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Conheça Lucy, a missão que a Nasa envia no sábado para explorar os asteroides de Júpiter


Depois de receber impulsos da gravidade da Terra, Lucy embarcará em uma jornada de 12 anos para oito asteroides diferentes em busca de pistas sobre a formação do sistema solar. Ilustração mostra a espaçonave Lucy passando por um dos asteroides perto de Júpiter.
Southwest Research Institute/Nasa
A Nasa está pronta para enviar, na manhã de sábado (16), sua primeira espaçonave destinada a estudar os asteroides troianos de Júpiter. A meta da missão é obter novas perspectivas sobre a formação do sistema solar 4,5 bilhões de anos atrás.
Planeta parecido com Júpiter na órbita de estrela anã dá pistas do que pode ocorrer com a Terra após morte do Sol
A sonda, chamada Lucy em homenagem a um antigo fóssil que ajudou na compreensão da evolução da espécie humana, será lançada a partir da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida.
A missão é investigar o grupo de corpos rochosos que circundam o sol em dois agrupamento, um precedendo Júpiter em seu caminho orbital e o outro seguindo atrás dele.
Análises mostraram que os asteróides que seguem o sol na mesma órbita de Júpiter são uniformemente escuros com um toque da cor vinho e têm superfícies foscas que refletem pouca luz solar.
NASA/JPL-Caltech
Depois de receber impulsos da gravidade da Terra, Lucy embarcará em uma jornada de 12 anos para oito asteroides diferentes: um no cinturão principal entre Marte e Júpiter e então sete troianos.
“Apesar do fato de que realmente estão em uma região muito pequena do espaço, eles são muito diferentes fisicamente um do outro”, explicou aos repórteres Hal Levison, o principal cientista da missão, sobre os asteroides troianos, que são mais de 7 mil no total.
“Por exemplo, eles têm cores muito variadas, alguns são cinza, alguns são vermelhos”, acrescentou ele. As diferenças indicam a que distância do sol eles podem ter se formado antes de assumir sua trajetória atual.
“O que quer que Lucy encontre nos dará pistas vitais sobre a formação de nosso sistema solar”, afirmou Lori Glaze, diretora da divisão de ciência planetária da Nasa.
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A sonda voará a uma distância de até 400 quilômetros da superfície de seus objetos alvo, e usará instrumentos de bordo e grandes antenas para investigar sua geologia, incluindo composição, massa, densidade e volume.
A nave foi construída pela Lockheed Martin e inclui mais de três quilômetros de fios e painéis solares que, empilhados, teriam a altura de um prédio de cinco andares.
Será a primeira movida a energia solar a se aventurar tão longe do sol, e observará mais asteroides do que qualquer outra nave espacial anterior. O custo total da missão é de 981 milhões de dólares.
Os pesquisadores que descobriram o fóssil Lucy na Etiópia em 1974 a nomearam em homenagem à música dos Beatles “Lucy in the Sky with Diamonds”, que estavam ouvindo alto no acampamento da expedição.
Em homenagem a essa herança, o logo oficial da missão da Nasa tem forma de diamante.
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Fonte: G1 Mundo

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Comitê de agência americana recomenda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Janssen

Imunizante é aplicado em regime de dose única. Dose ‘extra’ poderá ser aplicada após dois meses da primeira aplicação para adultos nos EUA. Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson)
Um comitê consultivo independente da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) recomendou nesta sexta-feira (15) uma dose de reforço para a vacina da Janssen contra a Covid-19.
O imunizante, desenvolvido pela braço de vacinas da farmacêutica Johnson & Johnson, é aplicado em regime de dose única. A recomendação é que a “dose extra” seja aplicada dois meses após a primeira.
A recomendação do comitê independente não é definitiva, e nem obrigatória, mas a agência reguladora normalmente a segue à risca.
Reforço no Brasil
No fim de agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que a farmacêutica informasse sobre a necessidade de dose de reforço ou de revacinação do seu imunizantes contra a Covid-19.
O objetivo, segundo a Anvisa, era de antecipar informações que permitam avaliar o cenário em torno da necessidade ou não de doses adicionais das vacinas em uso no Brasil.
O órgão também informou que pediu que a Janssen agende uma reunião com os técnicos da Agência para discutir dados disponíveis sobre a questão.
O imunizante da Janssen é o único em uso no Brasil que é administrado em apenas uma dose. Ele tem autorização para uso emergencial, aprovado em março.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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OMS prepara plano contra abusos sexuais por parte de seus trabalhadores


uma comissão independente de inquérito publicou um relatório ruim para a OMS denunciando que 21 trabalhadores da OMS cometeram agressões sexuais contra dezenas de pessoas na RDC durante a epidemia de ebola entre 2018 e 2020. Equipe da Organização Mundial de Saúde (OMS) trabalha durante surto de ebola na República Democrática do Congo.
OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS), envolvida num escândalo de abuso sexual por alguns de seus trabalhadores na República Democrática do Congo (RDC), prometeu “tolerância zero” e está preparando um plano de ação.
Em 28 de setembro, uma comissão independente de inquérito publicou um relatório ruim para a OMS denunciando que 21 trabalhadores da OMS cometeram agressões sexuais contra dezenas de pessoas na RDC durante a epidemia de ebola entre 2018 e 2020.
Após a revelação desses abusos, dezenas de países, incluindo os Estados Unidos e algumas nações da União Europeia, exigiram um “compromisso total” da OMS contra essas agressões num comunicado conjunto.
O chefe da agência da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, revelou o plano de ação aos membros da OMS na quinta-feira.
A apresentação do documento final ocorrerá nos próximos dias.
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Fonte: G1 Mundo

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Cães e humanos podem ter habitado a América Central há 12 mil anos


Fóssil de mandíbula pode ser a chave para determinar quando a presença no continente começou.
Gabriel Moreira/Secom Maceió/Divulgação
Um fóssil de mandíbula poderia ser a chave para determinar que há 12 mil anos os cachorros habitaram a América Central, junto com animais gigantes, segundo um estudo de pesquisadores latino-americanos. E se havia cachorro, havia humano.
Montanhas de ossos de até 7 mil anos são descobertas em caverna
Em 1978, foi encontrado em Nacaomé, na província de Guanacaste, no noroeste da Costa Rica, um depósito com restos ósseos do final do Pleistoceno (entre 12 mil e 10 mil anos a.C.). As escavações feitas no início da década de 90 encontraram restos de um cavalo gigante do gênero Equus sp, de um gliptodonte (um tatu grande), de um mastodonte e uma porção de mandíbula que foi rotulada como de um coiote.
No entanto, “nos parecia muito estranho que houvesse um coiote no Pleistoceno, ou seja, há 12.000 anos. Quando começamos a ver os restos ósseos, vimos características que poderiam ser de um cachorro”, explica à AFP o pesquisador costa-riquenho Guillermo Vargas.
Em busca do “Xulo”
“Então procuramos mais, escaneamos e o scanner melhora o que é um nônio (unidade de medida de precisão) e nos fornece dados de que é um cão convivendo com pessoas há 12 mil anos na Costa Rica”, comenta Vargas.
“Pesquisamos muito a história dos canídeos, porque são traço de presença humana (…). Achávamos estranho que essa peça se classificasse como um coiote, porque o coiote só chegou na Costa Rica no século XX”, acrescenta.
No caso do cachorro, quando é doméstico, “a mandíbula muda, os dentes têm menos cúspides, são menos pontiagudos” e não servem “para destruir ossos e carne”, detalha Vargas.
“O cachorro come os restos de comida humana. Sua dentição não é tão determinante para sobreviver; a caça de grandes presas é feita em cumplicidade com seus companheiros humanos. Esta peça reflete a diferença”, explicou.
Vargas, a especialista em novas tecnologias Natalia Rodríguez, também costa-riquenha, e a gestora cultural nicaraguense Myrna Báez fazem parte de um grupo multidisciplinar e transfronteiriço que, com o apoio da Universidade Nacional Autônoma do México, investiga há seis anos a relação das culturas pré-hispânicas com esses animais.
Seu trabalho de pesquisa faz parte do Projeto “Xulo”, cujo nome refere-se à ‘cão’ no idioma original da zona arqueológica de Gran Nicoya.
E as pessoas?
O biólogo e zooarqueólogo Raúl Valadez Azúa, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da UNAM e que assessora o projeto Xulo, observa imagens do fóssil e insiste que poderia pertencer ao ‘melhor amigo do homem’.
De acordo com as teorias de povoamento da América, o ser humano emigrou da Ásia pelo Estreito de Bering, uma porção de mar entre a Sibéria e o Alasca, quando o nível do mar desceu e o fundo ficou exposto, como uma plataforma terrestre, durante a última grande glaciação.
“Os primeiros cães domesticados entraram no continente há aproximadamente 15.000 anos, fruto da migração dos asiáticos pelo Estreito de Bering. E nunca houve cães sem pessoas. Elas se moveram de norte a sul como parte de grupos de caçadores e coletores”, explicou Valadez à AFP por telefone.
Embora haja evidência de migração humana no México, Chile ou na Patagônia, nenhuma foi encontrada na América Central. A presença de cachorros confirmaria que também havia gente com eles.
“O binômio cão-humano é inseparável. Não há cães sem humanos (…). Às vezes, as pessoas não se aprofundam no que pode significar uma descoberta dessas, mas isso pode reconstruir a história do ser humano”, disse Valadez.
“É quase certo que os muito poucos cachorros que conseguiram passar pela América Central e chegar à América do Sul, onde conseguiram se estabelecer de fato, devem ter cruzado áreas estreitas e perigosas”, acrescenta.
Entre eles estariam os cães sem pelo, que datam de 1,6 mil anos, representados em peças arqueológicas do México e Peru.
Drones levam comida para cães presos por causa da erupção do vulcão Cumbre Vieja

Fonte: G1 Mundo

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Análise: Tempos imorais


A escalada do combate aos abusos dos paraísos fiscais aponta para a urgência de uma ação global para estancar a sangria de evasão de impostos. Jerôme Cahuzac, condenado a dois anos de prisão por sonegação e lavagem de dinheiro, em foto de fevereiro de 2012
Mathieu Delmestre Solfé Communications/Parti Socialiste/Flickr
Em maio de 2018, Jerôme Cahuzac, um político da ala direita do Partido Socialista francês e defensor intransigente dos cortes nos gastos públicos, foi condenado a dois anos de prisão fechada, 300 mil euros de multa e 5 anos de inelegibilidade, por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Cazuhac, um médico que foi consultor do Ministério da Saúde antes de se tornar prefeito, deputado e presidente da comissão de finanças no parlamento para depois assumir as rédeas do orçamento no Ministério da Economia do governo François Hollande, multiplicou sua fortuna graças a fundos protegidos em paraísos fiscais na Suíça e em Singapura.
É natural que o caso Cazuhac seja lembrado no momento em que os chamados Pandora Papers expõem, de forma nua e crua, uma lista de personalidades que acumulam ativos offshore em pleno exercício de suas atividades a serviço de seus Estados. Mais ainda porque, em 2013, o governo respondeu às suspeitas que pesavam sobre um de seus ministros com a criação de um Alto Comissariado pela Transparência da Vida Pública encarregado de receber, controlar e divulgar as declarações de interesse e os movimentos de patrimônio de todos os seus nomeados.
Não seria correto afirmar que Cazuhac tenha sido o elemento detonador da onda de sucessivas denúncias de evasão fiscal que atingem 0,1% dos humanos que vivem na Terra como se fossem deuses do Olimpo. Os Pandora Papers – 12 milhões de documentos esquadrinhados por um exército de profissionais do Consorcio Internacional de Jornalistas de Investigação que acabam de vir a público – fazem parte de um elo de “fugas” sistemáticas de informações que impactam a estrutura viscosa e opaca dos centros offshore, um pilar do capitalismo financeiro contemporâneo. Uma guerra que, por coincidência, foi iniciada quando o caso Cazuhac eclodiu, em 2012.
Offshore leaks, 2013; Hong-Kong leaks, 2014; Lux leaks, 2015; Panama Papers, Bahama Leaks e Football leaks, 2016; Money Island, Malta files, e Paradise Papers, 2017; Dubai Papers, 2018; FinCen files, 2020; OpenLux, e Pandora Papers, 2021: em apenas sete anos, o mundo começou a entender melhor o formigueiro por onde se movimentam advogados, contadores, consultores financeiros e “laranjas” especializados em criar empresas de fachada para camuflar a fortuna de seus clientes. Fica mais evidente o significado da expressão “otimização fiscal” como atividade corriqueira a serviço das multinacionais gigantes e dos super ricos, tanto quanto à lavagem de dinheiro do tráfico de armas, de drogas e outros ramos do crime organizado internacional.
O que é relevante no caso Cazuhac é o rigor da justiça francesa sobre o conflito de interesses de um agente público em posição de acesso a informações privilegiadas e seu patrimônio financeiro. O que é relevante nos conjuntos de leaks que marcam a segunda década do século XXI é o rigor que vem sendo cobrado dos Estados democráticos para estancar a sangria da evasão fiscal legalizada pelas finanças offshore.
Especialistas da Rede de Justiça Fiscal, associação que monitora duas vezes por ano os movimentos de capital em paraísos fiscais, calculam que cerca de 245 bilhões de dólares deixaram de ser recolhidos este ano pelos Estados em todo o planeta. Uma vez que impostos são, em última instância, o mais poderoso instrumento de distribuição de renda e qualidade de vida, é simples explicar como a deriva de um sistema que alimenta a desigualdade e a corrupção tende a empurrar o mundo para uma era de autoritarismo crescente e de fratura do Estado de Direito.
As finanças offshore têm uma longa história, e vêm na esteira das duas grandes expansões do capital internacional – a primeira ao final do século XIX e início do XX, e a segunda nos anos 1970, quando a “era da globalização” sepultou os “trinta anos gloriosos” do capitalismo produtivo ocidental e progressivamente deslocou os centros financeiros para o coração do sistema.
‘Não há conflito de interesse de jeito nenhum’, diz Guedes sobre offshore
O velho clichê dos ricos se banhando ao sol das ilhas caribenhas já pode ser considerado ultrapassado no século XXI; elas constituem uma pequena mancha no mapa das finanças offshore que vicejam pelo globo terrestre. Da lista dos maiores paraísos responsáveis pela evasão fiscal nos dias de hoje constam estados americanos especializados na atração do capital estrangeiro, como o estado de Dakota do Sul, que concentra a maior parte dos documentos relativos aos Estados Unidos vazados pelos Pandora Papers. Dela fazem parte também o Panamá, a Holanda, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita: paraísos fiscais são onipresentes nos quatro cantos do mundo.
Em sua adesão ao combate à opacidade e sonegação normalizadas por um sistema que as considera legais, a União Europeia passou a publicar, a partir de 2017, uma “lista negra” de países e territórios não cooperativos com a transferência fiscal. Mas grande parte dos especialistas defende que só uma convenção global fiscal, regulada por um órgão como as Nações Unidas, pode elaborar um cadastro financeiro público comum, com base em informações fornecidas por cada país sobre residência e declarações de patrimônio. É o que sugere o renomado economista Thomas Piketty, convencido da urgência de uma ação coletiva: “renunciar à soberania fiscal é encorajar o separatismo dos ricos”, ele adverte, “e as consequências para a humanidade serão terríveis nos próximos anos”.
Em 2012, ao interpelar o vice-presidente da Google diante da Comissão Parlamentar britânica de contas públicas, a deputada trabalhista Margaret Hodge perdeu a paciência com os argumentos sobre a “legalidade” do uso de paraísos fiscais para impedir que os lucros estratosféricos de uma das maiores multinacionais do mundo fossem taxados nos próprios países de onde foram extraídos. “Não se trata de ser ou não legal”, disse Hodge. “Eu o acuso de ser imoral”.
Na encruzilhada em que o capitalismo contemporâneo se encontra, a imoralidade como regra só será combatida se exemplos como a condenação de Jerôme Cazuhac deixarem de ser exceção e se tornem a regra geral.
Elizabeth Carvalho é correspondente da GloboNews e da TV Globo em Paris.

Fonte: G1 Mundo

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O que se sabe sobre assassinato de parlamentar britânico morto a facadas


Ele foi atacado enquanto se encontrava com eleitores no sul da Inglaterra. O parlamentar britânico Sir David Amess, do Partido Conservador, morreu após ser esfaqueado em Essex, na Inglaterra.
Getty Images/Via BBC
O parlamentar britânico Sir David Amess, do Partido Conservador, morreu após ser esfaqueado em Essex, na Inglaterra.
A polícia disse que um homem de 25 anos foi preso sob suspeita de assassinato após o ataque, em uma igreja na cidade de Leigh-on-Sea.
Parlamentar inglês morre após ser esfaqueado durante encontro com eleitores em uma igreja
A polícia disse que encontrou uma faca que teria sido usada no crime e que não está procurando mais nenhum suspeito.
Amess, de 69 anos, era membro do Parlamento desde 1983. Era casado e tinha cinco filhos.
Fachada do local onde o parlamentar David Amess foi esfaqueado, em 15 de outubro de 2021
Andrew Couldridge/Reuters
O secretário de Saúde, Sajid Javid, disse que ele foi “um grande homem, um grande amigo e um grande parlamentar, morto enquanto cumpria seu papel democrático”.
“O pior aspecto da violência é sua desumanidade. Ela rouba a alegria do mundo e pode tirar de nós aquilo que mais amamos”, afirmou o chanceler Rishi Sunak.
“Hoje foi perdido um pai, um marido e um colega respeitado. Todos os meus pensamentos e orações estão com os entes queridos de Sir David”, disse Sunak.
Amess estava realizando um evento onde os eleitores podem encontrar seu representante e discutir suas preocupações. O encontro acontecia na Igreja Metodista de Belfairs.
Foto sem data de David Amess
Chris McAndrew/AP
A polícia do Condado de Essex disse ter recebido relatos de um esfaqueamento pouco depois das 12h (horário local) e encontrou o parlamentar ferido. Ele foi atendido por serviços de emergência, mas morreu no local.
Amess foi o segundo parlamentar britânico ser morto nos últimos cinco anos, após o assassinato da parlamentar trabalhista Jo Cox, em 2016.
Veja abaixo um vídeo sobre o assassinato de Jo Cox.
Parlamentar britânica Jo Cox morre após sofrer ataque na Inglaterra
Ela foi morta na frente de uma biblioteca em West Yorkshire, onde faria um encontro com eleitores.
O vereador John Lamb disse à BBC que Sir David transferiu seus eventos para diferentes locais do distrito “para encontrar o povo” e disse que o ataque foi “absolutamente terrível”.
“Perdemos um parlamentar muito bom, que trabalhava para todos”, disse Lamb. “Não importava quem você era, não importava sua religião ou cultura. Se você tivesse um problema, ele ajudaria você a resolver.”
O presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, disse que este “é um incidente que afetará toda a comunidade parlamentar e todo o país.”
Ele disse que ficou chocado e profundamente angustiado com a morte de um “homem adorável”, e afirmou que nos próximos dias a segurança dos parlamentares passará por uma revisão.
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, do Partido Trabalhista, disse que estava “profundamente triste” e descreveu Sir David como “um grande servidor público”.
O líder liberal democrata, Sir Ed Davey, disse que foi “um dia verdadeiramente terrível para a política britânica” mas que suas orações eram principalmente por todos os entes queridos de David Amess.
A correspondente da BBC para política, Helen Catt, afirma que as diferenças políticas foram colocadas de lado neste momento.
“Os parlamentares estão unidos e expressam seu choque, tristeza e carinho por um colega e amigo”, analisa ela.
“Muitos deles passaram o dia em igrejas, supermercados e ruas fazendo exatamente a mesma coisa que Sir David Amess fazia: encontrando seus eleitores face a face”, afirma Catt.
Segundo sua análise, a morte de Amess represente, para os parlamentares, tanto uma tragédia pessoal quanto um lembrete dos perigos reais que todos eles enfrentam.
Quem foi Sir David Amess?
Sir David Amess foi parlamentar por quase quarenta anos, tendo entrado no Parlamento em 1983. Membro do Partido Conservador, ele não foi ministro e nunca teve um cargo oficial no partido .
Católico, Amess era conhecido por suas posturas políticas e sociais conservadoras. Era militante contra o aborto e em favor dos direitos dos animais.
Ele também era conhecido por defender a região que representava, incluindo uma longa campanha para conquistar o status de cidade para o vilarejo de Southend.
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Fonte: G1 Mundo

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Homem acusado de matar crianças é linchado após fugir de prisão no Quênia


Autoridades dizem que Wanjala confessou a morte de diversos menores de idade nos últimos 5 anos e matava as vítimas ‘às vezes chupando o sangue de suas veias, antes de executá-las’. Masten Milimo Wanjala, suspeito de assassinar crianças no Quênia, é fotografado na parte de trás de um caminhão da polícia nos arredores da capital Nairóbi, em 14 de julho de 2021. Ele foi linchado em 15 de outubro de 2021 por uma multidão, perto de sua casa em Bungoma, após fugir da delegacia onde estava preso.
AP
Um homem de 20 anos, que foi preso por suspeita de assassinar crianças em série no Quênia, foi linchado pela população nesta sexta-feira (15), após fugir da delegacia na véspera do seu julgamento e ser reconhecido em sua cidade natal.
Masten Milimo Wanjala havia sido detido em 14 de julho, após duas crianças desaparecerem, e a polícia diz que ele confessou não só a morte das duas vítimas, mas a outros dez menores de idade nos últimos cinco anos.
Segundo a Direção de Investigações Criminais (DCI) do Quênia, o suspeito matava as vítimas “às vezes chupando o sangue de suas veias, antes de executá-las”.
Wanjala deveria ser julgado na quarta-feira (13) em Nairóbi pelo assassinato a sangue frio dos garotos, que tinham 12 e 13 anos, mas fugiu de sua cela.
Ele estava detido em uma delegacia na capital queniana e foi encontrado e morto em sua cidade natal, Bungoma, a mais de 400 km de onde fugiu, após ser reconhecido e capturado pela população local (veja no mapa abaixo).
“Foi reconhecido pelas crianças”, disse Bonface Ndiema, uma autoridade local. “A informação se espalhou, então os moradores foram atrás dele. Ele invadiu a casa de um morador, mas foi descoberto e linchado”.
A DCI afirmou que estava “em seu encalço no oeste do Quênia, mas infelizmente ele foi localizado por moradores em Bungoma e espancado até a morte antes que nossos agentes o prendessem novamente”.
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Fonte: G1 Mundo

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O ultradireitista que virou fenômeno eleitoral na Argentina


Sem experiência política, economista Javier Milei tenta conquistar espaço abusando da retórica agressiva contra elites políticas e a esquerda. Ele também se mostra satisfeito ao ser comparado a Bolsonaro e Trump. Imagem de Javier Milei de uma conta de redes sociais
Reprodução/instagram.com/javiermilei
Sem experiência política, um professor de economia que exibe retórica agressiva e provocativa contra a classe política e a esquerda tenta romper a velha polarização partidária na Argentina.
Javier Milei, de 50 anos, é o líder do Liberdade Avança, um partido que se pinta como “libertário”, mas que exibe paralelos com movimentos da extrema direita mundial, como o trumpismo e o bolsonarismo.
Javier Milei, de jaqueta preta, durante campanha em Buenos Aires, em imagem de seu perfil em redes sociais
Reprodução/instagram.com/javiermilei
Juntamente com outras pequenas legendas que se dizem libertárias e políticos de extrema direita, o partido fundou uma lista para os próximos pleitos parlamentares, em 14 de novembro. Nas pré-eleições de setembro – uma peculiaridade do sistema eleitoral da Argentina – o Liberdade alcançou 13% dos votos, o suficiente para estar em todas as cédulas no pleito de novembro e alçando Milei a líder da terceira força política de Buenos Aires. Os planos do grupo, porém, são mais ambiciosos e incluem disputar a Presidência em 2023.
Argentina volta a usar congelamento de preços para conter a alta da inflação
Seu eleitorado é principalmente de jovens, muitos dos quais parecem ter se entusiasmado com a aparência pouco convencional de Milei e a retórica agressiva do economista contra o establishment argentino. Antigo cantor de uma banda de rock, Milei com frequência se apresenta de jaqueta de couro em comícios nos quais os participantes gritam slogans como “Estão com medo, os esquerdistas estão com medo”. Os cabelos densos, sempre desgrenhados e apontando em todas as direções, lhe valeram o apelido “Peluca” (Peruca).
Imagem de redes sociais de Javier Milei mostram o candidato, que foi goleiro profissional. durante um ato de campanha
Reprodução/instagram.com/javiermilei
Com Bolsonaro e Trump contra o socialismo
Não é só o estilo anticonvencional que suscita comparações com o ex-presidente americano Donald Trump ou seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro. Para Javier Milei, o paralelo não poderia ser mais lógico: “Nossa linha comum é a luta contra o comunismo, contra o socialismo”, pontifica.
Com Trump ele tem em comum, além disso, o passado de personalidade da TV. Só que não num reality-show, mas sim explicando a economia aos argentinos, durante anos, em magazines de notícias e talkshows. Como Trump e Bolsonaro, ele também tenta emplacar sua figura como um outsider contra uma “velha política”.
Assim como ocorreu com o presidente brasileiro, seu fãs nas redes sociais produzem memes e vídeos enaltecendo sua figura. Recentemente, Milei realizou lives com o deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro. “Não só adoramos deixar os esquerdistas loucos, mas também nos une a liberdade”, afirmou o filho do presidente Jair Bolsonaro sobre esses encontros.
As frases de efeito de Milei, muitas vezes recheadas com palavrões, mostram apelo fácil. Num programa de humor, ele explica a seu dublê satírico: “O direitista não te deixa ir para a cama com quem quiseres, o esquerdista não te deixa fazer negócios com quem queiras. O libertário não liga nem com quem fazes negócios, nem com quem vais para a cama.”
Em outras ocasiões, apela para a agressividade. “Classe política de merda, bandida, parasitária, jamais irei contra a propriedade privada, contra a liberdade, aumentar um imposto”, disse num comício.
Milei também vem se beneficiando da queda de popularidade do presidente, da má administração da pandemia e do persistente mau desempenho econômico do país, além dos rotineiros casos de corrupção que envolvem a classe política argentina.
Libertário?
Alguns dos argumentos de Milei seguem a doutrina econômica da Escola Austríaca, cujos principais representantes são o economista Ludwig von Mises, o ganhador do Prêmio Nobel Friedrich von Hayek e o anarco-capitalista americano Murray Rothbard. Sua ideia central é que um Estado mínimo é o melhor para o povo.
Mas o autoproclamado libertarianismo de Milei mostra contradições e é apontado por críticos como uma mera roupagem para esconder sua natureza de extrema direita.
Por um lado, Milei defende ideias tradicionais dessa corrente, como a oposição à arrecadação de impostos e benefícios sociais, que seriam antissociais por colocar os cidadãos na dependência do Estado e dos políticos que fazem promessas. O grupo político de Milei também defende pautas como a flexibilização do armamento pela população, o casamento igualitário e a legalização das drogas.
Mas o libertarianismo para por aí. Milei e seus apoiadores são contra o aborto e mostram sintonia com ultradireitistas que tentam pintar um retrato falso da ditadura do país. Eles se opõem, por exemplo, aos processos judiciais contra torturadores do regime, afirmando que o mesmo não ocorre com ex-guerrilheiros de esquerda.
Uma das candidatas da lista de Milei é Victoria Villarruel, que dirige uma organização que exige reparações a pessoas que ela considera vítimas da ação de guerrilheiros.
“Não está claro se todos entendem o que defendem. Para alguns, a liberdade é econômica; para outros, é acabar com a esquerda”, disse o cientista político Diego Reynoso, da Universidade de San Andrés, ao jornal “O Globo”.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Beach party’ na Arábia Saudita: biquínis, bebidas sem álcool e sem segregação de gênero


País ultraconservador e rico em petróleo embarcou em campanha de reformas econômicas e sociais há 4 anos, sob a liderança do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman. Pessoas participam de festa no resort Mar Vermelho Saudita, em Jeddah, capital da Arábia Saudita, em 17 de setembro de 2021
Fayez Nureldine/AFP
Para Asma, uma saudita de 32 anos, passar um dia na praia com seu namorado era algo impensável em seu país ultraconservador. Mas hoje, em uma praia no oeste do reino da Arábia Saudita, ela se alegra por poder viver uma vida “normal”.
“Estou feliz por poder vir à praia e viver um momento bom. É um sonho”, disse, vestida com um traje de banho ainda molhado, coberto por uma camiseta azul.
Há quatro anos, o rico país em petróleo embarcou em uma campanha de reformas econômicas e sociais, sob a liderança do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman.
As mulheres agora podem dirigir, os cinemas reabriram e não há mais segregação por gênero em eventos esportivos e musicais (veja no vídeo abaixo).
Sem Fronteiras: A nova vida das mulheres na Arábia Saudita
Essa abertura foi, no entanto, acompanhada de uma política implacável contra os críticos do príncipe herdeiro (veja mais abaixo), e muitas ativistas dos direitos das mulheres estão detidas.
Em Pure Beach, uma praia para homens e mulheres a 100 km de Jeddah (cidade conhecida por ser a mais aberta do país), é possível esquecer, ao menos por um momento, que se está na Arábia Saudita.
Pagando uma taxa de entrada de 300 riais (cerca de R$ 440), as mulheres podem se banhar nas águas do Mar Vermelho de biquíni.
Homens e mulheres podem fumar narguilé sobre a areia branca ou passear com seus animais de estimação. Mas o álcool está oficialmente proibido, assim como em todo reino.
Banhistas brincam em parque aquático flutuante em Pure Beach, no Mar Vermelho, a cerca de 125 km ao sul da cidade de Jeddah, em 17 de setembro de 2021
Fayez Nureldine/AFP
Os casais não são obrigados a apresentarem uma certidão de casamento na entrada, como costuma acontecer em outros lugares, como nos hotéis.
Mas todos que comparecerem devem deixar seus celulares na entrada para garantir a privacidade, segundo um funcionário da King Abdullah Economic City, a nova cidade onde se encontra Pure Beach.
‘Paraíso’
Após o pôr do sol, a praia se transforma em uma festa ao ar livre, com meninas que dançam ao ritmo da música ocidental.
“Me surpreendeu encontrar esse tipo de liberdade e abertura. É como nos Estados Unidos”, disse à AFP Mohamed Saleh, um engenheiro que acaba de retornar ao reino após uma década fora.
Mulher dança com bambolês durante festa no resort Mar Vermelho Saudita, em Jeddah, em 17 de setembro de 2021
Fayez Nureldine/AFP
Antes, os sauditas precisavam viajar para o exterior — para outros países do Oriente Médio ou para a Europa — se quisessem desfrutar deste tipo de liberdade.
“Há alguns anos, não podíamos ouvir música e ir à praia, então para nós isso é um paraíso”, diz empolgada Hadil Omar, uma egípcia que cresceu na Arábia Saudita.
Pure Beach não se dirige exclusivamente aos habitantes do reino. Também pretende atrair os turistas, disse à AFP Bilal Saoudi, responsável pelo setor de eventos da cidade.
A Arábia Saudita emitiu seus primeiros vistos turísticos em 2019 e anunciou que deseja atrair 30 milhões de turistas todo o ano até 2030.
O desenvolvimento do turismo é um dos pilares do “Vision 2030”, o ambicioso plano de reformas iniciado pelo príncipe herdeiro para reduzir a dependência da economia saudita do petróleo.
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Mohammad bin Salman é denunciado na Alemanha por crimes contra a humanidade
Tentativas de reforma do príncipe da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman são ofuscadas por acusações de violações dos direitos humanos
Reuters
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Fonte: G1 Mundo

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Tiroteio próximo ao aeroporto internacional da Cidade do México deixa feridos, diz polícia

Disparos foram registrados no acesso ao Terminal 2. Duas pessoas foram feridas e o suspeito pelos tiros, detido. Um tiroteio deixou ao menos duas pessoas feridas próximo ao Terminal 2 do aeroporto internacional da Cidade do México nesta sexta-feira (15), segundo a polícia local.
“Após os disparos, agentes da polícia detiveram um homem que carregava uma arma de fogo. Relatos iniciais indicam que se tratava de uma agressão direta e o suspeito, que também se feriu, está sob custódia em um hospital.”
Imagens transmitidas pela emissora Telediario mostram uma SUV de cor preta com buracos à bala no para-brisa, além de uma motocicleta que foi destruída em uma aparente batida, jogada no chão.
As operações do aeroporto, que é o maior do México, não foram afetadas, segundo comunicado da empresa responsável pela gestão do espaço.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo