Categorias
MUNDO

As 5 cidades mais seguras do mundo pós-pandemia


Lista feita pela Economist Intelligence Unit classifica 60 lugares com base em 76 indicadores de segurança nas áreas de infraestrutura, vida digital, segurança pessoal, fatores ambientais e saúde. Copenhague inteira é navegável por bicicletas e 96% da população mora a 15 minutos a pé de uma área verde de qualidade.
Aga Khan Award for Architecture/Handout via REUTERS
Nada na memória moderna mudou a vida nas cidades tanto quanto a pandemia de Covid-19.
Do fechamento de escritórios nos centros ao uso obrigatório de máscaras e restrições impostas a restaurantes, as medidas de prevenção ao coronavírus transformaram a paisagem das cidades em todo o mundo, provavelmente numa perspectiva de longo prazo.
Na verdade, a pandemia de Covid-19 é a primeira deste porte a nos atingir como uma espécie “urbanizada”.
Quando a gripe espanhola eclodiu, no início de 1900, apenas 14% dos humanos viviam em cidades, mas hoje esse percentual subiu para 57%, de acordo com estimativas da Divisão de População da Organização das Nações Unidas (ONU).
Como resultado, as cidades tiveram que se tornar ainda mais vigilantes em termos de proteção sanitária e segurança de uma maneira geral para preservar melhor seus habitantes.
Para esclarecer que mudanças levaram a mais segurança, a Economist Intelligence Unit lançou recentemente o Índice de Cidades Seguras de 2021, que classifica 60 cidades com base em 76 indicadores de segurança nas áreas de infraestrutura, vida digital, segurança pessoal, fatores ambientais e, claro, saúde — com critérios como capacidade de resposta à pandemia e mortalidade por Covid-19 incluídos neste ano.
Todas as cidades classificadas no topo da lista — incluindo Copenhague, Toronto, Cingapura, Sydney e Tóquio — apresentam elementos que ilustram como a segurança em geral se correlaciona com um forte senso de coesão social, inclusão total da população e confiança da sociedade.
Conversamos com moradores destas cidades para ver como as mudanças provocadas pela pandemia tornaram suas cidades mais seguras, inclusivas e resilientes; e o que os turistas ainda precisam saber para se manterem seguros quando finalmente puderem visitá-las.
Copenhague
Copenhague quer se tornar a primeira capital neutra em carbono do mundo
Divulgação
Encabeçando a lista, a capital da Dinamarca se classificou particularmente bem devido ao novo pilar de segurança ambiental do índice, que mede sustentabilidade (incluindo incentivos à energia renovável), qualidade do ar, gestão de resíduos e cobertura florestal urbana.
Este último teve um impacto absoluto em como a cidade e seus moradores foram capazes de lidar com as restrições da pandemia, completamente suspensas em setembro de 2021.
“Os parques e áreas verdes, assim como as vias navegáveis, foram extremamente populares durante a pandemia. Os moradores de Copenhague estavam passeando, comprando comida para viagem e aproveitando os muitos espaços para respirar da cidade”, afirmou o morador Asbjørn Overgaard, CEO da organização sem fins lucrativos Copenhagen Capacity.
A cidade também continua a fornecer “guias-corona” para orientar as pessoas, além de oferecer uma ampla sinalização e marcações claras para criar espaço entre os grupos ao ar livre.
O espírito comunitário do país, melhor resumido na palavra dinamarquesa samfundssind, também permite que os cidadãos trabalhem juntos e confiem uns nos outros — incluindo as autoridades do governo — para criar condições de vida mais seguras.
O Índice de Cidades Seguras encontrou uma alta correlação entre o controle da corrupção e cidades mais seguras, então não é surpresa que a classificação da Dinamarca como um dos países menos corruptos do mundo tenha permitido que seus cidadãos confiassem em suas instituições e uns nos outros durante a pandemia.
Copenhagen também implementou um amplo programa de testes de Covid, que permanece gratuito para todos, incluindo turistas.
Os dados coletados permitem o monitoramento detalhado dos surtos; além disso, a cidade implementará testes de água de esgoto para detectar surtos precocemente.
Toronto
Ciclista pedala por avenida de Toronto, no Canadá
Hyungwon Kang/Reuters
A maior cidade do Canadá aparece logo a seguir, em segundo lugar, no índice de segurança geral, com alta pontuação em infraestrutura e segurança ambiental.
Os moradores atribuem isso a uma cultura inclusiva que valoriza a comunicação segmentada entre as comunidades, especialmente quando se trata de conscientização e aplicação de vacinas.
Farida Talaat, moradora de Toronto, destaca como a cidade iniciou uma série de programas de vacinação específicos para cada comunidade como forma de ajudar a tornar a cidade mais segura.
Por exemplo, o plano de vacinação Homebound Sprint funcionou para concluir a aplicação da primeira dose em moradores que não podiam deixar suas casas; e a Força-Tarefa de Cientistas Negros para Equidade de Vacinas foi estabelecida no início da campanha de vacinação para garantir uma abordagem mais igualitária para a imunização.
Os moradores também se sentem seguros por causa do longo histórico de multiculturalismo da cidade.
“Em Toronto, é normal nascer fora do Canadá. Descobri que diferentes grupos étnicos e culturais interagem entre si e não vivem em silos”, disse Filipe Vernaza, que vive na cidade desde 1998.
“Um grupo típico de pessoas provavelmente inclui pessoas de diferentes etnias, orientações sexuais e religiões. Toronto é uma cidade extremamente aberta, onde você pode se sentir seguro sendo quem você é.”
Singapura
Os parques públicos de Singapura recebem grande quantidade de pessoas
Pixabay
Classificada em segundo lugar em segurança digital, segurança sanitária e segurança de infraestrutura, Singapura se valeu desses pontos fortes para agir rapidamente durante os primeiros dias da pandemia, implementando logo o monitoramento digital e rastreamento de contato.
O país também possui uma das taxas de vacinação mais altas do mundo (atualmente em 80%), mas ainda requer um monitoramento e rastreamento de contatos rigoroso diante de novas variantes.
“Antes que possam entrar nos prédios ou instalações, todos os moradores precisam escanear seu TraceTogether Token ou usar o aplicativo SafeEntry para check-ins”, afirmou Sam Lee, morador de Cingapura, que administra um blog de viagens homônimo.
“Isso permite que as autoridades rastreiem rapidamente indivíduos que possam ter se misturado ou interagido com pessoas infectadas, e assim uma ordem de quarentena possa ser cumprida para conter ou quebrar a cadeia de transmissão do vírus.”
Os turistas também precisam instalar o TraceTogether ou alugar um celular que venha com ele instalado antes de entrar no país.
Trabalhar de casa se tornou padrão na maioria das empresas para reduzir as interações, o que Lee observa que resultou em transportes públicos menos lotados.
As atrações turísticas e os shoppings têm entradas limitadas, e os “Embaixadores de Distanciamento Seguro” monitoram as aglomerações para garantir que a população cumpra as ordens de saúde pública; os indivíduos que violam as regras enfrentam multas pesadas.
A população também pode monitorar aglomerações em shoppings, correios e supermercados com a recém-lançada ferramenta Space Out.
Sydney
Australianos correm ao longo do porto de Sydney após autoridades relaxarem algumas restrições impostas devido à pandemia de Covid-19 no estado de Nova Gales do Sul
Saeed Khan/AFP
A maior cidade da Austrália ficou em quinto lugar geral no índice — e entre as 10 primeiras em segurança sanitária.
A Austrália foi um dos primeiros países a fechar completamente suas fronteiras durante a pandemia e manteve lockdowns rígidos diante do aumento de casos — com um efeito positivo.
A taxa de mortalidade per capita por Covid na Austrália continua a ser uma das mais baixas do mundo.
Com 70% da população vacinada em Nova Gales do Sul, muitas restrições devem ser suspensas — e as fronteiras internacionais estão previstas para serem abertas em novembro.
Além de se sentirem protegidos da pandemia, os moradores de Sydney há muito tempo sentem uma forte sensação de segurança pessoal nas ruas.
“Eu realmente nunca me senti tão segura em um país como morando em Sydney”, disse Chloe Scorgie, fundadora do site de viagens australiano Passport Down Under, que se mudou para Sydney em 2018. “Viajei por Sydney sozinha sendo uma turista mulher e nunca me senti em perigo.”
A cidade também ficou em primeiro lugar em segurança digital, o que inclui a política de privacidade da cidade, proteção a ameaças de segurança cibernética e um planejamento urbano inteligente em geral.
Sydney lidera esse esforço em parte com seu plano estratégico de Smart City, que apresenta algumas das inovações recomendadas para cidades mais conectadas e seguras.
Por exemplo, o plano descreve como sensores inteligentes podem ser colocados em lixeiras, postes de luz e bancos para coletar informações sobre seu uso em geral, fluxos de transporte e atividade de pedestres.
Da mesma forma, a iluminação inteligente e as redes de câmeras de monitoramento CCTV podem melhorar a segurança após o anoitecer e a economia noturna.
Algumas destas ideias já estão sendo colocadas em prática no sul de Sydney na forma dos centros ChillOUT: espaços ao ar livre em que os moradores podem se encontrar sob iluminação inteligente, se conectar ao Wi-Fi e ligar aparelhos eletrônicos, com dados de uso enviados aos líderes municipais para que possam entender melhor como seus cidadãos interagem com a infraestrutura da cidade — e se adaptar a isso.
Tóquio
Ciclista usa pau de selfie para filmar a florada das cerejeiras. A cerejeira, chamada de ‘sakura’, é a flor favorita do Japão
Kiichiro Sato/AP
A capital do Japão ficou em quinto lugar no ranking geral e no topo do índice de segurança sanitária, que mede fatores como assistência médica universal, capacidade de resposta à pandemia, expectativa de vida, saúde mental e mortalidade por Covid-19.
Embora os casos da doença tenham aumentado durante as Olimpíadas, as taxas caíram drasticamente, à medida que a vacinação já atingiu quase 60% da população.
À luz das notícias positivas, o Japão anunciou o fim do estado de emergência nacional e o levantamento gradual das restrições a partir do fim de setembro.
Em vez disso, o país pretende encorajar o uso do passaporte de vacina para admissão em centros médicos e grandes eventos, e até mesmo incentivar as empresas a oferecerem descontos ou cupons aos portadores de passaporte.
Tóquio também se classificou entre as cinco primeiras cidades do ranking por sua segurança de infraestrutura, que inclui segurança de transporte, respeito em relação a pedestres e redes de transporte.
Como uma cidade que pode ser percorrida a pé conectada por trem, Tóquio foi construída para encorajar caminhadas e o engajamento da comunidade — o que, por sua vez, levou a uma participação mais forte dos cidadãos na segurança, na forma de prevenção e vigilância de crimes nos bairros, e um senso compartilhado de responsabilidade pela prevenção da criminalidade.
“Dos vários centros de achados e perdidos nas estações de trem aos quase desnecessários cadeados de bicicletas, há um imenso respeito pelo bem-estar dos outros”, disse Sena Chang, moradora de Tóquio e fundadora da revista The Global Youth Review.
Ela se lembra da vez em que perdeu uma sacola de compras no centro da cidade, e a encontrou no mesmo lugar em que havia deixado, junto a um bilhete gentil.
“Uma cultura de séculos de coletivismo e um grande respeito mútuo tornam Tóquio a cidade mais segura em que já morei”, afirmou.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Carro de família com bebê cai de ponte na Bélgica; veja o vídeo


Acidente ocorreu na cidade de Leuven, localizada a 30km da capital, e não teve mortos. Carro estava na ponte quando ela começou a abrir para a passagem de um navio. Família precisou ir ao hospital, mas está bem. Motivo do acidente será investigado pelas autoridades locais. Carro cai de ponte na Bélgica; veja o vídeo abaixo
Reprodução/Internet
Uma família passou por uma situação desesperadora na tarde de quarta-feira (27) em Leuven, na Bélgica. Os pais e um bebê de um ano estavam dentro do carro quando a porte começou a abrir para permitir a passagem de um navio. As informações são do jornal belga “Het Laatste Nieuws – HLN”.
As autoridades locais vão investigar se o motorista descumpriu o aviso para parar o automóvel ou se foi um erro técnico da ponte. Ninguém morreu. A família teve leves ferimentos e foi ao hospital. O motivo do acidente ainda será investigado pelas autoridades locais.
Veja o vídeo abaixo:
Carro de família com bebê cai de ponte na Bélgica; veja o vídeo

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Diretor é preso após pendurar aluno de cinco anos de cabeça para baixo em escola na Índia


Manoj Vishwakarma teria ficado nervoso com o Sonu Yadav por não ter “se comportado” enquanto comia e pendurou o garoto na sacada do primeiro andar para lhe ensinar uma lição. Diretor pendura aluno de cabeça para baixo como punição em escola na Índia
Reprodução/Twitter
O diretor de uma escola particular de ensino fundamental em Mirzapur, na Índia, foi preso após pendurar um aluno de cabeça para baixo da sacada do primeiro andar do prédio, na quinta-feira (28).
Manoj Vishwakarma teria ficado nervoso com o Sonu Yadav, de cinco anos, que não “se comportou” enquanto comia. Segundo relatos, a atitude objetivava ensinar uma lição ao aluno na frente de outros estudantes.
O garoto só teria sido puxado de volta após gritar e pedir perdão por seu comportamento.
Uma foto do momento caiu nas redes sociais e viralizou. Um magistrado local ordenou que o oficial de educação básica investigasse o acontecimento e que uma ação fosse registrada contra o diretor.
Ranjit Yadav, pai de Sanu, condenou a atitude do diretor em uma declaração à agência IANS. “Meu filho só tinha ido comer gol gappa com as outras crianças e eles estavam sendo um pouco travessos. Por isso, o diretor aplicou aquela punição que poderia ter colocado em perigo a vida do meu filho”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Esforços de mediação buscam ‘caminho a seguir’ no Sudão após protestos contra golpe militar

Representante da ONU busca soluções para o país depois do golpe de Estado imposto por militares desde a última segunda-feira. O ex-primeiro-ministro Abdalla Hamdok foi deposto e está em prisão domiciliar. Depois de golpe militar no Sudão, manifestantes são baleados nas ruas
Um representante da Organização das Nações Unidas (ONU) discutiu opções de mediação e possíveis próximos passos para o Sudão com o primeiro-ministro deposto do país neste domingo (31), um dia depois de centenas de milhares de manifestantes saírem às ruas para exigir o fim do regime militar.
A manifestação já é o maior desafio para o general Abdel Fattah al-Burhan desde que ele derrubou o gabinete do primeiro-ministro Abdalla Hamdok na segunda-feira passada e prendeu políticos importantes. As ruas estavam calmas neste domingo.
“Discutimos opções para mediação e o caminho a seguir para o Sudão. Vou continuar esses esforços com outras partes interessadas no país”, disse Volker Perthes, o Representante Especial da ONU para o Sudão, em publicação no Twitter.
Perthes disse que Hamdok está “em sua residência, onde permanece bem, mas em prisão domiciliar”.
Militares dão golpe de Estado no Sudão
Protestos: 3 manifestantes morrem e mais de 100 ficam feridos
Entenda em 5 pontos o golpe militar no 3º maior país da África
Os esforços de mediação da comunidade internacional e dentro do Sudão foram anunciados antes dos protestos de sábado, sem resultados relatados.
Militares dão golpe de Estado no Sudão e prendem premiê interino do país
O principal compromisso em discussão, dizem os políticos que o apresentaram, é uma proposta para que Hamdok receba plenos poderes executivos e nomeie um gabinete de tecnocratas.
A proposta, que as fontes dizem ter sido apresentada a todos os lados envolvidos, acabaria com o Conselho Soberano, formado por 14 membros, em favor de um conselho honorário de três pessoas.
Partidos políticos, grupos rebeldes e as Forças Armadas, parceiros no governo pré-golpe, seriam representados no Parlamento e os militares continuariam comandando o Conselho de Segurança e Defesa, disseram eles.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Bolsonaro hostiliza repórteres em Roma, e segurança agride jornalistas

Correspondente da Globo, Leonardo Monteiro, recebeu soco no estômago e foi empurrado. Ao fim da cúpula do G20, enquanto outros governantes davam entrevistas coletivas, o presidente Jair Bolsonaro saiu para encontrar apoiadores perto da embaixada brasileira, no centro de Roma. O presidente tratou de forma hostil os jornalistas. E os seguranças que estavam ao redor dele usaram violência contra quem tentou fazer perguntas.
Ao perguntar o motivo de o presidente não ter participado de alguns eventos do G20 com outros líderes, o correspondente da Globo, Leonardo Monteiro, recebeu um soco no estômago e foi empurrado com violência por um segurança.
A imagem não mostra o momento do soco, por causa da confusão. Antes, o presidente havia sido hostil com o trabalho do repórter.
Leonardo: “Presidente, presidente. O cara tá empurrando, gente. Presidente, por que o senhor não foi de manhã no encontro do G20?”
Bolsonaro: “É a Globo? Você não tem vergonha na cara….”
Leonardo: “Oi, presidente, por que o senhor não foi de manhã nos eventos do G20?”
Bolsonaro: “Vocês não têm vergonha na cara, rapaz.”
Leonardo foi empurrado.
Leonardo: “Ei, ei, ei… o que é isso, tá maluco?”
O repórter Jamil Chade, do UOL, afirmou que foi tentar filmar a violência contra os colegas e tentar identificar o agressor, mas o segurança o empurrou, o agarrou pelo braço para torcê-lo, e levou o celular. Instantes depois, o segurança jogou o aparelho num canto da rua.
Após as agressões, o segurança foi embora e seguiu em direção ao presidente. Não é possível saber se Bolsonaro assistiu às agressões, nem identificar se os agressores eram policiais ou seguranças particulares.
Mais cedo, seguranças e policiais italianos já haviam agido com truculência contra uma profissional da Folha.
E antes mesmo de Bolsonaro chegar à embaixada, uma assistente da Globo que esperava para gravar imagens do presidente foi intimidada e denunciada como “infiltrada” por apoiadores dele. Um jornalista da BBC a socorreu, e ela se afastou dos manifestantes.
Nós pedimos esclarecimentos da embaixada do Brasil em Roma, mas ainda não tivemos resposta.
EDITORIAL: Globo repudia ataque a jornalistas, cobra punição e atribui violência à retórica de Bolsonaro contra a imprensa

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Editorial: Globo repudia ataque a jornalistas, cobra punição e atribui violência à retórica de Bolsonaro contra a imprensa

A Globo condena de forma veemente a agressão ao seu correspondente Leonardo Monteiro e a outros colegas em Roma e exige uma apuração completa de responsabilidades.
Quem contratou os seguranças? Quem deu a eles a orientação para afastar jornalistas com o uso da força? Os responsáveis serão punidos? A Globo está buscando informações sobre os procedimentos necessários para solicitar uma investigação às autoridades italianas.
No momento, ficam o repúdio enfático, a irrestrita solidariedade a Leonardo Monteiro e demais colegas jornalistas de outros veículos e uma constatação: é a retórica beligerante do presidente Jair Bolsonaro contra jornalistas que está na raiz desse tipo de ataque.
Essa retórica não impedirá o trabalho legítimo da imprensa. Perguntas continuarão a ser feitas, os atos do presidente continuarão a ser acompanhados e registrados. É o dever do jornalismo profissional. Mas essa retórica pode ter consequências ainda mais graves. E o responsável será o presidente.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

G20 prevê devolver 100 bilhões de dólares aos fundos do FMI a países vulneráveis

A quantia que será devolvida faz parte do montante global de 650 bilhões de dólares de Direitos Especiais de Saque (DES) emitidos pelo FMI para enfrentar a crise de saúde. Pelo acordo, os países africanos se beneficiarão com 34 bilhões de dólares. Líderes do G20 defendem mais cooperação entre as nações para enfrentar pandemia e mudanças climáticas
Os países do G20 vão devolver aos países vulneráveis 100 bilhões de dólares da soma total dos Direitos Especiais de Saque (DES) emitidos pelo FMI para enfrentar a crise de saúde.
A quantia que será devolvida faz parte do montante global de 650 bilhões de dólares de DES emitidos pelo Fundo Monetário Internacional para fazer frente à crise provocada pela pandemia.
“Damos voas-vindas às recentes promessas de doações no valor de cerca de 45 bilhões de dólares como um passo em direção aos ambiciosos 100 bilhões de dólares em contribuições voluntárias para os países mais necessitados”, disseram os líderes.
Os Estados do G20, que até agora nunca haviam acordado um montante a ser devolvido aos países em desenvolvimento, estão, portanto, seguindo os passos dos líderes do G7, que já haviam estabelecido uma meta de 100 bilhões de dólares para redistribuir principalmente no continente africano.
Os DES são distribuídos de acordo com as cotas de cada país no FMI, portanto, a maior parte vai para os países ricos. No papel, a África se beneficiaria apenas de 34 bilhões de dólares.
Por isso, surgiu a ideia de alguns países desenvolvidos de devolverem a sua parte aos países mais necessitados.
Entenda o que é o G20
Encontro do G20: impostos, Covid e clima
Brasil vai sediar encontro do G20 em 2024
O Canadá distribuirá às nações em desenvolvimento 20% de seus direitos especiais de saque emitidos pelo FMI para acompanhar a recuperação econômica pós-Covid, segundo anunciou a ministra das Finanças, Chrystia Freeland, no sábado, em Roma.
Anteriormente, a França já havia prometido “redirecionar 20% do dinheiro que recebe do FMI para o continente africano”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Se todas as grandes potências fizerem o mesmo que a França, alcançaremos” a meta de devolver US$ 100 bilhões à África, declarou Macron em setembro.
O Reino Unido também assumiu compromisso semelhante de 20%, enquanto o Japão prometeu contribuir com 4 bilhões de dólares.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Bolsonaro não participa de foto de líderes do G20 na Fontana di Trevi


Presidente não participou de passeio dos líderes do G20, que tiraram uma foto jogando moeda na Fontana de Trevi, tradicional ponto turístico de Roma. G20: Bolsonaro se reúne com diretor-geral da OMS
O presidente Jair Bolsonaro participou de uma reunião neste domingo (31) com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Roma, onde participa da cúpula dos líderes das 20 principais economias do planeta, o G20.
Este foi o único encontro com autoridades do dia informado pela Presidência. Segundo afirmou o Planalto no Twitter, o encontro ocorreu “à margem da Cúpula de Líderes do G20”. Não foram divulgados detalhes do encontro.
A agenda oficial de Bolsonaro informa que o presidente participará da sessão de encerramento do encontro do G20 neste domingo, mas não cita reuniões com chefes de estado.
Mesmo com poucos eventos agendados, o presidente não participou pela manhã deste domingo do passeio dos líderes do G20 por Roma, que tiraram uma foto na Fontana de Trevi, conhecido ponto turístico.
Além de Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também foi um dos ausentes na foto.
Não há informações oficiais sobre a razão de Bolsonaro ter optado em não participar do passeio com os outros líderes do G20.
Líderes mundiais jogam moeda da sorte na Fontana de Trevi, na Itália; Bolsonaro não participou do passeio.
Divulgação/G20 Italy
Agenda esvaziada
A participação de Bolsonaro na reunião do G20 tem sido marcada por uma agenda esvaziada. Chefes de Estado e de governo demonstraram pouco interesse em interagir com Bolsonaro.
Nas conversas informais da cúpula, Bolsonaro preferiu conversar, por exemplo, com o presidente Recep Erdogan, da Turquia, do que com o Olaf Scholz, vitorioso nas últimas eleições legislativas da Alemanha. Ao perceber que havia sido ignorado pelo brasileiro, o alemão foi falar com os primeiros-ministros Boris Johnson, do Reino Unido, Justin Trudeau, do Canadá, e Narendra Modi, da Índia, destacou a Radio France Internationale (RFI).
Na cerimônia de abertura do G20 no sábado, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, cumprimentou muitos chefes de Estado e de governo com um aperto de mão. Porém o anfitrião evitou o presidente Jair Bolsonaro. O distanciamento entre os dois líderes chamou a atenção da imprensa italiana, que destacou que o dirigente brasileiro afirmou categoricamente que “não vai se vacinar contra a Covid-19”.
Bolsonaro participou, na noite deste sábado (30), do jantar oficial oferecido pelo Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, aos líderes do G20. Segundo o Planalto, o presidente também participou de encontro bilateral com o Secretário-Geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann.
Líderes mundiais jogam moeda da sorte na Fontana de Trevi, em Roma
Bolsonaro discursou no G20 durante almoço de líderes realizado no sábado. Os jornalistas ficaram de fora e as imagens não foram divulgadas, e a assessoria do palácio do Planalto publicou nas redes sociais a íntegra da fala do presidente.
O presidente afirmou em discurso que o G20 precisa adotar “esforços adicionais” para garantir a produção de vacinas contra a Covid.
Embora no G20 o presidente tenha cobrado “esforços adicionais” pela produção de vacinas contra a Covid, Bolsonaro afirmou no último dia 13 que não vai se vacinar. A comunidade científica recomenda a vacinação até mesmo para quem já teve Covid.
Desde o início da pandemia, Bolsonaro critica a vacina a contra a Covid; promove aglomerações; critica o uso de máscara; e defende o tratamento com drogas comprovadamente ineficazes para a doença.
Entidades médicas nacionais e internacionais e a comunidade científica recomendam como medidas de prevenção da Covid a vacinação; evitar aglomerações; usar máscara; e higienizar as mãos.
Em encontro com presidente da Turquia, Bolsonaro mente sobre situação da economia brasileira
VÍDEOS: assista a mais notícias sobre política
.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Morre dono de restaurante que inventou tiramisù


Ado Campeol, apelidado pela imprensa italiana de “pai do tiramisù”, morreu aos 93 anos. O tiramisù se tornou um ícone da culinária italiana desde que foi desenvolvido no restaurante de Ado Campbell
GETTY IMAGES via BBC
Ado Campeol, apelidado de “pai do tiramisù” pela mídia italiana, morreu aos 93 anos. Ele era o dono do Le Beccherie di Treviso, um restaurante no norte da Itália onde a famosa sobremesa foi inventada por sua esposa e um chef.
O prato, com biscoitos embebidos em café e mascarpone, foi adicionado ao cardápio em 1972, mas nunca patenteado pela família. Desde então, virou um ícone da culinária italiana, adaptado por chefs de todo o mundo.
Há longas disputas sobre a origem do tiramisù, incluindo alegações de que ele foi servido como afrodisíaco em um bordel na cidade de Trevisio, no norte da Itália. No entanto, é amplamente aceita a história de que a receita foi desenvolvida no restaurante do Campeol.
Luca Zaia, governador da região do Vêneto, está entre os que prestaram homenagem. Ele escreveu no Twitter que a cidade havia perdido “mais uma estrela na história da comida e do vinho”.
Alle Beccherie foi inaugurado pela família de Campeol em 1939, e ele assumiu o negócio no fim da Segunda Guerra Mundial.
Segundo o chef Roberto Linguanotto, co-inventor da sobremesa, o prato foi fruto de um acidente durante a preparação do sorvete de baunilha.
Linguanotto colocou um pouco de queijo mascarpone em uma tigela com ovos e açúcar e, depois de notar o sabor agradável da mistura, contou à esposa de Campeol, Alba.
A dupla então aperfeiçoou a sobremesa, adicionando biscoitos embebidos em café e polvilhando com cacau – chamando-a de “tiramisù”, que significa algo como “puxe-me para cima”.
O prato apareceu na edição impressa em 1981 da Veneto, uma publicação local dedicada à comida e ao vinho, e agora é uma das sobremesas mais conhecidas da Itália.
Variantes de tiramisù apresentam álcool como rum ou marsala, mas a receita original – certificada pela Academia Italiana de Cozinha em 2010 – era sem álcool porque era destinada a ser adequada para crianças.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Homem com faca ataca passageiros em trem de Tóquio


Segundo a televisão pública japonesa, pelo menos 10 pessoas ficaram feridos.
Passageiros fogem pelas janelas de vagão de trem após ataque com faca em trem de Tóquio.
Twitter/@SIZ33 via REUTERS
Um homem com uma faca atacou passageiros em um trem em Tóquio neste domingo (31), informou a polícia. O agressor foi preso e está sendo investigado.
Segundo a televisão pública japonesa NHK, pelo menos 10 passageiros ficaram feridos, incluindo um gravemente. O ataque ocorreu perto da estação Kokuryo.
Imagens mostraram vários bombeiros, policiais e paramédicos resgatando os passageiros, e pessoas fugindo do vagão pela janela.
O ataque foi o segundo envolvendo uma faca em um trem de Tóquio em dois meses.
Em agosto, um dia antes da cerimônia de encerramento das Olimpíadas, um homem de 36 anos esfaqueou 10 passageiros, destaca a agência Associated Press.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo