Categorias
MUNDO

Comandante de submarino dos EUA é removido do cargo após colisão no fundo do mar perto da China


Marinha americana considerou que a batida, tratada como um acidente, era evitável. Submergível USS Connecticut precisará de reparos. Colisão deixou 11 feridos. Submarino USS Connecticut, em foto de maio de 2021
Lt. Mack Jamieson / US NAVY / AFP
A Marinha dos Estados Unidos destituiu nesta quarta-feira (4) o comandante e outros dois tripulantes da cadeia de comando de um submarino nuclear que se chocou contra uma montanha subaquática perto da China. As autoridades militares consideraram que o acidente, ocorrido em 2 de outubro, era evitável.
A decisão removeu o oficial comandante, Cameron Aljilani; o oficial executivo, Patrick Cashin, e o chefe da embarcação, Cory Rodgers. As destituições foram anunciadas após uma investigação sobre o acidente submarino ocorrido na região disputada do Mar do Sul da China, no Oceano Pacífico.
LEIA TAMBÉM
Por que a popularidade de Biden desabou nos EUA e qual a influência de Trump nisso
Chefe militar americano diz que EUA podem defender Taiwan caso necessário
China insiste que Taiwan não tem direito de entrar na ONU
Após a colisão, a embarcação USS Connecticut foi forçada a navegar na superfície por uma semana até chegar a Guam, uma ilha no Pacífico sob o controle dos EUA.
“A avaliação do sonar, a tomada de decisão prudente e a aderência aos procedimentos necessários no planejamento da navegação, além da observação do trabalho da equipe e do gerenciamento de riscos, poderiam ter evitado o acidente”, informou a Sétima Frota da Marinha dos Estados Unidos, sediada no Japão, em comunicado.
Após a avaliação dos danos em Guam, o submarino retornará para a base de Bremerton, no estado de Washington, na costa oeste dos EUA, para passar por reparos.
Na semana passada, a Marinha americana informou que uma investigação havia revelado que o submarino atingira um “monte” não mapeado enquanto patrulhava sob a superfície.
MAPA – Mar da China Meridional
g1
Relembre o acidente com o submarino
Onze tripulantes ficaram feridos no acidente. Segundo os relatos, a batida danificou os tanques de lastro na proa do submarino, mas seu gerador nuclear não sofreu danos.
A Marinha americana costuma fazer operações na região para desafiar as reivindicações territoriais da China sobre pequenas ilhas, arrecifes e atóis, que também são reivindicados por outros países da região, como Filipinas e Vietnã.
Com a decisão do vice-almirante Karl Thomas, comandante da Sétima Frota, Aljilani foi substituído por um comandante interino.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Tiroteio entre traficantes assusta turistas em praia perto de Cancún, no México


Dois traficantes morreram, segundo autoridades mexicanas. Turistas se esconderam dentro do hotel, mas apesar do pânico nenhum deles se feriu com gravidade. Tiros no México – MAPA
g1
Um tiroteio entre narcotraficantes nesta quinta-feira (4) terminou na morte de duas pessoas em uma praia de Puerto Morelos, perto de Cancún, um dos principais destinos turísticos do México.
De acordo com autoridades locais, os dois mortos na troca de tiros eram integrantes da gangue. Entre os turistas, ninguém ficou ferido com gravidade — a imprensa mexicana relata apenas um turista que teve ferimentos leves.
Turistas se escondem dentro de hotel perto de Cancún, México, após tiroteio nesta quinta (4)
Mike Sington/NBC/Reprodução/Twitter
A polícia local disse que a troca de tiros ocorreu em frente a dois dos vários resorts de luxo da região. Segundo o executivo da rede americana NBC, Mike Sington, que estava em um dos hotéis, houve correria e pânico, porque chegou a se acreditar em um ataque terrorista ou algo do tipo.
Initial plugin text
A maioria dos visitantes, com a roupa da praia, se escondeu nos quartos, em salas atrás da cozinha e no lobby do hotel. Turistas americanos com medo chegaram a pedir ajuda à Embaixada dos Estados Unidos no México.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Índia celebra Diwali, festival das luzes, em meio a nuvem de poluição na capital


Nova Délhi está entre as cidades mais poluídas do planeta e níveis de partículas de poluição PM2.5, as mais finas e, portanto, mais perigosas, alcançaram um pico de quase 389 nesta quinta-feira (4); nível é 15 vezes maior que os limites de segurança recomendados pela OMS. Apesar do problema, população não interrompeu queima de fogos para celebrar festival hindu. Pessoas assistem a um show de laser nas margens do rio Sarayu durante a véspera das celebrações do Diwali, festival das luzes, em Ayodhya, na Índia, na quarta-feira (3)
Sanjay Kanojia/AFP
A capital da Índia foi tomada nesta quinta-feira (4) por uma densa e tóxica nuvem de poluição, no mesmo momento em que famílias e amigos se reúnem para celebrar o Diwali, o festival hindu das luzes em novembro.
Visitantes caminham ao longo do Rajpath entre neblina causada pela poluição durante o Diwali, festival das luzes, em Nova Déli, na Índia, na quinta-feira (4)
Sajjad Hussain/AFP
Nova Délhi está classificada entre as cidades mais poluídas do planeta, tanto por suas emissões de gases tóxicos procedentes da indústria, quanto pelas emissões de seu tráfego de veículos, além das queimadas agrícolas que saturam o ar a cada inverno.
Pessoas acendem lanternas nas margens do rio Sarayu durante a véspera das celebrações do Diwali, festival das luzes, em Ayodhya, na Índia, na quarta-feira (3)
Sajjad Hussain/AFP
Seus 20 milhões de habitantes acordaram com uma névoa cinza e amarelada, que pode ser esperada também nos próximos dias, segundo previsões de especialistas.
Os níveis de partículas de poluição PM2.5, as mais finas e, portanto, mais perigosas, alcançaram um pico de quase 389 nesta quinta-feira (4), de acordo com as estações de monitoramento da qualidade do ar da agência governamental SAFAR.
Menino acende fogos de artifício para celebrar o Diwali, festival das luzes, em Kolkata, na Índia, na quinta-feira (4)
Reuters/Rupak De Chowdhuri
Este nível é 15 vezes maior que os limites de segurança recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
A SAFAR recomendou aos moradores que evitem as atividades ao ar livre e que usem máscaras.
Pessoas acendem velas e fogos de artifício no teto de suas casas para celebrar o Diwali, festival das luzes, em Kolkata, na Índia, na quinta-feira (4)
Reuters/Rupak De Chowdhuri
A agência também alertou que os fogos de artifício ilegais, que são tradicionalmente disparados no Diwali, podem aumentar ainda mais as taxas de poluição na sexta-feira (5).
Este fenômeno se acentua também pelas queimadas realizadas por agricultores nos estados vizinhos, já que usam o fogo para limpar seus campos antes de semear.
Lanternas e lâmpadas são acesas em casas para celebrar o Diwali, festival das luzes, em Mumbai, na Índia, na quinta-feira (4)
Reuters/Francis Mascarenhas
Apesar de a prática ter sido proibida em 2015, ela ainda não acabou e provoca grandes picos de poluição no inverno todos os anos.
“A proporção de poluição por queimadas aumentou hoje de 8% para 25% e chegará a 40% na sexta-feira”, disse à AFP o diretor de programas da SAFAR, Gufran Beig.
Menino segura um palito incandescente para celebrar o Diwali, festival das luzes, em Mumbai, na Índia, na quinta-feira (4)
Reuters/Francis Mascarenhas
Em 2020, um relatório da ONG suíça IQAir mostrou que 22 das 30 cidades mais poluídas do mundo estão na Índia. Nova Délhi recebeu o título de capital mais poluída do planeta.
No mesmo ano, a revista Lancet indicou que 1,67 milhão de mortes produzidas em 2019 poderiam ser atribuídas à poluição do ar na Índia, incluindo 17.500 em Nova Délhi.
Fiéis Sikh acendem velas pelo Bandi Chhor Divas, um festival de sua religião que coincide com o Diwali, festival das luzes, no Templo Dourado, em Amritsar, na Índia, na quinta-feira (4)
Narinder Nanu/AFP
Fiéis Sikh observam fogos de artifício durante o Bandi Chhor Divas, um festival de sua religião que coincide com o Diwali, festival das luzes, no Templo Dourado, em Amritsar, na Índia, na quinta-feira (4)
Narinder Nanu/AFP
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Suécia investiga adoções irregulares de 2 mil crianças chilenas durante ditadura Pinochet


O governo da Suécia vai investigar 2 mil adoções irregulares de crianças chilenas que ocorreram durante a ditadura de Augusto Pinochet, após uma reportagem do jornal sueco ‘Dagens Nyheter’. O texto revela a colaboração entre o regime chileno e nazistas suecos. O ditador chileno Augusto Pinochet, em foto de 1997. Durante sua ditadura, milhares de crianças chilenas foram sequestradas e enviadas para adoção
Cris BOURONCLE / AFP
O governo da Suécia vai investigar 2 mil adoções irregulares de crianças chilenas que ocorreram durante a ditadura de Augusto Pinochet, após uma reportagem do jornal sueco “Dagens Nyheter”. O texto revela a colaboração entre o regime chileno e nazistas suecos.
A história foi resgatada por um projeto de pesquisa científica chamado “Crianças chilenas adotadas por famílias suecas, proximidade diplomática em tempos de Guerra Fria (1973-1990)”.
Centenas de mães jovens e pobres foram obrigadas a dar seus filhos para adoção durante a ditadura chilena. O jornal sueco “Dagans Nyheter” qualificou essas adoções como irregulares e imorais. No entanto, a historiadora chilena Karen Alfaro Monsalve, uma das responsáveis pela pesquisa, afirma que todos estes qualificativos são eufemismos em uma situação em que as mães não tiveram escolha.
“A rigor, algumas [dessas adoções] foram legais: tem documentação feita por juízes, há assinaturas legais, mas são adoções forçadas porque não foram consentidas pelas famílias biológicas. Foram adoções forçadas de crianças pobres, com motivos políticos e diplomáticos. Foram uma forma de controle e repressão da população pobre durante a ditadura militar”, explica a historiadora.
“Eles operavam principalmente tirando a possibilidade de ter filhos de famílias pobres, principalmente mães jovens, entre 14 e 18 anos de idade, em sua maioria mães solteiras. Eles levavam seus filhos durante o parto ou sequestravam quando estavam em uma creche, ou quando no momento de uma internação em um hospital público por um problema médico”, descreve Monsalve.
Rede de sequestro incluía de médicos a juízes
A historiadora ressalta ainda que havia uma rede de funcionários públicos, assistentes sociais, médicos, juízes e advogados que faziam parte destes sequestros e facilitavam as “adoções”.
“Na região de Araucanía, há relatos de vans da polícia que estavam envolvidas na coleta de crianças”, conta.
As adoções eram também uma forma da ditadura de submissão e redução da população pobre.
“Uma das primeiras tarefas da ditadura era quantificar os pobres. Os pobres não só foram contados, mas também criminalizados, e havia um número importante de crianças que eles consideravam uma espécie de excedente e um problema para o desenvolvimento do país. É uma forma de transferir crianças pobres para famílias estrangeiras porque o Estado teria que assumir a responsabilidade por elas, e o Estado não estava disposto a investir em crianças pobres”, diz a professora da Universidad Austral de Chili.
A pesquisa também aponta que as adoções tinham um objetivo geopolítico de reaproximar o governo chileno do sueco, ainda mais após a eleição na Suécia de Olof Palme, aliado dos exilados políticos tanto do Chile como de outras ditaduras do Cone Sul, como a brasileira.
Centros de adoção foram usados para limpar imagem do Chile
“As adoções permitiram a proximidade diplomática, especialmente para países onde houve uma ruptura nas relações diplomáticas devido a julgamentos contra violações dos direitos humanos na América do Sul. Essas adoções ocorreram principalmente nos países que receberam um número significativo de exilados chilenos”, enfatiza Karen Alfaro Monsalve.
Naquela época, “tratava-se de criar uma campanha pró-chilena, baseada na imagem de um país em pleno desenvolvimento, de um Estado que se encarregou dos problemas, mostrando o desenvolvimento científico e industrial. A embaixada criou material específico para divulgar esta imagem do Chile no exterior, o que contradizia a tal ‘campanha anti-chilena’. E os centros de adoção suecos foram um aliado na disseminação e na limpeza dessa imagem da ditadura no exterior”, enfatiza a pesquisadora.
Esta operação de publicidade pró-Pinochet foi realizada pela Sociedade Sueco-Chile, dirigida por um ultra-direitista sueco, Ulf Hamacher, através do Centro de Adoção da Sociedade Sueca para o Bem-Estar Internacional da Criança Chilena.
O embaixador chileno na época “fez contato com a liga nacional sueca, com os neonazistas suecos e com toda a ala da direita na Europa para buscar aliados para a ditadura”.
O resultado da investigação realizada pela Suécia deve sair em 2023. “É essencial como gesto político iniciar este processo na Suécia e esperamos que ela resulte na disponibilização de todas as informações ao público.”
Monsalve afirma, no entanto, que ainda há muitos arquivos indisponíveis. “Há ainda uma série de arquivos secretos relativos a estas relações diplomáticas com a ditadura. É hora de abrir os arquivos da Guerra Fria para investigar essas dívidas pendentes”, conclui a historiadora.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Homem que miou em julgamento é condenado à prisão perpétua na Argentina

Israelense Nicolas Gil Pereg matou mãe e tia em janeiro de 2019, em Mendoza. Ele foi expulso do tribunal em 26 de outubro e ganhou apelido de ‘homem gato’ porque começou a miar assim que juíza iniciou procedimentos. Homem que ‘miou’ em julgamento é condenado na Argentina
Um cidadão israelense conhecido como “homem gato” foi considerado culpado e condenado à prisão perpétua na Argentina na quarta-feira (3) por duplo homicídio.
Nicolas Gil Pereg, que mora no país sul-americano desde 2009, foi a julgamento acusado de matar sua mãe, Pyrhia Saroussy, e a tia, Lily Pereg, em janeiro de 2019, em Mendoza.
Em 26 de outubro, seu julgamento foi interrompido porque o suspeito de 40 anos começou a miar no tribunal, ganhando assim o apelido de “homem gato” (veja vídeo abaixo).
Acusado de feminicídio é retirado de tribunal por miar durante audiência
Vestido com uma camiseta vermelha e shorts, as mesmas roupas que usou durante todo o julgamento, o réu entrou no tribunal às 16:34 hora local.
Mais tarde, ele foi declarado culpado por um júri popular formado por 12 pessoas.
“Nós, o Júri, consideramos unanimemente o réu Gil Pereg culpado do crime de homicídio”, disse o presidente do júri ao ler o veredito.
Gil Pereg é um ex-soldado e engenheiro eletrônico nascido em Israel há 40 anos que chegou à Argentina em 2009 para abrir um restaurante em Mendoza.
A mãe e a tia de Pereg o visitaram em 12 de janeiro de 2019.
As forças de segurança encontraram os corpos mutilados das duas mulheres na casa de Pereg duas semanas depois, em 26 de janeiro, cobertos de terra e pedras.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Número de protestos no mundo mais do que triplicou em 15 anos, diz estudo


Movimentos recentes também estão entre os maiores já registrados, inclusive no Brasil. Segundo autores, período histórico atual se assemelha a anos como 1917 e 1968, ‘quando grande número de pessoas se rebelou, exigindo mudanças’. Protesto contra o racismo após morte de George Floyd toma praça em Filadélfia, nos EUA, em 31 de maio de 2020
Jose F. Moreno/The Philadelphia Inquirer via AP
O número de protestos ao redor do mundo mais do que triplicou nos últimos 15 anos, segundo o estudo “Protestos Mundiais – Um estudo das principais questões de protesto no século 21”, divulgado nesta quinta-feira (4).
Além disso, alguns dos movimentos recentes estão entre os maiores já registrados – e as manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro, no Brasil, aparecem ao lado de marchas do Black Lives Matter, nos Estados Unidos, e ações de fazendeiros indianos, em 2020, como exemplos citados pelos autores Isabel Ortiz, Sara Burke, Mohamed Berrada e Hernán Saenz Cortés.
Foto aérea mostra multidão durante protesto no Largo da Batata, em São Paulo, contra os cortes de verba na educação anunciados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, em maio de 2019
Miguel Schincariol/AFP
Os autores analisaram mais de 900 movimentos ou episódios, entre os anos de 2006 e 2020, em 101 países e territórios, pesquisando meios de comunicação em sete idiomas diferentes.
No primeiro ano estudado, foram apenas 73 ocorrências, contra 251 no último.
Comparando números, eles chegaram à conclusão de que o período histórico atual se assemelha a temporadas próximas a anos famosos como 1848, 1917 e 1968, “Quando um grande número de pessoas se rebelou contra o modo como as coisas eram, exigindo mudanças”, justificam.
E a principal demanda pode ser resumida ao que chamam de fracasso da democracia, que responde por 54% dos protestos, causados por uma percepção de que o sistema político vigente ou sua representação não cumpriam seu papel.
Milhares de pessoas se manifestaram, em Paris, por uma ‘Europa solidária’ e contra a austeridade, em novembro de 2016
Michel Euler/AP
Os protestos aumentaram em todas as regiões do mundo, constataram, e um ponto comum é que a grande maioria dos governantes não respondeu adequadamente às exigências dos manifestantes.
Desigualdades, corrupção e falta de oportunidades são as causas mais frequentes para as mobilizações, mas questões ambientais, racismo, justiça ética e igualdade de gênero também passaram a atrair mais gente às ruas.
Apoiadores de Trump ocupam a Rotunda do Capitólio após invasão, em 6 de janeiro
Saul Loeb/AFP
Os autores ressaltam ainda que nem todos os manifestantes promovem uma agenda positiva, e que também os protestos para negar direitos a minorias aumentaram, citando movimentos como os anti-imigração europeus e os de extrema-direita nos Estados Unidos, como o grupo que participou da invasão ao Congresso em 6 de janeiro deste ano.
Os autores do estudo são parte de uma equipe de pesquisadores do think tank alemão Friedrich-Ebert-Stiftung (FES) e da Initiative for Policy Dialogue, uma organização sem fins lucrativos com sede na Universidade de Columbia
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mulher que invadiu o Capitólio e disse que não seria presa por ser ‘loira e branca’ é condenada a 60 dias de prisão nos EUA


Jenna Ryan, corretora de imóveis no Texas, participou da invasão do Congresso americano em 6 de janeiro. Jenna Ryan, corretora de imóveis no Texas, foi condenada a 60 dias de prisão por participar da invasão do Capitólio em 6 de janeiro
Reprodução/NBC
Jenna Ryan, corretora de imóveis no Texas, que participou da invasão do Congresso americano em 6 de janeiro e disse, ao ser acusada, que não seria presa por ser “loira e branca” foi condenada a 60 dias de prisão pela Justiça americana nesta quinta-feira (4).
Ela foi fotografada dentro da sede do Legislativo e também aparece em imagens de câmeras de segurança. Ryan chegou a postar em suas redes sociais diversos registros em que aparece junto a outros insurgentes dentro do Capitólio.
Ao ser denunciada, ela chegou a dizer em seu perfil no Twitter que “definitivamente não irei para a prisão”, isso porque, argumentou ser “loira, branca e com um bom emprego”.
Jenna Ryan escreveu em sua rede social que não iria para a cadeia por ser “loira, branca e com um bom emprego”
Reprodução/Twitter
Relembre o ataque
Em 6 de janeiro, acontecia a sessão para certificar a vitória do presidente eleito Joe Biden – algo que é, costumeiramente, uma formalidade na qual os votos do Colégio Eleitoral são apenas contados pelo vice-presidente diante dos parlamentares das duas casas.
A invasão do local pelos apoiadores do então presidente Donald Trump ocorreu justamente enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden na eleição de novembro do ano passado.
Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio. Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio. Houve vandalismo, e gás lacrimogêneo foi disparado pela polícia. Cinco pessoas morreram.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Pena de morte: os conservadores que querem abolir essa sentença nos EUA


Em entrevista à BBC News Brasil, deputados republicanos explicam por que lutam para pôr fim à prática; longo período entre condenação e execução, sofrimento das famílias das vítimas e falhas na Justiça estão entre alguns motivos. Longo período entre condenação e execução é um dos motivos para pôr fim à pena de morte, argumentam republicanos
Getty Images/BBC
Foi um encontro com uma eleitora que levou o deputado estadual americano Lowry Snow, de Utah, a mudar de posição em relação à pena de morte.
Em um Estado fortemente conservador, onde seu partido, o Republicano, controla o governo e as duas Casas do Legislativo, Snow sempre votou contra propostas para abolir ou restringir o uso desse tipo de sentença.
Mas, em 2017, ele recebeu um pedido inusitado: Sharon Weeks, cuja irmã e a sobrinha haviam sido assassinadas brutalmente em um dos crimes mais notórios de Utah, queria se reunir com ele.
LEIA TAMBÉM:
Por que o Estado que mais executou prisioneiros nos EUA decidiu acabar com punição
Estado americano da Virgínia pôs fim à pena de morte; foi o 23º dos EUA a abolir a prática
Em 1984, a irmã de Weeks, Brenda Lafferty, então com 24 anos de idade, foi espancada, estrangulada e teve a garganta cortada por seus cunhados, Ron e Dan Lafferty. Sua filha bebê, Erica Lafferty, de 15 meses de idade, foi degolada.
No ano seguinte ao crime, Dan Lafferty foi condenado à prisão perpétua, que cumpre até hoje. Seu irmão, Ron Lafferty, foi condenado à morte. Mas quando Weeks se reuniu com Snow, 33 anos depois do crime, Ron Lafferty ainda não havia sido executado, apesar de já ter sido sentenciado à morte em dois julgamentos separados.
“A partir da nossa conversa, comecei a ver uma perspectiva que jamais havia considerado, aquela do trauma das famílias das vítimas”, diz Snow à BBC News Brasil.
Weeks explicou ao deputado por que a pena de morte não havia trazido conforto nem Justiça para sua família. O Estado havia prometido que, nesse caso, receber Justiça significava a execução de Ron Lafferty. Mas, mais de três décadas depois, Weeks e seus pais continuavam esperando, e a promessa ainda não havia sido cumprida.
A cada novo desenrolar do caso, a família era obrigada a reviver a dor do crime e a ver o autor dos assassinatos quase transformado em celebridade com a intensa cobertura da imprensa.
“Ela falou sobre o que a família teve de enfrentar, e ainda enfrentava, com as inúmeras apelações (de Ron Lafferty) à Justiça, audiências, novo julgamento. E, durante isso tudo, a ansiedade de não saber se algum detalhe técnico poderia livrá-lo (da morte ou mesmo da prisão)”, lembra o deputado.
Para Weeks, diante da demora do Estado em levar a execução a cabo, a prisão perpétua teria sido preferível, porque assim daria o caso por encerrado e o sentimento de Justiça cumprida, sem prolongar a dor da família por décadas.
Ron Lafferty nunca foi executado. Ele acabou morrendo na prisão em 2019, de causas naturais, 35 anos depois de ter cometido o crime e recebido a sentença.
Seu caso não é incomum. Segundo o Centro de Informações sobre Pena de Morte, que compila dados sobre a prática, mais da metade dos cerca de 2,5 mil condenados à essa sentença nos Estados Unidos a receberam há mais de 18 anos. Muitos passam décadas no corredor da morte.
Apoio em queda
Desde que ouviu o relato de Weeks e sua família, Snow passou a defender o fim da pena de morte. Ele agora está finalizando um projeto de lei, que deve apresentar à Câmara Estadual no início de 2022, para substituir a sentença por prisão perpétua.
Snow é um entre mais de 40 senadores e deputados estaduais republicanos em pelo menos 10 Estados que recentemente apresentaram ou foram coautores de projetos de lei para abolir, restringir ou, em alguns casos, reformar a pena capital. A punição é legal em 27 dos 50 Estados americanos.
Várias das propostas proíbem que determinadas categorias de pessoas recebam a sentença, desde aquelas com doença mental grave até cúmplices que tiveram papel pequeno no crime.
Outras buscam impedir que inocentes sejam executados, com medidas como proibir pena de morte quando a evidência contra o réu for o depoimento de uma única testemunha.
No início deste ano, a Virgínia se tornou o 23º Estado do país — e o primeiro do Sul — a abolir a sentença, em uma decisão considerada histórica e que foi aprovada graças ao apoio de alguns republicanos à maioria democrata.
Em 2015, o Nebraska já havia gerado manchetes ao redor do país ao se tornar o primeiro Estado conservador (governado pelo Partido Republicano e com maioria de legisladores republicanos) a abolir a pena de morte em mais de 40 anos. A decisão, no entanto, acabou sendo revertida após consulta popular.
O movimento de legisladores republicanos contra a pena capital representa uma mudança em relação à posição histórica do partido. Nos Estados Unidos, políticos (e eleitores) republicanos costumam se definir como conservadores e são tradicionalmente a favor da pena de morte.
Segundo o centro de pesquisas Pew Research Center, em pesquisa conduzida em abril deste ano, 60% dos entrevistados disseram ser favoráveis à pena de morte para condenados por assassinato. Entre os republicanos, o apoio chegou a 77%, bem maior que os 46% entre os democratas.
Mas, apesar de a maioria dos republicanos, e dos americanos em geral, continuarem apoiando a pena de morte, o percentual vem caindo. Dois anos atrás, o Pew indicava que 65% dos americanos e 84% dos republicanos concordavam com a pena capital para assassinatos.
“O apoio à pena de morte em círculos conservadores republicanos vem caindo por várias razões econômicas, culturais, morais e religiosas”, diz à BBC News Brasil o diretor nacional do grupo Conservatives Concerned About the Death Penalty (Conservadores Preocupados com a Pena de Morte, em tradução livre), Demetrius Minor.
O grupo reúne políticos e líderes ao redor do país que questionam a possibilidade de conciliar a pena de morte com os valores conservadores.
Aprovar propostas contra a pena de morte em Estados fortemente conservadores ainda é um desafio. Mas, segundo o diretor executivo do Centro de Informações sobre Pena de Morte, Robert Dunham, o tema não é mais considerado tão polêmico, o que permite que cada vez mais políticos fiquem livres para agir de acordo com sua consciência.
“Essa não é mais uma questão que fará com que você seja derrotado nas urnas por eleitores do seu próprio partido que não concordam com a sua posição”, diz Dunham à BBC News Brasil.
Tanto o número de sentenciados à morte quanto o de execuções vêm caindo no país desde o fim da década de 1990. Em 1999, foram executadas 98 pessoas, e outras 279 foram condenadas à morte. No ano passado, foram 17 execuções e 18 sentenças à morte.
Inocentes no corredor da morte
Dunham observa que um dos grupos cuja oposição à pena capital vem crescendo mais rapidamente é aquele formado por pessoas que são favoráveis à pena de morte em teoria, mas não acreditam que o sistema atual é justo.
Muitos dizem não confiar na capacidade do Estado de garantir um processo sem erros e citam o risco de que inocentes sejam executados. Nos últimos anos, ganharam atenção nacional diversos casos de presos que passaram décadas no corredor da morte até conseguirem provar que haviam sido condenados injustamente.
Segundo Dunham, 1.537 pessoas foram executadas nos Estados Unidos desde 1972. No mesmo período, outras 186 conseguiram provar que haviam sido condenadas injustamente e deixaram o corredor da morte.
“É um número chocante. Estimamos que dezenas de pessoas executadas eram inocentes”, afirma Dunham.
Foi depois de tomar conhecimento dos casos de dois inocentes condenados injustamente que a deputada estadual republicana Jean Schmidt, de Ohio, mudou completamente de posição sobre a pena de morte.
“Vinte anos atrás, eu votei nesta mesma Câmara para manter a pena de morte”, diz Schmidt à BBC News Brasil.
A deputada é autora de proposta para abolir a pena capital em Ohio, Estado onde o Executivo e as duas Casas do Legislativo estão sob comando republicano. Um projeto semelhante tramita no Senado estadual.
Schmidt conta que começou a mudar de opinião há cerca de dez anos, principalmente depois de conhecer os detalhes dos casos de Tyra Patterson, que cumpria 43 anos de prisão por roubo e assassinato, e de Joe D’Ambrosio, condenado à morte por sequestro e assassinato. Ambos conseguiram provar, após anos na prisão, que eram inocentes.
“Nesse processo, vi como promotores e detetives podem manipular as coisas para criar a impressão de que eles (os réus) são culpados, quando na realidade não são”, afirma Schmidt. “Esses encontros me fizeram perceber que há pessoas inocentes no corredor da morte.”
Os problemas que levam inocentes a serem condenados à morte começam antes do julgamento. A maioria desses réus são pobres e não têm condições de contratar bons advogados, o que os coloca em desvantagem diante da promotoria, que costuma ser bem equipada.
“Eles (os réus) dependem de defensores públicos, que em Ohio são mal pagos, sobrecarregados e têm um teto para o quanto de dinheiro dos contribuintes podem gastar na defesa”, ressalta Schmidt, que também cita as dificuldades de apresentar novas evidências depois de encerrado o julgamento.
Outro fator preocupante é a arbitrariedade na aplicação da sentença. Muitas vezes a localização geográfica é mais importante do que o crime em si para determinar se o réu será condenado à morte. Um crime punido com a morte em um condado (subdivisão administrativa dos Estados) pode levar apenas à prisão no condado vizinho.
“Em cada Estado com pena de morte, há condados individuais que buscam a sentença de maneira muito mais agressiva do que os outros”, afirma Dunham, ressaltando que apenas 1,2% dos condados do país respondem por mais da metade das pessoas no corredor da morte.
Defesa da vida e custos
Assim como vários legisladores republicanos, Schmidt também diz que outro ponto que pesou em sua mudança de posição foi a contradição da pena de morte com sua postura contra o aborto.
“Acredito que somente Deus pode tirar uma vida. Não acredito em aborto em nenhuma circunstância, nem mesmo se a vida da mãe estiver em risco”, afirma Schmidt.
O senador estadual republicano Arthur Rusch, de Dakota do Sul, também cita a contradição de apoiar a pena de morte ao mesmo tempo em que se opõe ao aborto.
“Dakota do Sul é um Estado fortemente contrário ao aborto. Não entendo como alguém pode ser contra o aborto em alguns casos e apoiar a pena de morte. Me parece uma posição completamente inconsistente”, diz Rusch à BBC News Brasil.
Desde que entrou para o Senado, em 2015, Rusch apresentou várias propostas para abolir a pena capital ou limitar seu uso. Até agora, nenhuma teve sucesso, mas ele já prepara um novo projeto de lei sobre o tema para o ano que vem.
Sua oposição também é motivada pelos altos custos do processo, mais longo e complexo do que um caso em que a sentença máxima é de prisão perpétua. Antes de entrar para a política, Rusch foi juiz durante 18 anos. Ele diz que sua opinião mudou após julgar um caso de pena de morte que custou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,6 milhões).
“Antes disso, eu provavelmente diria que não tinha nenhum problema com a pena de morte”, diz Rusch. “Mas esse julgamento realmente mudou minha visão.”
Os custos mais altos vão desde o número maior de testemunhas, advogados e apelações até a manutenção dos presos no corredor da morte. Vários estudos calculam que um processo de pena de morte custe pelo menos dez vezes mais que um caso que não envolva essa sentença, conta que é paga pelos contribuintes.
“No Kansas, um julgamento que possa levar à pena de morte custa 16 vezes mais do que um no qual não exista essa possibilidade”, diz Demetrius Minor. “Na Califórnia, um preso no corredor da morte custa US$ 90 mil (R$ 504 mil) a mais por ano do que alguém em uma prisão de segurança máxima.”
Rusch salienta que os custos não são apenas materiais, mas também psicológicos. “Basicamente, custou um ano da minha vida”, diz o senador sobre o julgamento que presidiu. “Alguns membros do júri sofreram estresse pós-traumático. Não deveríamos forçar as pessoas a passar por algo assim.”
Corrigir em vez de abolir
Mas nem todos os políticos com propostas para restringir o uso da pena capital querem necessariamente acabar com a prática. O deputado estadual republicano Kevin McDugle, de Oklahoma, é autor de dois projetos de lei que buscam corrigir problemas na aplicação da sentença e evitar que inocentes sejam executados.
“Não mudei de opinião sobre a pena de morte, mas sim sobre o processo que cerca a pena de morte”, diz McDugle à BBC News Brasil.
“Se você tem alguém que, digamos, estuprou e matou um bebê, é preciso que haja um mecanismo como o corredor da morte para esse tipo de pessoa”, afirma. “Mas também acredito que a oportunidade para alguém (condenado à morte) provar sua inocência não deve ser algo impossível de ser alcançado.”
Uma das propostas de McDugle estabelece a criação de uma unidade de investigação independente em casos de pena capital, para analisar novas evidências que apontem para a inocência do condenado.
A outra torna obrigatório o compartilhamento com a defesa de evidências a respeito de um prisioneiro no corredor da morte. Em Oklahoma e outros Estados, a defesa não pode acessar evidências nas mãos dos promotores caso não haja previsão de novo julgamento, mesmo que essas provem a inocência do condenado.
McDugle elaborou as propostas após saber do caso de Richard Glossip, condenado por um assassinato que nega ter cometido. Outro homem, Justin Sneed, confessou o crime à polícia, mas disse que Glossip era o mandante. Apesar da falta de evidências, Glossip foi sentenciado à morte com base nesse testemunho. Sneed recebeu prisão perpétua.
“Honestamente, não tinha muito interesse em justiça criminal ou na pena de morte até então”, diz o deputado. “Mas quanto tomei conhecimento desse caso, senti — e ainda sinto — que temos um inocente no corredor da morte.”
Nenhuma de suas propostas foi adiante neste ano, mas McDugle pretende apresentá-las novamente em 2022.
“Se Oklahoma vai matar alguém, acho que precisamos dos critérios mais rígidos possíveis para provar (a culpa)”, afirma. “Minha opinião é a de que é melhor deixar um culpado livre do que executar um inocente”, conclui.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mourão diz que Brasil não tem que apresentar na COP 26 como cumprirá metas ambientais

Chefe do Conselho da Amazônia, Mourão deu declaração após ter participado em Brasília de reunião relacionada à COP. Metas anunciadas foram criticadas por especialistas. O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira (4) que o Brasil não precisa apresentar aos demais países como fará para alcançar as metas anunciadas na área ambiental. Segundo ele, isso é uma “questão interna”.
Chefe do Conselho Nacional da Amazônia Legal, Mourão deu a declaração em Brasília ao conceder uma entrevista à imprensa após ter se reunido por vídeo com representantes do Brasil em Glasgow (Escócia), onde acontece a conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP 26.
Na última segunda (1º), o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anuncia uma nova meta climática, com redução de 50% das emissões de gases do efeito estuda até 2030. Leite, contudo, não apresentou um número real a ser atingido. Desde então, a meta tem sido criticada por especialistas.
“Eu acho que o Brasil não tem que chegar lá e apresentar o ‘como fazer’. O ‘como fazer’ é questão interna nossa”, afirmou Mourão após ter sido questionado por jornalistas sobre a falta de detalhamento da meta.
“O Brasil se comprometeu, junto com os demais países, a aumentar a redução das suas emissões, aquilo que estava previsto em 45% para 2030 passou a ser 50%. Fizemos esse aumento, entramos na questão no metano na redução de 30% das emissões, que é algo que nós já estamos fazendo aqui no nosso país”, acrescentou o vice-presidente.
O presidente Jair Bolsonaro não participou presencialmente da COP, somente enviou um vídeo. Segundo Mourão, “todo mundo” iria “jogar pedra” em Bolsonaro. A Presidência atribuiu a ausência a “motivo de agenda”.
Conferência do clima
A COP teve início nesta semana sem a participação de Bolsonaro. Logo no início do encontro, o governo que apresentou uma nova meta de redução de emissões de gases do efeito estufa.
O ministro Joaquim Leite anunciou uma nova meta climática com redução das emissões de carbono “mais ambiciosa” já para 2030, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
“Apresentamos hoje uma nova meta climática, mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030; e de neutralidade de carbono até 2050, que será formalizada durante a COP26”, disse o ministro na ocasião.
O Brasil também aderiu a um compromisso junto com cerca de 100 países para reduzir emissões de metano em 30% até 2030.
O metano é um gás que acelera a elevação da temperatura na Terra. Ele é produzido no aparelho digestivo do gado e em processos naturais, porém mais da metade do gás tem origem em uma série de atividades humanas, como os resíduos de aterros e a produção de óleo e gás.
O Brasil é o quinto maior emissor global de metano por causa principalmente da pecuária, uma vez que 61% das emissões de gases do agronegócio vem da fermentação entérica do gado, emitido pelo arroto do animal.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Coleção de moedas inspiradas em Gandhi podem valer R$ 760 no Reino Unido


Líder será homenageado pelos 75 anos de independência da Índia. Moedas oficiais têm versões em prata e ouro. Moeda em homenagem a Gandhi no Reino Unido
Cortesia/Governo Britânico
O ministro da Fazenda britânico Rishi Sunak anunciou nesta quinta-feira (4) a criação de uma série de moedas de coleção em homenagem ao líder independentista indiano Mahatma Gandhi, coincidindo com o maior festival hindu, o Diwali.
Como explicou Sunak em um comunicado, é uma homenagem “a um líder influente que inspirou milhões de pessoas em todo o mundo” e foi “determinante no movimento para a independência da Índia” do Reino Unido em 1947.
Você sabe quem foi Mahatma Gandhi? Faça o teste
O lançamento coincide com os 75 anos da independência da Índia, mas também com o Diwali, a festa hindu das luzes, como lembrou Sunak, descrito por si próprio como um “hindu praticante”.
Ministro da Fazenda britânico Rishi Sunak segura moeda em homenagem a Gandhi
Cortesia/Governo Britânico
“É a primeira vez que Gandhi é homenageado em uma moeda oficial do Reino Unido”, explicou a Fazenda britânica em seu comunicado.
A homenagem é uma forma de “construir uma relação duradoura e conexões culturais entre Londres e Nova Délhi”.
As moedas, feitas em prata e ouro, têm um valor de entre 2 e 100 libras (de R$ 15 a R$ 760).
Sobre elas, foi cunhado um lótus, a flor nacional indiana, junto a uma citação de Gandhi: “minha vida é minha mensagem”.

Fonte: G1 Mundo