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Tirar camisinha sem consentimento vira crime na Califórnia; entenda o que é ‘stealthing’


Prática agora é considerada agressão sexual e pode estar sujeita a punições legais. Preservativo representa forma eficaz de evitar IST e uma gravidez não programada
Olival Santos
O governador da Califórnia Gavin Newsom sancionou, na última quinta (7), uma lei que proíbe remover a camisinha sem consentimento durante o sexo, e que torna este gesto um delito civil de agressão sexual.
É a primeira lei deste tipo nos Estados Unidos. A prática é comumente chamada de ‘stealthing’ (de “stealth” ou “furtivo”, em tradução livre) e tem gerado debates sobre consentimento e violência sexual.
O projeto de lei foi aprovado no Senado e na Assembleia Legislativa um mês atrás sem oposição, disse sua autora, a deputada estadual Cristina Garcia, em um comunicado.
“Estou trabalhando nesta questão desde 2017 e estou exultante que agora existe alguma responsabilização para aqueles que perpetram o ato. Agressões sexuais, especialmente aquelas contra mulheres de cor, são perpetuamente varridas para debaixo do tapete”, disse Garcia em um comunicado quando a legislação foi aprovada.
Ela citou um estudo da Universidade Yale segundo o qual a prática é “uma violação grave da dignidade e da autonomia” e disse que casos afetando mulheres e gays estão em alta.
Pessoas consideradas culpadas de remover a camisinha sem consentimento podem estar sujeitas a indenizações gerais, especiais e punitivas, diz a lei.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia britânica descarta ações contra príncipe Andrew no caso Epstein


Terceiro filho da rainha Elizabeth II foi acusado pela americana Virginia Giuffre, de 38 anos. Ela teria sido, a partir dos 16 anos, vítima de extenso tráfico sexual, e afirma que o príncipe Andrew é “um dos homens poderosos”, aos quais foi “entregue para fins sexuais”. O príncipe Andrew, da Grã-Bretanha, comparece à Capela Real de Todos os Santos, em Royal Lodge, Windsor, após o anúncio da morte de seu pai, o Príncipe Philip, em 11 de abril
Steve Parsons/Pool via Reuters
A polícia britânica anunciou que não tomará qualquer medida, após examinar as acusações de agressão sexual contra o príncipe Andrew, denunciadas nos Estados Unidos no âmbito da investigação sobre os crimes sexuais do financista americano Jeffrey Epstein.
O terceiro filho da rainha Elizabeth II foi acusado de agressão sexual pela americana Virginia Giuffre, de 38 anos, que apresentou uma denúncia em agosto deste ano em um tribunal de Manhattan, na cidade de Nova York.
Virginia afirma que o príncipe Andrew é “um dos homens poderosos”, aos quais foi “entregue para fins sexuais”. Ela teria sido, a partir dos 16 anos e entre 2000 e 2002, vítima do extenso tráfico sexual, crime pelo qual Epstein foi acusado e preso, até se suicidar em uma prisão em Nova York em 2019.
Em agosto passado, a chefe de polícia de Londres, Cressida Dick, pediu à sua equipe que revisasse o caso.
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“Como questão de procedimento, agentes da Polícia Metropolitana examinaram um documento divulgado em agosto de 2021 como parte de uma ação civil dos Estados Unidos”, declarou a Scotland Yard, em um comunicado divulgado no domingo à noite (10).
“Esta revisão foi concluída e não tomaremos qualquer outra ação”, acrescentou, especificando que continuará a colaborar com outras agências no âmbito da investigação.
A polícia confirmou ainda que concluiu o exame das acusações de tráfico de mulheres e de menores contra a cidadã britânica Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, e também decidiu não tomar mais medidas a respeito.
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Fonte: G1 Mundo

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Kim Jong-un diz que os EUA são ‘raiz’ das tensões


Governo do presidente Joe Biden afirma repetidamente que não é hostil à Coreia do Norte, mas Kim se mostrou cético em discurso. “Estou muito curioso se há pessoas ou países que acreditam nisso. Não há base nas ações americanas para acreditar que não sejam hostis”, disse. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, discursa na cerimônia de abertura da exbição ‘Self-Defence 2021’, em Pyongyang, em 12 de outubro
STR/KCNA via KNS/AFP
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, culpou os Estados Unidos por estarem na origem das tensões e instabilidade nesta península asiática, informou a mídia estatal nesta terça-feira (12, segunda 11 no Brasil).
Os Estados Unidos são “a raiz” da instabilidade e demonstram hostilidade em relação à Coreia do Norte, declarou Kim de acordo com a agência oficial KCNA.
Este discurso acontece após semanas de vários testes balísticos na Coreia do Norte, incluindo mísseis de cruzeiro de longo alcance e uma suposta arma hipersônica.
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O regime comunista isolado está sujeito a várias sanções internacionais por desenvolver um programa de armas nucleares e mísseis balísticos proibidos pela ONU, o que foi acelerado sob a liderança de Kim Jong Un.
Segundo Pyongyang, o arsenal é necessário para se proteger de uma possível invasão dos Estados Unidos.
O governo do presidente Joe Biden afirmou repetidamente que não é hostil à Coreia do Norte, mas Kim se mostra cético.
“Estou muito curioso se há pessoas ou países que acreditam nisso”, lançou. “Não há base nas ações americanas para acreditar que não sejam hostis”, acrescentou.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, discursa na cerimônia de abertura da exbição ‘Self-Defence 2021’, em Pyongyang, em 12 de outubro
STR/KCNA via KNS/AFP
Kim se tornou o primeiro líder norte-coreano a se encontrar pessoalmente com um presidente americano em exercício na cúpula de Singapura de 2018 com Donald Trump.
As negociações sobre uma possível suspensão das sanções em troca do encerramento do programa de armas de Pyongyang foram interrompidas um ano depois, após uma cúpula fracassada entre os dois mandatários em Hanói.
Biden, que assumiu o poder no início do ano, garante que quer retomar esses contatos com a Coreia do Norte e propõe um encontro sem pré-requisitos.
Washington é um aliado próximo da Coreia do Sul e mantém 28.500 soldados naquele país para defendê-lo de uma possível invasão do Norte, como aconteceu em 1950.
O conflito entre os dois vizinhos segue tecnicamente aberto, já que as duas Coreias nunca assinaram um tratado de paz, apenas um armistício em 1953.
Seul também está aumentando suas capacidades militares e, em setembro, testou com sucesso um míssil balístico lançado por submarino e apresentou um míssil de cruzeiro supersônico.
Kim acusou seu vizinho de hipocrisia, observando que suas “tentativas irrestritas de fortalecer seu poder militar estão destruindo o equilíbrio militar na península coreana e aumentando a instabilidade militar e o perigo”.
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Fonte: G1 Mundo

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Oposição bloqueia ruas da Bolívia em protesto contra o governo


Manifestantes dizem que o governo de Luis Arce tenta investigar o patrimônio de qualquer cidadão sem ordem judicial e citam ‘perseguição política’ no julgamento de Jeanine Áñez, que tomou o poder na Bolívia após a queda de Evo Morales. Protesto contra o governo de Luis Arce em La Paz, na Bolívia, nesta segunda-feira (11)
Aizar Raldes/AFP
A oposição da Bolívia bloqueou ruas das principais cidades do país nesta segunda-feira (11), em protesto contra o governo do presidente Luis Arce. A polícia respondeu dispersando pequenos grupos de manifestantes em La Paz e Cochabamba com gás lacrimogêneo.
A um mês de completar seu primeiro ano de mandato, o presidente enfrenta os primeiros protestos contra o seu governo, impulsionados por opositores que o acusam de promover julgamentos políticos e de tentar aprovar uma lei draconiana de investigação de fortunas.
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As principais manifestações foram registradas nas cidades de La Paz, Cochabamba, Santa Cruz e Tarija. La Paz observou uma grande passeata de sindicatos de comerciantes do varejo, que, embora não façam parte do bloco de oposição, rejeitam categoricamente a “Lei contra a legitimação de lucros ilícitos e financiamento do terrorismo”, em discussão no parlamento.
Polícia detém manifestantes que bloqueavam rua em Santa Cruz, na Bolívia, nesta segunda-feira (11)
Rodrigo Urzagasti/AFP
No centro da cidade, sede dos poderes Executivo e Legislativo, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar o fechamento de avenidas, e também houve ameaças de confrontos de rua com grupos pró-governo.
O chefe da polícia, Jhonny Aguilera, reconheceu que nas regiões de Cochabamba e Santa Cruz houve “bloqueios esporádicos”, que eram monitorados, enquanto o ministro do Interior afirmou que no restante dos sete departamentos não há problemas.
Críticas ao governo Arce
Luis Arce toma posse na Bolívia em novembro de 2020
AFP
O projeto de lei criticado permitiria ao governo investigar o patrimônio de qualquer cidadão sem ordem judicial, e obrigaria advogados e jornalistas a revelar informações de clientes, entre outros aspectos. O advogado constitucionalista William Bascopé destacou que, segundo o texto proposto, os bens de todos os cidadãos ficam sob suspeita, em contradição com a “presunção de inocência”, que deveria prevalecer.
Os manifestantes também denunciam uma “perseguição política”, devido aos julgamentos criminais contra a ex-presidente de direita Jeanine Áñez (2019-2020), os prefeitos de La Paz, Iván Arias e de Cochabamba, Manfred Reyes Villa; o governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho; e os ex-presidentes Carlos Mesa (2003-2005) e Jorge Quiroga (2001-2002).
Os opositores afirmam que o governismo os acusa de terem organizados um suposto golpe de Estado contra o ex-presidente Evo Morales, aliado de Arce, em novembro de 2019, que o levou a renunciar após uma convulsão social, que deixou 37 mortos. O governismo prepara para amanhã passeatas de apoio ao presidente.
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Fonte: G1 Mundo

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Olivier Rousteing: a forte imagem que revela o acidente que estilista da Balmain escondeu durante um ano


Olivier Rousteing compartilhou no Instagram uma foto em que aparece coberto por ataduras após explosão de lareira. A foto que Olivier Rousteing publicou no Instagram revela os ferimentos que ele sofreu no ano passado
Instagram/Olivier Rousteing
Um trágico acidente doméstico deixou o célebre estilista francês Olivier Rousteing irreconhecível.
O jovem diretor criativo da grife Balmain compartilhou a notícia um ano depois em seu perfil no Instagram, com uma foto em que aparece com ferimentos no rosto e coberto por ataduras.
“Há exatamente um ano, a lareira da minha casa explodiu”, escreveu ele na rede social.
No dia seguinte, ele conta que acordou no Hospital Saint Louis em Paris, na França, e diz que desde então está se recuperando dos ferimentos.
O estilista, fotografado aqui na Paris Fashion Week no início deste mês, diz que está ‘recuperado, feliz e saudável’
Getty Images via BBC
Rousteing explicou que suas inseguranças e a “obsessão pela perfeição” da moda o impediram de revelar antes tudo o que havia acontecido.
“Para ser honesto, não tenho certeza de por que fiquei tão envergonhado”, acrescentou.
Enquanto se recuperava, ele escondeu os ferimentos com mangas compridas e joias durante as entrevistas.
“Agora, um ano depois, (estou) recuperado, feliz e saudável”, completou.
Rousteing agradeceu à equipe médica que cuidou dele apesar de “lidar com um número incrível de casos de Covid ao mesmo tempo”, e falou sobre como se sente sortudo agora.
“Depois da tempestade, o sol sempre aparece.”
Rousteing recebeu o apoio de outros designers de moda, modelos e celebridades em resposta à sua publicação no Instagram.
A estilista Donatella Versace disse estar “muito feliz” por ele estar saudável.
“Deixemos o amor reinar”, escreveu o músico Lenny Kravitz.
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Rousteing assumiu o cargo de diretor criativo da Balmain em 2011, com apenas 25 anos. E, de acordo com um perfil publicado pela revista Out, a marca cresceu entre 15% e 20% entre 2012 e 2015.
A grife abriu lojas em Londres e Nova York, as primeiras da empresa fora de Paris.
Um documentário da Netflix de 2019, Wonder Boy, analisou a carreira de Rousteing e o acompanhou enquanto procurava sua mãe biológica.
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Fonte: G1 Mundo

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Bebê migrante morre na fronteira entre Bolívia e Chile

Criança caiu do colo da mãe e não resistiu ao impacto. Família cruzou a pé cerca e três quilômetros até encontrar ajuda médica. Uma bebê de nove meses morreu quando seus pais, de nacionalidade venezuelana, tentavam cruzar a fronteira entre a Bolívia e o Chile, tornando-se o décimo quinto migrante morto na região, informaram as autoridades chilenas nesta segunda-feira (11).
O fato ocorreu na localidade boliviana de Pisiga quando a mãe tropeçou e a menina caiu de seus braços, sofrendo um forte impacto no chão e perdendo os sentidos. Por não encontrar ajuda médica, a mulher pegou a menina e cruzou a pé por cerca de três quilômetros na fronteira até a cidade chilena de Colchane, onde médicos atenderam a pequena.
“Constatamos imediatamente que não tinha sinais vitais, fizemos manobras de reanimação, que foram infrutíferas. A menina apresentava desidratação severa”, contou Guillermo Tapia, médico da emergência do hospital de Colchane, em comunicado divulgado pela prefeitura da cidade, localizada cerca de 2.000 km ao norte de Santiago.
No sábado outras duas pessoas morreram. Com a morte da bebê, chegam a 15 os migrantes falecidos este ano nas imediações de Colchane, localizada a 3.650 metros de altitude na região de Tarapacá.
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O fato ocorre em meio a um aumento do fluxo de migrantes que tentam cruzar a fronteira por passagens clandestinas, desafiando as temperaturas extremas do altiplano a fim de buscar uma vida melhor no Chile, que mantém as fronteiras terrestres fechadas por causa da covid-19.
“Sinto uma enorme lástima por esta morte que, sem dúvida, abala a todos; no entanto, é de extrema urgência tratar este fenômeno migratório com seriedade e responsabilidade de Estado, já que, nestes últimos três dias, nossa comuna registrou três migrantes falecidos”, afirmou Javier García, prefeito de Colchane.
Mais de 23.000 migrantes entraram no Chile por passagens clandestinas até julho passado, quase 7.000 a mais do que os registrados durante todo o ano passado, segundo dados do Serviço Jesuíta de Migrantes (SJM).

Fonte: G1 Mundo

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Por que mulheres sofrem mais de síndrome de burnout do que homens


Estatísticas mostram que o estresse e o esgotamento profissional estão afetando amplamente mais mulheres que homens. Por que? Mulheres sofrem mais de síndrome de burnout do que homens
Getty Images
Quando Jia, uma consultora baseada na ilha de Manhattan, em Nova York (EUA), leu o livro Faça Acontecer, de Sheryl Sandberg, em 2014, ela decidiu seguir o conselho oferecido pela chefe de operações do Facebook.
“Eu tinha acabado de me formar numa escola de administração da Liga Ivy (que reúne algumas das universidades mais prestigiadas dos EUA), estava super animada e adorei a ideia de fazer acontecer”, diz Jia, cujo sobrenome não será revelado nesta reportagem para proteger sua reputação profissional.
“Aprender a me autopromover pareceu me dar tanto poder, e eu estava 100% pronta para provar que eu era a mulher que poderia ter tudo: ser uma mulher com uma carreira bem poderosa e uma grande mãe.”
Mas hoje, Jia, de 38 anos, pensa de forma diferente. Por anos, ela sentiu como se estivesse sendo ignorada para promoções e aumentos de salário por causa de seu gênero, particularmente depois de ter se tornado mãe em 2018.
Desde então, ela assumiu a maior parte das obrigações na criação de filhos porque seu marido, que é banqueiro, viajava com mais frequência a trabalho. Isso, acrescenta, lhe deu uma reputação errada, entre seus colegas e chefes — a maioria deles é do sexo masculino — de ser uma pessoa sem ambição profissional.
Então, quando começou a pandemia de covid-19, foi como se todos os fatores que já a limitavam fossem intensificados. Quando a creche de sua filha fechou, em março de 2020, Jia tornou-se a principal cuidadora dela, enquanto tentava manter-se em dia com o trabalho.
“Eu estava extremamente desmotivada, porque sentia que passava todas as horas do dia tentando não cair de uma esteira rolante”, explica. “Mas, ao mesmo tempo, sentia que confiavam cada vez menos que fosse capaz de fazer um bom trabalho. Eu podia sentir minha carreira escapando pelos meus dedos, e não havia absolutamente nada que pudesse fazer a respeito disso.”
No começo de 2021, o terapeuta de Jia disse que ela estava sofrendo de esgotamento profissional — em inglês, o chamado “burnout”. Jia afirma que ela nunca havia tido problemas de saúde mental antes. “Mas agora eu estou apenas tentando chegar ao final de cada semana me mantendo sã”, diz.
A história de Jia é sintomática de um desequilíbrio profundamente instalado na sociedade e que a pandemia tanto destacou como exacerbou. Por vários motivos, mulheres, particularmente mães, provavelmente ainda administram diariamente uma lista mais complexa de responsabilidades que homens — uma combinação frequentemente imprevisível de tarefas domésticas não remuneradas e trabalho profissional pago.
Embora o peso mental de desempenhar esse equilíbrio é visível há décadas, a covid-19 jogou uma luz particularmente dura no problema.
Estatísticas mostram que estresse e esgotamento profissional estão afetando mais mulheres que homens e, particularmente, mais as mães que trabalham fora de casa do que pais que fazem o mesmo.
Isso pode ter múltiplos impactos para o mundo profissional pós-pandemia, o que torna importante que tanto empresas com a sociedade como um todo encontrem formas de reduzir esse desequilíbrio.
Drauzio Varella explica a síndrome de Burnout. Veja vídeo:
Drauzio Varella explica a síndrome de Burnout
Exigências desiguais
Dados recentes que olham especificamente para o chamado burnout em mulheres são preocupantes. Segundo uma pesquisa feita pela plataforma LinkedIn, com quase 5 mil americanos, 74% das mulheres disseram que estavam muito ou razoavelmente estressadas por motivos ligados ao trabalho, em comparação com apenas 61% dos empregados do sexo masculino que responderam à pesquisa.
Uma análise separada da empresa de consultoria Great Place to Work e da startup de saúde Maven observou que mães com empregos remunerados têm 23% mais chances de sofrer de burnout que pais empregados.
Desde o começo da pandemia, estima-se que 2,35 milhões de mães que trabalham fora nos Estados Unidos sofreram de esgotamento profissional, especificamente “devido às demandas desiguais da casa e do trabalho”, mostrou a análise.
Especialistas geralmente concordam que não existe uma razão única pela qual mulheres ficam esgotadas, mas eles reconhecem amplamente que a forma com que estruturas sociais e normas de gênero se cruzam tem um papel significativo. Desigualdades no ambiente de trabalho, por exemplo, são indissociavelmente ligadas a papeis tradicionais de cada gênero.
Nos Estados Unidos, mulheres ainda recebem em média 82 centavos para cada dólar recebido por um homem, e a distância em muitos países da Europa é semelhante.
A empresa de Jia não publica seus dados sobre diferença de salários entre gêneros, mas ela suspeita que seja significativa. Além disso, ela acredita que muitos de seus colegas do sexo masculino ganhem mais que ela, algo que lhe causa um grande volume de estresse.
“A ideia de que eu possa estar me vendendo por pouco é extremamente frustrante, mas eu também não quero fazer com que eu me torne impopular querendo mais dinheiro, quando já estou esticando os limites ao pedir à minha empresa para fazer ajustes porque eu tenho que cuidar da minha filha”, diz ela. “É uma batalha interna constante.”
Desde o começo da pandemia, estima-se que 2,35 milhões de mães que trabalham fora nos Estados Unidos sofreram de esgotamento profissional
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Em geral, pesquisas ligam baixas rendas a altos níveis de estresse e a uma saúde mental ruim. Mas vários estudos também já mostraram mais especificamente que incidências de burnout entre mulheres são maiores por causa de diferenças em condições de trabalho e do impacto do gênero no avanço profissional.
Em 2018, pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, publicaram um estudo em que 2.026 trabalhadores foram acompanhados durante um período de quatro anos. Os acadêmicos concluíram que mulheres eram mais vulneráveis ao chamado burnout que homens porque elas tinham menos chances de ser promovidas que eles e, portanto, eram mais propensas a estar em posições com menos autoridade, o que pode levar a maior estresse e frustração.
Os pesquisadores também identificaram que mulheres eram mais propensas a liderar famílias com um pai ou mãe solo, experimentar tensões ligadas às crianças, investir parte de seu tempo em tarefas domésticas e ter mais baixa autoestima — coisas que podem exacerbar o esgotamento profissional.
Nancy Beauregard, uma professora da Universidade de Montreal e integrante do grupo de autores daquele estudo, disse que, ao refletir sobre seu trabalho em 2018, fica claro que a covid-19 ampliou as desigualdades e os desequilíbrios que sua equipe demonstrou. “Em termos de desenvolvimento sustentável do capital humano da força de trabalho”, diz ela, “nós não estamos seguindo numa boa direção”.
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Uma pandemia catalisadora
Brian Kropp, chefe de estudos em recursos humanos da Gartner, uma empresa de consultoria e pesquisa global baseada em Connecticut (EUA), concorda que, enquanto muitos dos fatores que alimentam o esgotamento profissional de mulheres já existiam antes da pandemia, a covid-19 claramente exacerbou alguns, ao nos forçar a reformular dramaticamente nossas rotinas de vida e de trabalho.
Estruturas que davam apoio a pais e a cuidadores fecharam as portas e, em muitos casos, esse excesso de peso caiu sobre os ombros das mulheres.
Um estudo, conduzido por acadêmicos da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e a London Business School, no Reino Unido, avaliou respostas de 30 mil pessoas pelo mundo e identificou que mulheres — especialmente aquelas que eram mães — haviam passado significativamente mais tempo com cuidados dos filhos e tarefas domésticas durante a pandemia que na época antes da covid-19 estourar, e que isso estava diretamente ligado a um bem-estar reduzido.
Muitas mulheres já haviam se definido como as principais cuidadoras de crianças em seus lares, e a pandemia eliminou os sistemas de suporte que haviam previamente permitido equilibrar emprego e trabalho doméstico.
Foi exatamente isso que Sarah, de 40 anos, vivenciou em março de 2020, quando escolas em Nova York foram fechadas pela primeira vez. “Inicialmente, a mensagem era de que escolas poderiam ficar fechadas até o final de abril, então esse eram o meu alvo: ‘Chegue até esse ponto, que tudo ficará bem'”, lembra a moradora no bairro do Brooklyn, em Nova York (EUA). Agora, com mais de 18 meses de pandemia, seus dois filhos, de 6 e 9 anos, estão só agora se readaptando ao ensino presencial, e a vida de Sarah mudou dramaticamente.
Em abril de 2020, pela primeira vez em sua vida, ela começou a sofrer de ansiedade. As pressões de educar seus filhos em casa, enquanto trabalhava como executiva de marketing para uma grande empresa de tecnologia, a sufocaram.
Ela não conseguia dormir, se preocupava constantemente e se sentia deprimida. Pior de tudo, ela sentia que qualquer coisa que ela fizesse era inadequada, porque não tinha tempo suficiente para fazer bem.
Seis meses depois do início da pandemia, estava claro que alguma coisa precisava mudar. O marido de Sarah, um advogado, ganhava muito mais que ela, desde que eles haviam se casado, em 2008. Então, em agosto de 2020, o casal decidiu conjuntamente que Sarah deixaria seu emprego para se tornar uma mãe dona-de-casa. “Antes disso, eu nunca soube o que sofrer de burnout significava”, diz. “Agora eu sei, sem sombra de dúvida.”
A experiência de Sarah é emblemática de uma tendência muito mais ampla. Em setembro do ano passado, quando a pandemia estava avançando, mais de 860 mil mulheres deixaram a força de trabalho dos EUA, comparadas a apenas pouco mais de 200 mil homens. Uma estimativa coloca o número de mães que abandonaram a força de trabalho dos EUA, entre fevereiro e setembro de 2020, em 800 mil e o número de pais em 300 mil.
Com mulheres perdendo suportes sociais cruciais durante o confinamento, algo que pode ter sido fontes físicas e emocionais de estresse, está claro que a avalanche abrupta de responsabilidades domésticas adicionais empurrou muitas que já estavam bastante ocupadas equilibrando as vidas doméstica e profissional para além de onde elas podiam ir.
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Uma das maiores preocupações de especialistas em ambientes de trabalho é que uma saúde mental ruim entre mulheres na empresa desestimule gerações futuras a estabelecer objetivos profissionais, particularmente se quiserem iniciar uma família. Isso poderia exacerbar as desigualdades de gênero que já existem em termos de salário e posições de liderança no mercado de trabalho.
Dados indicam que essa é realmente uma preocupação legítima.
Estatísticas coletadas pela CNBC e pela empresa de pesquisas de opinião SurveyMonkey neste ano mostraram que o número de mulheres descrevendo elas mesmas como “muito ambiciosas” em termos de suas carreiras caiu significativamente durante a pandemia.
Informações do Census Bureau, dos EUA, mostram que, durante as primeiras 12 semanas da pandemia, o percentual de mães entre as idades de 25 e 44 que não estavam trabalhando por causa de questões ligadas a cuidados com filhos causadas pela covid-19 aumentou 4,8 pontos percentuais. Em comparação, na mesma faixa etária não houve aumento entre os homens.
Igualmente, há preocupações em relação a como novas formas de trabalhar, como o chamado trabalho híbrido, podem impactar na igualdade de gênero no ambiente profissional.
Pesquisas mostram que mulheres têm uma tendência maior que os homens a trabalhar de casa no mundo pós-pandemia, mas existem evidências de que pessoas que trabalham de casa têm menos chances de ser promovidas do que aquelas que passam mais tempo pessoalmente com seus chefes.
“Mulheres estão dizendo, ‘Estou trabalhando tão duro e fazendo tanto quanto, mas porque eu estou trabalhando de casa, é menos provável que eu consiga ser promovida'”, diz Kropp. “Isso é extremamente desmotivante.”
Dean Nicholson, chefe de terapia para adultos da clínica de saúde comportamental The Soke, em Londres, sugere que as percepções de justiça — ou de injustiça — podem impactar na participação de mulheres no ambiente de trabalho.
“Quando a balança da justiça é desequilibrada contra nós no ambiente de trabalho, isso invariavelmente levará a sentimentos negativos, não apenas contra a organização, mas na forma com que nós nos sentimos a respeito de nós mesmos e o valor de nossa contribuição, assim como sobre onde estamos posicionados na hierarquia de valor.”
Para impedir um êxodo de talento feminino, diz Kropp, organizações precisam entender que antigas práticas do ambiente de trabalho não funcionam mais. Chefes de equipe precisam fundamentalmente repensar como as empresas devem ser estruturadas para promover justiça e igualdade de oportunidades, diz ele.
Isso significa igualdade salarial e oportunidades iguais de promoção, assim como a criação de uma cultura de transparência onde todos — mães, pais e funcionários sem filhos — sintam-se valorizados e possam alcançar seu potencial profissional, enquanto também acomodam o que se passa dentro de casa.
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Steve Hatfield, líder global em futuro do trabalho na Deloitte, aponta que mães, especialmente aquelas em cargos altos de liderança, são modelos a seguir extremamente importantes. “O efeito do que elas parecem estar experimentando agora tem o potencial de ser profundo em funcionários mais novos, e está nas mãos das empresas provar que elas podem acomodar e atender as necessidades de todos os empregados”, diz ele.
Hephzi Pemberton, fundadora do Equality Group, uma consultoria baseada em Londres que se concentra em inclusão e diversidade nas indústrias de finanças e tecnologia, enfatiza a necessidade de que chefes sejam treinados formalmente e entendam que a iniciativa de criar um ambiente de trabalho eficaz deve vir do empregador, não do empregado. “Isso é absolutamente crucial para evitar o risco de burnout”, diz ela.
Mas Jia, que diz que ela está agora à beira de se demitir do emprego, insiste que mudanças notáveis precisam acontecer na casa, além do ambiente de trabalho. “O que se tornou bem claro para mim, durante a pandemia, é que nós todos temos um papel a desempenhar em entender os desequilíbrios que são criados quando papeis estereotipados de gênero são seguidos de forma cega”, afirma ela.
“Sim, é claro que às vezes faz sentido que a mulher seja a principal pessoa a cuidar da criança ou dar um passo para trás em seu trabalho remunerado, mas precisamos compreender o custo disso. Estamos em 2021. Às vezes me pergunto se estamos nos anos 1950.”

Fonte: G1 Mundo

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Queda de avião provoca incêndio em duas casas na Califórnia

Acidente aconteceu em Santee, cerca de 30 quilômetros a nordeste do centro de San Diego, e deixou duas pessoas feridas. Chamas foram extintas após aproximadamente uma hora depois da queda do Cessna C340 bimotor. Um pequeno avião caiu em um bairro no subúrbio do sul da Califórnia nesta segunda-feira (11), ferindo pelo menos duas pessoas e incendiando duas casas, disseram as autoridades.
O acidente aconteceu pouco depois do meio-dia na cidade de Santee, cerca de 30 quilômetros a nordeste do centro de San Diego.
Duas pessoas sofreram queimaduras, disse o chefe dos bombeiros John Garlow. Ele não sabia suas condições ou se eles estavam no avião ou no solo.
Uma casa ficou “bem envolvida” pelas chamas, e uma segunda casa também pegou fogo, disse Garlow. Um caminhão-baú, possivelmente um veículo de entrega de pacotes, também queimou, disse ele.
Um noticiário de TV cerca de uma hora após o acidente mostrou o incêndio extinto e duas casas e um veículo na rua ainda fumegando e destruído pelas chamas.
O avião era um Cessna C340 bimotor, de acordo com a Administração Federal de Aviação. Não se sabia imediatamente de onde o voo se originou ou para onde se dirigia, e quantas pessoas estavam a bordo.
O acidente aconteceu a cerca de três quarteirões do Colégio Santana, em uma cidade com aproximadamente 50 mil moradores. A escola disse no Twitter que “todos os alunos estão seguros”.
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Fonte: G1 Mundo

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Filhotes gêmeos de panda nascidos no Japão ganham nomes


Após receber mais de 190 mil sugestões, zoo de Tóquio anunciou que escolhidos foram Lei Lei, para fêmea, e Xiao Xiao, para macho. Bebês nascidos em junho serão oficialmente apresentados ao público em janeiro de 2022. Filhotes gêmeos de panda gigante que nasceram em Tóquio ganham nomes
Filhotes gêmeos de panda gigante nascidos no zoológico de Ueno, em Tóquio, em junho, ganharam nomes na sexta-feira (8) – Lei Lei para a fêmea e Xiao Xiao para seu irmão. Eles foram escolhidos entre centenas de milhares de sugestões enviadas por fãs de todo o Japão.
Os filhotes, que eram criaturas cor de rosa do tamanho da palma de uma mão quando nasceram em 23 de junho, cresceram e agora têm suas pelagens pretas e brancas exclusivas, com pelo preto ao redor dos olhos, orelhas e membros.
Os filhotes de panda gêmeos Lei Lei (esquerda) e Xiao Xiao, nascidos no Ueno Zoo, de Tóquio, no Japão, em foto divulgada no dia 4 de outubro
Tokyo Zoological Park Society via AP
A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, anunciou os nomes durante sua entrevista coletiva semanal. Ela disse que Xiao Xiao significa “a luz do amanhecer ficando mais brilhante”, e Lei Lei retrata um botão se tornando uma bela flor e desenvolvendo um futuro brilhante.
“Juntos, Xiao Xiao e Lei Lei podem significar um amanhecer brilhante que leva ao futuro. Acho que seus nomes têm uma imagem muito brilhante”, disse ela.
A filhote de panda Lei Lei, nascida no Ueno Zoo, de Tóquio, no Japão, em foto divulgada no dia 4 de outubro
Tokyo Zoological Park Society via AP
Em um pequeno vídeo que Koike exibiu, os irmãos em um berço se aninharam, engatinharam lentamente e foram dormir. “Adorável”, disse ela, que reproduziu o vídeo duas vezes.
Como em outras partes do mundo, os pandas são extremamente populares no Japão. Antes de decidir seus nomes, as autoridades de Tóquio até criaram um comitê de seleção de nomes.
Autoridades do zoológico e do governo de Tóquio escolheram os nomes entre mais de 190 mil sugestões enviadas de todo o Japão e após consulta ao Parque Nacional do Panda Gigante na China, dono dos pandas.
Os filhotes de panda gêmeos Lei Lei (esquerda) e Xiao Xiao, nascidos no Ueno Zoo, de Tóquio, no Japão, em foto divulgada no dia 4 de outubro
Tokyo Zoological Park Society via AP
Ambos pesam agora cerca de 6 quilos cada – quase 50 vezes o seu peso ao nascer – e tem aproximadamente 60 centímetros de comprimento, de acordo com o zoológico.
Koike disse que os filhotes de panda ainda são criados dentro de um espaço reservado no zoológico, mas sua estreia perante o público está prevista para janeiro, quando completarem 6 meses, quando serão apresentados junto com sua mãe.

Fonte: G1 Mundo

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Avião fica pendurado em árvore nos EUA; veja VÍDEO

Piloto relatou problema no motor e decidiu pousar a 5km da pista de um aeroporto. Ele acionou um pequeno paraquedas que amorteceu o impacto. Ninguém teve ferimentos graves. Avião fica pendurado em árvore ao tentar pousar nos EUA
Um pequeno avião ficou pendurado em uma árvore após fazer um pouso de emergência na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, no domingo (11). O piloto, único ocupante, teve apenas ferimentos muito leves.
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De acordo com o piloto, a aeronave apresentou problema no motor. Diante disso, pediu para pousar em um pequeno aeroporto nas imediações e conseguiu autorização, mas, segundo relato para a emissora americana NBC, ele mesmo sabia que não conseguiria chegar até lá e fez o pouso forçado a menos de 5 km da pista.
O piloto também disse que um pequeno paraquedas acoplado à aeronave foi acionado. Isso ajudou a amortecer o impacto.
Depois da batida da árvore, ele conseguiu sair do avião, apenas com pequenos hematomas. Não foi preciso que ele procurasse atendimento médico.

Fonte: G1 Mundo