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Giorgio Parisi, o Nobel de física apaixonado por forró e Guimarães Rosa


Físico que estuda sistemas complexos e o caos atmosférico ganhou o prêmio em 2021 ao lado de outros dois cientistas. Interessado no Brasil, lamenta a situação da pandemia e o governo Bolsonaro. Físico que estuda sistemas complexos e o caos atmosférico ganhou o prêmio em 2021 ao lado de outros dois cientistas. Interessado no Brasil, lamenta a situação da pandemia e o governo Bolsonaro.
FRANCESCA MAIOLINO via BBC
Nascido em Roma, o físico Giorgio Parisi é um típico professor universitário dos velhos tempos: cabelos desarrumados, a mesa um tanto caótica e uma genuína curiosidade no outro, sobretudo se o outro provém de uma cultura como a brasileira, país no qual tem imensa admiração por causa do forró, estilo que dança, e por escritores como João Guimarães Rosa.
Aos 73 anos, Parisi acaba de ganhar o prêmio Nobel de física ao lado de dois cientistas especializados no clima, o norte-americano de origem japonesa Syukuro Manabe, de 90 anos, e o alemão Klaus Hasselmann, de 89.
Além de uma medalha de ouro, a metade do prêmio de 986 mil euros — cerca de R$ 6,2 milhões — ficará com o italiano, enquanto o restante será dividido entre Manebe e Hasselmann.
“Jamais esperava ser premiado junto com dois climáticos. O Nobel mostra que física e clima são duas coisas diversas, mas que há qualquer relação entre os dois”, afirmou Parisi em entrevista em vídeo à BBC News Brasil. “O planeta Terra é um sistema complexo, talvez muito mais complexo do que conhecemos, exatamente por contemplar tudo dentro de si. Todo o desenvolvimento do mundo, os sistemas ecológicos, é um sistema complexo”.
Os sistemas complexos e o caos atmosférico são objetos de pesquisa de Parisi desde o final dos anos 1970. As décadas de estudo e algumas descobertas deram ao cientista o Nobel, conforme indicado pela academia sueca. “Não há nada mais fascinante do que encontrar uma ordem no caos”, comenta.
A Itália já somou até agora, contando todas as áreas, 21 prêmios Nobel — Parisi foi o sexto físico italiano premiado com a distinção, o que demonstra a força da disciplina no país. Professor da Universidade Sapienza de Roma, ele é vice-presidente — após ser o presidente por alguns anos — da Academia Nacional dei Lincei, existente desde o início do século 17 e responsável por promover a ciência, e pesquisador do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália.
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Interessado no Brasil, país onde nunca pisou, Giorgio Parisi lamenta a situação da pandemia, o governo de Jair Bolsonaro e as recorrentes notícias sobre o aumento da pobreza.
Leia os principais trechos da entrevista:
BBC News Brasil – A academia premiou o sr. com o Nobel por causa da “descoberta da interação entre a desordem e as flutuações nos sistemas físicos desde o nível atômico à escala planetária”. Como se explica isso?
Giorgio Parisi – A primeira coisa a entender é que, na natureza, existem os sistemas complexos. O mundo, e nós mesmos, somos cercados por esses sistemas. (…)
Se você pegar um cachorro, por exemplo, pode me dizer alguma coisa sobre ele: o que ele está fazendo naquele momento, se come, se brinca, se dorme. Ele pode estar fazendo tanta coisa. Depois, por uma intervenção externa, ele pode mudar completamente: alguém provoca um barulho e esse cachorro se assusta e começa a pular. O sistema complexo mostra que um cachorro, que estou descrevendo em nível comportamental, é formado por tantas coisas, células, órgãos como fígado e cérebro, e esses órgãos podem estar doentes, alguns têm milhares de celulares. São sistemas que provocam um efeito cascata.
BBC News Brasil – Ou seja, pode ser qualquer coisa, com diversas implicações.
Parisi – Um cristal de sal não é um sistema complexo. Ou um copo de água, já que todos são feitos do mesmo átomo. Mas quase tudo que temos ao nosso redor é um sistema complexo. O ponto é que a física, por muito tempo, se ocupou a estudar o infinitamente pequeno, as coisas pequenas, átomos ou demais substâncias. Depois ela olhou para o infinito, as estrelas, as galáxias, o universo, a escala cósmica.
A outra fronteira da física são os sistemas complexos, mas estamos ainda distantes de ter compreendido tudo. Por isso o Nobel me foi concedido, pois o trabalho que faço desde o final dos anos 1970 é colocar esses sistemas complexos na física.
A física é muito diferente das outras disciplinas: a física tenta simplificar o mundo, ou estudá-lo de forma simplificada.
Um exemplo: Galileu Galilei, quando começou a estudar o movimento das bombas de canhão que caíam em Pisa, negligenciou o efeito do atrito da atmosfera. Havia um modo simplificado. O grande sucesso da física, desde Galileu, foi o de fazer grandes simplificações e depois removê-las. Cinquenta, cem anos depois de Galileu, a física começou a levar em consideração os corpos que se movem na atmosfera por meio do atrito.
Estudar os sistemas complexos é difícil exatamente porque não é simplificável. Se você simplifica um sistema complexo, ele se torna simples, não é mais complexo. Eu comecei a fazer estudos sobre os sistemas complexos, mas diversos outros pesquisadores também promoveram e se dedicaram a esses estudos.
BBC News Brasil – Qual a relação do sistema complexo com o clima? Isso foi citado na premiação do Nobel.
Parisi – Eu tento adivinhar. O planeta Terra é um sistema complexo, talvez muito mais complexo do que conhecemos, exatamente por contemplar tudo dentro de si. O clima não é uma coisa fácil. As grandes glaciações da terra, no passado, são eventos nos quais a temperatura da terra abaixa repentinamente, passa de uma situação de calor para uma situação de frio intenso. Isso acontece porque a Terra, de qualquer modo, pode estar essencialmente em dois estados diversos, frio ou calor. Pode haver várias situações.
Fiz estudos sobre as glaciações. A ideia de base da motivação do prêmio, de me colocar junto com dois climáticos, mostra que física e clima são duas coisas diversas, mas que há qualquer relação entre os dois. Devo dizer que jamais esperava ser premiado junto com os climáticos.
O olhar complexo sobre o universo chega até a escala planetária. Todo o desenvolvimento do mundo, os sistemas ecológicos, é um sistema complexo, um dentro do outro. Depois, há um estudo quantitativo do planeta que, em outra ideia, é feita a partir da climatologia, de personagens que construíram os primeiros modelos detalhados do clima do planeta, dividindo-o em faixas. Quiseram premiar uma inovação que une coisas aparentemente diversas.
Uma coisa fundamental é que muito do dióxido de carbono que é emitido a partir da atividade humana é absolvido pelo oceano, mas por qual parte do oceano? Vai para a parte fria ou quente do oceano? São problemas fundamentais para as pesquisas atuais. Entrar nesses detalhes, na mistura das águas que vai para a superfície, ou para a profundida dos mares, é algo de enorme complexidade.
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BBC News Brasil – O sr. disse que se ocupa do caos. É o caos dos sistemas complexos ou tem algo aí maior, quase filosófico?
Parisi – O caos no sentido da imprevisibilidade. O movimento da Terra em relação à Lua, ou em relação ao Sol, é um movimento completamente certo. Podemos fazer previsões sobre o próximo eclipse com grande precisão. Sabemos que os cientistas do passado sabiam fazer isso muito bem.
A ideia de caos, ao menos do ponto de vista científico, são movimentos que não são facilmente previsíveis. Se fizermos a previsão do tempo daqui dois, três dias, podemos acertar com grande probabilidade. Daqui a 20 dias, por exemplo, não é uma tarefa fácil, geralmente não acertamos. É alguma coisa que se movimenta de forma imprevisível dentro de uma certa escala. Isso, na atmosfera, chamamos de sistema caótico.
Não há nada mais fascinante do que encontrar uma ordem no caos. Das partículas aos sistemas neurais, até os componentes que formam um pedaço de vidro, há sistemas cujas regras estão todas ainda por descobrir e o meu trabalho é tentar encontrá-las.
A palavra caos entrou na física nos anos 1960. O melhor exemplo é uma mesa de sinuca. É um exemplo clássico do sistema caótico. Na primeira e na segunda jogada, você pode prever onde a bola estará parada nas jogadas sucessivas. Mas depois da terceira e quarta jogada, e assim por diante, torna-se imprevisível.
Evidentemente a palavra caos é sugestiva. Em muitos ambientes ela tem outro significado. Mas, do ponto de vista técnico e científico, é essa imprevisibilidade que não é absoluta. Não podemos fazer previsão do clima numa distância de tanto tempo, mas estamos convencidos que no próximo ano não vai nevar em Manaus. Ou sabemos, por exemplo, que no verão fará mais calor que no inverno.
BBC News Brasil – A escola italiana de física é reconhecida mundialmente, com outros colegas que já foram premiados com o Nobel. O que a faz uma escola tão notável?
Parisi – Para ter bons físicos, é preciso ter bons estudantes de física. E para ter bons estudantes em física, é necessário que bons estudantes se inscrevam em física.
A Itália teve no passado grandes físicos, como Edoardo Amaldi (1908-1989), que fez uma interlocução muito importante entre física e a política. Por anos, a física foi uma das disciplinas mais bem financiadas pelo Estado italiano, o que permitiu estudos e experimentos necessários para o seu desenvolvimento.
E tivemos também muita gente capaz, estrangeira, que veio para a Itália na Primeira Guerra Mundial (1914-18), e mais tarde após a Segunda Guerra (1939-45), que trouxe muita inovação. Um deles foi o russo Gleb Wataghin (1899-1986), que também foi professor da Universidade de São Paulo. Foi um luxo ter Wataghin aqui. Ele voltou à Itália depois da guerra, após o período no Brasil. Ele foi fundamental para a física italiana, e tinha ainda muito conhecimento internacional. O país acabou criando um ambiente propício para o estudo da física.
BBC News Brasil – O sr. é um respeitável dançarino de forró. Como começou essa relação com a cultura brasileira?
Parisi – Por um certo período, até 2004 ou 2005, a última coisa que me interessava no mundo era a dança. Mas me aproximei de forma casual, numa academia que frequentava, a partir das danças gregas. É difícil dizer isso, mas sei dançar de forma decente uma série de bailes gregos, danças populares. A Grécia é riquíssima, é um país com centenas de danças diversas.
Depois, encontrei por acaso um anúncio para aprender forró universitário aqui perto da universidade (Sapienza, em Roma). Não entendi nada, achei que era uma lição de forró para alunos e professores universitários. Ninguém sabe realmente das coisas…
Depois, aprendi que era um estilo de forró (risos). E me interessei muito. É um ambiente muito simpático. Não é só uma dança criativa, mas o sentido comum das pessoas, de ir fazer as aulas, cria um ambiente muito agradável. A dança é um evento social.
BBC News Brasil – Qual tipo de forró o atrai mais?
Parisi – Conheço a diferença entre o forró pé de serra e o forró universitário. A isca, quando conheci o estilo, era o forró universitário, mas logo depois passamos a dançar o pé de serra, que é bem diferente. Sei que o chamado forró eletrônico está na moda, mas ele não faz sucesso na Itália. Conheço algo da música e da cultura brasileiras. Gosto mais do estilo tradicional, como as canções de Luiz Gonzaga.
BBC News Brasil – O sr. já visitou o Brasil?
Parisi – Infelizmente ainda não, preciso conhecê-lo. Uma vez ia com minha família, em 2009. Mas pouco antes de partir, aconteceu aquele terrível acidente com o avião da Air France que caiu sobre o oceano Atlântico. Minha família ficou com medo e desistimos da viagem. Lamentei muito. Deveria ir a Minas Gerais. Li Grande Serão: Veredas, de Guimarães Rosa, um livro belíssimo. Queria muito ir a Minas Gerais, o sertão descrito no livro. Esse é um dos melhores livros do século 20, um livro que era muito conhecido na Itália cinquenta anos atrás, mas que nos últimos anos vem sumindo, as pessoas não conhecem mais, o que é uma pena. Espero que ainda seja um livro lido no Brasil.
BBC News Brasil – O sr. está acompanhando as notícias brasileiras?
Parisi – Sim. Conheço bem a situação brasileira. Lamento muito a eleição de Jair Bolsonaro. (…) E lamento muito a situação da pandemia, o aumento da pobreza… (…) Ter Bolsonaro como presidente, durante a pandemia, foi uma das piores coisas que poderiam acontecer com o Brasil. Espero muito que ele seja chutado do cargo.

Fonte: G1 Mundo

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Executivo da Nike revela ter matado adolescente em 1965


Larry Miller, agora com 72 anos, disse que fazia parte de uma gangue de adolescentes na Filadélfia. Quando tinha 16 anos, ele atirou em outro jovem por vingança. Depois, cumpriu pena pelo assassinato e virou executivo da marca americana. Larry Miller cumpriu pena de prisão pelo assassinato em 1965
Getty Images por BBC
Um executivo de longa data da Nike nos Estados Unidos revelou que atirou e matou um adolescente nas ruas da Filadélfia há 56 anos.
Larry Miller, presidente da Jordan Brand (marca do ex-jogador de basquete Michael Jordan), falou sobre o assassinato ocorrido em 1965 em uma entrevista para a revista Sports Illustrated.
“Isso estava me consumindo por dentro”, disse ele sobre suas ações aos 16 anos, quando era “membro de uma gangue de adolescente”.
Miller cumpriu pena de prisão pelo assassinato. Ele diz que não mentiu sobre isso, mas manteve o fato em segredo por muito tempo.
A admissão ocorre antes do lançamento de suas memórias, previstas para o próximo ano.
Miller disse que se juntou à gangue da Cedar Avenue, no oeste da Filadélfia, aos 13 anos, mudando seu perfil de “estudante nota dez” para uma pessoa que bebia todos os dias.
Quando um amigo foi morto por um membro de uma gangue rival, Miller, então com apenas 16 anos, disse que pegou uma pistola .38, ficou bêbado com três amigos e saiu em busca de vingança.
Em 30 de setembro de 1965, ele atirou no peito da primeira pessoa que encontrou: Edward White, de 18 anos.
“Isso é o que torna as coisas ainda mais difíceis para mim, porque não foi por nenhuma razão”, disse ele.
Miller descreveu a decisão de confessar seu passado – que há muito tempo escondia de seus filhos, amigos e colegas de trabalho mais próximos – como “realmente difícil”.
“Por anos eu fugi disso”, disse ele à Sports Illustrated. “Tentei esconder e esperava que as pessoas não descobrissem.”
Miller está na Nike desde 1997 e gerencia as operações da área ligada ao basquete, como marca de Michael Jordan e a Converse.
Ele também já foi executivo da Kraft Foods e da Campbell Soups, e ex-presidente do time profissional de basquete Portland Trail Blazers.
Ele diz que nunca mentiu sobre seu tempo na prisão em pedidos de emprego.
Antes da entrevista, Miller teria informado membros de seu círculo íntimo, incluindo a lenda do basquete Michael Jordan e o comissário da NBA Adam Silver, sobre o episódio.
Seu próximo livro, escrito em colaboração com sua filha mais velha, irá detalhar o incidente, bem como suas múltiplas passagens por detenções juvenis e prisões por uma variedade de crimes.
Em comunicado, a Nike disse à BBC News que a vida de Miller foi “uma incrível história de segundas chances”.
“Estamos orgulhosos de Larry Miller e da esperança e inspiração que sua história pode oferecer”, disse a empresa, acrescentando que apoia políticas que ajudam ex-prisioneiros a “abrir novas portas de oportunidade e seguir em frente com suas vidas”.
Miller diz que espera que sua história possa ajudar a afastar jovens em situação de risco de uma vida de violência e inspirar pessoas que estão presas a saber que “elas ainda podem contribuir para a sociedade.”
“O erro de uma pessoa, ou o pior erro que ela cometeu em sua vida, não deve controlar o que acontece com o resto de sua vida”, disse ele.

Fonte: G1 Mundo

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Colômbia esteriliza hipopótamos de Pablo Escobar para frear reprodução descontrolada


Cientistas estão preocupados com o impacto do rebanho, o maior da espécie fora da África. Os animais foram levados para a Colômbia pelo famoso traficante Pablo Escobar, morto em 1993. Os hipopótamos da antiga propriedade de Pablo Escobar são considerados o maior rebanho da espécie fora da África.
Getty Images via BBC
Um grupo de hipopótamos que pertenciam ao notório traficante colombiano Pablo Escobar está sendo esterilizado.
Escobar, que foi morto a tiros pela polícia em dezembro de 1993, importou ilegalmente diversos animais selvagens, incluindo um hipopótamo macho e uma fêmea – apelidados de “hipopótamos da cocaína”.
Desde então, uma população crescente da espécie vem tomando conta do campo próximo a sua antiga fazenda, a Hacienda Nápoles.
Para tentar conter a reprodução desenfreada, o governo colombiano esterilizou até agora 24 de mais de 80 animais.
Para isso, foi usado um produto químico que torna os animais inférteis.
Ambientalistas colombianos dizem que os hipopótamos, considerados o maior rebanho fora da África, são uma espécie invasora que causou afastamento da fauna nativa da região.
Alguns desses ambientalistas têm feito campanha para que os animais sejam sacrificados ou esterilizados.
Em 1993, quando as autoridades apreenderam a Hacienda Nápoles – a propriedade de luxo de Escobar situada a cerca de 250 km da capital Bogotá – a maioria dos animais encontrados na fazenda foi levada para zoológicos de todo o país.
Mas não os hipopótamos.
24 dos 80 animais foram esterilizados para conter reprodução.
Getty Images via BBC
“Era logisticamente difícil transportá-los, então as autoridades simplesmente os deixaram lá, provavelmente pensando que os animais morreriam”, disse a bióloga colombiana Nataly Castelblanco.
No entanto, sem predadores naturais na América do Sul, os hipopótamos se multiplicaram.
De acordo com especialistas, eles começaram a se espalhar por uma das principais vias navegáveis ​​do país, o rio Magdalena.
Cientistas que estudam o impacto ambiental dos hipopótamos de Escobar dizem que os animais podem afetar o ecossistema local de várias maneiras: do deslocamento de espécies nativas já ameaçadas de extinção, como o peixe-boi, até a alteração da composição química dos cursos de água, o que poderia colocar em risco a pesca.
Escobar, um dos mais famosos criminosos sul-americanos de todos os tempos, foi o fundador do cartel de drogas de Medellín na década de 1980, responsável por sequestros, bombardeios e assassinatos indiscriminados. A certa altura, ele foi considerado um dos homens mais ricos do mundo.
Vídeos: notícias internacionais
https://www.youtube.com/watch?v=ISEd6QwZ7Bs

Fonte: G1 Mundo

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Rússia supera pela primeira vez 1 mil mortes diárias pela Covid-19


País está com vacinação estagnada, com apenas 31% da população totalmente imunizada. Apesar disso, o governo russo não aplica as restrições sanitárias contra o coronavírus. Médico usando roupa especial de proteção se prepara para cuidar de paciente com Coid-19 no hospital nº 52, em Moscou, na Rússia, em foto de 13 de julho
AP Photo/Denis Kaminev
A Rússia superou neste sábado (16) pela primeira vez desde o início da pandemia as 1 mil mortes por covid-19 em 24 horas, em um momento em que a vacinação se encontra estagnada e não há restrições sanitárias.
Segundo o balanço oficial do governo, foram registradas 1.002 mortes e 33.208 novos casos, dois recordes pelo terceiro dia consecutivo.
Com recorde de mortes, Rússia suspende testes de foguete para preservar oxigênio a pacientes com Covid
A nova onda de casos chegou com apenas 31% dos russos completamente vacinados até este sábado, segundo o site Gogov, que coleta os dados de covid-19 das regiões.
A ausência de restrições rígidas permitiu que o vírus se propague descontroladamente, embora várias regiões tenham restabelecido a obrigação de passaportes sanitários com códigos QR para acessar lugares públicos.
O governo russo descartou aplicar restrições importantes, apesar de classificar a taxa de vacinação do país como “inaceitavelmente” baixa.
Nessa semana, o governo comunicou que as autoridades devem garantir que “a economia siga funcionando”.
O governo afirmou que o sistema de saúde da Rússia está preparado para receber o crescente número de pacientes e insistiu que não está “sobrecarregado”.
As autoridades culparam os russos pelo aumento da epidemia.
O ministro da Saúde, Mikhaíl Murashko, criticou nesta semana seu “comportamento”, enquanto o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que foi feito todo o possível para dar aos russos a oportunidade de “salvar suas vidas tomando a vacina”.
A Rússia desenvolveu sua própria vacina contra a covid-19, a Sputnik V, e o Estado impulsionou uma campanha de vacinação que teve um eco limitado diante de uma população cética.
As pesquisas de opinião independentes mostram que mais da metade dos russos não planeja se vacinar.
Que vacina é essa? Sputnik V
A Rússia registrou até este sábado 222.315 mortes por covid-19, o número mais alto na Europa, mas as autoridades são acusadas de subestimarem os números.
A partir de uma definição mais ampla de mortalidade relacionada ao vírus, a agência de estatísticas Rosstat afirmou na sexta-feira (15) que até o final de agosto mais de 400.000 pessoas na Rússia morreram por causa da pandemia.
Vídeos: novidades sobre as vacinas contra a Covid-19

Fonte: G1 Mundo

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Como é a área mais pobre do país mais rico da América Central, conhecido pelo luxo turístico


Apesar de ser o país ‘mais feliz’ da América Latina, a Costa Rica convive com a pobreza e desigualdade, visível em regiões como a costa do Pacífico Em Puntarenas, na Costa Rica, boa parte da população depende da pesca para sobreviver.
Marcos González via BBC
Vanessa Vadillo diz com um sorriso largo que o sonho de sua filha de 6 anos é conhecer Paris.
A jovem conta isso sob uma chuva torrencial na entrada da precária casa que construiu com as próprias mãos em Tárcoles, um povoado na costa do Pacífico da Costa Rica, a região mais pobre do país.
No momento, contudo, sua preocupação não é a capital da França, mas as cobras venenosas “de até dois metros” que ela tem de matar dentro de casa para evitar que ataquem suas duas filhas. Ou que um dos automóveis que passam em alta velocidade se envolvam em um acidente e se choquem contra a casa, erguida quase na beira da estrada.
A forte chuva, comum nesta área durante grande parte do ano, encharcou o terreno de lama. No último temporal, o aguaceiro invadiu a casa — “isso virou um rio”, lembra ela — e fez com que a filha pegasse um resfriado, mas Vanessa diz que não tem dinheiro para levá-la ao médico.
“Por isso digo a ela que estude bastante para realizar seu sonho de viajar”, ​​diz a moça, que sequer colocou os pés na capital do país, San José.
Sem condições de arcar com um aluguel, Vanessa Vadillo decidiu construir uma casa improvisada na beira da estrada.
Marcos González via BBC
Para Vanessa, também é remota a imagem que muitos turistas têm de uma Costa Rica de grandes hotéis, parques naturais e praias idílicas.
Ainda assim, a poucos quilômetros de sua casa humilde é possível avistar luxuosos resorts e píeres cheios de iates que atraem milhares de visitantes estrangeiros.
Além dos índices
A Costa Rica é o único país centro-americano membro da OCDE e tem, na região, alguns dos menores indicadores de pobreza extrema, além de uma alta taxa de alfabetização.
É o segundo país da América Central em renda per capita, atrás do Panamá, e o “mais feliz” de toda a América Latina, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2021. A desigualdade social, entretanto, está presente, ainda que de forma latente, muitas vezes.
E os grandes contrastes se manifestam sobretudo na província mais pobre, Puntarenas, localizada no oeste do país, na costa do Pacífico.
A região sofre com altas taxas de desemprego, um problema acompanhado em alguns municípios pelo tráfico de drogas, pela prostituição e pelo aumento da criminalidade.
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As autoridades atribuem a maior parte dos homicídios aos acertos de contas entre gangues rivais que querem controlar novos territórios para vender drogas — 90% da cocaína que entra no país passa pelo corredor do Pacífico. A falta de oportunidades fez com que muitos pescadores da província se envolvessem em grupos criminosos.
As duas sub-regiões que compõem Puntarenas, Brunca e o Pacífico Central, foram as mais atingidas pela pobreza em 2019. A última registrou os piores resultados do país em 2020, sob os efeitos da pandemia de covid-19.
“A pobreza gera a exclusão que culmina em violência e em condições totalmente inadequadas para permitir o desenvolvimento das pessoas (…). A realidade de Puntarenas dói”, afirma a vice-presidente da Costa Rica, Epsy Campbell.
“O maior desafio é reduzir esse abismo. Não é aceitável que tenhamos algumas pessoas vivendo em uma Costa Rica que é totalmente diferente para outras. E Puntarenas é talvez o desafio mais importante que temos como país”, disse à BBC News Mundo, serviço em língua espanhola da BBC.
Pobreza e luxo
Nas proximidades de Tárcoles há vários complexos residenciais turísticos.
Marcos González via BBC
Em paralelo à realidade de privações de muitos costarriquenhos, Puntarenas concentra importantes atrativos turísticos, como o Parque Nacional Manuel Antonio ou as praias da Península de Nicoya.
A poucos quilômetros da casa de Vanessa Vadillo, chamam a atenção os cartazes anunciando empreendimentos de luxo em áreas da estrada próximas aos locais onde pescadores tentam vender a mercadoria do dia sem refrigeração adequada.
Menos de 20 quilômetros ao sul, ainda na região do Pacífico Central, vê-se, por exemplo, um imponente resort à beira-mar com luxuosas vilas na praia de Herradura.
Entre suas ruas repletas de fontes e um gramado perfeitamente aparado, ouve-se muito inglês entre os inquilinos, a maioria americanos. Alguns deles jogam no campo de golfe e outros passeiam pelo cais privativo, onde estão enfileirados dezenas de iates e barcos de pesca esportiva.
“É triste que em um espaço tão curto você possa ver esses navios de dois ou mesmo cinco milhões de dólares e pessoas que não têm o suficiente para sustentar a família”, disse à reportagem um dos seguranças da marina, natural de Puntarenas.
“Se essas pessoas tivessem pelo menos um bote para pescar, que as coisas fossem mais iguais… Mas, infelizmente, é a vida. Alguns vão dizer que é mal distribuído, mas nos beneficia que essas pessoas venham investir aqui, porque nos dá trabalho “, completa.
O futuro dos pescadores
De volta a Tárcoles, um grupo de moradores conversa na praia enquanto se protege do sol embaixo de um pequeno quiosque de palha.
A maioria são pescadores, que dizem estar esperando para ver se os colegas tiveram sorte no mar antes de decidir se o tentarão também mais tarde.
O grupo tem uma visão bastante pessimista do futuro. Dizem que 85% do município se dedica à pesca, apesar de muitos não possuírem licença formal para fazê-lo, e do fato de que, em alguns períodos do ano, a atividade seja proibida por conta do defeso, que tem o objetivo de garantir a regeneração da espécie.
“Aqui não tem opção. A fonte de trabalho mais próxima são os hotéis da praia de Herradura ou de Jacó. Então, as crianças de 13 ou 14 anos da cidade já são pescadoras”, diz Antonio Quesada, que se dedica à pesca e à construção civil.
“Muita gente em Tárcoles tem que ir embora. Isso é difícil. Já pensei nisso, mas não quero deixar a família aqui”, afirma o jovem de 27 anos.
Os moradores dizem que na cidade também há “forasteiros ricos” que vivem isolados em condomínios e mansões que podem ser vistas da costa, mas que não sabem quem são nem deixam dinheiro no município. “Nem para construir contratam gente da cidade”, criticam.
Costa Rica, Panamá e suas belezas naturais são atração no Globo Repórter desta sexta (27)
À margem do turismo
Durante a conversa na praia, um grupo de turistas americanos desceu de um pequeno ônibus não muito longe dali. Tiram fotos das lapas (araras coloridas) e vão embora depois de alguns minutos.
A única outra atração turística em Tárcoles são os passeios para ver os crocodilos que habitam o rio de mesmo nome. No passado, alguns moradores ofereciam aos turistas que alimentassem os animais com frango, atirado de cima de uma ponte, mas a atividade foi proibida.
Os moradores reclamam que as atividades turísticas beneficiam poucos na cidade.
“Quanta gente pobre não se beneficiaria se nos autorizassem a colocar barracas de coco e frutas para os turistas? Mas o município não deixa”, critica Emilio Chávez, também pescador, que passou a criar os três filhos sozinho após a morte da esposa, que na época tinha apenas 27 anos.
Aos 54, já com netos, ele mora em uma minúscula construção de madeira e zinco perto da praia, para onde se mudou depois que um temporal levou embora sua antiga casa. Hoje, Chávez teme ter de se mudar mais uma vez, caso uma lei que restringe construções perto da praia possa lhe causar problemas.
“Não temos alternativa. Nossa única opção é pescar e vender o que pegamos. Não há futuro além disso, as oportunidades estão em Jacó e em outras áreas”, ressalta Quesada.
O prefeito do cantão de Garabito (as províncias da Costa Rica estão subdivididas em cantões), porém, nega que Tárcoles seja alijada da administração e afirma que os moradores não querem aproveitar oportunidades de trabalho que reduziriam sua dependência da pesca.
À BBC News Mundo, Tobías Murillo diz que foram oferecidos à população cursos de treinamento para se trabalhar com artesanato e produtos feitos a partir da manga, fruta comum no país, mas pouca gente compareceu.
“É feio dizer, mas há muitas pessoas nesta região que não gostam de trabalhar, que são menos responsáveis ​​porque estão acostumadas que as autoridades lhes deem tudo”, diz o prefeito, que define Tárcoles como “uma cidade conturbada, com pouca iniciativa”.
Murillo comenta sobre um projeto de construção de um grande mercado de frutos do mar para que os pescadores possam vender seus produtos em condições mais higiênicas e diz estar empenhado em tornar a educação nas escolas mais voltada para a realidade da região.
“O turismo é 85% da atividade econômica de Garabito. É preciso capacitar a população para isso, ensinar inglês, formar chefs, assistentes de cozinha, guias… O que estamos fazendo aqui ensinando aos jovens coisas que não têm a ver com isso?”, questiona.
A chave para a educação
Na escola Tárcoles, alguns dos funcionários reconhecem que a situação de vulnerabilidade de muitas famílias e a baixa escolaridade de alguns pais tornam o ensino mais difícil.
Também são um obstáculo as deficiências de infraestrutura, de problemas no telhado às questões de conectividade, que impediu que os professores dessem aulas remotas durante a pandemia. Nesse último caso, os pais recolheram as tarefas impressas e ajudaram as crianças a fazê-las em casa.
Não ter concluído o ensino fundamental é um dos principais obstáculos que Vanessa Vadillo encontra para conseguir emprego. Segundo ela, é difícil conciliar o estudo com a criação das filhas – a alternativa para sobreviver é vender na beira da estrada as galinhas que cria.
Seu marido foi demitido durante a pandemia, mas acaba de conseguir um emprego temporário na cozinha de restaurante, com o qual espera conseguir os 60 mil e 70 mil colones (algo entre US$ 96 e US$ 112, ou de R$ 520 a R$ 610) que estima precisar por mês para conseguir alimentar, “fazendo milagres”, os quatro membros da família e para pagar as contas de água e luz e as fraldas para a filha menor.
Até recentemente, Vanessa recebia um benefício mensal de US$ 120 do Instituto Mixto de Ayuda Social (IMAS), instituição autônoma ligada ao governo federal da Costa Rica. “Eles me consideravam um caso de extrema pobreza. Quando a mulher veio aqui fazer a avaliação, uma cobra passou por cima do pé dela. Três dias depois, o dinheiro tinha sido liberado”, lembra, rindo. O auxílio, entretanto, foi cortado recentemente.
A diretora da regional do IMAS em Puntarenas, Denia Murillo, explica que a conclusão da sexta série é um dos requisitos da carta de compromisso assinada pelas famílias beneficiárias para que continuem recebendo as transferências monetárias.
“Esta é uma das áreas com maior gasto social do país. Ainda assim, é difícil enfrentar a questão da falta de emprego, por isso nossa atuação não está focada em algumas áreas, mas em toda Puntarenas. É como um paciente crônico.”
O desemprego, diz Murillo, fez com que a fila de pedidos de subsídio disparasse nos últimos meses. Hoje, cerca de 2 mil pessoas seguem na lista de espera.
‘Há esperança’
Em relação à situação dos pescadores, a diretora do IMAS descarta que a concessão indiscriminada de licenças de pesca seja uma solução, já que a capacidade do mar é limitada. E afirma que as raízes pesqueiras da região já levaram muitos dos moradores a rejeitar propostas para que pudessem se dedicar a outras áreas de atuação.
“Muitos não têm o ensino fundamental ou não sabem ler ou escrever. Enquanto isso não mudar, eles não terão a oportunidade de fazer mais nada. O nível médio de escolaridade nessa área é chegar à sexta série, e isso me preocupa.”
“Sim, há esperança. Mas devemos incentivar as pessoas a saberem que há várias instituições dispostas a estender a mão, mas elas precisam levantar da cadeira, não se acostumarem com o assistencialismo. Caso contrário, não sairão de onde estão”, acrescenta.
Da porta de casa, na chuva, Vanessa Vadillo diz ser otimista de que um dia poderá tirar a família de lá porque “não é bom ter duas meninas aqui”.
“Se você não sabe pescar, vai passar fome aqui em Tárcoles. Seria bom se fizessem algo para apoiar as mulheres. Talvez muitas de nós não tenhamos estudo, mas queremos progredir”, ela destaca.
Antes de nos despedirmos, um homem vem buscar o pagamento pelas cadeiras onde estamos sentados, que a família teve que comprar parceladas dias atrás.
“Volte na próxima semana para ver se eu posso pagar você”, diz a jovem, sem perder a esperança de que sua situação melhore e que sua filha possa um dia possa visitar Paris.
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Modelo de democracia, Cabo Verde se prepara para eleger novo presidente


Os cabo-verdianos vão às urnas neste domingo (17) para escolher o próximo presidente do país. Sete candidatos concorrem para o cargo atualmente ocupado por Jorge Carlos Fonseca, que deixa o posto após dois mandatos. Na corrida eleitoral cabo-verdiana estão sete candidatos (da esq. para direita): Carlos Veiga, Casimiro de Pina, José Maria Neves, Fernando Rocha Delgado, Joaquim Monteiro, Hélio Sanches e Gilson Alves
Fotomontagem RFI/ Wikipédia/ Captura de tela e RFI
Os cabo-verdianos vão às urnas neste domingo (17) para escolher o próximo presidente do país. Sete candidatos concorrem para o cargo atualmente ocupado por Jorge Carlos Fonseca, que deixa o posto após dois mandatos.
Enquanto muitos países da região enfrentam golpes de Estado ou líderes que fazem tudo para permanecer no poder, o pequeno arquipélago lusófono é visto como um modelo de estabilidade democrática na região africana. 
Cerca de 400 mil eleitores foram convocados para participar do pleito, disputado entre Fernando Rocha Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro. 
Ao contrário dos vizinhos, o Cabo Verde é classificado como um dos melhores países africanos em termos de governança.
A ex-colônia portuguesa, independente desde 1975, viveu sob um regime de partido único até 1990, quando foram realizadas as primeiras eleições democráticas. Desde então, os cabo-verdianos vivem sob um regime politicamente estável, no qual o executivo é controlado pelo primeiro-ministro. 
O atual presidente, no poder desde 2011, não pode tentar um terceiro mandado. Além disso, o candidato eleito tem apenas um papel de representação no exterior, além de designar o chefe do governo em função do resultado das eleições legislativas. 
“Somos um pequeno arquipélago, com uma pequena população. E temos a tradição de governos civis”, resume a socióloga Roselma Evora, para explicar a estabilidade política cabo-verdiana, em uma região na qual as transições políticas nem sempre acontecem de forma pacífica.
“Também temos uma configuração constitucional de separação de poderes, com um sistema parlamentar”, completa, lembrando que mesmo que o chefe de Estado possa vetar a promulgação de uma lei e seja o comandante das Forças Armadas, o essencial do poder se concentra nas mãos do premiê. 
Uma configuração que pode afetar o índice de participação, com eleitores desmotivados com o pleito presidencial. “Não vou votar porque não vai mudar em nada a minha vida, por isso escolho não votar”, declarou Adilson, designer cabo-verdiano ouvido nas ruas da cidade da Praia.
“Se é para ficar à espera numa fila e correr o risco de ficar infectado, acho que não é seguro porque há muitas pessoas que vão votar e sem controle”, disse ainda, lembrando o contexto sanitário. 
Estabilidade política, mas instabilidade econômica 
Além de afetar motivação dos eleitores para ir às urnas, a pandemia também mudou a economia do país. Pois apesar da relativa estabilidade política, o Cabo Verde é dependente do turismo, que representa 25% de seu Produto Interno Bruto. E a Covid-19 acabou estremecendo as finanças cabo-verdianas. 
Em 2019 o arquipélago recebeu 800 mil turistas. Mas em 2020, após anos de crescimento (5,7% e 2019 e 4,5% em 2018), o Cabo Verde registrou uma queda no número de visitantes, seguida de uma recessão histórica, na casa dos 14%. A maioria dos hotéis fechou suas portas e muitos cabo-verdianos, que atuavam no setor, perderam seus empregos. 
Além disso, o Cabo Verde importa 90% do que consome, em parte em razão de sua topografia vulcânica, com apenas 10% do território cultivável, o que cria uma certa fragilidade econômica. O envio de dinheiro da diáspora também representa 14% do PIB segundo o Banco Mundial.
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Fonte: G1 Mundo

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Você viu? Sermão contra armas, ataque de senador americano a brasileiros, capitão Kirk no espaço e perigo na acupuntura


Uma seleção de reportagens publicadas no g1 com as notícias de 11 de outubro a 15 de outubro. Sermão contra armas. ‘Auxílio-Modess’ de Bolsonaro. Reta final da CPI. Viagem do capitão Kirk ao espaço. Miss negra em Santa Catarina. Pulmão perfurado na acupuntura. Mulher mais alta do mundo. Negócio bilionário na venda do Extra. Alta do oceano no Recife. Briga na família Medina. A volta de Adele.
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Sermão ⛪
Para Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida (SP), “para ser pátria amada não pode ser pátria armada”. Ele disse isso durante um sermão, mas que não aconteceu em qualquer missa. O religioso, que também pregou contra fake news, conduzia uma das celebrações do santuário nacional de Aparecida (SP) no dia dedicado à santa da igreja católica, 12 de outubro. Pouco depois desta missa, o presidente Jair Bolsonaro, que adotou como slogan de campanha a frase “pátria armada”, chegou ao local para outras celebrações do dia. Mas frisa-se: Bolsonaro não foi citado pelo arcebispo. 
“E para ser pátria amada não pode ser pátria armada. Para ser pátria amada, seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira”, disse o religioso durante o sermão.
‘Para ser pátria amada não pode ser pátria armada’, diz arcebispo de Aparecida em sermão
📖 Bolsonaro fez uma leitura bíblica e participou do ritual da comunhão; assista
‘Auxílio-Modess’ 🩸
“É isso mesmo? Auxílio-modess?”, questionou Bolsonaro durante sua live semanal. Ao que foi respondido: “auxílio-absorvente”. Segundo o presidente, na hipótese de o Congresso derrubar o veto à gratuidade do item de higiene, o governo encontrará um meio para fornecer o auxílio. Bolsonaro, entretanto, ressalvou que não será “gratuito”. Segundo ele, serão necessários pelos menos R$ 300 milhões para custear a adoção da medida. O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já disse que o veto é “candidatíssimo” a ser derrubado.
Bolsonaro: ‘a gente vai se virar’ para dar ‘auxílio-modess’ se Congresso derrubar veto
Dias antes, ainda sobre o assunto, Bolsonaro chegou a afirmar que, caso o Congresso derrube o veto dele, ele irá “tirar o dinheiro da Educação e da Saúde” para custear a ação.
Miojo, Coca-cola e suco em pó
Os itens de um mercado de SP somavam R$ 21,69. “Roubei porque estava com fome”, disse a mulher ao ser presa em flagrante no fim de setembro. Mãe de 5 filhos, ela só conseguiu ser solta graças a um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. O ministro Joel Paciornik acolheu argumento da Defensoria de que a mulher havia cometido “furto famélico” e, mesmo sendo reincidente, tinha respaldo na lei para ser libertada.
Brasileiros com bolsa de grife 👜
Sem apresentar provas, Lindsey Graham, senador do Partido Republicano dos Estados Unidos, afirmou que 40 mil brasileiros cruzaram a fronteira entre com o México “usando roupas de marcas e bolsas da Gucci” (uma grife de origem italiana). Para ele, a política do presidente Joe Biden para imigração é “muito permissiva”.
“As escolhas políticas de Biden estão pelo mundo. Nós tivemos 40 mil brasileiros só no posto de fronteira de Yuma, indo para [o estado de] Connecticut usando roupas de marcas e bolsas da Gucci. Isso não é mais imigração econômica. As pessoas veem que os Estados Unidos estão abertos e tiram vantagem de nós, e não vai demorar muito para que um terrorista se misture a essa multidão.”
Senador Lindsey Graham participa de audiência no Comitê Judiciário do Senado dos EUA nesta terça-feira (17)
Hannah McKay/Pool via AP
Criança abandonada
Dias antes da declaração de Graham, uma criança de 7 anos de origem salvadorenha foi abandonada na fronteira dos Estados Unidos, como mostra o vídeo abaixo. Os agentes da fronteira acompanharam toda a ação por câmeras de vigilância, mas afirmaram ter esperado o coiote se afastar para que a criança não corresse perigo.
VÍDEO: Coiote abandona criança de 7 anos na fronteira dos EUA
Nunca é tarde 🚀👨‍🦳
Nada de marasmo, crochê, chazinho ou cama. Aos 90 anos, o ator canadense William Shatner, o eterno Capitão Kirk da série “Jornada nas estrelas” (“Star trek”), resolveu que era uma boa hora para dar uma voltinha no espaço. E foi (nem precisamos dizer que ele se tornou a pessoa mais velha a realizar o feito, né?). “Eu espero nunca me recuperar disso […] é muito maior do que eu e do que a vida”, disse ele ao voltar. Shatner voou por 10 minutos na cápsula New Shepard, sem piloto, da empresa Blue Origin, do bilionário Jeff Bezos. A decolagem ocorreu às 11h50 (horário de Brasília), partindo de uma base no Texas, nos Estados Unidos.
O g1 transmitiu evento: reveja MINUTO A MINUTO
Sabe tudo sobre a corrida espacial dos bilionários? Faça o teste e descubra
Foco 🤷‍♂️
Quem pareceu não gostar muito da empreitada de Shatner e Bezos foi o príncipe William. Para a realeza, bilionários deveriam focar em encontrar soluções para salvar o planeta, não se dedicar ao turismo espacial.
“Precisamos de alguns dos maiores cérebros e mentes do mundo concentrados em tentar consertar este planeta, não em tentar encontrar o próximo lugar para se viver”, disse ele à rede BBC.
Imagem do príncipe William em visita a uma escola em Londres, em 11 de março de 2021
Justin Tallis/Reuters
Exaltado após ser humilhado 🙏 🎻
Atacado com ovos durante uma apresentação, o músico Luiz Felipe Salinas Almeida viu sua vida revirar após a repercussão do caso. Além de reconhecimento e solidariedade, ele ganhou uma bolsa de estudos para estudar música e conseguiu trabalho em Santos, litoral de SP. Luiz Felipe Salinas Almeida, que toca violoncelo nas ruas das cidades por onde passa, sustenta um filho pequeno com o dinheiro das apresentações.
“Me senti muito envergonhado, humilhado. As pessoas se revoltaram e uma multidão se formou ao meu redor. Eu não assimilei na hora o que aconteceu, mas queria que as pessoas saíssem de perto de tanto constrangimento que estava sentindo.”
Músico atacado com ovos em SP mostra como é a vida tocando nas ruas de cidade em cidade
Charlatanismo e prevaricação
O relatório final da CPI da Covid, a ser apresentado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) nesta terça-feira (19), deverá pedir indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes, como charlatanismo e prevaricação. segundo apurado pelo blog do Valdo Cruz. Leia todos aqui.
A expectativa é que o relatório seja votado na quarta-feira (20), um dia após ser lido por Renan.
Relatório final da CPI deverá pedir indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes
Assédio, atropelamento, assassinato
A sequência de absurdos impressiona: após assediar verbalmente Vanessa Machowski, Juciano Marinho Gomes jogou o carro pra cima da jovem, que morreu esmagada. Segundo o namorado da vítima, Juciano apresentava sinais de embriaguez. Segundo uma tia, Vanessa “era uma menina que não via maldade nas pessoas” e tinha o sonho de abrir um salão de estética. Entenda o caso aqui.
Após discussão, homem atropela e mata mulher em Itajaí, entenda o caso
Nos EUA, um legista que faz parte das investigações da morte da influenciadora Gabby Petito afirmou que ela foi morta estrangulada.
Racismo e violência policial
Policiais retiram homem paraplégico à força de carro nos EUA
Mais um registro de brutalidade policial contra pessoas negras se espalhou pelas redes sociais. O norte-americano Clifford Owensby, de 39 anos, foi arrancado à força do próprio veículo mesmo após avisar que era paraplégico aos agentes de Dayton, Ohio. O filho dele, de 3 anos, estava dentro do carro. Os oficiais justificaram a abordagem por suspeita de tráfico e encontraram uma bolsa com US$ 22 mil dólares no carro. Clifford, no entanto, não foi acusado por nenhum crime relacionado a drogas, mas por ter película nos vidros, e pelo filho não estar na cadeirinha.
Esperança Garcia 🎭
Não pegou bem a escolha da atriz e ex-BBB Gyselle Soares para o papel de Esperança Garcia, a primeira advogada negra do Piauí, em uma peça de teatro. Ativistas do movimento negro realizaram um protesto em frente ao Theatro 4 de Setembro, no Centro de Teresina, afirmando que a decisão representa o “embranquecimento de uma pessoa negra”. Gyselle disse que entende os comentários, mas que se considera “de todas as cores” e que, como atriz, pode fazer qualquer papel.
Ex-BBB, Gyselle Soares fala sobre críticas por papel de Esperança Garcia
Alfabetização, separação dos filhos, documento histórico… Quem foi Esperança Garcia
História em SC 👑
“Eu vivi a vida inteira de cabelo preso. Lavava ele, deixava secar e já amarrava. Eu me fechava. Ou era um coque ou trança. Estava sempre dependente disso” disse a modelo Bruna Valim. Agora, aos 27 anos, ela venceu o Miss Universo Santa Catarina com os cabelos bem soltos e naturais. Em decisão histórica, Bruna é a primeira mulher negra escolhida pelo concurso em 66 anos.
Saiba quem é Bruna Valim, a primeira miss universo SC negra
Reviravolta no Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores revogou a nomeação de Lucas Nogueira Siqueira para o cargo de terceiro-secretário da carreira de diplomata da pasta. O jovem foi eliminado do concurso por fraude nas cotas raciais, mas conseguiu a nomeação em uma vaga para negros, por decisão da Justiça. O juiz que ordenou a nomeação do candidato, Cristiano Miranda de Santana, voltou atrás na própria decisão e determinou que a medida só ocorra após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não houver mais recursos cabíveis.
Lucas Nogueira Siqueira se autodeclarou negro e foi eliminado do concurso do Itamaraty
Facebook/Reprodução
2,15 ⬆️
É o que tem de comprimento a mulher mais alta do mundo, segundo o Livro Guinness de Recordes. Rumeysa Gelgi é turca e tem 25 anos. Sua altura é devido a uma doença genética rara, chamada Síndrome de Weaver, que provoca outras alterações corporais, além do crescimento acelerado. Por causa de seus problemas físicos, Gelgi não consegue caminhar normalmente. Ela passa a maior parte do tempo em uma cadeira de rodas, embora consiga dar alguns passos com a ajuda de um andador.
Rumeysa Gelgi tem sua altura conferida por uma árbitra do Livro Guinnes de Recordes
Reprodução/GuinnessWorld Records
Briga na família Medina 🏄‍♂️
Acusações, troca de farpas em redes sociais, bloqueios, acordo judicial, divisão de bens. Ufa! Tudo isso faz parte da briga envolvendo o surfista Gabriel Medina, sua esposa, Yasmin Brunet, e a mãe do atleta, Simone Medina. A treta familiar já dura algum tempo, mas ganhou novos capítulos após, segundo o colunista Leo Dias, Simone supostamente comparar Yasmin a uma atriz pornô e criticar também a mãe da modelo, Luiza Brunet. Yasmin negou a existência do vídeo. Entenda a briga aqui.
Yasmin Brunet, Gabriel Medina e Simone Medina: entenda briga entre família
Perigo na fronteira
O sonho da jovem Rhannye Jamilly Borges de Oliveira era estudar medicina. Em busca do seu objetivo, a brasileira natural de Cáceres (MT) se mudou para a região de fronteira do Brasil com o Paraguai para iniciar os estudos no país vizinho. Aos 19 anos, Rhannye foi uma das vítimas da chacina que matou 4 pessoas. Outro brasileiro também foi assassinado: o vereador Farid Afif (DEM). As mortes ainda estão sendo investigadas mas, na tentativa de conter a escalada de violência entre as cidade de Ponta Porã, que fica no Brasil, e a paraguaia Pedro Juan Caballero, os dois países anunciaram uma operação em conjunto. Em Ponta Porã, a Secretaria de Segurança Pública passou a recomendar que as pessoas só andem nas ruas com documentos.
Novo vídeo mostra execução de filha de governador e mais três no Paraguai
Adele e seus parças 🤜 🤛
Apesar do tom bem pessoa estilo fossa, Adele conta com “parças” profissionais para dar um tapa em seus lamentos musicais. Das 34 músicas de seus três álbuns, apenas seis foram escritas sem compositores parceiros: todas da estreia, chamada “19”. Um deles é Dan Wilson, que assina com a cantora “Someone like you” e conversou com o g1. Segundo ele, a balada foi composta em dois dias. No primeiro dia, o hit ficou quase pronto. Eram só duas diferenças da versão que todo mundo conhece: “Não havia ponte e o segundo verso estava terrível.” No dia seguinte, eles se reencontram para trabalhar mais. Leia as histórias de outras músicas aqui.
Adele em foto do álbum ’30’
Divulgação/Sony
Por falar em músicas de Adele… Seis anos depois do seu último lançamento, a cantora divulgou “Easy on me”, primeiro hit do álbum “30”, previsto para o próximo mês. Ouça aqui.
Mordida de lacraia 👄
Já imaginou levar uma mordida de uma lacraia? E se a picada for na boca? Pois foi isso que aconteceu com a jovem Nataly Galdino, que mora em São Vicente, litoral de SP. Ela ficou com o lábio inchado, teve dor e precisou procurar atendimento médico, mas se recupera bem. As lacraias injetam um veneno presente em glândulas do tronco, mas bem pouco tóxico para o ser humano.
“Eu estava dormindo e, no meio da madrugada, senti algo picar meu lábio superior e vi que estava grudada no meu cobertor e a garra na minha boca, mas como estava tudo escuro o que fiz foi puxar”, disse ela.
Estudante ficou com grande inchaço nos lábios após picada por lacraia
g1 Santos
Perigo na acupuntura ⚠️
Que fique claro: acupuntura é método seguro e eficaz, desde que feito por profissionais qualificados e em ambiente adequado. Ainda assim há riscos, como o que aconteceu com a empresária Jessika Aldrey Germiniani, de Sorriso (MT), que procurou uma massoterapeuta com queixas de dores nas costas. Durante uma sessão, ela teve o pulmão perfurado. Ao procurar atendimento médico, Jessika precisou passar por uma cirurgia de emergência.
“Eu senti muita dor na hora, mas ela falou que fazia parte do procedimento e me liberou para ir para casa. No mesmo momento comecei a sentir dor e falta de ar. Cheguei em casa tentei deitar, mas não conseguia e a falta de ar foi aumentando”, relatou a empresária.
Empresária tem pulmão perfurado após realizar sessão de acupuntura em MT
Comida mais cara 🍽️
A alta dos preços da carne refletiu nos valores dos cortes de segunda e de terceira. Açougues relatam que carcaça temperada; pé de galinha e pescoço; e partes de boi, vaca e porco tiveram um aumento de procura e, assim, também encareceram.
“Nas lojas de São Paulo, Minas, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, todos confirmaram que essas carnes foram mais vendidas por conta da crise”, diz o cofundador da Rede Mais Açougues, Diego Moscato. O pé de frango lidera, com um crescimento de 26% no consumo.
Confira a variação dos preços de cortes menos nobres
Daniel Ivanaskas
Preço do ovo branco bate recorde no atacado em SP, principal produtor do país
Veneza brasileira 🌊
Apesar do apelido de ares turísticos que Recife ganhou, as condições que levaram ao aumento do nível da água não têm nada de bonito. Trata-se da capital brasileira mais ameaçada pelo avanço do nível do mar, de acordo com o Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo especialistas, diversos aspectos fazem com que o Recife seja uma cidade tão afetada — como a geografia, a densidade demográfica e até mesmo a desigualdade social. Não quer dizer que a capital vai ser “engolida” pelo oceano, mas sim que tem muitos desafios a enfrentar. O g1 explica ponto a ponto aqui.
O avanço, inclusive, representa um risco para um dos principais cartões postais do Brasil, a praia de Boa Viagem. Clique aqui para ver fotos do século passado e como o local está atualmente.
Praia de Boa Viagem em 1938
Fundaj
Visita surpresa 🦈
Na outra ponta do país, em Santa Catarina, um problema começou a preocupar moradores do estado: o aparecimento de tubarões, aos moldes, mais ou menos, do que acontece em Pernambuco. Três surfistas relataram ter encontrado um tubarão na praia Central de Balneário Camboriú. O animal chegou a encostar em um deles, mas não houve ataque nem feridos. Trata-se da segunda vez que um tubarão aparece na localidade. Para Jules Soto, pesquisador e curador do Museu Oceanográfico da Univali, o aparecimento do bicho tem relação com as obras de alargamento da orla; entenda aqui.
“Isso muito provavelmente tem a ver com a obra de alargamento. Mais precisamente com o fato de estarem tirando sedimentos da jazida e expondo organismos que são utilizados na alimentação de peixes de fundo que estes tubarões se alimentam”, disse Soto.
Obra de alargamento da faixa de areia da Praia Central de Balneário Camboriú no início de outubro
PMBC/Divulgação
Homenagem vetada
Para o advogado Christopher Goulart, neto do ex-presidente João Goulart, o veto de Bolsonaro a uma homenagem ao avô é um “ataque contra a memória”. Presidente deposto pelo golpe militar de 1964, Jango teria seu nome quase que na totalidade da rodovia BR-153, não fosse o veto de Bolsonaro. O presidente argumentou que homenagens não podem ser inspiradas “por práticas dissonantes das ambições de um Estado Democrático”. Não é a primeira vez que ele se posiciona contra Jango. Em 2013, Bolsonaro foi contra a anulação da sessão do Congresso em 64 que abriu espaço para retirada de Goulart do poder.
João Goulart, o Jango; como condição para a posse, militares conseguiram implantar o parlamentarismo no Brasil
Arquivo/Estadão Conteúdo
Negócio bilionário 💰
O Grupo Pão de Açúcar anunciou que deixará de operar com o modelo de hipermercado no Brasil. 71 pontos comerciais da bandeira Extra Hiper passarão a ser operados pelo Assaí, numa transação estimada em R$ 5,2 bilhões. Outras 32 lojas ficaram de fora da venda: 28 serão convertidas para Pão de Açúcar e Mercado Extra, e 4 serão fechadas.
📈 Relembre outros negócios envolvendo empresas brasileiras
Volta às aulas em SP 👩‍🏫
Após quase um ano e meio do início da pandemia, as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias para 100% dos alunos no estado de São Paulo a partir da próxima segunda-feira (18) na rede estadual. A exigência também vale para as escolas privadas, mas elas terão prazos definidos pelo Conselho de Educação para se adaptarem. Os estudantes só poderão deixar de frequentar as escolas mediante apresentação de justificativa médica, ou aqueles que fazem parte do grupo de exceções definidos. Leia perguntas e respostas sobre o tema.
Volta às aulas presenciais em SP: perguntas e respostas
A medida não é unanima e desagrada alguns pais e professores. Aluna do 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Reverendo Jacques Orlando Caminha D’Avila, na Zona Sul de São Paulo, a jovem Thais Ayrala diz que não quer voltar por enquanto. “Eu tomo todos os cuidados para me proteger e proteger minha família, mas não sei se os outros 46 alunos que estudam na minha sala têm o mesmo cuidado”, disse.
Dinheiro extra 🤑
Será que você é um dos cerca de 10,6 milhões de brasileiros que ainda não sacaram o Fundo PIS-Pasep, liberado desde agosto de 2019 para beneficiários de todas as idades? Segundo a Caixa Econômica Federal, são R$ 23,3 bilhões ainda esperando pelos beneficiários. Saiba se você tem direito e o que fazer.
Oooooh, oooh, ooooh! 🤘
Vai ter Coldplay no Rock in Rio de novo, após mais de 10 anos. O grupo inglês será a atração principal do palco mundo no dia 10 de setembro. Veja os shows do Palco Mundo que já foram divulgados para festival em 2022:
🎤 Iron Maiden, Megadeth, Dream Theater e Sepultura (2 de setembro)
🎤 Post Malone, Jason Derulo, Marshmello e Alok (3 de setembro)
🎤Justin Bieber, Demi Lovato e Iza (4 de setembro)
🎤 Coldplay (10 de setembro)
🎤 Dua Lipa e Ivete Sangalo (11 de setembro)
Show do Coldplay em SP
Celso Tavares / G1

Fonte: G1 Mundo

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Pescador russo bate recorde mundial ao fisgar salmão ‘gigante’ de 1 metro


Jovem Konstantin Sherbovich precisou lutar contra o animal por mais de 20 minutos. Peixe foi devolvido para a água após registro para a Associação Internacional de Pesca Esportiva. O russo Konstantin Sherbovich pescou um salmão-do-Atlântico com 100 cm de comprimento
Associação Internacional de Pesca Esportiva
Um pescador bateu o recorde mundial ao fisgar um “salmão gigante” em um rio do norte da Rússia, segundo a Associação Internacional de Pesca Esportiva (IGFA, na sigla em inglês).
O jovem Konstantin Sherbovich pescou o espécime de 1 metro de comprimento do Salmo salar, também conhecido como salmão-do-Atlântico, no rio Khokanta, na região de Murmansk.
Mas não foi fácil, e ele precisou lutar com o animal por mais de 20 minutos até conseguir tirá-lo da água para fazer o registro. Como é adepto da pesca esportiva, o peixe foi devolvido após a medição.
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Peixe com ‘dentes humanos’ é capturado em pescaria nos EUA
A organização reconheceu o recorde apenas no fim de setembro, mas o animal foi fisgado em 11 de julho, durante o verão nesta região bastante fria do Círculo Polar Ártico.
Este já é o sexto recorde internacional de Sherbovich reconhecido pela IGFA. O russo já havia registrado outros feitos no rio Volga e nas Ilhas Seychelles. 
Veja outros peixes monstruosos no vídeo abaixo:
‘Peixes monstruosos’: veja casos de animais enormes ou de formas assustadoras encontrados
O salmão-do-Atlântico vive no Atlântico Norte e anualmente migra pelos rios da Europa – a partir de Portugal e Espanha – para desovar no Mar de Barents (no Ártico).
Na Rússia, o peixe é encontrado também nos lagos da Península de Kola. Na Europa, é bastante comum na Noruega, Suécia e Finlândia – mas ele não chega a ter mais de 75 centímetros.

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto sacode Bali e mata 3 pessoas

Ilha na Indonésia é o principal destino de turistas na região e recentemente foi reaberta a visitantes estrangeiros. Um terremoto de magnitude 4,8 sacudiu Bali, na Indonésia, neste sábado (16), e deixou três mortos. A ilha é o principal destino de turistas na região e acabara de ser reaberta a visitantes estrangeiros – estava fechada por causa da pandemia do novo coronavírus.
O tremor foi detectado em uma área relativamente rasa, a 10 km da superfície, a nordeste da cidade de Banjar Wanasari.
Duas pessoas morreram em casa durante um deslizamento de terra. Outra pessoa morreu na cidade portuária de Karangasem, informaram autoridades.
“O terremoto foi muito forte por cinco segundos”, disse o porta-voz da agência de desastres naturais, Abdul Muhari. “As pessoas entraram em pânico e correram para fora de suas casas”, acrescentou.
O epicentro do tremor foi localizado longe da área mais turística de Bali, que há apenas dois dias reabriu seu aeroporto para voos internacionais.
Em janeiro, mais de 100 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas por um terremoto de magnitude 6,2 na ilha de Sulawesi. Há três anos, mais de 4.300 pessoas morreram ou desapareceram após um potente tremor de magnitude 7,5 em Palu.

Fonte: G1 Mundo

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Nova Zelândia demite seu mago oficial


‘Bruxo’ de 88 anos ganhava mais de R$ 60 mil por ano, na cotação atual, em um contrato com a cidade de Christchurch. Apesar de ter se tornado um símbolo local, declaração recente gerou mal estar. Mago Oficial da Nova Zelândia, em foto de arquivo
Duncan Chen/Flickr
Autoridades neozelandesas encerraram o contrato que tinha com Ian Brackenbury Channell, de 88 anos, que tinha o cargo de Mago Oficial da Nova Zelândia. O rompimento, divulgado nesta sexta-feira (15) pelo jornal britânico “The Guardian”, encerra 23 anos de serviços do bruxo.
Channell era contratado pela cidade de Christchurch para promover a cidade por meio de “atos de bruxaria e outros serviços relacionados”. O mago ganhava, por ano, 16 mil dólares neozelandeses, valor que equivale a mais de R$ 61 mil reais.
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O motivo do rompimento do contrato ainda é motivo de discórdia. Oficialmente, o conselho da cidade de Christchurch, que contratava o mago, disse apenas que decidiu encerrar a parceria. “Ele será sempre parte de nossa história”, disse o porta-voz Lynn McClelland, segundo o “Guardian”.
O mago, porém, dá outra versão: segundo ele, as autoridades decidiram demiti-lo porque ele não mais está “na vibe” da cidade por o bruxo ser um provocador.
“Isso quer dizer que eu sou chato e velho, mas não tem mais ninguém como eu em Christchurch”, afirmou o mago.
Além disso, recentemente, o bruxo idoso mandou mal demais. Em abril, em uma demonstração de machismo inaceitável, ele disse: “Nunca bata em uma mulher porque elas ficam com marcas no corpo muito facilmente, e elas vão contar aos vizinhos e amigos e colocar você em problemas”.
Perguntado pela imprensa local se ele amaldiçoaria as autoridades que o demitiram, o mago disse apenas que gostaria de abençoar.
“Eu dou às crianças sonhos felizes, boa saúde, e quero fazer os burocratas se tornarem mais humanos”, afirmou.
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Fonte: G1 Mundo