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Holanda anuncia retomada de medidas de prevenção contra a Covid


País vê aumento no número de infecções e internações hospitalares. Governo voltou a exigir o uso de máscaras em espaços públicos e reintroduziu a regra de distanciamento social. A Holanda está retomando as medidas contra o coronavirrus, incluindo o uso de máscara em muitos espaços públicos para combater o aumento de casos, disse o primeiro-ministro, Mark Rutte, nesta terça-feira (2).
“As infecções e as internações hospitalares estão aumentando rapidamente”, disse Rutte em coletiva de imprensa.
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Eva Plevier/Reuters/Arquivo
Por isso, o governo também está reintroduzindo uma regra de distanciamento social de 1,5 metro e expandindo o pedido de passaporte de saúde em locais como museus e varandas de restaurantes.
As pessoas também são aconselhadas a trabalhar em casa pelo menos metade da semana e a evitar viagens durante os horários de pico.
Rutte afirmou que as máscaras agora serão exigidas em lojas, salões de beleza e massagens, e que devem continuar sendo utilizadas no transporte público, onde já eram obrigatórias, embora antes não fossem obrigatórias nas estações ou plataformas.
No entanto, as trabalhadoras do sexo na Holanda, onde a prostituição é legal, continuarão a ser isentas da regra da máscara.
A aplicação dessas medidas torna a Holanda um dos primeiros países da Europa Ocidental a restabelecer as restrições, menos de dois meses após as medidas contra a Covid terem se tornado mais flexíveis.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Facebook papers’: quais são as acusações contra a gigante da tecnologia


Documentos internos revelados por ex-funcionária, e divulgado pela mídia americana, colocam empresa em meio a novo escândalo. Grupo acaba de mudar de nome, e agora se chama Meta. Facebook mudou nome da empresa para Meta. Funcionários revelam novo logo na Califórnia
Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP
O Facebook mudou o nome da empresa controladora do grupo, que reúne Instagram e WhatsApp, para Meta. A mudança aconteceu em meio ao escândalo de documentos internos vazados, um caso que ficou conhecido como “Facebook Papers”
A estratégia de trocar o Facebook Inc. para Meta Plataforms Inc. é vista como uma tentativa de se afastar das recentes polêmicas, mas também está diretamente ligada com o projeto de metaverso da gigante de tecnologia, um ambiente virtual que promete criar todo um mundo tecnológico para convivência.
Durante a série de vazamentos, a empresa negou algumas das acusações, além de dizer que muitas das informações veiculadas foram tiradas do contexto.
Ao g1, a empresa disse que “a premissa central nestas histórias é falsa” e afirmou que tem mais de 40 mil pessoas “trabalhando para deixar as pessoas seguras”(veja mais explicações da empresa na reportagem).
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Veja algumas das acusações até agora:
Celebridades tratadas de forma diferente: em um sistema conhecido como XCheck (verificação cruzada), certos perfis, como o de esportistas e políticos, eram submetidos a regras diferentes sobre o conteúdo que poderiam postar.
Negligência diante de atos criminosos: funcionários relatam que a resposta da empresa era “fraca” diante de alertas relacionados a cartéis de droga e tráfico de pessoas operados na plataforma.
Instagram “tóxico”: uma pesquisa conduzida pela empresa apurou como o Instagram estava afetando adolescentes, mas não compartilhou resultados que sugeriam que a plataforma é um lugar “tóxico” para muitos jovens.
Algoritmos que incitam ódio: o Facebook tentou tornar plataforma mais saudável, mas ela ficou mais violenta. A empresa mudou o algoritmo em 2018 para aproximar usuários de seus amigos e familiares, mas identificou que a alteração teve o efeito contrário. Mark Zuckerberg teria resistido a fazer mudanças por entender que elas fariam usuários interagirem menos.
Demora para mudar falha conhecida: atraso para reverter o engajamento de postagens com o botão “raiva”, sabidamente relacionado a conteúdos “tóxicos” e com desinformação.
Dúvidas sobre usuários ativos: uma apresentação interna sugeriu que a empresa não sabia a quantidade de usuários ativos. No documento, executivos afirmaram que o fenômeno de usuários com várias contas era “muito prevalente” entre os novos cadastros. A empresa teria analisado 5.000 cadastros e concluído que, no máximo, 56% eram de usuários reais.
Moderamento menor em atividades extremistas: diminuição dos esforços para policiar conteúdo que promovesse violência, desinformação e discurso de ódio após as eleições americanas, o que teria abrido espaço para a organização da invasão do Capitólio.
Documentos mostram que Facebook ignorou fake news por lucro
Delatora foi ao congresso dos EUA
No início de outubro, Frances Haugen, ex-gerente de produtos da rede social, testemunhou no Capitólio depois de vazar para as autoridades e o “Wall Street Journal” documentos internos que detalham como o Facebook sabia que seus sites eram potencialmente prejudiciais para a saúde mental dos jovens.
Haugen disse que quer fazer as pessoas entenderem que a rede social pode ser tão perigosa quanto útil e que, portanto, deve ser controlada.
Ex-funcionária do Facebook acusa a rede social de prejudicar crianças e enfraquecer a democracia
Acusações de negligência
Depois do depoimento de Haugen, um conjunto de jornais dos Estados Unidos investigou relatórios internos da companhia. Em alguns dos relatos há demonstrações de esforços da empresa para controlar a escalada da desinformação, já em outros, preocupações da rede com sua perda de engajamento e reputação.
O que diz Facebook
O Facebook nega os argumentos de Haugen e afirma que a funcionária “tirou de contexto” os documentos para apresentar um “retrato infiel” da companhia.
Ao g1, o Facebook disse que “a premissa central nestas histórias é falsa”.
“Sim, somos um negócio e temos lucro. Mas a ideia de que lucramos às custas do bem-estar e da segurança das pessoas não compreende onde residem nossos próprios interesses comerciais. Temos mais de 40 mil pessoas trabalhando por um objetivo: manter as pessoas seguras no Facebook. Apenas em 2021, devemos investir mais de US$ 5 bilhões em segurança e integridade, mais do que qualquer outra empresa do setor de tecnologia mesmo quando considerada a nossa escala”, diz a companhia.
Dono do Facebook rebate acusações de ex-funcionária e pede mais regulação para internet
A empresa admitiu que as críticas à maneira como implementou seu sistema de verificação cruzada são “justas” — mas disse que o sistema foi projetado para criar “uma etapa adicional” quando o conteúdo postado exige maior compreensão.
O Facebook afirma ainda que muitos documentos citados pelo Wall Street Journal continham “informações desatualizadas e costuradas juntas para criar uma narrativa que encobre o ponto mais importante: o próprio Facebook identificou os problemas com verificação cruzada e vem trabalhando para resolvê-los”.
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Outros escândalos do Facebook

Durante os últimos anos, a empresa de Mark Zuckerberg tem enfrentado uma série de crises. Relembre algumas delas:
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Cambridge Analytica: empresa explorou dados de usuários do Facebook para a campanha de Trump
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Fonte: G1 Mundo

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Justiça francesa interroga principal réu dos ataques terroristas de 13 de novembro em Paris


Salah Abdeslam é o principal réu no julgamento. Ele se apresentou como uma pessoa ‘gentil, calma e prestativa’. “Eu era uma pessoa gentil, calma e prestativa”. Assim se apresentou ao júri, nesta terça-feira (2), Salah Abdeslam, o principal réu do julgamento sobre os ataques terroristas de 13 de novembro de 2015, em Paris.
O Tribunal Especial de Paris examina, a partir desta semana, as personalidades dos 14 réus presentes ao julgamento. O único integrante ainda vivo do comando jihadista que deixou 130 mortos e centenas de feridos em Paris e Saint-Denis disse ser “um homem bastante tranquilo” e “imbuído de valores ocidentais”, antes de sua radicalização e dos ataques.
Representação dos acusados no processo dos atentados coordenados de 13 de novembro de 2015 em Paris, entre eles, Salah Abdeslam, o primeiro da esquerda para a direita
Benoit Peyrucq/AFP
Naquela noite, depois de ter deixado alguns dos terroristas no Estádio de France, nas imediações da capital, Abdeslam, que também estava prestes a participar das ações, acabou abandonando o seu cinto de explosivos por motivos que ainda não explicou.
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Vida pessoal em foco
O homem de 32 anos foi o primeiro a ser interrogado. O interrogatório é delicado: trata-se de evocar questões sobre a vida pregressa do réu, sem “abordar o mérito” do dossiê, que só será tratado em 2022 e, portanto, sem evocar o seu compromisso religioso, como explicou o presidente do Tribunal, Jean Périès.
Usando barba longa, cabeça raspada e vestindo um grande colete cinza sobre uma camisa bege, Salah Abdeslam descreveu em respostas sucintas a sua infância “muito simples” e feliz, como filho de imigrantes marroquinos de Molenbeek, cidade da grande Bruxelas.
O pai dele é motorista de bonde e a mãe dona de casa. Salah Abdeslam é o quarto de cinco irmãos. “Eu tenho três irmãos mais velhos e uma irmã mais nova. O que você quer saber?”, disse Salah Abdeslam, com uma voz calma e um leve sotaque belga. Afirmando que tem apenas “uma” nacionalidade – a francesa – ele se descreveu como uma criança que foi “calma, gentil e prestativa”.
“Bom aluno” e “amado pelos professores” foram outras expressões usadas por ele, que fez um “ensino técnico em eletromecânica”, mas parou de estudar aos 18 anos para trabalhar. O réu disse gostar de esportes, como “luta, musculação e futebol”.
O tribunal quer ouvir sobre a vida pessoal de Abdeslam, a namorada dele e o ambiente em casa antes dos ataques. “Você ainda tem contato com ela?” “Não”. “E antes, você teve outros relacionamentos?” Salah Abdeslam hesita. “Não quero me expressar sobre isso, é um pouco pessoal”, respondeu.
O acusado tem estado falante desde a abertura do julgamento, após um silêncio quase constante durante a investigação. Ele não evita as perguntas, mesmo que dê apenas respostas breves.
Durante oito semanas, aquele que se apresentou no primeiro dia dos debates como um “lutador do Estado Islâmico” falou muitas vezes para justificar os ataques ou criticar suas condições de detenção.
Currículo de delinquência
Em 2011, empregado por 18 meses na empresa de seu pai, Salah Abdeslam foi implicado em uma tentativa de roubo – depois de uma noite regada a muito álcool, ele explica – e fez uma primeira estadia de cinco semanas na prisão.
Demitido, ele alternou entre “atividades provisórias e o desemprego”, adicionando uma dezena de outras condenações ao seu registro criminal. Salah Abdeslam também ajudou seu irmão Brahim por um tempo, gerente de café e futuro assassino e terrorista suicida nos terraços parisienses. Era o irmão que Salah Abdeslam “preferia”.
Valores ocidentais
O presidente do tribunal cita, então, outro de seus irmãos, que afirma que Salah Abdeslam gostava muito “de sair, frequentar boates, cassinos”. “Isso está correto?” “Sim”, responde Salah Abdeslam. “Sim, eu costumava ser assim”. O presidente o incentiva a desenvolver o assunto. “Fui para uma escola pública na Bélgica, fui imbuído de valores ocidentais, vivi como você me ensinou a viver no Ocidente”, completou.
O magistrado, então, o questionou sobre suas condições de detenção, em total isolamento e sob constante vigilância por vídeo, desde a prisão, em 2016. Salah Abdeslam disse ter recebido visitas “todos os meses” de sua família, telefonemas e citou a prática de esportes, “uma hora pela manhã e uma hora à noite”.
O presidente do tribunal menciona o seu “comportamento incomum” na detenção e em certos incidentes. Ele teria chamado os supervisores do presídio de “desperdício da sociedade”, “SS”, “descrentes”. “Lembra-se disso?”, pergunta Jean-Louis Périès. “Não”, respondeu o réu.
A primeira assessora, Frédérique Aline, quis saber por que ele não pediu a libertação, desde que foi preso. Surpreso, o réu respondeu: “Porque é difícil imaginar que você vai me deixar sair.”
A audiência continuou com o interrogatório sobre a personalidade de Mohamed Abrini, co-acusado e amigo de infância de Salah Abdeslam.
O julgamento dos atentados de 13 de novembro de 2015, em Paris, começou em 8 de setembro, quase seis anos depois dos piores ataques terroristas cometidos na França. As sessões devem durar quase nove meses e estão previstos 145 dias de audiências, até 25 de maio de 2022.
(Com informações da AFP).
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Fonte: G1 Mundo

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O chocante testemunho de preso de Guantánamo para o qual júri pediu clemência nos EUA


Como parte de acordo judicial, Majid Khan foi autorizado a ler relato de suas experiências, naquele que foi o primeiro testemunho público de abusos cometidos contra um detido após os ataques de 11 de Setembro de 2001. Uma das técnicas de tortura praticadas em Guantánamo era chamada de ‘waterboarding’
Getty Images/BBC
“Fui estuprado por médicos da CIA.”
Essa frase faz parte de um relato assustador de 39 páginas de Majid Khan, um membro da Al Qaeda, detido por quase duas décadas na base naval dos Estados Unidos, em Guantánamo.
O homem, nascido na Arábia Saudita e criado no Paquistão, foi sentenciado na sexta-feira (29/10) a 26 anos de prisão depois de se declarar culpado por ajudar o grupo fundamentalista islâmico.
Mas, como parte do acordo judicial, ele teve permissão para ler um relato das experiências dele, no que foi o primeiro testemunho público de abusos cometidos contra um detido após os ataques de 11 de Setembro de 2001, em Nova York, e contra o Pentágono.
“Os americanos me forçaram um enema (lavagem intestinal por meio de uma sonda retal). Não sei por que fizeram isso e a dor foi terrível. Eles examinaram meu corpo com as mãos e tiraram fotos minhas pelado. (…) Alguém colocou uma fralda em mim e a prendeu com uma fita adesiva”, lembrou ele em uma narrativa escrita à mão.
Khan, que morava em Baltimore, nos Estados Unidos, antes de ser recrutado pela Al Qaeda, garantiu na Justiça que passou dias acorrentado, às vezes enforcado, sem comida ou roupa, em celas escuras, com música alta, sem banheiro ou eletricidade.
“Eu não tinha acesso a um banheiro, nem mesmo a um balde, então, fui forçado a fazer minhas necessidades em um canto”, disse ele.
Khan leu seu depoimento perante um júri de oito oficiais militares dos Estados Unidos, que se reuniu por menos de três horas no dia seguinte e o condenou a 26 anos de prisão, a contar desde a confissão dele, em fevereiro de 2012.
A chamada ‘guerra ao terrorismo’ lançou muitas sombras sobre os métodos usados ​​pelas autoridades para extrair confissões
Getty Images/BBC
No entanto, a sentença é em grande parte simbólica. Khan e seus advogados chegaram a um acordo secreto com um alto funcionário do Pentágono, segundo o qual o homem poderá ser libertado em fevereiro de 2022, e, no mais tardar, em fevereiro de 2025, dada a colaboração dele com o governo dos Estados Unidos.
Khan admitiu trabalhar como mensageiro para a Al Qaeda e está detido desde sua captura no Paquistão, em 2003.
Abusos
Segundo o relato, a violência contra ele foi tão grande que ele começou a dizer aos interrogadores o que eles queriam ouvir “para que os abusos parassem”.
Mas, “quanto mais eu cooperava e contava, mais eles me torturavam”, disse.
Ele afirma ter sido colocado em uma banheira de água gelada, ter passado dias acorrentado e recebido ameaças de possíveis represálias contra a família dele nos Estados Unidos, o que o levou a estados de delírio.
Grupos de direitos humanos realizaram inúmeros protestos, sem sucesso, pedindo o fechamento de Guantánamo
Getty Images/BBC
“Depois de dois dias sendo enforcado, privado de sono e submetido a temperaturas congelantes, perdi a noção da realidade. Lembro-me de alucinar, de ver uma vaca, uma lagartixa gigante”, disse.
De acordo com seu depoimento, foram os enemas repetidos e a alimentação anal forçada que deixaram as marcas mais profundas nele.
Khan cresceu no Paquistão e mudou-se para os Estados Unidos aos 16 anos.
Ele era, segundo contou, um “menino jovem, impressionável e vulnerável” quando foi recrutado para a organização. Agora, aos 41 anos, ele diz que rejeita tanto a Al Qaeda quanto o terrorismo.
Reações
Após a sentença de Khan, sete dos oficiais de alta patente que formaram o júri militar criticaram a suposta tortura que ele descreveu.
Em uma carta obtida pelo jornal The New York Times, na qual a maioria do painel pedia clemência para Khan, os militares descreveram as ações contra o prisioneiro como “uma mancha no tecido moral dos Estados Unidos”.
“Khan foi submetido a abusos físicos e psicológicos muito além das técnicas de interrogatório aprovadas, que estão mais próximas da tortura realizada pelos regimes mais abusivos da história moderna”, disse o júri.
Os oficiais também consideraram que os abusos praticados contra o preso “não tiveram nenhum valor prático em termos de inteligência, ou qualquer outro benefício tangível para os interesses dos Estados Unidos”.
Eles também condenaram que Khan tenha ficado preso sem acusação por nove anos e sem acesso a um advogado durante os primeiros quatro anos e meio. Eles descreveram essa situação como “total desrespeito aos conceitos fundamentais sobre os quais a Constituição foi fundada” e “uma afronta aos valores americanos e ao conceito de Justiça.”
A ‘guerra contra o terrorismo’
Os ataques de setembro de 2001 levaram os Estados Unidos à campanha mais longa e custosa de sua história: a chamada “guerra contra o terrorismo”.
As operações internacionais, apoiadas por países aliados e pela Otan, levaram não só à abertura de frentes de batalha em várias nações do Oriente Médio, mas também à caça aos principais líderes e membros do que os Estados Unidos consideram “organizações terroristas”.
Desde o início dos anos 2000, os chefes de supostos membros da Al Qaeda, Talebã e de outros grupos extremistas começaram a aparecer na lista dos mais procurados do mundo.
Desde janeiro de 2002, os primeiros presos começaram a chegar a Guantánamo e, aos poucos, a prisão improvisada em uma base militar no leste da ilha de Cuba foi preenchida com alguns dos homens considerados os mais perigosos do mundo.
Foi então que dois psicólogos de carreira das Forças Armadas americanas, James E. Mitchell e Bruce Jessen, começaram a colaborar com a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) para desenvolver “técnicas aprimoradas de interrogatório”.
Apesar das polêmicas que o cercam, o presídio de Guantánamo continua abrigando presos
Getty Images/BBC
Entre outras técnicas, além do afogamento simulado, os presidiários eram trancados em pequenas celas, submetidos a condições de extremo isolamento, privação de sono, manipulação alimentar, nudez forçada ou abuso retal.
Mas Guantánamo não foi a única: os Estados Unidos começaram a criar centros de detenção secretos em muitos países do mundo, onde prisioneiros eram interrogados para obter informações sobre a Al Qaeda e possíveis “ataques terroristas”.

Fonte: G1 Mundo

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Animais que vão participar de espetáculo de Natal em Nova York são abençoados

Um camelo, um burro e duas ovelhas fazem parte do show que fica em cartaz de 5 de novembro a 2 de janeiro. Animais que vão participar de espetáculo de natal em Nova York são abençoados
Um cardeal, dançarinas de verde e vermelho, camelo, ovelhas e um burro são um time inusitado em uma rádio de Nova York nesta terça-feira (2).
Eles estão reunidos para a benção anual aos animais que participam do espetáculo de Natal da cidade norte-americana.
Este foi o primeiro dia de ensaio dos bichinhos para o evento, que acontece todos os anos desde 1993.
Quem deu a benção para os animais foi o cardeal Timothy Dolan. O show estreia em 5 de novembro e segue até 2 de janeiro.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Avião que fazia acrobacia cai sobre mulher e filha na Argentina

Piloto de 35 anos foi levado ao hospital e não há informação sobre o estado de saúde. Mulher de 27 anos e filha estão fora de perigo. Avião que fazia acrobacia cai sobre mulher e filha na Argentina
Um avião que fazia acrobacias caiu sobre uma mulher de 27 anos e filha dela na tarde do último sábado (30) em Córdoba, na Argentina.
De acordo com o jornal “La Nacion”, a acrobacia fazia parte de uma comemoração de casamento.
Os bombeiros chegaram ao local do acidente por volta das 19h20 e demoraram uma hora para concluir o resgate porque o piloto ficou preso na aeronave.
O piloto tem 35 anos é de Buenos Aires. Ele foi levado ao Hospital Regional Eva Perón e não há informações sobre o seu estado de saúde.
A mulher de 27 anos e a filha dela estão fora de perigo, de acordo com o portal “Vía País”. Elas também foram encaminhas ao hospital e tiveram fratura no fêmur e na pelve, respectivamente.
Uma investigação tenta apurar as causas do acidente.

Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: garoto pede desculpas por levar dois doces da bacia de Haloween nos EUA

Garoto estava sozinho, mas falou alto para que a câmera de segurança gravasse seu pedido de desculpas. ‘Ladrão de doces’ pede desculpas no Halloween e vídeo viraliza nos EUA
Um adolescente de uma cidade nos Estados Unidos chamada Berlin (é a mesma grafia, em inglês, da capital da Alemanha) foi gravada no dia de Haloween, 31 de outubro, pedindo desculpas por pegar dois doces de uma vez só, e a gravação viralizou.
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A imagem foi gravada pela câmera de segurança de uma família (a própria família não estava em casa, pois também havia saído para pedir doces pela vizinhança).
O adolescente, Dominic Ciriello, de 14 anos, viu uma bacia de doces e notou que lá havia um de seus preferidos, e no tamanho grande. Ele está sozinho, mas ele fala para o alto: “Eles (a família dona da casa) provavelmente têm uma câmera, então eu peço desculpas de antemão, mas eu preciso levar dois, eu simplesmente não consigo resistir, eu adoro esse doce. Peço perdão antecipadamente”.
A dona da casa publicou o vídeo em redes sociais. Ela contou que ela raramente coloca doces grandes na bacia de doces de Haloween, mas que ela queria fazer algo especial após 2020.
A mãe do adolescente contou que recebeu ofertas de pessoas que viram o vídeo e queriam dar doces para o filho dela também.
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Fonte: G1 Mundo

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Dia de Finados pelo Brasil e pelo mundo; FOTOS


Homenagens, festejos e protestos marcaram o Dia dos Mortos nesta segunda (1º) e terça (2) em diversos países. Menina ora ao lado do túmulo de um membro da família no Dia de Finados, em Karachi, Paquistão, nesta terça-feira (2)
Fareed Khan/AP
Mulher chora em um cemitério no Dia de Finados, em Mumbai, na Índia
Francis Mascarenhas/Reuters
Movimentação no Cemitério Campo da Esperança na cidade de Brasília, nesta terça-feira (2), dia de finados
Mateus Bonomi/AGIF – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Papa Francisco passa por túmulos no cemitério militar francês no Dia de Finados, em Roma
Alberto Pizzoli/ AFP
Pessoas oram perto do túmulo de parentes falecidos durante o Dia de Finados em Ahmedabad, na Índia, nesta terça-feira (2)
Ajit Solanki/AP
Dia de Finados: cemitérios de Teresina têm movimento de visitantes reduzido mesmo sem restrições
Maria Romero/g1
Manifestantes fazem um ato em homenagem às vítimas da covid-19 no Centro do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (2)
Andre Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo
Artistas participam de procissão do Dia de los Muertos (Dia dos Mortos), em Los Angeles, Califórnia, nesta segunda-feira (1º). O tradicional festival mexicano com raízes astecas mostra as pessoas celebrando e homenageando os espíritos dos entes queridos que partiram
Mario Tama/Getty Images North America/Getty Images via AFP

Fonte: G1 Mundo

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Após caso de estupro de menina de 11 anos, Comissão de Direitos Humanos pede para Bolívia proteger crianças de gravidez forçada


O caso da boliviana retomou o debate entre aqueles que opinam que ela deve abortar e os que se opõem, como o arcebispado de Santa Cruz, a vítima mora. Mulheres carregam cartazes com a frase ‘educação por igualdade já’ em celebração ao Dia Internacional da Mulher, em La Paz, na Bolívia, em 2019
Reuters/David Mercado
A Bolívia precisa proteger as meninas da violência sexual e gravidez forçada, afirmou nesta terça-feira (2) (2) a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) depois que uma adolescente de 11 anos foi estuprada pelo seu avô.
A menina está em um abrigo da igreja católica, que rejeita que ela realize um aborto. As autoridades locais, a equipe médica e a mãe da menor também são contra.
“A gravidez de meninas e adolescentes vítimas de abuso sexual colocam em risco sua vida, saúde física e mental, e afeta sua autonomia integral”, destaca a CIDH.
A gravidez infantil e adolescente é um problema no hemisfério, com cerca de 10 milhões de casos ao ano, alerta a CIDH, em um relatório sobre violência e discriminação.
Gravidez precoce é uma das principais causas da evasão escolar, diz estudo
Este organismo da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirma dispor de informação segundo a qual na Bolívia uma em cada três meninas sofre algum tipo de violência sexual antes dos 18 anos.
O caso da adolescente boliviana retomou o debate entre aqueles que opinam que ela deve abortar e os que se opõem, como o arcebispado de Santa Cruz, onde a vítima mora.
A Defensoria alertou que vai implementar medidas legais para que “se reencaminhe o procedimento de interrupção legal da gravidez”.
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Fonte: G1 Mundo

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Michel Platini e Sepp Blatter são acusados de fraude pela Justiça da Suíça


Os dois já estavam suspensos de órgãos ligados ao futebol desde 2015. Imagem de 2015 mostra Michel Platini durante uma entrevista coletiva
Ruben Sprich/Reuters
Michel Platini, ex-presidente da UEFA, e Sepp Blatter, ex-presidente da FIFA, foram acusados na Suíça por diversos crimes, incluindo um de fraude, no caso do pagamento suspeito que os baniu desde 2015 dos órgãos dirigentes do futebol mundial, anunciou nesta terça-feira (2) o Ministério Público do país.
O Tribunal Criminal Federal de Bellinzona vai decidir se vai validar a acusação e se instaura um processo contra os dois ex-dirigentes, também acusados de “estão desleal, abuso de confiança e falsificação de títulos.
Imagem de 2019 de Sepp Blatter
Arnd Wiegmann/Reuters
Depois de seis anos de investigação, eles foram acusados de “ter acordado ilicitamente um pagamento de 2 milhões de francos suíços da FIFA” (R$ 12,5 milhões), a favor de Michel Platini, segundo comunicado do Ministério Público.
Platini, ex-jogador de futebol da França, foi conselheiro de Sepp Blatter em seu primeiro mandato na FIFA, entre 1998 e 2002.
De acordo com um contrato assinado em 1999 ele recebia remuneração anual de 300.000 francos suíços (R$ 1,8 milhão na cotação atual), “faturado pelo Sr. Platini e pago integralmente pela FIFA”.
Em 2011, mais de oito anos após o fim da sua atividade de conselheiro, o ex-capitão da seleção francesa “assumiu uma dívida de 2 milhões de francos suíços”, paga pela instância de futebol “com o auxílio” de Sepp Blatter, e julgada “sem fundamento” pelo Ministério Público.
Desde o início das investigações, os dois homens alegam que acordaram verbalmente um salário anual de um milhão de francos suíços (R$ 6,25 milhões) para este trabalho de assessoria, sem que as finanças da FIFA permitissem na época o pagamento a Platini (o valor foi pago com atraso).
A fraude pode levar a cinco anos de prisão “ou a uma pena pecuniária” na lei suíça.
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Fonte: G1 Mundo