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Em cemitério militar, papa apela aos fabricantes de armas: ‘Parem!’


Francisco celebrou missa no cemitério militar francês em Roma, local de sepultamento de cerca de 1.900 soldados franceses e marroquinos mortos na Segunda Guerra Mundial. Papa Francisco passa por túmulos no cemitério militar francês no Dia de Finados, em Roma
Alberto Pizzoli/ AFP
O papa Francisco, em visita a um cemitério militar no dia em que os católicos se lembram de seus mortos, pediu na terça-feira (2) aos fabricantes de armas que “parem”, porque a guerra “engole os filhos da pátria”.
No Dia de Finados, Francisco celebrou uma missa no cemitério militar francês em Roma, na Itália,local de sepultamento de cerca de 1.900 soldados franceses e marroquinos mortos na Segunda Guerra Mundial.
Francisco concorda em fazer a 1ª visita papal à Índia desde 1999
Francisco, que visita um cemitério a cada ano no dia de homenagem aos mortos, colocou rosas brancas e parou para orar em alguns dos túmulos e mencionou que um dizia “Desconhecido, morreu pela França, 1944”.
“Nem mesmo um nome. Mas no coração de Deus estão todos os nossos nomes. Esta é a tragédia da guerra”, declarou ele, em um sermão improvisado.
“Mas … lutamos o suficiente para que não haja guerras, para que não haja economias de países que se fortaleçam com a indústria de armas?”
“Estas tumbas são uma mensagem de paz. Parem irmãos e irmãs, parem. Parem, fabricantes de armas, parem!”, disse ele, chamando os enterrados no cemitério entre as muitas “vítimas da guerra, que engole os filhos da pátria”.
Francisco fez muitos apelos pelo desarmamento e afirmou que as armas nucleares deveriam ser proibidas porque mesmo sua posse por motivos de dissuasão é “perversa” e indefensável.

Fonte: G1 Mundo

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China pede que população estoque comida em meio a surto de Covid-19


País mantém política severa apesar de número de novas infecções ser relativamente pequeno. Criança é testada para o coronavírus em Ganzhou, no estado de Zhangye, na China
STR / AFP
O governo da China pediu aos cidadãos que estoquem suprimentos de necessidades diárias e que as autoridades tomem medidas para garantir o abastecimento adequado de alimentos, à medida que o país adota medidas cada vez mais rígidas para conter o mais recente surto de Covid-19.
Um aviso publicado no site do Ministério do Comércio na noite desta segunda-feira (1) instou “as famílias a armazenarem uma certa quantidade de produtos de necessidade diária conforme necessário para atender a vida cotidiana e emergências”.
Disneylândia de Xangai fecha após detectar 1 caso de Covid
O órgão governamental não faz menção a uma possível escassez de alimentos ou se as instruções são motivadas por temores de que as medidas contra a Covid-19 possam interromper as cadeias de abastecimento ou levar que cidadãos em lockdown enfrentem falta de alimentos.
Além do surto de Covid-19, o pedido do governo chinês também ocorre em meio a um aumento no preço dos vegetais causado por fortes chuvas no país.
A medida ainda gerou temores nas redes sociais locais de que poderia ter sido desencadeada pelas tensões elevadas com Taiwan.
Em postagens, usuários também relataram que, após o anúncio do governo, chineses correram para estocar arroz, óleo de cozinha e sal. “Assim que a notícia saiu, todos os idosos perto de mim enlouqueceram comprando no supermercado”, escreveu um perfil na rede social chinesa Weibo, semelhante ao Twitter.
A imprensa local ainda chegou a publicar listas de bens recomendados para estocar em casa, incluindo biscoitos, macarrão instantâneo, vitaminas e lanternas.
A resposta do público levou a imprensa estatal a tentar acalmar os ânimos nesta terça-feira. O jornal Economic Daily, apoiado pelo Partido Comunista, disse aos leitores para evitarem ter “uma imaginação hiperativa” e afirmou que o objetivo da diretiva do governo era garantir que os cidadãos não fossem pegos de surpresa se houvesse um lockdown em sua região.
Tolerância zero
O apelo foi publicado em meio a um período em que a estratégia chinesa de tolerância zero em relação ao coronavírus mantém contornos cada vez mais severos, apesar dos números de infecções relativamente baixos. As medidas sanitárias incluem o fechamento de fronteiras, lockdowns pontuais e longos períodos de quarentena.
Uma preocupação de Pequim parece ser a aproximação da data da abertura das Olimpíadas de Inverno de Pequim, agendada para 4 de fevereiro.
Os Jogos serão realizados em fevereiro de 2022 , e o governo chinês têm mantido a sua estratégia de confinar cidades inteiras e adotar severos lockdowns após a detecção de pequenos surtos.
A China registrou 92 novos casos de Covid-19 nesta segunda-feira (1), o maior patamar desde meados de setembro.
O governo restringiu algumas viagens interprovinciais, aumentou os testes e pediu às pessoas que adiem reuniões sociais como casamentos e banquetes.
O país, que mantém suas fronteiras fechadas desde março de 2020, implementa uma política rígida de quarentena nas chegadas, o que ajuda a manter suas estatísticas oficiais em 4.636 mortes em decorrência do coronavírus e 97.243 infecções desde o início da pandemia.
No mês passado, Pequim determinou o confinamento de Lanzhou, cidade de quatro milhões de habitantes, ordenando que seus moradores não saiam de casa, numa tentativa de erradicar um surto de covid-19 de apenas algumas dezenas de casos confirmados.
Um caso, 38 mil testes
Outro exemplo das medidas extremas tomadas foi o fechamento temporário da Disneylândia de Xangai neste domingo (31), devido a um único caso de coronavírus. O parque temático também impediu que visitantes e funcionários saíssem até serem submetidos ao teste de Covid. Como resultado, mais de 38 mil pessoas foram testadas.
O lugar fechou depois que uma mulher que visitou o parque no sábado testou positivo ao voltar para casa em uma província vizinha, segundo a mídia estatal. A Disneylândia informou que permanecerá fechada “por pelo menos dois dias, para seguir as exigências de prevenção e controle da pandemia”, sem confirmar o dia da reabertura.
Imagens da mídia estatal mostraram dezenas de profissionais de saúde em trajes de proteção dentro da Disneylândia, enquanto visitantes de máscara esperavam em longas filas os resultados dos testes de covid-19.
Em geral, a China manteve uma contagem diária de novos casos na casa dos dois dígitos durante grande parte da pandemia. Mas os casos diários aumentaram para 143 em agosto em meio a um surto da variante delta, que ficou controlado por várias semanas, mas que começou a ressurgir novamente em meio ao que o governo chamou de um novo surto “sério”, com casos surgindo em uma dúzia de províncias.

Fonte: G1 Mundo

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No México, ativistas usam Dia de Finados para fazer manifesto contra o feminicídio; veja vídeo

No ano passado houve um recorde de casos registrados. Manifestantes usaram fantasia tradicional do feriado para protestar. Manifestantes fazem protesto contra violência no México
O dia dos finados é comemorado nesta terça-feira (2) no México, e manifestantes usaram a data para chamar a atenção para os feminicídios no país.
Mulheres usaram uma fantasia tradicional no país, a do esqueleto “Catrina”, para tentar levantar uma discussão sobre o tema.
Houve uma “marcha das Catrinas” composta por parentes de vítimas de feminicídios, sobreviventes de violência de gênero e organizações feministas em uma via importante da Cidade do México.
No ato, pediu-se para que o governo dê mais atenção e verbas para combater a violência de gênero.
Há uma espécie de “alerta de gênero”, uma notificação para mobilizar forças de segurança de diferentes esferas governamentais com o propósito de prender os responsáveis por esses crimes e diminuir o número de homicídios.
No entanto, há pressão para acabar com o alerta.
Em 2020 houve 969 casos de feminicídio no país, de acordo com o Observatório Nacional Cidadão do país. É o número mais alto desde que esse crime passou a ser monitorado, em 2015.
As manifestantes também pediram acesso seguro e gratuito ao aborto para mulheres do país.
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Fonte: G1 Mundo

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COP26: manifestantes fazem protesto com máscaras de presidentes e com fantasia de Round 6; veja imagens


Greta Thunberg voltou a criticar os discursos de líderes reunidos na COP26, que ela classifica como blábláblá. ‘Nós não queremos mais blá blá blá’, diz Greta Thunberg
Do lado de fora da Conferência do Clima da ONU, a COP26, que ocorre em Glasgow, no Reino Unido, manifestantes tentam pressionar os líderes que negociam como serão os compromissos de redução da poluição em seus países.
Ativistas fazem referência à série Round 6 em protestos do lado de fora da COP26 em Glasgow, em 2 de novembro de 2021
Andy Buchanan / AFP
Nesta terça-feira (2), ativistas fizeram uma manifestação inspirada na série Round 6. A ideia era dizer para que os líderes reunidos na conferência “parem com os jogos”.
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Ativistas climáticos usando máscaras de líderes mundiais simulam cena do seriado ‘Round 6’ perto do local da COP26 em Glasgow
ANDY BUCHANAN / AFP
Alguns dos manifestantes estavam com roupas que remetem à série, mas com máscaras dos líderes de países que participam da COP26.
Os presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, Vladimir Putin, da Rússia, e Xi Jinping, da China, não foram a Glasgow, mas os ativistas fizeram máscaras com os seus rostos também.
Manifestantes com máscaras de líderes fazem referências visuais ao seriado Round 6 em Glasgow, em 2 de novembro de 2021
Andy Buchanan / AFP
Greta volta a citar o blábláblá
Na segunda-feira, o primeiro dia da COP26, a ativista Greta Thunberg participou de um ato em um parque da cidade.
Segundo a agência Ansa, Greta afirmou que os verdadeiros líderes não estão dentro do complexo onde ocorre o encontro, e os verdadeiros líderes são as pessoas que participavam do protesto.
Protesto em Glasgow inspirado em Round 6, em 2 de novembro de 2021
Andy Buchanan / AFP
Ela voltou a dizer que as falas que ocorrem em eventos como a COP26 são blábláblá.
Ela já havia se expressado dessa forma em outras ocasiões, e o primeiro-ministro Boris Johnson, do Reino Unido, até fez referência a essa fala de Greta no discurso de abertura.
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Fonte: G1 Mundo

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Ministra de Israel que é cadeirante não consegue participar da COP26 porque não havia acesso adequado


Ministra tentou entrar no complexo onde ocorre o evento em um veículo apropriado, mas os seguranças não permitiram. A COP26 não forneceu uma van adaptada. Imagem de Karine Elharrar em abril de 2021, em Israel
Amir Cohen/Reuters
A ministra de Energia de Israel, Karine Elharrar, é cadeirante e não conseguiu participar da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP26, na segunda-feira (1) porque não havia transporte que levasse uma cadeira de rodas.
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Ela afirmou em uma entrevista a um canal de TV de Israel que não conseguiu chegar ao local da conferência porque ela teria que andar até lá ou então embarcar em uma van que não era adequada para a cadeira de rodas.
Ela chegou a tentar entrar no complexo onde ocorre o evento com um veículo próprio, mas a organização não permitiu e, ao mesmo tempo, não forneceu uma van adaptada.
“Eu vim à COP26 para encontrar meus homólogos do mundo e avançar no combate contra a crise do clima, é triste que em 2021 a ONU, que promove a acessibilidade para pessoas com deficiências, não se preocupe com acessibilidade nos seus próprios eventos”, afirmou ela em uma rede social.
O ministro de Relações Exteriores de Israel disse que “é impossível se preocupar com o futuro, com o clima e com os povos se antes não tomarmos conta dos seres humanos, acessibilidade e deficiências”.
O embaixador do Reino Unido em Israel, Neil Wigan, pediu desculpas: “Eu fiquei incomodado ao saber que Karine Elharrar não pôde comparecer a encontros da COP26, eu peço desculpas à ministra”.
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Fonte: G1 Mundo

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Ilha principal de Tonga entra em lockdown após país registrar 1º caso de Covid da pandemia


Infectado chegou em voo da Nova Zelândia na quarta-feira (27). Notícia fez com que centenas de tonganeses fizessem fila em locais de vacinação para se imunizar contra Covid. Ilha Nuku, em Tonga
By Msdstefan
A ilha principal de Tonga entrou em lockdown por uma semana após o país do Oceano Pacífico registrar seu primeiro caso de Covid-19 desde o início da pandemia, anunciou o governo na segunda-feira (1º).
A notícia do primeiro caso confirmado do país fez com que centenas de tonganeses fizessem fila em locais de vacinação contra a Covid-19.
Tonga é um pequeno país no Pacífico Sul de 106 mil habitantes que fica a nordeste da Nova Zelândia. Cerca de 51% da população já recebeu ao menos uma dose dos imunizantes e 34% estão totalmente vacinados, segundo dados do “Our World in Data”.
Viajante infectado
O primeiro infectado do arquipélago é um viajante que chegou da Nova Zelândia na quarta-feira (27), em um voo que saiu de Christchurch, e se isolou em um hotel de quarentena após testar positivo.
Autoridades de saúde neozelandesas dizem que o viajante foi totalmente vacinado com a vacina da Pfizer e havia feito um teste de Covid, que deu negativo, antes de embarcar para Tonga. Havia 215 passageiros no voo.
Equipes de saúde, policiais e funcionários do aeroporto que estavam trabalhando quando o avião chegou ao país também foram colocados em quarentena.
Detalhes do lockdown
O primeiro-ministro de Tonga, Pohiva Tu’i’onetoa, anunciou o confinamento a partir da meia-noite desta terça-feira (2) apenas na ilha de Tongatapu, onde vive a maioria da população.
Com o lockdown, escolas, bares e restaurantes foram fechados e um toque de recolher noturno foi imposto. As pessoas só podem sair de casa para comprar comida ou remédios e ir ao médico ou no banco.
Nação isolada
Tonga está entre os poucos países do mundo que evitaram surtos do novo coronavírus devido ao seu isolamento.
A nação vizinha de Fiji também tinha conseguido evitar surtos significativos até abril, quando a variante do delta atingiu a cadeia de ilhas, infectando mais de 50 mil pessoas e matando pelo menos 673.
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Fonte: G1 Mundo

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Mais de 100 líderes globais prometem acabar com desmatamento até 2030

Compromisso foi apoiado por países incluindo Brasil, China, Estados Unidos, Indonésia e a República Democrática do Congo, e reúne nações que representam coletivamente 86% das florestas do planeta. Mais de 100 líderes mundiais se comprometeram, na noite desta segunda-feira (1), a interromper e reverter o desmatamento e a degradação de terras até o fim desta década, informou o governo do Reino Unido, que preside a COP26 em Glasgow, na Escócia.
O compromisso foi apoiado por líderes de países incluindo Brasil, China, Estados Unidos, Indonésia e a República Democrática do Congo, reunindo nações que representam coletivamente 86% das florestas do planeta. Confira aqui a lista de países.
“Mais de 100 líderes, representando mais de 86% das florestas do mundo, se comprometeram a trabalhar juntos para deter e reverter a perda florestal e a degradação da terra até 2030 na Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra”, informou o governo do Reino Unido
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“Teremos a chance de encerrar a longa história da humanidade como conquistadora da natureza, e ao invés disso, nos tornamos seus guardiões”, afirmou Johnson, que classificou o acordo como inédito, destaca a agência Reuters, embora a data de 2030 estabelecida seja considerada distante demais por ativistas climáticos que exigem ações urgentes para salvar as áreas verdes do planeta.
O compromisso de é acompanhado de um financiamento de quase 20 bilhões de dólares na década atual para frear a regressão das massas florestais.
m o apoio de 19 bilhões de dólares em verbas públicas e privadas que serão investidas na proteção e restauração das florestas.
Segundo o acordo, 12 países, incluindo o Reino Unido e EUA, prometeram desembolsar US$ 12 bilhões em recursos públicos entre 2021 e 2025 para ajudar os países em desenvolvimento, inclusive nos esforços para restaurar terras desmatadas e combater incêndios florestais.
Uma série de iniciativas governamentais e privadas adicionais foram lançadas nesta segunda-feira para ajudar a chegar ao objetivo, incluindo bilhões prometidos para guardiões indígenas da floresta e para iniciativas de agricultura sustentável. 
As florestas absorvem cerca de 30% das emissões de dióxido de carbono, de acordo com a organização não governamental World Resource Institute (WRI). As florestas capturam as emissões da atmosfera e previnem que elas causem o aquecimento do clima.
Ainda assim, a proteção natural climática está desaparecendo rapidamente. O planeta perdeu 258 mil quilômetros quadrados de floresta em 2020, de acordo com a iniciativa de acompanhamento do desmatamento do WRI, a Global Forest Watch. A área é maior do que o Reino Unido.
Países prometem reverter desmatamento até o fim da década, e mais ricos vão bancar iniciativa

Fonte: G1 Mundo

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Governo de Cuba e organizadores de protesto trocam acusações


Um grupo está organizando uma passeata para o dia 15 de novembro. Eles afirmam seus integrantes foram alvo de repressão por parte do governo. As autoridades do governo acusaram os líderes do grupo de serem agentes dos Estados Unidos. Carros revirados em Havana após protestos contra o governo de Cuba, em julho de 2021
YAMIL LAGE / AFP
Uma manifestação política marcada para o dia 15 de novembro em Cuba é motivo de acusações no país. O grupo político de oposição que convocou a passeata se intitula Arquipélago, e afirmou que seus integrantes foram alvo de repressão por parte do governo. As autoridades do governo acusaram os líderes do grupo de serem agentes dos Estados Unidos.
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A Comissão de Apoio e Proteção aos Manifestantes do 15 de Novembro, criada para apoiar o grupo que convocou a passeata, afirmou que “as várias formas de repressão não cessaram em Cuba” desde 11 de julho, quando eclodiram manifestações em cerca de 50 cidades.
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
A comissão afirma que os atos de repressão “se intensificaram” desde o anúncio do protesto pela liberdade dos presos políticos, proibido pelo governo.
Autoridades alegam que a mobilização visa a provocar uma mudança de regime, com o apoio dos Estados Unidos.
22 denúncias
O grupo reportou que integrantes e apoiadores do Arquipélago fizeram 22 denúncias, entre os dias 25 e 30 de outubro, de represálias por participarem da convocação. Entre elas estão ameaças de demissão, intimidação, vigilância policial, reclusão domiciliar e prisões arbitrárias.
No noticiário estatal, autoridades acusaram o fundador do Arquipélago e organizador da manifestação, Yunior García, de querer criar “um clima de instabilidade” para dar “um golpe de Estado brando”, após ter recebido treinamento no exterior, especialmente de organizações americanas.
O governo alertou os organizadores para as consequências criminais se persistirem no chamado à manifestação, programada para acontecer em Havana e em outras seis províncias da ilha. Em Cuba há “revolucionários em número suficiente para enfrentar qualquer tipo de manifestação”, advertiu o presidente Miguel Díaz-Canel há uma semana, diante do desafio dos grupos de oposição de manter a marcha.
Nas redes sociais, foram publicados vídeos e fotos de civis armados com pedaços de pau e armas treinando para um possível confronto.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Agorafobia me fez prisioneira dentro da minha própria casa’


Um funcionário do alto escalão do governo britânico deixou de participar de foto oficial por se dizer ‘agorafóbico’. Mas em que consiste esse transtorno e como vivem aqueles que sofrem com ele? Tanya diz que sua agorafobia pode estar ligada a momentos de estresse anteriores
BBC
Simon Clarke, secretário-chefe do Tesouro do Reino Unido, disse que não participaria de uma tradicional foto oficial junto ao ministro das Finanças em um evento do governo britânico por ser “agorafóbico”.
Segundo ele, sua condição “impede que eu me sinta confortável em alguns espaços abertos”.
Mas o que é a agorafobia e como vivem aqueles que sofrem do transtorno?
Para Anneli Roberts, de 31 anos, do País de Gales, a porta da frente de sua casa na zona rural é onde sua sensação de estar segura começa e termina. Em alguns dias, até mesmo fazer a caminhada de um metro até o portão do jardim pode parecer uma jornada angustiante.
Anneli sofre de agorafobia, resultado do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), o que significa que ela tem medo de estar em espaços públicos. Mas não se trata apenas de espaços abertos ou lotados — Anneli diz sentir-se assim em qualquer lugar que possa encontrar homens que são estranhos.
Durante o lockdown, ela e seu companheiro moraram na casa dos sogros. Durante esse período Anneli ficou no quarto do sótão por mais de um mês, saindo apenas para usar o banheiro.
Agorafobia: por que passei 15 horas ‘fugindo’ do casamento da minha melhor amiga
“Fico nervosa o tempo todo em que estou fora, especialmente se estou sozinha”, conta. “É realmente muito assustador para mim.”
Anneli usa mecanismos de enfrentamento, como fones de ouvido para evitar ruídos altos e apenas rotas específicas que ela conhece bem.
No início deste ano, ficou 148 dias de sair de casa, e o autoisolamento só foi interrompido quando ficou doente. Agora, ela sente que precisa começar de novo.
Simon Clarke é parlamentar desde 2017 e revelou recentemente que tem agorafobia
PA Media via BBC
Não só em lugares abertos
Na quarta-feira desta semana, Clarke disse que não participaria da foto da equipe responsável pela apresentação do Orçamento britânico por causa de sua agorafobia. No entanto, em um evento semelhante em março, ele esteve presente na foto, já que naquela ocasião a imagem foi registrada dentro da residência do ministro das Finanças, e não do lado de fora.
No Twitter, ele escreveu: “Não estarei do lado de fora para as fotos em Downing Street (rua onde ficam as residências do ministro das Finanças e do primeiro-ministro) porque vivo com agorafobia — o que me impede de ficar confortável em alguns espaços abertos”.
O serviço de saúde pública do Reino Unido, o NHS (o equivalente ao SUS para os britânicos), define agorafobia como o medo de estar em uma situação difícil de se escapar ou em que não se consiga obter ajuda.
Muitos assumem que se trata apenas de um medo de espaços abertos — como afirmou Clarke — mas o transtorno também pode se manifestar como desconforto com transportes públicos, centros comerciais ou simplesmente ao sair de casa.
E nem sempre espaços lotados são um gatilho: para Anneli, por exemplo, uma rua isolada com uma pessoa pode ser mais assustador do que um lugar movimentado.
Ela diz, por exemplo, que consegue ir a um grande evento como um casamento com a família e amigos.
Estima-se que duas em cada 100 pessoas no Reino Unido tenham transtorno do pânico e um terço dessas pessoas desenvolverá agorafobia.
Segundo o NHS, a condição costuma afetar duas vezes mais mulheres do que homens e geralmente começa entre os 18 e 35 anos.
Outras personalidades com agorafobia incluem a atriz Kim Basinger e o lendário músico dos Beach Boys, Brian Wilson. Em 2011, a atriz Emma Stone também disse que ela era “quase agorafóbica” durante sua infância. “Não podia sair do lado da minha mãe”, disse ela em entrevista a uma revista.
Ruth precisa de ajuda da filha para sair de casa
BBC
A britânica Tanya, de 36 anos, também teve agorafobia relacionada ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) durante a maior parte de sua vida adulta. Diferentemente de Clarke, sua condição não é desencadeada apenas em espaços abertos, mas pode estar ligada a momentos anteriores de alto estresse.
No ano passado, Tanya teve um ataque de pânico em todo o corpo, durante o qual perdeu a sensibilidade nas mãos e nas pernas. E teve que ligar para um amigo para ajudá-la a voltar do centro da cidade para casa, uma jornada de cinco minutos.
“Isso te deixa com medo, porque é muito humilhante chorar sem ninguém por perto”, diz ela, acrescentando que sua mente tende a imaginar cenários extremos ou catastróficos, como desmaiar ou cair sem ninguém para ajudá-la.
Um porta-voz da Anxiety UK, ONG britânica de apoio a pessoas que sofrem de ansiedade, disse: “(Isso) varia enormemente, desde aquelas que ficam presas em casa, até mesmo em um quarto, até aqueles que podem viajar distâncias específicas dentro de um limite definido.
“Alguns agorafóbicos descobrem que podem viajar mais facilmente se tiverem um amigo ou parente de confiança acompanhando-os; no entanto, isso pode rapidamente levar à dependência de seu cuidador.”
Já a britânica Ruth Hatton, de 43 anos, apresenta sintomas de agorafobia, mas não tem um diagnóstico oficial de seu médico. Ela diz lidar com o transtorno com o apoio da filha adulta, a quem pede ajuda até para ir ao supermercado.
Segundo Tanya, a forma como encara sua agorafobia é se esforçando para sair.
Ela diz que, embora inicialmente pareça um espaço seguro, a sensação é de “virar um prisioneiro em sua própria casa”.
Durante a pandemia de covid-19, para muitas pessoas, o comportamento agorafóbico acabou potencializado quando elas foram impedidas de sair de casa.
Megan Pennell, gerente de campanhas da Mind (entidade britânica que ajuda pessoas com problemas de saúde mental), diz à BBC: “Muitas pessoas estão sentindo os impactos da pandemia na saúde mental”.
“No momento, 1,6 milhão de pessoas estão em listas de espera para apoio ou tratamento de saúde mental, e mais 8 milhões de pessoas não podem nem entrar na lista de espera por causa dos limites atuais”.
Mas falar abertamente sobre a experiência de viver com um transtorno mental, como Clarke, é útil para aumentar a conscientização, argumenta o médico David Crepaz-Keay, da Fundação de Saúde Mental.
“Cada vez que uma pessoa pública revela que está tendo dificuldades psicológicas, isso tende a ajudar a reduzir o estigma em torno dos problemas de saúde mental, o que é extremamente útil.”
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã confirma explosão em frente a hospital em Cabul

Porta-voz dos extremistas diz que explosão em frente ao maior hospital militar do Afeganistão teve civis como alvo. Ainda não há informações sobre vítimas. Uma explosão seguida de tiros foi registrada nesta terça-feira (2) em Cabul, capital do Afeganistão, em frente ao maior hospital militar do país.
O porta-voz adjunto do Talibã, Bilal Karimi, disse à agência Associated Press que a explosão teve civis como alvo e que ainda não há informações sobre vítimas.
Testemunhas falam em uma segunda explosão e também tiros, mas o porta-voz não confirma a informação.

Fonte: G1 Mundo