Categorias
MUNDO

Procuradora de Nova York alerta para a distribuição de doces à base de maconha no Halloween


Biscoitos, balas e salgadinhos à base da droga podem confundir, disse Letitia James em sua rede social. Imagem de pacotes de doces com alto índice de THC, impróprios para crianças
Reprodução
A procuradora de Nova York, Letitia James, fez um alerta nesta terça-feira (26) para que os pais de crianças do estado fiquem atentos à distribuição de doces feitos à base de maconha neste Halloween.
Embalagens com biscoitos, balas e salgadinhos com tetra-hidrocanabidiol (THC), principal elemento tóxico e psicotrópico da planta Cannabis sativa, podem confundir.
“Os pais têm que ficar alerta para produtos enganosos que parecem doces comuns mas que contêm concentrações perigosamente altas de THC”, disse Letitia James em uma rede social.
Alertas parecidos também foram emitidos pelas autoridades dos estados de Connecticut, Arkansas, e Ohio.
O Halloween é um tradicional feriado americano que acontece neste domingo (31). Nele, crianças fantasiadas passam de casa em casa pedindo “doces ou travessuras”.
31 de outubro – Pessoas passam por marcadores de distanciamento social durante comemorações do Halloween, em Overland Park, Kansas
Charlie Riedel/AP
A compra de produtos com THC, destinados a adultos, pode acontecer por engano, afirma a promotora, mas são “especialmente perigosos” para as crianças.
“Nós vimos um aumento de casos de overdose acidental entre crianças em todo o país”, disse James. “É vital que nós façamos o que seja possível para proteger nossas crianças.”
Diferente da Califórnia, onde esse tipo de produto é mais facilmente encontrado, em Nova York o comércio deste tipo de alimento não é legalizado.
O estado aprovou, no entanto, o uso recreativo da maconha, mas com restrições e destinado apenas a consumidores com mais de 21 anos.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Caravana de centenas de imigrantes percorre o México rumo ao norte


Os Estados Unidos registram níveis recordes de imigração neste ano: foram apreendidos ou expulsos mais de 1,7 milhão de imigrantes nos últimos 12 meses. No México, um grupo de pessoas que se encaminham aos EUA em uma caravana de imigrantes, em 26 de outubro de 2021
Daniel Becerril/Reuters
Centenas de imigrantes da América Central e do Caribe atravessavam o México nesta quarta-feira (27), a mais recente de uma série de caravanas que tentaram chegar à fronteira dos Estados Unidos nos últimos meses.
Os Estados Unidos registram níveis recordes de imigração neste ano. Agentes da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteira (CBP) apreenderam ou expulsaram mais de 1,7 milhão de imigrantes nos últimos 12 meses.
Leia também
Prisões de imigrantes na fronteira dos EUA com o México batem recorde histórico em 2021
EUA limitam regras para deportação de imigrantes sem documentos após críticas
EUA batem recorde de imigrantes detidos ao entrar ilegalmente no país pelo México
A maioria dos membros da caravana mais recente são famílias com crianças pequenas, de acordo com uma testemunha da Reuters que estimou que cerca de dois mil imigrantes estavam reunidos na terça-feira em Huixtla, no Estado de Chiapas do norte mexicano, para descansarem e receber cuidados médicos antes de retomar a viagem rumo ao norte.
Entre eles estava Arleth Chavez, da Guatemala, que percorreu cerca de 45 quilômetros com a caravana desde que partiu da cidade sulista de Tapachula no final de semana.
“Meus pés estão ardendo e doloridos por causa das bolhas”, contou Chavez. “Vou tão longe quanto Deus permitir.”
Voluntários buscam por imigrantes desaparecidos no deserto dos EUA
Imigrantes denunciam o demorado processo de asilo de Tapachula, localizada perto da fronteira sul do México com a Guatemala, e milhares partiram da cidade em uma série de caravanas neste ano, entre eles muitas famílias do Haiti.
Profissão Repórter mostra a crise migratória do México para os Estados Unidos
Alguns integrantes da caravana mais recente almejam chegar à Cidade do México, onde esperam que o processo de asilo possa ser mais rápido, enquanto outros pretendem seguir para a divisa com os EUA.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Grupo muçulmano do Paquistão entra em confronto com a polícia; há mortos e feridos


O grupo quer que o Paquistão expulse embaixador da França por causa da publicação de charges do profeta Maomé em 2017. Manifestação do grupo Tehrik-e-Labaik do Paquistão em Lahore, em 26 de outubro de 2021
Mohsin Raza/Reuters
Um confronto entre um grupo muçulmano proibido e a polícia no Paquistão nesta quarta-feira (27) terminou com mortos e feridos dos dois lados.
Os policiais e os manifestantes começaram a se atacar em uma estada perto da cidade de Lahore.
O grupo muçulmano é o Tehrik-e-Labaik do Paquistão, conhecido pela sigla TLP.
Um porta-voz da polícia afirmou que os manifestantes usaram armas como rifles automáticos, semiautomáticas e pistolas contra os policiais.
Não se sabe com certeza qual é o número de vítimas —um primeiro balanço aponta que foram três policiais mortos e 70 feridos (8 desses últimos estão em estado grave).
O ministro da Informação do Paquistão, Fawad Chaudhry, afirmou que o governo vai usar força para proibir a entrada de islamistas na capital do país, Islamabad.
Ativistas do TLP bloquearam a rodovia mais movimentada do Paquistão desde sexta-feira. Eles exigiam a libertação de seu líder e a expulsão do embaixador da França por causa da publicação, em uma revista satírica, de charges retratando o profeta Maomé.
As negociações com o governo fracassaram, e os manifestantes começaram a marchar em direção a Islamabad.
A prefeitura colocou contêineres para bloquear as rotas de entrada e saída e, assim, tentar evitar a presença dos militantes do TLP.
A polícia disse que tentou bloquear a marcha, e isso desencadeou os confrontos.
Grupo quer que o Paquistão expulse embaixador da França
Esta é a terceira campanha de protesto nacional do grupo desde 2017 contra uma série de caricaturas do Profeta Maomé publicadas na revista satírica francesa Charlie Hebdo. Essas caricaturas são consideradas profundamente ofensivas pelos muçulmanos.
O Charlie Hebdo publicou os desenhos pela primeira vez em 2006 e os republicou no ano passado para marcar a abertura de um julgamento por um ataque mortal à revista por militantes islâmicos em 2015.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

A campanha que atraiu celebridades nos EUA para provar inocência de homem há duas décadas no corredor da morte


O americano Julius Jones tinha acabado de completar 19 anos de idade quando foi preso, julgado e condenado à morte pelo assassinato de um empresário no Estado do Oklahoma, em 1999. Julius Jones foi condenado à morte pelo assassinato do empresário Paul Howell, em 1999
CORTESIA/JUSTICE FOR JULIUS
O americano Julius Jones tinha acabado de completar 19 anos de idade quando foi preso, julgado e condenado à morte pelo assassinato de um empresário no Estado do Oklahoma, em 1999.
Jones, que hoje tem 41 anos, sempre negou envolvimento no crime. Mas, ao longo de duas décadas, nenhuma de suas várias tentativas de apelação teve sucesso, e ele passou a metade da vida no corredor da morte.
Seu caso tinha caído no esquecimento quando, em 2018, o documentário The Last Defense (A Última Defesa), exibido pela rede de TV ABC, voltou a se debruçar sobre detalhes do crime, da investigação e do julgamento, apontando problemas no processo e lançando dúvidas sobre a participação de Jones.
Desde então, a campanha Justice for Julius (Justiça para Julius) vem atraindo o interesse da imprensa e de ativistas, políticos e celebridades, convencidos da inocência de Jones.
LEIA TAMBÉM:
O homem condenado por matar mulher com picadas de cobra na Índia
Quem foi Lisa Montgomery, autora de assassinato chocante e vítima de abusos executada nos EUA
Por que o Estado que mais executou prisioneiros na história dos EUA decidiu acabar com a pena de morte
A lista de celebridades que se manifestaram em sua defesa inclui várias estrelas do basquete americano, a atriz Viola Davis, que foi uma das produtoras do documentário, o apresentador de TV James Corden e Kim Kardashian West, que chegou a visitá-lo na prisão no ano passado. Uma petição no site change.org pedindo justiça para Jones já tem mais de 6,4 milhões de assinaturas.
O interesse no caso de Jones, que é negro, também ocorre em um momento em que ganha força nos Estados Unidos o debate sobre as disparidades raciais no sistema de justiça criminal e na pena de morte.
No mês passado, uma comissão responsável por analisar pedidos de liberdade condicional e perdão recomendou, por três votos contra um, que o governador de Oklahoma, o republicano Kevin Stitt, comute a pena de Jones para prisão perpétua, com a possibilidade de liberdade no futuro.
Ao comentar a recomendação para que a sentença de Jones seja comutada, o presidente da comissão, Adam Luck, disse acreditar que, em casos de pena de morte, não deve restar qualquer dúvida de que o condenado é culpado. “E eu tenho dúvidas sobre esse caso”, afirmou.
Mas o governador disse que só tomará sua decisão após uma audiência de clemência, na próxima segunda-feira (1º), quando Jones terá a oportunidade de se pronunciar em sua própria defesa. Será a última tentativa de evitar sua execução, que está marcada para 18 de novembro.
O crime
O crime pelo qual Jones foi condenado foi brutal e chocou a cidade de Edmond, na região metropolitana de Oklahoma City, que na época tinha cerca de 68 mil habitantes.
A campanha Justice for Julius (Justiça para Julius), que defende a inocência Jones, vem atraindo o interesse da imprensa e de ativistas, políticos e celebridades
CORTESIA/DEATH PENALTY ACTION
Na noite de 28 de julho de 1999, Paul Howell, um executivo de 45 anos de idade, estacionava o carro na frente da casa de seus pais quando foi abordado por um desconhecido com uma arma.
Howell estava acompanhado de suas duas filhas pequenas, de sete e nove anos de idade, e de sua irmã, Megan Tobey. Segundo relatos da família, o homem “caminhou até o carro, apontou uma arma para a cabeça de Paul e puxou o gatilho”.
Depois de atirar uma segunda vez, o agressor fugiu, levando o carro da vítima. Howell foi declarado morto quatro horas depois do ataque.
A irmã de Howell disse à polícia que o assassino era um jovem negro que vestia uma camiseta branca, um gorro preto e uma bandana vermelha cobrindo o nariz e a boca. Um segundo homem dirigia o carro no qual o agressor estava antes de abordar Howell.
O assassinato de um membro conhecido da comunidade desencadeou uma caçada da polícia de Edmond em busca de dois suspeitos que correspondessem à descrição da testemunha.
Dois dias depois, o carro de Howell foi encontrado em um estacionamento próximo a um desmanche de veículos. Informantes da polícia apontaram para Jones e Christopher Jordan como autores do crime. Segundo eles, Jordan era o motoristas, e Jones, o atirador.
Para os atuais advogados de Jones, esses informantes iniciais tinham interesse em testemunhar contra seu cliente, evitando assim escrutínio de suas próprias atividades ilegais.
Mas, ao revistar a casa da família de Jones, a polícia encontrou a arma do crime enrolada em uma bandana vermelha. Jordan foi preso em 30 de julho, e Jones no dia seguinte.
Álibis e provas
Jones, que na época estudava na Universidade de Oklahoma, afirma que, na hora do crime, estava em casa, jantando com a família e jogando Banco Imobiliário.
Esse álibi foi confirmado por sua irmã, Antoinette, em declaração juramentada, por escrito. Mas ela nunca foi chamada a dar seu testemunho no julgamento.
Segundo depoimentos de seus pais, Jones cresceu como um menino estudioso, que frequentava a Igreja e gostava de praticar esportes. Mas, naquele ano, ele havia se envolvido em alguns crimes menores, como furtos.
“O que é errado é errado. Eu não deveria ter cometido (os furtos). E eu não estou tentando esconder de ninguém que eu feri a lei”, admitiu o próprio Jones no documentário The Last Defense. “Mas isso não faz de mim um assassino.”
Em declaração por escrito à comissão que analisa pedidos de perdão, Jones disse que não é culpado pela morte de Howell. “Eu não tive qualquer participação em sua morte, e a primeira vez que o vi foi na televisão, quando sua morte foi noticiada”, escreveu.
“Eu passei os últimos 20 anos no corredor da morte por um crime que não cometi, não testemunhei e no qual não estava presente”, disse.
Segundo seus pais, Jones cresceu como um menino estudioso, que frequentava a Igreja e gostava de praticar esportes. Mas, no ano do assassinato, ele havia se envolvido em alguns crimes menores, como furtos
CORTESIA/JUSTICE FOR JULIUS
A defesa de Jones insiste que Jordan, que havia sido seu colega no Ensino Médio, é o verdadeiro culpado da morte de Howell. Segundo os advogados, Jordan pediu para dormir na casa da família de Jones no dia seguinte ao crime, quando, suspeitam, ele teria aproveitado para esconder a arma e a bandana na residência.
Os advogados de Jones ressaltam que Jordan usava o cabelo mais longo, o que corresponde à descrição do criminoso feita pela testemunha, segundo a qual as pontas do cabelo do agressor apareciam para fora do gorro. Jones, ao contrário, havia sido fotografado poucos dias antes do crime com o cabelo bem curto, em uma foto que nunca foi mostrada ao júri.
Jordan e seus advogados negam essas acusações e dizem que ele apenas dirigiu o carro e não teve envolvimento no disparo que matou Howell. Quando Jordan foi preso, ele confirmou à polícia essa versão dos fatos, que também tinha sido apresentada pelos informantes iniciais.
Apesar de a própria polícia ter admitido que o depoimento de Jordan tinha várias contradições, ele acabou se transformando na principal testemunha do julgamento, quando repetiu a acusação de que Jones era o autor dos disparos. Jordan acabou recebendo uma pena mais branda, e foi libertado após 15 anos de prisão.
O julgamento
Mesmo antes da prisão de Jones, a imprensa local já havia começado a pedir pena de morte para o autor do crime. O caso ficou nas mãos de Robert Macy, um promotor apelidado de “Cowboy Bob” e renomado por ter obtido um dos maiores números de condenações à morte no país. Ao longo de sua carreira, Macy, que morreu em 2011, enviou 54 réus para o corredor da morte.
Anos depois, uma análise feita pela Universidade de Harvard identificou irregularidades em vários desses casos. Alguns desses réus acabaram retirados do corredor da morte, quando ficaram comprovados os problemas em seus julgamentos
O julgamento de Jones foi realizado em 2000, no ano seguinte ao crime. Ao contrário do promotor, a equipe de defesa era composta por advogados inexperientes, que jamais haviam participado de um julgamento com possibilidade de pena capital.
Essa é uma situação comum nos casos de pena de morte nos Estados Unidos. Segundo Robert Dunham, diretor-executivo do Death Penalty Information Center (Centro de Informações sobre a Pena de Morte), que compila dados sobre a prática no país, praticamente todos os presos no corredor da morte são pobres.
“Por causa disso, não podem escolher seus advogados. É o mesmo Estado que os está processando que designa quem seu advogado vai ser”, diz Dunham à BBC News Brasil.
Defensores de Jones acreditam em sua inocência e dizem que o julgamento foi marcado por incompetência dos advogados e episódios de racismo
CORTESIA/DEATH PENALTY ACTION
“Na maioria dos casos, recebem um defensor público sem verbas ou um advogado indicado pelo tribunal, e que depende de não irritar esse tribunal para conseguir futuros trabalhos.”
Segundo os atuais advogados de Jones, Dale Baich e Amanda Bass, que assumiram seu caso em 2016, seus defensores no julgamento não confrontaram o uso, pela acusação, de depoimentos de informantes “questionáveis”, nem chamaram nenhuma testemunha de defesa.
“Ele não tinha dinheiro para pagar um advogado próprio, então o tribunal designou advogados que tinham dezenas de outros casos na época, estavam extremamente sobrecarregados”, diz à BBC News Brasil a diretora da campanha Justiça para Julius, Cece Jones-Davis.
“Eles não tinham recursos, nunca fizeram uma investigação (sobre detalhes do caso). Quando chegaram no julgamento, literalmente, deram o caso por encerrado. Não chamaram testemunhas, não fizeram nada”, afirma Jones-Davis, que não tem parentesco com Julius Jones. Os jurados foram unânimes ao decidir pela pena de morte.
Novas evidências
Desde o julgamento, surgiram novas evidências que, segundo a defesa, apontam para a inocência de Jones. No ano passado, um presidiário do Estado do Arkansas que havia cumprido pena com Jordan disse que, em 2009, Jordan confidenciou que outro homem estava no corredor da morte por um crime que ele havia cometido.
O homem disse que só percebeu que o então companheiro de prisão estava falando sério quando assistiu ao documentário The Last Defense e reconheceu Jordan. Antes dele, dois outros presidiários em Oklahoma que também cumpriram pena ao lado de Jordan já haviam relatado ter ouvido, em datas separadas, ele confessar o assassinato de Howell.
A defesa de Jones ressalta que esses três homens deram suas declarações em datas diferentes, não se conhecem e nem nunca encontraram seu cliente. Além disso, não receberam nenhuma vantagem em troca de seus depoimentos e, por isso, segundo os defensores de Jones, não teriam nenhum motivo para mentir.
Os advogados de Jordan negam que ele tenha feito essas confissões a companheiros de prisão.
Os atuais defensores de Jones também acreditam que o julgamento de 2000 foi marcado por racismo. Em um crime em que a vítima era branca e o acusado negro, 11 dos 12 jurados eram brancos.
Anos depois, foi revelado que um desses jurados usou um termo racial pejorativo para se referir a Jones, ao dizer que o julgamento era “uma perda de tempo” e que a polícia deveria simplesmente ter matado o réu.
O final da década de 1990 foi marcado pelo endurecimento das penas para crimes no país e também por estereótipos em relação a jovens negros, descritos por parte da imprensa como “superpredadores”. Hoje há o reconhecimento que as políticas daquela era agravaram as disparidades raciais na justiça criminal.
“Nos Estados Unidos, se a vítima é branca, é muito mais provável que o Estado vá pedir a pena de morte”, afirma Dunham, ao ressaltar que, em casos de assassinatos interraciais, réus brancos quase nunca são sentenciados à pena capital por matarem vítimas negras.
“Mas réus negros, e principalmente jovens homens negros, são desproporcionalmente sentenciados à morte por matar vítimas brancas”, observa Dunham.
Atualmente, mais de 2,5 mil prisioneiros estão no corredor da morte nos Estados Unidos, dos quais 41% são negros, percentual bem acima dos 13% de negros na população geral.
Nos últimos anos, também vêm ganhando notoriedade vários casos de inocentes sentenciados à morte que, depois de décadas à espera da execução, conseguiram provaram que eram inocentes e haviam sido condenados injustamente.
Desde 1972, foram executadas no país 1.537 pessoas, e outras 186 que estavam no corredor da morte provaram que haviam sido condenadas injustamente. Ou seja, a cada 8 pessoas executadas, uma escapou do corredor da morte ao provar a inocência.
O que diz a acusação
Mas, depois que um réu é sentenciado à morte nos Estados Unidos, é extremamente difícil apresentar novas evidências sobre o caso.
“Depois que o julgamento é encerrado, a apelação não é sobre culpa ou inocência, mas sim sobre se o julgamento seguiu a lei”, diz à BBC News Brasil o diretor do grupo Death Penalty Action, Abraham Bonowitz.
“A maioria das pessoas na prisão ou no corredor da morte cometeu o crime que as levou para lá. Mas muitas não, e isso deveria nos deixar preocupados com o sistema inteiro”, afirma Bonowitz, cujo grupo atua pela abolição da pena de morte.
Jones chegou a ter a data de execução marcada anteriormente, mas problemas nas drogas usadas na injeção letal em Oklahoma levaram à suspensão das execuções no Estado em 2015. Na época, um dos prisioneiros executados agonizou por mais de 40 minutos antes de morrer, em um caso que gerou comoção no país.
Agora, o Estado, que é o terceiro com o maior número de execuções na era moderna da pena de morte no país, se prepara para levar adiante as primeiras execuções desde aquela interrupção. Além de Jones, outros seis prisioneiros deverão ser executados em Oklahoma nos próximos meses.
O atual procurador geral do Estado (cargo que, nos Estados Unidos, é eleito) mantém a posição de seus antecessores de que Jones merece a pena de morte. Promotores e o juiz envolvidos no julgamento original também defendem que ele seja executado.
“Nos últimos anos, Julius Jones e seus advogados se dedicaram a uma campanha coordenada e preocupantemente bem-sucedida de informações falsas”, escreveu o procurador do Condado de Oklahoma, David Prater, à comissão de perdão que recomendou comutar a sentença de Jones.
“O veredito do júri não deve ser alterado. Julius Jones não ofereceu misericórdia a Paul Howell, e ele não apresenta nenhuma razão válida para merecer (misericórdia) agora. O Estado de Oklahoma se opõe à comutação”, conclui o procurador.
O que diz a família da vítima
A família de Howell também diz não ter dúvida de que Jones é culpado pelo crime e deve ser executado. Diante da renovada atenção que o caso passou a receber, a família lançou sua própria campanha, “Justice for Paul Howell” (Justiça para Paul Howell), e criou um site para rebater os argumentos dos que defendem a inocência de Jones.
Os responsáveis pela campanha não responderam aos pedidos de entrevista encaminhados pela BBC News Brasil.
Mas em algumas entrevistas à imprensa local, a irmã, o irmão e a filha de Howell disseram que a publicidade em torno do caso só aumenta sua dor e lamentaram o envolvimento de celebridades com milhões de seguidores nas redes sociais e que, segundo elas, não ouviram ambos os lados e têm “informações incompletas” sobre o caso.
Em carta divulgada após a comissão de perdão ter recomendado comutar a pena de Jones, a família disse estar “extremamente decepcionada, desiludida e entristecida” com a decisão, descrita como “irresponsável e tendenciosa”.
“O fato de a comissão fazer uma recomendação que, mesmo que remotamente, sugere que Julius Jones é inocente, ou que permita ou mesmo considere a possibilidade de que ele seja libertado da prisão e retornado às ruas, é incompreensível e coloca em perigo a segurança da família Howell e de todos os moradores de Oklahoma”, diz a carta.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

China reage aos EUA e diz que Taiwan não tem direito de ingressar na ONU


Declaração foi dada após o secretário de Estado americano, Antony Blinken, pedir uma maior inclusão de Taiwan nas instituições das Nações Unidas. Mulher segura duas bandeiras de Taiwan durante as celebrações do dia nacional em Taipei, capital da ilha, em 10 de outubro de 2021
Chiang Ying-ying/AP
A China reagiu aos Estados Unidos nesta quarta-feira (27) e afirmou que Taiwan “não tem o direito de ingressar na ONU” e foi enfática: “Taiwan é parte da China”.
“A ONU é uma organização intergovernamental composta por Estados soberanos”, defendeu Ma Xiaoguang, porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan em Pequim.
A declaração foi dada após o secretário de Estado americano, Antony Blinken, pedir uma maior inclusão de Taiwan nas instituições das Nações Unidas (veja mais abaixo).
Taiwan é uma ilha a menos de 200 km da costa da China que se separou há décadas do país. A ilha tem um governo independente e é reconhecida como um país por algumas nações ocidentais, como os EUA.
Nacionalistas chineses fugiram para a ilha em 1949, após sua derrota para os comunistas que estão até hoje no poder na China. O governo chinês considera Taiwan como parte do seu território e defende que a ilha deve ser reunificada — inclusive pela força, se necessário.
Mapa mostra a localização de Taiwan e da China
G1
Ponto de tensão entre EUA e China
Fonte constante de tensão entre os EUA e a China, Taiwan voltou ao centro da polêmica após Blinken lamentar que o governo da ilha esteja cada vez mais excluído da geopolítica mundial e defender a sua participação no “sistema da ONU”.
O secretário de Estado americano disse na terça-feira (26) que “uma participação significativa de Taiwan no sistema da ONU não é um tema político, mas sim pragmático”.
A declaração do chefe da diplomacia americana foi feita no “aniversário” dos 50 anos da votação da Assembleia Geral da ONU sobre a admissão da China na organização — o que marginalizou Taiwan.
Em resposta a Blinken, Ma declarou que a República Popular da China é “o único governo que representa legalmente toda a China” e apelou aos dirigentes de Taiwan que abandonem a ideia de depender dos EUA para alcançar sua independência.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

As 2 únicas universidades brasileiras em ranking de reputação global


Lista de 202 universidades com boa reputação de pesquisa e ensino foi feita com base na opinião de 10,9 mil acadêmicos entrevistados no mundo. Ranking de reputação publicado nesta quarta foi feito com base na opinião de 10,9 mil acadêmicos
Getty Images/Via BBC
Duas universidades brasileiras são as únicas sul-americanas a figurar em um ranking de reputação global elaborado pela publicação britânica Times Higher Education (THE) e publicado nesta quarta-feira (27).
A Universidade de São Paulo (USP) é a brasileira a mais bem colocada no ranking, compartilhando com outras universidades estrangeiras as posições 81 a 90.
Leia também
USP sobe uma posição e fica em 115ª em ranking internacional; na América Latina, cai para a 3ª colocação
A Universidade de Campinas (Unicamp) ficou entre as posições 151 e 175.
USP é a brasileira mais bem colocada em ranking de reputação global
Marcos Santos/USP Imagens
Ambas melhoraram seu desempenho em relação ao mesmo ranking elaborado em 2020: a USP subiu dez posições neste ano e a Unicamp, cinco.
Em ranking mundial, USP segue como melhor universidade brasileira
Ao contrário dos rankings tradicionais da Times Higher Education, que classificam as universidades internacionais conforme seu ambiente de aprendizado, quantidade de pesquisas e citações recebidas por estas e transferência de tecnologia no ambiente universitário, o ranking de reputação publicado nesta quarta leva em conta exclusivamente a opinião de acadêmicos a respeito de quais acreditam ser as melhores universidades do mundo em termos de ensino e pesquisa.
Foram entrevistados 10,9 mil acadêmicos “experientes e com trabalhos publicados” em 29 países, segundo a THE.
Universidades americanas e britânicas (como Oxford, acima) lideram ranking, mas China tem ascendido
PA Media/Via BBC
“É um ranking bastante subjetivo: acadêmicos de prestígio são chamados a citar universidades que achem que estão fazendo um bom trabalho, que tenham visibilidade em conferências, em produção de estudos e na mídia”, diz à BBC News Brasil Phil Baty, representante da THE. “Mas é uma opinião informada, de pessoas que sabem do que estão falando.”
Baty aponta que, embora as universidades brasileiras tenham melhorado de 2020 para 2021, elas não estão em uma curva crescente. “O ranking de reputação está em sua 11ª edição, e a USP, por exemplo, já chegou a ficar entre as posições 61ª e 70ª”, diz.
A cinco universidades mais bem colocadas são de EUA a Reino Unido: Harvard, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Universidade de Oxford, Stanford e Universidade de Cambridge, respectivamente.
“A reputação é uma moeda poderosa para universidades, com um papel vital em criar prestígio e atrair talento estudantil, talento acadêmico, novas parcerias e até investimentos internos”, agrega Baty.
No total, os EUA se destacam com 57 universidades entre as 202 listadas no ranking de reputação, seguidos de Reino Unido (25) e China (17).
O avanço na reputação das universidades chinesas, por sinal, tem chamado a atenção de observadores: pela primeira vez, uma instituição de ensino superior chinesa — a Universidade de Tsinghua — ficou no top 10 do ranking.
“A China continental é o maior exemplo de sucesso no ranking, mostrando que suas universidades continuam a crescer em reputação internacional por sua pesquisa e ensino entre seus pares globais”, diz o comunicado da THE.
Segundo Phil Baty, esse avanço pode fazer mudar “o balanço de poder na educação superior internacional nos próximos anos, à medida que a China continental se torna mais atraente para acadêmicos e estudantes”, com impactos na retenção de talentos mas também na distribuição de investimentos internacionais em pesquisas.
Outros países com um significativo número de universidades com melhor reputação são Alemanha (14), Japão (11), Holanda (9), Austrália, Canadá e França (com 6 universidades cada).
Além das brasileiras USP e Unicamp, a única latino-americana a figurar no ranking é a Universidade Nacional Autônoma do México, entre as posições 176 e 200.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

EUA emitem primeiro passaporte para pessoas não binárias


Quem não se identifica com os gêneros masculino e feminino poderá selecionar a opção X no documento. Foto ilustra passaportes dos Estados Unidos
Spencer Davis/Pexels
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (27) a emissão do primeiro passaporte para pessoas não binárias – que não se identificam com os gêneros masculino e feminino – no país.
“O Departamento de Estado emitiu o primeiro passaporte dos EUA com um marcador de gênero X. Esperamos oferecer essa opção a todos os solicitantes de passaporte de rotina assim que concluirmos as atualizações exigidas do sistema e do formulário no início de 2022”, disse o governo americano.
Dentro da marcação X estará uma série de significados, todos representam a pessoa que não se sinta representada pelo binômio masculino/feminino:
não binário
intersexo
não consignado
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Morre japonês defensor do desarmamento nuclear e sobrevivente de Hiroshima


Em 6 de agosto de 1945, Sunao Tsuboi, aos 20 anos, estava na Faculdade de Engenharia de Hiroshima quando os americanos lançaram a primeira bomba atômica da história. Ele sofreu queimaduras no corpo. Sunao Tsuboi em imagem de maio de 2016
Johannes Eisele / AFP
O japonês Sunao Tsuboi, um defensor do desarmamento nuclear e sobrevivente do bombardeio atômico de Hiroshima em 1945, morreu aos 96 anos, anunciou nesta quarta-feira uma organização de vítimas da bomba nuclear.
Leia também
Japão recorda 75 anos da primeira bomba atômica em Hiroshima
Japão: vítimas da chuva radioativa de Hiroshima são finalmente reconhecidas pela Justiça
Tsuboi, que se reuniu com ex-presidente americano Barack Obama durante sua visita a Hiroshima em 2016, “morreu no sábado vítima de anemia”, afirmou um diretor da Nihon Hidankyo, que reúne as organizações de vítimas dos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki.
Em 6 de agosto de 1945, Tsuboi, com 20 anos, estava na Faculdade de Engenharia de Hiroshima quando os americanos lançaram a primeira bomba atômica da história.
A bomba transformou a cidade em um inferno e provocou milhares de mortes.
“Eu sofri queimaduras no corpo todo”, afirmou Tsuboi em 2016 ao recordar a explosão.
Japão lembra 75 anos da explosão da bomba atômica em Hiroshima
A bomba Little Boy matou quase 140 mil pessoas na cidade portuária. Muitas vítimas morreram no ato, e várias em consequência dos ferimentos ou da radiação durante as semanas e meses seguintes.
Três dias depois, as forças militares dos Estados Unidos lançaram outra bomba atômica em Nagasaki (sudoeste), um ataque que provocou 74 mil mortes.
As duas bombas com uma potência de destruição inédita naquele momento levaram o imperador Hirohito a anunciar, em 15 de agosto de 1945, aos súditos a rendição aos Aliados, o que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Atirador em shopping de Idaho, nos EUA, morre devido a ferimentos


Suspeito morreu um dia depois do ataque. A motivação do atentado de segunda-feira continua sob investigação. Rua de Boise, em Idaho, é fechada após tiroteio em shopping da cidade
Rebecca Boone/AP Photo
Um homem que abriu fogo com uma arma em um shopping center de Boise, no Estado norte-americano de Idaho, matando duas pessoas e deixando outras feridas, incluindo um policial, morreu na terça-feira (26) em decorrência dos ferimentos sofridos, disseram autoridades.
Os investigadores ainda não determinaram se os ferimentos fatais resultaram de uma troca de tiros com a polícia no local, ou de um tiro autoinfligido antes de ele ser levado sob custódia, de acordo com o chefe de polícia de Boise, Ryan Lee.
Leia também
RELEMBRE: Criança abriu fogo em escola em Idaho, em maio; 3 se feriram
‘Alec Baldwin não tem culpa’, diz pai de diretora morta durante gravação
A motivação do atentado de segunda-feira continua sob investigação, disse Lee a repórteres em uma coletiva de imprensa um dia após o ataque no shopping Boise Towne Square, no extremo oeste da capital de Idaho.
O suspeito foi identificado publicamente na terça-feira como Jacob Bergquist, de 27 anos, morador de Boise. Segundo o chefe de polícia Lee, o atirador já teve desentendimentos anteriores com a segurança do shopping e a polícia por “comportamento perturbador”.
Tiros em Idaho – MAPA
g1
“Tivemos contato com ele no passado (mas) não tínhamos nenhum motivo para prendê-lo”, disse Lee, acrescentando que Bergquist não tinha nenhum histórico de trabalho no shopping.
A polícia também revelou novos detalhes sobre o incidente, dizendo que o suspeito disparou vários tiros dentro do shopping antes de fugir do prédio e foi confrontado por policiais que chegaram ao local em 2 minutos e meio.
Segundo Lee, a rápida resposta pela aplicação da lei evitou uma “tragédia mais grave”.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Começa audiência de extradição de Julian Assange na Justiça do Reino Unido


O governo americano quer processar Assange nos EUA por um vazamento em massa de documentos confidenciais. Ele é considerado por seus simpatizantes uma vítima de ataques contra a liberdade de expressão. ‘Jornalismo não é crime’, diz faixa em protesto em Londres contra a extradição de Assange
Daniel Leal-Olivas/AFP
A Justiça do Reino Unido começou a analisar, nesta quarta-feira (27), se aceita o pedido dos Estados Unidos para reconsiderar uma decisão de não extraditar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.
O governo americano quer processar Assange nos EUA por um vazamento em massa de documentos confidenciais. Ele é considerado por seus simpatizantes uma vítima de ataques contra a liberdade de expressão.
O australiano, de 50 anos, decidiu não comparecer por videoconferência à audiência no Alto Tribunal de Londres, de acordo com seu advogado, Edward Fitzgerald.
Reino Unido rejeita extradição de Julian Assange para os EUA
Assange, que é australiano, passou sete anos na embaixada do Equador em Londres e dois anos e meio na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh. Em janeiro, ele deu um passo para a liberdade: a juíza britânica Vanessa Baraitser rejeitou o pedido de extradição do governo dos EUA, alegando que existia a risco de Assange cometer suicídio. Nos EUA, ele pode enfrentar uma pena de 175 anos de prisão.
Julian Assange: por que a Justiça britânica decidiu não extraditar o fundador do Wikileaks para os EUA
Estratégia dos EUA
O governo dos EUA tenta reverter a decisão e, para isso, questiona a confiabilidade de um especialista que testemunhou a favor de Assange sobre a fragilidade de sua saúde mental.
De fato, o psiquiatra Michael Kopelman reconheceu que enganou a Justiça ao “ocultar” o fato de que seu cliente se tornou pai durante seu confinamento na embaixada do Equador em Londres.
A apelação judicial vai durar dois dias e é um dos últimos recursos do governo dos EUA. Se fracassar, restará apenas a Suprema Corte britânica.
Em caso de vitória, não será o fim de caso, que seguirá para outro tribunal que deverá julgar o mérito.
Protesto na frente do prédio da Justiça
Antes do início da audiência, dezenas de pessoas se reuniram diante do Alto Tribunal de Londres para expressar apoio a Assange.
O australiano conta com o apoio de várias organizações de defesa da liberdade de imprensa. Ele é procurado pelos EUA por espionagem, após a publicação de cerca de 700 mil documentos militares e diplomáticos confidenciais.
Ele foi detido pela polícia britânica em abril de 2019, depois de passar sete anos na embaixada do Equador em Londres, onde se refugiou quando estava em liberdade sob fiança. Ele temia a extradição para os EUA, ou para a Suécia, onde ele foi denunciado por estupro. Desde então, estas acusações foram retiradas.
Depois de visitá-lo no sábado, sua companheira, Stella Moris, disse que ele se encontra muito mal.
“Julian não sobreviveria a uma extradição. Essa é a conclusão da magistrada”, continuou Moris, considerando “aterrorizante” a possibilidade de se reverter a decisão de não extradição.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo