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Por que a popularidade de Biden desabou nos EUA — e qual a influência de Trump nisso


Sondagens e resultados eleitorais recentes revelam perda de vigor do presidente democrata, o que se explica por uma série de fatores. Sondagens e resultados eleitorais recentes revelam perda de vigor do presidente democrata, o que se explica por uma série de fatores
AP Photo/Evan Vucci
Menos de um ano depois, Joe Biden passa pelo que parece ser seu pior momento desde que chegou à Casa Branca.
A queda da popularidade e o triunfo do candidato republicano nas eleições para governador da Virgínia dispararam alarmes na equipe do presidente dos Estados Unidos e seus apoiadores.
Também no Estado de New Jersey, onde o governador democrata, Phil Murphy, obteve resultado bem abaixo do esperado, embora a imprensa finalmente o tenha projetado como vencedor da reeleição.
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A um ano da eleição de meio de mandato (a ser realizada em 8 de novembro de 2022), na qual o Congresso de exígua maioria democrata será renovado, os republicanos estão mostrando sinais de recuperação.
O ex-presidente Donald Trump continua totalmente envolvido na política e flerta para concorrer novamente às eleições presidenciais a serem realizadas no final de 2024.
Há um longo caminho a percorrer e os especialistas concordam que as tendências podem ser revertidas, mas a realidade hoje é que Biden está perdendo fôlego.
Glenn Youngkin foi eleito governador da Virgínia em 2 de novembro de 2021
Jonathan Ernst/Reuters
O que está acontecendo
As pesquisas vinham alertando nos últimos meses para um declínio na popularidade de Biden, que no início de novembro atingiu um nível de reprovação de 51%.
O triunfo imprevisível do republicano Glenn Youngkin na Virgínia, um Estado em que Biden claramente prevaleceu nas eleições presidenciais de um ano atrás, e o atrito do democrata Murphy em Nova Jersey confirmaram essa tendência.
De acordo com Anthony Zurcher, correspondente da BBC na América do Norte, “a política nos EUA segue um padrão conhecido” .
“Um novo presidente é eleito e, depois de uma onda de popularidade inicial, suas tentativas de fazer avançar sua agenda política se deparam com um vento contrário. O partido que perdeu o poder, instigado por sua recente derrota e irritado com as ações do governo rival, recupera a unidade na oposição, enquanto o partido no poder sofre com divisões internas.”
Já aconteceu com os presidentes Bill Clinton, Barack Obama e o próprio Trump, assim como no segundo mandato de George W. Bush.
Biden agora sofre as consequências dessa divisão e paga o preço pela falta de acordo dos democratas no Congresso para aprovar suas principais propostas: vários pacotes de gastos com serviços sociais, luta contra as mudanças climáticas e infraestrutura avaliada em trilhões de dólares.
Enquanto os parlamentares democratas mais radicais consideram as medidas insuficientes, outros mais moderados as rejeitam como excessivas, e nesse cabo de guerra as iniciativas seguem estagnadas há meses.
Soma-se a isso a memória da retirada caótica das tropas americanas do Afeganistão em agosto. As pesquisas mostraram que a opinião pública criticou como isso foi feito.
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump discursa a apoiadores em comício em Cullman, no estado do Alabama, em 21 de agosto de 2021. O Alabama volta a sofrer com a pandemia e não tem mais leitos de UTI disponíveis, mas Trump foi vaiado ao defender a vacinação contra a Covid-19.
Chip Somodevilla/Getty Images/AFP
E quanto a Trump e os republicanos
Dez meses depois que os apoiadores de Trump invadiram o Capitólio de Washington DC para evitar a proclamação de Biden e o escândalo que se seguiu, os republicanos recuperaram sua imagem diante do eleitorado.
Trump, que não parou de insistir sem provas de que a eleição de Biden foi “um roubo” e continua na arena política, flerta com a ideia de concorrer à presidência novamente em 2024.
Poucos no Partido Republicano ousaram confrontar abertamente o ex-presidente, talvez por medo de incomodar seus eleitores.
No entanto, embora os candidatos republicanos tenham repetido algumas das mensagens de Trump, como sua denúncia de uma “crise migratória” na fronteira com o México ou sua rejeição dos regulamentos que obrigam o uso de máscaras para conter a propagação do covid-19, alguns começaram a se distanciar.
Youngkin evitou aparecer com Trump em sua campanha de sucesso para se tornar governador da Virgínia e se concentrou em criticar a gestão de Biden, com ênfase particular nos problemas de uma economia com crescimento mais fraco e inflação mais alta do que o esperado, e na defesa do direito dos pais de decidir sobre a educação de seus filhos.
Sem o ex-presidente como protagonista da campanha, os democratas tiveram mais dificuldade em mobilizar muitos eleitores que, acima de tudo, rejeitavam o polêmico magnata de Nova York.
A jornalista da BBC Tara McKelvey diz “Youngkin confiou em um programa de lei e ordem e se opôs às máscaras obrigatórias, ecoando as mensagens que Trump usa, mas manteve distância dele. Ele apelou aos eleitores. Aqueles que gostam da postura de Trump, mas se sentem desconfortáveis com sua figura.”
McKelvey diz acreditar que essa pode se tornar uma receita repetida por outros candidatos republicanos. “Sua vitória provavelmente guiará outros conservadores na campanha eleitoral de meio de mandato.”
Será “o roteiro Trump sem Trump”.
O que pode acontecer agora
Falta ainda um ano para as eleições que serão decididas pelo Congresso e muito mais para o início de uma nova disputa pela Casa Branca.
Além disso, é comum que o partido que atualmente ocupa a presidência sofra com a menor participação que costuma ocorrer em eleições em que não se decide quem será o presidente.
Mas o que aconteceu já abriu o debate interno do lado democrata e não faltam vozes exigindo maior diversidade na escolha de seus candidatos para mobilizar o eleitor afro-americano.
Nem os que exigem que se cheguem a um acordo de uma vez por todas no Congresso para aprovar as medidas que Biden prometeu a seus eleitores.
Zurcher acredita que “os maus presságios de uma derrota nas eleições de meio de mandato vão desencadear o pânico entre os congressistas democratas e talvez empurrá-los para a ação” para que o presidente e os candidatos de seu partido tenham algo a vender ao eleitorado.
Não há outra maneira pela qual eles possam manter sua maioria parlamentar mínima.
Trump, por sua vez, acompanhará tudo de perto, pesando suas opções para concorrer novamente. E outros republicanos vão analisar as suas para desafiá-lo nas primárias.
Existem muitas incógnitas e muito poucas certezas. A única, talvez, é que, como diz Zurcher, “os EUA foram e continuam a ser um país altamente polarizado e politicamente dividido” e “não há maiorias governamentais permanentes”.

Fonte: G1 Mundo

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Disneylândia de Xangai reabre depois de confinar mais de 30 mil visitantes após 1 caso de Covid-19


China teve 92 casos nesta segunda, o maior número diário desde setembro. País de 1,4 bilhão de habitantes tem mantido sua política de severos lockdowns após o registro de poucos casos. Visitantes com máscaras de proteção tiram foto no Shanghai Disney Resort, no parque temático Shanghai Disneyland, em 11 de maio de 2020 em Xangai, durante a pandemia de Covid-19 na China
Aly Song/Reuters
O parque de diversões da Disneylândia em Xangai, na China, reabriu nesta quinta-feira (4), após colocar mais de 30 mil visitantes em lockdown depois de detectar um caso de Covid-19, em meio à tentativa das autoridades de controlar novos focos no país antes das Olimpíadas de Inverno.
Os Jogos serão realizados em fevereiro de 2022 na capital Pequim, e o governo chinês têm mantido a sua estratégia de confinar cidades inteiras e adotar severos lockdowns após a detecção de pequenos surtos (veja mais abaixo).
País mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de habitantes, a China registrou 92 casos de Covid-19 nesta segunda (1º), o maior número desde setembro. Desde o início da pandemia, o país diz ter detectado apenas 97 mil casos e 4,6 mil mortes causadas pelo vírus.
O governo chinês diz também ter aplicado mais de 2,25 bilhões de doses de vacinas e que mais de 73% da população está totalmente imunizada.
A “Shanghai Disneyland” tinha começado no domingo (1º) a fazer testes de Covid-19 em todos os seus visitantes antes que deixassem o parque. Cerca de 34 mil pessoas foram testadas entre ontem e hoje, segundo a prefeitura de Xangai.
O parque anunciou seu fechamento após uma mulher que visitou o parque testar positivo para a Covid-19 ao voltar para casa em uma província vizinha, segundo a mídia estatal chinesa. O local disse que continuará fechado pelo menos até amanhã.
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Visitantes passeiam na Disneylândia de Xangai (Shanghai Disneyland), em 10 de maio de 2020, durante a pandemia de Covid-19 na China
Aly Song/Reuters
Estratégia de ‘tolerância zero’
Mesmo com a surgimento da variante delta e com o avanço da vacinação, o governo chinês tem mantido a estratégia de impor lockdowns rigorosos em cidades que registram poucos casos do novo coronavírus para interromper a transmissão do vírus.
A cidade de Heihe, na fronteira com a Rússia, anunciou a quinta-feira (28) um lockdown após também registrar um único caso de Covid-19. Além do confinamento, todos os 1,6 milhão de habitantes serão testados, o transporte público foi suspenso e nenhum veículo pode sair da cidade.
Heihe é separada da cidade russa Blagovechchensk pelo rio Amur, e o país vizinho é um dos mais afetados pela pandemia atualmente.
Dois dias antes, uma decisão similar foi adotada em Lanzhou, cidade de 4 milhões de habitantes que fica a 1,7 mil km a oeste de Pequim. Dias antes, a comuna de Ejin, na fronteira com a Mongólia, também ordenou que seus 35 mil habitantes fiquem em casa.
No fim de semana anterior, autoridades também cancelaram a maratona de Wuhan, cidade que registrou os primeiros casos da doença no fim de 2019, e depois a de Pequim (veja no vídeo abaixo).
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Fonte: G1 Mundo

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‘Seu filho está morto’: o trauma dos massacres da era Fujimori no Peru


Há exatas três décadas, ocorria em Lima uma matança em um bairro popular que resultaria na condenação do ex-presidente Alberto Fujimori a 25 anos de prisão; mulher que perdeu marido e filho no crime nunca recebeu pedido de desculpas. Rosa Rojas mostra foto do marido e do filho, mortos no massacre; menino tinha 8 anos de idade
Luka Gonzales/Getty Images via BBC
A noite de 3 de novembro de 1991 mudou para sempre a história do Peru.
E também a vida de Rosa Rojas.
Naquela noite, há exatos 30 anos desde a última quarta-feira (3), um grupo de homens armados encapuzados entrou em uma casa de Barrios Altos, um bairro popular de Lima, e disparou indiscriminadamente contra moradores, que estavam reunidos para comer uma tradicional ceia com “pollada” e arrecadar dinheiro para consertar o bueiro do local.
Os homens, membros do chamado Grupo Colina, um conjunto de agentes do Serviço de Inteligência do Exército peruano encarregado de execuções extrajudiciais, confundiram a multidão com integrantes do grupo guerrilheiro maoísta Sendero Luminoso.
A operação deixou 15 mortos e quatro feridos.
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O marido de Rosa, Manuel Ríos Pérez, e o filho de oito anos do casal, Javier Ríos Rojas, morreram pelas balas disparadas por agentes do Estado.
O crime foi uma das violações de direitos humanos que, décadas depois, em 2009, resultariam na prisão de Alberto Fujimori, na época presidente do Peru, e de seu mão direita Vladimiro Montesinos, condenados pela Justiça peruana como responsáveis intelectuais pelas ações do Grupo Colina.
“Até hoje dizem que éramos terroristas, quando nós não tínhamos nada a ver com isso”, lamenta Rosa, em entrevista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
Segundo o jornalista Gustavo Gorriti, “não houve no Peru um esforço sério em processar aqueles acontecimentos. E qualquer pessoa que tenha uma posição favorável aos direitos humanos é atacada pelos grupos de ultradireita — que se fortaleceram nos últimos anos — como sendo terrorista”.
O massacre de Barrios Altos
Interior da casa onde ocorreu o massacre de Barrios Altos; crime completa 30 anos
Luka Gonzales/Getty Images via BBC
Em 1991, o Peru estava convulsionado pela escalada de atentados que a guerrilha Sendero Luminosos promovia no país.
Até então, o grupo havia centrado na zona rural as suas ações violentas, que resultaram em dezenas de milhares de mortos. Uma ofensiva urbana virou um problema para Fujimori — eleito com a promessa de acabar com os atentados e estabilizar a economia.
Os ataques do Sendero haviam se tornado tão habituais que, quando Rosa viu chegar um grupo encapuzado e armado, a primeira coisa em que pensou antes de começar a correr foi: “meu Deus, os terroristas chegaram”.
“Tínhamos organizado a ‘pollada’ para conseguir dinheiro para consertar o bueiro, porque saía muita sujeira dali e era onde meus filhos brincavam. Daí entraram esses homens gritando ‘cachorros, todos ao chão’. Saí correndo, pensando que todos os demais fariam o mesmo, mas de repente me vi correndo sozinha.”
Pedindo ajuda desesperada aos demais moradores, ela de repente começou a ouvir o som dos tiros.
Primeiro, encontrou o marido, já morto, “com os olhos abertos, como se estivesse olhando para mim”.
Depois encontrou o filho, mas resistiu a acreditar que a criança também estivesse morta. Carregou-o desfalecido nos braços até que encontrou um policial e pediu ajuda.
“Eles me conheciam e disseram, ‘deixe-o, seu filho está morto'”, conta Rosa, entre lágrimas, 30 anos depois.
Anos em busca de Justiça
Foi então que começou para Rosa uma luta compartilhada com as outras vítimas em busca de justiça e por seguir em frente com o que restou de sua família: duas filhas que na época tinham 5 anos e 9 meses.
“Deixava as meninas com a minha irmã e saía para fazer vendas com meu triciclo, na Plaza Italia, em Lima”, ela conta. No verão, vendia sorvetes; no inverno, pratos com mandioca e doces.
Também participava de protestos e iniciativas para reivindicar punição aos responsáveis, um esforço que se chocou com os anos de apogeu do poder de Fujimori no Peru.
Gorriti afirma que “a partir de 1992, Fujimori viveu uma época de considerável fortalecimento, na qual muitos preferiram olhar para o outro lado” diante das denúncias de violações de direitos humanos.
Antes de Barrios Altos, já havia denúncias de abusos por partes de agentes do Estado peruano na zona rural, e em julho de 1992 outra ação do Grupo Colina deixou mais dez mortos, no que ficou conhecido como o massacre de La Cantuta.
Os clamores por justiça de Rosa e das demais vítimas se viram frustrados por duas anistias sucessivas e por outros esforços para blindar os responsáveis.
Segundo o relatório final da Comissão da Verdade e da Reconciliação do Peru, “a investigação do crime (de Barrios Altos) foi deliberadamente impedida mediante uma imposição de mecanismos legislativos e judiciais encobrindo e dificultando a ação dos responsáveis (pelos processos)”.
Segundo Rosa, um dos aspectos mais dolorosos foi a criminalização das vítimas por parte da sociedade peruana.
Um exemplo foi quando uma de suas filhas ouviu na escola que “seu pai foi morto por ser terruco”, que é o termo depreciativo usado pelos peruanos para se referirem aos integrantes e colaboradores do Sendero Luminoso.
“Eu havia tentado evitar contar às minhas filhas a respeito de como seu pai tinha morrido e tentava protegê-las das notícias”, conta Rosa. A filha mais nova precisou de acompanhamento psicológico.
Foi só durante a Presidência de Alejandro Toledo (2001-06) que Rosa conseguiu ser indenizada pela morte do marido e do filho.
A quantia foi gasta para comprar uma casa e um túmulo para as duas vítimas em um cemitério de Lima e para custear a educação das filhas.
Rosa diz que também ajudou algumas famílias afetadas, até que “o dinheiro acabou”.
‘Ódio não vai me devolver meu marido e meu filho’
Quanto a Fujimori, ele foi extraditado do Chile ao Peru em 2007 e nos anos seguintes condenado pelo massacre de Barrios Altos e outras violações de direitos humanos, além de crimes de corrupção.
O ex-presidente segue preso, embora sua família e advogados tenham repetidamente pedido sua libertação por motivos de saúde e idade avançada (ele tem 83 anos).
Até hoje Fujimori segue dividindo os peruanos: seus simpatizantes o veem como o presidente que derrotou o Sendero Luminoso e se concentrou na economia. Seus críticos, como Rosa, apontam para os abusos de direitos humanos (o ex-presidente foi condenado a 25 anos de prisão pela morte de 25 pessoas e por sequestros).
“É um assassino (…) que tratou o Peru como se fosse sua propriedade sem se importar em deixar mortos, viúvas e órfãos”, declara Rosa.
Ao mesmo tempo, ela parou de participar dos protestos em defesa dos direitos humanos e, nesta quarta-feira, passou o aniversário de morte do marido e do filho em uma missa íntima em sua paróquia.
“O ódio não vai me devolver meu marido e meu filho, então faz anos que os perdoei (os culpados)”, diz.
Embora nunca tenha recebido um pedido de desculpas, nem de Fujimori, nem de ninguém.

Fonte: G1 Mundo

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Cleo Smith: o áudio do momento em que menina de 4 anos foi resgatada de sequestro na Austrália


Menina desapareceu durante a madrugada, quando acampava com os pais, e foi encontrada pela polícia após 18 dias. Um homem de 36 anos foi preso e indiciado. A pequena Cleo Smith, de 4 anos, e sua mãe, Ellie Smith, deixam casa onde passaram a noite, em 4 de novembro de 2021, após a menina ser encontrada e resgatada pela polícia em Carnarvon, na Austrália
Richard Wainwright/AAP via AP
A polícia da Austrália divulgou uma gravação de áudio do momento em que encontrou a menina Cleo Smith, de quatro anos, desaparecida havia quase 20 dias, em uma casa trancada.
“Nós a pegamos, nós a pegamos”, diz um policial antes de perguntar à criança qual era o nome dela.
“Meu nome é Cleo”, responde a menina, para a alegria audível dos policiais, que dizem “Olá, Cleo!”.
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VÍDEO mostra o momento em que Cleo Smith é encontrada; assista
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Polícia divulga foto no hospital da pequena Cleo Smith, menina de 4 anos que estava desaparecida havia 18 dias na Austrália e foi encontrada sozinha em uma casa trancada
Polícia da Austrália Ocidental via Reuters
Cleo desapareceu da barraca de sua família em um acampamento em 16 de outubro, desencadeando uma grande operação de busca que envolveu mais de 100 policiais.
Uma recompensa de 1 milhão de dólares australianos (R$ 4,2 milhões) chegou a ser oferecida por informações sobre seu paradeiro.
Ela foi encontrada em uma casa em Carnarvon, a cerca de seis minutos de carro da residência de sua família (veja no vídeo abaixo o momento em que ela é resgatada).
Veja o momento em que menina de 4 anos é encontrada após 18 dias desaparecida na Austrália
O detetive Cameron Blaine, um dos policiais que a encontrou, disse que Cleo estava alerta e ciente no momento em que foi resgatada.
Segundo ele, as luzes estavam acesas na casa e ela brincava com brinquedos.
Blaine contou a jornalistas sobre sua alegria e alívio ao encontrar a criança viva e em bom estado de saúde.
“Foi incrível vê-la se comportar como uma criança normal de quatro anos se comportaria”, disse ele.
Ele acrescentou que foi visitá-la e Cleo estava “alegre e rindo” e brincando em seu quintal.
Imagem de Cleo Smith, uma garota de 4 anos que está desaparecida na Austrália
Western Australian Police Force/Via AFP
O governador do Estado da Austrália Ocidental, Mark McGowan, disse à imprensa local que também se encontrou com Cleo, descrevendo-a como “uma garotinha encantadora”.
Ele pegou dois ursinhos de pelúcia — um para Cleo e um para sua irmã menor Isla — e disse que tinha sugerido chamá-los de Rob e Cameron em homenagem aos dois policiais que investigavam seu caso, mas ela “não pareceu gostar da ideia”.
McGowan também elogiou a família dela, chamando-os de “seres humanos fundamentalmente decentes, honestos” e disse que eles estavam muito gratos por tudo que a polícia havia feito.
“[Cleo] dormiu um pouco e comeu muito”, disse o governador.
A polícia acrescentou que a família seria informada sobre os próximos passos da investigação.
Wilde disse que havia especialistas que entrevistariam Cleo, alertando que isso deveria ser feito com muito cuidado e que poderia levar dias antes que eles conseguissem obter qualquer informação dela.
Suspeito
Um homem de 36 anos, Terence Darrell Kelly, foi indiciado pela polícia como o autor do sequestro. Ele compareceu a um tribunal na cidade de Carnavon nesta quinta-feira (4).
Segundo as autoridades, Kelly não tem nenhuma ligação com a família Smith.
Ele não solicitou um pedido de fiança e não foi obrigado pela Justiça a se declarar culpado ou inocente perante o tribunal.
Kelly vai permanecer sob custódia até 6 de dezembro, segundo a imprensa local.
Vizinhos expressaram choque de que ele possa estar envolvido no sequestro de Cleo.
O jornal “West Australian” disse que Kelly era um homem “muito quieto” e “reservado”, acrescentando que todos na rua disseram que o conheciam.
Já a emissora ABC News disse que o homem havia sido flagrado recentemente por um vizinho comprando fraldas.
“Não entendemos para quem… ele estava comprando”, disse o vizinho.
Segundo a polícia, Kelly foi hospitalizado após tentar se automutilar enquanto estava sob custódia da polícia, mas retornou à delegacia e foi interrogado por detetives.
O vice-comissário da Austrália Ocidental, Col Blanch, disse que a polícia tem o dever de garantir que qualquer pessoa sob custódia esteja em condições médicas o suficiente para ser submetida a interrogatório e para garantir que o processo judicial seja validado.
Ele acrescentou que o homem estava “ajudando” na investigação.
A notícia do resgate de Cleo foi bem recebida pelos australianos.
No Twitter, o primeiro-ministro do país, Scott Morrison, escreveu que eram “notícias maravilhosas e reconfortantes”. O comissário Chris Dawson disse: “Acho que a Austrália está feliz”.
“Encontrar uma garotinha — uma garotinha vulnerável — depois de 18 dias. Você sabe, obviamente as pessoas pensam o pior, mas o mais importante é que a esperança nunca foi perdida”, acrescentou o policial.
A menina se reencontrou com seus pais, que fizeram apelos desesperados pelo retorno de Cleo.
“Nossa família está inteira de novo”, escreveu sua mãe, Ellie Smith, no Instagram (veja na imagem abaixo).
Mãe de Cleo Smith comemora após filha ser encontrada depois de 18 dias na Austrália: ‘Nossa família está completa de novo’
Reprodução/Instagram
VÍDEO: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Ministro peruano renuncia por festa clandestina em meio a proibições por conta da Covid-19


Luis Barranzuela estava há menos de um mês na chefia da pasta. Saída do ministro ocorreu na véspera da confirmação do gabinete de governo pelo Congresso do país. Ministro do Interior do Peru, Luis Barranzuela, em foto de 29 de outubro de 2021
Cortesia Ministério do Interior
O ministro do Interior do Peru, Luis Barranzuela, renunciou nesta terça-feira (3), menos de um mês após sua posse, após críticas por ter realizado uma festa em sua casa, violando uma proibição em vigor para reduzir o avanço da Covid-19 no país.
“Anuncio de que recebi e aceitei a renúncia do ministro do Interior, Luis Barranzuela. Nas próximas horas farei o juramento de quem irá suceder-lhe no cargo”, tuitou o presidente Pedro Castillo.
Este policial reformado e advogado, de 58 anos, ficou no olho do furacão depois que a emissora TV Latina informou que ele havia dado uma festa em sua casa em Lima, no domingo (31), Dia da Canção Crioula e noite de Halloween.
Esse tipo de reunião havia sido expressamente proibida por decreto alguns dias antes.
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Após a revelação, o ministro recebeu uma enxurrada de críticas de todos os setores políticos. Defendeu-se na segunda-feira (1º), afirmando que não era uma festa, mas uma reunião de trabalho. A ministra-chefe da Casa Civil, Mirtha Vásquez, disse, no entanto, que sua explicação era “inaceitável”.
Depois de renunciar, Barranzuela escreveu no Twitter que foi vítima de “falsas acusações” e justificou sua saída “em respeito à governabilidade e à confiança do presidente da República”.
Voto de confiança
Controlado pela oposição de direita, o Congresso peruano deve decidir nesta quinta-feira (4), se concede um voto de confiança ao gabinete chefiado por Vásquez.
Esta votação é essencial para que a permanência do gabinete. Segundo a imprensa local, seria rejeitado, se Barranzuela continuasse no cargo.
“Importante decisão do nosso presidente”, tuitou Vásquez, após a renúncia do ministro. “A estabilidade, o consenso e a paz social em nosso país são nosso compromisso a ser seguido.”
Com 33 milhões de habitantes, o Peru foi duramente atingido pela pandemia, mas desde maio os novos casos vêm diminuindo. Acumula 2,2 milhões de infecções e mais de 200.000 mortos.
Barranzuela foi nomeado titular do Interior, quando Castillo reestruturou o gabinete ministerial em 6 de outubro, dois meses depois de chegar à presidência.
Castillo navega em águas turbulentas desde que assumiu o poder, em 28 de julho. Há um mês, demitiu sete ministros (de um total de 19), incluindo o então chefe do gabinete, Guido Bellido, e, em meados de agosto, mudou de chanceler.
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Fonte: G1 Mundo

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Arqueólogos encontram cabeças de deuses gregos em sítio na Turquia; veja FOTOS


Escavações no sítio arqueológico de Aizanoi, no oeste do país, revelaram estátuas de Afrodite e Dionísio com mais de 5 mil anos. Estátua de Afrodite descoberta em sítio arqueológico do oeste da Turquia
Reprodução/Universidade Kütahya Dumlupınar
Arqueólogos da Turquia encontram estátuas de duas cabeças de deuses gregos em um sítio arqueológico no oeste do país, informou a Universidade Kütahya Dumlupınar.
As escavações aconteceram no sítio arqueológico de Aizanoi, e revelaram, no fim de outubro, estátuas de Afrodite e Dionísio, datadas em mais de 5 mil anos.
Estátua de Dionísio descoberta em sítio arqueológico da Turquia em outubro de 2021
Reprodução/Universidade Kütahya Dumlupınar
Os artefatos descobertos ilustram dois dois deuses pertencentes ao panteão grego. Afrodite é a deusa do amor e da beleza e Dionísio o deus do vinho.
O coordenador do sítio arqueológico, o professor Gökhan Coşkun da Universidade Kütahya Dumlupınar, disse em entrevista à agência Anadolu que 100 pessoas estiveram envolvidas na descoberta.
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Cabeça de Afrodite em meio às escavações no oeste da Turquia
Reprodução/Universidade Kütahya Dumlupınar
“Essas são descobertas importantes porque mostram que os cultos politeístas da Grécia Antiga seguiram existindo por anos e não se perderam durante o Império Romano”, disse Coşkun.
O pesquisador disse também que as escavações parecem revelar que havia uma oficina de estátuas em operação na região explorada.
Arqueólogo escava estátua de Afrodite em sítio arqueológico turco
Reprodução/Universidade Kütahya Dumlupınar
A cidade de Aizanoi, a cerca de 300 quilômetros de Istambul, é bastante conhecida por abrigar um templo antigo erguido para Zeus, o deus dos deuses.
A área explorada foi indicada em 2012 para a lista de patrimônio da Unesco e está sob avaliação da agência das Nações Unidas. Ela faz parte do território que pertenceu aos gregos na Antiguidade.

Fonte: G1 Mundo

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COP26: Por que o Brasil pode ser um dos maiores beneficiados com o mercado de carbono?


A definição de um mercado internacional de carbono é uma das negociações mais delicadas da Conferência do Clima da ONU que acontece em Glasgow, na Escócia. Mercado de créditos de carbono representa potencial bilionário para o Brasil
O mercado de carbono, um estímulo financeiro para os países diminuírem suas emissões de CO2, já existe em vários países no âmbito nacional, mas a adoção de regras globais é mais complexa do que se pensava.
Entenda como funciona o mercado de créditos de carbono
O Acordo de Paris, assinado em 2015, deu um impulso nesse sentido, ao determinar que todos os países terão objetivos de redução de gases de efeito estufa. Todos podem estar, portanto, potencialmente interessados em comprar ou vender CO2, conforme o andamento das suas metas. Quem emitiu mais do que deveria poderia adquirir “créditos” daqueles que deixaram de emitir ou cortaram mais emissões a que tinham “direito”.
O Brasil, um país agrícola, com a perspectiva de acabar com o desmatamento ilegal até 2028 e com forte potencial de desenvolvimento de energias renováveis, poderia oferecer cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono nesse mercado até o fim da década, conforme um recente estudo da consultoria especializada em sustentabilidade WayCarbon.
Crédito de carbono: não adianta mirar em mercado de compensação se desmatamento continuar, alertam especialistas
O relatório aponta que esse crédito poderia movimentar em torno de R$ 100 bilhões – os valores são estimativos porque o preço do carbono ainda não foi determinado. Soluções como reflorestamento, manejo e restauração florestal podem ser “minas de ouro” em créditos de carbono.
Brasil pode passar de credor a comprador
Manifestante segura cartaz contra o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em protesto em Glasgow, na Escócia, no dia 2 de novembro.
Scott Heppell/AP
Mas Stela Hershmann, que acompanha as negociações na conferência pelo Observatório do Clima, ressalta que de nada vai servir se o país continuar na trajetória atual de emissões, em alta devido aos novos recordes de devastação da Amazônia nos últimos anos.
“Esse potencial que é referenciado, com valores bilionários, existe porque o Brasil tem um potencial enorme de ser carbono neutro e cumprir muito além do que foi prometido. Mas, hoje, a gente se coloca numa posição de sermos compradores de créditos, e não vendedores”, destaca a especialista em negociações climáticas. “O Brasil está começando o período de entrada em vigor do Acordo de Paris se distanciando das suas metas.”
Representantes agrícolas, industriais e empresariais brasileiras marcam presença em Glasgow e estão atentos aos avanços no Artigo 6° do Acordo de Paris, que trata sobre o assunto.
Nelson Ananias Filho, especialista em georreferenciamento e coordenador de sustentabilidade da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), diz que a entidade é favorável a um acordo que inclua o setor privado (mercado voluntário).
“A gente – produtores rurais, CNA, CNI e outras instituições, principalmente do agro, que têm um potencial muito grande através do cumprimento do Código Florestal, do Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e do potencial que o Brasil tem de certificar o seu carbono, queremos garantir que poderemos colocá-lo para vender no mercado. Para que a gente ajude o país a alcançar as suas NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada), mas também que seja atendido no mercado voluntário, em que poderá vender esse carbono para o mundo inteiro, para que todos possam atingir as suas metas, tanto de países, quanto de empresas privadas”, explica.  
Pontos delicados da negociação
Por enquanto, são as regras mais gerais sobre as transações que estão sendo debatidas entre os 195 países. O detalhamento do funcionamento do futuro mercado e a sua implementação efetiva não devem ocorrer tão cedo.
“Uma das discussões é se você vai poder trazer créditos do antigo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, da época do Protocolo de Kyoto. O Brasil é um dos maiores defensores desse carregamento de créditos, que sempre teve forte resistência por parte de outros países”, afirma Hershmann.
Outro aspecto delicado é dos chamados ajustes correspondentes.
“Por exemplo: se o Brasil faz um projeto de redução de emissões e vende esse crédito para um outro país, esse comprador com certeza vai querer utilizá-lo para contabilizar na sua NDC, o seu compromisso climático. O país que está vendendo também não pode contabilizar para si essa redução na atmosfera. Ou seja, temos de ter muito cuidado na construção dessas regras, para evitar uma dupla contagem”, frisa a especialista do Observatório do Clima.
Ela percebe que, diferentemente da última COP, em 2019, quando o mercado de carbono foi um dos pontos que travaram as negociações, desta vez os países parecem mais dispostos a ceder, em nome de um consenso. Brasília já revelou que vai à Escócia com uma postura mais “construtiva” e não pretende “bloquear nada”.
“Tem alguns conceitos dentro do mercado de carbono que precisam ser amadurecidos. Claro que a gente não vai conseguir tudo que a gente quer, afinal é uma negociação”, sublinha Ananias Filho. “Mas é importante que seja o mais favorável ao Brasil possível. A CNA está aqui para tentar defender o produtor rural no sentido de dizer para ele que o mercado de carbono vale e para ele investir nisso, que ele obterá o seu retorno mais para frente.” 
Críticas ao mercado de carbono
O mecanismo também é alvo de críticas. Algumas organizações ambientais, como o Greenpeace, avaliam que o mercado de carbono significaria uma “licença” para países e empresas continuarem emitindo CO2, ao poderem compensar os excessos comprando créditos. Para elas, reduções cada vez mais drásticas das emissões são necessárias para o enfrentamento adequado da crise climática.
Outro desafio é encontrar meios de garantir que os recursos dos créditos vendidos serão mesmo utilizados para os países continuarem a promover a redução de emissões – um objetivo do Acordo de Paris.
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Fonte: G1 Mundo

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Regime de Maduro será o primeiro da América Latina a ser investigado em Haia por crimes contra a Humanidade


Entidades de defesa de direitos humanos festejam decisão de promotor internacional de abrir processo em no Tribunal Penal Internacional contra a Venezuela. Tribunal Penal Internacional abre investigação sobre crimes contra a humanidade na Venezuela
Entidades de defesa dos direitos humanos e parentes de vítimas e presos políticos festejam como histórica a decisão do Tribunal Penal Internacional de investigar a Venezuela por crimes contra a Humanidade. E não é para menos: trata-se do primeiro país da América Latina a enfrentar formalmente em Haia denúncias dessa natureza.
TPI abre investigação contra Venezuela por crimes de lesa-humanidade
A investigação tem por objetivo identificar responsáveis por violações de direitos humanos e perseguições políticas. A decisão do promotor Karim Khan cobre denúncias feitas a partir de 2017, durante os protestos de opositores, reprimidos brutalmente pelo regime de Nicolás Maduro. Permite que investigadores reúnam provas, conversem com testemunhas e vítimas.
Procurador do TPI, Kharim Khan, posa com Nicolás Maduro em foto para mostrar a pasta com os relatórios sobre supostos crimes de lesa-humanidade cometidos pelo próprio regime chavista na Venezuela, após encontro nesta quarta (3)
Presidência Venezuelana/AFP
Nesta etapa, o TPI poderá expedir mandados de prisão caso constate que há obstrução por parte do governo na obtenção de provas. Karim Khan visitou o país por três dias nesta semana, reuniu-se três vezes com Maduro, que assinou um memorando de cooperação com a investigação. Ouviu do presidente que respeita sua decisão, embora discorde dela.
Ativistas de direitos humanos, contudo, veem como esperança de justiça a abertura formal de investigação pela corte internacional. “É uma mensagem clara e forte para os perpetradores e a maior esperança de justiça para as vítimas de atrocidades cometidas na Venezuela. Terá um efeito importante nas Forças Armadas”, resumiu, no Twitter, a advogada Rocío San Miguel, presidente da ONG Control Ciudadano.
No entender de Rafael Uzcátegui, coordenador do Programa de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea), o anúncio do promotor Khan só confirma que ocorreram crimes contra a Humanidade na Venezuela e que até agora não foram investigados ou punidos.
As denúncias recebidas pelo TPI envolvem funcionários de diversos órgãos do regime: Polícia Nacional Bolivariana, Serviço Nacional de Inteligência Bolivariano (Sebin), Direção-Geral de Contra-espionagem Militar (DGCIM), Forças de Ações Especiais (FAES), Guarda Nacional Bolivariana e unidades das Forças Armadas Bolivarianas, entre outros.
A ONG Foro Penal contabiliza atualmente 252 presos políticos na Venezuela. Nos últimos sete anos, registrou 15.747 detenções por razões políticas. No mesmo período, dez presos políticos morreram sob custódia do Estado. É neste terreno obscuro que os promotores do Tribunal Penal Internacional conduzirão a investigação sobre o regime de Maduro.
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Fonte: G1 Mundo

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Policiais portugueses caçam ‘máfia do refrigerante’ na fronteira


Um imposto sobre o açúcar faz os refrigerantes em Portugal serem mais caros do que em outros países da UE. Por isso, a bebida é cada vez mais contrabandeada. Agentes de fronteira intensificam a busca pelo líquido. Imagem ilustrativa mostra montagem de uma foto de caminhão e foto de latas de refrigerante
Pexels
“Boa tarde, documentos, por favor. O que o senhor está carregando?” O policial de fronteira Helder Mendes parou mais um caminhão – ele não sabe quantos foram naquele dia.
Desde as sete da manhã, ele e seus cinco colegas estão verificando os caminhões vindos da Espanha no posto fronteiriço de Vilar Formoso, um dos mais movimentados de Portugal.
Hoje ele está procurando um produto contrabandeado que a polícia tem apreendido cada vez mais – refrigerantes.
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Em Portugal, a bebida está sujeita desde 2017 a um imposto específico sobre o açúcar, enquanto a Espanha só cobra o Imposto de Valor Adicionado (IVA). É por isso que cada vez mais a bebida adoçada está atravessando a fronteira ilegalmente.
Operações de busca como esta, que estão ocorrendo simultaneamente em todas as fronteiras nacionais, têm o objetivo de evitar a prática.
Contrabando organizado profissionalmente
“Desde 2017, um imposto tem que ser pago sobre refrigerantes adocicados”, explica Helder Fernandes, chefe do departamento de investigação criminal da Guarda Nacional Republicana, responsável pelas investigações alfandegárias.
“Nos últimos dois anos temos notado que o contrabando dessas bebidas não só aumentou, mas como também está agora organizado profissionalmente.”
Uma operação de busca há um ano e meio demonstrou o quanto o contrabando está profissional, quando a polícia apreendeu mais de 60 mil litros de bebidas gasosas não tributadas.
A maior apreensão até agora, envolvendo 40 mil euros em impostos. As bebidas eram destinadas a lojas e restaurantes na região de Lisboa.
Nenhuma harmonização fiscal na UE
“O problema é que os impostos ainda não estão harmonizados dentro da UE”, reclama Fernandes. Isso vale para o IVA, mas também se aplica ao imposto sobre o açúcar, destinado a desincentivar o consumo de açúcar, que é prejudicial à saúde.
“O imposto é relativamente baixo, mas a quantia faz a diferença”, diz. Assim, o policial Mendes e seus colegas revistam um caminhão atrás do outro.
Eles checam paletes de mercadorias, sobem em caminhões-tanque para verificar se estão carregando refrigerante não tributado, conferem se os documentos sobre o carregamento batem com os formulários de impostos.
Em temperaturas de quase 30 graus, Mendes trabalha duro. “Não é fácil, porque temos que conferir muitos dados para saber se é contrabando ou não.” O IVA espanhol foi retirado do preço? O IVA português já foi pago? Onde está a prova do imposto português sobre o açúcar?
O que é um problema para a fronteira certamente teve um efeito positivo no país: muitos produtores de refrigerantes reduziram o teor de açúcar em suas bebidas e o consumo de refrigerantes também diminuiu, diz o Ministério da Saúde de Portugal. O imposto sobre açúcar tem sido bem sucedido no combate a doenças como diabetes e obesidade.
Mas como é possível ganhar dinheiro com as bebidas gasosas mais baratas da Espanha, uma espécie de máfia do refrigerante está agora fornecendo a bebida aos que não levam os impostos muito a sério:
“Afinal, um pai de família não vai à Espanha para comprar refrigerantes para a festa de aniversário das crianças”, relata Mendes entre duas inspeções de caminhões. “São profissionais que fazem isso em grande escala”.
Grande margem de lucro para contrabandistas de refrigerantes
Eles não ganham mal: “Em um caso, a lata de refrigerante com cafeína foi vendida por 50 centavos, enquanto normalmente custa um euro”, diz Fernandes. “E os contrabandistas ainda tinham uma grande margem de lucro.”
É aí que o contrabando de refrigerante compensa. Também por esse motivo, segundo Fernandes, não são realizados apenas controles fronteiriços como os de Vilar Formoso. “Agora também verificamos regularmente os caminhões no país e as lojas.”
Enquanto isso, Mendes averigua outro caminhão. Tudo está em ordem, sem refrigerante ilegal a bordo.
Pouco depois do meio-dia, o controle em todas as fronteiras nacionais está concluído: 48 policiais de fronteira verificaram quase 500 caminhões, mas desta vez não encontraram nenhum refrigerante contrabandeado.
Mendes e seus colegas partem, pelo menos até a próxima operação de busca. O fim definitivo dos controles de refrigerantes nas fronteiras de Portugal só ocorrerá com a adoção de impostos uniformes em todos os países da UE.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Vamos lá Brandon’, conheça o grito que a direita dos EUA usa como forma cifrada de xingar Joe Biden


Brandon Brown é um piloto de automobilismo, mas ele acabou sendo vinculado a uma disputa entre o Partido Republicano e o Partido Democrata. Brandon Brown, piloto de automobilismo dos EUA
Reprodução/Instagram @brandonbrown_68
Opositores de Joe Biden, dos Estados Unidos, passaram a usar um grito cifrado para xingar o presidente: “Let’s Go Brandon” (vamos lá Brandon).
A frase virou uma espécie de meme que é dito em eventos.
Brandon é, na verdade, o piloto automotivo Brandon Brown.
Em outubro, houve uma prova de corrida da Nascar no estado do Alabama em que Brown concorria.
Durante a corrida, alguns torcedores começaram a xingar Joe Biden. Um repórter da NBC disse na transmissão que era possível ouvir a torcida gritar “Vamos lá Brandon”.
Joe Biden ‘descansa os olhos’ na abertura da COP26 em Glasgow
A frase já aparece em bonés e tem sido repetida nos eventos públicos contra Joe Biden e o atual governo dos EUA.
Há faixas onde se lê “Let’s Go Brandon” mesmo em eventos que não têm relação nenhuma com política. Um deputado de oposição foi com uma máscara com a frase estampada ao Congresso, e o governador da Flórida, do Partido Republicano, chamou o governo atual de “a gestão Brandon”.
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Fonte: G1 Mundo