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Perdida ao fazer trilha nos EUA, pessoa não atende chamadas de equipe de resgate por não reconhecer número de telefone


Resgate não divulgou identidade da pessoa, que passou 24 horas sozinha no Monte Elbert, no estado do Colorado. Duas equipes passaram horas vasculhando diferentes áreas e tentando contato telefônico, mas pessoa acabou retornando sozinha; ela explicou que não atende números desconhecidos. Vista parcial do Monte Elbert, em Colorado
Reprodução/Google Street View
Uma pessoa que fazia uma trilha sozinha em Monte Elbert, no Colorado, passou 24 horas perdida e perdeu a chance de ser resgatada bem antes porque não atendeu a vários telefonemas de uma equipe de resgate – simplesmente porque não reconheceu o número que aparecia na tela de seu celular.
O caso aconteceu em 18 de outubro, de acordo com a equipe de Busca e Resgate de Lake County (LCSAR, na sigla em inglês), que contou o episódio em um post. Eles não especificaram quem foi a pessoa perdida, nem mesmo se era um homem ou uma mulher.
A pessoa tinha deixado seu carro por volta das 9 horas da manhã do dia 18, e, como não tinha retornado até às 20 horas, uma equipe foi acionada. Cinco membros se espalharam por áreas onde pessoas costumam se perder no Monte, por volta das 22 horas, e a busca se estendeu até às 3 horas da madrugada, sem resultado.
Uma nova equipe saiu às 7 horas da manhã, cobrindo uma nova região. Mas, por volta de 9h30, foi relatado que a pessoa tinha retornado ao seu veículo.
Durante todo o período de buscas, a LCSAR tentou contato por telefone com a pessoa perdida, mas nenhuma das chamadas foi atendida.
Após o retorno, a pessoa informou que não respondeu aos telefonemas porque não reconheceu o número, e não tem o hábito de atender chamadas de desconhecidos.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que Coreia do Norte mantém testes de mísseis apesar de sanções


Apesar da reprovação da comunidade internacional, o país asiático mantém a rotina de exercícios militares. Novo míssil lançado por submarino da Coreia do Norte, em foto divulgada nesta quarta (20)
AFP PHOTO/KCNA VIA KNS
A Coreia do Norte anunciou pela imprensa oficial do país em setembro de 2021 que testou um novo tipo de míssil de cruzeiro de longo alcance.
Em outubro, foi a vez de um suposto míssil balístico lançado de submarino, que teria sido testado no mar próximo à costa do Japão, segundo a Coreia do Sul (veja no vídeo abaixo).
Coreia do Norte viola proibição e testa míssil balístico
Apesar da reprovação da comunidade internacional, o país asiático mantém a rotina de exercícios militares, alguns dos quais violam resoluções do Conselho de Segurança da ONU e já resultaram em duras sanções.
Em 40 anos, Pyongyang já acumula cerca de 150 lançamentos.
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Coreia do Norte lança míssil balístico em direção ao Mar do Japão
Desde que Kim Jong-un chegou ao poder, cientistas norte-coreanos já desenvolveram uma série de novos armamentos, que supostamente evitariam ataques externos e possíveis ameaças ao regime comunista.
As demonstrações de força também são uma forma de o governo inflamar o povo e impulsionar o apoio interno.
Novo míssil submarino da Coreia do Norte, em imagem divulgada nesta quarta (20)
AFP PHOTO/KCNA VIA KNS
Mas por que Pyongyang continua testando armamentos se isso representa um custo tão alto para a economia local? Em vídeo, no site da BBC, eles listam tudo isso.

Fonte: G1 Mundo

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Acusado de feminicídio é retirado de tribunal na Argentina por miar durante audiência; assista

Israelense Nicolas Gil Pereg, de 40 anos, é acusado de matar sua mãe e sua tia em Mendoza, em 2019. Ele não respondeu a nenhuma pergunta e começou a miar assim que juíza iniciou procedimentos; magistrada ordenou que réu fosse retirado da sala. Acusado de feminicídio é retirado de tribunal por miar durante audiência
O julgamento de um israelense acusado de duplo feminicídio em Mendoza, na Argentina, foi interrompido inesperadamente nesta terça-feira (26), quando o suspeito, de 40 anos, começou a miar na corte (assista acima).
Nicolas Gil Pereg, acusado de matar sua mãe e sua tia em Mendoza em 2019, começou a miar assim que a juíza iniciou a audiência.
A juíza já havia advertido o réu para se comportar com decoro e permanecer em silêncio. Ainda assim, ele não respondeu a nenhuma das perguntas e continuou miando.
A magistrada ordenou então que ele fosse retirado do tribunal.
Gil Pereg é um ex-soldado e engenheiro eletrônico de 40 anos, que chegou à Argentina em 2009 para abrir um restaurante em Mendoza.
Sua mãe, Phyria Saroussy, e sua tia, Lily Pereg, o visitaram na Argentina em 12 de janeiro de 2019. Policiais encontraram os corpos mutilados das duas mulheres na casa de Pereg no dia 26 do mesmo mês, cobertos por terra e pedras.

Fonte: G1 Mundo

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Captura de Otoniel: quatro militares são mortos em represália a prisão do chefe narcotraficante na Colômbia


Com a prisão de Otoniel, espera-se que haja uma disputa pela liderança do grupo. Além disso, há o risco de represálias. Dairo ‘Otoniel’ Usuga, traficante mais procurado da Colômbia, é capturado
Ao menos quatro militares morreram e três ficaram feridos em dois ataques com explosivos e disparos no noroeste da Colômbia em represália pela recente captura de Otoniel, um dos chefes do narcotráfico no país, disseram as autoridades nesta terça-feira (26).
De camponês e guerrilheiro de esquerda a traficante mais procurado: quem é o colombiano ‘Otoniel’
O homem conhecido como Otoniel depois de ser capturado pela polícia, em 24 de outubro de 2021
Polícia da Comômbia/Via AFP
Na segunda-feira houve um ataque na cidade de Turbo, na região de Antioquia, onde o Clã do Golfo, o grupo criminoso de Otoniel, tem influência. Uma carga explosiva foi detonada e, logo depois, homens deram tiros de fuzil em um grupo de militares. Três soldados morreram e outros três ficaram feridos.
Foi “uma retaliação pela captura do narcotraficante mais procurado pelas autoridades mundiais e colombianas”, disse à Blu Radio o general do exército Juvenal Díaz.
Traficante mais procurado da Colômbia é capturado
Em um comunicado, essa instituição informou que houve uma morte de outro militar em Ituango, município da mesma região.
“Uma unidade militar foi atacada por membros do mesmo grupo armado organizado, ferindo um de nossos uniformizados, que infelizmente morreu”, segundo o boletim divulgado nesta terça-feira, que não informa o momento do incidente.
Prisão de Otoniel
Após anos de uma intensa busca, Otoniel (o nome completo é Dairo Antonio Úsuga) finalmente foi preso no sábado, nas montanhas de Antioquia em uma megaoperação de 500 policiais e militares.
Ele deverá ser extraditado aos Estados Unidos.
A prisão de Otoniel é o ataque mais contundente de Iván Duque ao narcotráfico em seus três anos de governo.
Mais retaliações
O general Díaz afirmou que os militares estão em alerta para novas ações de represália da organização de Otoniel, que opera principalmente em Antioquia e Chocó, em uma área adjacente ao Panamá.
O centro de estudos independente Indepaz estima que o Clã do Golfo conte com uma força de cerca de 1.600 homens. As autoridades calculam que chegaria a 3.800 integrantes entre combatentes e colaboradores.
Especialistas acreditam que os subordinados de Otoniel podem desencadear uma guerra para preencher o vazio deixado por ele, em um confronto que assusta os moradores da região. “Chiquito Malo” e “Siopas” aparecem como os possíveis sucessores do narcotraficante.
Segundo o ministério da Defesa, o Clã do Golfo exporta 30% da cocaína que sai da Colômbia (cerca de 300 toneladas) anualmente. O país é considerado pela ONU como o maior produtor dessa droga.
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Fonte: G1 Mundo

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Rainha Elizabeth II não participará da COP26 ‘por orientação médica’


Conferência da ONU para as Mudanças Climáticas ocorre a partir de domingo (31) em Glasgow, na Escócia, e a realeza britânica tem se esforçado para dar o máximo de visibilidade ao encontro. A rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha observa o primeiro-ministro Boris Johnson (à esquerda) conversar com convidado em evento da Cúpula de Investimento Global, no Castelo de Windsor, em 19 de outubro de 2021
Alastair Grant/Pool via AP
O Palácio de Buckingham anunciou nesta terça-feira (26) que a rainha Elizabeth II, do Reino Unido, não participará “por orientação médica” da COP26 (Conferência da ONU para as Mudanças Climáticas).
O anúncio ocorre no mesmo dia em que a monarca de 95 anos teve seus primeiros compromissos oficiais desde que passou uma noite internada em um hospital e recebeu ordens de seus médicos para descansar (duas audiências virtuais com os novos embaixadores na Coreia do Sul e na Suíça).
A COP26 ocorrerá entre 31 de outubro e 12 de novembro em Glasgow, na Escócia, e a realeza britânica tem tentado dar o máximo de visibilidade e importância para o encontro.
No dia 15, Elizabeth II criticou líderes mundiais que “falam, mas não fazem” (a reclamação foi feita em uma conversa privada, mas foi captada pelo microfone de uma câmera de televisão).
Veja no vídeo abaixo 5 curiosidades sobre a rainha Elizabeth II:
Elizabeth II completa 95 anos: veja 5 curiosidades sobre a rainha
Aos 95 anos, a rainha é a rainha mais velha do mundo e a pessoas que há mais tempo no trono (quase sete décadas). Ela tinha apenas 25 anos quando se tornou rainha, em 6 de fevereiro de 1952, com a morte de seu pai.
1ª internação em anos
A monarca passou a noite no hospital privado King Edward VII de Londres, na semana passada, após “exames preliminares”. Foi a primeira noite que ela passou internada em anos, mas autoridades reais disseram que ela estava de bom humor e retornou no dia seguinte ao seu lar no Castelo de Windsor.
Dias antes da internação, ela aceitou “relutantemente” uma orientação médica para descansar “por alguns dias” e cancelou uma viagem que faria à Irlanda do Norte.
Na semana anterior, a revista “Vanity Fair” revelou que médicos haviam aconselhado a monarca a interromper o consumo de álcool “exceto em ocasiões especiais”. A revelação ocorreu logo depois que Elizabeth apareceu com uma bengala em público pela primeira vez desde 2004 (veja no vídeo abaixo).
Rainha Elizabeth II aparece em público usando bengala
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Fonte: G1 Mundo

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‘Ressureição’ em igreja na África do Sul acabou em processo; vídeo mostra momento em que ‘morto’ levanta no caixão

Duas pessoas chegaram a ser presas por encenação de uma ressurreição na igreja sul-africana Alleluia Ministries International em 2019. Encenação de ressureição na África do Sul acabou na Justiça
A viúva do pastor Huber Carlos Rodrigues, de Goiatuba, no Goiás, se negou a liberar o corpo do marido por três dias porque ele deixou um documento afirmando que ressuscitaria no três dias após sua morte. Ele finalmente foi enterrado nesta terça-feira (26).
Em 2019, na África do Sul, uma outra história relacionada a uma suposta ressureição ganhou espaço nos jornais: uma igreja chamada Alleluia Ministries International fez um evento em que o seu líder, o pastor Alph Lukaku, segundo registro em vídeo, aparece gritando para um homem que está em um caixão para que ele se levante. O ‘morto’ então se levanta, simulando uma ressurreição.
Quando o homem levanta do caixão, as pessoas no culto começam a celebrar. O vídeo ficou famoso na África do Sul, e foram abertos três processos na Justiça.
Um dos processos foi aberto por uma casa funerária, um outro por um pastor concorrente e um terceiro por pessoas que diziam ser de um grupo de cidadãos preocupados com fraudes, disse na época o capitão Mavela Masondo ao jornal “Sunday Times”, da África do Sul.
As empresas funerárias afirmam que foram manipuladas para se envolver. Dois homens chegaram a ser presos pela polícia, mas a Justiça os libertou.
O vídeo foi gravado em fevereiro de 2019. Em abril daquele ano, o homem que se levanta morreu de pneumonia no Zimbábue, onde ele morava (segundo o jornal sul-africano ele era conhecido como Brighton Moyo na África do Sul, mas no país vizinho tinha um nome completamente diferente, Thabiso Mlanje). Ele tinha 28 anos.
Ele já tinha sido falsamente “curado” na igreja Alleluia ao se levantar de uma cadeira de rodas. O pastor Lukau, o líder da Alleluia, disse que as pessoas concluíram que havia sido a igreja que tinha encenado o falso milagre, mas que não foi ele.
A igreja afirmou que não sabia que se tratava de um “milagre falso”.
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Fonte: G1 Mundo

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Famílias afegãs vendem suas filhas para não morrerem de fome


Casamento infantil é praticado há séculos no país, mas a guerra, a seca e a pobreza levaram muitas famílias a venderem suas filhas cada vez mais cedo — e por cada vez menos dinheiro. Farishteh (à direita) e Shokriya (nos braços do pai) foram vendidas às famílias de seus futuros maridos no Afeganistão. Foto tirada em 14 de outubro de 2021 no campo de pessoas deslocadas de Shamal Darya, em Qala-i-Naw, na província de Badghis. Casamento infantil é praticado há séculos no Afeganistão, mas a guerra, a seca e a pobreza levaram muitas famílias a vender suas filhas cada vez mais cedo.
Hoshang Hashimi/AFP
Fahima não para de chorar desde que seu marido disse que eles deveriam vender suas duas filhas, de seis anos e um ano e meio, para que a família não morresse de fome no Afeganistão.
Farishteh, a mais velha, foi vendida por cerca de US$ 3,3 mil; Shokriya, a mais nova, por US$ 2,8 mil (cerca de R$ 18,7 mil e R$ 15,7 mil, na cotação atual).
A família foi deslocada pela seca no oeste do país e hoje vive em uma casa de barro coberta por lonas furadas no campo de pessoas deslocadas de Shamal Darya, em Qala-i-Naw, na província de Badghis.
Farishteh e Shokriya sorriem para a reportagem da agência de notícias France Presse, com o rosto cheio de lama e ao lado da mãe, sem saber que foram dadas em troca de dinheiro às famílias de seus futuros maridos, também menores de idade.
Assim que o valor total for pago — o que pode levar anos —, as duas meninas terão de se despedir de seus pais e do campo para deslocados onde eles encontraram refúgio.
Milhares de famílias deslocadas para a região — uma das mais pobres do país que é um dos mais pobres do mundo — também vivem esta trágica história (e também se mudaram fugindo da seca).
Jornalistas da France Presse identificaram pelo menos 15 famílias que vivem em acampamentos de refugiados e vilarejos e venderam suas filhas por quantias de vão US$ 550 a US$ 4 mil para sobreviver.
Asho, uma garotinha que ficou noiva de um homem de 23 anos por causa de dívidas da família, é fotografada em 14 de outubro de 2021 no campo de pessoas deslocadas de Shamal Darya, em Qala-i-Naw, capital da província de Badghis. O casamento infantil é praticado há séculos no Afeganistão, mas a guerra, a seca e a pobreza levaram muitas famílias a vender suas filhas cada vez mais cedo.
Hoshang Hashimi/AFP
O casamento infantil ocorre há séculos no Afeganistão, mas a guerra, a seca e a pobreza levaram muitas famílias a recorrer a acordos cada vez mais cedo na vida das meninas.
Segundo um relatório de 2018 da Unicef (Fundo da ONU para a Infância), 42% das famílias afegãs têm uma filha que se casa antes dos 18 anos. A principal motivação é econômica, porque o casamento é visto muitas vezes como um meio de garantir a sobrevivência de uma família.
A prática é generalizada nos campos de deslocados. Os responsáveis pelos acampamentos e aldeias contabilizam dezenas de casos desde a seca de 2018 — um número que só aumentou com a de 2021.
Dívida na mercearia
Sabehreh, de 25 anos, é vizinha de Fahima. Sua família pegou comida fiado em uma mercearia, e o dono do comércio ameaçou “prendê-los” caso não pagassem.
Para pagar a dívida, a família vendeu Zakereh, de três anos de idade, e ela vai se casar com Zabiullah, filho do dono da mercearia que tem quatro anos. A menina não suspeita de nada, e o pai do seu futuro marido decidiu esperar até que ela tivesse idade suficiente para levá-la embora.
Sabehreh (à direita) e sua filha Zakereh, que está noiva do filho de 4 anos do dono da mercearia para cobrir a dívida da família, em foto tirada em 14 de outubro de 2021. Família mora no campo de pessoas deslocadas de Zaimat, em Qala- i-Naw, na província de Badghis. O casamento infantil é praticado há séculos no Afeganistão, mas a guerra, a seca e a pobreza levam famílias a vender suas filhas cada vez mais cedo.
Hoshang Hashimi/AFP
“Não estou feliz por ter feito isso, mas não temos nada para comer nem beber”, desespera-se Sabehreh. “Se continuar assim, teremos que vender nossa filha de três meses”.
“Muitas pessoas estão vendendo suas filhas”, diz outro vizinho, Gul Bibi, que deu sua filha Asho, de menos de dez anos, para um homem de 23 anos com quem a sua família tinha uma dívida.
Asho ainda vive com a família, e Bibi teme que o comprador volte do Irã para tirá-la de seu colo. “Sabemos que isso não é certo, mas não temos outra opção”.
Asho (sentada), uma garotinha que ficou noiva de um homem de 23 anos por causa de dívidas da família, é fotografada em 14 de outubro de 2021 no campo de pessoas deslocadas de Shamal Darya, em Qala-i-Naw, capital da província de Badghis. O casamento infantil é praticado há séculos no Afeganistão, mas a guerra, a seca e a pobreza levaram muitas famílias a vender suas filhas cada vez mais cedo.
Hoshang Hashimi/AFP
Calvário interminável
Em outro acampamento em Qala-i-Naw, Mohammad Assan enxuga as lágrimas enquanto mostra fotos de suas filhas Siana, de nove anos, e Edi Gul, de seis, que partiram com seus respectivos maridos jovens.
“Nunca mais as vimos. Não queríamos fazer isso, mas tínhamos que alimentar as outras crianças”, afirma Assan. “As minhas filhas estão certamente melhores lá, com comida”.
Assan tenta se consolar e convencer a si próprio do que fala antes de mostrar os pedaços de pão que os vizinhos compartilham com sua família — sua única refeição do dia.
Ele também tem de pagar pelos cuidados de sua esposa doente e continua endividado. Há poucos dias, começou a procurar um comprador para sua filha de quatro anos.
Provação sem fim
A prática é uma provação sem fim para as mães: a decisão de vender sua filha, a espera até a sua partida — que muitas vezes duram anos — e então a separação.
Rabia, uma viúva de 43 anos também desalojada pela seca, está fazendo o possível para adiar o terrível prazo. Sua filha Habibeh, de 12 anos, foi vendida por US$ 550 (menos de R$ 3,1 mil) e deveria ter partido há um mês, mas ela implorou à família de seu futuro marido que esperasse mais um ano.
“Eu quero ficar com minha mãe”, sussurra a adolescente, com olhos tristes.
Habibeh (à esquerda), que vive com sua mãe Rabia no campo de deslocados de Zaimat, deveria ter se juntado à família de seu futuro esposo há um mês. Foto tirada em 17 de outubro de 2021 em Qala- i-Naw, na província de Badghis, no Afeganistão
Hoshang Hashimi/AFP
Rabia diz que compraria sua filha de volta se tivesse algo para comer e beber. “Meu coração está partido”, afirma a mãe, “mas tinha que salvar meus filhos”.
Ela e seus três filhos mal têm do que viver no campo de deslocados de Zaimat. O filho de 11 anos trabalha em uma padaria por meio dólar por dia, e o de 9 anos coleta lixo por 30 centavos.
“Nós nos perguntamos como vamos sobreviver no próximo inverno”, lamenta a Rabia.
‘Não é uma norma imposta’
A idade mínima legal para as meninas se casarem era de 16 anos no governo anterior — antes de o Talibã voltar ao poder, em agosto. Agora, o grupo extremista tem restringido cada vez mais o direito que as mulheres conquistaram nas últimas duas décadas.
Malawi Abdul Sattar, governador em exercício da província de Badghis, afirma à France Presse que esses casamentos “não são uma norma imposta” pelo Talibã. “Se devem a problemas econômicos”.
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Fonte: G1 Mundo

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Texas proíbe que meninas trans participem de esportes femininos em escolas



Lei foi assinada pelo governador republicano, Greg Abbott. Dezenas de projetos semelhantes têm sido apresentados nos EUA. Grupos de direitos trans denunciam propostas como discriminatórias. Uma pessoa segura bandeira do movimento trans
Brendan McDermid/Reuters/Arquivo
Meninas transgênero não terão mais permissão para participar de equipes esportivas de escolas públicas no estado americano do Texas, de acordo com um novo projeto de lei que foi assinado pelo governador Greg Abbott na segunda-feira (25).
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O projeto foi aprovado pelos parlamentares estaduais em 15 de outubro e deve passar a vigorar a partir de 18 de janeiro, afetando atletas que participam de equipes escolares e universitárias.
Os defensores do projeto dizem que o objetivo é proteger a igualdade nos esportes escolares, eliminando o que eles veem como uma vantagem inerente às atletas transgênero femininas – aquelas designadas do sexo masculino ao nascer, mas que posteriormente realizaram uma transição. Pela lei, essas atletas terão que passar a competir seguindo o gênero que consta em suas certidões de nascimento.
O governador do Texas, Greg Abbott, discursa sobre o estado em Austin em 5 de fevereiro de 2019
Eric Gay/AP
Grupos de defesa da igualdade de direitos trans condenaram a medida como discriminatória. A Human Rights Campaign, um grupo de defesa dos direitos LGBTQ+, disse que pretende contestar a lei nos tribunais. A ONG Athlete Ally classificou a aprovação do projeto de “desoladora”.
Os grupos argumentam que o verdadeiro propósito desse tipo de lei é criar factoides para agitar a base conservadora do governador Abbott, um republicano, e que há poucas evidências de que mulheres ou meninas trans tenham vantagem nos esportes em virtude do sexo que lhes foi atribuído no nascimento.
A National Collegiate Athletic Association (NCAA), que organiza os esportes universitários dos Estados Unidos, declarou em abril que só realizaria eventos em estados “livres de discriminação”.
Texas junta-se a outros estados
Vários outros estados americanos, incluindo Alabama, Arkansas, Mississippi, Dakota do Sul, Montana, Tennessee e West Virginia, aprovaram leis ou medidas provisórias semelhantes nos últimos anos.
Em 1º de junho, o primeiro dia do Mês do Orgulho que celebra a comunidade LGBTQ+, o governador da Flórida proibiu as meninas transexuais de competirem em equipes esportivas nas escolas.
Idaho foi o primeiro estado a promulgar uma lei nesse sentido, ainda em 2020. No entanto, um tribunal federal barrou a implementação,enquanto ainda são analisadas contestações jurídicas.
Em 2021, pelo menos 35 projetos de lei para excluir jovens trans do atletismo foram apresentados em 31 estados, contra 29 em 2020 e dois em 2019, de acordo com uma contagem publicada pela Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais dos EUA.
Projetos repressivos no Texas
A lei contra atletas trans promulgada pelo governador texano Greg Abbott não é a única legislação controversa aprovada no estado neste ano.
Em setembro, o Texas passou a aplicar uma lei contra o aborto repressiva, banindo a prática assim que o batimento cardíaco do embrião é detectado, por volta das seis semanas de gestação, quando a maioria das mulheres ainda nem sabe que está grávida. A legislação também exclui o direito ao aborto em casos de incesto ou estupro.
Leis semelhantes foram derrubadas nos tribunais por violarem a jurisprudência da Suprema Corte que garante o direito da mulher de abortar até que o feto seja viável, por volta das 22 semanas de gravidez.
Mas a lei do Texas tem uma característica única: ela atribui a responsabilidade de fazer cumprir a medida “exclusivamente” aos cidadãos, encorajando-os a abrir processos contra organizações ou indivíduos que ajudam mulheres a realizar abortos infringindo a nova norma.
A lei do Texas permite, por exemplo, ações civis individuais contra quem ajudar uma grávida a abortar e prevê oferecer recompensas de até US$ 10 mil para cada denunciante, em caso de vitória judicial, incentivando a formação de grupos de “caçadores de recompensa”.
Esse sistema tem permitido, até agora, que as autoridades do Texas evitem assumir a responsabilidade pela aplicação da lei, pois ela recai sobre os cidadãos particulares e não sobre os líderes conservadores que pressionaram pelo veto. A Suprema Corte dos Estados Unidos deve examinar a validade da lei em 1º de novembro.
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Fonte: G1 Mundo

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Halloween: Pai tenta assustar filho, mas é surpreendido com um abraço


Pequeno participava de uma sessão de fotos fantasiado de cowboy quando seu pai apareceu vestido de Michael Myers. Ele não se assustou, e abriu os braços para abraçar o ‘monstro’, que retribuiu o carinho. Criança não se assusta com o pai fantasiado de monstro no Halloween dos EUA
Reprodução/TikTok
Com a chegada do Halloween nos Estados Unidos, cada vez mais imagens de travessuras e sustos se espalham nas redes sociais, e não seria diferente com este “ataque de fofura” registrado no Missouri.
Um vídeo que viralizou na última semana mostra um pai tentando assustar seu filho, de 4 anos, quando é surpreendido com um abraço do pequeno Korbyn.
Vestido de cowboy, ele participava de uma sessão de fotos quando seu pai aparece de surpresa vestido de Michael Myers – o grande vilão da franquia de filmes “Halloween”.
Criança não se assusta com o pai fantasiado de monstro no Halloween dos EUA
Reprodução/TikTok
Mas o que acontece a seguir é surpreendente. Em vez de sair correndo, assustado, com a aproximação da figura monstruosa, Korbyn abre os braços e pede por um abraço.
O monstro, é claro, retribuiu o carinho.
Em entrevista ao programa Today, da emissora americana NBC, a mãe de Korbyn – que sabia da travessura e gravava tudo – disse que o filho adora filmes de terror.
“Eu estava gravando porque queria guardar a reação dele”, disse Amber Patrick. “Ele sempre dizia gostar do Michael, mas não sabia o que ele iria fazer quando o encontrasse.”
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Criança não se assusta com o pai fantasiado de monstro no Halloween dos EUA
Reprodução/TikTok
Ela contou que achava que ele iria apenas dizer: “olha, o Michael, toca aqui!”, mas que ficou surpresa com o abraço amável do pequeno.
“Eu fiquei toda derretida, porque ele é realmente o menino mais amoroso que eu já conheci”, afirmou a mãe coruja.
Mas ela disse que apesar da reação do pequeno com o “monstro”, ele sabe muito bem que não deve fazer o mesmo com estranhos, e que só estava tranquilo daquela forma porque estava acompanhado.
“Eu perguntei para ele outro dia o que ele tem que fazer quando um estranho pedir para acompanhá-lo”, disse a mãe. “E ele respondeu: ‘é para eu dizer que tenho Covid e começar a tossir’.”

Fonte: G1 Mundo

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Influencer é acusado de matar mulher e amigo por ciúmes nos EUA


Ali Abulaban, que tem quase 1 milhão de seguidores no TikTok, alegou inocência. Promotores afirmam que ele espionava a esposa por meio de um aplicativo instalado no tablet da filha. Ali Abulaban chora durante audiência na corte do condado de San Diego, na Califórnia, em 25 de outubro de 2021
Reprodução/Justiça dos EUA
Influencer é acusado de matar mulher e amigo por ciúmes dos dois nos EUA
Ali Abulaban, que tem quase 1 milhão de seguidores no TikTok, alegou inocência. Promotores afirmam que ele espionava a esposa por meio de um aplicativo instalado no tablet da filha.
Ali Abulaban, 29, é acusado de atirar em sua esposa, Ana Abulaban, 28, e seu amigo Rayburn Cadenas Barron, 29, ambos de San Diego, Califórnia.
Abulaban era uma estrela do TikTok conhecida como JinnKid, com quase um milhão de seguidores.
Nas horas anteriores aos assassinatos, ele teria instalado um dispositivo de escuta no iPad de sua filha, onde podia ouvir sua esposa e um amigo falando.
Barron levou três tiros enquanto sua esposa foi baleada na cabeça.
Abulaban então pegou sua filha na escola e foi embora – mas ele foi preso cerca de 45 minutos depois e seu filho foi levado aos cuidados.
Sua conta no TikTok apresenta esquetes cômicos e imitações do personagem Tony Montana do filme Scarface de 1983.
Abulaban pode enfrentar a pena de morte se for condenado.
A filmagem aconteceu pouco antes das 15h de quinta-feira no apartamento de Ana Abulaban no 35º andar do arranha-céu Spire San Diego.
Abulaban confessou aos detetives e acusou sua esposa de trair.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo