Categorias
MUNDO

EUA detalham como será entrada de viajantes; menores de 18 não precisarão de vacina de Covid


EUA exigirão vacinas de viajantes a partir de 8 de novembro e todas as vacinas aplicadas no Brasil serão aceitas pelas autoridades americanas. Reflexo de passageiros caminhando pelo Aeroporto Reagan, em Washington, nos Estados Unidos
Reuters/Kevin Lamarque
O governo dos Estados Unidos detalhou nesta segunda-feira (25) as condições para ingresso de viajantes no país a partir de 8 de novembro, e informou que menores de 18 anos não precisarão de vacina contra Covid para acessar o território americano. Os menores com 2 a 17 anos, no entanto, terão de fazer um teste de Covid-19 antes de embarcarem rumo aos EUA.
A Casa Branca também detalhou que esse teste em crianças e adolescentes viajantes seja feito em até três dias antes do embarque caso viajem com adultos completamente vacinados. Caso contrário, o exame para detectar o coronavírus deve ser feito até um dia antes da viagem.
A diretriz faz parte de uma atualização nas regras de entradas de estrangeiros aos EUA. O governo de Joe Biden estabeleceu que turistas poderão viajar ao país a partir de 8 de novembro desde que estejam completamente vacinados com vacinas aprovadas pela FDA — equivalente à Anvisa — e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso contempla todos os imunizantes atualmente aplicados no Brasil.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Facebook vai alimentar mais atos de violência no mundo, diz delatora


Frances Haugen, uma ex-diretora do Facebook, deu declaração ao Parlamento britânico, nesta segunda (25). Governo do país avalia regular empresas de mídias sociais. Frances Haugen, ex-diretora do Facebook, compareceu ao Parlamento britânico, nesta segunda (25)
Henry Nicholls/Reuters
O Facebook vai fomentar mais atos violentos ao redor do mundo por causa da forma como seus algoritmos são projetados para promover conteúdo, disse a delatora Frances Haugen, ao Parlamento britânico nesta segunda-feira (25).
Haugen, uma ex-diretora do Facebook, compareceu a uma audiência do Parlamento britânico que avalia planos para regular as empresas de mídia social.
SAIBA MAIS
Quem é Frances Haugen: a engenheira que quer ‘salvar’ o Facebook
Ela afirmou que o Facebook considera segurança como um centro de custo e que defende uma cultura de atalhos e que “inquestionavelmente” tornou o ódio pior.
“Os eventos que estamos vendo ao redor do mundo, coisas como Mianmar e Etiópia…o ranqueamento com base em engajamento faz duas coisas: uma, prioriza e amplifica divisões e polariza conteúdo extremo, e dois, concentra isso”, disse ela.
O Facebook não comentou o assunto.
Ex-gerente diz no Senado americano que Facebook enfraquece a democracia e é uma ameaça às crianças
Haugen afirmou este mês à subcomissão de comércio do Senado dos Estados Unidos que o Facebook projetou formas de manter os usuários dentro de sua página, mesmo se isso ia contra seu bem-estar, colocando o lucro antes dos usuários.
Zuckerberg rebateu outras acusações
O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, rebateu neste mês as acusações de Haugen, afirmando que “o argumento de que nós deliberadamente promovemos conteúdo que torna as pessoas nervosas para obtermos lucro é profundamente ilógico”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

México busca paradeiro de bebês roubados durante ‘guerra suja’ contra esquerda nos anos 1960-80


Presidente mexicano criou em 2019 comissão para localizar ao pessoas que nasceram após a detenção de suas mães, ativistas de esquerda. Mulher segura cartaz com foto de desaparecido em protesto na cidade de Guadalajara, México, em 2019
Ulises Ruiz/AFP
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, criou em 2019 uma comissão para localizar ao menos 14 pessoas que nasceram após a detenção de suas mães, ativistas de esquerda, entre 1960 e 1980.
Grávidas, as militantes tiveram seus bebês roubados após o parto por grupos militares e policiais acusados de graves violações dos direitos humanos. A unidade especializada na busca dessas mulheres e crianças desaparecidas está começando seus trabalhos. 
Esse período sombrio da história mexicana ficou conhecido como “a guerra sucia” (“guerra suja”) e lembra, embora em menor escala, o mesmo drama vivido por milhares de mulheres que tiveram seus filhos raptados durante as ditaduras no Chile e na Argentina.  
Nas décadas de 1960 e 1970, as militantes mexicanas da Liga Comunista combateram o Partido Revolucionário Institucional (PRI), de direita, que dominou a política nacional por 70 anos — até o ano 2000.
Grupos guerrilheiros estudantis de esquerda travaram uma luta ferrenha contra dois governos do PRI em particular, dos presidentes Luis Echeverría e José López Portillo.
O PRI adotou uma “política de Estado” contra os adversários do regime, que incluiu assassinatos, prisões clandestinas e sequestros de bebês nascidos em cativeiro.
Durante a repressão, cerca de 500 opositores políticos e estudantes desapareceram, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos.
Para pressionar o Estado a encontrá-los, alguns parentes se juntaram à luta de organizações que buscam dezenas de milhares de desaparecidos no México a partir de 2006, quando uma controvertida ofensiva antidrogas foi implantada e a violência do crime organizado disparou.
Centenas de mães e parentes de desaparecidos participam de um protesto durante o Dia das Mães na Cidade do México
Yuri Cortez/AFP
O professor aposentado Roberto Martínez, de 65 anos, tem a esperança de encontrar seu sobrinho ou sobrinha. Lourdes Martínez, irmã de Roberto, foi detida em junho de 1974 na cidade de Culiacán, no noroeste do país, quando tinha 23 anos.
Ela estava grávida e integrava a guerrilha Liga Comunista 23 de Setembro, que foi dissolvida em 1983 após desafiar o PRI durante uma década.   
“Espero do fundo da minha alma que as autoridades me ajudem a encontrar meu sobrinho ou sobrinha e sua mãe”, afirmou Martínez. “Gostaria de dizer a todos os que possivelmente nasceram nas mesmas circunstâncias quanto suas mães deram por este país”.
Crueldade de Estado
Esta é a primeira vez que um governo mexicano procura pessoas que podem ter sido adotadas após o desaparecimento forçado de suas mães. A comissão tenta localizá-las analisando arquivos oficiais e testemunhos.
“Organizar partos clandestinos com o objetivo de se apropriar das crianças é extremamente cruel”, disse Javier Yankelevich, diretor da unidade especializada na busca, vinculada à comissão. Yankelevich conclama aqueles que “podem ter dúvidas sobre sua identidade” a “explorar a possibilidade de que a história que lhes foi contada não seja a deles e se aproximar das instituições” para esclarecê-la.
Camilo Vicente, autor do livro “Tempo Suspenso: Uma história dos desaparecimentos forçados no México entre 1940-1980”, recolheu indícios de que ocorreram adoções irregulares naquelas décadas, embora não nas mesmas proporções do que aconteceu na Argentina e no Chile.
A organização argentina Avós da Praça de Maio estima que 500 bebês foram roubados durante a ditadura argentina (1976-1893), enquanto no Chile o número chega a 8 mil crianças, segundo o Tribunal de Apelações.
Papa Francisco cumprimenta Estella de Carlotto, presidente da associação “Avós da Praça de Maio” em 2014 no Vaticano
Osservatore Romano/AFP
“Mesmo que haja um ou dois casos, é obrigação do Estado (mexicano) procurá-los”, afirmou Vicente, “e dizer quantas crianças morreram em operações militares ou sofreram torturas, outra parte ocultada sobre aquele momento de contrainsurgência até hoje negada no México”.
Final feliz
Um desses episódios é o de Roberto Antonio Gallangos e sua esposa Carmen Vargas, integrantes da Liga Comunista. Eles foram presos em diferentes operações em 1975 e depois desapareceram.
Na época, os filhos Lúcio Antonio, de 4 anos de idade, e Aleida, de 2 anos, foram separados um do outro e ficaram sob cuidados de amigos do casal.
O menino foi sequestrado por agentes durante uma operação em que foi ferido. Já Aleida foi entregue a uma família pelo homem que cuidou dela e que morreu sem revelar detalhes da história.
Lucio Antonio foi deixado em um orfanato em 1976. A família que o adotou o batizou com o nome de Juan Carlos Hernández.
Após uma denúncia da imprensa e por iniciativa de seu pai adotivo, Aleida descobriu sua verdadeira identidade em 2001. Em 2004, depois de superar obstáculos de autoridades que se recusaram a abrir os arquivos oficiais, ela localizou seu irmão em Washington, onde ambos vivem agora.
Mães, parentes e amigos marcham com cartazes exibindo fotos de desaparecidos na Cidade do México no Dia das Mães
Marco Ugarte/AP
“As pessoas diziam que parecia que eu estava enlouquecendo”, disse Aleida à AFP, recordando esse período de busca e intensas dúvidas.
Os dois irmãos esperam que a Corte Interamericana de Direitos Humanos obrigue o México a localizar seus pais, que o país incorpore a “guerra suja” à história oficial e pague as indenizações devidas às vítimas da repressão política.
“Sou duas vezes vítima, porque sou parente de um desaparecido e um desaparecido ao mesmo tempo”, denuncia Juan Carlos. O mexicano diz que a descoberta de sua verdadeira identidade lhe trouxe “paz”.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

China anuncia novos confinamentos após aumento de casos de Covid-19


País identificou 39 novos casos da doença nas últimas 24 horas. Na semana passada, foram mais de 100. Grupo usando trajes de proteção desinfeta escola primária em 25 de agosto de 2021 em Wuhan, na China, antes de sua reabertura no próximo semestre, após surto de Covid-19 na província de Hubei
China Daily via Reuters
Autoridades da China determinaram o confinamento de milhares de pessoas no norte do país e pediram aos habitantes da capital que limitem os deslocamentos após novos casos de Covid-19.
A medida foi anunciada nesta segunda-feira (25) a apenas 100 dias do início dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem no ano que vem em Pequim.
A China identificou 39 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas – na semana passada foram mais de 100 durante. Muitos dos contágios estão relacionados a deslocamentos de viajantes.
Os novos casos da infecção foram detectados em 11 províncias, a maioria na região norte da China como Ejin e Lanzhou:
Em Ejin (Mongólia Interior), 35.000 pessoas foram confinadas a partir por duas semanas
Em Lanzhou (Gansu), os serviços de ônibus e táxi foram suspensos e atrações turísticas foram fechados
O governo chinês, que adota uma política de “tolerância zero” contra o vírus, reagiu rapidamente com a imposição de restrições, assim como a organização de campanhas de teste nas regiões afetadas.
LEIA TAMBÉM:
Novo surto de Covid faz China adiar maratona de Wuhan
Pequim, cidade sede dos jogos, pediu aos moradores que evitem viagens não essenciais e reuniões e festas com aglomeração.
Além disso, quem vem de uma região com surto ativo de Covid-19 dentro do país deverá apresentar um teste negativo para entrar na capital, anunciaram as autoridades.
No domingo (24), as autoridades já haviam anunciado a suspensão das viagens turísticas organizadas a cinco áreas onde casos de Covid-19 foram registrados, incluindo Pequim.
VÍDEOS mais vistos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

As maravilhas arquitetônicas da milenar ‘Manhattan do deserto’


Construídos com materiais naturais, os arranha-céus iemenitas se adaptam perfeitamente ao clima quente e seco do deserto árabe. A cidade antiga de Saná.
GETTY IMAGES
Atravessar o Bab-al-Yaman, o enorme portão de acesso à antiga cidade murada de Saná, a capital do Iêmen, é como passar por um portal para outro mundo.
Há muitos edifícios altos e esguios amontoados em áreas estreitas que ligam exuberantes hortas de frutas ou verduras a antigos mercados em que ainda são vendidos burros.
Nessa região, há serralheiros remendando enormes chaves de metal que abrem imponentes portas de madeira; um vendedor que oferece atuns em um carrinho e o padeiro local tirando pão fresco de um buraco em chamas no solo.
Conheça 10 piscinas incríveis ao redor do mundo
Em uma sala minúscula, um camelo caminha em círculos dando impulso a uma pedra de um moinho que esmaga sementes de gergelim.
Mas apesar de todo esse estímulo visual, a arquitetura é, sem dúvidas, o que domina a cena.
Saná está repleta de edifícios que são diferentes do que é possível encontrar em qualquer outro lugar do mundo.
Na rua, a monotonia das paredes de adobe é interrompida apenas por grandes portas de madeira e muitas vezes não há muito para se ver.
No entanto, ao olhar para cima, é possível observar os edifícios esguios, alguns com apenas um ou dois apartamentos por andar, que se elevam como em direção ao céu.
Enquanto os andares inferiores, no nível da rua, não têm janela porque são usados como abrigo para animais ou espaço para trabalho, os apartamentos superiores têm janelas ornamentadas por vitrais ou por delicadas telas de muxarabi, protegendo assim a privacidade das mulheres no interior do imóvel.
No nível da rua, os andares dos edifícios não têm janelas porque essas partes são usadas como abrigos para animais ou como espaços para trabalho
GETTY IMAGES
Edifícios que têm mais de 300 anos
As molduras das janelas e os frisos entre os pisos nesses apartamentos são marcados com um intrincado cal branco para contrastar com o fundo cor de barro.
Muitos desses prédios têm terraços em suas coberturas, usados como espaços de entretenimento, assim como quartos ao ar livre para as noites quentes.
A imponência dos edifícios e a praticidade deles criam um panorama arquitetônico inspirador.
Tirar fotos com explosões? Conheça a inusitada atração turística do Japão
Dos becos é praticamente impossível apreciar a verdadeira altura desses edifícios. Mas no mercado é possível ver que alguns possuem até sete andares.
Em um terraço de um prédio de sétimo andar, que se tornou uma cafeteria, é possível ver a cidade velha com uma aparência destruída. Mas a maioria dos edifícios dela são tão altos como esse da cafeteria, e evocam a estranha sensação de estar cercado por arranha-céus.
Quase é possível se sentir em Dubai ou Nova York, a diferença é que essas construções têm entre 300 a 500 anos e são feitas de barro.
Alguns desses arranha-céus do Iêmen podem atingir até 30 metros de altura. Os primeiros arranha-céus modernos construídos em Chicago eram apenas alguns metros mais altos do que esses.
Vai viajar com o pet? Veja quais cuidados ter no avião
‘Manhattan do deserto’
O Iêmen está cheio de edifícios altos semelhantes a esses. Eles podem ser vistos tanto nas cidades menores como nas maiores, como na famosa cidade de Shibam, que foi apelidada de “a Manhattan do deserto” na década de 1930 pela exploradora anglo-italiana Dame Freya Stark.
Outro exemplo é o palácio Dar-al-Hajar, primorosamente decorado e que também é chamado de “Palácio da Rocha”.
O estilo arquitetônico dos arranha-céus do Iêmen é tão único que as cidades de Zabid, Shibam e a cidade velha de Saná foram reconhecidas como Patrimônio Mundial da Unesco.
A tradição remonta, pelo menos, aos séculos 8 e 9, segundo Trevor Marchand, professor de antropologia social na Escola de Estudos Orientais e Africanos de Londres (SOAS, pelas suas siglas em inglês). Ele estuda sobre o patrimônio arquitetônico do Iêmen e já escreveu livros sobre o tema.
É praticamente impossível saber as datas exatas dessas construções, porque esses edifícios de adobe precisam de reparações ou restaurações constantes para que não desabem.
O palácio de Dar-al-Hajar, no Iêmen
GETTY IMAGES
Ainda em uso
O que faz com que os arranha-céus iemenitas sejam tão únicos é que muitos deles ainda estão em uso, assim como centenas de anos atrás.
Na cidade velha de Saná, por exemplo, alguns se tornaram hotéis ou cafeterias, mas a maioria ainda é usada como residência privada.
“Quando crianças, jogávamos futebol nessas ruas estreitas e, quando adolescentes, bebíamos café atrás das janelas brilhantes”, diz Arwa Mokdad, defensora da paz da Fundação de Alívio e Reconstrução do Iêmen.
Enquanto viajam pelo país, maravilhados com as cidades cheias de arranha-céus, muitos podem se perguntar por que os iemenitas construíram assim, considerando que o país tem vasta extensão de deserto.
Salma Samar Damluji, arquiteta e autora de um livro sobre a arquitetura e reconstrução do Iêmen, explicou que as construções tradicionalmente eram restritas a pequenos locais, forçando a construção vertical.
Segundo ela, havia um muro que separava as vilas e cidades do deserto. Isso era uma forma de impedir o desenvolvimento urbano, segundo a especialista, e qualquer espaço viável para a agricultura era considerado muito valioso para ficar cheio de edifícios.
Por isso, diz a arquiteta, construir para cima, em espaços estreitos, era a opção preferida.
Proteção contra invasores
Havia também a necessidade de proteção, o que fez com que os assentamentos iemenitas se concentrassem em determinados lugares, em vez de se espalharem por todo o território.
Os planejadores urbanos achavam que vivendo em um deserto inóspito, era importante ter a capacidade de olhar a longas distâncias para identificar os inimigos conforme eles se aproximavam e poder fechar os portões da cidade.
“Um fator importante que contribuiu para o desenvolvimento dessas “casas-torre” foi a necessidade de se proteger das forças invasoras, como em tempo de disputas locais ou de guerra civil”, detalha Marchand.
Conhecida como “a Manhattan do deserto”, a cidade murada de Shibam foi declarada Patrimônio da Humanidade em 1982
GETTY IMAGES
Construídos com materiais naturais, os arranha-céus do Iêmen são sustentáveis e perfeitamente adequados ao clima quente e seco do deserto árabe.
Os terraços nas coberturas funcionam como dormitórios ao ar livre, enquanto as telas nas janelas convidam até a mais breve brisa para dentro de casa e permitem a entrada de luz, mas não muito a do calor.
“O adobe é uma massa térmica excepcional”, acrescenta Ronald Rael, professor de arquitetura da Universidade da Califórnia em Berkeley e especialista em edifícios do tipo.
Rael, que mora em uma casa de adobe que pertencia ao seu bisavô, no sul do Colorado, nos Estados Unidos, explica que esse material “absorve e libera calor lentamente”.
“Durante o dia, quando o sol bate na parede, o calor do sol é absorvido lentamente pela parede. À medida que a noite cai, esse calor é liberado lentamente (ajudando) os edifícios de barro a manterem uma temperatura confortável”, diz.
Esse simples efeito natural faz com que a construção em adobe seja popular até os dias atuais e justifica o motivo de as estruturas do Iêmen ainda resistirem.
Uma forma de construção quase extinta
Os responsáveis por essas construções no Iêmen quase não usavam andaimes.
Os mestres de obra começavam com uma base de pedra, normalmente com cerca de 2 metros de profundidade, sobre a qual colocavam tijolos de barro em uma ligação contínua.
Eles então construíam lentamente para cima, colocando vigas de madeira para aumentar a resistência e adicionando pisos de madeira e materiais de palmeira à medida em que subiam.
O andaime só começava a ser usado mais tarde, quando a casa já estava pronta e precisava de uma restauração.
Porém, segundo Damluji, essa forma de construção está perto da extinção.
“Queremos estruturas que possam resistir até 300 anos ou mais. Prédios de seis ou sete andares construídos com tijolos de barro seco ao sol são uma maneira de construção que nenhum arquiteto contemporâneo pode usar hoje”, afirma.
Para evitar que esse conhecimento seja perdido, Damluji trabalha em colaboração com a fundação Dawan, que se esforça para preservar esses métodos de construção fomentando o uso de materiais e métodos tradicionais com elementos modernos.
A existência desses prédios históricos também é ameaçada pela constante erosão do vento, pelas guerras e pelas lutas econômicas que impedem que as famílias cuidem adequadamente dessas construções frágeis.
Em 2020, a Unesco examinou cerca de 8 mil dessas maravilhas arquitetônicas e restaurou 78 que estavam perto do colapso.
A Unesco tem feito o possível para salvar o maior número de edifícios, mas a missão é considerada difícil.
“É uma experiência muito triste presenciar como a história se converte em escombros”, lamenta Mokdad. “Essa destruição é uma perda para toda a humanidade”, acrescenta.
“Em qualquer outro lugar, esses edifícios seriam peças de museu, mas no Iêmen ainda são casas. Não consigo descrever o orgulho de viver em um lugar preservado por gerações de antepassados. São a nossa conexão com o passado”, conclui.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Autópsia do noivo de Gabby Petito ‘é inconclusiva’, diz advogado da família


Especialista foi chamado para uma segunda avaliação. Brian Laundrie não terá velório e seu corpo será cremado após liberação das autoridades. Brian Laundrie em imagem retirada de vídeo divulgado pela polícia de Moab, Utah, e gravado em 12 de agosto
The Moab Police Department via AP
O resultado da autópsia feita no corpo do noivo de Gabby Petito “é inconclusiva”, afirmou nesta segunda-feira (25) o advogado da família de Brian Laundrie em um comunicado.
Laundrie esteve mais de um mês desaparecido, e era procurado pelas autoridades americanas. Seus restos mortais foram encontrados no dia 20 de outubro.
“Não foi identificada a causa da morte”, disse Steven Bertolino. “Os restos mortais foram encaminhados para um especialista para uma segunda avaliação.”
O jovem foi encontrado morto em um local previamente alagado, perto de uma mochila e outros pertences, segundo a polícia federal americana.
Ele tinha saído de casa em 14 de setembro, cinco dias antes da descoberta do corpo da noiva no Parque Nacional Grand Teton, dizendo que faria uma trilha na reserva natural de Myakkahatchee Creek.
Sem funeral
A família de Laundrie não pretende realizar um funeral para o jovem. Ele será cremado, sem um velório prévio, assim que o corpo for liberado pelas autoridades. As cinzas serão entregues diretamente a seus pais, Christopher e Roberta.
Gabby Petito: O que acontece com o caso após a morte de Brian Laundrie?
Gabby Petito: advogado pede que pessoas deixem a família do noivo da influencer ‘em paz’
A decisão de não realizar nenhum tipo de cerimônia foi tomada pela família para não atrair a imprensa ou pessoas que acusam Brian de ter matado Petito. Há semanas seus pais têm sido perturbados por indivíduos que ficam em frente a sua residência, alguns inclusive montando memoriais para a influencer, que foi estrangulada.
Gabby Petito e namorado Brian Laundrie durante viagem nos EUA em foto de fevereiro de 2021
Reprodução/Instagram
Laundrie não era considerado oficialmente um suspeito pela morte quando desapareceu, apenas uma “pessoa de interesse” no caso, mas era acusado de ter usado um cartão de crédito da jovem após ela ter sumido.
A morte dele dificulta, mas não interrompe a investigação.
Entenda o caso
Gabby Petito deixou o emprego em julho para viajar com o noivo em uma van, e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
Brian Laundrie voltou sozinho para casa, na Flórida, no dia 1º de setembro, sem falar sobre o paradeiro de Petito. Ele saiu de casa de novo no dia 14, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva, no mesmo estado.
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Naquele momento, Petito já era considerada uma pessoa desaparecida. Laundrie saiu de casa sem levar a carteira e o celular. Seus pais temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.
A jovem estava desaparecida desde 11 de setembro, quando os pais da influencer procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem a mensagens de texto por vários dias.
Oito dias depois, o corpo da jovem foi encontrado no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming.
Novo vídeo mostra que Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais
Em 12 de agosto, a polícia de Utah tinha atendido a um suposto caso de violência doméstica envolvendo o casal. Além disso, veio à tona um vídeo (assista acima) com Petito chorando e reclamando de sua saúde mental a um policial. Laundrie alegou que Petito o agrediu depois de uma discussão.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Três crianças foram abandonadas com o corpo do irmão em uma casa dos EUA


O menino mais velho, de 15 anos, afirmou que um irmão de 9 anos estava morto há um ano na residência. Condomínio onde um adolescente e duas crianças viviam abandonados em Houston, no Texas
Reprodução/Google Maps
Três meninos que haviam sido abandonados durante meses pelos pais foram encontrados no domingo (24) na cidade de Houston, nos Estados Unidos, em um apartamento no qual também foi encontrado o corpo de uma quarta criança, disse o xerife local nesta segunda-feira (25).
‘Dormi a um metro de um cadáver por 8 semanas e não tinha ideia’, diz norte-americana em rede social
A polícia disse que encontrou a mãe dos meninos e seu companheiro no domingo à noite. A corporação afirma que acredita que os pais “não viviam no apartamento há vários meses”.
O mais velho dos três meninos tem 15 anos. Ele disse à polícia “que seu irmão de 9 anos estava morto há um ano e que seu corpo estava no quarto ao lado do seu”, afirmou o xerife Ed González.
O menino mais velho “fazia o possível para cuidar dos outros”, seus dois irmãos mais novos, de 7 e 10 anos, disse ele. Os dois mais jovens pareciam estar desnutridos e mostravam sinais de lesões físicas. Os três foram levados ao hospital para serem examinados e tratados.
A investigação será feita pela polícia criminal e pela unidade de abusos de menores.
Veja abaixo um vídeo de uma americana que diz ter descoberto um corpo na casa do vizinho.
Americana conta como descobriu um corpo no apartamento vizinho
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Arqueólogos encontram prensas de vinho de mais de 2.700 anos no Iraque; veja FOTOS


Equipamentos datam da era dos reis assírios e eram usados para espremer uvas e extrair o suco como parte da fabricação do vinho. Prensas de vinho de mais de 2.700 anos em sítio arqueológico no Iraque
AFP
Um grupo de exploradores encontrou prensas de vinho de mais de 2.700 anos em um sítio arqueológico do Iraque, a primeira do tipo nesta região, informaram os especialistas no domingo (24).
Os arqueólogos fazem parte de uma missão conjunta entre instituições da Itália e do Iraque que investigam sítios arqueológicos da época dos reis assírios (por volta de 700 a.C.).
Daniele Bonacossi, um dos pesquisadores italianos do grupo, disse em entrevista à France Presse que a descoberta aponta “proporções industriais” de produção de vinho.
Sítio arqueológico no Iraque onde prensas de vinho de mais de 2.700 anos foram encontradas
AFP
Nas proximidades da fábrica de vinhos, os arqueólogos também encontraram um antigo canal de irrigação com nove quilômetros de extensão.
Nas paredes do canal, descobriram “doze baixos-relevos monumentais” com cinco metros de largura e dois de altura, datados da mesma época.
“Cada um deles representa o rei assírio orando diante dos deuses”, explicou Bonacossi.
Baixo relevo da época dos reis assírios é descoberta no Iraque
AFP
“As estátuas são carregadas por animais sagrados”, disse o explorador. “Ishtar, a deusa do amor e da guerra, está em cima de um leão.”
O Iraque representa o berço das civilizações da Suméria, Acádia, Babilônia e Assíria, inventores dos primeiros tipos de escrita e das primeiras cidades.
Imagem de baixo-relevo encontrada em sítio arqueológico do Iraque
AFP
Fábrica de vinhos de 1.500 anos
As autoridades israelenses apresentaram, há duas semanas, os vestígios de um impressionante complexo de produção de vinho da época bizantina, localizado no sul do país, perto da Faixa de Gaza. A fábrica seria a maior de sua época, com uma produção anual de 2 milhões de litros.
Dentro de escavações realizadas em Yavne, uma cidade do sul de Israel que está em plena expansão, os arqueólogos desenterraram, nos últimos dois anos, um vasto local de produção de vinho de 1.500 anos, informou a agência de notícias France Presse.
No local, foram encontradas grandes prensas, milhares de fragmentos de garrafas e locais de armazenamento do vinho (veja no vídeo abaixo).
Israel descobre gigantesca fábrica de produção de vinho de 1.500 anos

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Justiça de Israel manda avô de menino que ficou órfão em acidente de teleférico na Itália devolver a criança para a tia


A tia paterna do menino tinha a guarda. O avô materno o levou da Itália para Israel em um avião privado durante uma visita. Aya Biran, tia do garoto que foi levado da Itália para Israel, em 23 de setembro de 2021
Corinna Kern/Reuters
A Justiça de Israel ordenou, nesta segunda-feira (25) o retorno à Itália de Eitan Biran, um menino que sobreviveu a um acidente de teleférico no qual seus pais morreram.
Os pais do menino, Amit Biran e Tal Peleg, moraram por vários anos na Itália, onde Amit estudava medicina.
Os pais de Eitan Biran, seu irmão mais novo e outros dois membros da família morreram junto a outras nove pessoas na queda de um teleférico, em 23 de maio na cidade de Stresa.
VíDEO: Queda de teleférico mata ao menos 12 pessoas na Itália
Eitan, que ficou gravemente ferido, ficou sob a guarda da tia paterna. A família materna, residente em Israel, tinha direito de visita.
Em uma dessas visitas, em setembro, o avô materno deveria pegar o garoto para passar um tempo com ele na Itália e depois devolvê-lo à tia. No entanto, o avô levou o menino para Israel em um avião privado e nunca o devolveu.
A Justiça da Itália abriu uma investigação por sequestro.
“O tribunal ordenou o retorno do menor ao seu lugar de residência habitual na Itália e condenou o avô a pagar as despesas com um advogado por de 70 mil shekels (R$ 123 mil)”, diz a decisão da Justiça de Israel.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Câmeras flagram agressões contra idosa de 100 anos na Argentina; MP acusa cuidadora por maus-tratos

Familiares denunciaram a cuidadora à Justiça após suspeitarem de hematomas no corpo da idosa. Eles instalaram câmeras em casa e registraram as agressões. Idosa de 100 anos recebe chutes de cuidadora na Argentina
O Ministério Público da Argentina acusou uma cuidadora de idosos de Bariloche por maus-tratos contra uma idosa de 100 anos, informou a imprensa local.
Imagens que integram o processo foram divulgadas neste domingo (24) pelo ativista de direitos humanos Matías Bagnato, e mostram chutes e agressões verbais contra a idosa (veja no vídeo acima).
O registro foi feito a partir de câmeras escondidas pelos familiares da vítima, que não teve sua identidade divulgada.
Os parentes suspeitaram da cuidadora após começarem a notar o surgimento de hematomas no corpo da idosa.
A acusada, María Laura Chodilef, de 51 anos, responderá em liberdade pelo crime de agressão com agravamento de ser “premeditado”.
LEIA TAMBÉM:
Policial impede assalto e rende suspeito, que tropeça e cai ao tentar fugir na Cidade do México; veja vídeo
Fuzileiro naval rende assaltante armado em posto de gasolina nos EUA; veja vídeo

Fonte: G1 Mundo