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Israel descobre gigantesca fábrica de produção de vinho de 1.500 anos


No local, foram encontradas grandes prensas, milhares de fragmentos de garrafas e locais de armazenamento do vinho. Fábrica seria a maior de sua época, com uma produção anual de 2 milhões de litros. Israel descobre gigantesca fábrica de produção de vinho de 1.500 anos
MENAHEM KAHANA / AFP
As autoridades israelenses apresentaram na segunda-feira (11) os vestígios de um impressionante complexo de produção de vinho da época bizantina, localizado no sul do país, perto da Faixa de Gaza. A fábrica seria a maior de sua época, com uma produção anual de 2 milhões de litros.
Dentro de escavações realizadas em Yavne, uma cidade do sul de Israel que está em plena expansão, os arqueólogos desenterraram, nos últimos dois anos, um vasto local de produção de vinho de 1.500 anos, informou a agência de notícias France Presse.
No local, foram encontradas grandes prensas, milhares de fragmentos de garrafas e locais de armazenamento do vinho.
A fábrica seria a maior de sua época, com uma produção anual de 2 milhões de litros.
MENAHEM KAHANA / AFP
A equipe de arqueólogos liderada pela Autoridade Israelense de Antiguidades descobriu cinco prensas de cerca de 225 m2 para amassar uvas, dois grandes barris octogonais para acumular o mosto e dois fornos de olaria para aquecer a argila das ânforas alongadas, chamadas “vasilhas de Gaza”, nas quais o vinho envelhecia.
“Ficamos surpresos em descobrir aqui uma fábrica sofisticada para produzir vinho em quantidades industriais”, declararam em comunicado conjunto os arqueólogos Elie Hadad, Liat Nadav-Ziv e Jon Selingman, que lideraram as escavações.
Foram encontradas grandes prensas, milhares de fragmentos de garrafas e locais de armazenamento do vinho.
MENAHEM KAHANA / AFP
Naquela época, a Faixa de Gaza, um território palestino que hoje é governado pelos islamitas do Hamas, e a cidade adjacente de Ascalão, no sul de Israel, perto de Yavne, eram conhecidas pela qualidade de seus vinhos, que eram vendidos em toda a bacia do Mediterrâneo.
Além disso, graças às escavações foi possível comprovar a presença de prensas de vinho de 2.300 anos, quando o império persa aquemênida reinava em grande parte do Oriente Médio e, portanto, provar que a indústria do vinho local durou vários séculos, segundo os arqueólogos.
O complexo de Yavne será “protegido” e fará parte de um parque arqueológico que será aberto ao público, informou nesta segunda-feira a Autoridade Israelense de Antiguidades.

Fonte: G1 Mundo

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Nossa Senhora Aparecida: Por que mãe de Jesus entrou para a história com mais de mil nomes


Nossa Senhora Aparecida, cuja data se comemora em 12 de outubro, é uma representação diferente da mesma santa que também pode ser chamada de Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Lourdes e tantas e tantas Há mais de mil representações da Virgem Maria
Getty Images
São muitos nomes, muitas “nossas senhoras”. Mas elas todas se referem a uma mesma pessoa, uma mesma santa católica?
A resposta é sim. O que significa que Nossa Senhora Aparecida, cuja data se comemora em 12 de outubro é uma representação diferente da mesma santa que também pode ser chamada de Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Lourdes e tantas outras.
Trata-se de Maria, uma jovem judia nascida em Nazaré há pouco mais de 2 mil anos, quando essas terras ao sul de Israel eram parte do Império Romano. Para o cristianismo, ela tem papel fundamental: tornou-se a mãe de Jesus Cristo.
Chamada de virgem por dois dos evangelistas, Mateus e Lucas, acredita-se que ela tinha cerca de 15 anos quando ficou grávida — pela doutrina cristã, por obra do Espírito Santo, ou seja, sem ter tido relações sexuais com homem algum. Na época, Maria já estava prometida em casamento a José, um carpinteiro da mesma cidade, mais velho, já na casa dos 30 anos.
Fato é que desta gravidez nasceria Jesus, o pilar fundador do cristianismo. Mas por que a tradição católica não rende a essa mulher apenas o título de Santa Maria, e são tantas as representações dela pelo mundo?
“Os nomes dedicados a Nossa Senhora dependem muito da forma como ela apareceu. Normalmente são dados pelo nome do lugar onde ela apareceu ou pelas condições em que se deram o aparecimento”, esclarece o padre Arnaldo Rodrigues, assessor da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Cerca de 200 mil pessoas acompanharam visita do papa Francisco à cidade de Aparecida em 2013
MARCELO CAMARGO/ABR
Conforme explica a cientista da religião Wilma Steagall De Tommaso, coordenadora do grupo de pesquisa Arte Sacra Contemporânea – Religião e História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e membro do Conselho da Academia Marial de Aparecida, essas nomenclaturas acabam variando a “cada povo, cada região, cada cultura”, por conta de “títulos que correspondem aos eventos decorrentes de inúmeras situações”.
Ela lembra que muitos desses títulos são os chamados dogmáticos. É de onde vem, por exemplo, a nomenclatura de Nossa Senhora da Imaculada Conceição — bula assinada pelo papa Pio IX “declara Maria imune da mancha do pecado original”, ressalta a pesquisadora — ou mesmo a ideia de chamá-la de Virgem Maria, já que “o Concílio de Latrão, em 649, preconiza como verdade a virgindade perpétua”, da mãe de Cristo.
“Há ainda as denominações decorrentes dos lugares onde houve uma manifestação que deu origem à devoção local, muitas vezes ampliada a outros povos e locais, como Aparecida, Guadalupe, Lourdes, Fátima, Loreto, Montserrat, etc.”, complementa ela.
“Nomes diferentes são atribuídos à Virgem Maria pois estão ligados ao lugar onde ela apareceu”, acrescenta a vaticanista Mirticeli Medeiros, pesquisadora de história do catolicismo na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. “Não existe algo que determine que ela precise, necessariamente, ‘ser batizada’ com o nome do território da visão, mas como inicialmente as aparições são uma manifestação de religiosidade popular, antes mesmo de passar por toda a análise canônica de praxe, é o povo que acaba difundindo, num primeiro momento, esses títulos.”
“Os tantos títulos que lhe dão todos têm uma razão. É Nossa Senhora de Fátima, porque apareceu lá. É Nossa Senhora do Bom-Parto porque auxilia espiritualmente as parturientes. É Nossa Senhora do Bom-Conselho porque tem sempre uma orientação a dar aos seus filhos”, afirma o pesquisador José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e professor da Universidade Estadual Vale do Aracaú, do Ceará. “E todos esses títulos são de uma só mãe, porque é mãe de toda a humanidade e em todos os lugares, os povos a chamam e representam conforme seus costumes, suas tradições. É claro que para uma veneração pública é necessária a aprovação da Igreja.”
A basílica da Anunciação, em Israel, tem imagens de Maria enviadas por diferentes países do mundo; aqui é como ela seria representada na Coreia do Sul
Getty Images
Pedido de mãe é uma ordem
A devoção a Nossa Senhora, contudo, remonta ao princípio do cristianismo. Por princípio, a ideia é que ela funcione como um canal direto ao próprio Cristo — dentro da premissa que pedido de mãe ninguém nega.
Uma passagem importante do próprio evangelho reforça essa ideia. Trata-se da narração do milagre das bodas de Caná, que aparece exclusivamente no texto de João, no qual Jesus faria aquele que é considerado seu primeiro milagre.
Na festa de casamento, onde ele estava junto a sua mãe como convidado, os anfitriões notam que havia acabado a bebida. Maria chama Jesus de lado e explica o drama. Ele, então, transforma água em vinho e garante a continuação da celebração.
“Seria um escândalo para o casal se acabasse a bebida antes de a festa terminar. Quando Maria pede a Jesus que tome uma providência, fica importante o papel dela como intercessora”, analisa padre Rodrigues.
A devoção mariana também se baseia em outro momento dos textos bíblicos. Quando Jesus está agonizando na cruz, segundo o relato, ele teria dito algumas palavras para sua mãe e também para seu apóstolo João. Ali, teria utilizado o seguidor como representante toda a humanidade, considerando Maria a mãe dele — e, por extensão, a mãe de todos.
“Nesta ação, João representa toda a humanidade. Maria se tornou a mãe nossa. A nova Eva, uma Eva livre do pecado, como a Igreja nos ensina. Assim, Maria Santíssima cuida da humanidade como mãe e mãe zelosa”, analisa o hagiólogo Lira.
Antiguidade
Segundo estudos do padre Valdivino Guimarães, mariologista e ex-prefeito de Igreja do Santuário Nacional de Aparecida, os registros mais antigos dessa crença no poder da mãe de Cristo remontam ao século 2. “Indícios arqueológicos demonstram a veneração dos primeiros cristãos. Nas catacumbas de Priscila, se vê pinturas marianas do segundo século, em local onde os primeiros cristãos se reuniam”, afirma ele.
“Nas catacumbas, encontramos o afresco considerado, até agora, a mais antiga imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus”, comenta De Tommaso. “Esse afresco deixa evidente que os primeiros cristãos entendiam que a vinda de Jesus fora prenunciada nos livros sagrados do povo hebreu. E Maria, a mulher que disse o sim e que tece em seu ventre o corpo do Salvador. Há um ícone muito antigo conhecido como Maria, a tecelã.”
A mais remota das aparições remontam ao ano 40 e seria um episódio de bilocação, na verdade, pois Maria ainda era viva. Segundo a tradição cristã, ela teria aparecido ao apóstolo Tiago na atual cidade de Zaragoza, hoje Espanha, onde ele estava pregando. Fato é que há registros da construção de uma pequena capela ali, desde os primórdios do cristianismo.
Outro relato sempre citado por pesquisadores é o de Nossa Senhora das Neves, uma aparição de agosto de 352, em Roma. Foi por conta desse episódio que foi erguida a Basílica de Santa Maria Maior.
“Maria é venerada desde os primórdios do cristianismo. Em muitos escritos, e inclusive na própria iconografia primitiva, ela recebe um lugar de destaque. A mais antiga antífona mariana que se tem notícia é do século 2, que é chamada, em latim, de Sub tuum presidium, ou Sob tua proteção. O Concílio de Éfeso, em 431 d.C, analisa e aprova a tese teológica de que Maria também era mãe de Deus, entre outras atribuições que ocorreram mais à frente”, pontua Medeiros.
“O tema de Maria está presente em todos os períodos da história do cristianismo. Há uma tradição que aponta que a primeira aparição de Maria teria acontecido na Espanha, em 40 d.C, cujo vidente teria sido São Tiago, apóstolo de Jesus, considerado o evangelizador do território”, prossegue a especialista. “O título adotado foi o de Nossa Senhora do Pilar, já que, segundo o relato, Maria teria mostrado ao apóstolo uma coluna, pedindo que ele construísse um santuário naquele lugar.”
Ao longo dos séculos, contudo, esses relatos passariam a ser constantes. De acordo com padre Rodrigues, estima-se que hoje sejam cerca de 1,1 mil nomes pelos quais a santa é conhecida.
“Bom, falando do ponto de vista histórico, as aparições acontecem em períodos muito particulares”, diz Medeiros. “Não cabe a nós, enquanto historiadores, julgarmos se elas são verídicas ou não, mas o fato está que muitas acontecem em meio a um determinado contexto político-social. É o caso de Fátima, cuja mensagem é muito interessante, e condiz com a postura da que a Igreja vai adotar, frente ao comunismo, nos anos posteriores. Temos o caso de Aparecida, por exemplo, cuja imagem é achada em meio ao debate em torno da abolição da escravatura. Temos o caso de Guadalupe, onde a virgem Maria, com traços indígenas, é um símbolo da luta contra a desigualdade. E por aí vai.”
Mas nem sempre a Igreja aprova essas manifestações. “Nem todas as aparições que ocorrem hoje foram oficialmente reconhecidas pelo catolicismo. Há um protocolo a ser seguido. Sem contar que algumas são reconhecidas totalmente e diante de outras, ainda em fase de análise, foi permitida somente a liberdade de culto”, lembra ela. “O que a suposta Virgem Maria diz, no caso, precisa condizer totalmente com os princípios da Igreja Católica e até a idoneidade moral e psicológica dos videntes é analisada.”
A padroeira do Brasil
Autora do livro 21 Nossas Senhoras que inspiram o Brasil, a jornalista Bell Kranz conta que a devoção mariana foi trazida ao Brasil já pelas esquadras de Pedro Álvares Cabral — em um dos barcos foi trazida uma imagem da santa. “[A tradição] chegou essencialmente pelos portugueses, pelos colonizadores”, explica. “O Tomé de Sousa [primeiro governador-geral do Brasil] chegou à Bahia já com uma imagem da santa na bagagem… Nossa Senhora da Conceição! E logo erigiu uma capelinha em Salvador, que hoje é a grande catedral Conceição da Praia [Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia].”
“Eu diria que o Brasil foi escolhido por Nossa Senhora, não é fanatismo dizer isso”, comenta Lira. Para ele, há uma “predileção especial de Nossa Senhora para com esta terra”.
“Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora das Candeias (a mesma da Candelária e da Purificação), Nossa Senhora Aparecida (que é a mesma Conceição), penso que são as mais importantes para o Brasil pela veneração que o povo lhes atribui”, acrescenta o hagiólogo.
“É claro que cada Estado brasileiro tem sua devoção. Por exemplo, na Bahia há uma forte devoção à Nossa Senhora da Boa-Morte. Em Minas Gerais, Nossa Senhora da Piedade que é a mesma Nossa Senhora das Dores e por aí vai. No Pará, em Belém, temos a linda manifestação à Nossa Senhora de Nazaré que anualmente leva milhões ao Círio de Nazaré. Aqui no Ceará é interessantíssima a devoção a Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, por exemplo. E qual a razão? Não dá para explicar concretamente. É algo meio que filial mesmo. Amor de filho à sua mãe e uma mãe que é mãe de todas as mães, pais e filhos.”
Kranz atenta para o fato de que, dada a religiosidade católica inerente à própria construção da nação brasileira, “desde a colonização, Nossa Senhora está presente em todos os momentos de nossa história”.
E a ligação brasileira com a santa é umbilical. Isto porque, como bem lembra a jornalista, em 1646 o então rei português dom João 4º”consagrou todo o reino, incluindo aí as colônias, a Nossa Senhora”. “Aí, 217 anos depois do descobrimento do Brasil, ela apareceu lá para os pescadores [Nossa Senhora Aparecida]”, acrescenta Kranz.
Nossa Senhora
Maria se tornou “Nossa Senhora”, assim chamada, somente no fim do período medieval. Mas, historicamente, a Igreja já a reconhecia como “Mãe de Deus” muito antes — mais precisamente a partir do século 5, depois do Concílio de Éfeso, em 431. “[É quando] Maria recebe o título de Thotòkos, a Mãe de Deus, dogma que define explicitamente a maternidade divina de Maria. Daí em diante, ela passa a ocupar, por exemplo, o posto principal, o conteúdo da imagem do presépio se amplia e praticamente esse ícone resume a história da salvação”, esclarece De Tommaso.
De acordo com o mariologista Guimarães, Maria “ganha destaque sociológico, cultural e religioso” no período medieval. É quando ela adquire “caráter de poder”, tornando-se “aquela que destrói o mal”. Assume características fortes, “ganha rosto de rainha”. Assim, passa a ser invocada como “guerreira”, “a mulher que combate o mal e, com poder militar, destrói as heresias”.
“Maria passa da dimensão cultural para a política”, compara ele. “No período feudal, diante da opressão, Maria se torna a padroeira para os que nela buscam auxílio, e em troca de proteção, o fiel a louva com oração e atos de caridade.”
A santa passa a ser invocada “como a mãe que protege diante da ira de Deus, por algum pecado cometido, não só de forma individual mas também comunitária”.
“Com o surgimento das ordens mendicantes, Maria se aproxima das pessoas, ela é tirada do trono de realeza, onde fora colocada pela teologia monástica, e se faz irmã, pobre e vizinha das pessoas”, diz Guimarães.
Ao fim do período medieval, Maria já era um ícone consolidado dentro do catolicismo, tema constante das pregações e protagonista de tradições como medalhinhas, procissões, novenas e outras manifestações.

Fonte: G1 Mundo

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Talibãs se reúnem nesta terça com representantes de EUA e UE

Entre as temas previstos estão liberdade de deslocamento para as pessoas que queiram deixar o Afeganistão, acesso a ajuda humanitária, direitos das mulheres e evitar que o país se converta em um santuário para grupos terroristas. Uma delegação dos talibãs irá se reunir nesta terça-feira (12) com representantes da União Europeia (UE) em Doha, afirmou o chanceler Amir Khan Muttaqi, após o seu primeiro encontro com enviados americanos.
Os afegãos já se reuniram com representantes do governo alemão e com um parlamentar britânico, informou Muttaqi durante um evento organizado no Centro de Conflitos e Estudos Humanitários do Catar.
“Nos reuniremos com representantes da UE. Tivemos reuniões positivas com representantes de outros países”, afirmou o ministro em Doha, capital do Catar.
“Queremos ter uma relação positiva com todo o mundo. Acreditamos em relações internacionais equilibradas. Acreditamos que essas relações equilibradas podem salvar o Afeganistão da instabilidade”, acrescentou.
O encontro acontecerá em Doha e contará também com representantes dos Estados Unidos, informou a porta-voz da UE, Nabila Massrali. “Trata-se de um intercâmbio informal, de nível técnico. Não constitui um reconhecimento do ‘governo interino'”, assinalou.
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De acordo com a porta-voz, o encontro deverá “permitir que os Estados Unidos e os europeus discutam problemas” como a liberdade de deslocamento para as pessoas que queiram deixar o Afeganistão, o acesso a ajuda humanitária, os direitos das mulheres ou evitar que o país se converta em um santuário para grupos terroristas.
A UE busca evitar um “colapso” do país da Ásia Central, explicou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, ao sair de uma reunião ministerial. “Não podemos nos contentar com assistir e esperar. Temos que agir, e rapidamente.”
EUA e Talibã fazem primeiro encontro depois de saída das tropas americanas do país
No último fim de semana, funcionários dos Estados Unidos se reuniram com representantes dos talibãs no Catar para falar sobre segurança e direitos humanos no Afeganistão, informou o Departamento de Estado dos EUA.
Os talibãs buscam reconhecimento internacional e ajuda para evitar um desastre humanitário depois de voltarem ao poder em agosto no Afeganistão, após a retirada das tropas americanas e depois de 20 anos de conflito.
Assista a mais vídeos sobre o Afeganistão:

Fonte: G1 Mundo

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Casa pega fogo com avanço da lava em La Palma; veja vídeo

O vulcão Cumbre Vieja completa quase um mês de erupção com um saldo de mais de 1,1 mil casas destruídas e mais de 6 mil pessoas evacuadas. Casa pega fogo com avanço da lava em La Palma
Um rio de lava segue avançando pela ilha de La Palma deixando um rastro de destruição quase um mês após o início da erupção do Cumbre Vieja.
Casas foram consumidas pelo fogo nesta terça-feira (12) em La Palma (veja no vídeo acima) um dia após o governo local emitir um alerta e proibir deslocamentos internos.
Na segunda-feira (11), o governo regional pediu que moradores de El Paso e Los Llanos de Aridane permanecessem em casa e fechassem as janelas para evitar vapores tóxicos.
Nesta terça a medida já foi retirada.
O vulcão desta ilha no arquipélago espanhol das Canárias, em atividade desde 19 de setembro, já deixou um saldo de mais de 1,1 mil casas destruídas.
Segundo o serviço de emergências, mais de 6 mil pessoas precisaram deixar seus lares.

Fonte: G1 Mundo

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Câmera de segurança registra queda de avião na Califórnia; assista


Acidente ocorreu na segunda-feira (12) em Santee, cerca de 30 quilômetros a nordeste do centro de San Diego, e deixou dois mortos e dois feridos. Câmera de segurança registra queda de avião na Califórnia
Imagens de câmera de segurança registraram a queda de um pequeno avião caiu em um bairro residencial da Califórnia na segunda-feira (11) (veja no vídeo acima).
O acidente com o bimotor matou duas pessoas e deixou outras duas feridas, além de ter incendiado duas casas e um caminhão, informaram as autoridades americanas.
Todo o ocorrido foi registrado por volta do meio-dia na cidade de Santee, cerca de 30 quilômetros a nordeste do centro de San Diego.
Avião de pequeno porte cai nos EUA
Segundo o capitão dos bombeiros de Santee, Justin Matsushita, duas pessoas morreram no acidente, enquanto dois feridos com queimaduras foram levados para o hospital.
Uma casa ficou “bem envolvida” pelas chamas, e uma segunda casa também pegou fogo, disse Garlow.
Um caminhão-baú, possivelmente um veículo de entrega de pacotes, também queimou, disse ele.
Queda de avião provoca incêndio em duas casas na Califórnia
Ryan Graves/Handout via REUTERS
Um noticiário de TV cerca de uma hora após o acidente mostrou o incêndio extinto e duas casas e um veículo na rua ainda fumegando e destruído pelas chamas.
O avião era um Cessna C340 bimotor, de acordo com a Administração Federal de Aviação. Ele havia decolado de Yuma, no Arizona, uma hora antes, de acordo com a emissora local Fox 5 San Diego.
O acidente aconteceu a cerca de três quarteirões do Colégio Santana, em uma cidade com aproximadamente 50 mil moradores. A escola disse no Twitter que “todos os alunos estão seguros”.

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto de magnitude 6,4 atinge a ilha de Creta, na Grécia

Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a ilha de Creta, na Grécia, nesta terça-feira (12), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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OMS diz que espera receber todos os dados do comprimido contra Covid-19 da farmacêutica Merck


Farmacêutica é conhecida no Brasil como MSD. Declaração é feita um dia após a companhia dar entrada com um pedido de uso emergencial para a agência sanitária dos EUA. Se aprovado, o remédio será o primeiro em formato de comprimido para tratar a doença. Imagem não datada mostra comprimido do molnupiravir, da Merck, que teve resultados promissores contra a Covid-19.
Merck & Co.via AP
Um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira (12) que a agência de saúde das Nações Unidas aguarda receber os resultados completos dos estudos clínicos do remédio contra a Covid-19 desenvolvido pela farmacêutica Merck (conhecida no Brasil como MSD).
“Realmente é um progresso”, disse Christian Lindmeier em entrevista coletiva em Genebra. “Ainda esperamos ver os dados completos. Se for comprovado, então é outra arma na luta contra a pandemia da Covid-19.”
A declaração foi dada um dia após a Merck ter dado entrada em um pedido de uso emergencial do medicamento molnupiravir para a agência regulatória americana FDA. O remédio seria usado no tratamento de Covid leve a moderada em adultos.
Se a autorização for concedida – o que pode levar algumas semanas –, o remédio será o primeiro em formato de comprimido para tratar a doença. Todos os outros tratamentos autorizados pela FDA requerem uma injeção intravenosa.
Farmacêutica MSD pede autorização pAra uso emergencial de comprimido contra a covid-19
No dia 1º de outubro, a Merck havia anunciado que seu medicamento reduziu as hospitalizações e mortes em pessoas no início da infecção com o coronavírus.
A FDA ainda vai examinar os dados da empresa sobre a segurança e eficácia do medicamento, molnupiravir, antes de tomar uma decisão.
Três medicamentos de anticorpos autorizados pela agência provaram ser altamente eficazes na redução de mortes por Covid-19, mas são caros, difíceis de produzir e requerem equipamentos especializados e profissionais de saúde para serem aplicados.
Desde o início da pandemia, especialistas enfatizam a necessidade de um tratamento em comprimido. O objetivo é ter algo semelhante ao oseltamivir, remédio contra gripe usado há 20 anos que reduz a doença em um ou dois dias e atenua a gravidade de sintomas como febre, tosse e nariz entupido.
Coquetel da AstraZeneca
Também na segunda, a farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou que seu coquetel de medicamentos experimentais contra a Covid-19 se mostrou eficaz na redução de casos graves e mortes em pacientes não hospitalizados.
Os resultados ainda não foram avaliados por outros cientistas nem publicados em revista científica.
O medicamento, chamado AZD7442, reduziu em 50% o risco de desenvolver a forma grave da doença e de morte em pacientes sintomáticos, afirmou a farmacêutica. O estudo acompanhou cerca de 900 pessoas.

Fonte: G1 Mundo

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Onde ficam as prisões mais superlotadas da América Latina


O recente massacre de prisões no Equador destacou a superlotação das prisões naquele país. Mas o Equador está longe de ser o pior da região. Presos se amontoam em prisão de El Salvador
Getty Images/BBC
O recente massacre de presos no Equador — o pior da história do país, deixando pelo menos 119 mortos — levantou novamente a discussão sobre o problema da superlotação nas prisões.
Muitos especialistas destacaram que a taxa de ocupação carcerária no Equador, 133%, foi um dos fatores que desencadearam a tragédia.
As 52 prisões equatorianas abrigam mais de 39 mil presos, cerca de 10 mil a mais do que o número de vagas disponíveis, de acordo com dados oficiais sobre o sistema carcerário do país.
O massacre no presídio de Guayaquil, na semana passada, foi o terceiro registrado em uma prisão equatoriana em 2021. Outros dois ocorreram em fevereiro e julho, deixando 79 e 22 mortos, respectivamente.
Equador vive o maior massacre da história do sistema prisional do país
No entanto, o país sul-americano está longe de ser o que tem mais presídios na região.
O Equador não está nem no “top 10” dos países latino-americanos e caribenhos com as prisões mais superlotadas.
E ele ocupa a 18ª posição em um ranking do World Prison Brief (WPB), o principal banco de dados mundial sobre sistemas carcerários e que é compilado pelo Instituto de Pesquisa de Políticas de Crime e Justiça (ICPR), do Reino Unido.
Para se ter uma ideia da dimensão do problema, basta observar que apenas um país da América do Sul não tem prisões com lotação acima da capacidade: o Suriname, o país menos populoso da América do Sul, onde a taxa de ocupação penitenciária é de 75,2%.
O Chile está em segundo lugar, com taxa de 100,4%.
El Salvador tem a maior taxa de prisioneiros per capita da América Latina e do Caribe, mas vários países têm prisões ainda mais superlotadas
Getty Images/BBC
Algo semelhante ocorre na América Central: só o Belize não tem superpopulação, com taxa de apenas 49,8%, e o México tem 101,8%.
O ranking demonstra que a grande maioria dos países latino-americanos não só excede a capacidade total de suas prisões, como a média de ocupação na região chega a 160%.
Além disso, em alguns países a taxa de ocupação é duas, três e até quatro vezes superior à capacidade.
Os seis piores
Existem seis nações onde o número de prisioneiros é duas, três ou até quatro vezes maior que as vagas disponíveis.
Esses países estão distribuídos geograficamente na região: dois são da América do Sul, dois são da América Central e dois são do Caribe.
O que está em pior situação, de longe, é o Haiti, o país mais pobre do continente americano, que tem uma ocupação penitenciária de 454,4%.
Em seguida vem a Guatemala, que tem três vezes mais presos do que a capacidade de seu sistema prisional, com 367,2% de ocupação. Depois aparece a Bolívia, com 269,9%.
Essas três nações estão entre as dez piores superpopulações carcerárias do mundo.
Granada (233,8%), Peru (223,6%) e Honduras (204,5%) completam a tabela de países latino-americanos e caribenhos com populações prisionais com mais que o dobro de detentos em relação ao número de vagas.
O Brasil, que ocupa a 12ª posição no ranking, tem 146,8% de taxa de ocupação. O país tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 773 mil pessoas encarceradas, segundo o governo. Perde apenas para os Estados Unidos e Rússia, primeiro e segundo colocados, respectivamente.
País mais pobre das Américas, o Haiti tem o pior índice de superlotação carcerária
Getty Images/BBC
Mas por que esses países, e a América Latina em geral, têm um problema tão grande de superlotação carcerária?
Em entrevista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, especialistas afirmaram que, embora cada nação tenha os seus problemas particulares, há uma série de fatores que se repetem e que explicam este fenômeno a nível regional.
Falta de prisões
É possível que você tenha pensado que esse problema ocorra porque não foram construídas prisões suficientes para abrigar a massa de encarcerados.
E você está certo, em parte. É evidente que o crescimento da população carcerária tem sido muito maior e muito mais rápido do que o aumento das obras de infraestrutura.
Mas estudiosos do assunto dizem que construir mais prisões não resolveria o problema da superlotação.
“Sabemos que quanto mais prisões são construídas, mais elas serão ocupadas. Sempre vai existir essa discrepância entre os números”, diz Sacha Darke, professor-adjunto em Criminologia da Universidade de Westminster, no Reino Unido, especialista em sistemas prisionais da América Latina.
Darke acredita que o problema não é o número de presídios, mas sim o número de presos.
Ele destaca que a população carcerária da região praticamente triplicou desde 2000 e chama a América Latina de “nova zona de encarceramento em massa”.
“Ela vai ultrapassar a América do Norte”, diz ele, referindo-se à região com mais presos do mundo (que não tem muitos problemas de superlotação, mas um enorme contingente de detentos).
Hoje, os EUA têm a maior população carcerária do planeta, tanto em população total (mais de 2 milhões) quanto em taxa de presos por grupo de 100 mil habitantes (629 presos a cada 100 mil). No Brasil, essa taxa é de 322 presos por 100 mil pessoas.
Os Estados Unidos têm o maior número de prisioneiros do mundo, mas o número não aumentou nas últimas décadas
Getty Images/BBC
Há mais pessoas nas prisões dos EUA do que em todos os países da América Latina e do Caribe juntos.
Mas o acadêmico ressalta que os EUA atingiram esse patamar de 2 milhões de presos há mais de duas décadas, e desde então o número não cresceu. Já na América Latina, no mesmo período, o número de presos passou de 650 mil para 1,7 milhão.
“Em algum momento os números dos EUA vão ser ultrapassados pela América Latina, principalmente pelos países da América do Sul”, prevê.
Um relatório do ICPR mostra que entre 2000 e 2018 a população carcerária mundial cresceu 24%, em consonância com o crescimento da população em geral. Mas na América do Sul o aumento foi de 175%.
Hoje, essa região abriga 1,3 milhão de prisioneiros.
Mas por que o número de pessoas presas na região cresceu tanto?
Essa é a questão chave para entender o que está por trás da crescente superlotação das prisões, dizem os especialistas.
Problema de Justiça
“O principal problema é com o sistema de justiça criminal, não com o sistema prisional, que não decide quem vai ser preso”, disse César Muñoz, pesquisador sênior da Human Rights Watch (HRW) para a América Latina.
Muñoz aponta para duas deficiências específicas do sistema de justiça criminal: lentidão e “uso excessivo de prisões preventivas”.
Os números do WPB falam muito sobre esse último dado: no Haiti, por exemplo, 81,9% dos prisioneiros estão detidos sem julgamento.
No Paraguai esse número chega a 71,7%. Na Bolívia, 65%. E, no Brasil, cerca de 40% dos presos ainda não foram julgados.
Em média, mais de 40% dos reclusos na América do Sul estão encarcerados sem condenação.
Na América Central, a média é de 35%.
Se acrescentarmos a isso o fato de que os processos judiciais na maioria dos países da região demoram anos, começa-se a entender por que as prisões estão se enchendo e excedendo sua capacidade.
Política de drogas
Mas a tudo isso deve ser adicionado um fenômeno mais recente que é chave para entender por que os presos latino-americanos se multiplicaram em tão poucos anos, dizem os especialistas.
“Hoje um dos principais motivos para se estar na prisão é a venda de drogas”, diz Darke.
“A maioria das pessoas presas não são grandes traficantes de drogas, mas jovens que fazem a mediação entre quem vende e quem compra”, diz ele, referindo-se ao que comumente se chama de “varejo de drogas”.
“Na América Latina todo mundo que vende drogas é chamado de traficante, mas na Europa só tem esse nome quem está no topo da hierarquia do tráfico”, observa.
O acadêmico britânico destaca que, no Reino Unido, o varejo — também chamado de microtráfico — não é punido com prisão. Por isso, “a população carcerária da América Latina é muito mais jovem que a da Europa”.
Como Muñoz, Darke acredita que essa política antidrogas não só é ineficaz, mas também tem o efeito contrário ao procurado. “Em um mercado de oferta e demanda sempre haverá outra pessoa disposta a vender”, diz.
“É contraproducente encher as prisões com pessoas que vendem pequenas quantidades de drogas nas ruas”, disse Muñoz, da HRW.
No Brasil, por volta de 30% dos presos respondem ou foram condenados por tráfico de drogas.
“Seja com prisão preventiva ou com condenação, colocar essas pessoas em presídios controlados por grupos criminosos acaba piorando a segurança pública, porque elas vão entrar em verdadeiras universidades do crime”, explica.
O problema da gangue
No livro Prisões e Crime na América Latina, publicado este ano, os acadêmicos Gustavo Fondevila e Marcelo Bergman destacam que as prisões deixaram de ser “instrumentos de incapacitação, dissuasão e reabilitação para (se transformar em) promotores de violência e criminalidade”.
Os confrontos entre os grupos criminosos que controlam as prisões levaram aos massacres no Equador e a recentes distúrbios em vários outros países da região, como Peru e Venezuela.
No Brasil, ocorreram vários massacres em presídios nos últimos anos. Na detenção de de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, por exemplo, 26 presos foram assassinados em 2017 durante uma disputa entre duas facções criminosas, entre elas o PCC (Primeiro Comando da Capital). Já em Manaus, no mesmo ano, 56 detentos foram mortos também em uma briga entre grupos antagônicos.
No presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, ao menos 26 presos da facção Sindicato do Crime foram mortos por integrantes do PCC
AFP
Em 1992, o Brasil também assistiu ao maior massacre da história em seus presídios, no Carandiru, em São Paulo, quando 111 presos foram mortos pela polícia durante uma invasão da tropa para controlar uma rebelião.
Especialistas alertam que a superlotação desempenha um papel fundamental no poder das gangues.
“A superlotação das prisões favorece o crescimento das redes criminosas porque há menos controle do Estado”, diz Muñoz.
Ele dá um exemplo: “Se você tem uma cela que é feita para abrigar cinco pessoas, mas ela tem 30, os guardas não conseguem manter o controle do local. Então a superlotação favorece o crescimento de grupos criminosos”.
“As prisões são um elemento muito importante dessas redes, porque elas são um local de recrutamento”, acrescenta.
“Na verdade, temos na região muitos casos de grupos criminosos que se formaram em presídios e depois realizaram negócios ilícitos fora deles”, destaca Muñoz, dando como exemplo o PCC, a maior organização criminosa do Brasil.
Darke, por sua vez, diz que em muitos países as autoridades prisionais “precisam de gangues para organizar o funcionamento da prisão”.
“Em alguns lugares, essas gangues são até designadas pelo sistema prisional para manter a ordem”, diz ele.
Ele chama isso de “cogestão”.
“Quando você não dá recursos para o sistema penitenciário e não tem o pessoal necessário, é bastante natural que as pessoas que trabalham lá, e que não conseguem administrar a prisão, busquem a colaboração dos presos”, explica.
Qual a solução para evitar esse círculo vicioso que, longe de evitar o crime, o perpetua?
“É preciso investir na prevenção do crime, em vez de responder ao crime”, sugere Muñoz. “É uma mudança de mentalidade que seria fundamental para a América Latina”.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia divulga imagens de suspeitos de balear brasileiro em Chicago; jovem está consciente


João Pedro, de 23 anos, chegou a achar que tinha morrido, e agora pede todos os dias para sair do hospital, diz sua mãe. Baleado na cabeça após carro onde estava ser perseguido por motociclistas, ele evolui bem e deve passar por cirurgia em algumas semanas para recolocar parte do crânio de volta. Polícia divulga imagens de suspeitos de balear brasileiro em Chicago
A polícia de Chicago divulgou imagens de câmeras de segurança, que mostram os homens que estavam nas motos que perseguiram o carro onde estava o brasileiro João Pedro Elisei Marchezani, de 23 anos, baleado na cabeça na madrugada de 5 de setembro.
O vídeo (assista acima) foi entregue a emissoras locais de TV, para que sejam exibidos, na esperança de que alguém reconheça essas pessoas e faça uma denúncia.
Consciente após exatos 30 dias de coma induzido, João Pedro só pensa em deixar o hospital, onde se recupera lentamente.
“Ele pede todos os dias para ir embora. Eu disse que isso só vai acontecer quando ele estiver bem, e ele me respondeu ‘mas eu já tô bem, mãe’”, diverte-se Monica Marchezani, que acompanha diariamente a evolução do filho e estava ao seu lado quando ele finalmente despertou.
Segundo ela, as primeiras palavras dele foram de choque: “mãe, eu achei que tinha morrido”.
Ainda confuso, ele se lembrava que levou um tiro na cabeça, mas não sabia como e nem onde isso tinha acontecido. João pensava, inclusive, que estava no Brasil, e ficou extremamente surpreso ao ser (re) informado de que a família mora há quatro anos nos Estados Unidos.
João Pedro Elisei Marchezani (centro), ao lado da namorada, de seus pais e do irmão mais novo
Monica Elisei Marchezani/Arquivo pessoal
Mônica diz que, aos poucos, ele recordou alguns detalhes, como o clarão no momento dos disparos, e da amiga que estava ao lado dele e da namorada no banco de trás do carro naquele momento (veja abaixo mais detalhes sobre o caso).
João já iniciou o tratamento de fisioterapia, que ainda não é diário por exigir muito dele fisicamente e provocar muitas dores.
“Ele sofre muito, mas pede para fazer mais, porque diz que se sente melhor depois. E acho também que porque quer melhorar mais rápido, ele realmente quer ficar bom logo, já me disse que queria levantar e andar ‘devagarzinho’, pediu para que eu o ajudasse”, explica a mãe.
Os movimentos, porém, ainda são bastante restritos. Ele tem pouca coordenação no lado direito e não move o lado esquerdo do corpo. Também não enxerga direito: vê alguns pontos embaçados, intercalados à escuridão completa. Os médicos continuam dizendo que ainda é cedo para saber o quanto será possível ele se recuperar, se haverá algum tipo de sequela e qual sua possível extensão.
“A bala entrou pela parte mais alta da nuca. Entrou do lado esquerdo do cérebro e atravessou para o lado direito, onde se alojou. Quando o médico nos mostrou em uma tela a imagem do tamanho da lesão dele foi muito assustador, porque era muito grande. Achamos que ele nunca fosse acordar”, lembra Mônica.
Como os danos provocados pela bala fora muito abrangentes, João passou por uma cirurgia na qual praticamente metade do osso da parte superior de seu crânio (do lado direito) foi retirada e está sendo preservada, congelada. A previsão é de que, após seu cérebro se recuperar do inchaço e se livrar de resíduos que ainda estão no local, o osso seja recolocado, em um prazo de seis a oito semanas, se tudo correr bem.
João Pedro Elisei Marchezani no hospital, em Chicago, onde se recupera após ter sido baleado na cabeça
Mônica Elisei/Arquivo pessoal
Enquanto isso não acontece, o jovem usa um capacete especial, mas se queixa de muita dor na cabeça. Os médicos explicaram que a região está bastante sensível e ainda existem restos de pólvora e secreções que precisam ser expelidos.
“Mas meu filho é um milagre. Considerando o que aconteceu com ele, e o estado em que ele chegou ao hospital, ele agora fala comigo, conversa diariamente com o pai por telefone, e os médicos disseram que, se continuar evoluindo assim, em breve deve sair da ala de trauma para o setor de reabilitação”, resume Mônica.
Além da mãe e da namorada, que o visitam diariamente, João começou a rever outras pessoas depois de recobrar a consciência. Sua mãe diz que autoriza a entrada apenas de pessoas que ele pede para ver, e checa com rigor se elas foram vacinadas e estão sem qualquer sintoma de Covid.
“Há alguns dias ele recebeu a visita de um amigo que adora e ficou feliz demais, eu percebi a diferença só de olhar para ele. No próximo fim de semana o pai virá de Ohio, vai ser o primeiro encontro desde que ele acordou. Eles se falam diariamente, mas ele disse ‘estou com tanta saudade do meu pai, deve ser porque minha cabeça ainda está doente’ e nos emocionamos demais. O pai chora todas as vezes, vai ser uma choradeira só”, antecipa a mãe.
A família continua ainda com a campanha para quem quiser colaborar com as despesas médicas de João Pedro, que não tem seguro. Além de um link no site GoFundMe, com a meta de US$ 300 mil, doações podem ser feitas através de PIX (ajudejp@gmail.com em nome de Renato Caron) ou de uma conta em nome do pai de João: Antonio Flavio Passos Marchezani CEF – AG: 3216 (OP:001) – C/C: 1157-7 CPF: 256.532.838-94
O ataque
João estava com a namorada e uma amiga no banco de trás do carro de um amigo, indo a um bar, na madrugada de 5 de setembro, quando o motorista percebeu pelo retrovisor que eles estavam sendo seguidos por um motociclista armado. Com medo de um assalto, ele desviou e “fechou” o condutor da moto.
Logo depois, o motociclista reapareceu, acompanhado de uma segunda moto, onde estavam dois homens. O passageiro da segunda moto, armado, disparou oito tiros contra o carro onde estava o brasileiro. Apenas João foi atingido, com uma bala que entrou pela nuca e atingiu seu cérebro.
De acordo com Monica, os jovens estavam comemorando o novo apartamento que João e a namorada tinham acabado de alugar para morarem juntos. Eles tinham passado a tarde comprando objetos para o local e seu filho tinha cozinhado antes de saírem.
Há dois meses, ela, o marido e um filho mais novo se mudaram para Cleveland, em Ohio, e João permaneceu em Chicago, onde estuda robótica. Mas o casal estava na cidade justamente para conhecer o novo lugar onde o filho iria morar.

Fonte: G1 Mundo

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Passagem de ciclone tropical mata ao menos 9 pessoas nas Filipinas

Enchentes e deslizamentos de terra causados ​​por fortes chuvas na região também deixaram 11 pessoas desaparecidas. Ao menos nove pessoas morreram e 11 estão desaparecidas nas Filipinas devido a enchentes e deslizamentos de terra causados ​​por fortes chuvas do ciclone tropical Kompasu, que atingiu o país asiático na noite de segunda-feira (11).
Com ventos de até 100 quilômetros por hora, o ciclone absorveu os restos de um anterior antes de chegar às Filipinas. Quase 1.600 pessoas foram evacuadas.
Unidades regionais relataram quatro pessoas mortas em deslizamentos de terra na província de Benguet, no norte do país, e mais cinco mortos em enchentes em Palawan, província insular no sudoeste.
As autoridades estavam conduzindo operações de busca e resgate para 11 pessoas desaparecidas, principalmente após deslizamentos de terra.
As Filipinas, um arquipélago com mais de 7.600 ilhas, é atingido por cerca de 20 tempestades ou tufões anualmente, trazendo fortes chuvas que provocam deslizamentos de terra mortais.
O presidente Rodrigo Duterte estava monitorando a resposta do governo ao desastre, disse seu porta-voz, Harry Roque, nesta terça (12).
Uma equipe de resgate atua no local, enquanto a restauração de energia e água e limpeza de estradas estavam em andamento, acrescentou ele.
Esta é a 13ª tempestade tropical a atingir as Filipinas e, segundo a agência meteorológica estadual, deve deixar seu território ainda na terça- (12)

Fonte: G1 Mundo