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Cantores se mobilizam para transformar o forró em patrimônio imaterial do Brasil

Artistas como Del Feliz, Elba Ramalho e Nando Cordel lançaram música que homenageia o ritmo. Movimento nacional busca, além do título, políticas de proteção para o ‘forró de raiz’. Cantor Del Feliz quer transformar o forró em petrimônio imaterial do Brasil
Uma mobilização que une cantores brasileiros busca transformar o forró em patrimônio imaterial do Brasil. O movimento, que surgiu na Paraíba em 2015, tem representantes em 14 estados do país. Em visita ao Recife, um dos artistas engajados nesse objetivo, o cantor baiano Del Feliz, falou sobre a importância do ritmo para a cultura brasileira. (Veja vídeo acima)
Criado pela professora paraibana Joana Alves, por meio do Fórum Forró Pé de Raiz, o movimento tem a intenção de conseguir, além do título de patrimônio imaterial, políticas de proteção para o chamado “forró de raiz” e, assim, incentivar a produção dos pequenos representantes do ritmo.
Segundo Del Feliz, existe uma descaracterização tanto das festas de São João quanto do ritmo em si. “O título não tem significado sem a salvaguarda. Quando o registro for confirmado, passamos a ter políticas a favor dos pequenos representantes, os trios de forró, os cantadores, que são excluídos dos eventos por conta da pressão mercadológica e têm a maior dificuldade para sobreviver dessa arte”, disse.
Para ajudar a integrar as pessoas na causa, os participantes do movimento lançaram uma canção sobre o forró e as festas juninas chamada “Eu sou o São João”. Entre os artistas que participam da gravação da música e do vídeo, estão Elba Ramalho, Santanna, Alcymar Monteiro e Nando Cordel. (Veja vídeo acima)
“É uma luta extremamente pertinente, de um sentimento brasileiro de que o forró represente, talvez de maneira mais completa, a nossa cultura e o nosso povo. O São João muitas vezes se confunde com o forró”, afirmou Del Feliz.
De acordo com o cantor, a expectativa dos envolvidos na mobilização é pressionar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para iniciar as pesquisas a fim de que o processo de nomeação ocorra em 2019.
“O processo depende de um apoio político, para que haja a pesquisa do Iphan. A mobilização popular é fundamental nessa etapa porque ela vai ser indagada. Envolvemos nomes de peso para reforçar a importância da pauta e envolver o povo”, explicou.
Trajetória ligada ao forró
Sobre a motivação para se engajar no movimento, Del Feliz explica que sua relação com o forró é anterior ao seu envolvimento profissional com a música. Ele, que já trabalhou como catador de lixo e pedreiro, compôs mais de 500 músicas, muitas em homenagem a cidades brasileiras, e participou do The Voice Brasil em 2015.
“Minha vida se entrelaça de uma maneira definitiva com a música e isso me identifica e ratifica minha felicidade, o que meu nome diz. Cresci vendo minha mãe e meus tios sambadores cantando bata de feijão, reisado, chula, fazendo eventos maravilhosos nos povoados. Tive, na referência do São João, a festa mais completa, um colorido que diz muito do nosso jeito nordestino”, explicou Del.

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 64 anos, professor aposentado lança álbum autoral de forró durante o São João


Após 38 anos como professor de matemática, Amauri Cruz decidiu gravar ‘Lembranças da Vida’ com xote, baião, toada e arrasta-pé. Professor aposentado Amauri Cruz lançou álbum aos 64 anos, durante o São João 2018 na Paraíba
Euclimar Silva/Divulgação
“Resgatei uma paixão minha desde a época do então ‘segundo grau’”, explica o professor aposentado de matemática Amauri Cruz, 64 anos, após trocar quatro décadas de trabalho com os números e pelas letras musicais que compõem o álbum de forró – “Lembranças da Vida”. Lançada durante o São João 2018 na Paraíba, a seleção conta com xote, baião, toada e arrasta-pé.
Nascido em Campina Grande, terra do “Maior São João do Mundo”, Amauri largou precocemente a “carreira” de cantor ainda na década de 70, para conseguir entrar na faculdade. “Acabei deixando a banda na época (‘Os Brasas’, de jovem guarda) para poder estudar para passar no vestibular”, diz.
O lado compositor só aflorou depois da aposentadoria. Todas as 12 canções de álbum foram compostas após o artista ter passado 34 anos em salas de aula, em 2016. Amauri resolveu largar o compasso e se dedicar aos compassos musicais do forró com um processo de composição peculiar: ele não sabe tocar nenhum instrumento, mas grava solfejos no celular e, em seguida, escuta a melodia vocal enquanto escreve os versos para a música.
Também fazem parte do disco dois irmãos dele: Almir e Anildo Cruz. O primeiro é cantor e tocador de pandeiro, já tendo se apresentado junto a nomes como Jackson do Pandeiro, Elino Julião, Zito Borborema e Genival Lacerda. O segundo é vocalista de um grupo de samba em Campina Grande.
Gravação de ‘Lembranças da Vida’ de Amauri Cruz
Amauri gravou 12 das mais de 20 obras que compôs em menos de dois anos, sendo oito xotes, dois arrasta-pés, um baião e uma toada. Para isto, contou com o auxílio de convidados. O músico Mano Marquez fez os arranjos e a produção musical, além de cantar a música “Meu Xamego”. Adília Uchôa e Ivaldo Brito cantam “Sossega Moreno” e “Obrigado, Seu Luiz”, respectivamente. O cantor Capilé participa de “Forró de Dona Benta”.
As lembranças dão nome ao álbum e também a uma toada, na última faixa do disco, diferenciada do restante das obras. A música foi escolhida pelo produtor musical para finalizar o trabalho e nortear a nova etapa da vida do compositor estreante.
Amauri Cruz, irmãos e amigos que participaram da gravação do álbum ‘Lembranças da Vida’, durante o São João 2018
Amauri Cruz/Acervo pessoal

Fonte: G1 Entretenimento

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Paul McCartney canta hits e música recém-lançada em ‘karaokê’ dentro de carro em programa de TV


Em poucas horas de exibição, o vídeo atingiu mais de sete milhões de visualizações. O novo álbum do músico será lançado em setembro. Paul McCartney participou do programa “Carpool Karaoke”.
Reprodução/Youtube/The Late Late Show with James Corden
Em entrevista para um programa de TV, Paul McCartney cantou sua nova música “Come on to me”, que faz parte do seu 17º álbum, chamado de “Egypt Station”.
Paul participou do famoso quadro “Carpool Karaoke”, em que um convidado canta dentro de um carro junto com o apresentador, James Corden. Em poucos dias da exibição da entrevista no Youtube, o vídeo já tinha atingido mais de sete milhões de visualizações. Durante a entrevista, a dupla cantou algumas canções dos Beatles, como “Drive My Car”, “Let it Be” e “Blackbird”.
O apresentador James Corden chegou a se emocionar com a história da música “Let it Be” (deixe estar).
“Nos anos 60, eu tive um sonho com a minha mãe, que já tinha falecido na época, me dizendo que tudo ficaria bem, que era só eu ‘deixar estar’. Eu me senti tão bem com essa frase, ela me deu essas palavras da música”, conta Paul.
Além de contar sobre o seu novo álbum, o eterno Beatle visitou com Corden locais bem conhecidos de Liverpool, como a Rua Penny Lane, bairro em que o músico cresceu, e também pela casa na qual viveu durante a sua adolescência.

Fonte: G1 Entretenimento

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Vinnie Paul, baterista do Pantera, morre aos 54 anos


Ele fundou a banda de heavy metal no início dos anos 80, junto com seu irmão Dimebag Darrell e vocalista Terry Glaze. Causa da morte não foi divulgada. Vinnie Paul, baterista e um dos fundadores da banda de metal Pantera
Reprodução/Twitter/Pantera
Vinnie Paul, baterista e um dos fundadores da banda de heavy metal Pantera, morreu aos 54 anos. A causa da morte não foi divulgada.
“Não há mais detalhes disponíveis no momento. A família pede que respeitem sua privacidade durante essa ocasião”, diz uma nota divulgada pela banda na madrugada deste sábado (23) em suas redes sociais.
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O Pantera foi uma das bandas mais importantes do heavy metal nos anos 90. A banda começou seguindo o estilo glam metal nos anos 80, mas tornou seu som mais pesado e agressivo e gravou dois discos celebrados do chamado groove metal: “Cowboys from hell” (1990) e “Vulgar display of power” (1992).
Morte 14 anos após a do irmão
Paul, que também foi baterista do Hellyeah, fundou o Pantera no início dos anos 1980 ao lado de seu irmão “Dimebag” Darrell Abbott, guitarrista, e Terry Glaze, vocalista. Em 1986, Terry foi substituído por Phil Anselmo.
O Pantera recebeu quatro nomeações ao Grammy. A banda foi encerrada em 2003, com rumores de briga entre os irmãos Vinnie e Dimebag e o vocalista Phil Anselmo, que quase morreu por uma overdose de heroína em 1996.
Vinnie e Dimebag formaram o Damageplan, que durou apenas dois anos, até 2004. Foi o ano em que Dimebag morreu durante um show do Damageplan em Ohio, após um ex-integrante da Marinha americana invadir o palco e atirar contra ele.
No entanto, os irmãos minimizaram qualquer ressenimento em uma entrevista à rede CNN em 2004. “Tivemos 13 anos de muito, muito sucesso. Basicante, o vocalista queria seguir adiante, fazer outras coisas e realmente perdeu o seu foco”, disse Paul na época.
Músicos lamentaram a morte de Vinnie Paul nas redes sociais:
Slash
“Notícia trágica sobre Vinnie Paul hoje. Ele era uma das pessoas mais calorosas que eu conheci. Um amigo bom, divertido e verdadeiro. Nós vamos sentir sua falta mais do que você poderia saber. Descanse em paz, camarada”.
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Dave Mustaine, do Megadeth
“Acabei de acordar na Bélgica com a notícia que meu amigo Vinnie Paul faleceu. Outro herói do metal levado tão cedo. Diga oi ao Daryl por mim. Descanse em paz, meu querido amigo”, postou no Twitter.
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Alice Cooper
“Terrivelmente triste pela notícia da morte de Vinnie Paul. Vinnie foi uma figura amada nas comunidades do rock e do metal, e vamos sentir saudade de vê-lo na estrada. Seu impacto na música pesada foi imensurável. Descanse em paz, Vinnie, condolências para sua família, amigos e fãs”.
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Paul Stanley, do Kiss
“Muito triste de saber da morte de Vinnie Paul. Adorei quando o Pantera fez alguns shows com a gente e no últimos anos o Vinnie estava sempre à frente e no centro de todos os shows do Kiss. Descanse em paz e condolências á sua família”, postou.
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Papa Roach
“Destruídos de saber da morte do cara mais legal do metal. Vinnie Paul nos mostrou nada além de amor. Vamos sentir a sua falta, Vinnie”, diz tuíte da banda californiana.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Presidente do Peru anuncia renúncia de primeiro-ministro e expõe racha no governo


Chefe do gabinete era um nome mais à esquerda no governo de Pedro Castillo, que tenta conquistar a confiança dos parlamentares e do mercado financeiro com um tom mais moderado. Pedro Castillo, presidente do Peru, acena com o então primeiro-ministro Guido Bellido durante evento em Ayacucho em 29 de julho
Angela Ponce/Arquivo/Reuters
O presidente do Peru, Pedro Castillo, anunciou nesta quarta-feira (6) a renúncia do primeiro-ministro e de todo o gabinete ministerial. A decisão ocorre apenas dois meses depois de ter assumido o cargo, em uma mensagem inesperada transmitida pela televisão estatal para todo o país.
“Informo ao país que no dia de hoje aceitamos a renúncia do presidente do Conselho de Ministros, Guido Bellido Ugarte, a quem agradeço pelos serviços prestados”, declarou Castillo durante o breve pronunciamento.
Na prática, o primeiro-ministro peruano atua como se fosse um chefe da Casa Civil, em comparação com o cargo existente no Brasil. Pelas leis peruanas, quando um premiê cai, o restante dos ministros também deve ser trocado.
Cisão na esquerda
De chapéu, presidente Pedro Castillo participa com ministros de parada militar no dia da Independência do Peru em 30 de julho
Sebastian Castaneda/Arquivo/Reuters
O movimento foi lido como uma cisão no governo: Bellido era da ala ainda mais à esquerda do mandato, enquanto Castillo tem adotado um tom mais pragmático.
O atual presidente peruano se elegeu em junho com discurso bastante crítico ao capitalismo e a favor de um nacionalismo econômico, em contraste com a candidata derrotada, Keiko Fujimori, bem mais à direita e favorável a um mercado mais aberto.
Para se ter uma ideia, o anúncio do nome de Bellido como chefe de gabinete do governo peruano em julho fez a moeda local, o sol, cair 7%.
Além disso, com a renúncia, Castillo deve evitar ao menos por enquanto uma pressão ainda maior no Congresso, presidido pelo partido de direita Ação Popular. Isso poderia travar o governo e até colocar em risco o restante do mandato do presidente.
“O equilíbrio de poderes é a ponte entre a lei e a democracia. Votos de confiança, audiências no congresso e moções de censura não devem ser usadas para gerar instabilidade política”, advertiu Castillo, citando instrumentos legais que paralisam o governo peruano no Congresso.

Fonte: G1 Mundo

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Sander, ex-vocalista da boyband Twister, dividiu cela em presídio com irmãos Cravinhos


História dos irmãos condenados junto com Suzane von Richthofen pela morte dos pais dela, voltou à tona com lançamento de filmes. Cantor já disse ao G1 que eles ficaram junto em cela chamada de ‘Casa dos artistas’. À esquerda, Sander à frente do Twister. Ao lado, os irmãos Cravinhos, presos pela morte dos pais de Manfred e Marísia von Richthofen,
Divulgação e Reprodução / GloboNews
A história dos irmãos Cravinhos voltou à tona em 2021 com os dois filmes que mostram como eles foram condenados junto com Suzane von Richtofen pelo assassinato dos pais dela em 2002.
O filme não mostra a vida deles na prisão. Mas a história de Daniel e Cristian Cravinhos se cruzou lá com a de outro jovem que ficou muito conhecido no início dos anos 2000 e acabou na penitenciária.
Sander Mecca, cantor que já foi figurinha fácil em TVs e rádios do Brasil na boyband Twister, foi preso em 2003, após o fim do grupo. Ele foi flagrado em SP com drogas e enquadrado como traficante.
Sander contou ao G1 que ficou em Belém II na mesma cela dos irmãos Cravinhos e de outro detento que tinha o apelido de “Tony Ramos”, por ter muitos pelos no corpo. O cantor era chamado por lá de “Tuíste”,. A cela deles ganhou uma placa na porta feita pelos outros presos com o nome que deram ao local: “Casa dos Artistas”.
Sander contou essa história ao g1 em 2017, quando falou sobre as apresentações que fazia ns linhas verde e azul do metrô de São Paulo. Ele embarcou na empreitada para divulgar um EP e complementar a renda na música. Veja o vídeo abaixo.
Sander: do Twister ao metrô
“Prefiro o que faço agora”, diz, comparando a liberdade musical de hoje e do Twister, que teve os hits “40 graus” e “Perdi você” em 2000 e abriu para o ‘NSync no Estádio Azteca, no México, em 2001.
Liberdade é palavra-chave na trajetória de reviravoltas. Em 2003, após o fim do grupo, Sander foi preso em SP com drogas e enquadrado como traficante – ele alega que eram só para consumo próprio. Cumpriu pena até 2005.
Durante dez anos, participou do projeto Oficina dos Menestreis, que faz espetáculos de teatro e música em SP. Em 2013, rolou uma breve turnê de reunião do Twister. “Mas as músicas de antes não têm nada a ver com as minhas de hoje. Foi só um revival”, diz.
Em 2016 ele lançou o EP solo “Não Estrutural” (ouça). Uma das músicas foi gravada com Zeca Baleiro (“Dia de são nunca”) e outra foi composta por Zeca para Sander (“Um pária”).
“Faço outros shows em lugares pequenos na Vila Madalena, Pinheiros. E há três meses uso os shows no metrô como divulgação do EP e como renda. É mais lucrativo que depender de couvert. Com a crise, o pessoal não tem saído de casa e é difícil ter shows cheios”.
Quando estourou no Twister, Sander tinha 17 anos. Hoje, tem 34 e, após “se casar e separar um monte de vezes”, mora com os pais. “Tive minha fase difícil, de glória, tensa, ‘trash’… Tudo constrói o artista e a pessoa que sou hoje. Pensei: por que não ir para a rua, no metrô? Achei interessante e fui incentivado por amigos. Pedi dicas e fui aprendendo. Tem o horário certo, o trecho certo. Aprendi que tem que cantar antes da estação Consolação, quando todo mundo sai.”
Ao ser solto, virou a página e investe em música autoral em shows solo de rock e MPB.
Twister em foto de 2001, com Sander à frente
Divulgação
“As pessoas recebem bem, algumas me reconhecem. Mas, às vezes, no fim da tarde, você pega gente que nem tira o fone de ouvido. Vou pronto para receber qualquer tipo de pessoa. Passo a cartola sem vergonha nenhuma, e ‘vamo que vamo’.” Ele diz que chega a ganhar entre R$ 200 e 300 em uma tarde no metrô.
E se algum passageiro pede para Sander cantar “40 graus”? “Já pediram. Mas aí eu falo: ‘Pô, essa daí eu era garoto, muito jovem.’ E mostro o que eu estou fazendo agora”. Não rola o revival, mas sempre tem pelo menos uma selfie com fãs das antigas no vagão. As apresentações no metrô são na raça, sem nenhum apoio.
“Inclusive os seguranças me colocam para fora se veem. O Metrô considera uma contravenção leve, e geralmente tira a pessoa com respeito”.
Em 2017, um vídeo postado pelo DJ Fernando Telles repercutiu além do Instagram e fez muita gente descobrir o paradeiro do ex-Twister. “Aumentaram os views, os likes, as audições. Fiquei feliz porque é isso é uma mídia. Arte de guerrilha, ir atrás do povo.”
“Prefiro cantar o que eu e meus amigos compomos, dando um recado muito mais autêntico. O Twister foi divertido, aprendi com o mainstream, mas a gente era garoto, longe de ter identidade”.
“Até o que dizer em entrevista era ditado pela gravadora. Nem se compara com a liberdade de hoje. Fui me descobrindo, achei minha personalidade e estou muito feliz de fazer shows no metrô, na rua. Estou muito mais contente que antes.”
Sander espera o metrô junto com sua namorada, que também é cantora e às vezes o acompanha nas apresentações, Marília Calderon
Arquivo pessoal
‘Plot Twister’
Outra fonte ocasional de renda são palestras sobre a experiência na prisão, tema do seu livro “Inferno amarelo”. Entre os casos do livro, ele lembra que tomou LSD para gravar o clipe de “40 graus” (aquele com uma roupa que lembra um astronauta).
Ele também conta que, na prisão, durante um banho de sol, um guarda apontou uma arma para sua cabeça e o forçou o “Tuíste” a cantar “40 graus” para os presos. Se fosse filme, daria para achar forçados os “plot twists”, ou viradas no roteiro.
Uma última pergunta para Sander Mecca: Por que ele escreveu a frase “É tudo ilusão” no seu status no WhatsApp? “Porque eu não sei o que é real ou não. Se gente está vendo uma coisa, pode ser só uma projeção que o cérebro mostra. Se eu estou pegando em uma pedra, não sei se ela existe.”
Para quem já cantou em estádio lotado, na penitenciária, em clipe vestido de astronauta e em vagão de metrô, descobrir que foi tudo ilusão tipo “Matrix” não seria tão absurdo mesmo.
A boy band Twister em foto de 2013, com Sander à direita
Divulgação
Sander Mecca
Divulgação / Vanessa Curci

Fonte: G1 Entretenimento

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Emir de Dubai espionava telefones da esposa e de advogados, aponta Justiça britânica


Mohammed bin Rashed al-Maktoum deu sua ‘autorização implícita’ para que o celular de sua sexta esposa, a princesa Haya Bint Al Hussein, fosse invadido com o programa de espionagem Pegasus, o que foi descoberto em agosto de 2020, afirmou tribunal inglês. Foto de arquivo tirada em 19 de junho de 2008 mostra o xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, de Dubai, e sua esposa, a princesa Haya bint Al Hussein, fotografados no autódromo de Ascot, no sul da Inglaterra.
AFP
O emir de Dubai, Mohammed bin Rashed al-Maktoum, autorizou a espionagem do telefone de sua esposa, a princesa Haya da Jordânia, e os dos seus advogados britânicos, apontou a Alta Corte de Londres nesta quarta-feira (6), onde os dois disputam a guarda de seus filhos.
O emir de 72 anos deu sua “autorização implícita” para que o celular de sua sexta esposa, a princesa Haya Bint Al Hussein, fosse invadido com o programa de espionagem Pegasus, o que foi descoberto em agosto de 2020, afirmou o tribunal.
Ele também autorizou a intervenção nos telefones dos advogados, da assistente pessoal e de dois membros da equipe de segurança de sua esposa de 47 anos, contra quem tem realizado uma “campanha de medo e intimidação”, acrescentou o tribunal.
Uma vez instalado, o Pegasus pode rastrear a localização da pessoa, ler suas mensagens e e-mails, ouvir ligações, gravar atividades ao vivo, além de acessar aplicativos, fotos e operar a câmera e o microfone remotamente.
Não está provado que a espionagem tenha relação com a batalha judicial travada no Reino Unido contra sua esposa para obter o retorno a Dubai de seus dois filhos, uma menina e um menino, Al Jalila, de 13 anos, e Zayed, de 9. Porém, um volume “muito significativo” de 265 megabytes de dados foi extraído do aparelho da princesa Haya.
Embora a vigilância tenha sido “sem dúvida realizada por servidores ou agentes do pai”, o emir de Dubai “está disposto a usar o braço do Estado para obter o que considera justo”, disse o juiz Andrew McFarlane nesta quarta-feira.
“Ele assediou e intimidou a mãe antes e depois que ela partiu para a Inglaterra”, enfatizou, e “está pronto para tolerar ações ilegais por parte daqueles que agem em seu nome no Reino Unido.”
A princesa, meia-irmã do rei da Jordânia Abdullah II, solicitou uma medida de proteção contra um casamento forçado que poderia envolver um de seus dois filhos, além de outra para si própria, após fugir dos Emirados no início de 2019 para o Reino Unido.

Fonte: G1 Mundo

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Candidata da extrema direita, neta de Mussolini é vereadora mais votada de Roma


Rachele Mussolini, de 47 anos, obteve mais de 8.200 votos, após apuração de 97% das cédulas. Essa foi a maior votação individual do pleito, o que lhe garante o cargo, mesmo se a sua lista for derrotada na contagem final. Rachele Mussolini, do partido Fratelli d’Italia (FDI), em foto de 6 de outubro
Stringer/ANSA/AFP
A neta do ditador fascista Benito Mussolini, Rachele Mussolini, obteve o maior número de votos nas eleições municipais de Roma, realizadas no domingo e na segunda-feira (3 e 4), revela a apuração quase total das cédulas, divulgada nesta quarta-feira (6).
Ela concorreu pelo partido de extrema direita Fratelli d’Italia (FDI) para um segundo mandato como vereadora.  
Nas eleições municipais italianas o voto pode ser dado a uma lista ou diretamente a um candidato.
Rachele Mussolini, de 47 anos, obteve mais de 8.200 votos, após apuração de 97% das cédulas. Essa foi a maior votação individual do pleito, o que lhe garante o cargo, mesmo se a sua lista for derrotada na contagem final. 
Eleita para um segundo mandato como vereadora, Rachele – que tem o sobrenome do avô e o mesmo nome que sua avó – afirma que isso não afetou em nada sua popularidade. “A pessoa é mais importante do que seu sobrenome, por mais pesado que seja”, disse ao jornal “La Repubblica”. 
“Tenho muitos amigos de esquerda”, disse a filha de Romano, o quarto filho do ditador fascista, falecido em 2006, que era pianista de jazz e se casou em 1962 com a irmã da atriz Sophia Loren. 
Direita derrotada nas principais cidades do país 
Outros descendentes do ditador italiano entraram na política, todos pela direita, incluindo a meio-irmã de Rachele, Alessandra, ex-membro do Parlamento europeu. 
Em Roma, o segundo turno está previsto para 17 e 18 de outubro entre o candidato de direita Enrico Michetti, advogado e locutor de rádio, e o candidato de centro-esquerda, o ex-ministro da Economia Roberto Gualtieri. No primeiro turno, Michetti obteve 30% dos votos, contra 27% de Gualtieri, que é o favorito, segundo várias pesquisas. 
A atual prefeita, Virgina Raggi, que em 2016 se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo máximo da capital italiana, tentou um segundo mandato. Mas a política de 56 anos, integrante do Movimento 5 Estrelas (antiestablishment), não conseguiu criar uma dinâmica de reformas, embora tenha combatido com bravura a presença das máfias. 
Os partidos de direita foram derrotados nessas eleições, já que perderam em cidades-chave como Milão, Nápoles e Bolonha. Essas eleições municipais parciais não são vistas como um teste para o governo de Mario Draghi, mas ajudam a medir as relações de força entre os diferentes partidos que pertencem ou não à sua coalizão. 
Além da capital, várias grandes cidades italianas, deverão eleger seus prefeitos no segundo turno.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Hotel na Alemanha é acusado de antissemitismo após pedir que hóspede judeu tire colar com estrela de Davi


Cantor Gil Ofarim acusa um funcionário do estabelecimento de pedir que ele retirasse o colar para poder fazer o check-in. ‘Ato hostil antissemita’, diz presidente de conselho judeu alemão. Gil Ofarim, cantor alemão, fala após sofrer preconceito antissemita em hotel na Alemanha, em vídeo postado na terça (5) no Instagram
Gil Ofarim/Reprodução/Instagram
Um músico denunciou ter sido expulso de um hotel em Leipzig, no leste da Alemanha, por usar uma estrela de Davi. O caso, que gerou comoção na comunidade judaica alemã, levou à abertura de uma investigação nesta quarta-feira (6).
O cantor e guitarrista alemão Gil Ofarim compartilhou um vídeo no Instagram na terça-feira em que aparece em frente ao hotel Westin de Leipzig. O artista afirma que um funcionário do estabelecimento havia pedido a ele para retirar a Estrela de Davi que tinha pendurada no pescoço para poder fazer o check-in — ou seja, para confirmar a entrada no estabelecimento.
De acordo com a Promotoria de Leipzig, contatada nesta quarta pela AFP, quem formalizou a denúncia foi uma outra pessoa — o cantor ainda não decidiu se vai apresentar queixa. Na noite de terça, houve protestos em frente ao hotel.
O hotel Westin disse levar o caso “muito a sério” e informou a suspensão, enquanto as investigações durarem, de dois trabalhadores supostamente envolvidos no incidente, de acordo com um porta-voz do grupo hoteleiro Marriott International entrevistado pela AFP.
O funcionário do hotel acusado pelo cantor, do outro lado, também apresentou queixa por difamação e ameaças, informou a Promotoria, que prometeu investigar todas as denúncias.
‘Ato antissemita’
Gil Ofarim, de 39 anos, conhecido na Alemanha por ter sido o vencedor de reality show, disse em entrevista à Bild TV que o incidente foi “a gota d’água”, e que ele já havia sido vítima de “xenofobia e racismo”.
O presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha, Josef Schuster, descreveu como “horrível” este “ato hostil de caráter antissemita”, enquanto o comissário para o antissemitismo do governo, Felix Klein, disse estar “consternado”.

Fonte: G1 Mundo

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Chanceler da Áustria é investigado por usar verba do governo para pagar por cobertura favorável a ele


Segundo a Promotoria, antes de se tornar líder do país, mas quando já fazia parte do governo, Sebastian Kurz usou dinheiro público para comprar uma pesquisa que era favorável a ele e, depois, pagou um jornal para divulgar essa pesquisa. Sebastian Kurz comemora os 37,1% dos votos projetados para o Partido Popular nas eleições da Áustria
Leonhard Foeger/Reuters
Sebastian Kurz, o chanceler da Áustria, está sendo investigado como suspeito de ter usado verba do governo para garantir uma cobertura midiática favorável para ele, anunciou a Promotoria do país nesta quarta-feira (6).
Assim como na Alemanha, o cargo de chanceler é o correspondente ao de primeiro-ministro.
Kurz e outros nove suspeitos, assim como três organizações, são alvo de uma investigação por crimes de corrupção relacionados a este caso, informaram os promotores em um comunicado.
Conservador Sebastian Kurz vence eleição na Áustria
Houve uma inspeção nos edifícios onde funcionam o ministério das Finanças e a chancelaria, segundo a imprensa local.
Entre 2016 e 2018 “foram usados recursos do ministério para financiar pesquisas de opinião parcialmente manipuladas que serviram um interesse político exclusivamente partidário”, estimou a Promotoria.
Naquele período Sebastian Kurz não era chanceler, mas fazia parte do governo. Segundo os promotores, um grupo de veículos da imprensa recebeu pagamentos para divulgar essas pesquisas de popularidade.
A imprensa austríaca acusa o jornal sensacionalista “Österreich”.
Kurz já está sendo investigado por fazer declarações falsas à comissão parlamentar sobre a corrupção, mas até o momento não foi indiciado.
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Fonte: G1 Mundo