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Princesa Mako, do Japão, se casa com plebeu e deixa família imperial


Após assinatura de registro, casal concede entrevista coletiva. Eles irão morar em Nova York, onde trabalham como advogados; união foi alvo de polêmica por causa de dívida da mãe do noivo. A princesa Mako, do Japão, no jardim da residência imperial Akasaka, em Tóquio, em foto de 23 de outubro
The Imperial Household Agency of Japan via AP
A princesa Mako, sobrinha do imperador Naruhito, do Japão, deixou oficialmente de pertencer à família real nesta terça-feira (26), ao celebrar seu casamento com o plebeu Kei Komuro.
Sem nenhuma cerimônia especial ou pompa, a união foi definida apenas pela assinatura do registro oficial do casamento, por volta das 11 horas (23 horas de segunda-feira, no horário de Brasília).
Além de confirmar que os dois se tornam marido e mulher legalmente, o documento também definiu o desligamento de Mako da família imperial. Ela agora passa a se chamar Mako Komuro.
Além de não ter uma festa, a princesa também abriu mão do dinheiro que receberia por deixar o título, um dote equivalente a mais de R$ 5 milhões.
Após a assinatura, os noivos concederam uma entrevista coletiva em um hotel em Tóquio.
A princesa Mako, do Japão, e Kei Komuro, ao anunciarem seu noivado, em 3 de setembro de 2017
Shizuo Kambayashi/Pool/AFP
A união, que foi comemorada pelos japoneses quando o casal anunciou o noivado, em 2017, e sua intenção inicial de se casar em 2018, se tornou alvo de protestos, levando inclusive Komuro a deixar o país e ao adiamento da celebração.
Isso aconteceu quando foi descoberto que a mãe do noivo, que é viúva, havia recebido um empréstimo de 4 milhões de ienes (cerca de R$ 200 mil) de um ex-noivo, usados para financiar os estudos do filho, e não devolveu o dinheiro.
A sogra da princesa alegou que acreditava que a quantia tinha sido um presente, e Komuro se ofereceu para pagar a dívida, mas o estrago na imagem da família já estava feito. Grande parte da opinião pública se voltou contra o relacionamento do jovem com um membro da família imperial, que supostamente deve manter uma reputação imaculada.
Para diminuir a pressão, o noivo se mudou para Nova York, onde continuou os estudos e trabalha como advogado. Após o casamento, Mako irá se mudar para os Estados Unidos, e também vai trabalhar como advogada na cidade.
O príncipe Akishino e a princesa Kiko, acenam ao lado de sua filha, a princesa Mako, em foto de 2 de janeiro de 2018
Kazuhiro Nogi/AFP
Os dois, que têm 30 anos de idade, se conheceram na universidade quando estudavam direito, há dez anos.
Enquanto Komuro estava em Nova York, Mako permaneceu no Japão, e eles ficaram três anos sem se ver pessoalmente. Recentemente, quando a data do casamento foi anunciada, a agência da Casa Imperial informou que a princesa estava sofrendo de transtorno de estresse pós-traumático devido à grande cobertura midiática sobre ela.
Kei Komuro, noivo da princesa Mako, do Japão, na chegada ao aeroporto de Narita, na prefeitura de Chiba, em foto de 27 de setembro
Kazuhiro Nogi/AFP
O reencontro aconteceu apenas no mês passado, quando o noivo finalmente retornou para o casamento. Com os cabelos mais compridos e usando um pequeno rabo de cavalo, foi mais uma vez alvo de inúmeras críticas – e logo cortou os fios.
Como mulher, Mako não pertencia à linha de sucessão ao trono imperial, que no Japão só pode ser ocupado por homens. Abaixo de seu tio, o atual imperador Naruhito – que tem apenas uma filha mulher, a princesa Aiko – estão o pai de Mako, o príncipe Akishino, e seu irmão mais novo, Hisahito, de 14 anos.
Antes dela, a última mulher a deixar a família imperial para se casar com um plebeu foi sua tia, a ex-princesa Sayako, irmão de Naruhito, que em 2005 se casou com Yoshiki Kuroda.
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Fonte: G1 Mundo

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Marinheiro encontra dente de megalodonte de 15 cm na Flórida


O capitão Michael Nastasio organiza expedições para encontrar fósseis do tipo. Porém, nunca viu um dente de megalodonte tão grande. Um dos maiores peixes do planeta, o animal, que é parente do tubarão, viveu há milhões de anos. Dente de megalodonte registrado na Flórida por Michael Nastasio
Reprodução/Facebook
O capitão Michael Nastasio, que há anos organiza expedições de caça marítima na costa da Flórida (Estados Unidos), comemorou o novo feito: encontrou um dente de tubarão megalodonte com mais de 15 cm de comprimento (saiba o que é um megalodonte no fim da reportagem).
Michael organiza expedições de mergulho para encontrar fósseis e outros tesouros no fundo do mar. Ele relatou à mídia americana que não é a primeira vez que aparece um dente de megalodonte. Mas nunca viu algo desse tamanho.
Michael Nastasio exibe dente de megalodonte que pegou durante mergulho na Flórida, em outubro de 2021. Fóssil cabe na mão do marinheiro
Reprodução/Facebook
Segundo ele, a experiência do encontro com um fóssil é sempre emocionante.
“Eu estou na água com meus clientes em diversas vezes. E dá para ouvir, debaixo d’água, quando eles encontram um dente. Dá para ouvi-los gritar; isso faz você sentir algo muito bom”, disse ele à rede de televisão ABC.
Megalodontes
Figura de megalodonte é exposta no Museu de História Natural de São Francisco
Divulgação/MHNSF
Megalodontes, um tipo de tubarão gigante já extinto, estavam entre os maiores peixes que já existiram. Segundo o Museu de História Natural de Londres, eles podiam chegar a 18 metros de comprimento. É três vezes mais do que o maior tubarão branco já visto. A espécie viveu na Terra entre 23 milhões e 3,6 milhões de anos atrás.

Fonte: G1 Mundo

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Escola nos EUA tem 23 alunos presos por causa de brigas em 3 dias e pais resolvem agir dando ‘plantão’ para acalmar alunos


Grupo de 40 pais cumprimenta estudantes, faz piadas e dá avisos para reduzir as tensões entre os estudantes. Desde que o trabalhou começou, não houve mais incidentes. Pais de escola na Louisiana se organizaram para dar plantão e reduzir brigas
Reprodução/Facebook/Michael R LaFitte
Uma escola de ensino médio do estado americano da Louisiana estava com um problema tão grave de violência entre alunos que, recentemente, 23 alunos foram presos em apenas três dias por causa de brigas.
A situação chegou no limite para cerca de 40 pais da Southwood High School, que resolveram então criar um grupo para mudar o estado das coisas.
Eles formaram o Dads on Duty (“pais em serviço”, numa tradução livre), e ficam no colégio cumprimentando os alunos pela manhã e ajudando a manter um ambiente positivo para a educação, em vez das brigas.
Os alunos dizem que está funcionando e os números, aparentemente, comprovam: não houve mais incidentes desde que os pais apareceram.
“Nós somos pais. Decidimos que as melhores pessoas que podem cuidar de nossos filhos somos nós mesmos”, disse Michael LaFitte, que iniciou o Dads on Duty, à rede americana CBS.
“Senti imediatamente um tipo de segurança. Paramos de brigar; as pessoas começaram a ir para a aula”, disse um dos alunos.
Os olhares firmes e avisos severos dos pais ajudam a acalmar os adolescentes, mas não é só isso — as piadinhas de “tio do pavê” também têm seu papel para diminuir a tensão. “Eles fazem piadas como dizer que seu sapato está desamarrado quando na verdade não está”, comentou um aluno.
“Eles odeiam! Eles ficam envergonhados”, diverte-se LaFitte.
A mistura de amor duro de pai e piadinhas que só eles sabem fazer está ajudando a transformar o colégio. “A escola ficou mais feliz – e é possível sentir isso”, disse um aluno.

Fonte: G1 Mundo

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Vítima do serial killer John Wayne Gacy tem identidade descoberta após mais de 40 anos nos EUA


Francis Wayne Alexander teria 21 ou 22 anos quando Gacy o matou em algum momento entre o início de 1976 e o início de 1977. Seus restos mortais estavam entre os 26 conjuntos que a polícia encontrou em um vão sob a casa de um dos mais famosos assassinos em série dos EUA. Francis Wayne Alexander, vítima do serial killer John Wayne Gacy, em montagem de fotos apresentada pelo xerife do condado de Cook, na segunda-feira (25)
Courtesy of the Cook County Sheriff’s Office via AP
Autoridades anunciaram nesta segunda-feira (25) a identidade recém-descoberta de uma vítima de John Wayne Gacy, o “Palhaço Assassino”, um dos mais famosos serial killers da história dos Estados Unidos.
Francis Wayne Alexander teria 21 ou 22 anos quando Gacy o matou em algum momento entre o início de 1976 e o início de 1977, disse o xerife do condado de Cook, Tom Dart, em uma entrevista coletiva, ao anunciar a identificação dos restos mortais de Alexander.
A família de Alexander nem sabia que ele estava morto todos esses anos, disse o xerife.
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“Eles o amavam, mas simplesmente pensavam que ele não queria mais nada com eles, então é por isso que nunca houve o relato de uma pessoa desaparecida”, disse Dart.
Em um comunicado, a irmã de Alexander, Carolyn Sanders, agradeceu ao escritório do xerife por dar à família algum nível de “encerramento”.
“É difícil, mesmo 45 anos depois, saber o destino de nosso amado Wayne”, escreveu Sanders. “Ele foi morto pelas mãos de um homem vil e mau. Nossos corações estão pesados e nossas condolências vão para as famílias das outras vítimas… Agora podemos descansar, sabendo o que aconteceu, e seguir em frente, homenageando Wayne”, disse.
Os restos mortais de Alexander estavam entre os 26 conjuntos que a polícia encontrou em um vão sob a casa de Gacy. Três outras vítimas foram encontradas enterradas na propriedade do assassino e outras quatro pessoas que Gacy admitiu ter matado foram encontradas em canais ao sul de Chicago.
Em 2011, o escritório de Dart exumou os restos mortais de oito vítimas, incluindo Alexander, que haviam sido enterradas sem que a polícia soubesse quem eram.
Dart convocou qualquer pessoa que teve um parente do sexo masculino desaparecido na área de Chicago na década de 1970 para enviar o DNA. Essa foi a época em que Gacy estava atraindo rapazes e garotos para sua casa para eventualmente matá-los.
O serial killer John Wayne Gacy em foto de 1978
AP Photo
Em um período de duas semanas, o escritório do xerife anunciou que tinha identificado um conjunto de restos mortais como sendo de William Bundy, um trabalhador da construção civil de 19 anos. Em 2017, identificou um segundo grupo como o de Jimmy Haakenson, de 16 anos, que desapareceu depois que ligou para sua mãe em Minnesota e disse a ela que estava em Chicago.
Os detalhes da vida de Alexander em Chicago são vagos. Nascido na Carolina do Norte, mudou-se para Nova York, onde se casou, e depois para Chicago em 1975, onde logo se divorciou.
De acordo com o comunicado do gabinete do xerife, o último registro conhecido da vida de Alexander foram as multas de trânsito que ele recebeu, a última em janeiro de 1976 – um ano em que ele ganhou pouco dinheiro.
Como ele cruzou com um dos mais notórios assassinos em série da história americana é um mistério, já que as autoridades dizem que tudo o que sabem é que “Alexander morava em uma área que era frequentada por Gacy e onde outras vítimas identificadas viveram anteriormente”.
Gacy atraiu algumas vítimas para sua casa prometendo contratá-las para trabalhos de construção, mas Alexander trabalhava em bares e clubes.
A identificação de Alexander surgiu quando o departamento do xerife se uniu ao Projeto DNA Doe, uma organização sem fins lucrativos que usa informações genéticas para localizar parentes de pessoas mortas que não foram identificadas.
A organização comparou o perfil de DNA dos restos mortais da vítima não identificada aos perfis em um site de genealogia para encontrar parentes em potencial. Isso o levou à família de Alexander, e a mãe e meio-irmão de Alexander forneceram seu DNA para comparação.
Entre os testes genéticos, registros financeiros, relatórios post-mortem e outras informações, os investigadores puderam confirmar que os restos mortais eram de Alexander. E determinar quando ele foi morto veio principalmente após saber quando a vítima que foi enterrada em cima dele desapareceu.
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Fonte: G1 Mundo

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Tiros em Boise, nos EUA, deixam feridos

Polícia ainda investiga o caso, que ocorreu em um shopping da cidade. Uma pessoa foi presa. Tiros em um shopping na cidade de Boise, em Idaho (Estados Unidos), deixaram diversos feridos nesta segunda-feira (25), informou a polícia local. Segundo a corporação, uma pessoa considerada suspeita de efetuar os disparos está presa.
Os policiais ainda não deram mais detalhes sobre o tiroteio, sobre o número exato de feridos e o estado de saúde deles. Também não se sabe a identidade do suspeito preso e, sendo ele criminoso, o porquê de ele ter efetuado os disparos.
Reportagem em atualização

Fonte: G1 Mundo

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Sudão: entenda em 5 pontos o golpe militar no 3º maior país da África


Militares tomaram o poder após prender o primeiro-ministro interino do país, Abdallah Hamdok, dissolver o governo e decretar estado de emergência. População saiu às ruas para protestar. Abdel Fattah al-Burhan, general que chefiava o Conselho Soberano do Sudão, anuncia estado de emergência em todo o país e dissolve o próprio conselho, que supervisionava a transição de poder, e o governo de transição, que era comandado pelo primeiro-ministro que foi preso por militares
TV do Sudão via AP
Militares deram um golpe de Estado nesta segunda-feira (25) no Sudão, o terceiro maior país da África em extensão, e tomaram o poder após prender o primeiro-ministro interino, Abdallah Hamdok, ministros e outras autoridades civis.
O general Abdel Fattah al-Burhan, que chefiava o conselho que supervisionava a transição do país para uma democracia, fez um pronunciamento oficial na TV estatal, anunciou estado de emergência e dissolveu o próprio conselho e o governo de transição, que era comandado por Hamdok.
Antes mesmo do pronunciamento, milhares de pessoas saíram às ruas da capital Cartum e de Omdurman para protestar contra o golpe, bloquearam vias e incendiaram pneus, enquanto forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersá-las (veja no vídeo abaixo).
VEJA TAMBÉM:
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Sudão vai entregar ditador Omar al-Bashir ao Tribunal Penal Internacional
Manifestantes ateiam fogo a pneus em rua de Cartum, capital do Sudão
Entenda abaixo o golpe militar em 5 pontos:
Onde fica o Sudão
O que era o governo de transição
O que dizem os golpistas
A reação da população
A reação da comunidade internacional
Onde fica o Sudão
Terceiro maior país da África, o Sudão tem uma população similar à da Argentina e um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo.
O país fica entre a África Subsaariana e o Oriente Médio e faz fronteira com sete vizinhos (Egito, Líbia, Chade, República Centro-Africana, Sudão do Sul, Etiópia e Eritreia), além de ter saída para o Mar Vermelho (veja no mapa abaixo).
Ele só fica atrás da Argélia e da República Democrática do Congo em extensão territorial e tem cerca de 42 milhões de habitantes (a Argentina tem cerca de 45 milhões). Até a independência do Sudão do Sul, em 2011, o Sudão era o maior país do continente (e também do mundo árabe).
Sudão
g1
Sua capital é Cartum, onde os rios Nilo Branco e Nilo Azul se encontram e formam o rio Nilo, e a religião predominante do país é o Islã.
O Sudão tem um IDH de 0,510 e, em um ranking com 189 países, está empatado na 170ª posição com o do Haiti (o país mais pobre das Américas) e atrás do Afeganistão (169º).
O que era o governo de transição
O país era comandado por um governo interino desde 2019, quando o então ditador Omar al-Bashir foi deposto. Al-Bashir governou o país por três décadas, entre 1989 e 2019, e deixou o poder após protestos.
Quatro meses após a queda do ditador, foi criado um Conselho Soberano, que era formado por civis e militares, para supervisionar a transição do país para a democracia.
O governo interino era comandado por Abdallah Hamdok (foto abaixo), primeiro-ministro que foi preso nesta segunda, e o Conselho Soberano era chefiado pelo general Abdel Fattah al-Burhan, que fez um pronunciamento na TV estatal após o golpe de Estado.
O primeiro-ministro do Sudão, Abdalla Hamdok, em foto de 14 de fevereiro de 2020 em Berlim, na Alemanha
Hannibal Hanschke/Reuters
O local para onde Hamdok foi levado não foi informado, e ministros e membros civis do Conselho Soberano também foram detidos.
Civis e militares do conselho frequentemente discordavam discordavam sobre o futuro do país e o ritmo da transição para a democracia, e o governo interino já havia sofrido uma tentativa de golpe em 21 de setembro.
O general Burhan deveria entregar a liderança do Conselho Soberano a um civil nas próximas semanas, mas em vez disso:
Prendeu Hamdok, ministros do governo interino e membros civis do Conselho Soberano;
Decretou estado de emergência em todo o país;
Dissolveu o Conselho Soberano e o governo interino.
O que dizem os golpistas
Horas após o golpe de Estado, Burhan fez um pronunciamento na TV estatal do país e anunciou o estado de emergência e a dissolução do conselho que chefiava e o governo de transição, comandado por Hamdok. Ele disse ainda que uma nova Constituição será escrita.
O general afirmou que disputas entre facções políticas levaram os militares a intervir e que os militares nomearão um governo para comandar o país até as eleições, marcadas para julho de 2023. Mas deixou claro que os militares permanecerão no comando:
“As Forças Armadas continuarão a completar a transição democrática até que a liderança do país seja entregue a um governo civil eleito”, afirmou Burhan.
Abdel Fattah al-Burhan, general que chefiava o Conselho Soberano do Sudão, anuncia estado de emergência em todo o país e dissolve o próprio conselho, que supervisionava a transição de poder, e o governo de transição, que era comandado pelo primeiro-ministro que foi preso por militares
TV do Sudão via AP
A reação da população
A Associação de Profissionais do Sudão (SPA), principal grupo responsável pelos protestos que resultaram na queda do ditador Omar al-Bashir, convocou a população para uma greve geral e pediu desobediência civil contra o golpe militar.
“Convocamos as massas para que saiam às ruas e as ocupem, fechem todas as estradas com barricadas, façam uma greve geral, não cooperem com os golpistas e usem a desobediência civil para enfrentá-los”, disse o grupo em um comunicado.
Ainda antes do pronunciamento de Burhan, milhares saíram às ruas de Cartum e de Omdurman para protestar, enquanto forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersá-los.
A TV Al-Arabiya diz que várias pessoas ficaram feridas após manifestantes e soldados entrarem em confronto perto de quartéis na capital. Um comitê de médicos local afirma que ao menos 12 pessoas ficaram feridas em confrontos.
Manifestantes ateiam fogo a pneus em rua de Cartum, capital do Sudão
A reação internacional
O presidente da União Africana pediu em um comunicado que líderes políticos do Sudão sejam soltos. A ONU, os Estados Unidos e a União Europeia expressaram preocupação com os acontecimentos desta segunda.
Jeffrey Feltman, o enviado especial dos EUA para a região, disse que o país está “profundamente alarmado” com a notícia. O americano havia se reunido com autoridades sudanesas no fim de semana para tentar resolver a crescente disputa política entre líderes civis e militares.
A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, afirmou que o governo dos EUA “rejeita as ações dos militares e pede a libertação imediata do primeiro-ministro e de outros que foram colocados em prisão domiciliar”.
O chefe de relações exteriores da União Europeia, Joseph Borrell, afirmou que está acompanhando os eventos no Sudão com “a maior preocupação”. Volker Perthes, representante da ONU, afirmou que a entidade está “profundamente preocupada com relatos de um golpe em curso no Sudão”.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Nuvem gigante de poeira com área de 615 mil km² chega à Argentina


Embora ela esteja se movendo na costa do Atlântico Sul, especialistas apontam que a nuvem não deve chegar ao Brasil. Nuvem gigantes de poeira se aproxima do Atlântico Sul
Reprodução
Uma gigante nuvem de poeira de 615 mil quilômetros quadrados está se aproximando da costa da Argentina, de acordo com uma imagem de satélite publicada pelo pesquisador e cientista da NASA, Santiago Gassó. (Veja imagem acima).
A nuvem de poeira se movimenta pela costa argentina banhada pelo Oceano Atlântico. De acordo com a imagem, a nuvem se estende por uma faixa de mais de mil quilômetros, cobrindo a região de Puerto Madryn, no Norte da Patagônia, até Mar del Plata, na costa da província de Buenos Aires.
Concentração de gases de efeito estufa na atmosfera bate recorde em 2020, alerta ONU
Segundo Gassó, a nuvem de poeira é resultado do sistema de baixa pressão, normalmente associado à formação de nuvens e chuvas, que trouxe neve para a região de Usuahia e tempestade de vento para a Patagônia.
“[A tempestade de vento na Patagônia], gerou uma rajada de poeira de Neuquén ao sul, produzindo uma nuvem gigante de poeira que agora está sobre o mar e pode ser vista do satélite”, escreveu Gassó no Twitter.
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Embora a nuvem gigante esteja se movendo na costa do Atlântico Sul, o meteorologista da Climatempo, César Soares, acredita que a nuvem não deve chegar ao Brasil.
“Até chegar ao Brasil, essa nuvem de poeira já estará muito misturada com a nebulosidade da frente fria. Além disso, nós estamos em uma condição mais úmida aqui no Brasil, e isso desfavorece a ocorrência de nuvens de poeira e, por isso, a nuvem tende a se dissipar”, diz Soares.
Como se forma uma nuvem de poeira
Assim como as nuvens de poeira que foram observadas no Brasil, a nuvem que paira sobre o Atlântico Sul é consequência direta de áreas de instabilidade.
Entenda o que causa nuvem de poeira que atingiu cidades do interior de SP e MG
“As frentes de rajada são correntes de vento muito fortes que se formam na frente de áreas de instabilidade ou de frentes frias, e em condições de tempo seco por um longo período, essas correntes de vento arrastam as camadas de solo mais secas causando a nuvem de poeira”, explica Soares.
Segundo ele, embora incomum, o fenômeno não é anormal.
“Tudo depende da área em que a frente de rajada atua, as frentes frias podem gerar áreas de ventania imensas”, diz Soares.
Para formar uma nuvem de poeira, contudo, é preciso que a frente rajada encontre um solo que está seco há muito tempo, processo que tem se intensificado com o desmatamento.
Fantástico explica causas da nuvem de poeira que assustou cidades no interior de SP

Fonte: G1 Mundo

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Bolsonaro vai receber título de cidadão honorário de cidade italiana de seu bisavô


Alvo de polêmica e protestos, homenagem proposta pela prefeita de Anguillara Veneta foi aprovada por Câmara Municipal nesta segunda-feira (25). Presidente brasileiro deve receber título pessoalmente durante viagem na próxima semana. O presidente Jair Bolsonaro em imagem do dia 20 de outubro
Ueslei Marcelino/Reuters
Apesar de protestos de ativistas e até grupos religiosos, que se opunham à homenagem, foi aprovada nesta segunda-feira (25) a concessão da cidadania honorária da cidade italiana de Anguillara Veneta ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
O presidente deve receber o título pessoalmente durante sua viagem à Itália, na próxima semana.
A proposta foi feita pela prefeita, Alessandra Buoso, que justifica que um bisavô de Bolsonaro nasceu ali, e recebeu nove votos a favor e três contra na Câmara Municipal, de acordo com a agência italiana de notícias Ansa.
Proposta de homenagem a Bolsonaro gera polêmica na Itália
Segundo o deputado ítalo-brasileiro Luis Roberto Lorenzato, do partido de ultradireita Liga, a ideia de conceder o título surgiu após brasileiros terem contatado autoridades da cidade e informado que pesquisas indicaram que o presidente brasileiro era descendente de um habitante de Anguillara Veneta que migrou para o Brasil.
“Pavimentada a possibilidade de uma visita diplomática brasileira, de comum acordo entre as partes, como sinal de reconhecimento, pensou-se em conferir a cidadania honorária”, diz uma nota divulgada pelo deputado em redes sociais.
A proposta da prefeita foi assinada no dia 20, mesmo dia em que o Senado brasileiro apresentou o relatório final da comissão da CPI da Pandemia, que atribuiu nove crimes a Bolsonaro (saiba mais aqui), incluindo crime contra a humanidade.
Questionada sobre o assunto, a política italiana disse que não estava ciente, de acordo com a Deutsche Welle. Ela afirmou que a homenagem não tem motivação política. “Pensei nas pessoas do meu país que migraram para o Brasil e construíram uma vida até chegar à Presidência, levando o nome de Anguillara Veneta para o mundo”, disse Buoso em entrevista à Ansa.
A cidade, a 80 quilômetros de Veneza, tem apenas 4 mil habitantes.
Indignação
A homenagem provocou indignação em parte da classe política local. Antes da votação desta segunda-feira, a parlamentar Vanessa Camani, integrante da assembleia legislativa regional do Vêneto, lançou uma campanha nas redes sociais contra o título de cidadão a Bolsonaro.
“Não à cidadania a um racista, misógino e negacionista”, afirma ela, que é membro da direção nacional do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda.
A homenagem à nomeação também foi alvo de críticas de grupos religiosos e ativistas antibolsonaristas na Itália. Em carta à prefeita de Anguillara Veneta, padres missionários italianos baseados no Brasil se dizem “ofendidos, entristecidos e desconcertados”.
“Como cidadãos italianos que trabalham no Brasil há anos a serviço do povo brasileiro e da Igreja Católica brasileira (somos missionários, religiosos e ‘Fidei Donum’), nos sentimos profundamente entristecidos e desconcertados. Nós nos perguntamos sobre quais méritos? Como um homem que durante anos, e continuamente, desonra seu país pode receber honra na Itália?”, diz o texto.
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Fonte: G1 Mundo

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Funcionário de restaurante é demitido por pisar em ingredientes e colocá-los na borda de vaso sanitário nos EUA


Vídeos começaram a ser compartilhados depois de serem publicados em um fórum online. Depois de ser demitido, ele afirmou que os ingredientes não iam para os pratos dos clientes. Ex-funcionário de uma rede de restaurantes publicou imagens dele mesmo com ingredientes de sanduíches em vaso sanitário
Reprodução/Reddit
Uma rede de restaurantes dos Estados Unidos demitiu um funcionário que gravou vídeos dele mesmo pisando em ingredientes e colocando comida na borda de um vaso sanitário. Os vídeos receberam atenção em fóruns online. O nome do tópico de discussão era “Funcionário anda sobre comida para ficar famoso”.
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Segundo uma reportagem do dia 15 de outubro da revista “Newsweek”, depois da discussão em fóruns online descobriu-se que havia contas em diferentes redes sociais em que o homem mostrava esses vídeos.
Há vídeos do homem jogando ingredientes no chão do restaurante, também. Em todas essas imagens, ele está sozinho. Ele afirma nos vídeos que queria ser famoso e não sabia o que fazer.
Funcionário de restaurante joga ingredientes no chão
Reprodução/Reddit
De acordo com informações de uma dessas redes sociais, ele era da cidade de Providence, no estado de Rhode Island.
Ele disse à revista que tinha esse emprego há menos de um mês. Ele classificou as ações dele no restaurante como controversas, e afirmou que as fez inspirado em outras coisas controversas que ele alega ter visto na internet.
Ele afirmou que os donos da loja ficaram frustrados com as suas ações, e que há anos ele tem dificuldade para encontrar um propósito na vida. O homem também disse que sempre gostou da empresa onde trabalhava como cliente e também como funcionário.
Depois que os vídeos começaram a ser discutidos, ele gravou um outro, no qual sugere que os ingredientes que ele colocou no vaso sanitário ou aqueles nos quais ele pisou nunca foram para os clientes.
Em nota, a franqueadora afirmou que os donos desse ponto demitiram o funcionário e a rede considera que a higiene dos alimentos é algo extremamente sério.
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Fonte: G1 Mundo

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Prisão do barão da droga na Colômbia é ‘estratégia que não resolve nada’, afirma especialista


Dairo Antonio Usuga, conhecido como “Otoniel”, foi detido no último sábado (23). Mas sua prisão não impedirá o país de continuar sendo o maior exportador de cocaína do mundo, defende Jacobo Grajeles, professor na Universidade de Lille e especialista em América Latina. Dairo ‘Otoniel’ Usuga, líder do Clan del Golfo, ao lado de soldados colombianos após ser capturado em Necocli, no sábado (23)
Colombia’s Military Forces/Handout via Reuters
Dairo Antonio Usuga, chefe da maior quadrilha de narcotráfico da Colômbia, conhecido como “Otoniel”, foi detido no último sábado (23).
No entanto, apesar da satisfação do presidente Iván Duque, a prisão não impedirá o país de continuar sendo o maior exportador de cocaína do mundo, defende Jacobo Grajeles, professor na Universidade de Lille e especialista em América Latina, em entrevista à RFI.
“Otoniel” foi capturado em uma megaoperação no noroeste da Colômbia e, segundo o ministro colombiano da Defesa, Diego Molano, ele deverá ser extraditado aos Estados Unidos em breve. “A ordem de extradição [aos Estados Unidos] segue em curso”, assegurou, em entrevista ao jornal colombiano “El Tiempo”.
Condenado pela justiça americana em 2009, Washington oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações sobre seu paradeiro. 
Forças Armadas capturam Dairo ‘Otoniel’ Usuga, traficante de drogas mais procurado da Colômbia
De camponês e guerrilheiro de esquerda a traficante mais procurado: quem é o colombiano ‘Otoniel’
Colômbia prepara extradição aos Estados Unidos do traficante Otoniel
“Esse é o caminho para todos aqueles que cometem delitos transnacionais (…) quase 30% do total das toneladas de coca que saíam da Colômbia eram do Clã do Golfo”, organização liderada por “Otoniel”, acrescentou Molano mais tarde, durante coletiva de imprensa. 
“Este é o golpe mais importante deste século contra o narcotráfico, mas não vamos parar aqui”, garantiu o presidente Iván Duque durante uma homenagem a um policial que morreu na operação.
“Vamos buscar mais, vamos atrás da vitória contra todos os alvos de alto valor”, alertou o presidente em uma base militar do município de Carepa, no noroeste da Colômbia.
Dairo ‘Otoniel’ Usuga, traficante mais procurado da Colômbia, é capturado
O governo acusa outros grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha reconhecida do país, e os rebeldes que se afastaram do acordo de paz com as Farc, em 2016, de se financiar com a receita do narcotráfico.
Em meio ao pior surto de violência após a assinatura do tratado, líderes das duas organizações foram incluídos em uma “lista de alvos de alto valor”, como as autoridades colombianas se referem aos principais criminosos foragidos do país.
Organizações criminosas continuarão funcionando
No entanto, para muitos especialistas na questão, a estratégia adotada pelo governo colombiano não deve trazer mudanças efetivas na luta contra o narcotráfico na Colômbia.
Para Jacobo Grajeles, professor na Universidade de Lille e especialista em América Latina, a solução escolhida pelo governo Duque não é a melhor. 
“É a mesma estratégia que outros países da região, como o México, aplicam. É a estratégia de buscar chefes dessas organizações e tentar eliminá-los ou prendê-los. Vemos de uma forma geral que isso não resolve o problema porque as organizações criminosas continuam funcionando. O mercado de exportação de cocaína continuará sendo ilegal enquanto a cocaína continuar sendo ilegal”, diz, em entrevista à RFI.
Segundo Grajeles, a eliminação de barões da droga só serve para incitar conflitos no interior das redes de narcotráfico.
“Geralmente, há dois casos: ou alguém toma rapidamente a liderança desta organização e nada muda, ou há uma concorrência interna, gerando violências que terão consequências humanitárias nas áreas onde essas organizações operam”, explica. 
O homem conhecido como Otoniel depois de ser capturado pelas Forças Armadas da Colômbia, em 24 de outubro
Polícia da Comômbia/Via AFP
Clã do Golfo: presente em mais de 300 cidade da Colômbia
Nascido em uma família de camponeses do noroeste da Colômbia, “Otoniel” foi guerrilheiro e paramilitar antes de se tornar o líder do Clã do Golfo: uma organização com cerca de 1.600 homens e presença em quase 300 municípios, segundo o centro de estudos independente Indepaz.
Ele tinha 128 mandados de prisão por narcotráfico e recrutamento de menores na Colômbia, entre outros crimes.
“Ele assassinou mais de 200 membros das forças públicas (…). Muitos soldados sofreram por conta desse assassino e seus amigos”, detalhou Duque.
“Era conhecido na região por procurar meninas de 12, 13, 14 anos. Intimidava as famílias e as extorquia para poder ter a virgindade de suas filhas”, denunciou o presidente.
Em cinco décadas de luta contra as drogas, apoiada pelos Estados Unidos, a Colômbia matou ou capturou vários chefes do narcotráfico, inclusive o barão da cocaína, Pablo Escobar, morto pelas forças colombianas em 1993.
No entanto, o país continua sendo o principal produtor de cocaína do mundo e os Estados Unidos, seu principal mercado consumidor.
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Fonte: G1 Mundo