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França estende obrigatoriedade do passaporte sanitário até julho de 2022


Documento é obrigatório em locais que recebem mais de 50 pessoas, assim como bares, restaurantes, hospitais (exceto emergências) e shoppings. Pessoa mostra o código QR do passaporte sanitário antes do início da partida de futebol no Estádio Roazhon Park em Rennes, noroeste da França, em 8 de agosto de 2021.
JEAN-FRANCOIS MONIER / AFP
O Parlamento da França aprovou nesta sexta-feira (5) uma polêmica prorrogação do uso do passaporte sanitário até 31 de julho de 2022, uma decisão criticada pela oposição em plena pré-campanha das eleições à presidência previstas para abril e maio.
Após uma série de idas e vindas com o Senado, os deputados franceses aprovaram por 118 votos a favor, 89 contrários e uma abstenção a medida proposta pelo governo e que os senadores haviam rejeitado na quinta-feira (4).
“A situação sanitária e sua evolução nos próximos meses justificam completamente”, afirmou antes da votação o secretário de Estado, Adrien Taquet, em nome do Executivo, referindo-se a um eventual aumento de contágios por Covid-19.
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O Senado e a oposição defendiam a prorrogação até 28 de fevereiro, para obrigar o governo a apresentar a medida novamente a deputados e senadores antes das eleições. Partidos opositores já anunciaram um recurso ao Conselho Constitucional.
O passaporte sanitário é obrigatório desde o verão (hemisfério norte, inverno no Brasil) em locais que recebem mais de 50 pessoas, assim como bares, restaurantes, hospitais (exceto emergências) e shoppings.
Os cidadãos da França podem obter o documento, se estiverem completamente vacinados contra a Covid-19, ou apresentarem um teste negativo. Desde outubro, este exame é pago para as pessoas que não tomaram a vacina.
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Fonte: G1 Mundo

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Maioria dos alemães é a favor da vacinação obrigatória


Pesquisa aponta pela primeira vez que mais da metade dos alemães quer que adultos sejam obrigados a se vacinar contra a Covid-19. Três quartos defendem a imunização compulsória para pelo menos algumas profissões. Covid-19 na Europa: países com baixa vacinação sofrem explosão de casos
Cerca de 57% dos alemães querem que a vacinação contra a Covid-19 se torne obrigatória para indivíduos acima de 18 anos, segundo apontou uma nova pesquisa Deutschlandtrend divulgada na quinta-feira (4) pela emissora ARD.
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O número representa um aumento de 11 pontos percentuais em comparação com a sondagem realizada em agosto deste ano, e é a primeira vez em que mais da metade dos alemães apoia a medida. O governo federal ainda se opõe à imunização compulsória.
A Europa é a única região do mundo com aumento no número de casos de covid
Uma porcentagem ainda maior de alemães, 74%, acredita que pelo menos trabalhadores de certas profissões, especialmente na área de saúde e atividades assistenciais, devem ser obrigados a tomar a vacina.
A pesquisa, que é realizada pelo instituto Infratest dimap, mostrou que o apoio à vacinação compulsória varia bastante de acordo com a orientação política dos entrevistados.
Herri Rehfeld, de 92 anos, recebe dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em centro de vacinação em Berlim, capital da Alemanha, em janeiro de 2021
Sean Gallup/Pool via AP
A medida é defendida principalmente entre os apoiadores dos partidos de centro-direita e centro-esquerda, respectivamente a conservadora União Democrática Cristã (CDU), da chanceler federal Angela Merkel, e o Partido Social-Democrata (SPD), que deverá chefiar o próximo governo alemão. Em ambos os casos, o apoio à vacina obrigatória foi superior a 70%.
Embora em menor porcentagem, também uma maioria dos apoiadores do Partido Liberal Democrático (FDP) é a favor da medida (53%), enquanto 56% dos eleitores do Partido Verde se disseram favoráveis.
Os únicos partidários que formam maioria contrária à vacinação compulsória contra a Covid-19 são os do partido A Esquerda – 45% a favor e 55% contra – e os da ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD) – 22% a favor e 71% contra.
Pessoas vão a centro de vacinação contra a Covid-19 em Dresden, na Alemanha, em 29 de julho de 2021
Matthias Rietschel/Reuters
Dados recentes do Instituto Robert Koch (RKI), a agência de controle e prevenção de doenças do país, mostram que apenas 67% dos alemães estão totalmente vacinados, cifra inferior a de outros países da Europa Ocidental, como Portugal (88%) e Espanha (81%). Segundo uma sondagem recente, só uma minoria dos que ainda não se imunizaram no país pretende fazê-lo.
Apoio crescente a regras mais rígidas
A pesquisa parece refletir a preocupação crescente com a disseminação acelerada do coronavírus na Alemanha, que nesta sexta-feira bateu recorde de novos casos pelo segundo dia consecutivo ao registrar, em 24 horas, mais de 37 mil novas infecções.
O apoio a regras mais rígidas cresceu em relação ao mês passado, embora quase metade dos alemães ainda ache que as normas atuais são adequadas. Cerca de 46% dos entrevistados consideram apropriadas as restrições em vigor para conter a taxa de infecção pelo coronavírus, uma queda de 14 pontos percentuais em comparação com a pesquisa de um mês atrás.
Atualmente, eventos públicos, restaurantes e bares estão de portas abertas na Alemanha, sendo que a maioria exige comprovante de vacinação ou de recuperação da doença. Alguns ainda permitem o ingresso apenas com teste negativo para o vírus.
Houve um aumento significativo na proporção dos que consideram as medidas atuais insuficientes: hoje eles somam 29%, enquanto no início de outubro eram 13%. Já o percentual de alemães que consideram as regras rígidas demais caiu de 25% para 23% no mesmo período.
Medo da Covid-19
A maioria dos alemães ainda está preocupada com as várias consequências do coronavírus.
A pesquisa apontou que 62% temem que os idosos fiquem gravemente doentes; 58% temem que o sistema de saúde possa ficar sobrecarregado; e 57% estão preocupados que crianças não vacinadas possam ser infectadas com o vírus.
Em contraste, apenas 24% dos entrevistados se preocupam com a possibilidade de eles próprios serem contaminados.
Apoio a partidos
A sondagem mensal também avalia o apoio a partidos políticos. E o mal-estar da CDU continua nas pesquisas de opinião. Derrotado na eleição nacional em setembro com apenas 24% dos votos, o partido conservador perdeu ainda mais apoio, com atuais 21%.
A legenda que dominou a política alemã durante o pós-guerra está agora em sua pior fase de todos os tempos e muito provavelmente amargará nas fileiras da oposição por pelo menos cinco anos. Mas espera mudanças de rumo após eleger um novo presidente do partido em janeiro.
Enquanto isso, os social-democratas, liderados pelo ministro das Finanças e provavelmente próximo chanceler federal Olaf Scholz, cresceram ligeiramente em popularidade desde que venceram as eleições e, agora, contam com o apoio de 27% dos alemães.
Em meio às negociações para formar um governo, os prováveis ​​parceiros de coalizão do SPD, os verdes e os liberais do FDP, também viram pequenos aumentos de apoio.
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Fonte: G1 Mundo

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Portugal antecipa eleições para 30 de janeiro após dissolução do Parlamento


Órgão consultivo aprovou proposta do presidente Marcelo Rebelo de Souza, depois que parlamentares rejeitaram o projeto do Orçamento de 2022. O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, em foto de 24 de janeiro
Reuters/Pedro Nunes
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou na quinta-feira (4) a dissolução do Parlamento e antecipou as eleições legislativas para 30 de janeiro.
A medida foi tomada após a aprovação do Conselho do Estado, órgão consultivo do Executivo, depois que parlamentares rejeitaram o projeto do Orçamento de 2022 do governo na semana passada.
Em um discurso transmitido pela televisão, de Sousa afirmou que a rejeição ao orçamento “reduziu totalmente a base de apoio do Governo” e que 2022 será “um ano decisivo” para a saída da pandemia.
“Há momentos assim, em que a a certeza, a segurança e a estabilidade são ainda mais importantes para a vida das pessoas”, disse o presidente português.
Perda de apoio
O primeiro-ministro Antonio Costa, que perdeu o apoio dos partidos de extrema esquerda que tinha desde 2015, prometeu fazer campanha por “uma maioria fortalecida, estável e duradoura”.
O premiê é apontado como favorito à seguir no cargo, mas em uma disputa apertada, com 43% de intenção de votos para o Partido Socialista, segundo a sondagem da Aximage.
À direita, os dois principais partidos conservadores sofrem divisões internas que poderiam beneficiar o partido de extrema direita Chega.
Rejeição do orçamento
Mesmo antes da rejeição do projeto de lei do orçamento, o presidente havia alertado que iria antecipar as eleições normalmente marcadas para o outono de 2023.
O chefe de Estado tentava forçar um compromisso entre o governo e os partidos radicais de esquerda porque, em sua opinião, a lei orçamentária era “fundamental” para reativar a economia.
Portugal vinha mergulhado em uma crise política já há uma semana, e partidos de extrema esquerda votaram contra o orçamento, ao lado da oposição de direita.
A movimentação pôs fim a uma aliança da esquerda sem precedentes desde a chegada da democracia portuguesa em 1974.
Os nove milhões de eleitores serão chamados às urnas pela terceira vez em um ano. Em janeiro de 2021 foram as eleições presidenciais, já as municipais aconteceram no fim de setembro.

Fonte: G1 Mundo

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Funcionário de hospital inglês confessa assassinatos e abuso de dezenas de cadáveres


Avanços em testes de DNA e operação policial milionária ajudaram a desvendar caso; eletricista matou duas mulheres em 1987 e abusava de cadáveres em necrotérios, no que está sendo chamado de mais grave caso de necrofilia da história criminal do Reino Unido. Wendy Knell e Caroline Pierce foram assassinadas em 1987
Polícia de Kent/Via BBC
Atenção: essa reportagem contém informações que podem ser consideradas perturbadoras por algumas pessoas.
Um funcionário de um hospital na Inglaterra admitiu ter assassinado duas mulheres em 1987 e abusado sexualmente de pelo menos cem cadáveres femininos, incluindo de crianças.
David Fuller, de 67 anos, atacou e matou Wendy Knell e Caroline Pierce em Turnbridge Wells, cidade cerca de 50 quilômetros ao sul de Londres.
David Fuller se declarou culpado dos assassinatos de Wendy Knell e Caroline Pierce durante seu julgamento
Polícia de Kent/Via BBC
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Só no quarto dia de seu julgamento é que Fuller passou a se declarar culpado pelos dois assassinatos. Até então, sua defesa era de que ele tinha matado as mulheres mas que não deveria ser culpado por assassinato por estar com as funções mentais debilitadas.
Ele também admitiu ter abusado sexualmente de corpos em necrotérios de dois hospitais em Kent ao longo de 12 anos.
O caso chocou o país. A ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel, disse esperar que as famílias das vítimas “possam encontrar algum consolo em ver a justiça finalmente ser feita”.
A família de Wendy Knell disse em um comunicado que “é bom saber que ele não poderá machucar mais ninguém ou causar mais dor”.
Segundo a imprensa britânica, esse seria o mais grave caso de necrofilia da história criminal do país.
A data para audiência em que a sentença de Fuller será proferida ainda não foi definida.
Fuller escondeu as evidências do seu crime em uma caixa, presa a uma cômoda, escondida em um guarda-roupa
Polícia de Kent/Via BBC
O que aconteceu?
Os investigadores disseram que só foi possível indiciar Fuller após avanços recentes com testes de DNA e uma enorme operação policial — que custou 2,5 milhões de libras (R$ 19 milhões).
Sua saliva e outra amostra com seu DNA foram encontrados na roupa de cama, toalha e amostras colhidas das partes íntimas de Knell.
Seu sêmen também foi achado nas meias de Pierce, a única peça de roupa que ela estava usando quando seu corpo foi encontrado em um dique, três semanas após ela ter sido sequestrada.
Após a prisão de Fuller, uma busca em sua casa revelou que ele havia acumulado milhões de imagens e vídeos indecentes de crianças e outros tipos de pornografia em discos rígidos, disquetes, DVDs e cartões de memória.
Dois discos rígidos estavam escondidas em uma caixa, aparafusada na parte de trás de uma cômoda e colocada dentro de um guarda-roupa.
Nesses discos, os policiais encontraram imagens que Fuller havia gravado de si mesmo abusando de cadáveres nos necrotérios.
Em pastas, algumas identificadas com os nomes das vítimas, foram encontrados imagens e vídeos dele molestando corpos femininos, incluindo de três crianças, entre 2008 e novembro de 2020.
A polícia não conseguiu identificar 20 das vítimas.
“Infelizmente, é provável que algumas das vítimas nunca sejam identificadas”, disse o investigador Paul Fotheringham.
Escritório de Fuller, onde milhões de imagens de seu abuso foram encontradas em discos rígidos, discos, pen drives e em cópias impressas
Polícia de Kent/Via BBC
Corpos abusados repetidamente
Fuller cuidava da manutenção elétrica em hospitais desde 1989. Ele trabalhava no Kent and Sussex Hospital até o local ser fechado, em setembro de 2011.
Ele foi transferido para o Tunbridge Wells Hospital, em Pembury, onde continuou cometendo seus crimes — até sua prisão, em dezembro de 2020.
A polícia disse que Fuller trabalhava até tarde e, depois que os funcionários tinham ido embora, se dirigia ao necrotério, onde, muitas vezes “abusava dos mesmos corpos repetidamente”.
Há evidências de que Knell foi estuprada durante ou após sua morte. Ela foi morta em sua residência em 23 de junho de 1987, e encontrada em sua cama pelo namorado no dia seguinte, depois de não comparecer ao trabalho.
A família de Knell disse que por 34 anos quis saber quem a matou e “como foram seus últimos momentos de vida”.
“Agora, sabemos, e infelizmente é muito pior do que poderíamos ter imaginado. Mas podemos agora começar a superar a dor e a lembrar dela como a garota bonita, gentil, generosa, atenciosa e engraçada que era. Embora a confissão não mude nada, já que a dor e a perda sempre estarão lá, é bom saber que ele não poderá machucar mais ninguém nem causar mais dor.”
Crimes registrados em diários
Já o que aconteceu com Caroline Pierce depois que ela foi sequestrada, do lado de fora de sua casa em 24 de novembro de 1987, é menos claro.
Fuller abusou de corpos nos necrotérios do hospital
Polícia de Kent/Via BBC
Os vizinhos relataram ter ouvido gritos, mas demorou três semanas para que seu corpo fosse localizado por um trabalhador rural, a mais de 64 km de distância.
A polícia disse ser muito provável que Fuller conhecesse as duas mulheres.
Ele era cliente de uma loja da SupaSnaps, uma rede de revelação de fotos, em que Wendy Knell trabalhava.
Fuller fazia parte de um clube de ciclismo na década de 1980, e uma de suas rotas passava diretamente por onde o corpo de Pierce foi despejado
Polícia de Kent/Via BBC
Na mesma rua dessa loja, ficava um restaurante em que Pierce trabalhava como gerente — e que Fuller tinha visitado, segundo fotos e anotações de diário de Fuller encontrados pela polícia.
Fuller manteve registros de ter realizado pelo menos 30 roubos e invasões de residências durante os anos 1970.
Mas ele nunca chegou a ser preso porque seus crimes precederam a criação de um banco de dados de DNA da polícia.
Fuller manteve seus diários detalhando o que fez ao longo de 30 anos
Polícia de Kent/Via BBC
Por causa desse caso, o ministro da Saúde do Reio Unido, Sajid Javid, disse que todas as unidades regionais do sistema de saúde público do Reino Unido foram instruídas a revisar os dados de acesso aos seus necrotérios e as atividades realizadas neles.
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Fonte: G1 Mundo

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Em dado preliminar, Pfizer anuncia que comprimido experimental reduziu em 89% risco de hospitalizações e mortes pela Covid

Dados ainda são preliminares. Farmacêutica pretende enviar dados à agência regulatória americana, a FDA, ‘o mais rápido possível’. A Pfizer anunciou, nesta sexta-feira (5), que seu comprimido experimental contra a Covid-19 reduziu o risco de hospitalização ou morte pela doença em 89%.
Os dados são resultados preliminares de testes de fase 2 e 3, conduzidas ao mesmo tempo. Veja os principais resultados até agora:
Ao todo, 389 pacientes receberam o comprimido, Paxlovid, em até 3 dias após o início dos sintomas. Desses, 3 foram hospitalizados em até 28 dias após o início dos testes – o equivalente a 0,8% dos pacientes. Nenhum paciente morreu.
Outros 385 pacientes não receberam o comprimido. Desses, 27 foram hospitalizados, e 7 morreram.
A redução na hospitalização entre os dois grupos foi de 89%.
Reduções semelhantes também foram observadas em pacientes tratados dentro de cinco dias após o início dos sintomas: nesse caso, 6 pacientes dos 607 que receberam o comprimido foram hospitalizados, e nenhum morreu. No grupo que não recebeu o remédio, 41 de 612 pacientes foram hospitalizados, dos quais 10 morreram.
A farmacêutica informou que pretende enviar os dados à agência regulatória americana, a FDA, “o mais rápido possível”.
Comprimido da Merck
Reino Unido é o primeiro país a aprovar uso de comprimido para tratar pacientes com Covid
Na quinta-feira (4), o Reino Unido foi o primeiro país a conceder autorização condicional ao comprimido da farmacêutica Merck, conhecida no Brasil como MSD.
No início de outubro, a farmacêutica havia anunciado que seu comprimido experimental contra a Covid-19, o molnupiravir, havia reduzido as hospitalizações e mortes em pessoas no início da infecção com o coronavírus.
Nos testes, pacientes que receberam o molnupiravir em até 5 dias após o início dos sintomas da Covid tiveram cerca de metade da taxa de hospitalização e morte em relação aos pacientes que receberam um comprimido inativo.
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Fonte: G1 Mundo

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Cachorro abandonado por dono que não queria pagar por adestramento é leiloado por R$ 140 mil na China


Deng Deng foi abandonado na escola de adestramento em 2018. Justiça da China autorizou sua venda. Mais de 480 pessoas deram lance. Imagem de rede social mostra a página de leilão de Deng Deng, que foi vendido por US$ 25 mil
Reprodução/Weibo
Deng Deng, um cachorro abandonado que ficou famoso na internet na China foi leiloado por US$ 25 mil (R$ 140 mil, na cotação atual), um preço 320 vezes maior do que o inicial, nesta semana.
O cachorro é da raça Shiba Inu, e tem 8 anos. Ele ficou conhecido no país em 2018. Naquele ano, um jornal publicou uma reportagem que dizia que Deng Deng tinha sido abandonado pelo seu dono em uma escola de treinamento de cachorros (o dono sumiu sem pagar contas). O animal morava na escola desde aquele ano.
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Reprodução/Weibo
A Justiça resolveu leiloar o cachorro. O dinheiro arrecadado vai para a escola de treinamento.
O leilão aconteceu durante 29 horas em uma plataforma de um site de comércio chinês e foi transmitido ao vivo e visto por 165 mil pessoas. Mais de 480 deram um lance para levar Deng Deng.
Leilões transmitidos ao vivo se tornaram comuns durante a pandemia na China. Os clientes estavam confinados por causa das medidas impostas pelo governo para conter a pandemia.
Veja abaixo um vídeo sobre o festival de carne de cachorro no sul da China, que, em 2020, foi afetado pela pandemia de Covid-19.
Pandemia afeta festival de carne de cachorro no sul da China
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Fonte: G1 Mundo

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Pequim fecha estradas e parques por nuvem densa de poluição


Várias partes do norte da China foram afetadas nesta sexta-feira por uma densa névoa tóxica, com a visibilidade em algumas áreas reduzida a apenas 200 metros. Fumaça de poluição em Pequim, em 5 de novembro de 2021
Jade Gao / AFP
Estradas e parques infantis de escolas de Pequim foram fechados devido a uma nuvem densa de poluição no norte da China nesta sexta-feira (5). O país aumentou a produção de energia a partir de carvão mineral, apesar da pressão internacional para que o país atue contra a mudança climática.
Várias partes do norte da China foram afetadas nesta sexta-feira por uma densa névoa tóxica, com a visibilidade em algumas áreas reduzida a apenas 200 metros, segundo a agência meteorológica estatal.
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As autoridades de Pequim atribuíram a poluição a “condições meteorológicas desfavoráveis e à expansão da contaminação regional”.
A capital, que receberá os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro, ordenou que as escolas suspendessem as aulas de educação física e as atividades em espaços abertos.
A escassa visibilidade também provocou o fechamento de rodovias que conectam grandes cidades como Xangai, Tianjin ou Harbin.
Embaixada dos EUA diz que poluição é nociva
A poluição registrada nesta sexta-feira por uma estação da embaixada dos Estados Unidos em Pequim alcançava níveis “muito nocivos” para a população, informou a representação diplomática.
A concentração de partículas poluentes no ar, que penetram nos pulmões humanos e provocam doenças respiratórias, estava em quase 220 microgramas por metro cúbico, muito superior ao limite de 15 estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A nuvem tóxica deve permanecer na região até a noite de sábado, segundo as autoridades da cidade.
Esta semana, a China anunciou um aumento de mais de um milhão de toneladas em sua produção diária de carvão para atenuar a escassez energética que provocou o fechamento de várias fábricas nos últimos meses.
O aumento da produção deste combustível fóssil contradiz os compromissos de Pequim para o meio ambiente, justamente na semana em que começou a conferência climática COP26 em Glasgow.
As autoridades chinesas estabeleceram como objetivo alcançar o pico de emissões de dióxido de carbono em 2030 e obter a neutralidade de carbono até 2060.
A rápida industrialização do país tornou os episódios de neblina tóxica comuns, embora a frequência tenha registrado queda nos últimos anos devido à crescente conscientização das autoridades a respeito do meio ambiente.
Apesar das mudanças, o país continua muito dependente dos combustíveis fósseis e 60% de sua energia procede do carvão.
Na reunião de cúpula do clima de Glasgow – a qual o presidente chinês Xi Jinping não compareceu presencialmente -, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou a China e afirmou que “as ações falam mais alto que as palavras”.
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Fonte: G1 Mundo

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Justiça do Equador reduz vigência do estado de exceção


O estado de exceção foi decretado em 18 de outubro como uma reação ao aumento das atividades criminosas. Imagem de carro do exército em rua de Guayaquil, no Equador
Fernando Méndez / AFP
O Tribunal Constitucional do Equador decidiu, na quinta-feira (5) reduzir de 60 para 30 dias o período de estado de exceção que entrou em vigor no país em 18 de outubro.
O estado de exceção foi decretado como uma reação ao aumento das atividades criminosas.
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O plenário da corte decidiu que a vigência do decreto presidencial “ficará limitada a 30 dias contados a partir da sua emissão”, diz o texto, publicado nas redes sociais da entidade. “Não se justificou a duração de 60 dias, tampouco a medida de mobilização das Forças Armadas.”
O presidente Guillermo Lasso decretou estado de exceção para todo o país diante da “grave comoção interna” gerada pelo aumento da criminalidade devido ao narcotráfico, e ordenou a mobilização de policiais e militares nas ruas.
Sobre a medida de mobilização das Forças Armadas, o tribunal estabeleceu que “ficará restrita a operações em que cumpram exclusivamente funções complementares às da Polícia Nacional”.
Massacre em prisão de Guayaquil
Entre janeiro e outubro, o Equador registrou quase 1.900 homicídios dolosos (11 a cada 100 mil habitantes), ante 1.400 em todo o ano de 2020, segundo autoridades. O gatilho que levou ao estado de exceção foi o massacre em uma prisão de Guayaquil que deixou 119 presos mortos.
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Guerra do Tigré completa 1 ano com milícia perto de chegar à capital da Etiópia; entenda o conflito


Avanços de facção do norte etíope deixam a guerra ainda mais longe de uma solução, enquanto centenas de milhares passam fome e sofrem com violações como estupros e torturas. Confronto começou após primeiro-ministro — que havia conquistado o Nobel da Paz — ordenar a tomada do Tigré por desavenças com o grupo que controla a região. Militares da ativa e da reserva na Etiópia participam de evento em memória dos soldados etíopes mortos na Guerra do Tigré, em evento nesta nesta quarta-feira (3) que relembrou 1 ano do início do conflito
AP Photo
O governo da Etiópia acaba de completar um ano de guerra contra as forças da região do Tigré, no norte do país, diante de uma possível reviravolta: as milícias rebeldes, contra o primeiro-ministro e Nobel da Paz Abiy Ahmed, ganharam força e estão perto de chegar à capital etíope, Adis Abeba.
Por causa do aumento da tensão, Abiy Ahmed decretou um estado de emergência no país e pediu que os etíopes se preparem para “tempos difíceis”. O Nobel da Paz ainda teve uma postagem do Facebook apagada por ordem da rede social por incitar a violência, ao pedir que os etíopes “enterrem” os combatentes de Tigré, a quem chama de “terroristas” (leia mais sobre Abiy Ahmed no fim da reportagem).
Os conflitos começaram em novembro de 2020, quando Abiy Ahmed decidiu fazer uma operação para desmontar a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF, na sigla em inglês). O premiê prometeu uma intervenção curta, mas a ofensiva se converteu em uma sangrenta guerra civil com abusos das duas partes envolvidas.
Há denúncias de grave violação dos direitos humanos, incluindo estupros e massacres a civis. Milhares de pessoas morreram, e outras centenas de milhares sofrem com a fome.
SAIBA MAIS: 5 curiosidades sobre a Etiópia, país onde o ano tem 13 meses
A guerra simboliza um rápido declínio da Etiópia, antes um país que demonstrava bom crescimento econômico e uma abertura cada vez mais evidente para o resto do mundo.
O conflito representa também um choque em relação a Abiy Ahmed, agora acusado de massacres contra a população Tigré apenas dois anos depois de receber o prêmio Nobel da Paz.
SAIBA MAIS nesta reportagem sobre a Guerra do Tigré na Etiópia:
O que é o Tigré e o que é a TPLF
Como os confrontos começaram
Avanços da TPLF e temor na capital
A crise humanitária
Como Abiy Ahmed passou de Nobel da Paz para símbolo de uma guerra
MAPA – Tigré, Etiópia
g1
O que é o Tigré e o que é a TPLF
O Tigré é a região mais ao norte da Etiópia, na fronteira com a Eritreia, com uma população de cerca de 7 milhões de pessoas — a maioria de uma etnia local, os tigreanos, que respondem por cerca de 6% de todos os etíopes.
A região ganhou relevância graças ao sistema federal na Etiópia, em que os grupos étnicos têm mais poder sobre as partes do país em que controlam.
Nos anos 1990, uma dessas representações era a TPLF, milícia que tomou o controle do Tigré após duas décadas de intenso conflito contra uma junta militar na região.
Integrantes da Frente de Libertação do Povo do Tigré
Tiksa Negeri/Reuters
Embora o poder da TPLF ficasse mais restrito ao Tigré propriamente dito, o grupo, que tinha também um partido político, integrava a coalizão que dominava a Etiópia. E, nesse período, o país africano registrou grandes saltos na economia. Por outro lado, denúncias de corrupção e de desrespeito aos direitos humanos ganharam força nos últimos anos.
Aí entra a figura de Abiy Ahmed, primeiro-ministro eleito em 2018 que dissolveu a coalizão no ano seguinte com um discurso pró-direitos humanos e centralizou o poder na Etiópia — o que gerou grande descontentamento entre as facções regionais incluindo a TPLF.
Como os confrontos na Etiópia começaram
Integrantes da milícia de Amhara dirigem-se para o Tigré para enfrentar a TPLF, em 9 de novembro de 2020
Reuters/Tiksa Negeri
Abiy Ahmed iniciou em 4 de novembro de 2020 — quando o mundo ainda tinha os olhos voltados para a eleição presidencial nos Estados Unidos — uma ofensiva contra o braço armado da TLPF no Tigré.
O primeiro-ministro alegou oficialmente que a ofensiva era necessária porque a TLPF teria atacado bases militares etíopes. A milícia do Tigré até hoje nega a autoria dessas ações.
Além disso, poucas semanas antes do início dos ataques, o Tigré organizou eleições regionais mesmo contra a determinação das autoridades etíopes de suspender processos eleitorais na pandemia. Nessa votação, em setembro de 2020, o TLPF demonstrou grande força na região.
Fumaça preta e destruição após confrontos em Mekele, na região do Tigré, em 20 de outubro de 2021
AP Photo
Em um primeiro momento de conflito, as forças oficiais da Etiópia pareciam vencer os rebeldes em Tigré com uma certa rapidez. Em 28 de novembro, menos de um mês após o início dos ataques, o governo etíope declarou vitória em Mekele, capital da região.
Porém, a TLPF não se rendeu. Os confrontos atravessaram a virada de 2020 e entraram em 2021 sem que houvesse transparência sobre o que realmente acontecia em Tigré. Em meados deste ano, os sinais de avanço dos rebeldes ficaram ainda mais claros — o que mostram que o conflito ainda está longe de uma solução.
Avanços da TPLF e temor na capital
Tanque destruído é visto na região do Tigré, na Etiópia, em maio de 2021
Ben Curtis, Arquivo/AP Photo
Em junho deste ano, a TLPF lançou um contra-ataque que lhe permitiu reconquistar a maior parte do Tigré, inclusive a capital regional, Mekele. O exército etíope se retirou, e, acuado, o governo de Abiy declarou um “cessar-fogo humanitário”.
A diferença é que a ofensiva da facção pró-Tigré não parou, e a TPLF avançou para as regiões vizinhas de Afar e Amhara. Com isso, o conflito se espalhou em outros cantos da Etiópia onde já havia crises étnicas históricas. Alguns grupos passaram a apoiar os militares de Abiy Ahmed. Outros, fizeram fileiras com os rebeldes tigreanos — que queriam também tirar a região do isolamento imposto pelo governo do primeiro-ministro.
Policiais exibem armas durante parada militar em Addis Abeba, capital da Etiópia, em 19 de junho, véspera das eleições locais
Ben Curtis, arquivo/AP Photo
Recentemente, a situação ficou ainda mais alarmante para o governo etíope de Abiy porque milicianos da TPLF se aproximaram da capital Adis Abeba — que não só é a capital da Etiópia como também é uma das mais importantes cidades de todo o continente africano, com um aeroporto com conexões para todo o mundo.
A piora na crise levou o governos estrangeiros, inclusive dos Estados Unidos, a tentar demover as forças do Tigré a avançarem sobre Adis Abeba. O governo etíope declarou estado de emergência nesta semana, medida que vale por seis meses e permite às autoridades:
decretar toque de recolher
obrigar cidadãos a fazerem treinamento militar
interromper serviços de transportes
suspender permissões para veículos de imprensa
deter por tempo indeterminado qualquer suspeito de pertencer a grupos terroristas.
A crise humanitária
Genet Mehari, de apenas 5 anos, recebe tratamento contra desnutrição em Mekele, no Tigré, em setembro de 2021; fome é um problema na região
AP Photo
É muito difícil ter dados exatos do desastre humanitário que se tornou a Etiópia porque observadores internacionais estão impedidos de entrar em várias partes do país mais atingidas pelo conflito, principalmente no próprio Tigré.
Em julho, funcionários da ONU estimavam que 400 mil pessoas passavam fome na região. O número pode ser ainda maior, com o agravamento da crise nos últimos meses. Já se fala em milhões de famintos no país.
Jovem de 17 anos Haftom Gebretsadik teve a mão direita amputada após um ataque na região do Tigré, em maio de 2021
Ben Curtis/Arquivo/AP Photo
Também não se sabe o total exato de mortos na guerra. Fontes do Tigré falam em 100 mil, outro número que pode ser muito maior.
Em setembro, um porta-voz da diplomacia dos Estados Unidos disse que o governo etíope bloqueou acesso a serviços básicos como energia elétrica, bancos ou telecomunicação aos moradores do Tigré.
Além disso, há inúmeras acusações de crimes de guerra, dos dois lados: estupros, tortura, execuções têm feito parte da rotina no norte da Etiópia.
Abiy Ahmed: de Nobel da Paz a símbolo de guerra
Abiy Ahmed
Reuters/Tiksa Negeri
A decisão de Abiy Ahmed em invadir o Tigré, começar um conflito contra a TPLF e bloquear o acesso de água e alimentos a toda uma população contrasta com o prêmio Nobel da Paz que ele conquistou em 2019, apenas um ano antes do início da guerra.
O primeiro-ministro ganhou notoriedade por resolver um histórico conflito de fronteira com a vizinha Eritreia — que inclusive faz fronteira com o Tigré. Em 2018, os dois países normalizaram as relações, algo que parecia distante em 20 anos de conflito.
Relembre o anúncio do Nobel da Paz de 2019 no VÍDEO abaixo e saiba mais sobre Abiy
Abiy Ahmed, vencedor do Nobel da Paz, foi decisivo para encerrar conflito com a Eritreia
Essa mudança na imagem de Abiy Ahmed perante o mundo, na verdade, é o desenrolar de uma rivalidade mais antiga na Etiópia: ao chegar ao poder, em 2018, o primeiro-ministro derrubou com um discurso anticorrupção e pró-direitos humanos a antiga aliança multiétnica que governava o país. A coalizão incluía a TPLF, que então deixou a cúpula do governo etíope.
Era o grupo de Abiy Ahmed e seu partido, o Partido da Prosperidade, que acusavam a milícia do Tigré e outras facções espalhadas pela Etiópia de violarem direitos humanos e praticarem torturas, matanças e outros crimes.
Ou seja, mesmo quando o premiê etíope ganhou o prêmio Nobel da Paz, já havia uma tensão entre os governistas e a TPLF. Pequenos e localizados ataques e outras ações por parte da milícia na região do Tigré — e a resposta por parte dos militares — aumentavam a crise entre ambos os lados.
Até que, finalmente em 2020, a organização de eleições locais em Tigré mesmo com as restrições impostas pelo governo por causa da pandemia e um ataque atribuído à TPFL a uma guarnição militar etíope irritaram Abiy Ahmed. Foi aí, em novembro do ano passado, que ele iniciou a guerra.
O primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed fala durante sessão com parlamentares em Addis Ababa, em foto de arquivo de 22 de outubro
Tiksa Negeri/Reuters
Assim, causa constrangimento na comunidade internacional o fato de que o Nobel da Paz Abiy Ahmed agora é visto como um líder que deu início a um conflito sangrento e que, mais ainda, gerou uma enorme crise humanitária com consequências imprevisíveis para a região e com denúncias de crimes e violações dos direitos humanos.
Causa também espanto o fato de que Abiy Ahmed não quis iniciar diálogos com a oposição no Tigré, mesmo com pedidos insistentes de lideranças mundiais. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que falou pessoalmente com o primeiro-ministro etíope nesta semana.
Nas redes sociais, Abiy Ahmed pediu na terça-feira (2) que os cidadãos etíopes se preparem para “tempos difíceis” e, em sem ser específico, disse que os próximos dias representarão um “teste” para todos no país.
Essa mensagem, menos clara, foi publicada momentos depois de outra, mais contundente, sair do ar por determinação do Facebook: na rede, o primeiro-ministro disse que “todos os etíopes têm a obrigação de morrer pela Etiópia” e que os “terroristas de Tigré” devem ser “enterrados”.
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Fonte: G1 Mundo

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Joias que pertenceram a Maria Antonieta serão leiloadas na Suíça

Braceletes de diamante foram deixados pela última rainha francesa à filha Marie Therese, após sua morte na guilhotina, e tem valor estimado entre R$ 11 e R$ 22 milhões. Diamantes coloridos também serão oferecidos a compradores no dia 9 de novembro. Joias de Maria Antonieta vão à leilão na Suíça
Braceletes de diamante que pertenceram a Maria Antonieta e raros diamantes coloridos serão leiloados em Genebra, na Suíça, na próxima semana, informou a Christie’s na quarta-feira (3).
Uma caixa de veludo azul com a etiqueta “pulseiras da Rainha Maria Antonieta” contém as pulseiras de duas fileiras, cada uma composta por três cordões de diamantes e um grande fecho com uma fivela, com um total de 112 diamantes (veja no vídeo acima).
As pulseiras, agora propriedade de uma família real europeia, tem valor estimado entre US$ 2 a 4 milhões (R$ 11 a R$ 22 milhões, aproximadamente) na venda de 9 de novembro, disse a Christie’s.
Max Fawcett, chefe do departamento de joias da Christie’s em Genebra, falou sobre a raridade das peças e disse que espera “fogos de artifício” em relação ao preço que as preciosas joias reais devem atingir.
Maria Antonieta, que enviou uma carta da prisão de Tuileries, em Paris, informando que uma arca de madeira com joias seria enviada para custódia, foi morta na guilhotina em 1793.
Sua filha sobrevivente, Marie Therese, Madame Royale, recebeu as joias ao chegar à Áustria, informou a casa de leilões.
Junto com a pulseira real, a Christie’s também oferecerá um anel de diamante Fancy Vivid Purple-Pink de 6,75 quilates, que pode render 10 milhões de francos suíços (mais de R$ 61 milhões).
Um diamante amarelo vívido extravagante, de 42,98 quilates, um anel de diamante que pode render 4 milhões de francos suíços (cerca de R$ 24,6 milhões), e um diamante potencialmente impecável internamente, pesando 55,50 quilates, estimado entre 4 milhões a 5 milhões de francos suíços (de R$ 24,6 a R$ 30,7 milhões, aproximadamente), também serão leiloados em 9 de novembro.

Fonte: G1 Mundo