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Bolsonaro homenageia brasileiros que lutaram na 2ª Guerra Mundial


Enquanto líderes mundiais se reúnem na COP26 (Conferência do Clima da ONU), na Escócia, presidente brasileiro passou mais um dia na Itália — e já está voltando ao Brasil. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, posa para foto com Matteo Salvini, líder do partido italiano de extrema direita Liga do Norte, durante cerimônia de homenagem aos soldados brasileiros que morreram na Segunda Guerra Mundial, na cidade de Pistoia, em 2 de novembro de 2021
Escritório de imprensa de Matteo Salvini via AFP
Enquanto líderes mundiais se reúnem na COP26 (Conferência do Clima da ONU), que é realizada na Escócia, o presidente Jair Bolsonaro passou mais um dia na Itália — e já está voltando ao Brasil.
O presidente participou, na cidade de Pistoia, de uma cerimônia em memória aos soldados brasileiros que lutaram e morreram na Segunda Guerra Mundial.
Bolsonaro foi recebido pelo líder da extrema-direita italiana, Matteo Salvini, que também foi à homenagem (veja na foto acima).
Um pequeno grupo de apoiadores do presidente foi até o local, e também houve protestos contra Bolsonaro na cidade.
Depois da homenagem aos pracinhas, o presidente embarcou de volta para o Brasil.

Fonte: G1 Mundo

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Madagascar é vítima da primeira fome ligada ao aquecimento global, diz programa da ONU


Diretor de entidade afirma que 30 mil pessoas sofrem com a fome na metade sul da ilha e mais de 1,3 milhão sofrem da desnutrição aguda. Crianças recebem comida de programa de combate à desnutrição em Maropia Nord, Madagascar
Joel Kouam/Reuters
O aquecimento global provocado pelo homem é a causa da fome que afeta Madagascar, a “primeira do tipo no mundo, mas não a última”, alertou Aduino Mangoni, vice-diretor do Programa Mundial de Alimentos (PMA), fundado pela ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (2).
Mangoni destacou por videoconferência, durante uma reunião das Nações Unidas em Genebra, que 30 mil pessoas sofrem com a fome na metade sul da ilha — afetada por uma seca sem precedentes em 40 anos — e mais de 1,3 milhão sofrem da desnutrição aguda.
Segundo ele, é a primeira fome causada pelo aquecimento global devido às atividades humanas. É também “a única fome relacionada à mudança climática na Terra”, insistiu, destacando que as que afetam o Iêmen, o Sudão do Sul e a região etíope de Tigré hoje são causadas por conflitos.
“A situação é muito preocupante”, disse, descrevendo as crianças “que só têm pele nos ossos” que encontrou num centro de nutrição durante uma recente viagem à região mais afetada.
A próxima colheita só será em seis meses e a situação se agravará até lá, alertou, lembrando que 500 mil crianças já sofrem de desnutrição, 110 mil delas de forma grave ou aguda e estão a um passo da morte.
O PMA precisa de US$ 69 milhões para lançar a assistência necessária nos próximos seis meses.
No extremo sul da ilha, 91% da população vive na pobreza e a seca destruiu a capacidade de produção agrícola e pesqueira de que as famílias dependem para sobreviver, destacou recentemente um relatório elaborado pela Anistia Internacional.

Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: homem joga coquetel Molotov dentro de uma mercearia nos EUA; um segundo explode na calçada

Homem foi preso pela polícia. Uma das vítimas foi atendida em um hospital, mas não corre risco de vida. Suspeito é preso por jogar coquetel molotov em uma loja de Nova York, nos EUA
A polícia da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, prendeu um homem de 38 anos que jogou um coquetel Molotov (uma espécie de bomba caseira) em uma mercearia na região do Brooklyn.
O vídeo do ataque foi gravado no sábado (30) e divulgado no domingo (31).
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O suspeito do ataque foi identificado como Joel Mangal. Uma câmera do lado de fora o mostra acendendo a bomba caseira e jogando o artefato dentro do mercado.
Ele ainda tenta jogar um segundo coquetel Motolov, dentro da loja, mas um outro homem o impede de fazer isso (essa segunda bomba explode na calçada, e as chamas se aproximam de um carro estacionado).
De acordo com a polícia, o ataque aconteceu antes das 8h no sábado.
É possível ver duas pessoas fugindo das chamas dentro da mercearia. Um deles pula o balcão.
De acordo com os bombeiros de Nova York, uma pessoa recebeu tratamento médico para os ferimentos causados pela explosão, mas a vítima não corre risco de vida.
Mangal pode ser condenado por ter causado um incêndio criminoso, assalto, ter colocado pessoas em risco imprudente e posse ilegal de arma.
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Fonte: G1 Mundo

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COP26: O emotivo apelo da rainha Elizabeth 2ª aos participantes da cúpula do clima


É “momento de ação”, disse monarca, em pronunciamento por vídeo. Rainha Elizabeth 2ª disse esperar que líderes na COP26 “se elevem acima da política do momento
BUCKINGHAM PALACE/PA WIRE/BBC
A Rainha exortou os líderes mundiais na Cúpula do Clima em Glasgow (COP26), na Escócia, a agirem como verdadeiros chefes de Estado e criarem um “futuro mais seguro e estável” para o planeta.
Em uma mensagem de vídeo, ela disse que muitas pessoas esperam que “a hora das palavras se torne agora a hora da ação”.
Ela os exortou a agir “por nossos filhos e os filhos de nossos filhos” e para que eles se elevem acima das diferenças políticas do momento.
A rainha acrescentou que tem “grande orgulho” de como seu “querido marido falecido”, o príncipe Philip (duque de Edimburgo), promoveu as questões ambientais.
A monarca de 95 anos era esperada na conferência das Nações Unidas em Glasgow. Mas ela acabou cancelando sua participação após ser aconselhada a descansar por seus médicos. Ela gravou seu pronunciamento na semana passada no Castelo de Windsor, uma de suas residências reais.
Segundo monarca britânica, líderes têm que deixar diferenças de lado e se unir em torno de objetivo comum
PA MEDIA/BBC
Seu filho, o príncipe Charles, e seu neto, o príncipe William, estão participando da conferência COP26, considerada como um encontro crucial para limitar o aumento da temperatura global e as mudanças climáticas.
Em seu pronunciamento, a rainha lembrou como o “impacto do meio ambiente no progresso humano era um assunto que estava no coração” do duque de Edimburgo. Ela se referiu ao alerta dele em um encontro acadêmico de 1969 sobre os perigos de não se enfrentar a poluição.
Elizabeth 2ª disse: “É uma fonte de grande orgulho para mim que o papel principal que meu marido desempenhou em encorajar as pessoas a proteger nosso frágil planeta, continue vivo por meio do trabalho de nosso filho mais velho Charles e de seu filho mais velho William”.
“Eu não poderia estar mais orgulhosa deles.”
A rainha disse que também tirou “grande conforto e inspiração do entusiasmo implacável de pessoas de todas as idades — especialmente os jovens — ao convocar todos a fazerem a sua parte”.
Ela disse: “Nos próximos dias, o mundo terá a chance de se unir ao objetivo comum de criar um futuro mais seguro e estável para nosso povo e para o planeta do qual dependemos”.
“Nenhum de nós subestima os desafios que temos pela frente: mas a história mostra que quando as nações se unem em uma causa comum, sempre há espaço para esperança.”
Ela acrescentou: “É a esperança de muitos que o legado desta cúpula — escrito em livros de história ainda a serem impressos — os descreva como os líderes que não perderam a oportunidade; e que vocês responderam ao chamado das gerações futuras”.
“Que vocês deixaram esta conferência como uma comunidade de nações com uma determinação, um desejo e um plano para enfrentar o impacto da mudança climática; e reconhecer que a hora das palavras agora se tornou a hora da ação”.
“É claro que os benefícios de tais ações não estarão lá para serem desfrutados por todos nós aqui hoje: nenhum de nós viverá para sempre.”
“Mas não estamos fazendo isso por nós mesmos, mas por nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos, e por aqueles que seguirão seus passos.”
Antes da COP26, câmeras flagraram a rainha em uma conversa, aparentemente irritada com pessoas que “falam” mas “não agem” quando se trata de questões climáticas.
Para príncipe Charles, enfrentamento das mudanças climáticas requer tática de guerra
EPA/BBC
Discursando na abertura da conferência no início do dia, o Príncipe de Gales exortou os líderes mundiais a agirem, dizendo que entendia que muitos países não podem se dar ao luxo de “se tornarem verdes”.
Em vez disso, disse ele, é preciso haver uma “grande campanha de estilo militar para reunir a força do setor privado global”, que tem trilhões de dólares à sua disposição.
“A escala e o escopo da ameaça que enfrentamos exigem uma solução global de nível de sistema, baseada na transformação radical de nossa atual economia baseada em combustíveis fósseis para uma que seja genuinamente renovável e sustentável”, disse ele.

Fonte: G1 Mundo

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Yahoo e Fortnite deixam a China devido à pressão e censura sobre o setor digital


No mês passado, a rede social profissional LinkedIn, da Microsoft, também anunciou sua saída do país citando ‘ambiente difícil’. Imagem do jogo ‘Fortnite’
Epic Games/Divulgação
Quase simultaneamente, duas empresas de tecnologia americanas anunciaram decisões importantes nesta terça-feira (2) devido à pressão e censura que sofrem sobre suas atividades na China. Enquanto o Yahoo encerrará completamente suas atividades no país, a Epic Games vai retirar seu popular jogo Fortnite da nação asiática. 
Os serviços do Yahoo “não estão mais disponíveis na China continental” desde 1º de novembro, disse o grupo em um comunicado. A empresa lançou seu motor de buscas no país em 1999, apostando no crescimento de um grande mercado emergente na época em que a internet começava a se desenvolver na China. Atualmente, o gigante asiático é um dos países mais conectados do mundo com empresas locais particularmente dinâmicas e inovadoras.
Desde 2013, o Yahoo vem reduzindo drasticamente o funcionamento de seu serviço de mensagens no país. Um porta-voz da empresa justificou a decisão, citando “o ambiente comercial e jurídico cada vez mais difícil na China”.
A empresa americana é a última de uma lista de grupos internacionais a deixar definitivamente o mercado chinês. No mês passado, a rede social profissional LinkedIn, da Microsoft, também anunciou sua saída da China devido a um “ambiente difícil”. Em nome da “estabilidade”, as autoridades chinesas removem da rede temas politicamente sensíveis e exigem aos gigantes da Internet que bloqueiem conteúdo indesejado.
Recusando-se a cumprir as exigências de Pequim, as redes sociais americanas Facebook, Twitter, Instagram e YouTube, a enciclopédia participativa Wikipedia, assim como várias mídias estrangeiras, são totalmente bloqueadas no país por uma “grande muralha informática” erguida pelos censores do regime chinês.
Restrições ao maior mercado mundial de jogos digitais
Nesta mesma dinâmica, a gigante americana de tecnologia Epic Games anunciou a retirada do seu popular jogo de sobrevivência Fornite da China. Pequim impôs regulamentações severas a vários setores como parte de um esforço para aumentar seu controle sobre a economia, com as empresas de tecnologia sendo as mais atingidas.
Em setembro, as autoridades disseram que pretendiam conter o vício em jogos na China reduzindo o tempo que os menores passam online e ordenaram que os gamers usassem uma carteira de identidade ao se registrar. A mudança foi um duro golpe para a capacidade das empresas de obter lucro no país e fez com que os preços de suas ações despencassem. 
Em resposta, a Epic Games anunciou que o jogo não estará mais disponível na China daqui a poucos dias. “Em 15 de novembro, vamos desligar os servidores e os usuários não conseguirão mais se conectar”, disse a empresa em comunicado.
Desde segunda-feira (1), a plataforma não aceita mais novos players no país asiático, afirmou a empresa, que tem entre seus acionistas a gigante digital chinesa Tencent.
Com o anúncio, a empresa encerra um teste da versão do Fortnite criada especificamente para o mercado chinês, com um controle rígido sobre elementos violentos, obscenos ou politicamente sensíveis. No jogo participativo da Epic Games, os usuários interagem online em um ambiente hostil. Embora atuem em grupo, o objetivo é ser o último sobrevivente.
O download é gratuito, mas gera bilhões de dólares de receita com compras de elementos extras aos personagens. É um dos jogos mais populares do mundo, com mais de 350 milhões de usuários, mais que a população dos Estados Unidos.
Usuário chineses lamentam
Muitos jogadores chineses lamentaram na internet o anúncio do encerramento do Fortnite no país. “Não esperávamos isso”, disse uma jovem na rede social Weibo. “Jogo com o meu namorado e estava morrendo de vontade de ver o que aconteceria”, acrescentou.
Outros expressaram irritação pela perda da evolução de seus personagens, aos quais haviam dedicado muitas horas de jogo, e pediram à Epic Games que seus dados sejam transferidos para servidores fora do país.
Lançado em 2017, o Fortnite se tornou rapidamente um fenômeno global, com algumas partidas sendo assistidas ao vivo por milhões de internautas. A Epic Games realiza cada vez mais colaborações com celebridades, como a cantora americana Ariana Grande e o jogador de futebol Neymar.
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Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: suspeito perseguido pela polícia em van roubada bate o carro em uma ponte e pula em um rio nos EUA

Ele foi resgatado da água por um barco da polícia, levado a um hospital e, depois preso. Suspeito em fuga bate carro em ponte e se joga em rio para tentar fugir da polícia nos EUA
Um homem pulou de uma ponte para um rio para tentar fugir da polícia na Flórida, nos Estados Unidos, e a cena foi gravada por um helicóptero na segunda-feira (1º).
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A cena aconteceu na região da cidade de Fort Myers.
O homem era suspeito de ter roubado uma van.
Depois de um acidente com o carro, ele saiu do veículo e pulou de uma ponte no rio Caloosahatchee.
Segundo os policiais, os agentes estavam fazendo uma blitz uando uma van roubada acelerou em direção a uma estrada.
Os pilotos se aproximaram com um helicóptero e gravaram a cena do alto.
Eventualmente, o motorista perdeu o controle e bateu na mureta do acostamento.
Foi nesse momento que ele saiu do carro e pulou no rio. Ele ficou na água até ser resgatado por um barco da polícia.
O suspeito ainda foi levado para um hospital perto do local.
Ele foi preso por roubo de veículo e por fugir da polícia.
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Fonte: G1 Mundo

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As milhões de pessoas que descendem da realeza e não sabem


Parentesco de celebridades britânicas com monarcas antigos causou surpresa, mas ter ascendência real é mais comum do que se imagina, dizem especialistas. É possível que milhões de pessoas sejam, talvez sem saber, descendentes do rei inglês Eduardo 1°
PRINT COLLECTOR/BBC
Pode parecer uma conexão rara e improvável. Como um comediante dos dias atuais poderia ser descendente de um rei dos tempos medievais?
Em um episódio recente do programa de TV da BBC Who Do You Think you Are? (“Quem você pensa que é?” em tradução livre), focado em genealogia e histórias familiares, o comediante britânico Josh Widdicombe descobriu que tinha como antepassado o rei Eduardo 1°, que morreu há mais de 700 anos.
E não é um caso isolado. O ator de novelas britânico Danny Dyer soube, no mesmo programa, de seu parentesco com Eduardo 3°; o comediante Alexander Armstrong descobriu ser descendente de Guilherme, o Conquistador (rei da Inglaterra entre 1066 e 1087) e o atleta Matthew Pinsent também teve identificado seu parentesco com Eduardo 1°.
Será que os genes de antigas realezas “produziram” celebridades britânicas atuais? Ou será que são apenas coincidências incomuns?
O que as descobertas mostram, na verdade, segundo especialistas em genealogia, é que um surpreendente número de pessoas vai encontrar ancestrais reais — desde que sejam capazes de voltar bastante no tempo e investigar sua árvore genealógica.
Dá para provar a ancestralidade real?
“Não é algo tão incomum”, diz Graham Holton, tutor no curso de pós-graduação em genealogia da Universidade de Strathclyde, na Escócia.
“Uma das questões é o quanto você realmente consegue provar isso. Provavelmente muita gente que é (descendente) não será capaz de prová-lo com evidências documentais”, agrega.
“Sempre digo às pessoas que somos todos parentes uns dos outros. É só uma questão de grau (de parentesco)”, explica Turi King, professora de genética
BBC
Usando modelos prévios de números de descendentes ao longo de gerações, ele estima que possa haver 2 milhões de pessoas vivas que têm algum grau de parentesco com Eduardo 1°. Como a maioria dos registros familiares não tem registros tão antigos, a maioria das pessoas não sabe que descende do rei inglês que governou entre 1272 e 1307.
Mas isso significa que em uma rua ou ônibus qualquer do país pode haver algum parente distante desse monarca medieval.
Nem todas as pessoas ficam superentusiasmadas quando descobrem seus elos com a realeza. Foi o caso do próprio Graham Holton ao descobrir seu parentesco com Eduardo 1°, que reinou com a ambição de dominar a Escócia. “Sou escocês, e Eduardo 1° era conhecido como ‘Martelo dos Escoceses’, não fiquei exatamente pulando de felicidade”, conta.
Milhões de parentes de Ricardo 3°
Segundo Turi King, professora de genética da Universidade de Leicester, a partir de suas pesquisas sobre Ricardo 3° (rei da Inglaterra entre 1483 e 1485, no final da Idade Média), é possível dizer que há “literalmente milhões” de pessoas vivas com parentesco com a família imediata do monarca.
A partir da amostra de DNA de parentes de uma das irmãs de Ricardo 3°, foi possível identificar a ossada do rei, na área de Leicester.
King, que é apresentadora de outro programa da BBC, Family Secrets (“Segredos de Família”, em tradução livre), diz que muitas pessoas não sabem que árvores genealógicas se sobrepõem umas às outras, quando você investiga suas origens.
“Sempre digo às pessoas que somos todos parentes uns dos outros. É só uma questão de grau (de parentesco).”
Dessa forma, diz ela, árvores genealógicas separadas acabam parecendo um grande matagal entrelaçado.
O conceito de realeza é envolto na ideia de pessoas “especiais” e distintas, mas King afirma que a realidade genética é diferente: somos resultado de séculos de miscigenações e fusões, migrações, ascensões e quedas sociais, tudo isso interconectado.
Para identificar um parente medieval é preciso encontrar um “ancestral que seja porta de entrada”
OLI SCARFF/BBC
Muitos de nós temos ancestrais compartilhados. E pessoas com ancestralidade que alcança os tempos medievais no Reino Unido têm mais chances de serem parentes de grupos da realeza do que de não serem.
Mas quando um programa televisivo foca no elo com um determinado monarca, ela diz que tenta “não se irritar com a TV” por conta do grande número de outros ancestrais menos glamourosos que acabam sendo ignorados no processo.
E se voltarmos ainda mais no tempo — alguns milhares de anos, por exemplo —, vamos descobrir padrões ainda maiores de ancestralidade comum, diz King. E não apenas no Reino Unido, mas compartilhados por pessoas que moram em diferentes países e continentes.
“Somos todos parte de uma família gigante”, ela argumenta.
Para identificar um parente medieval geralmente é preciso encontrar um “ancestral que seja porta de entrada”, explica Else Churchill, da Sociedade de Genealogistas de Londres.
Pode ser alguém rico e famoso ou mesmo infame o suficiente para ser bem documentado e oferecer uma trilha a um historiador de genealogia. Com essa trilha, diz Churchill, aumenta-se a probabilidade de se encontrar algum parente na realeza.
A especialista em genealogia sugere que uma criança nascida na Inglaterra em meados do século 20 cuja ancestralidade possa remontar ao período inglês do início do século 13 teria 80% da população da época em sua árvore genealógica.
“Dependemos da sobrevivência dos registros oficiais”, ela aponta. Muitas pessoas também serão descendentes de “uma linhagem de camponeses”.
Resultado inesperado de DNA
O comediante britânico Josh Widdicombe descobriu seu parentesco com o rei Eduardo 1°
PA MEDIA/BBC
Para identificar seus antepassados, muita gente tem recorrido a análises de DNA. A própria Else Churchill ficou surpresa com seu histórico — embora ela não tenha nenhuma relação com reis ingleses da Era Medieval.
“Pelo DNA, descobri que meu pai não é meu pai”, ela conta. “Venho pesquisando os Churchills há 40 anos, então a descoberta foi um choque, eu não tinha ideia. Conheço (mais) pessoas que ficaram abaladas por descobertas como essa. Não foi o meu caso, mas foi algo que me fez pensar.”
Churchill, cujos pais já faleceram, ressalta que a descoberta inesperada não a fez perder seu senso de identidade ao descobrir que não tinha laços genéticos com seu pai ou mesmo com os ancestrais que ela vinha pesquisando havia tanto tempo.
Isso tampouco diminuiu seu entusiasmo pelo trabalho de detetive envolvido na genealogia.
“Não formo minha identidade pensando que lá em 1630 havia um cara chamado Thomas Churchill, que é meu ancestral. (…) A família não é necessariamente os genes, e família não é necessariamente ancestralidade”, diz.

Fonte: G1 Mundo

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Capacetes azuis da ONU são atacados pela guarda presidencial na República Centro-Africana

Dez agentes da missão de paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) foram feridos e dois estão em estado grave. Eles estavam em ônibus com as iniciais da ONU. Dez capacetes azuis da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) foram feridos por tiros disparados pela guarda presidencial do país, anunciou a ONU nesta terça-feira (2).
Os agentes da missão de paz da ONU são egípcios e dois deles ficaram gravemente feridos, segundo as Nações Unidas, que chamou os disparos de “ataque deliberado”.
A República Centro-Africana é classificada como o segundo país menos desenvolvido do mundo pela ONU e mergulhou em uma sangrenta guerra civil após um golpe em 2013.
Embora o conflito tenha diminuído consideravelmente nos últimos três anos, grande parte do território do país não é controlado pelo governo.
O ataque
Os egípcios estavam em um ônibus com as iniciais da ONU e “sofreram inúmeros tiros da guarda presidencial sem prévio aviso ou resposta, quando não estavam armados”, afirmou a Minusca.
A missão da ONU disse também que, após os disparos, o ônibus em que os agentes estavam atropelou e matou uma mulher a cerca de 120 metros da residência presidencial.
O ataque ocorreu na segunda-feira (1º), no mesmo dia em que os capacetes azuis haviam desembarcado no aeroporto de Bangui, como parte da troca regular de agentes da ONU.
Bangui é a capital e maior cidade da República Centro-Africana. Procuradas pela agência de notícias France Presse, as autoridades centro-africanas não responderam aos questionamentos.
‘Incidentes hostis’ contra a ONU
A ONU também denunciou “a persistência de campanhas de desinformação” contra a Minusca e disse que ataques contra seus funcionários podem “constituir crimes de guerra”.
No mês passado, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, denunciou “incidentes hostis” contra as forças de paz no país envolvendo “forças de defesa e de segurança”.
Guterres apontou em “violações graves”, como “obstrução à liberdade de circulação das patrulhas da Minusca, detenção ou prisão de membros, ameaças e tentativas de revistar veículos e residências do pessoal das Nações Unidas”.
“Tais ações impedem o cumprimento do mandato [da Minusca], colocam em risco as vidas dos mantenedores da paz e estão em contradição com os compromissos do presidente Faustin Archange Touadéra e do governo”, afirmou o secretário-geral.
Entre 1º de junho e 1º de outubro, as Nações Unidas registraram sete ataques hostis contra membros da Minusca e 18 casos de “assédio” por forças de segurança do país.
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Fonte: G1 Mundo

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4 pessoas são condenadas à morte na Índia por atentado em comício do atual premiê


Outras 2 pessoas foram condenadas à prisão perpétua por série de explosões em evento com o atual primeiro-ministro indiano, Narendra Modi — que na época era líder da oposição. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante a cúpula do G20 em Roma, na Itália, em 31 de outubro de 2021
Evan Vucci/AP
Quatro pessoas foram condenadas à morte e duas foram sentenciadas à prisão perpétua na segunda-feira (1º) por um ataque a um comício eleitoral em 2013 na Índia.
Outros três réus foram condenados a sentenças que variam de sete a dez anos.
A série de explosões deixou seis mortos e quase 100 feridos pouco antes de o então líder da oposição, Narendra Modi, se dirigir à multidão. Modi venceu a eleição e é o atual primeiro-ministro do país.
Os ataques atingiram um parque na cidade de Patna e uma estação ferroviária próxima.
Ferido é carregado após explosão em comício do atual premiê da Índia, Narendra Modi, na cidade de Patna em 2013
Krishna Murari Kishan/Reuters
A Agência Nacional de Investigação (NIA), principal autoridade de contraterrorismo do país, disse que todos os condenados faziam parte do grupo Movimento Islâmico de Estudantes da Índia.
O promotor Lalan Kumar afirmou à agência de notícias France Presse que o grupo, que é proibido no país, foi condenado por conspirar para “fazer guerra contra o governo”.
Um advogado dos réus disse que vai recorrer da decisão.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Em Nova York, vacina passa a ser obrigatória para policiais; de 35 mil agentes, 34 foram tirados das ruas


O sindicato da polícia havia afirmado que cerca de 10 mil deixariam de circular. Os números foram muito mais baixos. Nova York vai exigir vacina contra covid de funcionários públicos
A cidade de Nova York passou a exigir que os policiais do município fossem vacinados até a segunda-feira (1º) e, até o momento, 34 policiais pararam de circular, de acordo com texto do “Washington Post”.
O sindicato dos policiais havia dito que 10 mil policiais sairiam das ruas. Há cerca de 35 mil policiais na cidade.
Agente do departamento de polícia de Nova York (NYPD) recebe dose da vacina contra a Covid-19 da farmacêutica Moderna Covid-19 na sede da academia da polícia no Queens, no subúrbio de NY, em 11 de janeiro de 2021
Jeenah Moon/Pool via Reuters
Os policiais que foram retirados da rua não recebem salário.
Além deles, há 40 funcionários da polícia que pararam de trabalhar, de um total de cerca de 17 mil.
Os dados foram divulgados por um comissário da polícia, Dermot Shea.
De acordo com ele, 85% dos funcionários da polícia foram vacinados.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que não houve grandes problemas com a obrigatoriedade da vacina.
O número de funcionários da cidade que foram afastados por não tomarem vacina foi de cerca de 9.000. Se eles forem vacinados, serão reincorporados. Segundo o prefeito, isso já tem acontecido.
Entre os bombeiros, houve uma alta de funcionários que não foram ao trabalho na segunda-feira alegando problemas de saúde.
Portaria do Ministério do Trabalho no Brasil
No Brasil, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, determinou, na segunda-feira (1º), que empresas não podem exigir comprovante de vacinação contra Covid-19, por exemplo, na hora de contratar empregados. Também não podem demitir por justa causa quem não comprovar a vacinação.
A medida contraria decisões recentes da Justiça do Trabalho e orientações do Ministério Público do Trabalho.
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Fonte: G1 Mundo