Categorias
MUNDO

Brian Laundrie, o noivo de Gabby Petito, provavelmente cometeu suicídio, diz polícia


O corpo de Laundrie foi encontrado no dia 20 de outubro, mas a polícia estima que ele já estava morto antes do dia 16 de setembro. Brian Laundrie em imagem retirada de vídeo divulgado pela polícia de Moab, Utah, e gravado em 12 de agosto
The Moab Police Department via AP
A causa de morte de Brian Laundrie, o noivo da influenciadora Gabby Petito, provavelmente foi suicídio, afirmou o xerife Kurt Hoffman, da região de Sarasota.
Laundrie morreu em uma reserva natural no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Ele esteve mais de um mês desaparecido, e era procurado pelas autoridades americanas. Seus restos mortais foram encontrados no dia 20 de outubro.
Leia também
Autópsia do noivo de Gabby Petito ‘é inconclusiva’, diz advogado da família
Ele não era considerado oficialmente um suspeito pela morte quando desapareceu, apenas uma “pessoa de interesse” no caso, mas era acusado de ter usado um cartão de crédito da jovem após ela ter sumido. A morte dele dificulta, mas não interrompe a investigação.
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
“Aquele cara provavelmente cometeu suicídio, ele estava exatamente onde pensávamos que ele estaria”, disse o xerife Hoffman.
Os restos mortais de Laundrie foram encontrados ao lado de uma mochila e de um computador no dia 20 de outubro.
Para identificar o corpo, foi usada a arcada dentária.
Não foi possível identificar a causa ou o momento em que ele morreu. Os ossos foram enviados para uma análise.
Em 25 de outubro, o advogado da família de Laundrie afirmou que a autópsia tinha sido inconclusiva.
Todd Garrison, um chefe de polícia, deu explicações a respeito de um comentário que ele mesmo fez em uma entrevista coletiva no dia 16 de setembro —naquela ocasião, ele afirmou que ele sabia onde Laundrie estava. No entanto, provavelmente Laundrie já estava morto naquele dia. Garrison disse que a equipe de monitoramento confundiu Laundrie e a mãe dele.
FBI encontra corpo que pode ser de Brian Laundrie, namorado de Gabby Petito
Entenda o caso
Gabby Petito deixou o emprego em julho para viajar com o noivo em uma van, e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
Brian Laundrie voltou sozinho para casa, na Flórida, no dia 1º de setembro, sem falar sobre o paradeiro de Petito. Ele saiu de casa de novo no dia 14, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva, no mesmo estado.
Naquele momento, Petito já era considerada uma pessoa desaparecida. Laundrie saiu de casa sem levar a carteira e o celular. Seus pais temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.
A jovem estava desaparecida desde 11 de setembro, quando os pais da influencer procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem a mensagens de texto por vários dias.
Oito dias depois, o corpo da jovem foi encontrado no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming.
Em 12 de agosto, a polícia de Utah tinha atendido a um suposto caso de violência doméstica envolvendo o casal. Além disso, veio à tona um vídeo (assista acima) com Petito chorando e reclamando de sua saúde mental a um policial. Laundrie alegou que Petito o agrediu depois de uma discussão.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

VÍDEO: veja o momento em que menina de 4 anos é encontrada na Austrália


Cleo Smith estava desaparecida havia 18 dias e foi encontrada sozinha em uma casa perto de onde desapareceu. Polícia tinha oferecido R$ 4,2 milhões por informações sobre a garota. Veja o momento em que menina de 4 anos é encontrada após 18 dias desaparecida na Austrália
Imagens divulgadas pela polícia da Austrália mostram o momento em que a pequena Cleo Smith, de 4 anos, é encontrada e resgatada (veja no vídeo acima).
No vídeo, é possível ver um homem de terno falar para Cleo, que está no colo de um policial: “Você está bem? Vamos levá-la para ver a mamãe e o pai, ok?”.
Ela estava sozinha e em bom estado de saúde em uma casa em Carnarvon, no estado da Austrália Ocidental, a cerca de 100 km de onde desapareceu.
Um homem de 36 anos sem vínculos com a família foi detido após a polícia invadir a casa durante a madrugada desta quarta-feira (3).
Imagem de Cleo Smith, garota de 4 anos que foi encontrada pela polícia após 18 dias desaparecida na Austrália
Western Australian Police Force via AFP
A garotinha sumiu da barraca em que estava em 16 de outubro e ficou desaparecida por 18 dias.
A família tinha ido acampar no fim de semana em Blowholes, na cidade de Macleod, a cerca de 900 km ao norte de Perth, capital do estado da Austrália Ocidental (veja mais abaixo).
Seus pais chegaram a ver Cleo de madrugada, mas, quando acordaram às 6h30, ela havia desaparecido.
As buscas por Cleo
O desaparecimento de Cleo desencadeou uma busca frenética por terra, ar e mar que mobilizou mais de 100 agentes.
A polícia australiana chegou a oferecer uma recompensa 1 milhão de dólares australianos por informações que pudessem ajudar a encontrá-la (US$ 750 mil, ou cerca de R$ 4,2 milhões).
Imagem mostra pijama semelhante ao que Cleo Smith estava usando
Western Australia Police Force via AFP
“Um dos agentes a ergueu em seus braços e perguntou: ‘Qual é o seu nome?'”, relatou o subdelegado Col Blanch. “Ela respondeu; ‘Me chamo Cleo'”.
Blanch contou a uma rádio local que viu “detetives experientes chorando de alívio” após a menina ser encontrada.
Cleo foi devolvida à família logo depois, e sua mãe, Ellie, expressou seu alívio nas redes sociais: “Nossa família está completa de novo”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Conheça o próximo prefeito de Nova York, que cometeu infrações aos 15 anos e se tornou policial


Eric Adams, o próximo prefeito, é vegetariano, foi do Partido Republicano, trabalhou 22 anos na polícia e se tornou o segundo negro a comandar a maior cidade dos Estados Unidos. Ex-policial democrata Eric Adams é eleito prefeito de Nova York
A cidade de Nova York elegeu Eric Adams, do Partido Democrata, como seu novo prefeito na terça-feira (2). Adams, de 61 anos, será a segunda pessoa negra no comando da cidade (o primeiro foi David Norman Dinkins, no começo dos anos 1990).
Eric Adams, ex-policial e ex-jovem infrator, é eleito prefeito de Nova York
Eric Adams em 26 de outubro de 2021
Eduardo Munoz
Ele nasceu no distrito do Brooklyn e cresceu na região de Queens. Ele foi criado só pela mãe, que era uma cozinheira e empregada doméstica (o próximo prefeito afirma que ela era do sindicato). A mãe de Adams morreu no começo de 2021, mas ele demorou meses para revelar esse fato.
Eric Adams, novo prefeito de Nova York, segura foto de sua mãe durante o dia de votação
Reuters/Andrew Kelly
O político conta que ele cresceu com medo de a família perder a moradia, mas, de acordo com o “New York Times”, é difícil checar se relatos de sua adolescência são verdadeiros.
Ele relata que houve um momento de mudança em sua vida aos 15 anos: ele e o irmão mais velho foram sido presos por terem invadido propriedade privada e, enquanto estavam sob custódia da polícia, apanharam.
Segundo o “New York Times”, há algumas variantes de relatos que Adams faz de sua prisão; ele já afirmou que ele e o irmão invadiram a casa de uma prostituta que devia dinheiro a eles; em uma outar versão, a mulher não era uma prostituta, mas, sim, uma dançarina exótica que devia dinheiro aos dois. O jornal relata que o próximo prefeito de Nova York conta diversas histórias com variações.
Adams afirma que sua prisão aos 15 anos fez com que ele quisesse ser um policial para mudar a corporação.
Na polícia
Ele trabalhou durante 22 anos na polícia. Em 2006, ele deixou de ser um policial. Na época, ele já era um ativista com história —em 1995, ele formou um grupo dentro da corporação chamado 100 Negros na Polícia que se Importam. O grupo tinha a justiça racial como pauta.
A partir do fim dos anos 1990, ele fez faculdade e subiu de hierarquia dentro da polícia.
Nessa época, ele chegou a ser do Partido Republicano —hoje, ele afirma que foi um protesto contra o líder do Partido Democrata na segunda metade dos anos 1990.
Em 2007, ele foi eleito senador do Estado de Nova York (em alguns estados dos EUA, o legislativo estadual é bicameral).
Depois disso, ele se tornou subprefeito da região do Brooklyn.
Vegetariano
O próximo prefeito de Nova York também é um vegetariano. Ele afirma que adotou uma dieta sem carne desde que foi diagnosticado como diabético, em 2016, e que a mudança alimentar e uma rotina de exercícios fizeram com que a doença não ficasse evidente.
Alianças políticas
Eric Adams durante a comemoração de sua vitória nas eleições para prefeito de Nova York, em 2 de novembro de 2021
Eugene Gologursky/AFP
Adams afirma que ele constrói relações políticas de longo prazo. No Senado estadual, ele apoiou 20 projetos que se tornaram leis.
Ele se envolveu nas discussões sobre uma política da polícia de Nova York, que abordava homens negros e latinos de uma forma que foi interpretada como discrimatória.
Durante seus anos no legislativo estadual, ele foi criticado por ter se envolvido com lobistas —ele também foi criticado por ter levantado dinheiro de campanha entre os ricos de Nova York.
Últimos momentos da campanha
Nos últimos dias da campanha, o novo prefeito de Nova York debateu duas vezes na televisão com o seu rival, Curtis Sliwa, do Partido Republicano.
Sliwa acusou Adams de não se reunir com sindicatos policiais, disse que o democrata preferiu se reunir com ex-líderes de gangues da cidade para falar sobre o combate ao crime e criticou a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 para funcionários públicos.
O sindicato dos policiais havia dito que 10 mil dos 35 mil agentes da cidade seriam retirados das ruas com a obrigatoriedade da imunização contra a Covid-19. Mas, segundo o jornal “The Washington Post”, a medida afetou apenas 34 policiais.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mudança climática: como é viver onde faz 50ºC?


A BBC conversou com pessoas ao redor do mundo sobre como o calor extremo está mudando suas vidas. Em casas como a de Shakeela, as temperaturas agora chegam a 46°C
BBC
A crise climática não é mais uma preocupação sobre o futuro. Em muitas partes do mundo, ela já começou.
O ano de 2021 foi o mais quente já registrado. Milhões de pessoas estão vivendo em temperaturas extremas, enfrentando uma ameaça crescente de enchentes ou incêndios florestais.
A seguir, cinco pessoas em diferentes partes do mundo explicam como as temperaturas extremas mudaram suas vidas.
‘Temos muitas noites sem dormir’
Shakeela Bano costuma colocar as roupas de cama de sua família na laje de sua casa de um andar na Índia. É que algumas noites são muito quentes para dormir dentro de casa. Mas a superfície pode estar quente demais para andar.
“É muito difícil”, diz ela. “Temos muitas noites sem dormir.”
Shakeela mora com o marido, a filha e três netos em um quarto sem janelas em Ahmedabad. Eles têm apenas um único ventilador de teto para mantê-los frescos.
Com a mudança climática, muitas cidades na Índia estão agora atingindo 50°C. As áreas densamente povoadas e construídas são particularmente afetadas por algo conhecido como efeito de ilha de calor urbana. Materiais como concreto prendem e irradiam calor, elevando as temperaturas. E não há trégua à noite, quando pode, na verdade, ficar mais quente.
Em casas como a de Shakeela, as temperaturas agora chegam a 46°C. Ela fica tonta com o calor. Seus netos sofrem de erupções cutâneas, exaustão pelo calor e diarreia.
Os métodos tradicionais para se manter fresco, como beber água com limão, não funcionam mais. Em vez disso, eles pediram dinheiro emprestado para pintar o telhado de sua casa de branco. As superfícies brancas refletem mais luz do sol e uma camada de tinta branca no telhado pode reduzir as temperaturas internas em 3 a 4 graus.
Para Shakeela, a diferença é enorme; o quarto é mais fresco e as crianças dormem melhor. “Ele não dormia durante a tarde”, diz ela, apontando para o neto adormecido. “Agora ele pode adormecer em paz.”
‘Quente como fogo’
Para evitar temperaturas acima de 45°C no verão, Sidi começou a trabalhar à noite
BBC
“Eu venho de um lugar quente”, diz Sidi Fadoua. Mas o calor no norte da Mauritânia, no oeste da África, agora é quente demais para muitas pessoas viverem e trabalharem. O calor aqui não é normal, diz ele. “É como fogo.”
Sidi, de 44 anos, mora em uma pequena vila perto dos limites do Saara. Ele trabalha como mineiro de sal em locais próximos. O trabalho é árduo e fica mais difícil à medida que a região esquenta devido às mudanças climáticas. “Não podemos suportar tais temperaturas”, diz ele. “Não somos máquinas.”
Para evitar temperaturas acima de 45°C no verão, Sidi começou a trabalhar à noite.
As perspectivas de emprego são escassas. Aqueles que antes ganhavam a vida criando gado não podem mais fazer isso – não há plantas para as ovelhas e cabras pastarem.
Assim como um número cada vez maior de seus vizinhos, Sidi tem planos de migrar para a cidade costeira de Nouadhibou, onde a brisa do mar mantém a cidade mais fresca. Os moradores locais podem pegar uma carona lá em um dos trens mais longos do mundo, levando minério de ferro para a costa.
Na Mauritânia, Sidi tem planos de migrar para a cidade costeira de Nouadhibou, onde a brisa do mar mantém a cidade mais fresca.
g1
“As pessoas estão se mudando daqui”, explica Sidi. “Não aguentam mais o calor.”
A rota de 20 horas é perigosa. Os moradores locais podem sentar-se no topo das carruagens, onde são expostos ao calor e à luz solar durante o dia, antes que as temperaturas caiam muito à noite.
Em Nouadhibou, ele espera encontrar trabalho na indústria pesqueira. A brisa pode trazer alívio, mas, com o número cada vez maior de pessoas escapando do calor do deserto, é mais difícil encontrar oportunidades de trabalho. Sidi continua esperançoso.
‘Como você acaba com um inferno?’
Patrick Michell começou a notar mudanças preocupantes na floresta perto de sua reserva em British Columbia, no Canadá, há mais de três décadas
BBC
Patrick Michell, chefe do Kanaka Bar First Nation, começou a notar mudanças preocupantes na floresta perto de sua reserva em British Columbia, no Canadá, há mais de três décadas. Havia menos água nos rios e os cogumelos pararam de crescer.
Neste verão, seus medos se tornaram realidade. Uma onda de calor estava varrendo a América do Norte. Em 29 de junho, sua cidade natal, Lytton, bateu recordes, chegando a 49,6ºC. No dia seguinte, sua esposa enviou-lhe a foto de um termômetro que indicava 53ºC. Uma hora depois, sua cidade estava em chamas.
VÍDEO: Imagens mostram queimada que devasta vilarejo no Canadá
Sua filha, Serena, grávida de oito meses, correu para colocar seus filhos e animais de estimação no carro: “Saímos com as roupas do corpo. As chamas tinham três andares de altura e estavam bem ao nosso lado.”
Patrick correu de volta para ver se poderia salvar a casa. Ele cresceu lidando com incêndios florestais. Mas, assim como o clima, os incêndios também mudaram. “Não são mais incêndios florestais, são infernos”, diz ele. “Como você acaba com um inferno?”
Apesar das circunstâncias familiares, Patrick vê o que aconteceu como uma oportunidade: “Podemos reconstruir Lytton para o meio ambiente que está por vir nos próximos 100 anos. É assustador, mas em meu coração existe esse otimismo.”
‘Quando eu era criança, não era assim’
“Quando eu era criança, o clima não era assim”, diz Joy, que mora no Delta do Níger
BBC
“Quando eu era criança, o clima não era assim”, diz Joy, que mora no Delta do Níger, na Nigéria. A região é uma das mais poluídas da Terra, e os dias e noites mais quentes estão aumentando.
Joy sustenta sua família usando o calor de chamas a gás para secar tapioca e vender o produto em um mercado local. “Eu tenho cabelo curto”, explica Joy, “porque se eu deixar meu cabelo crescer, ele pode queimar minha cabeça se a chama mudar de direção ou explodir.”
Mas as chamas são parte do problema. As empresas petrolíferas as usam para queimar o gás que é liberado do solo quando fazem a prospecção de petróleo. As chamas, que atingem 6 metros (20 pés) de altura, são uma fonte significativa de emissões globais de CO2, que contribuem para as mudanças climáticas.
A mudança climática teve um impacto devastador aqui, transformando terras férteis em desertos no norte, enquanto enchentes repentinas atingiram o sul. As pessoas não se lembram de um clima tão extremo enquanto cresciam.
“A maioria das pessoas aqui não está bem informada o suficiente para explicar por que o clima está mudando rapidamente”, diz Joy. “Mas suspeitamos das chamas contínuas.”
Ela quer que o governo proíba a queima de gás, embora dependa disso para sustentar sua família.
Quase nenhuma riqueza do petróleo foi reinvestida na Nigéria, onde 98 milhões de pessoas vivem na pobreza. Isso inclui Joy e sua família. Por cinco dias de trabalho, eles ganham o equivalente a R$ 30 de lucro.
Ela não está otimista quanto ao futuro. “Acho que a vida (na Terra) está chegando ao fim.”
‘Este calor não é normal’
Om Naief mora no Oriente Médio, que está esquentando mais rápido do que grande parte do mundo
BBC
Seis anos atrás, Om Naief começou a plantar árvores em um pedaço de deserto perto de uma rodovia. Funcionária pública aposentada do Kuwait, ela estava preocupada com as temperaturas cada vez mais severas do verão e o agravamento das tempestades de poeira.
“Falei com alguns funcionários. Todos disseram que era impossível plantar algo na areia”, diz ela. “Disseram que a terra era arenosa e a temperatura muito alta. Eu queria fazer algo que surpreendesse a todos.”
Om mora no Oriente Médio, que está esquentando mais rápido do que grande parte do mundo. O Kuwait caminha para temperaturas insuportáveis ​​– costuma ser mais quente do que 50°C. Algumas previsões sugerem que a temperatura média aumentará 4°C até 2050. No entanto, a economia do Kuwait é dominada pelas exportações de combustíveis fósseis.
Os dois canteiros que Om plantou são modestos, mas têm um propósito. “As árvores protegem da poeira, eliminam a poluição, limpam o ar e reduzem as temperaturas”, diz ela. Ouriços-terrestres e lagartos de cauda espinhosa agora visitam o local. “Há água doce e sombra. É uma coisa linda.”
Alguns kuwaitianos estão pedindo agora que um cinturão verde em grande escala seja plantado pelo governo. A esperança compartilhada é que o Kuwait esteja pronto para se posicionar contra a crise climática. Om diz que eles devem proteger a terra e não deixá-la secar.
“Este calor não é normal”, conclui Om. “Esta é a terra dos nossos pais. Devemos retribuir, porque ela nos deu muito.”
Veja VÍDEOS sobre meio ambiente:

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Como o cabelo humano pode se tornar um rico adubo para plantas; vídeo

Dois jovens da Tanzânia transformaram a ideia peculiar em realidade. O resíduo vira um fertilizante líquido com alta concentração em queratina. Cabelo se transforma em adubo na Tanzânia
O que fazer com cabelos humanos descartados por cabeleireiros e barbearias? Na Tanzânia, este tipo de resíduo é transformado em um fertilizante líquido rico em queratina.
Depois de muitas tentativas em obter a receita certa, dois jovens transformaram a ideia peculiar em realidade (veja detalhes no vídeo).
Gente do campo: empresária mirim funda loja de chocolate aos 8 anos
De onde vem o que eu como: batata, que já foi associada a bruxaria, hoje já pode ser ‘plantada no ar’
Wagyu, o boi da carne mais cara do mundo…
Conheça o boi wagyu, que tem a carne mais cara do mundo
Cavalo ouvindo música clássica? Entenda
Conheça os cavalos que escutam música clássica
Veja mais vídeos de agronegócios

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Comandante militar do Talibã em Cabul é morto em ataque a hospital


Hamdullah Mokhlis enfrentou combatentes do Estado Islâmico que atacaram o maior hospital militar do Afeganistão na terça. Ao menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas no atentado. Combatente do Talibã ferido durante explosão na entrada de hospital militar em Cabul, capital do Afeganistão, é socorrido em 2 de novembro de 2021
Zohra Bensemra/Reuters
O comandante militar do Talibã em Cabul, Hamdullah Mokhlis, morreu no ataque ao maior hospital militar do Afeganistão, que deixou dezenas de mortos e feridos na terça-feira (3) na capital afegã.
Fontes oficiais afirmaram nesta quarta-feira (3) que Mokhlis foi morto ao enfrentar combatentes do Estado Islâmico junto com outros membros do Talibã. Ao menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas no atentado.
Mokhlis, membro da rede radical Haqqani e das forças especiais do Talibã, é a baixa mais importante dentro do movimento fundamentalista desde que o grupo tomou Cabul e voltou ao poder no Afeganistão, em agosto.
A ação foi reivindicada pelo Estado Islâmico de Khorasan (EI-K), grupo radical que é inimigo do Talibã. O atentado começou com um ataque suicida com bomba, seguido pela entrada de homens armados no complexo hospitalar.
VEJA TAMBÉM:
Talibã elogia terroristas e dá dinheiro e terras às famílias de homens-bomba
Estado Islâmico-Khorasan: conheça o grupo extremista rival do Talibã que espalha terror no Afeganistão
Em um comunicado divulgado em seus canais no Telegram, o EI-K afirmou que “cinco combatentes do EI executaram ataques simultâneos e coordenados”.
O Talibã enviou as forças especiais ao telhado do edifício, com um helicóptero, e o porta-voz do grupo fundamentalista, Zabihullah Mujahid, afirmou que o ataque foi neutralizado em 15 minutos graças a uma rápida intervenção.
Estado Islâmico
O ataque da terça se soma a uma lista atentados e assassinatos cometidos pelo Estado Islâmico no Afeganistão desde a volta do Talibã ao poder.
Há menos de três semanas, uma explosão em uma mesquita em Kandahar, a segunda maior cidade do país, deixou mais de 30 mortos e 60 feridos (veja no vídeo abaixo).
Dias antes, uma explosão em outra mesquita xiita deixou mais de 100 mortos e feridos na cidade de Kunduz, no nordeste do país. O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque suicida.
VEJA TAMBÉM:
Famílias vendem suas filhas para não morrerem de fome no Afeganistão
Afegãs recorrem a aulas clandestinas para continuar a estudar
Jogadora de vôlei afegã morre decapitada por não seguir regras do Talibã

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Menina de 4 anos é encontrada após 2 semanas desaparecida na Austrália


Cleo Smith foi encontrada sozinha em uma casa perto de onde desapareceu e um homem de 36 anos foi detido. Polícia tinha oferecido R$ 4,2 milhões por informações sobre a garota. Imagem de Cleo Smith, garota de 4 anos que ficou 2 semanas desaparecida na Austrália
Western Australian Police Force via AFP
e
Uma menina de 4 anos foi encontrada nesta quarta-feira (3) em boas condições de saúde, informou a polícia da Austrália, trazendo alívio ao país, que estavam em vigília desde o desaparecimento da pequena há duas semanas.
Cleo Smith desapareceu no dia 16 de outubro da barraca onde acampava com sua família no estado da Austrália Ocidental, desencadeando uma busca frenética por terra, ar e mar que mobilizou 100 agentes.
A polícia australiana chegou a oferecer uma recompensa 1 milhão de dólares australianos (US$ 750 mil, ou cerca de R$ 4,2 milhões) por informações que pudessem ajudar a encontrá-la.
Em meio ao temor de que uma tragédia tivesse ocorrido, a menina foi encontrada sozinha em uma casa em Carnarvon, perto de onde desapareceu, segundo a polícia estadual.
“Um dos agentes a ergueu em seus braços e perguntou: ‘Qual é o seu nome?'”, relatou o subdelegado Col Blanch em um comunicado. “Ela respondeu, ‘Me chamo Cleo'”.
Blanch contou a uma rádio local que viu “detetives experientes chorando de alívio” após Cleo ser encontrada.
Imagem mostra pijama semelhante ao que Cleo Smith estava usando quando desapareceu
Western Australia Police Force via AFP
Homem detido
A polícia deteve um homem de 36 anos, sem vínculos com a família, após invadir a casa durante a madrugada desta quarta (terça-feira no Brasil).
A criança foi devolvida aos pais pouco depois e sua mãe, Ellie, expressou seu alívio nas redes sociais. “Nossa família está completa de novo”.
Ellie Smith havia relatado também nas redes sociais a angústia que sentiu quando abriu a barraca e viu que a filha mais velha não estava lá.
A família foi acampar no fim de semana em Blowholes, na cidade de Macleod, a cerca de 1 mil km ao norte da cidade de Perth. Os seus pais chegaram a ver Cleo de madrugada, mas, às 6h30, quando acordaram, ela havia desaparecido.
Mapa mostra a localização da cidade de Macleon, onde a garota Cleo Smith, de 4 anos, desapareceu
g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Casa dos pais de Maradona, carta de Fidel e carros do ídolo argentino vão a leilão


O valor arrecadado em 19 de dezembro irá para o pagamento de dívidas. Caixão de Diego Maradona durante velório na Casa Rosada
Presidência da Argentina via AP
A casa que Diego Maradona deu de presente a seus pais, dois carros BMW e uma carta do falecido líder cubano Fidel Castro integram o lote de bens do ídolo argentino, morto há quase um ano, vão a leilão em 19 de dezembro, informou a justiça, citada pela imprensa argentina.
O valor arrecadado irá para o pagamento de dívidas.
O leilão online será realizado com o aval dos herdeiros do ex-craque da seleção argentina, campeã do mundo no México-1986.
A venda ocorrerá dias depois das homenagens previstas para 25 de novembro, data do primeiro aniversário da morte do jogador por uma crise cardiorrespiratória.
Diego Maradona equilibra uma bola na cabeça durante sessão fotográfica para ‘Maradona por Kusturica’, do diretor sérvio Emir Kusturica, no 61º Festival de Cinema de Cannes, em maio de 2008
Eric Gaill/Reuters/Arquivo
Veículos, imóveis e objetos pessoais serão leiloados por ordem da juíza Luciana Tedesco.
O acordo exclui do leilão os bens sucessórios com valor sentimental, como prêmios ou camisetas que Maradona ganhou de outros esportistas.
Entre os objetos, guardados em contêineres, há aparelhos de ginástica, televisores e roupas esportivas.
A carta de Fidel Castro foi fruto da amizade que Maradona cultivou com o líder revolucionário durante sua temporada em Cuba para superar o pior momento da dependência química.
Um dos BMW tem a assinatura do ex-jogador gravada no para-brisas. Seu valor inicial é de US$ 165 mil. Outro veículo que irá a leilão é uma minivan Hyundai, que Maradona usava para se deslocar por Buenos Aires. A casa que o craque deu de presente à sua mãe, dona Tota, e seu pai, dom Chitoro, fica no bairro de Villa Devoto, na capital argentina.
Uma empresa imobiliária licitará em breve os sites na internet, que permitirão aos interessados fazer lances de qualquer lugar do mundo.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Ex-policial Eric Adams é eleito prefeito de Nova York


Com um passado de jovem infrator, democrata centrou campanha em melhorar segurança. Ele é o segundo prefeito negro da maior cidade dos Estados Unidos. Eric Adams (direita) cumprimenta apoiadores durante a eleição para prefeito nesta terça (2)
Andrew Kelly/Reuter
Eric Adams, que se tornou policial para combater o racismo que sofreu quando era um jovem infrator, foi eleito o novo prefeito de Nova York nesta terça-feira (2), segundo projeção da Associated Press divulgada minutos após o fechamento das urnas.
Emocionado após depositar seu voto em seu bairro natal do Brooklyn, Adams disse considerar que essa eleição foi uma espécie de revanche para aquele “garoto” que flertou com o crime e a exclusão social, assim como para os nova-iorquinos de famílias populares.
“Já ganhamos”, disse à imprensa enquanto enxugava suas lágrimas, com uma foto da mãe em mãos: “Por eu estar aqui, os nova-iorquinos comuns compreenderão que também merecem estar nesta cidade”, disse o candidato.
Filho de uma família pobre do Brooklyn, filiado ao Partido Democrata, sucederá a Bill de Blasio, também democrata, em 1º de janeiro.
De Blasio está no pior momento de sua popularidade, apesar de ter conseguido tirar a cidade de mais de oito milhões de habitantes do caos em que a pandemia do coronavírus a afundou.
Diz-se que o cargo de prefeito de Nova York, que administra um orçamento de US$ 98,7 bilhões para o ano fiscal de 2021-2022 é o segundo mais difícil depois da presidência do país.
Ao derrotar seu rival republicano Curtis Sliwa, de 67, Adams, que tem 61 anos, se torna o segundo prefeito negro a governar a capital econômica e cultural dos Estados Unidos, depois de David Dinkins (1990-93).
Nos últimos dias de campanha, centrada na insegurança, o prefeito debateu duas vezes na televisão com o seu rival republicano.
Sliwa censurou Adams por não ter se reunido com os sindicatos policiais, onde há maior resistência, junto aos bombeiros, à obrigatoriedade da vacina anticovid-19 entre os funcionários públicos, e por ter preferido se reunir para falar sobre o combate ao crime com ex-líderes de gangues de Nova York.
E isso apesar de o ex-policial ter prometido combater os crimes que dispararam em 2020, antes de cair novamente este ano. Eric Adams se apresenta como um líder determinado, defensor das classes média e popular.
Procedente da ala mais tradicional do Partido Democrata, declara-se amigo dos empresários de Nova York.
Como seus antecessores, este vegano comandará a maior força policial do país, a NYPD, com 36 mil funcionários, cuja reforma prometeu continuar.
Aos 15 anos, quando era um jovem infrator e chegou a ser espancado pela polícia, o candidato a prefeito prometeu a si mesmo que faria todo o possível para “mudar o sistema por dentro”.
Na década de 1980, tornou-se policial, em um momento de extrema violência em Nova York, e chegou a capitão após 22 anos na polícia. Em 1995, fundou um sindicato para combater o racismo.
Em uma cidade que pagou caro pela pandemia, o futuro prefeito terá que administrar o retorno à normalidade de escolas, escritórios e lojas, bem como lutar contra as desigualdades sociais no templo do capitalismo, reformar infraestruturas e lidar com os riscos climáticos.
Depois de deixar a polícia em 2006, tornou-se senador pelo estado de Nova York e, mais tarde, presidente do Brooklyn, um trampolim para a prefeitura de Nova York.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Seguidores do movimento conspiracionista QAnon se reúnem em Dallas à espera do reaparecimento de John Kennedy Jr, morto em 1999


Filho de JFK anunciaria retorno de Donald Trump à presidência dos EUA. Simpatizantes do QAnon creem num reaparecimento de John Kennedy Junior, morto em 1999
Reprodução/Twitter/Nick Nees
Centenas de pessoas foram às ruas nesta terça-feira (2) em Dallas, cidade no estado do Texas, nos Estados Unidos, para esperar o reaparecimento de John Kennedy Jr. Elas fazem parte do movimento conspiracionista QAnon. As informações são da revista americana Newsweek.
Segundo a imprensa local, os integrantes do grupo acreditam que John Kennedy Jr aparecerá à meia-noite no local onde o seu pai dele foi assassinado em 1963. Porém, Kennedy Jr morreu em um acidente de avião em 1999. Ele era filho do ex-presidente dos EUA John F. Kennedy (1961-63).
Os integrantes do QAnon acreditam que, quando John Kennedy Jr reaparecer, ele anunciará Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. No local, alguns simpatizantes do QAnon vestem camisas com a frase “Trump: JFK Jr. 2024”. O ponto onde esperam o reaparecimento é o do famoso assassinato de JFK.
Parte do movimento conspiracionista acredita que John Kennedy Jr não morreu e ficou escondido por duas décadas antes de voltar para o começo de um período de prosperidade dos EUA.
O QAnon está envolvido em diversas teorias conspiratórias – inclusive a de que Trump punirá uma rede global de pedófilos envolvidos em tráfico sexual infantil.
Seus seguidores também estiveram envolvidos na invasão do Capitólio em janeiro deste ano.

Fonte: G1 Mundo