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Kim Jong-un perdeu 20 kg, mas continua ‘saudável’, dizem espiões da Coreia do Sul


Havia rumores de que o ditador da Coreia do Norte estaria doente e tivesse perdido peso por causa disso, mas relatório enviado a parlamentares do Sul dizem que ele fez exercícios físicos. De 140 kg, Kim passou a pesar 120 kg. Kim Jong-un em foto de 8 de fevereiro e de 15 de junho. Chefe da Coreia do Norte perdeu 20 kg, dizem observadores
Korean Central News Agency/Korea News Service via AP/Arquivo
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, perdeu cerca de 20 kg nos últimos meses, informaram agências de espionagem da Coreia do Sul nesta quinta-feira (28).
Embora houvesse rumores de que a saúde de Kim estivesse se deteriorando e que, por isso, ele haveria emagrecido, os agentes sul-coreanos dizem que o ditador está “saudável”. Segundo o informe, o chefe da Coreia do Norte provavelmente perdeu peso devido aos esforços para melhorar a condição física.
De acordo com os relatos, divulgados por parlamentares da Coreia do Sul, Kim foi de 140 kg para 120 kg. Ele tem 1,70m de altura. Isso dá um IMC ainda alto, suficiente para considerá-lo obeso.
Após 10 anos no poder, desde a morte do pai, Kim Jong-Il, Kim Jong-un passa por um dos momentos mais difíceis na Coreia do Norte, com a crise econômica potencializada pela pandemia de coronavírus — que o governo norte-coreano garante não ter afetado o país.
A saúde de Kim
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, discursa na cerimônia de abertura da exbição ‘Self-Defence 2021’, em Pyongyang, em 12 de outubro
STR/KCNA via KNS/AFP
Kim é conhecido por beber e fumar muito, e vem de uma família com histórico de problemas cardíacos. Seu pai e seu avô, que governaram a Coreia do Norte antes dele, morreram de problemas do coração. Especialistas apontam que seu sobrepeso pode aumentar a possibilidade de doenças cardiovasculares.
A saúde de Kim é importante para Seul, Washington, Tóquio e outros governos do mundo porque ele não definiu publicamente um sucessor que controlaria o programa nuclear norte-coreano caso fique incapacitado.
A Coreia do Norte, que não tem um mínimo de transparência sobre o funcionamento interno de sua liderança, ao longo do ano passado se fechou ainda mais para se proteger contra a pandemia do coronavírus.
Mostra de força
Soldados da Coreia do Norte deitam sobre cacos de vidro e quebram correntes em exibição
A notícia de que Kim vem perdendo peso saiu dias depois de um vídeo divulgado pela agência estatal norte-coreana que mostrava soldados em demonstração de força: quebrando tijolos e deitando-se sobre cacos de vidro no chão (veja o VÍDEO acima).
A demonstração fazia parte do evento inaugural de uma exposição de armas de guerra para marcar os 76 anos do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, que governa o país sob a dinastia Kim. As imagens foram ao ar pela emissora estatal norte-coreana, famosa por exibir conteúdo propagandístico do governo.
Foi nesse evento que o líder norte-coreano criticou mais uma vez os Estados Unidos, acusando os americanos de serem a raiz dos problemas na península. Em resposta, o governo de Joe Biden disse que a Casa Branca buscará o diálogo entre as Coreias do Norte e do Sul.

Fonte: G1 Mundo

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Homem que fugiu da prisão há 29 anos na Austrália se entrega após ficar desempregado na pandemia


Darko Desic, de 64 anos, perdeu a renda e se tornou sem teto. Ele se entregou em setembro e confessou ter escapado em 1992; além dos 14 meses restantes de sua pena por cultivar maconha, ele foi sentenciado a dois meses adicionais pela fuga. O advogado Paul McGirr, representante do ex-fugitivo Darko Desic, chega à corte em Sydney, na Austrália, na quinta-feira (28)
AAP Image/Joel Carrett
Um fugitivo de 64 anos que se rendeu à polícia australiana porque o lockdown em Sydney o deixou sem emprego e sem teto foi sentenciado nesta quinta-feira (28) a mais dois meses atrás das grades por escapar da prisão há quase 30 anos.
Darko Desic está sob custódia desde meados de setembro, quando entrou em uma delegacia de polícia no subúrbio litorâneo de Dee Why e confessou ter fugido da prisão de Grafton, 620 quilômetros ao norte, em 1992.
Ele se confessou culpado de escapar da custódia legal e foi devolvido à prisão para cumprir os 14 meses restantes de uma sentença de 33 meses por cultivar maconha.
No Tribunal Local Central de Sydney, na quinta-feira, a magistrada Jennifer Atkinson disse que não tinha alternativa a não ser impor uma sentença de prisão por fuga.
Ela acrescentou dois meses à sentença dele. Ele poderia ter sido condenado a até 10 anos.
Ela aceitou a alegação de que Desic havia escapado por causa de “temores reais” de que seria deportado ao final de sua sentença para sua terra natal, então conhecida como Iugoslávia. Ele temia ter de servir nas forças armadas durante as guerras de 1991-1995 que levaram ao colapso do país.
Fora do tribunal, o advogado de defesa Paul McGirr disse a repórteres que Desic havia recebido recentemente uma carta da Força de Fronteira Australiana informando que seria deportado assim que fosse libertado da prisão.
“Tendo em mente que ele não tem mais a Iugoslávia como um país para voltar”, disse McGirr. “Espero que alguém com um pouco de bom senso analise isso”.
Não está claro para qual país Desic pode ser deportado. Ele não é um cidadão australiano.
Para escapar da prisão, Desic, então com 35 anos, usou uma lâmina de serra para cortar as barras das janelas da cela. Ele encontrou alicates em um galpão dentro do recinto da prisão e cortou uma cerca perimetral.
Em seguida, passou três décadas nos elegantes subúrbios litorâneos do norte de Sydney, perto de onde se rendeu à polícia.
Desic não cometeu mais crimes, mas viveu sob o fardo constante de não saber quando poderia ser preso, disse McGirr.
Sua comunidade local, onde ele havia trabalhado como trabalhador braçal, passou a “amá-lo e respeitá-lo”, disse o advogado.
Um surto da variante delta do coronavírus bloqueou Sydney de 26 de junho até 11 de outubro, eliminando a fonte de renda de Desic e fazendo com que ele passasse a dormir nas dunas de areia.
Uma campanha pública de arrecadação conseguiu 30 mil dólares australianos (pouco mais de R$ 127 mil) para cobrir suas custas judiciais e necessidades de habitação desde sua prisão, disse McGirr.
A juíza disse que as décadas que se passaram desde a sua última condenação demonstraram que ele mudou. “Ele claramente causou um impacto importante na comunidade”, disse Atkinson.
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Fonte: G1 Mundo

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Escolas de Nova York proíbem fantasias de ‘Round 6’ para o Halloween


Distrito escolar disse temer que a ‘brincadeira’ possa enaltecer a violência. Pessoas fantasiadas como personagens da série ‘Round 6’ na Comic Con de Nova York em 8 de outubro de 2021
Charles Sykes/Invision/AP
Um distrito escolar do estado de Nova York, nos Estados Unidos, proibiu os alunos de se fantasiarem com o tema da série “Round 6” durante o Halloween, por temor de que possa enaltecer a violência.
A série distópica sul-coreana retrata centenas de pessoas com dificuldades econômicas que competem entre si em tradicionais jogos infantis. O vencedor pode ganhar milhões, mas os perdedores são assassinados (veja mais no vídeo abaixo).
O distrito escolar de Fayetteville-Manlius, situado cerca de 400 quilômetros ao norte da cidade de Nova York, escreveu aos pais dos alunos para informar que as fantasias com o tema da série não serão aceitas em suas seis escolas.
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Pessoas fantasiadas como personagens da série coreana ‘Round 6’ em Jacarta, Indonésia, em 21 de outubro de 2021
Ajeng Dinar Ulfiana/Reuters
“Nossos diretores querem garantir que nossas famílias têm consciência de que seria inapropriado os estudantes frequentarem as escolas, por ocasião do Halloween, com fantasias dessa série, devido às mensagens potencialmente violentas da mesma”, disse o superintendente do distrito, Craig Tice, em comunicado enviado à AFP.
Segundo as diretrizes das escolas, as “fantasias não devem ser escabrosas nem tenebrosas, para não assustar os alunos mais jovens”.
Tice, cujo distrito é responsável por três escolas de nível fundamental para crianças com entre cinco e dez anos, acrescentou que alguns alunos já foram vistos “imitando” os jogos da série.
Assista ao trailer de ‘Round 6’
O supervisor ressaltou que espera que os pais e responsáveis “reforcem a mensagem das escolas de que brincadeiras associadas a comportamentos violentos não são apropriadas”.
“Round 6” se tornou o maior sucesso da história da Netflix, após ser assistida por 142 milhões de lares nas quatro semanas seguintes à sua estreia em setembro.
Mulher fantasiada de ‘Bonequinha’ da série ‘Round 6’ em evento da Tailândia
Sakchai Lalit/AP

Fonte: G1 Mundo

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DNA de cabelo de Touro Sentado, líder indígena dos EUA, ajuda a descobrir seu bisneto


Havia pouco material genético para fazer os testes de DNA. Fios de cabelo do líder indígena do século 19 foram usados para a identificação. Ernie Lapointe, o descendente vivo mais próximo do líder indígena Touro Sentado, em imagem sem data
National Portrait Gallery, Smithsonian/via AFP
Um pedaço de cabelo de Touro Sentado, um chefe indígena do século 19 dos Estados Unidos, ajudou cientistas a confirmar que um homem que mora no estado de Dakota do Sul é o bisneto do líder.
Pesquisadores afirmaram, na quarta-feira (27), que o DNA extraído do cabelo, armazenado no Smithsonian Institution na cidade de Washington DC confirmou a relação de parentesco entre Touro Sentado, que morreu em 1890, e Ernie LaPointe, 73, que mora na cidade de Lead, na Dakota do Sul.
LaPointe, que tem três irmãs, disse que as pessoas sempre questionaram sua ligação com Touro Sentado. ”[Elas] provavelmente vão duvidar dessas descobertas também”, afirmou.
Esse é um dos primeiros estudos que traça uma relação de parentesco entre um indivíduo vivo e uma figura histórica, e abre a possibilidade de fazer isso com outras pessoas da história cujo DNA pode ser extraído de restos mortais, como cabelo, dentes ou ossos.
O novo método foi desenvolvido por cientistas liderados por Eske Willerslev, diretor de um laboratório da Universidade de Cambridge.
Retrato de Touro Sentado, líder indígena do fim do século 19 nos EUA
National Portrait Gallery, Smithsonian Institution
Os pesquisadores levaram 14 anos para descobrir uma maneira de extrair DNA utilizável do cabelo, que se degradou depois de ser armazenado em temperatura ambiente antes de ser entregue pelo Smithsonian a LaPointe e suas irmãs em 2007.
“LaPointe me pediu para extrair DNA dele e compará-lo com seu DNA para estabelecer a relação parentesca. Há muito pouco cabelo, e o DNA é muito limitado. Demoramos muito para desenvolver um método que, baseado no DNA antigo, pode ser comparado ao de pessoas vivas em várias gerações”, disse disse Willerslev.
Quem foi Touro Sentado
O nome de Touro Sentado na língua da nação Lakota, à qual ele pertencia, era Tatanka-Iyotanka.
Ele foi um dos responsáveis por reunir as tribos Sioux, das planícies do Centro dos EUA, para enfrentar os colonos brancos que tomavam terras das tribos.
Os indígenas também entraram em confronto com forças militares dos EUA, que tentavam expulsar os nativos de seu território.
Touro Sentado liderou guerreiros que lutaram com tropas federais em 1876, em um local que hoje é o estado americano de Montana.
Existem dois cemitérios oficiais para ele: um na Dakota do Norte e outro na Dakota do Sul.
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Fonte: G1 Mundo

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Odebrecht pagou US$ 9,2 milhões em propina no México no governo Calderón, revela site


Até então, só se sabia do pagamento de US$ 10,5 milhões no governo do ex-presidente Peña Nieto.
Informações foram retiradas de documentos do departamento de propina da construtora brasileira. O então presidente do México, Felipe Calderón, discursa durante a COP20 (Cúpula sobre as Mudanças Climáticas da ONU de 2014), que foi realizada em Lima, no Peru, em dezembro de 2014
Enrique Castro-Mendivil/Reuters
Uma reportagem publicada por um portal de jornalismo investigativo do México revela novos subornos realizados pela construtora brasileira Odebrecht no país, entre os anos de 2006 e 2011, no valor de US$ 9,2 milhões.
As informações foram retiradas de documentos do departamento de operações estruturadas, o setor da companhia que pagava propina a funcionários de governos do Brasil e de países da América Latina e da África.
A reportagem do site Quinto Elemento revela que, entre os anos de 2006 e 2011, durante o governo de Felipe Calderón, a Odebrecht realizou 25 pagamentos ilegais a pelo menos seis pessoas.
O departamento de “caixa dois” da construtora utilizava codinomes e pseudônimos para identificar os beneficiados pelos subornos, por isso não é possível saber ainda os nomes dos mexicanos envolvidos no esquema de corrupção.
Logo da Odebrecht
Paulo Whitaker / Reuters
Mas, pelos dados obtidos pelos jornalistas, somente em 2011 foram realizados 22 depósito ilegais para a construção de uma barragem no estado de Michoacán, no oeste do México.
A barragem começou a ser construída em 2007, e o contrato com a Odebrecht foi assinado por Lázaro Cárdenas Batel, ex-governador de Michoacán e atual chefe dos assessores do presidente Andrés Manuel Lopez Obrador.
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Histórico de propinas
Até então, o que se sabia era que a Odebrecht pagou US$ 10,5 milhões a Emilio Lozoya, ex-presidente da Pemex (a empresa estatal de petróleo do México, equivalente à Petrobras), entre 2010 e 2014, durante o governo do ex-presidente Enrique Peña Nieto.
Os subornos foram realizados para fechar o contrato de construção de uma refinaria antes mesmo de ele assumir o cargo, pois Lozoya era visto pela Odebrecht como um nome de muito poder na política mexicana.
Os pagamentos ilegais foram confirmados pelos diretores da Odebrecht em depoimentos à Justiça, e Lozoya fechou um acordo com a Justiça do país para delatar outras figuras públicas que possam ter envolvimento com o caso Odebrecht e aguarda o andamento das investigações em liberdade.
VEJA TAMBÉM: Acusado de receber propina da Odebrecht, ex-presidente da Pemex é preso na Espanha
Os chefes de empresas de petróleo Helge Lund (BG), Claudio Descalzi (Eni), Emilio Lozoya (Pemex), Bob Dudley (BP), Amin Nasser (Aramco), Patrick Pouyanne (Total), Eldar Saetre (Statoil) e Josu Jon Imaz (Repsol) em foto de 2015
Jacky Naegelen/Reuters
Sequência das investigações
O importante agora é saber como a Justiça mexicana vai agir diante dessas novas denúncias e se esses documentos serão solicitados de maneira oficial à Justiça brasileira, para que os beneficiados pelos pagamentos ilegais sejam identificados. 
Desde o início das investigações do caso Odebrecht, enquanto a Justiça peruana já entrou com mais de 170 pedidos de colaboração ao Ministério Público do Brasil, os promotores mexicanos pediram apenas 16. O último foi há um ano e meio.
O portal de jornalismo investigativo Quinto Elemento faz parte da rede colaborativa de profissionais latino-americanos que há anos acompanha as investigações do caso Odebrecht e da Operação Lava Jato na região.
O projeto é coordenado por uma organização peruana que teve acesso a mais de 250 páginas de relatórios enviados pela Justiça brasileira ao Ministério Público do Peru.
Além do México e do Peru, os documentos revelam também pagamento de subornos na Argentina, na Venezuela, na República Dominicana e no Panamá.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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‘Não dá mais para negar nossa existência’, diz 1ª pessoa a receber passaporte não binário nos EUA


Dana Zzyym, do Colorado, ganhou na justiça o direito de emitir o documento com o marcador de gênero x, destinado a quem não se identifica com os gêneros masculino e feminino. Dana Zzyym, pessoa não binária a ter o primeiro passaporte com marcador de gênero x nos EUA
Reprodução/Reuters
Dana Zzyym, primeira pessoa ter um passaporte não binário – que não se identifica com os gêneros masculino ou feminino –nos Estados Unidos celebrou a conquista anunciada na quarta-feira (27) pelo governo americano.
“Não dá mais para negar nossa existência”, disse Zzyym em entrevista à agência Reuters. “Estamos aqui, é lei. Sempre estivemos aqui, mas agora podemos dizer isso legalmente.”
Zzyym ganhou este direito na justiça, mas o Departamento de Estado americano disse em nota que se prepara para a emissão do documento em larga escala “assim que concluir as atualizações do sistema no início de 2022”.
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Mais que uma letra: entenda o que significa a sigla LGBTQIA+
Marcador de gênero x
O novo passaporte americano vai contar, além das opções “masculino” e “feminino” na identificação do viajante, com um “marcador de gênero X”, que engloba uma série de significados:
não binário
intersexo
não consignado
Foto ilustra passaportes dos Estados Unidos
Spencer Davis/Pexels
O Departamento de Estado, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, disse que trabalha de perto com outras agências governamentais para garantir uma “experiência de viagem tranquila para os americanos, independente de sua identidade de gênero”.
Com essa mudança, os americanos se juntam a países como Canadá, Argentina, Austrália e Nova Zelândia.
A pasta ainda reforçou seu “compromisso para promover a liberdade, dignidade e equidade para todas as pessoas”, incluindo a comunidade LGBTQIA+.
VÍDEO: entenda o que significa a sigla LGBTQIA+
Mais que uma letra: entenda o que significa a sigla LGBTQIA+

Fonte: G1 Mundo

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Ex-presidente Macri comparece à Justiça da Argentina por suspeita de espionagem


Apoiadores organizaram uma caravana que o acompanhou até a corte, em meio à campanha eleitoral para as eleições parlamentares de meio de mandato marcadas para 14 de novembro. Macri na Cúpula do Mercosul em Bento Gonçalves
AFP/Carl de Souza
O ex-presidente argentino Mauricio Macri comparece pela primeira vez à Justiça, nesta quinta-feira (28), para prestar uma declaração indagatória em um caso por suspeita de espionagem de familiares dos 44 tripulantes mortos no naufrágio de um submarino militar em 2017, durante seu governo.
Macri, de 62 anos, é chegou às 12h no tribunal de Dolores, 200 km ao sul de Buenos Aires. Ele faltou às duas intimações anteriores: a primeira, por estar no exterior; e a segunda, por ter solicitado o impedimento do juiz Martín Bava.
Apoiadores organizaram uma caravana que o acompanhou até a corte, em meio à campanha eleitoral para as eleições parlamentares de meio de mandato marcadas para 14 de novembro. Nelas, a coalizão de centro-direita de Macri, Juntos pela Mudança, espera obter uma votação significativa.
‘Por que nos espionaram?’
O submarino “ARA San Juan” da Marinha Argentina, um TR-1700 de fabricação alemã com 66 metros de comprimento, desapareceu em novembro de 2017 com 44 pessoas a bordo, quando patrulhava as águas argentinas. O navio foi encontrado um ano depois, a 900 metros de profundidade, com a ajuda de marinhas de outros países.
A denúncia sustenta que os familiares dos soldados mortos no naufrágio do “ARA San Juan” foram alvo de escutas telefônicas e de outras interceptações durante o ano em que tentavam descobrir o que aconteceu.
“Esperamos que Macri cumpra a lei e se apresente como cabe e que, em vez de tentar uma defesa absurda, nos diga a verdade sobre quais foram os motivos para nos espionar ilegalmente”, disse à AFP Luis Tagliapietra, pai de um dos marinheiros e advogado demandante neste caso.
“Falsas acusações”
Macri diz que se trata de “falsas acusações” e tentou recusar o juiz, uma medida que foi rejeitada pela Câmara Federal de Mar del Plata na quarta-feira (27).
Em um tenso clima político, a Câmara Federal pediu ao juiz moderação em suas expressões, pelo “possível impacto social” de um caso com “repercussão midiática e institucional”, devido ao cargo de ex-presidente de Macri (2015-2019).
Já estão sendo processados neste caso os então chefes dos serviços de Inteligência Gustavo Arribas e Silvia Majdalani.
O ex-presidente foi processado em 2010 por grampear ilegalmente um parente e vários adversários, quando era prefeito de Buenos Aires (2007-2015). O caso foi arquivado logo depois que ele assumiu a presidência em 2015.

Fonte: G1 Mundo

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Homem que matou duas irmãs em Londres para ‘ganhar na loteria’ é condenado à prisão perpétua


Polícia achou no quarto do condenado um texto manuscrito assinado com sangue que prometia a uma entidade demoníaca chamada Lucifuge Rofocale, um suposto primeiro-ministro do Inferno, matar seis mulheres a cada seis meses, em troca de riquezas. Nos dez dias que se seguiram ao assassinato, ele gastou cerca de R$ 1.230 em bilhetes de loteria, ou em apostas, sem sucesso. Imagem do parque onde duas irmãs foram assassinadas em Londres em 2020
Reprodução/Google Maps
Um jovem de 19 anos do Reino Unido foi condenado na quinta-feira (29) por um duplo homicídio que ele cometeu porque ele “não ganhou na loteria”.
Danyal Hussein, de 19 anos, foi condenado por ter esfaqueado Nicole Smallman, de 27, e Bibaa Henry, de 46, duas irmãs negras, em um parque de Wembley, no noroeste de Londres, em junho de 2020.
O tribunal concluiu que o acusado se lançou em uma “campanha de vingança” contra estas duas mulheres, escolhidas de forma aleatória, por não ter ganhado na loteria.
No quarto do assassino, a polícia encontrou um texto manuscrito assinado com sangue que prometia a uma entidade demoníaca chamada Lucifuge Rofocale, um suposto primeiro-ministro do Inferno, matar seis mulheres a cada seis meses, em troca de riquezas.
Nos dez dias que se seguiram ao assassinato, ele gastou mais de 160 libras (Cerca de R$ 1.230) em bilhetes de loteria, ou em apostas, sem sucesso.
Em audiência nesta quinta, Hussein foi condenado à prisão perpétua pela juíza Philippa Whipple, com pena mínima de 35 anos, por ter “assassinado brutalmente” as duas mulheres.
O condenado, cujo DNA foi encontrado na cena do crime depois que ele se feriu, recusou-se a testemunhar em seu julgamento. Alegou não ser responsável pelo duplo homicídio, nem pela redação do pacto.
Erros da polícia
Na terça-feira (26), o órgão responsável pelos padrões éticos da polícia local – a Autoridade Independente para a Deontologia Policial (IOPC, na sigla em inglês) – listou os erros e a atitude “inaceitável” da Scotland Yard sobre o assunto.
Os familiares das duas irmãs denunciaram muito rapidamente seu desaparecimento. As lacunas no tratamento da informação recebida levaram, porém, ao encerramento da busca. Os corpos acabaram sendo encontrados pela própria família.
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Fonte: G1 Mundo

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Só 5 países africanos devem conseguir vacinar 40% de suas populações contra a Covid-19 até o fim do ano, prevê OMS


No ritmo atual, a África ainda enfrenta um déficit de 275 milhões de vacinas da Covid-19 em relação à meta. Até agora, o continente vacinou totalmente 77 milhões de pessoas, apenas 6% de sua população. Foto mostra mulher recebendo segunda dose da vacina da Pfizer em Katlehong, leste de Joanesburgo, na África do Sul, no dia 1º de outubro.
Themba Hadebe/AP
Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (28), a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que apenas 5 dos 54 países africanos devem conseguir alcançar a meta de vacinar totalmente 40% de sua população até o fim do ano. O número representa menos de 10% dos países do continente.
Até agora, apenas 3 países africanos – Ilhas Seychelles, Maurício e Marrocos – já cumpriram a meta, definida em maio pela Assembleia Mundial da Saúde, o órgão mais alto de definição de políticas de saúde do mundo. No ritmo atual, apenas mais dois países – Tunísia e Cabo Verde – conseguirão atingir o objetivo.
Brasil supera meta mínima de vacinação da OMS, distante para 50 países
No ritmo atual, a África ainda enfrenta um déficit de 275 milhões de vacinas da Covid-19 em relação à meta de finalizar o ano com 40% da população totalmente vacinada. Até agora, o continente vacinou totalmente 77 milhões de pessoas, apenas 6% de sua população.
Em comparação, mais de 70% dos países de alta renda já vacinaram mais de 40% de sua população. No Brasil, o percentual de pessoas totalmente vacinadas é de 53%.
Falta de seringas
O continente africano ainda luta para atender à crescente demanda por produtos essenciais de vacinação, como seringas. O Unicef relatou um déficit iminente de até 2,2 bilhões de seringas de desabilitação automática para a vacinação contra a Covid-19 e a imunização de rotina em 2022.
O número inclui seringas de 0,3mL, necessárias para a aplicação da vacina da Pfizer, e que têm um mercado restrito e extremamente competitivo. As seringas devem continuar escassas pelo menos até o primeiro trimestre do próximo ano, segundo a OMS.
Países como Quênia, Ruanda e África do Sul tiveram atrasos no recebimento dos itens.
“A ameaça iminente de uma crise de commodities de vacinas paira sobre o continente. No início do próximo ano, as vacinas da Covid-19 começarão a chegar à África, mas a escassez de seringas pode paralisar o progresso. Devem ser tomadas medidas drásticas para aumentar a produção de seringas, rapidamente. Inúmeras vidas africanas dependem disso”, disse Matshidiso Moeti, diretora regional da OM para a África.
A instalação da Covax – plataforma para garantir o acesso às vacinas para países pobres – está trabalhando para enfrentar a ameaça de fornecimento – fechando negócios com fabricantes de seringas e por meio de um melhor planejamento, para evitar que as entregas das vacinas ultrapassem o fornecimento de seringas.
No Sudão do Sul, as autoridades pretendem garantir que a missão da OMS ajude o país a cumprir sua meta de aumentar em dez vezes a taxa diária de vacinação – de 2 mil para 25 mil.
Quase 8,5 milhões de casos de Covid-19 e mais de 217 mil mortes foram registrados na África. Na semana que terminou em 24 de outubro, ocorreram mais de 29,3 mil novos casos, uma queda de quase 30% em relação à semana anterior. Mas 10 países africanos ainda têm ressurgimentos de casos – incluindo quatro com tendência de alta ou estabilidade: Gabão, Congo-Brazzaville, Camarões e Egito.
Veja vídeos da vacina da Covid-19:

Fonte: G1 Mundo

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Portugal contabiliza prejuízos ao mergulhar no impasse político


Com derrota do Orçamento e colapso da “Geringonça”, governo socialista entra em compasso de espera, mas outros partidos também perdem. O primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa, fala durante debate sobre o orçamento no parlamento do país
Pedro Nunes/Reuters
Os portugueses amanheceram contabilizando os prejuízos deixados pela derrota do governo do premiê socialista António Costa, que não conseguiu aprovar o Orçamento do próximo ano e ainda viu naufragar a coalizão de esquerda, mais conhecida como Geringonça, que dava as cartas no país há seis anos.
É difícil apontar um vencedor neste impasse em que Portugal mergulhou depois que comunistas, a extrema esquerda e os verdes se juntaram à direita e à extrema direita para rejeitar o Orçamento. A manobra deverá antecipar em dois anos as eleições gerais, a contar pela ameaça feita pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa: sem Orçamento, o Parlamento será dissolvido.
Parlamento de Portugal rejeita orçamento e abre caminho para derrubar o governo
Todos os partidos saíram perdendo com o impasse político em que Portugal mergulhou. O premiê António Costa confiou muito nos louros recebidos por alçar Portugal a modelo de estabilidade entre seus vizinhos europeus. Levou uma rasteira de seus sócios.
Fragilizado, ele insiste em manter-se primeiro-ministro e assegura que em 2022 vai governar pelo regime de duodécimos até que a solução chegue, seja pela negociação ou pelo voto. Isso significa que as despesas em cada mês não deverão ultrapassar um doze avos do Orçamento aprovado neste ano.
Sem acordo, fica congelada a maioria das propostas defendidas pelo governo: investimentos públicos, aumento de servidores, reajustes de aposentados e pensionistas, subsídios às creches e o reforço de 700 milhões de euros ao Sistema Nacional de Saúde. Os fundos de 16,6 bilhões de euros financiados pela União Europeia para que o país se recupere economicamente dos efeitos da pandemia entram em compasso de espera.
O premiê expressou num desabafo o que definiu como irresponsabilidade de seus sócios ao vetarem o Orçamento. “Ninguém fora do país vai entender como se pode bloquear um Orçamento que traz creches gratuitas, progresso fiscal e serviços públicos mais fortes.”
Uma nova eleição deve ratificar o Partido Socialista como o mais votado, embora sem a maioria desejada pelo premiê, sobretudo agora que os sócios de esquerda lhe viraram as costas. De acordo com pesquisa publicada nesta terça-feira pelo “Jornal de Negócios”, os socialistas têm apoio de 37% dos eleitores, 12 pontos à frente do PSD, de centro-direita e maior partido de oposição.
Se o cenário se mostra difícil para Costa, também é para seus ex-aliados e adversários políticos. Os partidos Comunista, Bloco de Esquerda e Verdes negaram apoio ao premiê para aprovar o Orçamento, acusando-o de não fazer mais para aumentar o poder de compra dos portugueses e melhorar os serviços públicos.
Sabem, no entanto, que têm muito a perder com a dissolução do Parlamento. Preferem negociar um novo Orçamento com o governo a ter que encarar novas eleições.
O timing é péssimo também para o PSD, que corre o risco de embaralhar duas eleições: a interna, para a escolha da nova liderança, e a geral, para a disputa da maioria no Parlamento e o cargo de primeiro-ministro. O partido conservador CDS e o Chega, de extrema direita, também enfrentarão eleições internas.
A bola está no campo do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que tem até 60 dias para marcar as eleições, caso decida cumprir a promessa de dissolver o Parlamento. Como o prazo coincide com as festas de fim de ano, tudo indica que o país navegará até o início de 2022 no modo político instável e ainda sem usufruir das benesses conquistadas pelo equilíbrio político e pelo controle da pandemia.
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Fonte: G1 Mundo