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TPI abre investigação contra Venezuela por crimes de lesa-humanidade


Procurador do Tribunal Penal Internacional visitou Nicolás Maduro em Caracas para avaliar repressão a manifestantes contra o chavismo. Presidente venezuelano disse que encontro foi cordial e que respeita decisão da corte de Haia, mas critica análise de investigadores. Procurador do TPI, Kharim Khan, posa com Nicolás Maduro em foto para mostrar a pasta com os relatórios sobre supostos crimes de lesa-humanidade cometidos pelo próprio regime chavista na Venezuela, após encontro nesta quarta (3)
Presidência Venezuelana/AFP
O Tribunal Penal Internacional (TPI) abrirá uma investigação formal contra a Venezuela por possíveis crimes de lesa-humanidade durante a repressão às manifestações antigovernamentais em 2017, informou nesta quarta-feira (3) o procurador Karim Khan em um encontro com o presidente Nicolás Maduro em Caracas.
O TPI abriu uma análise preliminar em 2018, sobre a qual Khan deveria decidir se seria arquivada ou se seguiria para a próxima etapa.
“Peço a todos, na medida em que entramos nesta nova etapa, que deem ao meu escritório o espaço para fazer seu trabalho”, comentou o procurador.
“Depois desta avaliação e deste debate, o procurador decidiu passar para a próxima fase para buscar a verdade. Respeitamos sua decisão como Estado, apesar de termos lhe manifestado que não compartilhamos da mesma”, disse, por sua vez, Maduro.
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Os dois assinaram no Palácio de Miraflores, a sede da Presidência venezuelana, um acordo de colaboração para esta próxima etapa.
Khan, que chegou no domingo à Venezuela para uma visita de três dias, agradeceu pelo “diálogo construtivo” nas reuniões que manteve com Maduro, sua vice-presidente Delcy Rodríguez, o procurador-geral Tarek William Saab e representantes da Suprema Corte.
“Estou plenamente consciente das fraturas que existem na Venezuela, da divisão política que existe. Não somos políticos, nos guiamos pelo princípio da legalidade e pelo Estado de Direito”, insistiu o procurador do TPI.
Corte Penal Internacional em Haia confirma denúncia contra presidente da Venezuela
Depois que a corte internacional sediada em Haia, na Holanda, abriu a investigação preliminar em 2018, a antecessora de Khan, Fatou Bensouda, afirmou que havia uma “base razoável” para acreditar que crimes contra a humanidade haviam sido cometidos no país sul-americano. Relembre no VÍDEO acima a denúncia apresentada ainda em 2017.
“Somos francos e diretos ao afirmar que a chamada fase de análise preliminar não permitiu que o Estado venezuelano tivesse acesso à documentação e ao conteúdo que se avaliava. Como eu disse ao respeitado procurador Karim Khan, estivemos cegos nessa etapa”, criticou Maduro.
Khan, que deverá voltar à Venezuela em uma data ainda não definida, também disse que se reuniu com “organizações nacionais e internacionais” antes e durante a sua visita.
Protestos na Venezuela
Nos dias em que o procurador esteve na Venezuela, familiares de vítimas de supostas violações de direitos humanos pediram para serem “ouvidos” em pequenos protestos de rua.
Nesta quarta, cerca de 20 pessoas protestaram diante da sede do serviço de inteligência venezuelano, o Sebin, onde são mantidos os opositores presos.

Fonte: G1 Mundo

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Com blocos de concreto, polícia fecha restaurante na Suíça que se recusou a checar vacinas dos clientes


Para entrada em estabelecimentos como restaurantes, país exige certificado com vacinação completa, teste negativo ou comprovação de que já se curou do vírus. Dono ameaçou pegar uma arma e foi preso, segundo a imprensa local. Vacinação dos suíços estagnou na casa dos 64% da população. Blocos de concreto impedem a entrada no restaurante Walliserkanne, na Suíça, em foto de 1º de novembro; local não cumpriu regras contra a Covid
Laurent Gillieron/Keystone via AP
A polícia da Suíça bloqueou com blocos de concreto a entrada do antigo restaurante Walliserkanne, que se recusou a checar certificados de vacina contra a Covid-19 dos clientes — o que é obrigatório pelas normas do país.
Os blocos foram instalados no domingo (31) porque o restaurante já tinha uma ordem desde a véspera para parar de servir clientes devido ao não cumprimento da verificação das vacinas.
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Restaurante Walliserkanne, na Suíça, teve blocos de concreto instalados na frente pela polícia após se recusar a cumprir normas contra o coronavírus
Reprodução
Segundo a imprensa suíça, um dos donos chegou a ameaçar os policiais, dizendo que iria buscar uma arma. Ele e o sócio foram presos. A multa pode chegar a 10 mil francos suíços, equivalentes a quase R$ 61 mil.
Na Suíça, é obrigatório estar com a imunização contra o coronavírus em dia — ou apresentar um teste negativo ou um comprovante de que se recuperou da Covid — para acessar locais como esse.
O restaurante Walliserkanne fica na cidade turística de Zermatt, aos pés do pico Matterhorn, uma montanha mais conhecidas dos Alpes Suíços. O estabelecimento fechado existe desde o século XIX.
Blocos de concreto impedem a entrada no restaurante Walliserkanne, na Suíça, em foto de 1º de novembro; local não cumpriu regras contra a Covid
Laurent Gillieron/Keystone via AP
Covid na Suíça
De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, os casos na Suíça têm registrado um aumento e estão na casa dos 1,9 mil registros diários — valor ainda bem abaixo do pior momento da pandemia no país, há um ano, quando chegava a 8 mil diagnósticos por dia.
As mortes também caíram bastante, com a média móvel em torno de 8 óbitos por dia, valor muito inferior às mais de 90 registradas diariamente entre novembro e dezembro do ano passado.
Essa melhora pode ser, em parte, atribuída à vacinação: a Suíça tem cerca de 64% da população completamente imunizada contra o coronavírus. Porém, é um número ainda abaixo do ideal, o que justifica as recentes oscilações para cima nas médias móveis diárias de casos.
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Fonte: G1 Mundo

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Vitória republicana na Virgínia acende alerta entre democratas para futuras eleições; entenda

Republicano virou o voto de muita gente que escolheu Biden no ano passado. Se Glenn Youngkin tiver boa performance, pode se consolidar como nome forte em seu partido. Eleições de prefeito e governador nos EUA acendem alerta para Biden e democratas
Os EUA tiveram nesta terça-feira (2) eleições para governador e prefeito em alguns estados e cidades como Virgínia, Nova Jersey, Nova York e Boston.
No geral, o resultado foi ruim para o presidente Joe Biden e para os democratas, especialmente por causa das eleições nos estados. Na Virgínia, Biden havia ganho de Trump na eleição de 2020 por uma margem de dez pontos percentuais, mas, desta vez, o republicano Glenn Youngkin, com uma plataforma bastante conservadora, conseguiu arrancar na reta final e se elegeu governador com uma vantagem de dois pontos, numa guinada surpreendente.
Assista acima ao VÍDEO com o comentário de Guga Chacra e Candice Carvalho Feio.
As eleições estaduais costumam ser um termômetro de votações futuras. Os democratas se perguntam onde o governo Biden errou para perder um eleitorado estadual importante.
No ano que vem haverá eleições legislativas nos Estados Unidos. Se os republicanos ganharem a maioria de assentos na câmara dos deputados, vai ficar muito difícil para Biden avançar com projetos de governo. A oposicão no legislativo vai ser muito forte.
E agora os republicanos têm um nome forte que não se chama Trump dentro do partido — é justamente Youngkin, que ganhou conseguindo manter a base trumpista sem fazer campanha com o Trump. Se tiver uma performance boa, não dá pra descartar que ele entre nas primárias republicanas pra tentar disputar a presidência em 2024.

Fonte: G1 Mundo

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Relatório isenta militares dos EUA de negligência no ataque com drone que matou civis no Afeganistão, diz agência


Inquérito independente feito a pedido do Pentágono aponta erros, mas diz que ‘sobrecarga’ de informações levaram os EUA a atacarem, erroneamente, um carro o qual se acreditava levar explosivos. Ação deixou crianças mortas. Afegãos em frente a casa atingida após um ataque de drone dos Estados Unidos em Cabul, capital do Afeganistão, em 29 de agosto de 2021
Khwaja Tawfiq Sediqi/AP
O ataque com um drone feito pelos Estados Unidos que matou civis inocentes em agosto — incluindo crianças — em Cabul, no Afeganistão, não foi causado por negligência, concluíram investigadores contratados pelo Pentágono segundo documento ao qual a Associated Press teve acesso nesta quarta-feira (3).
Comandado pelo general Sami Said, da Força Aérea, o relatório não recomenda punições ou outras medidas disciplinares aos responsáveis pela operação desastrosa — uma das últimas dos EUA no Afeganistão. Em setembro, o Pentágono admitiu que o ataque a um carro perto do aeroporto de Cabul foi um erro que deixou civis inocentes mortos (relembre o ataque mais adiante nesta reportagem).
O relatório justifica que o ataque deve ser considerado dentro do “contexto do momento, com as forças americanas sob tensão em meio a uma enxurrada de informações sobre ameaças a militares e a civis no aeroporto de Cabul, apenas dias depois de uma explosão suicida”.
O texto também cita “problemas na comunicação” e no “processo de identificar o alvo do ataque”, e diz que o Pentágono “realmente acreditou” que o carro colocado como alvo era uma “ameaça iminente” que exigia um ataque preventivo.
Erro fatal
EUA reconhecem erro em um ataque com drone a Cabul, capital do Afeganistão
O Pentágono em setembro que o ataque com drone feito pelos EUA a um carro que supostamente seria ocupado por um integrante do Estado Islâmico, no Afeganistão, em 29 de agosto, foi um engano, e que dez civis foram mortos, incluindo sete crianças. Relembre o caso no VÍDEO acima.
Na ocasião, oficiais norte-americanos justificaram o ataque dizendo que ele seria necessário para evitar um ato terrorista. Mas uma investigação do jornal “The New York Times”, agora confirmada por militares, apontou que o carro atingido não continha uma bomba, como tinha sido afirmado.
O alvo eram pessoas suspeitas de serem militantes do braço afegão do Estado Islâmico, chamado Estado Islâmico-Khorasan. Um carro que levava um homem-bomba ao aeroporto foi atingido. Segundo o governo americano, explosões secundárias após o ataque provariam que ele levava uma grande quantidade de material explosivo.
O Talibã é inimigo do Estado Islâmico no Afeganistão. Segundo a agência Associated Press, o Talibã confirmou que um ataque dos EUA atingiu um homem-bomba que estava em um carro e que pretendia fazer um atentado no aeroporto de Cabul.

Fonte: G1 Mundo

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Marjorie Taylor Greene, deputada que comparou máscaras a Holocausto nos EUA, soma R$ 270 mil em multas por não usar acessório no Congresso


Apoiadora de Trump e seguidora do grupo conspiratório QAnon, ela já foi punida 20 vezes por Comissão de Ética da Câmara desde maio deste ano; dívida chega a US$ 48 mil. Nas poucas vezes em que usa máscaras, ela aproveita para mandar mensagens como ‘Trump ganhou’. Marjorie Taylor Greene usa máscara com a mensagem “Trump venceu”, em foto de 3 de janeiro
Erin Scott/Pool/AP/Arquivo
A congressista republicana Marjorie Taylor Greene já soma quase R$270 mil em multas ao Congresso por sua recusa em usar máscaras na Câmara. Segundo um levantamento de suas punições obtido pela emissora CNN, dos EUA, ela tem atualmente uma dívida de US$ 48 mil.
A primeira multa, de US$ 500, foi aplicada em maio deste ano, quando a representante do estado da Georgia, apontada como uma associada do movimento conspiratório QAnon, foi advertida pela primeira vez, ao lado dos também deputados Thomas Massie, de Kentuckie, e Ralph Norman, da Carolina do Sul. Os três recorreram, mas perderam.
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Ainda assim, Taylor Greene continuou se recusando a usar o acessório na maior parte do tempo, embora diversas vezes tenha sido fotografada com máscaras onde era possível ler mensagens como “Trump venceu”, “Liberdade de expressão” e outras.
A cada reincidência, ela recebeu uma nova punição de US$ 2.500 cada (quase R$ 14 mil). No total, foram 19 multas nesse valor, somando US$ 47.500 aos US$ 500 iniciais.
No dia 1º deste mês, o Comitê de Ética da Câmara anunciou as três multas mais recentes, referentes aos dias 22, 27 e 28 de setembro.
Holocausto
Marjorie Taylor Greene é famosa por comentários que deixam desconfortáveis até mesmo colegas de seu partido. Entre eles, já defendeu o uso de violência e até mesmo executação de políticos do Partido Democrata.
No início deste ano, ela foi retirada dos comitês de Orçamento e Educação da Câmara, inclusive com votos de deputados republicanos.
Isso aconteceu depois que veio a público um vídeo em que ela persegue um sobrevivente do massacre em uma escola. A deputada difunde a tese de que o tiroteio, que resultou em 17 mortos em fevereiro de 2018, foi uma encenação.
Em agosto, ela negou que hospitais estivessem lotados com pacientes de Covid-19, e disse que “somos humanos, ninguém pode viver para sempre”.
Seu comentário mais polêmico e agressivo durante a pandemia, no entanto, foi justamente em relação à obrigatoriedade do uso de máscaras, que ela comparou ao Holocausto. A questão foi tão criticada que, em uma rara demonstração de respeito, ela visitou o Museu do Holocausto e fez um pedido público de desculpas.
“Não há comparação com o Holocausto”, disse ela. “E há palavras que eu disse em comentários que eu fiz e que sei que são ofensivos e, por isso, quero me desculpar”, disse.
“Acredito que máscaras forçadas e vacinas forçadas ou passaportes de vacina são um tipo de discriminação, e sou totalmente contra esse tipo de discriminação”, disse ainda. “Só quero dizer que não há comparação com o Holocausto e nunca deveria haver e é por isso que sinto muito”.
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Fonte: G1 Mundo

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Fonte de proteínas e colágeno, águas-vivas são usadas na alimentação após congelamento em nitrogênio

Antes de serem consumidas, as águas-vivas precisam passar por um processo de congelamento em nitrogênio líquido para que todas as toxinas sejam removidas. Água-viva: iguaria e superalimento
Veja reportagem completa no VÍDEO acima
Resumo: A repórter Diana Piñeros viajou para o o sul da Itália, perto de Nápoles, para experimentar uma iguaria da região: águas-vivas. Segundo Antonella Leone, biotecnóloga da “Go Jelly”, águas-vivas são ricas em proteínas e colágenos. Mas o processo para torná-las comestíveis não é fácil. Primeiro, elas devem ser congeladas em nitrogênio líquido num laboratório para que todas as toxinas sejam removidas. AliPor isso, ainda é difícil encontrar restaurantes com águas-vivas nos cardápios europeus, mas alguns restaurantes já se dedicam a este nicho.
(VEJA TAMBÉM: Abaixo, VÍDEO mostra quais alimentos podem aumentar a fertilidade masculina)
Três alimentos que aumentam a fertilidade masculina

Fonte: G1 Mundo

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EUA começam a vacinar crianças de 5 a 11 anos contra Covid-19


Inicialmente, o país disponibilizou 15 milhões de doses da vacina para esta população, mas pretende ampliar o acesso a partir da próxima semana. Criança recebe primeira dose de vacina contra a Covid-19 nos EUA em 3 de novembro de 2021
Mike Blake/Reuters
Os Estados Unidos começaram a administrar vacinas contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos nesta quarta-feira, a faixa etária mais recente a receber liberação para os imunizantes que oferecem proteção da doença a quem os recebe e àqueles ao seu redor.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) recomendou a vacina da Pfizer/BioNTech para uso amplo nesta faixa etária na terça-feira, quatro dias depois de ela ser autorizada pela Agência de Alimentos e Medicamentos norte-americana (FDA).
Só um número limitado das 15 milhões de doses sendo distribuídas agora estará disponível nesta quarta-feira. Acredita-se que elas serão mais amplamente acessíveis em consultórios e hospitais pediátricos e em farmácias na semana que vem.
Para alguns pais norte-americanos, a notícia demorou a chegar.
Courtney Mitchell, de Durham, na Carolina do Norte, disse que acordou às 6h desta quarta-feira para agendar uma vacinação para Jane, sua filha de cinco anos.
“Eu me senti me inscrevendo para ingressos de show cobiçados”, contou a mãe de 42 anos a respeito do agendamento da dose inicial de sábado em uma farmácia da rede Walgreens.
As grandes redes de farmácias do país, Walgreens Boots Alliance, CVS Health e Rite Aid, estão entre as que oferecem agendamentos para o próximo final de semana.
Enquanto cerca de 58% dos norte-americanos estão totalmente vacinados contra a Covid-19, cerca de 28 milhões de crianças de menos de 12 anos não estavam autorizadas a se imunizar até agora.
Dose de vacina da Pfizer/BioNTech sendo preparada antes de aplicação
Stephane Mahe/Arquivo/Reuters
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos, informou nesta terça-feira (2) que aprova a aplicação da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos.
“O CDC agora expande a recomendação de vacinação para cerca de 28 milhões de crianças nesta faixa etária nos Estados Unidos e permite que os distribuidores comecem a vaciná-las o mais rápido possível”, disse o documento, divulgado no site do órgão de saúde. A expectativa é que essa nova fase de imunização comece ainda nesta semana.
A decisão ocorre após a autorização da agência reguladora dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) na última sexta-feira (29). Exceto por uma abstenção, os especialistas votaram de forma unânime, apontando que os benefícios da prevenção contra a Covid-19 superam eventuais riscos associados à vacinação nesta faixa etária.
Eficácia comprovada
Na sexta-feira (22), a Pfizer informou que sua vacina contra a Covid-19 é segura e mais de 90,7% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos. Os dados foram enviados à FDA.
O estudo acompanhou 2.268 crianças que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo. Cada dose foi um terço da quantidade administrada a adolescentes e adultos.
Segundo os pesquisadores, 16 crianças que receberam o placebo foram infectadas com Covid-19, em comparação com três que receberam o imunizante.

Fonte: G1 Mundo

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Queda de avião na Rússia deixa mortos; autoridades investigam irregularidades


Todos os 9 ocupantes da aeronave morreram, disseram autoridades da região da Sibéria. Autoridades bielorrussas dizem que o cargueiro, um Antonov An-12 de uma companhia de Belarus, não levava carga. Socorrista faz buscas no meio da floresta nevada perto de Irkutsk, na Sibéria (Rússia), após queda de avião nesta quarta (3)
Press service of the Governor of the Irkutsk region/Handout via Reuters
Um avião de carga Antonov An-12 caiu na região da Sibéria, na Rússia, nesta quarta-feira (3). Todas as nove pessoas que estavam a bordo morreram.
A aeronave, que pertencia à companhia Grodno, de Belarus, desapareceu dos radares enquanto voava perto da cidade de Irkutsk. Ainda não se sabe a causa do acidente.
“Tudo o que podemos ver é que, infelizmente, todos morreram”, disse Igor Kobzev, governador regional de Irkutsk.
Inquérito criminal
Destroços de avião cargueiro que caiu na região da Sibéria, na Rússia, nesta quarta (3)
Press service of the Governor of the Irkutsk region/Handout via Reuters
A Rússia abriu um inquérito criminal para investigar possíveis desrespeitos às normas de aviação por parte da companhia bielorrussa.
Isso porque, segundo as autoridades de Belarus, o avião voava com duas pessoas a mais do que o declarado — tanto que as primeiras notícias diziam que sete, e não nove, estavam a bordo — e o avião feito para transporte de carga não levava carga nenhuma além dos ocupantes.
A tripulação, segundo as autoridades bielorrussas, era composta por:
3 cidadãos de Belarus
2 da Rússia
2 da Ucrânia

Fonte: G1 Mundo

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EUA têm condições de defender Taiwan se isso for necessário, diz chefe do Estado-Maior americano


O general Mark Milley considerou pouco provável que a China tome qualquer ação militar contra Taiwan nos próximos 24 meses. No entanto, afirmou ele, “os chineses estão claramente construindo a capacidade para dar essas opções aos seus líderes no futuro”. O general Mark Milley durante entrevista coletiva em agosto de 2021
Olivier Douliery / AFP
Os Estados Unidos têm capacidade de defender Taiwan de um ataque da China, se tiverem a necessidade de fazer isso, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Mark Milley, nesta quarta-feira (3).
Ao ser questionado, durante o Fórum Aspen de Segurança, sobre se o Pentágono poderia defender a ilha, respondeu: “Temos absolutamente a capacidade. Não há dúvidas a respeito”.
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O general Milley considerou pouco provável que a China tome qualquer ação militar contra Taiwan nos próximos 24 meses. No entanto, afirmou ele, “os chineses estão claramente construindo a capacidade para dar essas opções aos seus líderes no futuro”.
Ele também afirmou que os EUA mantêm sua política de “ambiguidade estratégica” sobre a proteção de Taiwan.
China reage aos EUA e diz que Taiwan não tem direito de ingressar na ONU
Em uma situação hipotética em que a China decida tomar o controle da ilha, seria o presidente dos EUA que decidiria se os americanos iriam intervir ou não, afirmou o Milley.
“Temos absolutamente a capacidade de fazer todo tipo de coisa ao redor do mundo, incluindo essa, se for necessário”, insistiu Milley.
Também acrescentou que os Estados Unidos consideram que as diferenças entre China e Taiwan devem ser resolvidas pacificamente baseando-se na vontade dos cidadãos dos dois lados.
Expansão do exército da China
Nos últimos anos, com a expansão do exército chinês, à antiga polaridade militar da qual participavam EUA e Rússia, as superpotências nucleares, somou-se a rivalidade com a China.
Em agosto, os chineses fizeram um teste com um míssil hipersônico com capacidade militar que deu a volta ao mundo a uma altitude relativamente baixa e a uma velocidade mais de cinco vezes maior que a do som.
Milley afirmou que esse teste foi quase tão emblemático quanto o impressionante lançamento do Sputnik pela Rússia em 1957, o primeiro satélite lançado ao espaço.
O teste hipersônico foi “muito significativo”, insistiu ele, ao destacar os avanços chineses na tecnologia militar. “Somos testemunhas de um dos maiores movimentos no poder geoestratégico mundial já vistos”, disse.
A consequência, segundo Milley, é que o mundo está entrando em um período “potencialmente muito mais instável a nível estratégico” do que nas décadas após a Segunda Guerra Mundial.
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Fonte: G1 Mundo

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7 pessoas são condenadas por mensagens contra miss na França


Grupo terá de pagar indenização à candidata April Benayoum e a várias associações antirracistas, além de multas. Apesar da condenação, Promotoria havia pedido penas mais duras. 7 pessoas são condenadas por mensagens contra April Benayoum, Miss Provence e candidata ao Miss França
Reprodução/Instagram
A Justiça francesa condenou nesta quarta-feira (3) sete pessoas por publicarem mensagens antissemitas contra uma das finalistas do Miss França.
Quatro mulheres e três homens terão de pagar indenização à candidata April Benayoum e a várias associações antirracistas e também multas, que vão de € 300 a € 800 (de R$ 2 mil a R$ 5,2 mil, aproximadamente).
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Quatro condenados também precisarão comparecer a um “curso de cidadania” de dois dias. Apesar da condenação, a Promotoria havia pedido penas mais duras: dois meses de prisão condicional para os sete condenados e um oitavo homem — que foi absolvido.
April Benayoum, que venceu o Miss Provence, foi atacada após dizer no concurso que sua paixão pela geografia devia-se, talvez, às suas origens: sua mãe é servo-croata e seu pai, ítalo-israelense.
7 pessoas são condenadas por mensagens contra April Benayoum, Miss Provence e candidata ao Miss França
Reprodução/Instagram
A sua declaração gerou mensagens de ódio na internet, como “Eu voto contra a judia”, “Miss Provence é israelense, essa vadia” e “Eu boicoto Israel” — exemplos de mensagens que foram lidas pela presidente do tribunal de Paris que julgou o caso.
Durante o processo, os téus admitiram ter escrito as mensagens, mas nenhum deles reconheceu que eram antissemitas. Alguns afirmaram terem agido em nome da causa palestina.
Para os juízes, no entanto, as mensagens expressavam sim “uma rejeição à pessoa pela sua origem” ou “sua suposta religião”, “tanto pelo conteúdo quanto pelo contexto”.
7 pessoas são condenadas por mensagens contra April Benayoum, Miss Provence e candidata ao Miss França
Reprodução/Instagram
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Fonte: G1 Mundo