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Missionários americanos são sequestrados por gangue no Haiti

Ao menos 17 missionários cristãos americanos e suas famílias, incluindo crianças, foram sequestrados neste sábado (16) por integrantes de gangue em Porto Príncipe, capital do Haiti, informa a mídia dos Estados Unidos.
Segundo o “The New York Times”, “Washington Post” e a “CNN” internacional, o sequestro aconteceu depois que os missionários deixaram um orfanato.
Foram sequestrados 14 adultos – homens e mulheres – e três menores, informou a CNN.
O grupo viajaria para Titanyen depois de visitar o orfanato. De acordo com o NYT, o ônibus das vítimas foi interceptado no caminho para o aeroporto.
O Departamento de Estado dos EUA informou que a prioridade é a segurança dos sequestrados. “O bem-estar e a segurança dos cidadãos americanos no exterior é uma das maiores prioridades do Departamento de Estado”, informou.
É crescente a ação de gangues no Haiti. A violência aumentou após o assassinato do presidente Jovenel Moise, em julho, e um terremoto, em agosto, que matou mais de 2 mil pessoas.
Sequestros se tornaram ferramenta comum para essas gangues conseguirem dinheiro.
Metade da cidade de Porto Príncipe é controladao por esses grupos.

Fonte: G1 Mundo

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No Reino Unido, polícia declara assassinato de parlamentar um ato de terrorismo


David Amess, do Partido Conservador, foi morto durante um encontro com eleitores em uma igreja, em Essex, na Inglaterra. O criminoso usou uma faca. Há 5 anos, outra parlamentar também foi assassinada. No Reino Unido, polícia declara assassinato de parlamentar um ato de terrorismo
No Reino Unido, a polícia declarou neste sábado (16) que o assassinato de um parlamentar foi um ato de terrorismo, provavelmente motivado pelo extremismo islâmico.
Parlamentar britânico morre após ser esfaqueado durante evento em igreja
O que se sabe sobre assassinato de parlamentar britânico morto a facadas
Uma vigília prestou homenagem a David Amess, do Partido Conservador, morto nesta sexta-feira (15) a facadas durante um encontro com eleitores em uma igreja, em Essex, na Inglaterra. Um britânico de 25 anos foi preso.
Amess, de 69 anos, era membro do Parlamento desde 1983. Era casado e tinha cinco filhos.
Cinco anos atrás, em 2016, a deputada britânica Jo Cox foi assassinada e o criminoso foi condenado a prisão perpétua.
O parlamentar britânico Sir David Amess, do Partido Conservador, morreu após ser esfaqueado em Essex, na Inglaterra.
Getty Images/Via BBC

Fonte: G1 Mundo

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Ex-presidente dos EUA Bill Clinton tem melhora após internação por conta de uma infecção, diz porta-voz


Clinton continua em um hospital da Califórnia recebendo tratamento. Ex-presidente deve ter alta neste domingo, segundo o porta-voz. O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton em discurso no segundo dia da Convenção Nacional Democrata em vídeo de 2020
Convenção Nacional Democrata/Pool/Reuters
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton teve melhora nas últimas 24 horas enquanto continua internado após uma infecção. O político está em um hospital da Califórnia desde terça-feira passada (12). A previsão é que o ex-presidente receba alta neste domingo (17). Não foi informada qual infecção Clinton teve.
“O presidente Clinton continuou a ter excelentes progressos nas últimas 24 horas. Ele permanecerá durante a noite no UC Irvine Medical Center para continuar a receber antibióticos IV antes da alta esperada para amanhã [domingo]”, diz a nota divulgada neste sábado.
“Ele é profundamente grato pelo excelente cuidado que continua a receber e aos muitos bem-intencionados que enviaram palavras gentis a ele e sua família. Ele está ansioso para voltar para casa em breve.”
Nos dias anteriores, o hospital havia divulgado um comunicado no qual os médicos Alpesh Amin e Lisa Bardack explicam que o ex-presidente foi diagnosticado com uma infecção e que foi internado para ser monitorado de perto e receber antibióticos.
Ex-presidente dos EUA Bill Clinton é internado por conta de uma infecção, diz porta-voz
“Após dois dias de tratamento, sua contagem de glóbulos brancos está diminuindo e ele está respondendo bem aos antibióticos. A equipe está em contato direto com o time médico do ex-presidente em Nova York, incluindo o seu cardiologista.”
Bill Clinton continua internado em observação para tratar uma infecção
Bill Clinton
Bill Clinton foi o 42º presidente dos Estados Unidos por dois mandatos, entre 1993 e 2001, interrompendo uma sequência de três mandatos consecutivos do Partido Republicano.
O ex-presidente é casado com Hillary Clinton, secretária de Estado no governo de Barack Obama entre 2009 e 2013 e que tentou, como o marido, se eleger presidente — mas não conseguiu e foi derrotada por Donald Trump em 2016.

Fonte: G1 Mundo

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França homenageia professor assassinado por mostrar caricaturas de Maomé


Há um ano, Samuel Paty foi decapitado por um extremista e se tornou um símbolo da liberdade de expressão no país. Escultura em formato de livro é inaugurada pelo ministro da Educação da França como parte de um tributo ao professor Samuel Paty, em Conflans-Saint-Honorine
AFP Alain Jocard/AFP
A França homenageia, neste sábado (16), o professor de história Samuel Paty, que se tornou um símbolo da liberdade de expressão depois de ser decapitado há um ano por um jovem islâmico checheno por ter mostrado caricaturas de Maomé em aula.
Em 16 de outubro de 2020, Samuel Paty, de 47 anos, foi esfaqueado e depois decapitado enquanto voltava para casa em uma rua próxima ao seu colégio Bois d’Aulne no tranquilo subúrbio parisiense de Conflans-Sainte-Honorine.
SAIBA MAIS: Quem era Samuel Paty
Aluna que acusou professor de islamofobia admite que mentiu
Seu assassino, Abdullakh Anzorov, um refugiado checheno de 18 anos morto pouco depois pela polícia, o criticava por ter exibido caricaturas de Maomé em aula e ofereceu dinheiro a jovens estudantes para que lhe dissessem quem ele era.
No total, quinze pessoas foram indiciadas no caso.
Cerimônia homenageia professor de história e geografia na escola Le Bois d’Aulne, no noroeste de Paris
Alain Jocard/AFP
Tributo
Neste sábado, várias cerimônias estão sendo realizadas em homenagem ao professor de história e geografia, a quem o presidente Emmanuel Macron classificou de “herói silencioso” da República Francesa.
No instituto Bois d’Aulne em Conflans-Sainte-Hounorine, onde Paty trabalhava, cerca de 300 pessoas se reuniram sob um toldo.
Na entrada do Ministério da Educação nacional em Paris, o primeiro-ministro francês Jean Castex inaugurou uma placa, acompanhado pelos pais e a família de Samuel Paty.
Em um discurso solene, o chefe de governo apresentou o professor como “um servidor da República”, “vítima do terrorismo islâmico e da covardia humana”.
Centenas de habitantes de Eragny-sur-Oise, onde Paty vivia, se reuniram neste sábado de manhã para uma cerimônia.
A família de Paty será recebida pelo presidente no Eliseu e depois uma praça parisiense será renomeada em sua homenagem. Um monumento em forma de livro também foi inaugurado em Conflans.
O atentado comoveu um país que já sofreu vários ataques extremistas na última década e reacendeu os debates intensos sobre liberdade de expressão, religião, secularismo e o direito à difamação.
LEIA MAIS: Do Bataclan a Samuel Paty: relembre outros ataques na França nos últimos 5 anos
Samuel Paty “buscava a forma de fazer refletir”, explicou uma de suas irmãs, Gaëlle, ao jornal La Croix.
Ensinar as caricaturas do profeta Maomé, as mesmas que estiveram na origem do atentado contra a redação da revista Charlie Hebdo em 2015, era para o professor “o ponto de partida de um debate”, acrescentou.
No entanto, esses desenhos acabaram assinando sua sentença de morte, depois que o pai de uma aluna, apoiado por um militante islâmico, lançou uma virulenta campanha contra ele nas redes sociais. Os dois homens, acusados de “cumplicidade no assassinato”, estão em prisão preventiva. Em março deste ano, a ex-aluna de Paty, filha do homem que publicou a campanha nas redes sociais, admitiu que mentiu sobre o professor.
Desde então, os traumatizados professores dessa escola de ensino médio se mantiveram em silêncio diante dos pedidos de entrevista da imprensa.
‘Falar em Samuel Paty ainda é um tabu’, diz aluna do professor
No entanto, com a aproximação do aniversário do atentado, sete dos 50 professores da escola explicaram ao jornal Libération e à rádio France Inter sobre “seu Samuel Paty”, comprometido com seus alunos e sempre disposto a debater com seus colegas.
“Um ser humano como os outros” e não “da espécie de mito” em que infelizmente se tornou pelo atentado, disse um deles.
Depois do ataque, muitos professores pediram demissão.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia ultrapassa mil mortes por Covid em um dia: por que país da Sputnik V tem tão poucos vacinados


Antropóloga russa explora as razões que explicam porque nem um terço da população do país completou a imunização. Sputnik V foi lançada em dezembro de 2020
GETTY IMAGES via BBC
Mais de um ano e meio depois do início da pandemia de Covid-19, a Rússia vive seu pior momento na luta contra o coronavírus.
Atingiu neste sábado (16) pela primeira vez a marca de mil mortes pela doença em um único dia e é o quarto com maior número de contágios acumulados nas últimas quatro semanas, 663 mil.
O governo tem evitado tomar medidas de restrição à circulação de pessoas e atribui a nova onda de infecções à resistência dos russos à vacinação. Em 5 de outubro, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que o nível atual de imunização no país não é suficiente para fazer frente à agressividade das novas variantes de coronavírus.
Resistência à vacina
A Rússia foi um dos primeiros países a lançar um imunizante contra o coronavírus. Batizado de Sputnik V, foi desenvolvido pelo Instituto Gamaleya em parceria com o Ministério da Defesa e lançado ainda em dezembro de 2020.
Até o momento, contudo, pouco menos de um terço da população russa (31%) foi vacinada, conforme os dados do portal Our World in Data, da Universidade de Oxford.
O número de imunizados com a primeira e segunda doses é bem próximo, o que sugere que há um volume elevado de pessoas que não pretendem se vacinar. Em um levantamento realizado em agosto pelo Centro Levada, especializado em pesquisas de opinião pública, esse percentual era de 54%.
Sputnik V foi exportada para diversos países
GETTY IMAGES via BBC
Ainda assim, o Kremlin até o momento descarta impor sanções àqueles que se recusarem a se vacinar. Segundo Peskov, esse tipo de medida vai contra a “natureza social” do Estado russo e, assim, não seria realista cogitá-las.
Em pronunciamento em 11 de outubro, o porta-voz disse que o que resta nesta situação é apelar à consciência dos cidadãos para que entendam que “não há outra forma de proteger suas vidas a não ser se vacinando”.
Desconfiança generalizada
“Muitos não se vacinaram não porque sejam antivacinas, mas porque decidiram esperar”, avalia a antropóloga Alexandra Arkhipova, pesquisadora do Instituto de Ciências Sociais da Academia Presidencial Russa de Economia Nacional e Administração Pública.
Em entrevista ao serviço russo da BBC, Arkhipova afirma que a decisão teria como pano de fundo uma desconfiança em relação à Medicina e à elite política do país, além de conselhos vindos dos médicos “de família”.
“No período soviético, os pais eram obrigados a vacinar os filhos. A recusa acabava sendo uma forma de protesto e, por isso, em algumas famílias de intelectuais, por exemplo, esse tipo de comportamento era inclusive estimulado”, acrescenta.
Vacinação era obrigatória durante período soviético
GETTY IMAGES via BBC
“Em paralelo, muita gente diz que não está na lista para se vacinar porque não confia na forma como a Sputnik V foi desenvolvida. As pessoas se sentem muito incomodadas com a falta de informações sobre como a vacina foi feita, seus efeitos colaterais, quantas pessoas ficaram doentes, quantas tiveram formas graves, quantas foram hospitalizadas, etc”, completa Arkhipova.
A antropóloga diz que, ainda que muitos russos não confiem na medicina, costumam ouvir os médicos conhecidos, mas isto, paradoxalmente, não contribuiu para impulsionar a campanha de vacinação.
“Muitas pessoas foram dissuadidas pelos chamados ‘médicos de família'”, destaca.
Na Rússia, segundo ela, os protocolos de vacinação para pessoas com diferentes doenças pré-existentes não foram bem desenvolvidos, o que dificulta o trabalho dos profissionais de saúde.
“Acaba sendo intimidador para um médico assumir a responsabilidade de recomendar a vacinação. Muitas vezes eles não sabem exatamente como a imunização pode afetar uma doença pré-existente que o paciente tenha. Assim, acaba sendo mais fácil dizer: ‘não se vacine’.”
A pesquisadora pontua ainda que, nas entrevistas conduzidas em seus estudos, é elevado o número de pessoas que dizem desconfiar de médicos e profissionais com grande visibilidade porque eles podem mentir para a população sem que enfrentem nenhuma consequência por seus atos.
“Mentir não é algo normalmente punido na Rússia. Pela mesma razão, algumas pessoas confiam mais nas vacinas importadas porque acreditam que, caso os fabricantes da Pfizer mintam, por exemplo, vão sofrer as devidas repercussões.”
Uma outra razão seria ainda um desconhecimento de muitos russos sobre a própria biologia.
“Muitas pessoas não entendem o que é um vírus, como ele entra no corpo, o que são anticorpos. Por isso, muita gente tem uma capacidade crítica reduzida para reagir a rumores”, diz a antropóloga.
Na Rússia, assim como em muitos outros países, as informações falsas e a desinformação sobre as vacinas têm sido abundantes.
Até julho deste ano, a pesquisadora tinha reunido em uma base de dados 314 fake news diferentes sobre o coronavírus, das quais 83 estavam relacionadas às vacinas e haviam sido compartilhadas 2,6 milhões de vezes nas redes sociais.
Esse é outro fator que dificulta a tarefa de persuadir os russos sobre a importância de garantir a imunização contra a Covid-19.
Rússia bate recorde de mortes diárias por Covid

Fonte: G1 Mundo

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Macron condena ‘crimes imperdoáveis’ por massacre de argelinos em Paris em 1961

Presidente da França reconheceu que dezenas de manifestantes foram assassinados e ‘seus corpos foram lançados no Rio Sena’ em uma repressão ‘brutal, violenta, sangrenta’. Argelinos protestavam na capital francesa contra um toque de recolher em 1961. O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou neste sábado (16) o que chamou de “crimes imperdoáveis para a República” ocorridos durante a repressão policial a um protesto de argelinos em Paris em 17 de outubro de 1961, cuja dimensão foi encoberta por décadas por autoridades gaulesas.
Em uma cerimônia com familiares e ativistas para relembrar o 60º aniversário do massacre, Macron “admitiu os fatos: os crimes cometidos naquela noite sob a autoridade de Maurice Papon (então chefe policial de Paris) são imperdoáveis para a República”, segundo informou um comunicado do palácio presidencial.
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Em 17 de outubro de 1961, durante uma manifestação organizada em Paris para protestar contra um toque de recolher imposto aos argelinos, ocorreu uma repressão “brutal, violenta, sangrenta” – nas palavras do Eliseu – contra os participantes.
Macron reconheceu que dezenas de manifestantes foram assassinados e “seus corpos foram lançados no Rio Sena”. Embora o balaço oficial mencione três mortos, historiadores temem que dezenas de pessoas tenham perdido a vida.
Macron, o primeiro presidente francês a comparecer a uma cerimônia em memória desse massacre, fez um minuto de silêncio perto da ponte de Bezons, sobre o Rio Sena, onde a manifestação começou.
Ao mencionar esses “crimes”, o presidente francês foi mais longe que seu antecessor François Hollande em 2012, que falou de “repressão sangrenta”.
Durante a cerimônia, o presidente francês falou com alguns dos familiares das vítimas, mas, como era esperado, não pronunciou nenhum discurso nem apresentou um pedido de desculpas oficial. O palácio presidencial divulgou um comunicado.
‘Muito mais longe’
O fato de Macron ter citado apenas Papon como responsável pela “tragédia, escondida ou negada por muito tempo”, decepcionou militantes de associações. “Foi uma oportunidade perdida, ficou muito abaixo das expectativas”, lamentou Mehdi Lallaoui, presidente da associação Em Nome da Memória.
“Os assassinos não foram citados. Não havia apenas Papon. É insuportável manter essa negação, que a polícia parisiense não possa ser citada, que Michel Debré, então premier, ou o general de Gaulle não possam ser citados”, críticou Lallaoui.
“Reafirmo nossa preocupação em abordar os temas sobre a História e a memória sem complacência e com senso de responsabilidade, longe da devoção e do predomínio de um pensamento colonial”, declarou o presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune.
Emmanuel Macron, primeiro chefe de Estado francês nascido após a era colonial, fez da reconciliação histórica uma prioridade, uma forma de reajustar as relações com as ex-colônias. No entanto, a seis meses das eleições presidenciais, ele não quer provocar uma reação negativa por parte de seus adversários políticos.
Neste sábado, políticos de esquerda, como o candidato comunista Fabien Roussel, exigiram que ele admitisse o massacre dos argelinos como um “crime de Estado”. Para Marine Le Pen, de extrema direita, Macron “continua rebaixando nosso país”, enquanto “a Argélia nos insulta todos os dias”.
De acordo com o historiador Emmanuel Blanchard, os comentários de Macron são um “progresso” e foram “muito mais longe” que os termos usados por Hollande há quase uma década.
No entanto, essa cerimônia ocorre em um contexto de tensões entre França e Argélia, especialmente após as declarações atribuídas a Macron, segundo as quais o país é dirigido por um “sistema político-militar” que “reescreveu totalmente” sua história.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia investiga morte de 18 pessoas por ingestão de álcool adulterado

Outro episódio, no início de outubro, matou 36 pessoas que ingeriram álcool adulterado que continha metanol, um produto altamente tóxico. As mortes por consumo de álcool adulterado ou produtos tóxicos são frequentes na Rússia. Preço da vodca não é acessível para boa parte da população. As autoridades da Rússia abriram neste sábado (16) uma investigação sobre a morte de 18 pessoas na região de Sverdlovsk, nos Montes Urais, após o consumo de álcool adulterado, a segunda tragédia deste tipo registrada em menos de duas semanas no país.
Segundo o comitê de investigação, “várias pessoas venderam aos cidadãos um álcool [metanol] que era perigoso para a vida e a saúde” durante as duas últimas semanas em Ekaterimburgo, o principal centro urbano da região dos Urais.
“Após a ingestão desse líquido, 18 pessoas morreram”, detalhou o comitê em um comunicado, no qual também informou que duas pessoas foram detidas.
Segundo a nota, uma investigação foi aberta por “venda de produtos que não estão dentro dos padrões e que provocaram morte por negligência”, um crime que pode render penas de até dez anos de reclusão.
No início de outubro, pelo menos 36 pessoas morreram na região de Oremburgo após ingerirem álcool adulterado que continha metanol, um produto altamente tóxico.
As mortes por consumo de álcool adulterado ou produtos tóxicos são frequentes na Rússia, um país onde 21 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza.
O preço da vodca comercial é proibitivo para milhões de russos, que, por falta de recursos, obtêm álcool de cosméticos, produtos de limpeza e anticongelantes para automóveis.
Queda de avião deixa mortos e feridos na Rússia

Fonte: G1 Mundo

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Milhares vão às ruas em Roma contra a extrema direita

Manifestação na capital da Itália ocorre após protestos violentos contra o passaporte sanitário do último fim de semana atribuídos aos neofascistas. Dezenas de milhares de pessoas exigiram, neste sábado (16), ações do governo contra a extrema direita em uma manifestação em Roma, capital da Itália. O ato ocorre depois dos protestos violentos contra o passaporte sanitário do fim de semana passado atribuídos aos neofascistas.
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Com cartazes que diziam “Fascismo, nunca mais”, os manifestantes pediram na Praça San Giovanni, um lugar associado historicamente à esquerda, a proibição do grupo neofascista Força Nova (FN).
A manifestação reuniu pelo menos 200.000 pessoas, segundo os organizadores.
Líderes do FN estão entre os detidos após o ataque à sede do sindicato CGIL (esquerda), a principal confederação sindical do país, durante a manifestação contra o passaporte sanitário de 9 de outubro.
“Isso não é só uma resposta ao ‘esquadrão’ fascista”, declarou o secretário-geral do sindicato CGIL, Maurizio Landini, usando o termo para designar as forças paramilitares de depois da Primeira Guerra Mundial que se tornaram um braço armado do fascismo italiano.
“Esta praça também simboliza todos aqueles que querem mudar o país, que querem fechar a porta para a violência política”, acrescentou.
Itália passa a exigir certificado de Covid para todos os trabalhadores

Fonte: G1 Mundo

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Mudanças climáticas: Por que a politica da China para o clima afeta você também


A batalha contra o aquecimento global depende muito do sucesso dos esforços da China, que lidera as emissões de gases nocivos. Ilustração de paisagem na China com a bandeira do país
BBC/Getty Images
A luta contra a mudança climática passa invariavelmente pela redução das emissões de carbono pela China, hoje uma das mais elevadas do planeta e em trajetória ainda crescente.
Segundo o presidente do país, Xi Jinping, as emissões atingiriam um pico ainda antes de 2030 e, graças à política de transição energética, a neutralidade de carbono seria alcançada até 2060.
Ele não detalhou, contudo, como alcançará essa meta extremamente ambiciosa.
Crescimento explosivo
Enquanto todos os países enfrentam problemas para reduzir suas emissões, a China tem possivelmente o maior desafio, dado o tamanho de sua população e seu agressivo crescimento econômico.
Suas emissões per capita são cerca de metade do registrado pelos Estados Unidos. Com 1,4 bilhão de habitantes, entretanto, a China libera em termos nominais mais gases nocivos ao meio ambiente do que qualquer outro país.
Tornou-se o maior emissor mundial de dióxido de carbono em 2006 e agora é responsável por mais de um quarto das emissões globais de gases do efeito estufa.
SAIBA MAIS: Os 15 países que emitiram mais CO2 nas últimas 2 décadas (e em que posição está o Brasil)
EUA e China estão ‘comprometidos a cooperar’ diante da crise climática
Mapa mostra usinas a carvão em construção na China
BBC
Os compromissos assumidos estarão sob os holofotes na cúpula climática global COP26 neste mês de novembro.
ENTENDA: COP26 – O que é a conferência do clima em Glasgow e por que ela será tão importante
Junto com todos os outros signatários do Acordo de Paris em 2015, a China concordou em fazer mudanças para tentar manter o aquecimento global em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e “bem abaixo” de 2°C.
O país reforçou seus compromissos em 2020, mas o Climate Action Tracker, um grupo internacional de cientistas e especialistas em políticas para o clima, aponta que as ações tomadas para cumprir essa meta são “altamente insuficientes”.
Dependência do carvão
Reduzir as emissões da China é possível, de acordo com muitos especialistas, mas exigirá uma mudança radical.
O carvão é a principal fonte de energia do país há décadas.
O presidente Xi Jinping afirma que irá “reduzir gradualmente” o uso de carvão a partir de 2026. E que não construirá novos projetos movidos a carvão no exterior – mas alguns governos e ativistas dizem que os planos são pouco ambiciosos.
Pesquisadores da Universidade Tsinghua, em Pequim, dizem que o país precisará parar de usar carvão inteiramente para gerar eletricidade até 2050. O sistema deverá ser substituído pela produção de energia nuclear e renovável.
E, longe de fechar usinas elétricas movidas a carvão, a China está atualmente construindo novas plantas em mais de 60 pontos do país. Em muitos desses locais há mais de uma usina sendo erguida.
Energia consumida na China por fonte
BBC
Como as novas estações de produção costumam ficar ativas por 30 a 40 anos, a China precisará reduzir a capacidade das usinas mais novas e também fechar as antigas se quiser reduzir as emissões, afirma o pesquisador Philippe Ciais, do Instituto de Ciências Ambientais e Climáticas de Paris.
Pode ser possível fazer uma reforma em alguns deles para diminuir as emissões, mas a tecnologia para fazer isso em grande escala ainda está em desenvolvimento – muitas plantas terão que ser fechadas após o uso mínimo.
Emissões globais de CO2 terão segundo maior aumento da história em 2021, diz Agência Internacional de Energia
A China argumenta que tem o direito de fazer o que os países ocidentais fizeram no passado, liberando dióxido de carbono no processo de desenvolvimento de sua economia e redução da pobreza.
No curto prazo, Pequim ordenou que as minas de carvão aumentem a produção para evitar a escassez de energia no próximo inverno. O aumento da demanda da indústria pesada após a pandemia de Covid-19 levou à escassez em várias regiões do país nas últimas semanas.
Pesquisadores da Universidade de Tsinghua dizem que 90% da energia deve vir de fontes nucleares e renováveis ​​até 2050.
Para alcançar esse objetivo, a liderança da China na fabricação de tecnologia verde, como painéis solares e baterias em grande escala, pode ser de grande ajuda.
A China primeiro adotou as tecnologias verdes como meio de combater a poluição do ar, um problema sério para muitas cidades.
Mas o governo também acredita que eles têm um enorme potencial econômico, proporcionando empregos e renda para milhões de chineses, além de reduzir a dependência do petróleo e gás estrangeiros.
“A China já está liderando a transição energética global”, disse Yue Cao, do Overseas Development Institute. “Uma das razões pelas quais somos capazes de implantar tecnologia verde cada vez mais barata é a China.”
A China gera mais energia solar e eólica do que qualquer outro país. Isso pode não ser tão impressionante, dada a enorme população chinesa, mas é um sinal de para onde o país está se dirigindo.
A estimativa é que a proporção de energia gerada a partir de fontes renováveis atingir 25% do total até 2030 – e muitos especialistas acreditam que a meta seja atingida antes.
Carros elétricos
Carros elétricos no mundo
BBC
A China ocupa o sétimo lugar no mundo em vendas de carros elétricos, proporcionalmente. Mas, devido ao seu enorme tamanho, ela fabrica e compra mais carros elétricos do que qualquer outro país por uma margem considerável.
Atualmente, cerca de um em cada 20 carros comprados na China é movido a eletricidade.
As autoridades chinesas e representantes da indústria automobilística preveem que quase todos os veículos novos vendidos na China serão totalmente elétricos ou híbridos até 2035.
Determinar o quanto a mudança para veículos elétricos reduz as emissões não é simples – principalmente quando se leva em consideração as fontes de fabricação e de carregamento.
Mas estudos sugerem que as emissões ao longo da vida útil dos veículos elétricos são normalmente inferiores às dos equivalentes a gasolina e diesel.
Isso é importante porque a queima de combustível do transporte é responsável por cerca de um quarto das emissões de carbono, sendo os veículos rodoviários os maiores emissores.
A China também vai produzir, até 2025, baterias com o dobro da capacidade das usadas no restante do mundo.
Observadores afirmam que isso permitirá o armazenamento e a liberação de energia de fontes renováveis ​​em uma escala antes impossível.
A terra da China está ficando mais verde
Mapa mostra reflorestamento na China
BBC
Mudar a forma de produção de energia não significa que a China parará de produzir emissões de gases do efeito estufa.
Isso significa que a China vai cortar as emissões o máximo possível e absorver o que sobrar, por meio de uma combinação de diferentes abordagens.
Aumentar a área de terra coberta por vegetação ajudará no processo, pois as plantas absorvem dióxido de carbono.
Aqui, novamente, há notícias encorajadoras. O país está se tornando mais verde em um ritmo mais rápido do que qualquer outro país, em grande parte como resultado de seus programas florestais projetados para reduzir a erosão do solo e a poluição.
Também é em parte resultado do replantio de campos para produzir mais de uma colheita por ano, o que mantém a terra coberta de vegetação por mais tempo.
Qual o próximo passo?
O mundo inteiro necessita que a China seja bem-sucedida na questão climática.
“A menos que a China se ‘descarbonize’, não vamos vencer as mudanças climáticas”, disse o professor David Tyfield, do Lancaster Environment Center.
A China tem algumas grandes vantagens, principalmente sua capacidade de seguir estratégias de longo prazo e mobilizar investimentos de grande escala.
As autoridades chinesas enfrentam uma tarefa colossal. O que acontece a seguir dificilmente poderia ser mais importante.

Fonte: G1 Mundo

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Argentina e Paraguai concordam em revisar tarifa externa comum do Mercosul

Comunicado foi feito uma semana após Brasil e Argentina anunciarem acordo para reduzir taxa em 10% A Argentina e o Paraguai se mostraram favoráveis a revisar a tarifa externa comum do Mercosul, um tema que é alvo de controvérsia dentro do bloco, informaram os ministérios das Relações Exteriores dos dois países, em um comunicado conjunto.
Os chanceleres de Argentina, Santiago Cafiero, e Paraguai, Euclides Acevedo Candia, afirmaram que “a revisão da tarifa externa comum é um elemento central para a atualização do bloco”, que também é integrado por Brasil e Uruguai, segundo qnota publicada após a reunião de quinta-feira (14) à noite em Buenos Aires.
A redução da tarifa externa comum às importações de países terceiros, que atualmente é de entre 13% e 14%, em média, tem sido alvo de disputa nos últimos anos no Mercosul, entre os que desejam uma redução substancial, como Brasil e Uruguai, e os que resistem, principalmente a Argentina.
Contudo, há uma semana, Brasil e Argentina anunciaram um acordo para reduzir em 10% a tarifa, uma proposta que deve ser aprovada pelos outros dois países-membros: Paraguai e Uruguai.
Nos últimos tempos, outro assunto polêmico no Mercosul é a proposta, defendida especialmente pelo Uruguai, para negociar individualmente acordos comerciais com países terceiros.
Logo após a reunião de ontem, Cafiero e Acevedo assinalaram que o Mercosul “é a plataforma para a internacionalização de ambos os países, através de acordos comerciais, com a presença de todos os Estados-parte do bloco”.

Fonte: G1 Mundo