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Polícia dos EUA investiga vídeo que mostra homem negro paraplégico sendo arrastado de carro

Clifford Owensby, de 39 anos, foi puxado pelo cabelo: ‘Eles me arrastaram como um cachorro, como lixo. Foi uma humilhação total’, ele disse. Assista ao vídeo. Polícia de Ohio (EUA) investiga vídeo que mostra homem negro paraplégico sendo arrastado de carro por policiais
A polícia de Dayton, Ohio, nos EUA, divulgou um vídeo que mostra um homem negro paraplégico sendo arrastado de um carro e puxado pelo cabelo disse que investiga o caso. Assista ao vídeo acima.
O homem chamado Clifford Owensby, de 39 anos, disse em uma conferência de imprensa no domingo (10): “Eles me arrastaram do carro como um cachorro, um lixo. Foi humilhação total”.
O caso aconteceu no dia 30 de setembro. É possível ouvir um policial dizendo para Clifford sair do carro e ele respondendo que é paraplégico e por isso não consegue fazer isso.
No vídeo, os agentes pedem várias vezes para ele sair do veículo e oferecem ajuda. Ele se recusa a sair e é retirado a força, mesmo dizendo que está sendo machucado.
Segundo as autoridades, o carro foi parado por ter saído de uma casa onde haviam pessoas suspeitas de tráfico de drogas.
Os oficiais acharam uma bolsa com 22 mil dólares no carro. O homem não foi acusado de nenhum crime relacionado a drogas.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-espião desertor da Coreia do Norte faz relato impressionante sobre drogas, armas e terror


Ex-coronel descreve como um dos países mais isolados do mundo ganha dinheiro por qualquer meio, de fábricas de drogas a negócios ilegais de armas. Ex-espião Kim Kuk-song desertou da Coreia do Norte temendo por sua vida e resolveu falar pela primeira vez
BBC
Kim Kuk-song não perdeu os velhos hábitos.
Foram necessárias várias semanas para marcar uma entrevista com ele, e o norte-coreano ainda está preocupado com quem pode estar nos ouvindo.
Kim usa óculos escuros, e apenas dois integrantes de nossa equipe sabem qual é seu nome verdadeiro.
Ele passou 30 anos trabalhando para chegar ao topo das poderosas agências de espionagem da Coreia do Norte. As agências eram os “olhos, ouvidos e cérebros do Líder Supremo”, conta.
Kim afirma que guardou seus segredos, enviou assassinos para matar seus detratores e até construiu um laboratório de drogas ilegais para ajudar a arrecadar fundos “revolucionários”.
Agora, o ex-expião decidiu contar sua história à BBC. É a primeira vez que um oficial militar do alto escalão de Pyongyang concede uma entrevista a uma grande emissora.
Kim era o “o mais vermelho dos vermelhos”, disse ele, em entrevista exclusiva. Um servo comunista leal.
Mas posição e lealdade não garantiram sua segurança na isolada Coreia do Norte.
Ele teve que fugir para salvar sua vida em 2014 e, desde então, vive em Seul, capital da Coreia do Sul, e trabalha para a inteligência sul-coreana.
Kim retrata uma liderança norte-coreana desesperada para ganhar dinheiro de todos os meios possíveis, desde negócios de drogas a vendas de armas no Oriente Médio e na África.
Ele nos contou sobre a estratégia por trás das decisões que estão sendo tomadas em Pyongyang e os ataques do regime à Coreia do Sul. Também diz que as redes cibernéticas e de espionagem do país podem alcançar todo o mundo.
A BBC não pode verificar de forma independente suas alegações, mas conseguimos provar sua identidade e, sempre que possível, encontramos evidências que corroboram suas alegações.
Entramos em contato com a embaixada norte-coreana em Londres e a missão em Nova York para uma declaração, mas até agora não recebemos resposta.
‘Força-tarefa terrorista’
Os últimos anos de Kim na principal unidade de inteligência da Coreia do Norte permitem entender como foi o início da liderança de Kim Jong-un, um jovem ansioso por provar ser um “guerreiro”.
A Coreia do Norte formou uma nova agência de espionagem chamada Reconnaissance General Bureau em 2009, no momento em que Kim Jong-un estava sendo preparado para suceder seu pai, que havia sofrido um derrame. O chefe da autarquia era Kim Yong-chol, que continua sendo um dos braços-direitos do líder norte-coreano.
O ex-espião disse que, em maio de 2009, determinou a formação de uma “força-tarefa terrorista”. O objetivo era matar um ex-oficial norte-coreano que havia desertado para o sul.
“Para Kim Jong-un, foi um ato para satisfazer o líder supremo (seu pai)”, diz Kim.
“Uma ‘força-tarefa terrorista’ foi formada para assassinar Hwang Jang-yop em segredo. Dirigi e executei pessoalmente o trabalho.”
Ex-líder supremo norte-coreano Kim Jong-il com seu filho, Kim Jong-un, ao fundo
Reuters/BBC
Hwang Jang-yop era uma das autoridades mais poderosas do país. Ele foi um dos principais arquitetos da política norte-coreana. Sua deserção para o Sul em 1997 nunca foi perdoada. Uma vez em Seul, ele passou a falar mal do regime norte-coreano e a família Kim queria vingança.
Mas a tentativa de assassinato deu errado. Dois majores do Exército norte-coreano ainda estão cumprindo penas de prisão de 10 anos em Seul por causa do complô. Pyongyang sempre negou envolvimento e alegou que tudo não passava de encenação da Coreia do Sul.
O testemunho de Kim sugere o contrário.
“Na Coreia do Norte, o terrorismo é uma ferramenta política que protege a honra de Kim Jong-il e Kim Jong-un”, diz ele. “Foi um presente para demonstrar a lealdade do sucessor ao seu grande líder.”
Havia mais por vir. Um ano depois, em 2010, um navio da marinha sul-coreana, o Cheonan, afundou após ser atingido por um torpedo. Quarenta e seis vidas foram perdidas. Pyongyang sempre negou envolvimento.
Então, em novembro daquele ano, dezenas de projéteis de artilharia norte-coreanos atingiram a ilha sul-coreana de Yeongpyeong. Dois soldados e dois civis foram mortos.
Ainda não se sabe quem deu a ordem para esse ataque. Kim disse que “não estava diretamente envolvido nas operações na Ilha Cheonan ou Yeonpyeong”, mas “não eram um segredo para os oficiais da RGB; (o episódio) era tratado com orgulho, algo para se vangloriar”.
E essas operações não teriam acontecido sem ordens do alto escalão, diz ele.
“Na Coreia do Norte, nada pode ser feito sem aprovação direta do Líder Supremo, nem mesmo a construção de uma estrada. O naufrágio do Cheonan e o bombardeio da Ilha Yeongpyeong não seriam atos executados exclusivamente por subordinados”.
“Esse tipo de trabalho militar é projetado e implementado por ordens especiais de Kim Jong-un. É uma conquista.”
‘Espião na Casa Azul’
Kim diz que uma de suas responsabilidades no Norte era desenvolver estratégias para lidar com a Coreia do Sul. O objetivo era a “subordinação política”.
Isso envolvia ter “olhos e ouvidos” em campo.
“Houve muitos casos em que enviei espiões à Coreia do Sul para realizar missões. Muitos casos”, afirma.
Ele não compartilha muitos detalhes, mas dá um exemplo intrigante.
“Houve um caso em que um agente norte-coreano foi enviado e trabalhou no Gabinete Presidencial na Coreia do Sul. Isso foi no início dos anos 1990. Depois de trabalhar para a Casa Azul (Gabinete Presidencial da Coreia do Sul) por cinco a seis anos, ele voltou em segurança e trabalhou para o governo”.
“Posso dizer que os agentes norte-coreanos estão desempenhando um papel ativo em várias organizações da sociedade civil, bem como em instituições importantes na Coreia do Sul.”
A BBC não conseguiu verificar essa afirmação.
“Todo o dinheiro da Coreia do Norte pertence ao Líder Supremo”, diz Kim Kuk-song
Reuters/BBC
Conheci vários espiões norte-coreanos condenados na Coreia do Sul e, como Chad O’Carroll, fundador da NK News (site com notícias e análises sobre a Coreia do Norte), assinalou em um artigo recente, dezenas deles foram presos ao longo das últimas décadas por diferentes atividades de espionagem.
Vários incidentes continuaram ocorrendo e pelo menos um envolveu um espião enviado diretamente do Norte. Mas os dados da NK News indicam que muito menos pessoas foram presas na Coreia do Sul por crimes relacionados com espionagem desde 2017, à medida em que o Norte se volta para novas tecnologias, em vez de espiões antiquados, para coleta de inteligência.
A Coreia do Norte pode ser um dos países mais pobres e isolados do mundo, mas ex-membros do alto escalão do governo norte-coreano que desertaram para o sul alertam que Pyongyang criou um Exército de 6 mil hackers de alto nível.
De acordo com Kim, o líder norte-coreano anterior, Kim Jong-il, ordenou o treinamento de novos funcionários na década de 1980 “para se preparar para a guerra cibernética”.
“A Universidade Moranbong escolhia os alunos mais brilhantes de todo o país e por seis anos recebiam educação especial”, diz ele.
Oficiais de segurança britânicos acreditam que uma unidade norte-coreana conhecida como Grupo Lazarus esteve por trás de um ataque cibernético que afetou partes do NHS (serviço público de saúde do Reino Unido) e outras organizações ao redor do mundo em 2017. Acredita-se que em 2014 a Sony Pictures tenha sido alvo do mesmo grupo.
“Internamente, nós apelidamos esse departamento de ‘Centro de Informações de Kim Jong-il’.”
Ele afirma que possuía uma linha telefônica direta com o líder norte-coreano.
“As pessoas dizem que esses agentes estão na China, na Rússia e em países do Sudeste Asiático, mas também operam na própria Coreia do Norte. Esse departamento também protege a comunicação entre agentes espiões norte-coreanos.”
Drogas por dólares
Kim Jong-un anunciou recentemente que o país está mais uma vez enfrentando uma “crise” e em abril ele pediu à população que se preparasse para outra “Marcha Árdua”, termo usado para descrever uma grande fome ocorrida na década de 90, quando o país ainda estava sob o comando de seu pai, Kim Jong-il.
Naquela época, o ex-espião estava no Departamento de Operações e recebeu a ordem de arrecadar “fundos revolucionários” para o Líder Supremo. Em outras palavras: tráfico de drogas ilegais, diz ele.
“A produção de drogas na Coreia do Norte de Kim Jong-il atingiu o pico durante a Marcha Árdua”, conta. “Naquela época, o Departamento Operacional ficou sem fundos revolucionários para o Líder Supremo”.
“Depois de ser designado para a tarefa, eu trouxe três estrangeiros do exterior para a Coreia do Norte, construí uma base de produção no centro de treinamento e produzi drogas”.
“Era metanfetamina. Então poderíamos trocá-la por dólares para enviar a Kim Jong-il.”
Seu relato sobre o tráfico de drogas nessa época faz sentido. A Coreia do Norte tem uma longa história de produção de drogas — principalmente heroína e ópio.
Um ex-diplomata norte-coreano no Reino Unido, Thae Yong-ho, que também desertou, disse ao Fórum da Liberdade de Oslo em 2019 que o governo estava patrocinando diretamente uma rede de tráfico de drogas e, ao mesmo tempo, tentando solucionar uma epidemia doméstica generalizada de dependência de narcóticos.
Pergunto a Kim para onde foi o dinheiro das drogas. Foi convertido em dinheiro para o povo?
“Para ajudá-lo a entender, todo o dinheiro da Coreia do Norte pertence ao líder norte-coreano”, diz ele. “Com esse dinheiro, ele construía condomínios, comprava carros, comida e roupas, desfrutando de muitos luxos.”
As estimativas do número de mortes causadas pela prolongada escassez de alimentos na Coreia do Norte na década de 1990 variam de centenas de milhares a até 1 milhão de pessoas.
Grande fome matou milhares de norte-coreanos nos anos 90; país ainda enfrenta escassez de alimentos; na foto acima, mulher colhe grama para comer
Getty Images/BBC
Outra fonte de receita, segundo Kim, veio da venda ilegal de armas ao Irã, administrada pelo Departamento de Operações.
“Havia submarinos-anões e semissubmersíveis especiais. A Coreia do Norte era muito boa na construção de equipamentos de ponta como esse”, diz ele.
Tal declaração é compreensível, mas polêmica, uma vez que os submarinos do país têm motores a diesel barulhentos.
Ele afirma, contudo, que os negócios foram tão bem-sucedidos que o vice-diretor da Coreia do Norte no Irã se gabava de chamar os iranianos para fazer negócios na piscina de sua casa.
‘Todos seguem convicção de obediência final ao Líder Supremo’, diz Kim
EPA/BBC
Os acordos norte-coreanos de armas com o Irã têm sido um segredo aberto desde os anos 1980 e até incluem mísseis balísticos, diz o professor Andrei Lankov, uma das principais autoridades mundiais na Coreia do Norte.
A Coreia do Norte continuou avançando no desenvolvimento de armas de destruição em massa, apesar de estar sujeita a severas sanções internacionais. Em setembro, o país testou quatro novos sistemas de armas, incluindo um novo míssil de cruzeiro de longo alcance, um sistema de lançamento de um míssil balístico a partir de um trem, um míssil hipersônico e um míssil antiaéreo.
A tecnologia está se tornando cada vez mais sofisticada.
De acordo com Kim, Pyongyang também vendeu armas e tecnologia para países que travaram longas guerras civis. Nos últimos anos, a ONU acusou a Coreia do Norte de fornecer armas à Síria, Mianmar, Líbia e Sudão.
Segundo as Nações Unidas, os armamentos desenvolvidos em Pyongyang podem acabar em muitos cantos problemáticos do mundo.
Familiares sul-coreanos das vítimas do ataque em Cheonan protestam contra vice-presidente norte-coreano Kim Yong Chol
Getty Images/BBC
‘Servo leal traído’
Kim levou uma vida privilegiada na Coreia do Norte. Ele afirma que recebeu um carro Mercedes-Benz da tia de Kim Jong-un e teve permissão para viajar ao exterior livremente para arrecadar dinheiro para o líder norte-coreano.
O ex-espião diz ter vendido metais raros e carvão para arrecadar milhões em dinheiro, que seriam trazidos de volta ao país em malas.
Em um país empobrecido onde milhões de pessoas lutam contra a escassez de alimentos, essa é uma vida que poucos podem imaginar, quanto mais viver.
Jornalista da BBC Laura Bicker entrevistou desertor norte-coreano
BBC
As poderosas conexões políticas de Kim por meio de seu casamento permitiram que ele trabalhasse para diferentes agências de inteligência, conta ele.
Mas essas mesmas conexões também colocaram ele e sua família em perigo.
Pouco depois de ascender à liderança do país em 2011, Kim Jong-un decidiu expurgar aqueles que considerava uma ameaça, incluindo seu próprio tio, Jang Song-thaek.
Havia muito tempo, acreditava-se que Jang era o líder de fato da Coreia do Norte, à medida que a saúde de Kim Jong-il piorava.
Coreia do Norte vem testando mísseis balísticos
Reuters/BBC
De acordo com Kim, o nome de Jang Song-thaek chegou a se tornar mais conhecido do que o de Kim Jong-un.
“Foi quando senti que Jang Song-thaek não duraria muito. Senti que ele seria banido para um campo de trabalhos forçados”, diz ele.
Norte-coreanos se curvam diante das estátuas dos ex-líderes do país, Kim Il-sung e Kim Jong-il
Getty Images/BBC
Mas então a imprensa estatal norte-coreana anunciou em dezembro de 2013 que Jang havia sido executado.
“Fiquei mais do que surpreso, fiquei chocado. Foi um golpe fatal”, diz Kim. “Imediatamente senti que minha vida estava em perigo. Sabia que não poderia mais continuar na Coreia do Norte.”
Kim estava no exterior quando leu sobre a execução em um jornal. Ele decidiu criar um plano para fugir com sua família para a Coreia do Sul.
“Abandonar meu país, onde está o túmulo e a família de meus ancestrais, e fugir para a Coreia do Sul, que na época para mim era uma terra estrangeira, foi a pior decisão de sofrimento emocional”, diz.
Mesmo por trás dos óculos escuros, posso ver que as lembranças são difíceis para ele.
A única pergunta que continuo fazendo durante nossos muitos encontros, ao longo de muitas horas, é por que ele decidiu falar agora.
“Este é o único dever que posso cumprir”, diz ele. “Serei mais ativo a partir de agora para libertar meus irmãos do Norte das garras da ditadura e para que eles desfrutem de verdadeira liberdade.”
Existem mais de 30 mil desertores na Coreia do Sul. Apenas alguns decidem falar com a imprensa. Quanto mais conhecido, maior o risco tanto para o desertor quanto para sua família.
Também há muitos na Coreia do Sul que duvidam desses relatos. Afinal, como alguém pode realmente checar essas histórias?
Kim viveu uma vida altamente incomum. Seu relato deve ser lido como parte da história da Coreia do Norte. Sua história nos oferece uma visão sobre um regime do qual poucos conseguem escapar e nos diz algo sobre o que é necessário para sua sobrevivência.
“A sociedade política da Coreia do Norte, seu julgamento, seus processos de pensamento, todos seguem a convicção da obediência final ao Líder Supremo”, diz ele. Ao longo de gerações, isso produz um “coração leal”, acrescenta.
O momento em que essa entrevista ocorreu também é interessante. Kim Jong-un deu a entender que pode querer falar com a Coreia do Sul em um futuro próximo, se certas condições forem atendidas.
Mas Kim faz um alerta sobre isso.
“Já se passaram anos desde que vim para cá, mas a Coreia do Norte não mudou nada”, diz ele.
“A estratégia que estabelecemos continua. O que você precisa saber é que a Coreia do Norte não mudou 0,01%”, conclui.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Policial quase é atropelado em rodovia na Flórida; veja VÍDEO

Picape em alta velocidade bateu em carro que estava parado com problemas no pneu em uma rodovia. Apesar do susto, ninguém se feriu gravemente. Carro em alta velocidade quase atinge policial em rodovia dos EUA
Um vídeo capturado por câmera da polícia flagrou o momento em que uma picape em alta velocidade atinge um carro parado em uma rodovia na Flórida, nos Estados Unidos. Assista ao VÍDEO acima.
Pelas imagens, dá para ver que tanto o motorista do veículo que estava parado quanto o policial escaparam por muito pouco de serem atingidos. O caso aconteceu na última quinta-feira (7).
De acordo com a agência Reuters, o carro atingido estava parado por problemas no pneu traseiro. Um policial estava no local para ajudar o motorista, quando o acidente aconteceu. O motorista da picape fugiu em seguida, e a polícia ainda procura o paradeiro dele.
Apesar do susto, só o motorista do carro parado sofreu ferimentos leves. O policial, que correu em direção à pista antes do choque, não se feriu.

Fonte: G1 Mundo

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Destruição de fábrica de cimento pela lava obriga moradores a se confinarem na ilha de La Palma


Acidente pode gerar gases tóxicos. Entre 2.500 e 3.000 pessoas, que moram na região, devem permanecer dentro de casa. Fábrica de cimentos pega fogo após ser atingida por lava do vulcão Cumbre Vieja
REUTERS/Sergio Perez
As autoridades da ilha espanhola de La Palma anunciaram, nesta segunda-feira (11), o confinamento de 3.000 pessoas em suas casas depois que a lava do vulcão em erupção destruiu parte de uma fábrica de cimento, gerando gases que poderiam ser tóxicos.
“Uma parte da fábrica de cimento entrou em combustão e, consequentemente e até que possamos analisar se a qualidade do ar permite ter uma vida normal, foi decidido fazer o confinamento para evitar possíveis problemas de saúde”, afirmou em coletiva de imprensa Miguel Ángel Morcuende, diretor técnico do Plano de Emergências pela Erupção do Vulcão (Pevolca).
São “2.500 ou 3.000 pessoas” que vivem em áreas próximas ao local atingido e que devem permanecer em suas casas, afirmou Morcuende.
Lava do vulcão Cumbre Vieja atingiu uma fábrica de cimentos
REUTERS/Sergio Perez
A fábrica foi afetada por um fluxo de lava do vulcão Cumbre Vieja, que entrou em erupção em 19 de setembro. Embora não tenha deixado vítimas, provocou grandes danos nesta pequena ilha do arquipélago atlântico das Canárias com 85.000 habitantes, dos quais 6.000 precisaram ser retirados de lá.
Os fluxos de lava destruíram mais de 1.200 edifícios e cobriram uma superfície de quase 600 hectares, segundo as autoridades.
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FOTOS: Ilhas Canárias têm vulcões e museu subaquático
O aeroporto de La Palma continuava funcionando nesta segunda-feira, embora as autoridades alertem que a nuvem de cinzas poderia interromper sua atividade, como ocorreu duas vezes desde que o vulcão entrou em erução, a última delas entre quinta-feira e sábado.
Esta é a terceira erupção de um vulcão em La Palma no último século, depois da de San Juan em 1949 e a de Teneguía em 1971, que deixaram três mortos.
Saiba mais sobre o vulcão:
Paranaense relata experiência de ver vulcão em erupção
Vulcão de La Palma expele uma correnteza de lava no seu 20º dia de erupção
Imagem mostra casa sendo envolvida por lava do vulcão em La Palma

Fonte: G1 Mundo

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Chefe da ONU denuncia promessas não cumpridas do Talibã sobre mulheres e meninas


Antonio Guterres pediu ao mundo para injetar dinheiro no país para evitar seu colapso econômico. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, discursa na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU em 21 de setembro de 2021
REUTERS/Eduardo Munoz/Pool
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, criticou nesta segunda-feira (11) as promessas “não cumpridas” do Talibã para mulheres e meninas afegãs, e pediu ao mundo para injetar dinheiro no Afeganistão para evitar seu colapso econômico.
“Estou especialmente preocupado ao ver que as promessas feitas às mulheres e meninas afegãs pelos talibãs não estão sendo cumpridas”, disse à imprensa.
“Faço um apelo enérgico aos talibãs para que mantenham suas promessas às mulheres e meninas e cumpram suas obrigações em virtude dos direitos humanos internacionais e o direito humanitário”.
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Saiba o que é o grupo extremista islâmico
Em Kandahar, meninas são permitidas nas escolas, mas número de estudantes diminuiu significativamente após a tomada de poder pelo Talibã
BULENT KILIC / AFP
Enquanto isso, os talibãs buscam reconhecimento internacional e ajuda para evitar um desastre humanitário depois de voltarem ao poder em agosto no Afeganistão, após a retirada das tropas americanas e depois de 20 anos de conflito.
Uma delegação do grupo extremista se reunirá nesta terça-feira (12) com representantes da União Europeia (UE) em Doha, informou atual ministro das Relações Exteriores, Amir Khan Muttaqi.
Os afegãos já se reuniram com representantes do governo alemão e com um parlamentar britânico, afirmou Muttaqi em um evento organizado no Centro de Conflitos e Estudos humanitários do Catar.
“Queremos ter uma relação positiva com todo o mundo. Acreditamos em relações internacionais equilibradas. Acreditamos que essas relações equilibradas podem salvar o Afeganistão da instabilidade”, acrescentou Muttaqi.
No sábado e domingo, funcionários dos Estados Unidos se reuniram com representantes do Talibã no Catar para falar sobre segurança e direitos humanos no Afeganistão, disse o Departamento de Estado no domingo.
Mudanças para as mulheres
Ao assumir o controle do Afeganistão, em 15 de agosto, o grupo extremista islâmico disse que não impediria as mulheres de estudarem ou trabalharem, como era imposto até 2001, quando os Estados Unidos ocuparam o país.
Mas, desde à tomada do poder, o grupo determinou que todas as mulheres, exceto as do setor público de saúde, se afastassem do trabalho até que a “segurança do país” melhorasse.
Segundo reportagem da BBC, as universidades afegãs passarão a ser segregadas por gênero, e um novo código de vestimenta será adotado para as estudantes.
Até então, as alunas não tinham que obedecer a uma regra de vestimenta e as universidades eram mistas, com homens e mulheres estudando lado a lado.
Para o novo ministro do Ensino Superior, Abdul Baqi Haqqani, não haverá problemas em acabar com o sistema de ensino misto porque “as pessoas são muçulmanas e vão aceitar isso”.
O novo governo substituiu ainda o Ministério dos Assuntos da Mulher pelo Ministério da Virtude.
O temido departamento foi responsável, até o início dos anos 2000, por enviar a polícia religiosa às ruas para fazer cumprir uma interpretação radical da lei Sharia (lei islâmica). Tornou-se conhecido, por exemplo, por bater em mulheres acusadas de se vestir indecentemente ou de sair de casa sem um tutor.
A iminência da retomada do poder pelo Afeganistão levou diversas mulheres proeminentes a fugirem do país antes de meados de agosto. A maior cantora pop do país, Aryana Sayeed, viajou em um avião de carga dos EUA e a famosa diretora de cinema Sahraa Karimi foi levada para a Ucrânia.

Fonte: G1 Mundo

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Carro do príncipe Charles funciona a base de ‘queijo’ e ‘vinho’


Ele defende a implementação de cultivos orgânicos e o uso de fontes renováveis de energia e modificou seu Aston Martin para ser abastecido com biocombustíveis. Príncipe Charles em frente a um de seus Aston Martin em foto de 21 de fevereiro de 2020
Pool/AFP
O príncipe Charles, ambientalista de longa data e amante declarado de automóveis de luxo, disse que um de seus carros, da marca Aston Martin, foi modificado para funcionar a base de “queijo” e “vinho”.
Em entrevista à rede BBC nesta segunda-feira (11), o príncipe afirmou que modificou o automóvel para poder abastecê-lo com combustíveis de origem renovável.
O veículo, que possui há mais de 50 anos, funciona com 85% de bioetanol, e 15% de gasolina sem chumbo. Na mistura, vai o excedente da produção local de vinho e o soro da fabricação de queijo.
O filho mais velho da rainha Elizabeth II e herdeiro da coroa britânica participará da COP26, a Conferência da ONU para o clima em Glasgow, junto com sua mãe, de 95 anos.
Entende a frustação de Greta
Príncipe Charles do Reino Unido e Greta Thunberg em montagem
AP-AFP/g1
O duque de Cambridge disse também que “entende” a frustração de ativistas como a sueca Greta Thunberg, que acusa os políticos de permanecerem impassíveis à emergência climática.
“Todos esses jovens acham que nada acontece, então é claro que ficam frustrados”, afirmou o príncipe, de 72 anos.
Greta Thunberg questiona conversas sobre clima: ‘blá-blá-blá’
Ele também disse entender por que grupos ambientalistas, como o Extinction Rebellion (XR), protestam e bloqueiam estradas, ações reiteradamente condenadas pelo governo britânico.
“A dificuldade está em como lidar com essa frustração de forma construtiva, e não destrutiva”, sugeriu.
Charles teme que os líderes mundiais reunidos para a COP26, a partir de 31 de outubro, em Glasgow, “limitem-se a falar”, em vez de tomarem medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Impacto catastrófico
Desde que os Acordos de Paris sobre o Clima foram assinados em 2015, a transição para economias mais limpas progrediu muito lentamente no sentido de limitar o aquecimento global a +2°C, e muito menos a +1,5°C, em comparação com o final do século XIX.
O impacto será “catastrófico”, se não forem tomadas medidas ambiciosas, advertiu Charles, contando que ele próprio deixou de comer carne e peixe dois dias por semana.

Fonte: G1 Mundo

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Cerca de 19 mil crianças cruzaram a selva entre Colômbia e Panamá rumo aos EUA este ano


Segundo o Unicef, um em cada cinco desses migrantes são crianças, principalmente do Haiti ou de pais haitianos que os tiveram durante estadas no Chile ou no Brasil. Metade dos 19 mil tem menos de cinco anos. Não há caminhos abertos no Darién – é preciso lutar contra a vegetação o tempo inteiro
Camilo Estrada Isaza/BBC
Cerca de 19 mil crianças migrantes cruzaram este ano a selva inóspita e perigosa do Darien, entre a Colômbia e o Panamá, a caminho dos Estados Unidos, alertou o Unicef nesta segunda-feira (11).
“O número de crianças migrantes que cruzaram a selva de Darien a pé atingiu seu máximo histórico”, apesar de ser “um dos lugares mais perigosos para os migrantes que tentam chegar à América do Norte”, aponta um relatório do Unicef.
O fluxo de crianças “até agora este ano é quase três vezes maior que o registrado nos cinco anos anteriores somados”, acrescentou o Unicef.
O inferno que é atravessar a selva mais intransitável e perigosa da América Latina
Polícia resgata 126 migrantes em um contêiner na Guatemala
A selva de Darien, de 266 km, tornou-se um corredor para migrantes que, da América do Sul, tentam cruzar a América Central e o México a caminho dos Estados Unidos.
Mais de 91 mil migrantes passaram pela floresta virgem, de 575 mil hectares, em 2021, segundo o cadastro atualizado até outubro do Sistema Nacional de Migração do Panamá, cifra equivalente ao total dos cinco anos anteriores.
Eles são, em sua maioria, haitianos e cubanos, embora também existam de vários países da Ásia e da África.
Segundo o Unicef, um em cada cinco desses migrantes são crianças, principalmente do Haiti ou de pais haitianos que os tiveram durante estadas no Chile ou no Brasil. Metade dos 19 mil tem menos de cinco anos.
Defensoria Pública da União questiona Itamaraty por crianças brasileiras deportadas para o Haiti

Fonte: G1 Mundo

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Entenda como partido neofascista que rejeita passaporte sanitário pode ser proibido na Itália


O Força Nova é acusado de orquestrar protestos violentos contra a exigência de certificado de vacina em locais de trabalho. Manifestantes antivacina entraram em confronto com a polícia em Roma neste sábado (9)
REUTERS/Remo Casilli
Uma violenta manifestação em Roma orquestrada pelo partido nacionalista de extrema direita Força Nova contra o chamado passaporte verde da Covid-19 deu mais munição a políticos e sindicatos em sua cruzada para dissolver a legenda criada no fim da década de 1990 e tachada de neofacista.
Dois de seus líderes — Roberto Fiore e Giuliano Castellino — acabaram presos nos protestos de sábado, quando a sede da confederação sindical CGIL foi saqueada e um hospital, invadido pelos manifestantes.
O argumento para proibir o partido, que levanta bandeiras da homofobia, do antissemitismo e da xenofobia, se fortaleceu.
O Partido Democrata (PD), de centro-esquerda, apresentará uma moção no Parlamento pedindo a dissolução do Força Nova, invocando a Lei Scelba, de 1952, que proíbe a reconstrução de partidos inspirados na ideologia fascista.
“Os confrontos violentos nos levam de volta aos momentos mais sombrios e dramáticos de nossa história e são um ataque extremamente sério e inaceitável à democracia”, resumiu a ex-ministra de Educação Valeria Fedeli, senadora pelo PD.
Durante a pandemia do novo coronavírus, que castigou severamente o país, com mais 130 mil mortes, os líderes da Força Nova aproveitaram para elevar o nível dos confrontos, articulando protestos contra o lockdown e a vacinação.
Sob a retórica truculenta, invocam falsamente a liberdade para rebelar-se agora contra a obrigatoriedade do passaporte sanitário em locais de trabalho, a partir do dia 15, decretada pelo governo italiano.
Homem apresenta passe de saúde, o chamado Green Pass, para entrar no Coliseu em Roma, em foto de 6 de agosto de 2021
Guglielmo Mangiapane/Reuters
A Itália ainda não alcançou a meta de 80% de imunizados, daí a exigência do certificado digital, do teste negativo ou de uma prova de que o funcionário de empresas públicas e privadas se recuperou de
Covid-19 nos últimos seis meses. Estima-se que cerca de 8 milhões de italianos elegíveis ainda não tenham se vacinado.
Os manifestantes de extrema direita interpretam a exigência do passaporte sanitário como uma forma de intimidação à vacinação. Os testes serão gratuitos apenas para os que estão impossibilitados de se vacinar por motivos de saúde.
Os sindicatos, por sua vez, apoiam a medida do governo e rechaçam a resistência ferrenha destes grupos que, nas palavras de Maurizio Landini, secretário-geral da CGIL, praticaram um ataque à democracia e ao mundo do trabalho”.
Entendem que o uso da violência como forma de alcançar um objetivo político se enquadra perfeitamente no perímetro previsto pela Lei Scelba e que, portanto, o Força Nova deve ser banido da cena política italiana.

Fonte: G1 Mundo

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Príncipe Charles diz entender frustração de Greta Thunberg e de outros jovens ativistas ambientais


O filho mais velho da rainha Elizabeth II e herdeiro da coroa britânica participará da COP26, organizada em novembro na cidade escocesa de Glasgow, junto com sua mãe, de 95 anos. Príncipe Charles do Reino Unido e Greta Thunberg em montagem
AP-AFP/g1
O príncipe Charles, um ambientalista de longa data que defende cultivos orgânicos e combustíveis renováveis pediu que líderes mundiais transformem palavras em ações na próxima cúpula do clima.
O filho mais velho da rainha Elizabeth II e herdeiro da coroa britânica participará da COP26, a Conferência da ONU para o clima em Glasgow, junto com sua mãe, de 95 anos.
Em entrevista à rede BBC nesta segunda-feira (11), o príncipe disse que “entende” a frustração de ativistas como a sueca Greta Thunberg, que acusa os políticos de permanecerem impassíveis à emergência climática.
“Todos esses jovens acham que nada acontece, então é claro que ficam frustrados”, afirmou o príncipe, de 72 anos.
Ele também disse entender por que grupos ambientalistas, como o Extinction Rebellion (XR), protestam e bloqueiam estradas, ações reiteradamente condenadas pelo governo britânico.
“A dificuldade está em como lidar com essa frustração de forma construtiva, e não destrutiva”, sugeriu.
Charles teme que os líderes mundiais reunidos para a COP26, a partir de 31 de outubro, em Glasgow, “limitem-se a falar”, em vez de tomarem medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Greta Thunberg questiona conversas sobre clima: ‘blá-blá-blá’
Impacto catastrófico
Desde que os Acordos de Paris sobre o Clima foram assinados em 2015, a transição para economias mais limpas progrediu muito lentamente no sentido de limitar o aquecimento global a +2°C, e muito menos a +1,5°C, em comparação com o final do século XIX.
O impacto será “catastrófico”, se não forem tomadas medidas ambiciosas, advertiu Charles, contando que ele próprio deixou de comer carne e peixe dois dias por semana.
Disse ainda que seu carro, um Aston Martin que possui há mais de 50 anos, foi modificado para funcionar com “excedente de vinho branco inglês e soro do processo de fabricação de queijo”. Ele funciona com uma mistura de 85% de bioetanol, e 15%, de gasolina sem chumbo.

Fonte: G1 Mundo

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O casal americano acusado de tentar vender segredos de submarino nuclear


Um engenheiro nuclear da Marinha dos Estados Unidos e a esposa teriam vendido os dados a um agente do FBI disfarçado. O casal teria tentado vender dados sigilosos sobre submarinos nucleares dos EUA a governo estrangeiro
US NAVY/THIEP VAN NGUYEN II
Um engenheiro nuclear da Marinha americana e a esposa foram acusados ​​de tentar vender segredos nucleares para o que eles acreditavam ser um governo de um país estrangeiro.
Jonathan Toebbe, de 42 anos, e a mulher, Diana, de 45, foram presos no Estado americano de West Virginia no último sábado (9), anunciou o Departamento de Justiça dos EUA.
Eles supostamente tentaram vender os dados de um projeto de submarino nuclear, escondidos em um sanduíche de pasta de amendoim, para alguém que eles acreditavam ser o representante de outro país.
Mas, na verdade, tratava-se de um agente do FBI (a polícia federal americana) disfarçado. De acordo com o comunicado, Toebbe e a mulher foram acusados ​​de violar a Lei de Energia Atômica.
Toebbe trabalhou no programa de propulsão nuclear da Marinha americana e tinha acesso a dados de segurança nacional.
E, de acordo com o Departamento de Justiça, em abril de 2020 ele teria enviado um pacote a um governo estrangeiro contendo amostras de dados restritos que pretendia vender, além de instruções para estabelecerem uma relação clandestina.
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Ele começou então a se corresponder com um indivíduo por meio de um e-mail criptografado. Toebbe pensava que seu interlocutor representava o governo estrangeiro em questão — mas se tratava, na verdade, de um agente do FBI.
Depois de vários meses de negociação, o casal acusado teria feito um acordo para compartilhar informações secretas em troca de aproximadamente US$ 100 mil (cerca de R$ 550 mil) em criptomoedas.
Em junho deste ano, Jonathan e Diana Toebbe viajaram para West Virginia para entregar os dados. Com Diana fazendo o papel de vigia, Jonathan “colocou um cartão SD escondido dentro de um sanduíche de pasta de amendoim” em um determinado local, diz o comunicado.
Depois que o agente disfarçado pegou o cartão, ele efetuou o pagamento e recebeu uma chave de decodificação para acessar os arquivos. No cartão, havia dados restritos “relacionados a reatores nucleares submarinos”.
Depois disso, Toebbe efetuou uma segunda remessa em agosto — desta vez escondida dentro de um pacote de chiclete —, com mais dados secretos. Os agentes do FBI prenderam o casal no último sábado, durante uma terceira venda de informações.
Os dois devem comparecer perante a justiça federal americana em 12 de outubro.

Fonte: G1 Mundo