das dificuldades, ele diz que não se preocupa com o futuro.
“Não viemos à terra para sempre. Ficarei aqui até a chegada dos meus últimos dias, definitivamente. Já tive muitos incidentes, mas sobrevivi a todos eles”, declara.
“Certamente terei novos problemas de saúde em algum momento. Algo vai acontecer comigo que me levará embora um dia, como todo mundo. Mas espero chegar aos 102 anos”, diz.
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Fonte: G1 Mundo

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O que é a política de ‘Covid zero’ da China, que mantém regras duras e impede relaxamentos na pandemia


Com o avanço da vacinação, vários países com duras restrições mudaram de estratégia. A China, por sua vez, não dá sinais de que esteja se movendo a uma política de ‘coexistência’ com o coronavírus. Profissionais de segurança com trajes de proteção isolam perímetro de um complexo residencial que foi colocado em confinamento após um surto local com 6 casos de Covid-19 na área central de Pequim, capital da China, em 11 de novembro de 2021
Thomas Peter/Reuters
A China é um dos últimos países do mundo a continuar com uma política rígida de “Covid zero”, que às vezes implica no lockdown de cidades inteiras se um único caso de Covid-19 for detectado.
Mesmo que países como Austrália, Nova Zelândia e Singapura tenham relaxado recentemente as suas políticas rígidas que se tornaram insustentáveis ​​com a variante delta – altamente contagiosa –, a China continua com seu esforço para eliminar completamente o coronavírus de seu território.
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No início da pandemia, o Partido Comunista Chinês exaltou seu sistema autoritário como um exemplo de controle da pandemia.
Os estritos lockdowns locais, as testagens em massa de cidades inteiras e as restrições de viagens ajudaram o país a se recuperar, enquanto o resto do mundo sofria com o surgimento de casos e os efeitos econômicos prolongados de lockdowns.
Pessoas usando máscaras atravessam rua em Pequim, durante pequeno surto de Covid-19 na capital da China, em 25 de outubro de 2021
Thomas Peter/Reuters
Embora essas estratégias tenham garantido que os cidadãos chineses pudessem voltar a um nível relativo de normalidade antes de outros países, especialistas questionam se medidas rigorosas ainda são necessárias quase dois anos depois da detecção do Sars-Cov-2 na cidade chinesa de Wuhan.
Redução de voos e quarentena obrigatória
A política chinesa de “Covid zero” inclui regras de viagens com requisitos rigorosos para as pessoas que entram no país, uma redução no número de voos internacionais e até três semanas de quarentena obrigatória após a chegada do viajante.
Alguns especialistas dizem que é improvável que a China reabra suas fronteiras até pelo menos depois dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022. Autoridades anunciaram em setembro que espectadores de fora da China não terão permissão para assistir aos jogos.
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“Não acredito que a China flexibilizará as medidas de saúde pública antes dos Jogos Olímpicos de Inverno”, disse Chen Xi, professor de saúde pública da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
“O surto mais recente de Covid-19 ocorreu após o feriado nacional de uma semana na China, que espalhou o vírus para muitas províncias do país. Isso fez com que o governo se preocupasse, já que as coisas poderiam piorar se ele reabrisse a fronteira agora”, acrescentou.
Nos últimos três dias, a China relatou mais de 200 casos de covid-19 – e quase 150 deles foram de transmissão doméstica, ou seja, as pessoas foram infectadas dentro do território chinês.
A confiança da China em suas vacinas
Vários especialistas apontaram a eficácia relativamente baixa das vacinas fabricadas na China – em comparação com outras em uso no mundo – como uma possível causa para a persistência do governo em manter a estratégia de “Covid zero”.
As vacinas contra a Covid-19 da Sinovac (a Coronavac) e da Sinopharm tiveram, respectivamente, 51% e 79% de eficácia na prevenção da infecção sintomática, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), citando dados dos testes clínicos de fase 3.
Alguns especialistas afirmam que ainda há dúvidas sobre a eficácia das vacinas chinesas contra a variante delta. A isso se combina também a falta de dados compartilhados publicamente pelas autoridades chinesas sobre a eficácia das vacinas produzidas no país contra outras variantes.
“Acho que eles não têm confiança em sua própria vacina. Portanto, apesar de ter vacinado mais de 70% de sua população, a China realmente não relaxou as restrições”, disse Chunhuei Chi, diretor do Centro de Saúde Global da Universidade Estadual do Oregon, nos EUA.
Karen Grepin, professora de saúde pública da Universidade de Hong Kong, concorda e diz que a China aguarda as condições ideias antes de baixar a guarda. “Embora a taxa de vacinação na China seja alta, as vacinas que têm sido predominantemente usadas não são tão eficazes quanto outros imunizantes”, afirma à DW. “Provavelmente existem algumas preocupações quanto a isso.”
A China vai se adaptar para ‘conviver com o vírus’?
O professor Chen Xi, de Yale, acredita que os Jogos Olímpicos de Inverno e o Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, em 2022, contribuem para a decisão de Pequim de manter a política de “covid zero”.
“Embora esses eventos ainda pareçam distantes, se houver um surto, as autoridades governamentais estarão sob enorme pressão, pois isso pode enviar sinais ruins para a população”, diz. “Mesmo do ponto de vista local, eles terão o forte incentivo para reagir de forma exagerada em vez de subestimar.”
Além disso, a propagação da variante delta neste ano apenas serviu para endurecer a manutenção das políticas domésticas em vigor.
Hu Xijin, editor-chefe do tablóide estatal Global Times, escreveu num artigo de opinião no início deste mês que a política de “covid zero” da China não deve ser abandonada no meio do caminho. Se a China abraçar a ideia de “coexistência com o vírus”, escreveu Hu, milhares de casos poderão surgir novamente no país.
“A política de ‘covid zero’ não ficará para sempre na China, mas ajustes na política requerem o apoio de mais avanços na ciência médica – e tais condições obviamente ainda não estão maduras”, continua. “No que diz respeito à situação de hoje, minha observação é que a grande maioria do povo chinês apoia a política dinâmica de ‘covid zero’.”
Grepin, da Universidade de Hong Kong, disse que seria importante que as autoridades tivessem um plano claro de transição da prevenção total para “conviver com o vírus” antes de afrouxar as restrições.
“Acho que é uma vantagem para a China pensar em um plano antes de fazer a transição”, avalia a professora. “Até que eles tenham um bom plano, acredito que essas medidas devem permanecer em vigor.”

Fonte: G1 Mundo

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Belarus ameaça fechar gasoduto que abastece a Europa em meio à crise migratória


Várias autoridades europeias fizeram duras críticas ao regime de Lukashenko nos últimos dias, acusando Belarus de levar os migrantes para a fronteira com a Polônia, em uma tentativa de desestabilizar o bloco. Alexander Lukashenko, ditador de Belarus, em foto de 26 de abril
Sergei Sheleg/BelTA Pool Photo via AP, File
O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, ameaçou nesta quinta-feira (11) fechar um importante gasoduto que leva gás natural da Rússia para a União Europeia (UE) se seu governo for alvo de novas sanções por causa da crise migratória na fronteira entre o país e a Polônia.
“Estamos aquecendo a Europa e eles estão ameaçando fechar a fronteira”, disse Lukashenko, citado pela agência estatal Belta. “E se cortamos o gás para eles? Portanto, recomendo que os líderes da Polônia, da Lituânia e outras pessoas descerebradas pensem antes de falar.”
A ameaça, que ocorre em meio a uma crise energética na Europa, foi uma resposta às declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de que a UE ampliará as sanções contra Belarus, um movimento que provavelmente será coordenado com os Estados Unidos e o Reino Unido.
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Várias autoridades europeias fizeram duras críticas ao regime de Lukashenko nos últimos dias, acusando Belarus de levar os migrantes para a fronteira com a Polônia, em uma tentativa de desestabilizar o bloco.
Cerca de 20% do gás enviado pela Rússia à UE até agora neste ano passou por Belarus, segundo dados levantados pela agência Bloomberg. Na quarta (10), a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, telefonou para o presidente russo, Vladimir Putin, para que ele pressione Lukashenko, seu aliado, a recuar.
Crise migratória na fronteira da Polônia com Belarus se intensifica
A crise energética fez os preços do gás natural dispararem em toda a Europa, em um outro capítulo da disputa do bloco com a Rússia. Algumas autoridades da UE acusam Putin de utilizar o recurso como uma arma estratégica para forçar o início das operações do recém-construído gasoduto Nord Stream 2, que ligará o país diretamente à Alemanha.
Williem Coppoolse, consultor do setor de gás com ampla experiência em lidar com os russos, sugeriu em entrevista ao jornal espanhol “El País” que a ameaça de Belarus é vazia.
“Claro que teria um impacto no preço do gás, mas Lukashenko não o fará, a Gazprom [estatal russa] é dona do gasoduto bielorrusso”, disse ele. “É só um jogo. Lukashenko diz bobagens e os russos riem porque serve para alarmar os europeus ingênuos. É o humor soviético”, acrescentou.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia usa veículos para demolir casa durante cerco a suspeito nos EUA; veja VÍDEO

Autoridades provocaram colapso do imóvel após 16 horas de impasse, para tentar forçar homem a sair. Acusado de participar de um tiroteio foi encontrado morto no segundo andar. Polícia destrói casa durante cerco a suspeito nos EUA
A polícia de Kalamazoo, no estado de Michigan, nos Estados Unidos, demoliu parcialmente uma casa durante o cerco a um suspeito, que teve início na quarta-feira e terminou apenas nesta quinta (11).
O homem, procurado por seu envolvimento em um tiroteio no qual uma mulher ficou ferida, trocou tiros com policiais enquanto estava dentro do imóvel.
O impasse durou 16 horas, até que as autoridades começaram a colidir veículos no local, tentando forçar o homem a sair. Os choques acabaram provocando o colapso parcial da casa.
Após determinar que o suspeito não oferecia mais perigo, policiais entraram no imóvel e o encontraram morto, no segundo andar.
Segundo a rede NBC, a polícia não declarou o motivo pelo qual destruiu a casa.

Fonte: G1 Mundo