Categorias
MUNDO

Arqueólogos encontram vala comum com restos mortais de 150 civis da guerra espanhola


Logo após a tentativa de golpe de Estado que desencadeou a Guerra Civil Espanhola, um grupo de falangistas matou centenas de pessoas na cidade de Belchite. Imagem de ruínas da cidade de Belchite, que foi destruída na Guerra Civil Espanhola
Reprodução/Google Street View
Foram encontrados restos mortais de cerca de 150 pessoas assassinadas durante a Guerra Civil Espanhola em uma vala comum na cidade de Belchite, de acordo com uma reportagem publicada nesta segunda-feira (25) pelo “El País”.
Leia também
Justiça da Espanha retoma palácio que foi apropriado por Franco e manda os herdeiros do ditador desocuparem o local
Espanha exuma restos do ditador Francisco Franco
Segundo o jornal, calcula-se que há restos de cerca de outras 200 perto dessa vala.
A maioria dos esqueletos tem orifícios de bala no crânio. Uma parte está de mãos e pés amarrados atrás das costas.
Os assassinatos de civis ocorreram em 20 de julho de 1936 e são atribuídos à Falange, um grupo espanhol inspirado nos fascistas que iria aderir às forças do general Francisco Franco.
Em julho de 1936, houve uma tentativa de golpe militar na Espanha. No entanto, o governo conseguiu manter o controle de parte do país. Começou, então, a guerra civil que durou até 1939.
Belchite, uma cidade pequena perto de Zaragoza, era governada por um prefeito socialista em 1936. Os homicídios em massa de civis ocorreram logo após a tentativa de golpe de Estado em julho de 1936.
As milícias da Falange depuseram o prefeito, que morreu em uma prisão, e depois executaram civis em massa.
Um ano depois, já durante a guerra civil, os republicanos atacaram a cidade que havia sido tomada pelos falangistas. Depois de 13 dias de lutas, eles conseguiram conquistar Belchite.
Depois da guerra, o ditador Franco decidiu que não iriam reformar a cidade, mas, sim, construir uma nova ocupação ao lado.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Parapentes colidem durante festival na Turquia; veja vídeo

Apesar da imagem impressionante, os pilotos não tiveram ferimentos graves. Em outro acidente no mesmo dia, mulher perdeu o controle do seu parapente, caiu no mar e precisou ser resgatada. Dois parapentes colidem no ar, na Turquia; veja vídeo
Dois parapentes colidiram no ar durante um festival internacional de jogos aéreos em Oludeniz, na Turquia, no domingo (24).
Apesar da imagem impressionante, os pilotos não tiveram ferimentos graves (veja no vídeo acima).
Em um outro acidente no mesmo dia, uma mulher perdeu o controle do seu parapente, caiu no mar e precisou ser resgatada pela guarda costeira turca.
Cerca de 2 mil parapentes e atletas de wingsuit, de 60 países, participaram do festival internacional de Oludeniz, a praia mais famosa da Turquia.
Apelidada de “Lagoa Azul”, Oludeniz é um conhecido destino turístico que fica a 800 km de Istambul e a cerca de 650 km da capital Ancara.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Alemã do Estado Islâmico é condenada a 10 anos por deixar criança morrer de sede


Uma alemã mantinha uma menina em condições semelhantes às de escrava no Iraque. A garota urinou em um colchão, e seu castigo foi ser amarrada a uma janela do lado de fora da casa, a uma temperatura de quase 50°C. A menina morreu de sede. Uma estudante iraquiana passa por uma parede de escola coberta com desenhos mostrando como militantes do Estado Islâmico executaram seus prisioneiros, em Mossul, no Iraque, em 2018
Ari Jalal/Reuters
A Justiça da Alemanha condenou a 10 anos de prisão uma alemã que integrou o grupo extremista Estado Islâmico por deixar uma menina morrer de sede.
A mulher, Jennifer Wenisch, de 30 anos, recebeu a pena nesta segunda-feira (25).
Wenisch é acusada de crimes de guerra e assassinatos. Ela poderia ter sido condenada à prisão perpétua.
A menina que morreu quando estava sob sua guarda era da etnia yazidis, uma minoria curda perseguida por extremistas do Iraque e da Síria.
Veja abaixo um vídeo de 2015 sobre a perseguição aos yazidis pelo Estado Islâmico.
Estado Islâmico liberta mais de 200 pessoas da minoria religiosa Yazídi
Estado Islâmico está cometendo genocídio contra etnia yazidi, diz ONU
A ação da Justiça da Alemanha começou em abril de 2019 e é uma das primeiras no mundo para lidar com os crimes de guerra cometidos contra os yazidis.
Alemã participava de patrulha armada do Estado Islâmico
Wenisch é de Lohne, no noroeste da Alemanha. Ela viajou ao Iraque para se reunir com “os irmãos”, explicou ela à Justiça.
Durante vários meses, ela integrou a polícia de Fallujah e Mossul, onde participava da patrulha armada. Essa força de segurança controlava, sobretudo, o respeito às regras de vestimentas e comportamentos estabelecidas pelos extremistas.
Os segredos do Estado Islâmico revelados em smartphone de jovens recrutados pelo grupo
Segundo a acusação, em 2015, Wenisch e seu então marido, Taha Al-Jumailly, compraram uma menina de cinco anos e sua mãe (ambas da minoria yazidi) que eram prisioneiras do Estado Islâmico, para explotar as duas como escravas.
Após vários abusos, a menina foi castigada por Al-Jumailly, o marido, por ter urinado em um colchão. Na sequência, ela foi amarrada a uma janela do lado de fora da casa, a uma temperatura de quase 50°C. A menina morreu de sede.
A mãe da criança, Nora T., viu-se obrigada a permanecer a serviço do casal.
Acusada de ter permitido a ação do companheiro sem intervir, Jennifer Wenisch declarou na audiência que tinha medo de ser “empurrada, ou trancada”.
Os advogados, assim como os de Taha Al-Jumailly, sugeriram que a menina poderia ter sobrevivido se tivesse sido levada para um hospital em Fallujah.
A versão foi contestada pela mãe da criança, Nora T., que hoje vive em um local não revelado da Alemanha. Testemunha-chave, a sobrevivente foi ouvida durante os julgamentos dos ex-cônjuges.
Presa na Turquia
“[Eu] me tornei um exemplo de tudo que aconteceu sob o Estado Islâmico. É difícil imaginar que isto é possível em um Estado de direito”, afirmou Jennifer, como forma de defesa, durante uma das últimas audiências, relata o jornal “Süddeutsche Zeitung”.
Jennifer Wenisch foi detida pelas forças de segurança turcas em janeiro de 2016, em Ancara, e extraditada mais tarde para a Alemanha.
Ela foi transferida para um centro de detenção apenas em junho de 2018, quando foi detida no momento em que tentava entrar com a filha de dois anos nos territórios ainda controlados pelo Estado Islâmico na Síria.
Durante a tentativa de fuga, a acusada contou ao motorista detalhes sobre sua vida no Iraque.
O motorista era, na realidade, um informante do FBI (a Polícia Federal americana) que dirigia um automóvel equipado com microfones. O Ministério Público da Alemanha utilizou as fitas para fazer a acusação.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Colômbia prepara extradição aos Estados Unidos do traficante Otoniel


Há uma ordem de extradição contra Otoniel, um traficante colombiano que foi preso no sábado. O homem conhecido como Otoniel depois de ser capturado pela polícia, em 24 de outubro de 2021
Polícia da Comômbia/Via AFP
O governo da Colômbia anunciou no domingo (24) que pretende extraditar aos Estados Unidos Dairo Antonio Úsuga, o homem conhecido como Otoniel, chefe da maior quadrilha de narcotráfico do país, capturado no sábado em uma megaoperação na selva noroeste do país.
De camponês e guerrilheiro de esquerda a traficante mais procurado: quem é o colombiano ‘Otoniel’
“Contra Otoniel pesa uma ordem de extradição (aos EUA). Essa ordem de extradição que segue em curso”, afirmou o ministro da Defesa, Diego Molano, em entrevista ao jornal “El Tiempo”, da Colômbia.
Dairo ‘Otoniel’ Usuga, traficante mais procurado da Colômbia, é capturado
Molano disse que esse é o caminho para todos aqueles que cometem delitos transnacionais. Segundo ele, quase 30% do total das toneladas de coca que saem da Colômbia eram do Clã do Golfo, organização liderada por Otoniel.
Otoniel, de 50 anos, foi detido no sábado em uma zona de selva do noroeste da Colômbia. Cerca de 700 militares e policiais participaram da ação para prender o acusado. Eles foram apoiados por 18 helicópteros, segundo o Exército.
Os EUA ofereciam uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações sobre seu paradeiro. Otoniel é procurado no país por narcotráfico.
Presidente da Colômbia valoriza a prisão
O presidente Iván Duque comemorou a prisão de Otoniel. Ele afirmou que esse “é o golpe mais importante deste século contra o narcotráfico.
“Vamos buscar mais, vamos atrás da vitória contra todos os alvos de alto valor”, disse o presidente.
O governo acusa outros grupos armados, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha reconhecida do país, e os rebeldes que se afastaram do acordo de paz com as Farc, em 2016 (conhecidos como dissidentes) de se financiar com a receita do narcotráfico.
Em meio ao pior surto de violência após o acordo de paz, líderes das duas organizações foram incluídos em uma “lista de alvos de alto valor” para as autoridades.
Guerrilheiro, paramilitar e narcotraficante
Nascido em uma família de camponeses do noroeste da Colômbia, “Otoniel” foi guerrilheiro e paramilitar antes de se tornar o líder de uma organização com cerca de 1.600 homens e presença em quase 300 municípios, segundo o centro de estudos independente Indepaz.
Ele tinha 128 ordens de captura por narcotráfico e recrutamento de menores na Colômbia, entre outros crimes.
O presidente Duque disse que Otoniel assassinou mais de 200 membros da força pública. “Muitos soldados sofreram por conta desse assassino e seus amigos”, afirmou ele.
“Era conhecido na região por procurar meninas de 12, 13, 14 anos. Intimidava as famílias e as extorquia para poder ter a virgindade de suas filhas”, segundo o presidente da Colômbia.
Maior produtor de cocaína do mundo
Em cinco décadas de luta contra as drogas, apoiada pelos Estados Unidos, a Colômbia matou ou capturou vários chefes do narcotráfico, inclusive o barão da cocaína, Pablo Escobar, morto pela força pública em 1993. No entanto, o país continua sendo o principal produtor de cocaína do mundo e os Estados Unidos, seu principal mercado consumidor.
Veja os vídeos mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Primeiro-ministro do Sudão é detido em prisão domiciliar


Segundo a imprensa local, um grupo militar não identificado cercou a casa de Abdallah Hamdok. Outros 4 ministros foram presos. O primeiro-ministro do Sudão, Abdalla Hamdok, em Berlim, na Alemanha, em foto de 14 de fevereiro de 2020
Hannibal Hanschke/Reuters
O primeiro-ministro do Sudão, Abdallah Hamdok, foi detido em prisão domiciliar por um grupo militar não identificado que cercou sua residência na manhã desta segunda-feira (25), segundo o canal de TV Al Hadath. Outros quatro ministros teriam sido presos.
Atualmente com um governo formado por civis e militares, o Sudão vive uma tensão política. Milhares de pessoas foram às ruas nos últimos dias. Um grupo de manifestantes defende o governo civil e quer a saída dos militares do poder. Outro pede um governo militar para tirar o país da crise.
Autoridades sudanesas e lideranças internacionais alertam para a escala de tensão no país – já abalado por uma tentativa fracassada de golpe de Estado em 21 de setembro.
LEIA TAMBÉM
Sudão entregará ex-presidente Omar al Bashir ao Tribunal Penal Internacional
Manifestante exibe a bandeira do Sudão perto de uma barricada de pneus incendiada durante protesto na capital Cartum no dia 21 de outubro de 2021
Mohamed Nureldin Abdallah/Reuters
Manifestantes protestam contra os militares em Cartum, capital do Sudão, no dia 21 de outubro de 2021
Mohamed Nureldin Abdallah/Reuters

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Bushido: o livro que mudou a imagem do Japão


Publicada em 1900, a obra continua a ser a fonte mais influente para quem quer compreender o sistema de valores que permeia muitas facetas da sociedade japonesa até hoje. O livro ‘Bushido — Alma de Samurai’ foi publicado pela primeira vez em 1900
Getty Images/BBC
O Último Samurai, um filme épico de Hollywood, conta a história de Katsumoto, um samurai rebelde que dedica sua vida a lutar contra as forças que ele acredita estar corrompendo os valores tradicionais do Japão.
Pelos olhos do capitão do Exército americano Nathan Algren — que é contratado pelo Exército Imperial japonês para ajudar a combater os rebeldes, mas é capturado por eles —, Katsumoto e seu bando de samurais rebeldes sintetizam o guerreiro honrado: destemido, dedicado ao seu dever, esforçado e disciplinado, mas também gentil e benevolente com seu prisioneiro.
Depois de testemunhar os modos nobres dos samurais, Algren muda de lado para ajudar Katsumoto em sua missão fatídica.
O samurai vem sendo retratado ao longo dos anos como um modelo de excelência física e retidão moral
Heritage Images/Getty Images/BBC
De superproduções de Hollywood a dramas de TV japoneses, o samurai tem sido retratado ao longo dos anos como um modelo tanto de excelência física quanto de retidão moral, para quem a honra e a lealdade valem mais do que a vida.
Esta imagem do samurai, embora não seja historicamente precisa, está amplamente arraigada no imaginário popular, em grande parte devido a um pequeno livro escrito em inglês na virada do século 20 por Inazō Nitobe.
Bushido — Alma de Samurai, que foi publicado pela primeira vez em 1900 e se tornou um best-seller internacional na época, foi republicado neste ano como parte da série Great Ideas da editora Penguin.
Embora seja um dos incontáveis ​​livros escritos sobre bushido (“o caminho do guerreiro”, em tradução literal), a obra de Nitobe continua a ser a fonte mais influente para aqueles que buscam compreender um sistema de valores que permeia muitas facetas da sociedade japonesa até hoje.
Como ser bom
Por meio de seu livro, Nitobe, um economista agrícola, educador, diplomata e quaker convertido que foi subsecretário-geral da Liga das Nações de 1919 a 1929, procurou explicar aos ocidentais (incluindo sua esposa quaker americana, Mary) os valores morais subjacentes à cultura japonesa.
Nitobe rastreou esses valores até o bushido, que ele definiu como o código de princípios morais do samurai.
O bushido, de acordo com Nitobe, ensinou o samurai a ter um forte senso de justiça e a coragem de fazer essa justiça. Pregava benevolência e gentileza, autenticidade, honra e lealdade a uma autoridade superior.
“O senso de honra, implicando uma consciência vívida da dignidade e valor pessoal, não poderia deixar de caracterizar o samurai…”, escreveu Nitobe.
Fantasia ou realidade?
A realidade era um pouco diferente, e historiadores criticaram a descrição de Nitobe do samurai como altamente romantizada.
“Os samurai e daimyo (senhores feudais) não estavam realmente vivendo uma vida de honra e lealdade”, diz Sven Saaler, professor de história japonesa moderna na Sophia University, em Tóquio.
“Se a oportunidade surgisse, eles também matariam seu mestre e tomariam seu lugar.”
‘O cavalheirismo é uma flor, não menos nativa do solo do Japão do que seu emblema, a flor de cerejeira…’, escreveu Nitobe
Getty Images/BBC
Em sua obra, Nitobe, que vinha de uma família de samurais, também afirmou que os valores do samurai eram compartilhados por todos no Japão.
“(O) espírito do bushido permeou todas as classes sociais”, escreveu ele.
Mas, ao contrário do que afirmava, no período Edo (1603-1868) os samurai passaram a ser criticados por abusar de seus privilégios em uma época em que suas habilidades marciais se tornaram obsoletas devido a dois séculos de estabilidade social.
No entanto, o objetivo de Nitobe ao escrever seu livro não era fornecer um relato historicamente preciso do samurai, mas mostrar ao mundo exterior que o Japão tinha um sistema de valores semelhante à moralidade cristã.
Desta forma, Nitobe faz referências constantes à filosofia e literatura europeias e compara o bushido ao cavalheirismo dos cavaleiros europeus.
“O cavalheirismo é uma flor, não menos nativa do solo do Japão do que seu emblema, a flor de cerejeira…”, escreveu Nitobe.
De acordo com Saaler, Nitobe procurou combater o racismo e os medos no Ocidente do ‘Perigo Amarelo’ moldando a imagem dos samurais e, por extensão, dos japoneses, não apenas como bravos, mas também cavalheiros.
Apenas quatro anos antes da publicação de seu livro, o Japão havia saído vitorioso da guerra contra a China de 1894 a 1895.
Esse sucesso militar, que surpreendeu as potências ocidentais da época, foi logo seguido pela vitória do Japão na Guerra Russo-Japonesa de 1904 e 1905.
Uma reivindicação
O livro de Nitobe teve como objetivo combater os temores de que o Japão um dia se tornasse uma ameaça para a Europa, além de “construir uma imagem bastante positiva do Japão como um país militarmente forte, mas civilizado, que se comportou de maneira civilizada na guerra”, explica Saaler.
De acordo com Eri Hotta, historiadora e autora de Japan 1941: Countdown to Infamy, o livro também foi “uma tentativa de colocar o Japão em pé de igualdade com as maiores potências ocidentais para que pudessem reivindicar o direito de serem donos de colônias ”
A aclamação internacional que o livro recebeu sugere que Nitobe foi bem-sucedido em seu objetivo de documentar os valores japoneses e, assim, melhorar a imagem do país no Ocidente.
Lançado em um momento em que o interesse pelo Japão estava crescendo, após suas vitórias militares sobre a China e a Rússia, o livro de Nitobe encontrou um público entusiasmado entre os leitores ocidentais, que estavam impressionados e intrigados com a incrível ascensão japonesa.
Para os leitores ocidentais, a coragem, retidão moral e outros valores do bushido descritos no livro de Nitobe forneceram uma explicação convincente de como um país pequeno e até então desconhecido poderia derrotar seus vizinhos muito maiores e aparentemente mais poderosos.
“O livro de Nitobe ofereceu uma maneira de explicar a origem do crescente poder do Japão”, diz Lance Gatling, autor de The Kanō Chronicles, livro sobre Jigorō Kanō, o fundador do judô.
“Foi um dos primeiros livros ocidentais sobre a cultura japonesa e vendeu loucamente.”
Gatling encontrou uma cópia do Bushido na Biblioteca Pública do Arkansas que havia sido impressa em 1904, apenas quatro anos após sua primeira edição.
O fascínio do bushido como código moral chamou a atenção do então presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, que era um entusiasmado praticante de judô.
Em uma carta ao diplomata e político Kentarō Kaneko, datada de 13 de abril de 1904, Roosevelt escreveu: “Fiquei muito impressionado com o pequeno volume sobre bushido. Aprendi muito com o que li sobre o bom espírito Samurai…”
Robert Baden-Powell, fundador do movimento escoteiro, escreveu que um dos objetivos dos escoteiros era “reviver algumas das regras dos cavaleiros da antiguidade, que tanto contribuíram para o tom moral de nossa raça, assim como… o bushido… fez, e continua fazendo, pelo Japão”.
Em contraste à recepção arrebatadora que recebeu no exterior, a obra foi amplamente criticada como imprecisa dentro país, de acordo com Oleg Benesch em seu livro Inventing the Way of the Samurai.
No entanto, seu sucesso internacional foi celebrado no Japão, e ao plantar a ideia de que a retidão moral japonesa dava ao país o direito de ingressar no grupo privilegiado das nações coloniais ocidentais, o livro de Nitobe “fez os japoneses acreditarem que todos eram herdeiros de valores superiores e que tinham o direito de corrigir os erros”, observa Hotta.
“Foi importante para a autoimagem japonesa.”
Após a Segunda Guerra Mundial, o bushido, que estava associado ao militarismo japonês, se tornou “alvo de ressentimento popular” dentro do país, escreveu Benesch.
Mais recentemente, o interesse pelo bushido foi renovado — e o livro de Nitobe voltou a ganhar reconhecimento internacional na década de 1980, quando o mundo tentou compreender a origem dos rápidos avanços econômicos e tecnológicos do Japão moderno.
Lee Teng-hui, ex-presidente de Taiwan, que faleceu recentemente, lembrou ao povo japonês a importância da obra em um livro de memórias de 2006, detalhando como havia influenciado sua própria vida e pensamento.
No entanto, fora essas explosões intermitentes de interesse, Nitobe e seu ex-best-seller não são nomes familiares no Japão. Mesmo aqueles que se lembram de Nitobe o identificam com mais frequência como o rosto da nota de 5.000 ienes de 1984 a 2004.
Bushido no esporte
Muitos dos valores que ele identificou como ensinamentos do bushido — gentileza com o próximo, grande estima pela honra pessoal, autocontrole e lealdade a uma autoridade superior — permanecem essenciais para a visão japonesa de comportamento adequado.
O bushido também é amplamente evocado nos esportes, com a seleção japonesa de beisebol apelidada de ‘Samurai Japan’, e a seleção masculina de futebol conhecida como ‘Samurai Blue’.
Mas a prevalência dos valores do bushido na sociedade japonesa é um reflexo da influência contínua do confucionismo, e não do livro de Nitobe, de acordo com Yukiko Yuasa, professora assistente da Universidade Teikyō Heisei, em Tóquio.
“Muitos dos ensinamentos que aparecem no livro de Nitobe fazem parte do comportamento japonês, então as pessoas não precisam ler o livro para aprender sobre esses valores”, diz ela.
No entanto, o livro de Nitobe continua a informar o mundo exterior sobre os valores que continuam a ser fundamentais para a sociedade japonesa.
Desta forma, podemos esperar que Bushido — Alma de Samurai ajude a moldar a compreensão do mundo sobre o Japão por muitos anos.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Família decide não realizar funeral para noivo de Gabby Petito


Brian Laundrie não terá velório; corpo será cremado após liberação pelas autoridades e cinzas serão entregues diretamente aos pais. Ausência de cerimônia tem como objetivo evitar aproximação da imprensa e de pessoas que acreditam que ele tenha matado a influencer. Brian Laundrie em imagem retirada de vídeo divulgado pela polícia de Moab, Utah, e gravado em 12 de agosto
The Moab Police Department via AP
A família de Brian Laundrie não pretende realizar um funeral para o jovem, cujos restos mortais foram encontrados no dia 20 de outubro, mais de um mês após seu desaparecimento.
Segundo Steve Bertolino, advogado de seus pais, o noivo de Gabby Petito será cremado, sem um velório prévio, assim que o corpo for liberado pelas autoridades. As cinzas serão entregues diretamente a seus pais, Christopher e Roberta.
Laundrie foi encontrado em um local previamente alagado, perto de uma mochila e outros pertences, e a causa de sua morte ainda não foi revelada. Ele tinha saído de casa em 14 de setembro, cinco dias antes da descoberta do corpo da noiva no Parque Nacional Grand Teton, dizendo que faria uma trilha na reserva natural de Myakkahatchee Creek.
Gabby Petito: O que acontece com o caso após a morte de Brian Laundrie?
Gabby Petito: advogado pede que pessoas deixem a família do noivo da influencer ‘em paz’
A decisão de não realizar nenhum tipo de cerimônia foi tomada pela família para não atrair a imprensa ou pessoas que acusam Brian de ter matado Petito. Há semanas seus pais têm sido perturbados por indivíduos que ficam em frente a sua residência, alguns inclusive montando memoriais para a influencer, que foi estrangulada.
Gabby Petito e namorado Brian Laundrie durante viagem nos EUA em foto de fevereiro de 2021
Reprodução/Instagram
Laundrie não era considerado oficialmente um suspeito pela morte quando desapareceu, apenas uma “pessoa de interesse” no caso, mas era acusado de ter usado um cartão de crédito da jovem após ela ter sumido.
A morte dele dificulta, mas não interrompe a investigação.
Entenda o caso
Gabby Petito deixou o emprego em julho para viajar com o noivo em uma van, e documentava a viagem principalmente no Instagram. Um vídeo publicado no YouTube, em que ela e Laundrie aparecem sorrindo, se beijando e correndo na praia, já foi visto mais de 2,3 milhões de vezes.
Brian Laundrie voltou sozinho para casa, na Flórida, no dia 1º de setembro, sem falar sobre o paradeiro de Petito. Ele saiu de casa de novo no dia 14, dizendo que ia fazer uma trilha na reserva, no mesmo estado.
Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Naquele momento, Petito já era considerada uma pessoa desaparecida. Laundrie saiu de casa sem levar a carteira e o celular. Seus pais temiam que ele fizesse algo contra si mesmo.
A jovem estava desaparecida desde 11 de setembro, quando os pais da influencer procuraram a polícia depois que ela não respondeu a ligações nem a mensagens de texto por vários dias.
Oito dias depois, o corpo da jovem foi encontrado no Parque Nacional Grand Teton, no estado de Wyoming.
Novo vídeo mostra que Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais
Em 12 de agosto, a polícia de Utah tinha atendido a um suposto caso de violência doméstica envolvendo o casal. Além disso, veio à tona um vídeo (assista acima) com Petito chorando e reclamando de sua saúde mental a um policial. Laundrie alegou que Petito o agrediu depois de uma discussão.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Covid-19: o grande abandono de cães comprados na pandemia


Entidade britânica diz que donos abandonam seus próprios cães em abrigos fingindo que encontraram os animais na rua. Donos de Maggie fingiram que encontraram a cadelinha na rua
Hope Center via BBC
Um dia depois de receber a cachorrinha Maggie, de um ano idade, a equipe do abrigo Hope Rescue Center, no Reino Unido, encontrou um anúncio na internet em que os donos tinham tentado vendê-la por 500 libras (quase R$ 3,9 mil).
Como não conseguiram vendê-la, os donos abandonaram a cachorra – da raça English Sheepdog (Cão Pastor Inglês) – no abrigo dizendo que ela tinha sido encontrada na rua.
“Nós não podemos recusar cães de rua, então cães que tinham donos estão entrando na fila à frente dos cães que realmente estavam abandonados”, diz Sara Rosser, chefe de bem-estar animal do Hope Rescue Center. “É um número sem precedentes no momento”, afirma.
O caso de Maggie não é único. Funcionários da instituição de caridade dizem que diversos donos de cães têm fingindo que seus próprios animais de estimação são vira-latas encontrados na rua e deixado os bichos em abrigos.
O Hope Rescue diz que o número de cães deixados em seu centro de resgate foi o maior em seus 15 anos de história.
A instituição de caridade acredita que a tendência é que o número continue alto.
Donos haviam tentado vender Maggie por 500 libras antes de abandoná-la
Hope Center via BBC
Mais de 3,2 milhões de animais de estimação foram comprados no Reino Unido durante o lockdown decretado para combater a pandemia de coronavírus, segundo números do governo.
Crueldade e abandono
Rosser afirma que só na semana passada cinco pessoas foram ao centro com cães que claramente eram seus próprios animais de estimação, mas o número “pode ser muito maior”.
O centro agora tem 150 animais abandonados – o maior número que já teve.
“Todos os abrigos estão lotados e os veterinários ligam para nós contando que pessoas abandonaram bichos na clínica”, diz Rosser. “Eles dizem ‘há alguma chance de vocês abrigarem os animais? Porque estamos preocupados que eles acabem tendo que ser sacrificados’.”
O Hope Rescue disse que recebeu mais de 7 mil pedidos de adoção de cães em 2021, durante a pandemia e teve que suspender os pedidos por causa do volume. Mas mesmo assim os centros estão lotados por causa do aumento de pessoas que receberam cães durante o confinamento da pandemia e depois perceberam que não podiam cuidar deles quando a vida voltou ao normal.
“No momento, estamos ouvindo de todos os centros de resgate com que trabalhamos que eles também estão lotados e que estão sob enorme pressão”.
Os cães que chegam aos centros de resgate pós-pandemia têm uma incidência maior de problemas de saúde ou de comportamento, ou ambos, tornando mais difícil encontrar um novo lar para eles.
Charlie é um Fox Terrier abandonado por seus donos, que fingiram que ele foi encontrado na rua
Hope Rescue via BBC
Frequentemente os cães não podem ser transferidos para outros centros de resgate porque eles também atingiram a capacidade máxima.
“Achamos que isso vai durar de dois a três anos, talvez até mais”, diz Meg Williams, gerente de desenvolvimento da Hope Rescue.
Abandono no Brasil
O Brasil também tem sofrido com o abandono de animais de estimação durante a pandemia. Não há dados oficiais sobre o tema.
ONGs e entidades que cuidam de bichos abandonados relatam que a onda de adoções em 2020 foi seguida por um grande aumento no números de bichos deixados desamparados por seus donos neste ano.
Dolly foi resgatada de um criadouro ilegal
Hope Rescue via BBC
No início de 2021 a entidade Ampara Animal divulgou um levantamento com a estimativa de que o abandono cresceu 60% entre julho de 2020 e fevereiro de 2021 em comparação com o mesmo período nos anos anteriores.
Outras entidades, como a Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal, e abrigos vem relatando o mesmo problema.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Homem invade palco e dá tapa em governador no Irã; veja VÍDEO

Agressor foi identificado como membro da Guarda Revolucionária Iraniana. Não há informações claras sobre os motivos, mas mídia local disse que ele ficou furioso porque um médico tratou de sua esposa. Homem invade palco e dá tapa em governador no Irã
Um homem subiu ao palco e deu um tapa no recém-nomeado governador da província iraniana do Azarbaijão Oriental, Abedin Khorram, durante sua cerimônia de nomeação no sábado (23).
Khorram é um general da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
O agressor foi identificado pela mídia iraniana como Ayub Alizadeh, também membro da Guarda Revolucionária Iraniana.
Não há informações claras sobre os motivos do homem, mas a mídia local disse que ele ficou furioso porque um médico tratou de sua esposa.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Empresário é acusado de fraude nos EUA por usar dinheiro de empréstimo de auxílio contra Covid para comprar card de Pokémon


Vinath Oudomsine mentiu sobre o número de funcionários e o faturamento de sua empresa para conseguir dinheiro em modalidade especial de empréstimo, destinada a auxiliar empresas durante pandemia. Ele gastou mais de R$ 326 mil em card raro e pode ser condenado a 20 anos de prisão. Colecionadores pagam milhares de dólares por cards raros de Pokémon
Divulgação
Promotores federais nos Estados Unidos estão acusando um homem de fraude eletrônica após ele pedir um empréstimo especial para alívio da Covid em nome de sua empresa e usar o dinheiro para comprar um card raro de Pokémon.
Vinath Oudomsine, da cidade de Dublin, na Georgia, mentiu sobre a quantidade de funcionários e a receita bruta de sua empresa na hora de solicitar um empréstimo de US$ 85 mil (mais de R$ 480 mil), que recebeu em agosto de 2020.
O dinheiro foi liberado em uma modalidade de empréstimo especial criada para auxiliar empresários durante a pandemia de Covid-19.
Mas o processo judicial diz que ele usou a maior parte do dinheiro para comprar um card de Pokémon por US$ 57.789 (mais de R$ 326 mil). O documento não deixa claro qual foi o card adquirido, mas alguns exemplares raros são vendidos por colecionadores por mais de US$ 100 mil (cerca de R$ 565 mil).
Caso seja condenado, Oudomsine pode receber uma pena máxima de até 20 anos em uma prisão federal e uma multa de US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,4 milhão).
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo