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Monte Augustus: a lenda por trás de rocha sagrada que aborígenes tentam proteger na Austrália


Projeto treina novos guardiões Wadjari para instruir visitantes sobre a importância da formação rochosa e ajudar a preservar o local. Monte Augustus: a lenda por trás de rocha sagrada que aborígenes tentam proteger na Austrália
Reprodução/BBC
O Monte Augustus é uma rocha enorme considerada sagrada pelos aborígenes Wajjari, que são nativos do Estado da Austrália Ocidental, no oeste do país.
A silhueta da formação rochosa de 14 km de comprimento lembra um rapaz deitado de lado, o que, segundo a lenda Wadjari, simboliza o corpo de um jovem chamado Burringurrah.
Ele teria sido morto há milhares de anos após invadir um território vizinho para fugir de um ritual de iniciação à vida adulta.
O local da morte, para o povo local, é a sepultura de Burringurrah. Por isso, turistas que desejarem explorar a beleza natural do Monte Augustus devem respeitar as tradições aborígenes.
Para facilitar essa tarefa, um novo projeto está treinando novos guardiões Wadjari para instruir visitantes sobre a importância cultural da formação rochosa e ajudar a preservar o local.
Confira no vídeo.

Fonte: G1 Mundo

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Para evitar problema com pescadores, Israel cria reserva com 2,5 toneladas de peixes para pelicanos


Milhões de pássaros atravessam os céus de Israel para imigrar do norte para o sul. Pelicanos em reserva em Israel, em 8 de novembro de 2021
Amir Cohen/Reuters
Em Israel, milhares de pelicanos que viajam para o sul estão em busca de comida, o que preocupa os pescadores do país.
O governo israelense criaram uma reserva para tentar atrair os pelicanos e, assim, proteger a pesca comercial.
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Pelicanos param em Israel durante rota de imigração, em 8 de novembro de 2021
Amir Cohen/Reuters
Centenas de milhões de pássaros atravessam os céus de Israel durante as temporadas de imigração. O número pode chegar a 500 milhões de aves.
Nesta época do ano, eles saem de regiões ao norte com destino à África.
Pelicano se alimenta em reserva em Israel, em 8 de novembro de 2021
Amir Cohen/Reuters
Os pelicanos estão entre os maiores pássaros que fazem esse trajeto. Estima-se que 45 mil deles passam por Israel.
Como os pelicanos comem peixes, tentam oferecer aos animais alimentos em um local longe dos pontos onde há pesca.
Cerca de 2,5 toneladas de peixes que não são consumidos por humanos foram colocados em um lago perto da costa mediterrânea do país.
“O programa visa minimizar o atrito entre o homem e o pelicano”, disse Ofir Bruckenstein, do órgão responsável por parques e natureza de Israel.
A partir deste local, eles podem continuar sua migração.
Imagem de pelicanos que param em Israel no meio de rota de imigração, em 8 de novembro de 2021
Amir Cohen/Reuters
A Sociedade para a Proteção da Natureza em Israel estima que cerca de metade das aves morrem durante a jornada sazonal, que cobre milhares de quilômetros.
Os pássaros morrem por serem predados e também em decorrência de atividades humanas, como a destruição de habitats, disse o grupo.
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Fonte: G1 Mundo

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Passageiros fazem fila em diversos países para viajar aos EUA após fim de restrições da Covid


As restrições de viagem impediam o ingresso de não cidadãos dos EUA vindos de 33 países, incluindo China, Índia, Brasil e a maior parte da Europa, e também limitavam entradas por terra do México e do Canadá. Imagem de posto de fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos em 8 de novembro de 2021
Nic Antaya / / Getty Images via AFP
Viajantes empolgados com a perspectiva de ver familiares e amigos pela primeira vez desde que a pandemia de Covid-19 começou embarcaram para os Estados Unidos nesta segunda-feira, depois que o país suspendeu as restrições de viagem impostas à maior parte do mundo durante os últimos dois anos.
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Adotadas no início de 2020, as restrições de viagem impediam o ingresso de não cidadãos dos EUA vindos de 33 países, incluindo China, Índia, Brasil e a maior parte da Europa, e também limitavam entradas por terra do México e do Canadá.
Os EUA demoraram mais do que muitos outros países para suspenderem as restrições, o que foi possibilitado pela distribuição de vacinas, apesar das infecções em crescimento em muitos países.
Meses de demanda reprimida desencadearam um grande pico de embarques nesta segunda-feira, só se exigindo dos viajantes que mostrem um comprovante oficial de vacinação e um exame negativo recente de Covid-19.
Voos cheios
Rivais de longa data, British Airways e Virgin Atlantic realizaram decolagens simultâneas das pistas paralelas de Heathrow pouco antes das 9h locais, um feito concebido para ressaltar a importância do mercado transatlântico para o setor de aviação dos EUA.
Os voos estavam cheios, disse Shai Weiss, presidente-executivo da Virgin Atlantic, e se acredita que o volume de passageiros continuará alto nas próximas semanas com a aproximação do feriado de Ação de Graças e do Natal.
“É um grande dia de comemoração”, disse Weiss, acrescentando que os aviões estão “enchendo bem”, o que qualificou como um divisor de águas considerável para um setor seriamente prejudicado pela pandemia.
Os EUA se preparavam para filas longas e atrasos nesta segunda-feira. Só a United Airlines esperava cerca de 50% a mais de passageiros vindos do exterior na comparação com a segunda-feira passada, quando estes foram cerca de 20 mil.
Ed Bastian, executivo-chefe da Delta Air Lines, alertou que os passageiros devem se preparar para esperas longas.
“Será um pouco bagunçado no começo. Posso garantir a vocês, haverá filas, infelizmente”.
Mas a possibilidade de filas longas quase não abalou o entusiasmo daqueles que se preparam para reencontrar entes queridos.
“Acho que podemos começar a chorar”, disse Bindiya Patel, que ia ver o sobrinho de um ano em Nova York, em Heathrow.
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Fonte: G1 Mundo

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Princesa Charlene de Mônaco retorna ao principado após ficar mais de 6 meses afastada de marido e filhos


Ela estava internada em um hospital da África do Sul para tratar de uma grave infecção nos ouvidos, nariz e garganta que adquiriu durante uma visita oficial. Princesa de Mônaco posa ao lado do marido e filhos ao retornar ao principado após meses afastada em 8 de novembro de 2021
Cortesia Palais Princier
A princesa Charlene de Mônaco retornou nesta segunda-feira (8) ao principado após ficar mais de seis meses afastada do marido e filhos por conta de problemas de saúde.
Ela estava internada em um hospital da África do Sul para tratar de uma grave infecção que adquiriu durante uma visita oficial à sua fundação.
O príncipe Albert e seus filhos chegaram a visitá-la durante sua recuperação. Ela estava impedida de pegar um avião por recomendação médica.
Em maio, Charlene contraiu uma grave infecção de ouvido, nariz e garganta. Ela foi submetida a uma primeira cirurgia em 13 de agosto.
No início de setembro ela foi hospitalizada novamente depois de se sentir mal, e no mês passado passou por uma última cirurgia ligada à infecção.
Filho do meio deGrace Kelly, o atual príncipe de Mônaco, Albert II, foi o último a se casar — e, assim como o pai, também escolheu uma plebeia.
Em 2011, ele se casou com a ex-nadadora olímpica sul-africana Charlene Wittstock, com quem se relacionava havia dez anos.
Os dois tiveram um casal de gêmeos em 2014, mas Albert também já reconheceu dois outros filhos, um nascido em 1992 e outro em 2005, com diferentes mulheres (dos Estados Unidos e do Togo).
Os dez anos de casamento do casal não puderam ser celebrados este ano devido por conta da ausência da princesa.

Fonte: G1 Mundo

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Vaticano pode perder R$ 750 milhões com venda de imóvel em Londres


Polêmico e luxuoso edifício na 60 Sloane Avenue foi comprado em parte com o Óbolo de São Pedro (dinheiro que fiéis doam aos pobres). Compra é julgada por tribunal criminal do Vaticano. Vaticano pode perder R$ 750 milhões com venda de imóvel em Londres, na 60 Sloane Ave
Reprodução/Google Street View
O Vaticano pode perder 100 milhões de libras (cerca de R$ 750 milhões) na venda de um polêmico e luxuoso edifício em Londres, que foi comprado em parte com o Óbolo de São Pedro (dinheiro que fiéis doam para os pobres).
A Santa Sé está prestes a concluir a venda para o Bain Capital, uma gestora de ativos financeiros, por cerca de 200 milhões de libras (R$ 1,5 bilhão), segundo o jornal Financial Times.
O valor é cerca de 100 milhões de libras a menos do que a Igreja Católica pagou para adquirir o imóvel na 60 Sloane Avenue em 2014.
A compra obscura do luxuoso edifício e a rede de empresas e fundos que deixaram um rombo nas finanças da Santa Sé são alvo de um julgamento no tribunal criminal do Vaticano que está suspenso (veja mais abaixo).
Escândalo no Vaticano
Vaticano pode perder R$ 750 milhões com venda de imóvel em Londres, na 60 Sloane Ave
Reprodução/Google Street View
A aquisição do imóvel, feito por um preço superior ao seu valor real, foi feita mediante pacotes financeiros especulativos e por meio de dois empresários italianos que moram em Londres.
O uso de parte do dinheiro que as igrejas de todo mundo doam todos os anos para as instituições de caridade do papa ampliou o tamanho o escândalo.
O caso revela a falta de controle nas finanças da Santa Sé, setor que passou por uma reforma interna que trouxe à tona privilégios de várias entidades do Vaticano.
Julgamento suspenso
O cardeal italiano Dom Giovanni Angelo Becciu em foto de julho de 2018
Andreas Solaro/AFP
O cardeal italiano Dom Angelo Becciu (foto acima) e mais oito pessoas, entre empresários e funcionários da Cúria Romana, foram indiciadas e são rés no processo, que é o considerado o maior julgamento por corrupção e estelionato da história do Vaticano.
Eles podem ser condenados por fraude, peculato, extorsão, lavagem de dinheiro e abuso de poder em um escândalo que também inclui cumplicidade, espionagem e paraísos fiscais.
O julgamento está bloqueado desde o início de outubro, devido a um pedido de anulação do processo juidicial. Advogados alegam erros durante o processo de investigação.
O cardeal italiano Dom Giovanni Angelo Becciu, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, em foto de novembro de 2019
Vatican News/Divulgação
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Fonte: G1 Mundo

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O ‘ouro líquido’ escondido nas florestas da Espanha


Durante séculos, as pessoas exploraram os pinheiros para extrair resina. Em uma região espanhola, alguns acreditam que essa prática milenar poderia salvar cidades rurais e ao mesmo tempo ajudar o planeta. Resina de pinho obtida em Tierra de Pinares e da Sierra de Gredos, na Espanha.
SUSANA GIRÓN
Nas províncias espanholas de Segóvia, Ávila e Valladolid existe um tesouro escondido. Ali, no meio da Tierra de Pinares e da Sierra de Gredos, uma densa floresta de 400 mil hectares de pinheiros se estende em direção às montanhas.
Protegida do forte sol espanhol e repleta de trilhas, essa floresta é um destino popular para moradores e turistas. E quem a visita na hora certa consegue ver operários ao longo dos troncos das árvores, cumprindo a tradição secular de recolher o “ouro líquido” do pinheiro.
Milho e mandioca viram plástico sustentável e até comestível
Um mercado no auge
A resina de pinho foi usada por diferentes civilizações por milhares de anos. Na Espanha e em grande parte do Mediterrâneo, ela era usada para impermeabilizar navios, tratar queimaduras e acender tochas, entre outras coisas.
Mas, de acordo com Alejandro Chozas, professor do departamento de engenharia florestal da Universidade Politécnica de Madrid, foi somente nos séculos 19 e 20 que a extração de resina de pinheiro se tornou lucrativa naquela região espanhola.
Quando a tecnologia e a industrialização ajudaram a transformar essa seiva espessa em plásticos, vernizes, colas, pneus, borracha e até aditivos alimentares em meados do século 19, os proprietários das densas florestas de pinheiro de Castilla y León enxergaram uma oportunidade.
Trabalhadores começaram a cortar a casca dos pinheiros resinosos em toda a região para coletar a valiosa seiva. E embora este lento processo tenha parado em grande parte do mundo, na última década ele vem tendo um renascimento em Castilla y León, o lugar com mais fabricantes de resinas em toda a Europa e um dos últimos no continente onde esta prática persiste.
Nos séculos 19 e 20 a extração de resina de pinheiro se tornou lucrativa na região de Tierra de Pinares e da Sierra de Gredos
SUSANA GIRÓN
Da ‘morte’ à ‘vida’
Mariano Gómez nasceu em Ávila e trabalhou durante 32 anos na extração de resina de pinheiro.
“Meu pai era produtor de resina e eu aprendi com ele. No começo ele usava machados de lenhador, mas minhas mãos doíam muito. Hoje as ferramentas são mais bem projetadas para cada tarefa, (mas ainda assim) são manuais”, explica.
O processo de extração permaneceu praticamente inalterado desde o início desta atividade, mas os fabricantes de resina de hoje criaram ferramentas mais eficientes e ergonômicas, bem como produtos químicos que estimulam a secreção de resina.
A seiva espessa e leitosa da resina é usada para fazer plásticos, vernizes, colas, pneus, borracha e até mesmo aditivos alimentares
SUSANA GIRÓN
Como resultado, os rendimentos e a produtividade aumentaram muito. O que também mudou foi que, no passado, a extração da resina era feita até que as árvores morressem, usando métodos muito agressivos.
Mas, há algum tempo houve uma mudança “para a vida”, com uma prática em que o número de incisões na casca é minimizado, reduzindo os danos à árvore.
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‘Sangrando’ as árvores
Nos meses mais quentes de março a novembro, os produtores locais extraem cuidadosamente a resina dos pinheiros, removendo primeiro a camada externa da casca da árvore.
Eles pregam um suporte e colocam um recipiente de coleta. Os puxadores então usam seus machados para fazer incisões diagonais na casca, fazendo com que as árvores “sangrem” e fazendo com que sua resina vaze para o balde. Quando estão cheios, despejam a seiva em recipientes de 200 kg.
Trabalhadores pregam um suporte e colocam um recipiente de coleta da resina dos pinhos.
SUSANA GIRÓN
Os produtores enviam a substância para fábricas de destilação, que extraem a terebintina da resina de aparência viscosa e amarelada que solidifica quando resfriada, virando brilhantes pedras âmbar.
Orgulho local
Durante o boom da extração da resina do pinheiro na Espanha em 1961, quando 55.267 toneladas foram extraídas, mais de 90% vieram das florestas de Castilla y León. A falta de demanda e a queda brusca dos preços levaram a produção a cair e quase desaparecer na década de 1990. Muitos pensaram que esse seria o fim dessa tradição espanhola.
Em Castilla y León, a resina não é apenas um sustento econômico para as comunidades rurais, mas uma atividade que é passada de geração em geração. Muitas famílias têm pelo menos uma pessoa que “sangrou” árvores ou participou de sua destilação.
Grande parte da atividade econômica e social dessas cidades sempre foi marcada pela indústria da resina e as comunidades mantêm esse legado como parte importante de sua cultura.
Uma alternativa ecológica ao petróleo?
De acordo com vários estudos, no ritmo atual de extração, as reservas de petróleo da Terra deverão se esgotar por volta de 2050.
Blanca Rodríguez-Chaves, vice-reitora da Faculdade de Direito da Universidade Autônoma de Madrid e especialista em políticas ambientais, acredita que a resina pode ser uma alternativa. Ela argumenta que a maioria dos produtos derivados do petróleo, como o plástico, por exemplo, que não é biodegradável, também pode serem feitos de resina e se decompor com mais facilidade.
“A resina é o óleo do mundo de hoje e do futuro. A ideia é que todos os usos do óleo sejam substituídos pela resina”, disse.
“Já se fabricam plásticos a partir da resina. (Se utiliza) na indústria cosmética e farmacêutica além de suas aplicações na construção ou na fabricação de vernizes e colas. A floresta é a grande fornecedora de recursos renováveis ​​e energia que permite para substituir os derivados de petróleo. A resina tem o papel principal “, garantiu.
Alguns especialistas espanhóis dizem que a resina de pinheiro pode ser uma alternativa viável ao óleo
SUSANA GIRÓN
Retorno rural
Os defensores da resina de pinheiro também acreditam que ela pode oferecer uma solução para o êxodo rural da Espanha.
De acordo com um relatório do Banco da Espanha, 42% das localidades do país são afetadas pelo êxodo, porque cada vez mais jovens estão deixando o campo em busca de melhores oportunidades de trabalho nas cidades.
Este fenômeno é pior em Castilla y León, onde 80% dos municípios de 14 províncias são consideradas “em perigo de extinção”. No entanto, devido ao novo interesse pela resina de pinheiro, alguns jovens começaram a regressar.
Guillermo Arranz é um deles. Ele vive e trabalha em Cuéllar (Segóvia) e faz parte da quarta geração de trabalhadores em resina da família.
“O pinhal é o meu escritório e a possibilidade de continuar a trabalhar no local onde nasci. O que mais gosto no meu trabalho é a liberdade de não ter patrão e, claro, o contato direto com a natureza e com a minha gente, “ele disse.
Vicente Rodríguez trabalha como produtor de resina em sua cidade natal, Casavieja, e é um dos cerca de 30 produtores de resina em Ávila.
“Somos poucos. As pessoas ainda se surpreendem quando nos veem com resina nos pinheiros. Acham que somos coisa do passado. Mas não entendem que o futuro dessas áreas (está ligado) à resina”, disse.
Isabel Jiménez é uma das poucas mulheres que extrai resina de pinheiro da região. Dada a dureza do trabalho, tradicionalmente o trabalho das mulheres se limitava a tarefas de apoio.
“Ainda me lembro quando comecei a trabalhar com resina, os homens faziam piadas e apostavam em quantas semanas isso duraria. E aqui estou eu três anos depois. Sou uma mulher fisicamente forte. Além de ser um estilo de vida para mim e uma fonte de renda, este é o meu reino. Meu pequeno pedaço de terra na Terra.”
Quando Isabel Jiménez começou a trabalhar com resina há três anos, os homens pensaram que isso duraria apenas algumas semanas
SUSANA GIRÓN
Autonomia no trabalho e turismo
Aproximadamente 95% da extração de resina de pinheiro na Espanha é realizada em Castilla y León. Arranz e Rodríguez acreditam que a melhor forma de preservar essas florestas antigas é dar maior controle aos próprios extratores.
“O futuro é permitir que os produtores de resina administrem (seu) próprio território. Se o governo nos desse ajuda em troca da limpeza ou monitoramento das montanhas, trabalharíamos o ano todo e haveria muito mais trabalhadores de resina dispostos a trabalhar no montanhas”, disse Rodriguez.
Ao atrair mais jovens para morar e trabalhar nessas cidades rurais, Rodríguez acredita que a região poderá ter um aumento do ecoturismo. Para ajudar a tornar isso uma realidade, a área rica em resina do Vale do Tiétar (Ávila) foi recentemente indicada para se tornar uma Reserva da Biosfera protegida pela Unesco.
Existem também vários museus onde os visitantes podem ver as tradicionais cabanas onde dormiam os primeiros trabalhadores e apreciar ferramentas antigas, e várias empresas oferecem visitas guiadas à “Rota da Resina”.
Nos fins de semana, essas exuberantes florestas podem ser preenchidas com o som dos passos dos turistas que vêm para fugir da agitação das cidades próximas.
Mas se você prestar atenção, poderá ouvir a gota do “ouro líquido” espanhol caindo nos baldes pendurados nos troncos das árvores.
Vídeos: tudo sobre agronegócios

Fonte: G1 Mundo

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Competidores ajudam corredor a terminar a Maratona de Nova York; veja VÍDEO


Homem estava a 200 metros da linha de chegada quando caiu, esgotado. Outros corredores o ajudaram a se levantar e concluir o desafio que voltou a acontecer após ser cancelado em 2020 pela pandemia. Competidores ajudam corredor a terminar a Maratona de NY
Competidores ajudaram um corredor a terminar o trajeto após cair a poucos metros do fim da Maratona de Nova York neste domingo (7), veja no VÍDEO acima.
O homem – que não chegou a ser identificado – estava a 200 metros da linha de chegada quando caiu visivelmente cansado. Outros corredores o ajudaram a se levantar e concluir o desafio.
Ao menos três atletas não se importaram em atrasar o trajeto e deram uma aula de humanidade ao levar, nos braços, o competidor.
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VÍDEO: Mais de 30 mil pessoas participam da Maratona de Nova York
O ato foi ovacionado pelos torcedores que acompanhavam a corrida já no fim dos 42 quilômetros, dentro do Central Park e compartilhado nas redes sociais.
Homem é carregado no final da Maratona de NY
Reprodução/Redes Sociais
Retorno da competição
A Maratona de Nova York voltou a acontecer este ano após o evento ter sido cancelado em 2020 por conta dos protocolos impostos durante a pandemia da Covid-19.
Mais de 30 mil pessoas participam da Maratona de Nova York
Apenas 33 mil corredores puderam participar desta que foi a 50ª edição da corrida.
A prova é altamente popular com os corredores amadores e profissionais, e registrou um recorde de 53.627 atletas que cruzaram a linha de chegada em 2019, na última vez em que foi disputada.
Os atletas precisaram apresentar um teste negativo de Covid-19 ou certificado de vacinação para poder participar.

Fonte: G1 Mundo

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No Peru, família compra raposa pensando que era filhote de cachorro


O animal comeu galinhas, patos e porquinhos-da-Índia do bairro, e a família teve que indenizar os vizinhos. Imagem de redes sociais da raposa Run Run; família comprou o animal pensando que era um filhote de cachorro
Reprodução/Tik Tok/erinsonzegarra
Uma família da cidade de Lima, no Peru, comprou uma raposa pensando que era um filhote de cachorro.
Maribel Sotelo e sua família compraram o animal na região central de Lima, no Peru, e não tinham ideia de que estavam levando uma raposa para o galinheiro.
O novo animal de estimação da família brincava com os outros cachorros do bairro, mas quando ele começou a crescer ficou evidente que algo não estava certo.
O “cachorro”, chamado de Run Run, começou a perseguir galinhas e patos do bairro, que ele matava e comia. Os vizinhos ficaram irritados.
Na verdade, Run Run é uma raposa andina, uma espécie que tem pernas finas, rabo peludo e orelhas grandes.
“Pensamos que ele era um cachorro de raça pura”, afirmou Sotelo. O filho pagou cerca de R$ 70 pelo animal há cerca de seis meses.
“Uma mulher nos disse que ele comeu três porquinhos da Índia”, disse Sotelo. Ela teve que indenizar as famílias que eram donas dos animais que a raposa comeu.
Run Run fugiu de casa, e ele começou a ser procurado por agentes do serviço de vida selvagem do Peru. Ele deverá ser levado a um zoológico.
Walter Silva, um veterinário do serviço, afirmou que muitos animais selvagens são capturados nas regiões de selva do Peru para serem vendidos em Lima.
Agentes do serviço de vida silvestre de Lima, no Peru, procuram raposa que vive em bairro da cidade
Reprodução/Serfor
“O tráfico de animais traz essas consequências, muitas espécies são tiradas de seus pais. Os traficantes matam os pais e vendem os filhotes em mercados informais”, disse ele.
Neste ano foram confiscados 128 animais selvagens em Lima.
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Fonte: G1 Mundo

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Americano que participou da invasão ao Capitólio pede asilo a Belarus


O homem de 48 anos chegou a Europa em março e passou vários meses na Ucrânia, de onde fugiu por se considerar perseguido, segundo reportagem de uma emissora pública de Belarus. Evan Neumann foi gravado durante invasão a sede do Congresso americano em 6 de janeiro de 2021
Cortesia Departamento de Justiça
Um americano procurado nos Estados Unidos por ter participado no ataque ao Capitólio em janeiro saiu do país ilegalmente e pediu asilo em Belarus, anunciou a televisão pública deste país aliado da Rússia.
Em uma reportagem exibida no domingo à noite, o canal Belarus 1 entrevisto o homem, chamado Evan Neumann, que teria entrado em Belarus a partir da Ucrânia em agosto.
“Um cidadão americano está pedindo asilo em Belarus. Parece incrível, mas é verdade”, afirmou a emissora do país governado desde 1994 por Alexander Lukashenko, cuja reeleição no ano passado foi rejeitada por grande parte da comunidade internacional e provocou grandes protestos nas suas de Minsk.
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O homem, de 48 anos, chegou a Europa em março, segundo o canal, e passou vários meses na Ucrânia, de onde fugiu por se considerar “perseguido”.
Neumann está na lista de pessoas procuradas pelo FBI nos Estados Unidos e relacionadas ao ataque do Capitólio em 6 de janeiro. Ele é acusado de atacar a polícia.
Em 6 de janeiro de 2021, centenas de simpatizantes do então presidente Donald Trump tomaram a sede do Congresso americano para tentar impedir a validação da vitória do democrata Joe Biden nas eleições.
Nos Estados Unidos foi criada uma comissão de inquérito na Câmara de Representantes para investigar se Trump esteve de alguma forma envolvido no ataque ao Capitólio.
Relembre o ataque
VÍDEO: Veja imagens da invasão e da depredação no interior do Capitólio, nos EUA
Em 6 de janeiro, acontecia a sessão para certificar a vitória do presidente eleito Joe Biden – algo que é, costumeiramente, uma formalidade na qual os votos do Colégio Eleitoral são apenas contados pelo vice-presidente diante dos parlamentares das duas casas.
A invasão do local pelos apoiadores do então presidente Donald Trump ocorreu justamente enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden na eleição de novembro do ano passado.
Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio. Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio. Houve vandalismo, e gás lacrimogêneo foi disparado pela polícia. Cinco pessoas morreram.

Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: festival hindu na Índia termina com ‘guerra’ de esterco de vaca


No país, há quem acredite que esterco de vaca tem propriedades benéficas para a saúde. Festival na Índia termina com ‘guerra’ de esterco de vaca
O festival hindu Diwali, o mais importante da Índia, terminou no sábado (6) com uma festa em que os participantes jogaram esterco de vaca uns nos outros.
Imagens da festa em que indianos brincam com esterco de vaca na vila de Gumatapura, na Índia, em 6 de novembro de 2021
Manjunath Kiran/AFP
Índia celebra Diwali, festival das luzes, em meio a nuvem de poluição na capital
A festa do esterco aconteceu na vila de Gumatapura, perto de Bangalore.
Participante da festa do esterco de vaca em Gumatapura, na Índia, em 6 de novembro de 2021
Manjunath Kiran / AFP
Para participar, as pessoas pegam esterco nas casas dos pequenos fazendeiros. O material é levado em carrinhos até um templo. Lá, um sacerdote abençoa o esterco.
Em seguida, o material todo é despejado em uma área aberta. As pessoas entram nesse local e separam quantidades de esterco.
Área com esterco em Gumatapura, na Índia, em 6 de novembro de 2021
Manjunath Kiran / AFP
A vila de Gumatapura recebe visitantes de outros locais para participar da festa.
Entre uma parte dos indianos, há quem acredite que o esterco de vaca traz benefícios para a saúde. Alguns hindus acreditam que as vacas e tudo o que elas produzem é sagrado e purificador.
Caminhão despeja esterco para festa na Índia em 21 de novembro de 2021
Manjunath Kiran / AFP
O primeiro-ministro nacionalista hindu Narendra Modi tem pressionado por maior proteção aos animais, e muitos estados indianos há muito proibiram seu abate para fins de carne.
Festa do esterco de vaca em Gumatapura, na Índia, em 6 de novembro de 2021
Manjunath Kiran / AFP
O governo também busca estimular a produção de pasta de dente, xampus e repelentes de mosquitos a partir de dejetos bovinos.
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Fonte: G1 Mundo