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‘Perdi meu emprego de professor por recusar vacina’: os americanos que não aceitam se imunizar


Professor, enfermeira e profissional de TI dizem preferir perder o trabalho a tomar vacina. Manifestações foram realizadas em diversas cidades dos EUA contra vacinação obrigatória
BBC
Joe Biden tem estimulado os empregadores dos Estados Unidos a darem um ultimato a seus funcionários: sejam vacinados ou perderão o emprego.
O presidente americano diz que, em breve, colocará em vigor uma regra que exige que todos os profissionais de saúde tenham recebido a vacina, e pediu aos Estados que façam o mesmo com os professores.
Em Concord, capital do Estado de New Hampshire, é impressionante ver alguns dos participantes de um grande protesto contra a obrigação de vacinação vestindo uniformes hospitalares.
Leah Cushman está preparada para perder seu emprego de enfermeira por recusar-se a ser vacinada.
“Minhas crenças são religiosas. Acredito que meu criador me dotou de um sistema imunológico que me protege e, se eu ficar doente, isso é um ato de Deus. Eu não tomaria um remédio que afeta o sistema imunológico”, diz Cushman. Ela nega que haja qualquer conflito entre essas crenças e as responsabilidades de seu trabalho.
A enfermeira argumenta que as vacinas contra Covid-19 ainda seriam “experimentais”, apesar de a vacina da Pfizer ter total aprovação da FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, equivalente à brasileira Anvisa) — o que significa que o órgão regulador considera que foram coletados dados suficientes para indicar que a droga é segura e eficaz. Mas Cushman diz que não toma mais vacinas em nenhuma circunstância.
Administradores que já decidiram impor a obrigação de vacinação em seus hospitais dizem que o objetivo principal é fazer com que os pacientes se sintam seguros.
Scott Colby, diretor-executivo do Upper Connecticut Valley Hospital, reconhece porém que perdeu vários funcionários por causa da questão da vacina, em um período em que o hospital ficou mais movimentado com a variante Delta e o acúmulo de procedimentos não relacionados à Covid.
O administrador diz que, no geral, ainda é a decisão certa exigir a vacinação, em parte porque a Covid-19 em suas manifestações mais graves entre os funcionários — que é mais provável entre os não vacinados — é um dreno de recursos evitável.
Colby também avalia que parte da oposição não parece ter uma base puramente médica ou religiosa.
“Não é apenas a Covid. Existem outras vacinas que os funcionários devem tomar, como a MMR [chamada no Brasil de tríplice viral, por atuar contra sarampo, caxumba e rubéola] ou a vacina contra hepatite. Então, dizer que isso não é político seria hipócrita”, diz Colby.
De volta ao protesto, Leah Cushman, que além de enfermeira formada também é deputada estadual pelo Partido Republicano, diz que sua postura também é sobre liberdade.
“O governo Biden ataca nossos direitos soberanos. Somos profissionais de saúde, mas ainda precisamos poder escolher o que acontece com nossos corpos”, diz ela.
Algumas das enfermeiras na manifestação sentem que são os hospitais fazendo política e que, se a questão fosse realmente de confiança dos pacientes, a prioridade seriam os testes semanais, e não a vacinação, posto que mesmo aqueles que receberam a vacina podem transmitir o vírus.
No entanto, mesmo a opção pela realização de testes regulares é inaceitável para muitos dos americanos que se recusam a ser vacinados.
Kahseim Outlaw acaba de perder seu emprego em Wallingford, Connecticut, exatamente por esse motivo. Ele foi nomeado Professor do Ano em sua escola no ano passado, mas sentiu que a obrigação de ser vacinado imposta pelas autoridades estaduais era algo que ele não podia cumprir.
“Não utilizo nenhum tipo de ingrediente sintético na minha vida, seja para fins medicinais, suplementação ou alimentação. Portanto a ideia de ser vacinado é algo que vai diretamente contra a forma como vivo minha vida”, afirma.
Kahseim Outlaw perdeu seu emprego por se recusar a ser vacinado
BBC
Como para todos os professores do Estado, foi dada a Outlaw a possibilidade de realização de testes de Covid semanais, mas ele afirma que viu isso como um “procedimento médico desnecessário”, que era desconfortável.
“A maneira como nossa alma fala conosco, aquela vozinha que nos diz quando algo está alinhado ou não, essa voz está me dizendo que preciso tomar essa decisão específica agora.”
Uma coisa que Outlaw diz que aceitaria fazer é um teste de anticorpos para mostrar que ele contraiu covid no ano passado, como acredita, que revelaria sua “imunidade natural” ao vírus. Ele reconhece, porém, que não há como saber quanto tempo durará uma resposta imunológica natural.
Mas esta não é uma opção oferecida a ele por seu empregador.
Na sala de aula, Kahseim Outlaw estaria, é claro, em contato próximo com os alunos. Mas e os funcionários que trabalham totalmente isolados em casa? Seus empregadores têm o direito de exigir que sejam vacinados?
Rob Segrin mora em uma área remota da zona rural de New Hampshire, mas foi informado que perderá seu emprego de tecnologia da informação (TI) se não receber a primeira dose de vacina contra a Covid-19 até o final deste mês.
“Meu trabalho é 100% remoto. Nunca vou ao escritório, nunca interajo com pessoas. Eu me oponho à vacina porque, na minha opinião, não houve anos suficientes de estudo, mas eu protejo minha família da maneira que posso”, diz Segrin.
“A sensação é de que essa ordem de ‘faça isso ou perca o emprego’ é um ataque pessoal contra mim e minha família. Como se eles estivessem vindo atrás do meu sustento”, acrescenta.
Segrin diz que as discussões com seu empregador têm sido infrutíferas até agora e, do jeito que as coisas estão, ele perderá seu emprego de tempo integral e, como consequência, o plano de saúde de sua família também.
Em todos os Estados Unidos, tem havido grandes inconsistências nas políticas públicas relacionadas à vacina, assim como durante toda a pandemia, e os Estados republicanos continuam a resistir à obrigação de imunização.
Enquanto o país lida com argumentos sobre liberdades individuais e saúde pública, os números mostram que o vírus ainda mata cerca de 1.500 americanos por dia.
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Fonte: G1 Mundo

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Regra sobre Coronavac na Alemanha frustra brasileiros com passagem comprada


Por seis dias, informação da embaixada permitia entrada no país europeu dos que haviam recebido o imunizante. Agora, alguns que visitariam parentes são obrigados a rever planos. Governo alemão não esclarece a mudança. Avião é visto durante entardecer no Aeroporto Internacional de Frankfurt, na Alemanha
Michael Probst/AP
Em 17 de setembro, brasileiros vacinados com a Coronavac que queriam viajar para a Alemanha receberam uma boa notícia: estava liberada a entrada no país europeu para visitas ou turismo apenas com um teste de covid-19 com resultado negativo. Em consequência, alguns compraram passagens para se reencontrar com familiares, após a pior fase da pandemia ter ficado para trás.
Seis dias depois, em 23 de setembro, veio um balde de água fria. Brasileiros vacinados com a Coronavac, na verdade, só poderiam viajar à Alemanha se comprovassem um motivo urgente. Voltava a valer a regra anterior, que permitia a entrada para visitas ou turismo apenas de brasileiros vacinados com os imunizantes aprovados pela União Europeia (UE): Pfizer-BioNTech, AstraZeneca e Janssen, aplicados no Brasil, e o da Moderna, não utilizado no território brasileiro.
A embaixada da Alemanha no Brasil e os ministérios alemães do Exterior, Saúde e Interior foram questionados pela DW Brasil sobre a razão da mudança de regra em tão pouco tempo, mas o motivo não foi esclarecido.
O Conselho da União Europeia recomenda aos países-membros que autorizem o ingresso para visitas ou turismo dos de fora do bloco vacinados com os imunizantes aprovados pela UE. O órgão também indica aos países que eles podem, se assim desejarem, permitir a entrada de inoculados com os imunizantes aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A Coronavac foi aprovada pela OMS no início de julho, e alguns países europeus, como Holanda, Finlândia e Espanha, já permitem a entrada de quem se vacinou com ela.
‘Foi um choque’
Uma que comprou passagem para Alemanha e reservou hotel logo após a informação de que a entrada estava liberada para os vacinados com a Coronavac foi Monica Pedro, de 62 anos, aposentada e moradora de São Paulo. Sua filha mora em Stuttgart, e o filho, em Nurembergue, e ambos trabalham em empresas alemãs.
O plano era ir para a Alemanha no início de dezembro para reunir a família e conhecer o neto, que nasceu há um ano, e voltar ao Brasil em janeiro. Ela e seu marido compraram a passagem em 17 de setembro, no mesmo dia em que a embaixada comunicou a flexibilização das regras – o comprovante das reservas foi enviado à DW.
“Uma semana depois, saiu a reportagem de que a Alemanha já tinha voltado atrás. Foi um choque”, disse. “Estamos há dois anos tentando ir para lá, quero ver meus filhos, conhecer meu neto, e por causa dessa pandemia não pudemos ir.”
Atualmente, a Alemanha permite a entrada de avós não vacinados (ou vacinados com a Coronavac) para visitar netos recém-nascidos, mas apenas por até seis meses após o nascimento.
Monica e seu marido cogitam esperar até meados de novembro antes de cancelar a passagem, “na esperança de que eles mudem as regras”.
‘Restrição não faz sentido’
Cristina* (nome fictício, a entrevistada pediu que seu nome não fosse divulgado), 35 anos, especialista em investimentos e moradora de São Paulo, também estava aguardando com expectativa a liberação para viajar à Alemanha. Ela tem uma irmã mais velha e uma afilhada de quatro anos de idade que moram em Colônia.
Vacinada com a Coronavac, ela comprou a passagem em 21 de setembro para si e o marido – os comprovantes foram enviados à DW. Dois dias depois, a flexibilização das regras foi revista. “Compramos assim que abriu a oportunidade de ir para lá, não imaginávamos que eles iam voltar atrás.”
Ela afirmou que a mudança das regras a fez questionar se deveria ter recusado o apelo dos especialistas de que “vacina boa é vacina no braço” e que o importante era tomar o imunizante disponível no posto de saúde.
“Quando tomei a Coronavac, sabia que a Alemanha estava com essa restrição, mas minha médica falou que não faria sentido escolher vacina. E acabei tomando, na regra de que o que importa é a vacina no braço. Mas hoje em dia teria escolhido, se soubesse que teria esse preconceito.”
Cristina afirmou ter recebido com “indignação” a notícia de que a Coronavac não seria mais aceita pela Alemanha, pois “a restrição não faz sentido”. “Independentemente da vacina, você pode pegar o vírus. Qual é o sentido em quem está vacinado com as [vacinas] aprovadas poder ir sem a necessidade de fazer o teste PCR, e quem está com a Coronavac não poder ir nem com o PCR?”, questionou. Para os vacinados com os imunizantes aprovados na UE, a Alemanha não exige a apresentação de um teste negativo de covid-19 para entrar no país.
Abaixo-assinado de imigrantes para autoridades
A brasileira Ana Carolina Burghi, 30 anos, engenheira e moradora de Stuttgart, participa de uma iniciativa de imigrantes com pais e avós de nacionalidade de fora da UE que busca sensibilizar as autoridades alemãs para o problema da proibição de entrada de parentes imunizados com vacinas não aprovadas no bloco.
Ela relata muitos casos de famílias que moram na Alemanha e que estão privadas das visitas de pais e avós de países da América Latina, onde a Coronavac foi bastante usada, e da Rússia, que desenvolveu a Sputnik V, também não aprovada pela UE.
Inspirados pelo movimento “Amor não é turismo”, que pressionou autoridades alemãs a autorizarem a entrada durante a pandemia de parceiros de residentes alemães que não eram casados ou tinham residência na Alemanha e teve sucesso, uma mãe colombiana criou a página “Family is not tourism Germany”, da qual Burghi participa.
O grupo fez um abaixo-assinado online pedindo ao Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão) atenção para o tema, e reuniu pouco mais que 100 assinaturas. Nesta sexta-feira, eles receberam uma resposta de que a petição havia sido rejeitada, porque já havia outra de tema semelhante tramitando. O coletivo também pediu às crianças que desenhassem o que gostariam de fazer com os avós se eles pudessem visitá-los, e compartilhou os resultados em redes sociais.
“Durante a pandemia, criaram o grupo ‘Love is not tourism’ e foi aberta exceção para que os parceiros pudessem entrar. Mas, no caso de parente, só é possível em caso de nascimento, casamento ou morte”, disse Burghi.
“É triste ver que liberam as entradas por motivos profissionais, como vir para uma conferência e se encontrar com centenas de pessoas, quando o risco seria muito maior, mas não permitem que meus familiares possam vir me visitar e ficar na minha casa, mesmo com quarentena.”
O que os órgãos alemães dizem
A DW Brasil tentou esclarecer por qual razão a regra sobre os brasileiros vacinados com a Coronavac, indicada na página da embaixada da Alemanha em Brasília, mudou em tão pouco tempo, mas não houve resposta conclusiva.
A reportagem enviou a pergunta à embaixada, que encaminhou a questão ao Ministério do Exterior da Alemanha. Este informou que os sites das embaixadas oferecem informações sobre os requisitos básicos para entrar no país, e indicam a consulta a sites de órgãos públicos na Alemanha para as regras detalhadas, em especial às páginas dos ministérios do Interior e da Saúde.
Sobre o caso brasileiro, a pasta informou somente que “as informações no site da embaixada [da Alemanha no Brasil] foram atualizadas em 24 de setembro, tendo em vista informações que estavam sendo particularmente solicitadas no local”.
A DW Brasil também perguntou aos ministérios do Interior e da Saúde sobre as regras para brasileiros vacinados com a Coronavac entrarem na Alemanha, e as respostas de ambas as pastas indicam que não pode ser descartada a hipótese de que o vai e vem em um prazo tão curto tenha sido resultado de um mal-entendido entre diferentes órgãos públicos alemães.
Em sua página, o Ministério do Interior informa que apenas residentes de uma lista que tem hoje 18 países, além das nações da UE, podem viajar para a Alemanha sem restrições – o Brasil não consta nessa lista. Para residentes em países fora da lista, é necessário estar vacinado com um imunizante aprovado na UE ou ter um motivo urgente.
Questionado pela DW sobre os brasileiros vacinados com a Coronavac, o Ministério do Interior informou à reportagem que havia discutido o assunto com o Ministério da Saúde, que enviaria a resposta. A pasta da Saúde, então, informou que, como o Brasil não era mais considerado área de variante de vírus ou área de risco alto, era possível viajar do Brasil à Alemanha sem ter sido imunizado com uma vacina aprovada pela UE, desde que fosse apresentado um comprovante de teste negativo para covid-19 – mesma informação que havia sido disponibilizada pela embaixada alemã no Brasil em 17 de setembro.
A reportagem, então, pediu uma nova confirmação às duas pastas, diante da informação conflitante com a disponível no site do Ministério do Interior.
Em seguida, o Ministério da Saúde respondeu que tinha havido um mal-entendido, e que a regra do site do Ministério do Interior era a que valia para a entrada na Alemanha. Caso a entrada a partir de determinado país fosse permitida segundo as regras do Ministério do Interior, aí aplica-se também a regra do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde alemão disse ainda que, antes que uma vacina contra a covid-19 possa ser considerada, ela deve ser avaliada segundo o marco regulatório em vigor na UE, e que a Coronavac está em análise. O processo de avaliação da Coronavac pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) foi iniciado em maio de 2021 e não há previsão de quando será concluído.
Quais são as regras para viajar à Alemanha
Segundo as regras em vigor na última sexta-feira (8), podem entrar na Alemanha para visitas e turismo os brasileiros completamente vacinados com os imunizantes aprovados na UE.
É considerado complemente vacinado quem tomou a segunda dose (ou a dose única, no caso da Janssen) há pelo menos 14 dias. As duas doses devem ser de imunizantes aprovados na UE.
No caso de quem teve a doença há até seis meses e se recuperou, basta ter recebido uma dose de uma das vacinas aceitas na União Europeia.
Brasileiros não vacinados ou vacinados com a Coronavac não podem ingressar na Alemanha, no momento, exceto em alguns casos indicados no site da embaixada da Alemanha em Brasília.
Entre as exceções estão, por exemplo, viajantes de negócios ou parentes de até segundo grau de cidadãos com direito de residência na Alemanha, em caso de nascimento ocorrido há até seis meses, casamento ou funeral.
Antes de planejar uma viagem, é recomendável checar as regras nas páginas das autoridades alemães.
Certificado para quem tomou vacinas diferentes
Brasileiros imunizados com as vacinas aprovadas pela UE que decidem ir à Alemanha para visitas ou turismo podem comprovar sua imunização usando o certificado de vacinação emitido pelo aplicativo Conecte SUS nos idiomas inglês ou espanhol, que são aceitos nos aeroportos alemães. O próprio aplicativo do SUS já permite a emissão do documento nesses idiomas.
Porém o Conecte SUS não permite a emissão do certificado para quem tomou as duas doses de vacina de fabricantes diferentes, como a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer-BioNTech. Esse regime misto foi adotado em algumas cidades brasileiras devido à falta momentânea da vacina da AstraZeneca para a segunda dose.
O Ministério da Saúde brasileiro afirmou que “busca uma solução para que seja possível emitir o certificado de vacinação no aplicativo Conecte SUS em situações que ocorram intercambialidade de vacinas”. Nesses casos, ainda é possível conferir as duas doses da vacina no aplicativo Conecte SUS, mas as informações aparecem apenas no idioma português e não são indicadas em formato de certificado.

Fonte: G1 Mundo

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Internado com Covid, candidato ao governo do Texas condena obrigatoriedade de vacina


Ex-deputado por um mandato pela Flórida, ele agora faz campanha para vencer o governador republicano do Texas, Greg Abbott, em 2022. O ex-congressista dos EUA Allen West fala à imprensa na Trump Tower em Manhattan, Nova York, EUA, em dezembro de 2016.
REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
Candidato republicano conservador ao governo do Texas, Allen West, disse no Twitter que nada do que passou por conta da Covid-19 mudou sua posição contra a obrigatoriedade de vacinas. Ele está internado em um hospital neste domingo (10), onde está sendo tratado contra a doença.
West, de 60 anos, recebeu o diagnóstico neste sábado. Ele tem feito oposição à obrigatoriedade de vacinas e não foi imunizado contra a Covid-19.
“Posso atestar que, após esta experiência, estou ainda mais dedicado a lutar contra a obrigatoriedade de vacinas”, disse West, neste domingo, em uma série de tuítes que publicou enquanto era tratado em um hospital em Plano, Texas.
Ex-deputado por um mandato pela Flórida, ele agora faz campanha para vencer o governador republicano Greg Abbott em 2022. West foi presidente do Partido Republicano do Texas por menos de um ano antes de renunciar, em junho.

Fonte: G1 Mundo

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Manifestação em Bruxelas pelo clima reúne dezenas de milhares de pessoas


Primeira grande marcha climática em Bruxelas desde o início da pandemia ocorre semanas antes da cúpula internacional da COP26, que acontecerá na Escócia. Dezenas de milhares de manifestantes participaram, neste domingo (10), da primeira grande marcha climática em Bruxelas desde o início da epidemia de coronavírus. A manifestação ocorre algumas semanas antes da cúpula internacional da COP26, que acontecerá na cidade de Glasgow, na Escócia.
Protesto pelo clima reúne multidão em Bruxelas, na Bélgica
Yves Herman/Reuters
De acordo com uma estimativa da polícia, pelo menos 25 mil pessoas participaram da marcha de três quilômetros que liga a estação Bruxelas-Norte ao Parc du Cinquantenaire. Os organizadores reivindicaram cerca de 70 mil participantes.
“É hora de uma mudança sistêmica com ação radical. Trata-se da sobrevivência da humanidade”, disse a ativista climática Anuna De Wever ao canal de televisão VRT.
Manifestantes exibem cartazes em Bruxelas contra mudanças climáticas, antes da realização da COP26 em Glasgow, que tem início previsto para o fim do mês
Nicolas Maeterlinck/Belga/AFP
Quase 80 grupos militantes, unidos sob a bandeira “Coalition climat”, convocaram a manifestação, de que também participaram políticos belgas. “O clima é uma questão socioeconômica. Devemos defendê-lo agora, porque não cabe à minha geração pagar a conta”, afirmou Conor Rousseau, 28, líder do partido Vooruit, o antigo partido socialista em Flandres.
A manifestação teve um significado especial após as inundações mortais que atingiram a Bélgica em julho. “Os políticos estão morrendo de velhice, Rosa morreu por causa das mudanças climáticas”, dizia uma faixa, referindo-se a uma menina de 15 anos arrastada por um rio na ocasião do desastre natural.
Acordo de Paris
Esta marcha acontece algumas semanas antes da abertura em Glasgow da COP26, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que deve discutir com os diversos governos a manutenção do objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius, conforme previsto no acordo climático de Paris de 2015.
Pessoas participam de protesto pelo clima em Bruxelas, na Bélgica
Yves Herman/Reuters
Milhares de pessoas tomam ruas em protesto em Bruxelas contra mudanças climáticas
Yves Herman/Reuters
Preparação para a Cop26 tem confusão e cobrança a favor do clima

Fonte: G1 Mundo

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Com recorde de mortes, Rússia suspende testes de foguete para preservar oxigênio a pacientes com Covid


Testes de motores serão suspensos em Voronezh até o fim do mês, anunciou autoridade neste domingo (10). País registrou no sábado 968 mortes relacionadas ao coronavírus, o maior número em um único dia desde o começo da pandemia. Médico usando roupa especial de proteção se prepara para cuidar de paciente com Coid-19 no hospital nº 52, em Moscou, na Rússia, em foto de 13 de julho
AP Photo/Denis Kaminev
A Rússia suspenderá testes de motores de foguetes em um de seus escritórios de design na cidade de Voronezh até o fim do mês para conservar fornecimentos de oxigênio para pacientes com Covid-19, afirmou uma autoridade espacial neste domingo (10).
A Rússia, que luta contra um aumento de casos de Covid-19, registrou no sábado 968 mortes relacionadas ao coronavírus, o maior número em um único dia desde o começo da pandemia.
O Kremlim credita a alta ao lento progresso da campanha nacional de vacinação. Autoridades relataram 962 mortes por Covid-19 neste domingo, e mais de 28.600 novos casos.
“Diante da crescente demanda por oxigênio médico para tratar os doentes, decidimos suspender testes de motores de foguetes no Escritório de Designs de Automáticos Químicos até o fim do mês”, afirmou a agência especial da Rússia pelo Twitter.
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Fonte: G1 Mundo

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Yellen se diz ‘confiante’ que os EUA implementarão imposto mínimo global


Os 136 países signatários, que representam 90% do PIB mundial, devem gerar cerca de US$ 173,5 bilhões em receitas adicionais graças à taxa de 15% sobre as multinacionais. Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA
Reuters
A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse neste domingo (10) que está confiante de que o Congresso adotará um imposto global mínimo de 15% sobre as multinacionais e mais uma vez saudou o acordo “histórico” alcançado entre 136 países.
“Espero que (esse texto) seja aprovado e que possamos garantir ao mundo que os Estados Unidos farão a sua parte”, disse Yellen à ABC. Os parlamentos de cada país devem agora ratificar o acordo global e adaptá-lo à sua legislação.
OCDE anuncia acordo de 136 países por imposto global para multinacionais
Os 136 países signatários, que representam 90% do PIB mundial, devem gerar cerca de US$ 173,5 bilhões em receitas adicionais graças a esse imposto mínimo, que deve ser implementado globalmente a partir de 2023.
No entanto, algumas perguntas permanecem sem resposta, começando com a capacidade do governo Joe Biden de fazer com que a reforma seja adotada pelo Senado e pela Câmara dos Representantes.
“Estou convencida de que o que tivermos de fazer para cumprir o imposto mínimo será incluído no processo de reconciliação”, disse Janet Yellen, referindo-se a uma técnica parlamentar que permite a aprovação de legislação orçamental por maioria simples.
Os democratas querem usá-la para adotar a gigantesca reforma social de Biden, inicialmente fixada em US$ 3,5 trilhões, e que inclui aumentos de impostos para as maiores empresas e os americanos mais ricos.
O procedimento de “reconciliação” permitiria aos democratas, que detêm uma estreita maioria no Legislativo, dispensar os votos da oposição republicana. Mas a maioria é tão pequena no Senado que o partido no poder não pode se dar ao luxo das crescentes divisões internas.
Dois senadores democratas consideram alto o valor dessas despesas, destinadas a reformar em profundidade o tecido social americano e combater as mudanças climáticas. As receitas adicionais geradas pelo imposto sobre as multinacionais devem permitir o financiamento parcial deste plano.

Fonte: G1 Mundo

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100 imigrantes são descobertos em contêiner abandonado


A polícia afirma que a maioria dos imigrantes haitianos foram deixados por contrabandistas pagos para levá-los aos Estados Unidos. Imigrantes resgatados pela polícia da Guatemala no sábado
PNC de Guatemala/Via BBC
A polícia da Guatemala resgatou 126 migrantes que foram abandonados dentro de um contêiner à beira de uma rodovia. Eles foram encontrados durante a madrugada entre as cidades de Nueva Concepción e Cocales, depois que moradores relataram ter ouvido gritos vindos de dentro do trailer.
As autoridades acreditam que essas pessoas foram abandonadas por contrabandistas que foram pagos para levá-las aos Estados Unidos através do México. Mais de 100 das pessoas encontradas são do Haiti, gravemente atingido pela crise. Havia também pessoas do Nepal e de Gana.
Em entrevista logo após a descoberta, um porta-voz da polícia disse: “Ouvimos gritos e batidas vindos de dentro do contêiner. Abrimos as portas e encontramos 126 pessoas sem documentos”.
Os policiais prestaram os primeiros socorros aos migrantes antes de escoltá-los até um abrigo administrado pelo Instituto de Migração da Guatemala.
Uma porta-voz da autoridade migratória da Guatemala, Alejandra Mena, disse que os migrantes chegaram à América Central por Honduras e de lá começaram a fazer a traiçoeira jornada para o norte, rumo aos Estados Unidos. Eles agora serão transportados de volta à fronteira com Honduras e entregues às autoridades.
A descoberta ocorreu apenas um dia depois que as autoridades mexicanas detiveram 652 migrantes. Entre eles, cerca de 350 crianças, que viajavam em três caminhões refrigerados de reboque duplo perto da fronteira sul dos Estados Unidos.
Soldados em um posto de controle militar em Tamaulipas revistaram os caminhões depois de ouvir vozes dentro. O incidente reflete a crescente preocupação com a quantidade de migrantes. Entre eles, um grande número de haitianos, correndo riscos significativos em suas tentativas de chegar aos Estados Unidos.
Desde o início de 2021, mais de 50 migrantes morreram ao tentar atravessar um corredor na selva chamado Darien Gap, no Panamá, na fronteira com a Colômbia, segundo a promotoria panamenha.
O Haiti tem sofre uma instabilidade há anos, culminando no assassinato do presidente Jouvenal Moïse, em julho. No mês seguinte, o país foi atingido por um terremoto mortal. Milhares de haitianos já haviam deixado o país em busca de trabalho em países da América Latina.
Muitos começaram a tentar chegar aos Estados Unidos na crença de que se qualificam para o Status de Proteção Temporária, um direito temporário de permanecer no país que foi estendido aos haitianos que já moram nos Estados Unidos. Mas não aos recém-chegados.
No mês passado, cerca de 13 mil haitianos se reuniram sob uma ponte que conecta Del Rio, no Texas, a Ciudad Acuña, no México. Desde então, os EUA deportaram mais de 7.500 pessoas para o Haiti, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
O enviado especial dos EUA para o Haiti, Daniel Foote, renunciou ao cargo em protesto contra as deportações. Ele disse que a recusa de pessoas que fugiam de um terremoto e da instabilidade política era “desumano”.
Mas Marsha Espinosa, do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, reiterou que “nossas fronteiras não estão abertas e as pessoas não devem fazer a jornada perigosa”.
Migrantes são retirados de acampamento na fronteira dos EUA

Fonte: G1 Mundo

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Iraquianos vão às urnas para escolher um novo Parlamento

É a primeira votação desde os grandes protestos de 2019 no país. Por conta das manifestações, a votação foi antecipada. Iraquianos vão às urnas para escolher novo Parlamento
Os iraquianos estão participando neste domingo (10) das primeiras eleições legislativas desde os protestos em massa de 2019 contra corrupção e o desemprego.
As manifestações deixaram cerca de 600 mortos e levaram à renúncia do primeiro-ministro. Diante dos protestos, as eleições – que seriam realizadas só no ano que vem – acabaram sendo antecipadas.
A expectativa é que os principais blocos xiitas, que dominam o Parlamento desde a queda de Saddam Hussein, consigam a maioria dos assentos.
O atual premiê Mustafa al-Kazimi, aposta seu futuro político nas urnas, mas poucos especialistas ousam prever quem ocupará seu lugar – o que depende de acordos entre os parlamentares.
Eleições antecipadas
As eleições estão sendo realizadas com um ano de antecedência como uma concessão às manifestações de 2019, lideradas por jovens contra a corrupção, o desemprego e a precariedade dos serviços públicos.
Há muito castigado pela guerra, o Iraque enfrenta uma crise social e econômica. Um terço de sua população está na pobreza, apesar dos abundantes recursos de petróleo.
A violência aumenta, em meio à proliferação de grupos armados e ao ressurgimento de grupos extremistas islâmicos, apesar dos esforços para superar duas décadas de conflito.
Em discurso transmitido pela TV na sexta-feira (8), Kazimi afirmou que o Iraque tem “uma oportunidade histórica” pela frente, e pediu aos cidadãos que votem em “personalidades competentes, que não estejam manchadas pela corrupção” e que sejam capazes de implementar “uma reforma total em todos os níveis”.

Fonte: G1 Mundo

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Lava do tamanho de prédios escorre do vulcão de La Palma, na Espanha


Três semanas desde que sua erupção afetou a vida de milhares de pessoas, o vulcão ainda expele rios de lava sem sinais de cessação. Lava do tamanho de prédios escorre do vulcão de La Palma, na Espanha
AP Photo/Daniel Roca
Três semanas desde que sua erupção afetou a vida de milhares de pessoas, o vulcão da ilha espanhola de La Palma ainda expele rios de lava sem sinais de cessação. Neste domingo (10), a lava derretida foi tão grande quanto prédios de três andares e uma série de tremores balançou a terra no local.
O novo fluxo de rocha derretida que contribuiu para a destruição de mais de 1.100 edifícios. Tudo no caminho da lava – casas, fazendas, piscinas e edifícios industriais na área predominantemente agrícola – foi consumido.
Houve 21 movimentos sísmicos, o maior deles medido em 3.8, afirmou o Instituto Geológico Nacional Espanhol (ING), fazendo a terra tremer nas vilas de Mazo, Fuencaliente e El Paso.
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Houve 21 movimentos sísmicos, o maior deles medido em 3.8, afirmou o Instituto Geológico Nacional Espanhol (ING)
ASSOCIATED PRESS
O colapso de parte do cone vulcânico no sábado enviou uma inundação de lava vermelha brilhante derramando do cume Cumbre Vieja que inicialmente se abriu em 19 de setembro. O fluxo rápido carregou grandes pedaços de lava que já haviam endurecido. Um parque industrial logo foi engolfado.
“Não podemos dizer que esperamos que a erupção que começou há 21 dias termine em breve”, disse Julio Pérez, o ministro regional da Segurança nas Ilhas Canárias.
La Palma faz parte das Ilhas Canárias da Espanha, um arquipélago do Oceano Atlântico ao largo do noroeste da África cuja economia depende do cultivo da banana-da-terra das Canárias e do turismo.
População observa enquanto lava escorre de vulcão em La Palma
AP Photo/Daniel Roca
Os novos rios de lava não forçaram a evacuação de mais residentes, uma vez que estão todos dentro da zona de exclusão que as autoridades criaram. Cerca de 6.000 residentes foram evacuados imediatamente após a erupção inicial.
Especialistas do governo estimaram que o maior dos fluxos de lava mede 1,5 km (0,9 milhas) em seu ponto mais largo, enquanto o delta da nova terra que está sendo formada onde a lava está fluindo para o Atlântico atingiu uma superfície de 34 hectares (84 acres).
O comitê científico que assessora o governo disse que se o delta continuar a crescer em direção ao mar, partes dele podem se quebrar. Isso geraria explosões, emissões de gases e grandes ondas, disse o porta-voz do comitê José María Blanco, mas não deve representar um perigo para quem está fora da zona proibida.
Lava derretida tão grandes quanto prédios de três andares escorreram pela encosta na ilha espanhola de La Palma neste domingo (10)
AP Photo/Daniel Roca
A indústria do turismo nas Ilhas Canárias já foi duramente atingida pela pandemia, e as autoridades pedem aos turistas que não fiquem longe.
“Esta erupção está afetando uma parte da ilha, mas La Palma ainda é um lugar seguro e pode oferecer muito a quem a visita”, disse Mariano Hernández, principal autoridade da ilha.
A última erupção em La Palma, há 50 anos, durou pouco mais de três semanas. A última erupção em todas as Ilhas Canárias ocorreu debaixo d’água na costa da ilha de El Hierro em 2011 e durou cinco meses.
O fluxo de lava, com temperaturas de até 1.240 graus celsius, destruiu os últimos edifícios que resistiam na vila de Todoque
AP Photo/Daniel Roca
Quer saber mais? Veja vídeos:
Imagem mostra casa sendo envolvida por lava do vulcão em La Palma
Vulcão de La Palma expele uma correnteza de lava no seu 20º dia de erupção
Lava vulcânica atinge mais casas em La Palma, na Espanha

Fonte: G1 Mundo

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Morre A.Q. Khan, pai da bomba atômica do Paquistão


Cientista de 85 anos contraiu a Covid-19 em agosto e foi hospitalizado diversas vezes desde então. Ele é considerado herói nacional por ter tornado o país a primeira potência nuclear islâmica. Foto de 2009 mostra o cientista nuclear paquistanês Abdul Qadeer Khan em sua casa em Islamabad
Mian Khursheed/Reuters/Arquivo
Abdul Qadeer Khan, o pai da bomba atômica no Paquistão e herói nacional, morreu aos 85 anos depois de testar positivo para a Covid-19 e ter sido hospitalizado várias vezes desde agosto.
O cientista nuclear paquistanês, admirado por ter tornado o país a primeira potência nuclear islâmica morreu após ser transferido para o um hospital de Islamabad devido a problemas pulmonares, segundo a televisão pública PTV.
Khan já havia sido hospitalizado em agosto após testar positivo para a Covid. Sua condição piorou na manhã deste domingo, segundo a rede.
Herói nacional
Ele se tornou um herói nacional em maio de 1998, quando a República Islâmica do Paquistão entrou oficialmente na lista das potências militares atômicas – mas ele também foi acusado de ter espalhado ilegalmente tecnologia para Irã, Coreia do Norte e Líbia.
Muitas personalidades do Paquistão expressaram seu pesar pela morte do cientista. O premiê Imran Khan lamentou a morte do cientista e disse que “sua contribuição foi crucial” para que o país se firmasse como uma potência regional.
“Estou profundamente triste”, escreveu em uma rede social. “Para o povo paquistanês, ele era um ícone nacional.”
O corpo do cientista será enterrado na grande mesquita Faisal de Islamabad, atendendo a um antigo pedido de Khan e contará com a presença de altos funcionários “com todas as honras”, informou o ministro do Interior, Sheikh Rashid Ahmad.
O cientista nuclear do Paquistão Abdul Qadeer Khan acena para jornalistas da porta da frente de sua casa em Islamabad, em agosto de 2009.
REUTERS/Mian Khursheed/File Photo
Prisão domiciliar
Graças ao cientista nuclear, o Paquistão foi capaz de competir com a Índia no campo nuclear, dispondo de um meio de defesa difícil de competir. O herói, no entanto, foi colocado em prisão domiciliar em 2004 sob a acusação de distribuir a tecnologia ilegalmente durante a década de 1990.
No mesmo ano ele reconheceu a atitude – mas recebeu o perdão do então presidente, o general Pervez Musharraf. Apenas em 2009, no entanto, com uma decisão da Justiça, que o cientista pode, enfim, deixar a prisão domiciliar.
Sahibzada Yaqub Khan, (esq.) ex-ministro das Relações Exteriores do Paquistão, cumprimenta o cientista nuclear Abdul Qadeer Khan (dir.) em uma recepção em Islamabad, em 1998
REUTERS/Muzammil Pasha/File Photo
Vida polêmica
Khan se formou em ciências pela Universidade de Karachi em 1960 e completou sua formação em Berlim, Holanda e na Bélgica.
Sua principal contribuição para o programa nuclear do Paquistão foi o projeto de centrífugas, que enriqueciam o urânio a uma taxa de concentração adequada para armas.
Ele foi acusado de ter roubado essa tecnologia da Holanda, quando trabalhava no país para o consórcio Urenco.
Após seu retorno ao Paquistão, o então primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto o nomeou chefe do programa nacional de enriquecimento de urânio.
Em 1978, sua equipe conseguiu enriquecê-lo e, em 1984, estavam preparados para detonar uma bomba atômica, revelou Khan mais tarde em uma entrevista.
Nenhuma das controvérsias nas quais se envolveu prejudicou sua grande popularidade no Paquistão, onde faculdades, universidades e hospitais levam seu nome.

Fonte: G1 Mundo