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Príncipe Andrew, filho de Elizabeth II, tenta se livrar de processo por abuso sexual com um acordo judicial que amigo dele firmou


Uma mulher acusou Andrew e Jeffrey Epstein de abusos sexuais. Em 2009, Epstein e a acusadora firmaram um acordo judicial. Anos depois, ela processou o príncipe. Ele espera que as cláusulas do acordo de 2009 o protejam de um processo cível. Advogada americana abre processo civil por abuso sexual contra príncipe Andrew, da Inglaterra
Os advogados do príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, vão ter acesso a um acordo judicial sigiloso que o amigo dele Jeffrey Epstein firmou em 2009.
O príncipe é acusado por Virginia Giuffre, uma mulher de 38 anos, de ter abusado sexualmente dela há 20 anos, quando ela ainda era menor de idade.
Virginia Roberts Giuffre, que acusa Epstein e o príncipe Andrew de abuso sexual.
Bebeto Matthews/AP
Giuffre também acusou Epstein de abuso sexual.
Não há acusações criminais contra o príncipe —a mulher entrou com a ação para que o suposto abuso seja reconhecido civilmente. Ele negou que tenha abusado sexualmente de Giuffre.
A ideia dos advogados é tentar descobrir se no acordo judicial que Giuffre fez com Epsten há alguma cláusula que também protege Andrew —dessa forma, ele não corre o risco de ser condenado a pagar dinheiro para Giuffre.
Em uma audiência no mês passado, um dos advogados do príncipe afirmou que acreditava que o acordo absolve o cliente dele de qualquer responsabilidade.
O príncipe Andrew, da Grã-Bretanha, comparece à Capela Real de Todos os Santos, em Royal Lodge, Windsor, após o anúncio da morte de seu pai, o Príncipe Philip, em 11 de abril de 2021
Steve Parsons/Pool via Reuters
Na quarta-feira (6), a Justiça permitiu que os advogados de Andrew tenham acesso ao documento.
O espólio de Epstein aceitou permitir o acesso de Andrew ao documento. Os advogados de Giuffre vão ter que entregar o documento.
A acusação
Os advogados afirmam que o príncipe forçou Giuffre a fazer sexo com ele em Londres, na casa de uma amiga e sócia de Epstein, Ghislaine Maxwell.
A acusadora também diz que o príncipe abusou dela em uma casa de Epstein em Nova York e em uma ilha que Epstein tinha nas Ilhas Virgens Americanas.
Em 29 de outubro, o príncipe precisa responder formalmente o processo dela, no qual ela busca reparações não especificadas.
Epstein, um abusador sexual, morreu em agosto de 2019 em uma prisão em Nova York. Ele estava preso, e havia um processo criminal contra ela por tráfico sexual.
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Fonte: G1 Mundo

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Ex-guarda de 100 anos vai a julgamento por crimes nazistas


Durante seu tempo de serviço no campo de concentração de Sachsenhausen, réu teria contribuído para mais de 3.500 mortes por fuzilamento e nas câmaras de gás. Idade avançada do acusado não impede processo. Antigo campo de concentração de Sachsenhausen, na Alemanha, em foto de arquivo
MandyM/CC BY SA 3.0
O tempo está se esgotando: dentro de apenas poucos anos não será mais possível penalizar ninguém por seu papel no regime nazista, já que os réus não vivem mais, ou pelo menos não estão aptos a responder a processo.
No momento, a Justiça alemã se ocupa de 17 suspeitos, nenhum dos quais tem menos de 95 anos de idade. A partir desta quinta-feira (7), comparece diante do tribunal estadual de Neuruppin, em Brandemburgo, um homem centenário que foi guarda do campo de concentração de Sachsenhausen.
Alemão de 100 anos, que trabalhou em campo de concentração, pode responder por crimes nazistas
Veja um vídeo de 2018 sobre o julgamento de um outro ex-guarda de campo de concentraçã nazista.
Começa julgamento de ex-guarda de campo de concentração nazista
O Ministério Público o acusa de ter participado do homicídio de internos entre 1942 e 1945 de modo “cônscio e voluntário” – em termos jurídicos, trata-se de cumplicidade em homicídio em 3.518 casos.
Concretamente, o acusado teria contribuído para o fuzilamento de prisioneiros de guerra soviéticos, além de ter sido cúmplice de assassinatos em câmaras de gás. Outros presos do campo, ainda, teriam perdido a vida “através da criação e manutenção de condições hostis à existência”.
Escondido em arquivos militares em Moscou
Durante a época nazista, o campo de Sachsenhausen, em Oranienburg, ao norte de Berlim, teve um papel especial: desde sua abertura, em 1936, ele servia como modelo para outras instalações do gênero. Mais tarde tornou-se central administrativa de todo o sistema de campos de concentração, além de abrigar o centro de treinamento da organização paramilitar nazista SS (“Schutzstaffel”).
Mapa indica a localização do Campo de Sachsenhausen, próximo a Berlim
G1 Mundo
Ao todo, mais de 200 mil indivíduos foram confinados no campo. Dezenas de milhares foram fuzilados, executados com gás, vítimas de terríveis experimentos médicos ou simplesmente das condições desumanas vigentes. Ainda no fim de abril de 1945, quando o Exército Vermelho já estava quase em Oranienburg, a SS obrigou mais de 30 mil internos às “marchas da morte”, a que milhares não sobreviveram.
O procurador-geral Thomas Will explica à DW por que só agora se realiza o processo contra o vigia: “O réu não nos era absolutamente conhecido, até se fazerem pesquisas nos chamados ‘fichários de saque’ do Exército Vermelho, no Arquivo Militar Estatal de Moscou. Depois de ele ser localizado e de investigações preliminares sobre sua trajetória e seu tempo de serviço em Sachsenhausen, entregamos o processo ao Ministério Público.”
Will dirige a Central de Esclarecimento de Crimes Nazistas em Ludwigsburg, no estado de Baden-Württemberg. Desde sua fundação, em 1958, a repartição coleta informações para inquéritos preliminares sobre criminosos nazistas.
Homicídio não prescreve
Tem sentido processar um centenário por atos ocorridos 80 anos atrás, alguém que foi uma peça relativamente pequena nas gigantescas engrenagens da máquina de morte do nazismo? Na opinião de Thomas Will, sim.
“Por um lado, a Conferência dos Secretários de Justiça da Alemanha decidiu em junho de 2015 que a central de Ludwigsburg será mantida em sua forma atual enquanto houver tarefas de persecução penal, ou seja, enquanto se possam encontrar os criminosos”, explica.
“Por outro lado, a lei descarta a prescrição dos atos de homicídio, em especial no contexto dos crimes em massa nazistas”, continua. “Portanto não cabe a pergunta se esses crimes ainda devem ser perseguidos hoje, pois eles precisam ser perseguidos. A meta de um processo penal é sempre estabelecer a culpa individual do ponto de vista penal.”
A noção do que pode constituir essa culpa individual, contudo, mudou na prática judicial desde a sentença contra o ex-guarda John Demjanjuk, em 2011. Até então a prova de uma participação pessoal direta nas mortes era pré-condição para a persecução penal. Ex-vigias de campo de concentração já haviam participado de processos por crimes nazistas, nos anos 60 e 70, mas apenas como testemunhas.
Morre aos 91 anos na Alemanha o criminoso nazista John Demjanjuk
O que mudou cerca de dez anos atrás é que “já o exercício da função em geral, num campo de concentração durante reconhecíveis atos de homicídio sistemático pode justificar uma penalização por cumplicidade com os mesmos, caso as constatações durante o processo principal sustentem essa tese”, diz Will.
Caso Demjanjuk abriu caminho para novas condenações
John Demjanjuk foi condenado aos 91 anos de idade em Munique a uma pena de cinco anos de prisão por cumplicidade em mais de 28 mil casos de homicídio. Do veredito constou que ele fora parte da máquina de extermínio nazista.
Desde então, vários outros homens foram condenados pois, segundo os tribunais, eles assistiram ao cometimento dos crimes através de sua atividade de guardas, e sabiam que assassinatos eram cometidos sistematicamente ou que presos eram subalimentados e maltratados com a intenção provocar sua morte (“de modo cônscio e voluntário”).
A sentença mais recente nesse sentido foi em julho de 2020, quando o Tribunal Estadual de Hamburgo condenou a uma pena juvenil de dois anos em liberdade condicional, por cumplicidade em 5.232 casos de homicídio, um ex-guarda do campo de Stutthof, perto de Gdansk. Naquela altura, ele tinha 93 anos de idade.
Se os poucos inquéritos que ainda restam resultarão em julgamentos ou não, depende da capacidade dos idosos acusados de participar. Segundo médicos, o ex-guarda de 100 anos cujo julgamento começa nesta quinta-feira pode comparecer ao tribunal de duas a duas horas e meia. Estão marcadas audiências até janeiro de 2022. O réu disporá de uma sala de repouso especial.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA debatem lei que pode barrar US$ 500 milhões em carne, couro e outros itens do Brasil


Projeto que será discutido no Congresso poderia representar primeira punição prática do governo americano, que tem pauta do aquecimento global como prioridade, ao comportamento ambiental do Brasil. Gado
Juliana Amorim/Unsplash/Divulgação
O Congresso americano estuda criar uma lei que pode barrar a importação pelos EUA de itens como soja, cacau, gado, borracha, óleo de palma, madeira e seus derivados de países com índices altos de desmatamento florestal se o produtor rural e o importador americano não comprovarem que as origens desses produtos – e toda sua cadeia produtiva – passaram ao largo de áreas ilegalmente desmatadas.
O projeto legislativo, batizado de Forest Act 2021, ou Lei Florestal 2021, foi apresentado na última quarta (6), e é o mais abrangente marco legal no tema proposto nos EUA nos últimos anos. Na justificativa do projeto, ao qual a BBC News Brasil teve acesso em primeira mão, o senador democrata Brian Schatz e o congressista democrata Earl Blumenauer, autores da peça, citam o Brasil – e seus produtos de origem bovina – como exemplo do problema.
“Em 2020, os EUA importaram carnes e couros bovinos processados avaliados em mais de US$ 500 milhões do Brasil. Ali, a pecuária é o maior impulsionador do desmatamento na Floresta Amazônica e outros biomas, e 95% de todo o desmatamento feriam a lei”, escrevem os autores no projeto de lei apresentado simultaneamente à Câmara e ao Senado. Além do Brasil, apenas a Indonésia é citada nominalmente no texto.
Embora digam que a regra não tem como alvo países, e sim o aquecimento global e a devastação ambiental, os legisladores americanos reconhecem que o Brasil deve ser afetado caso a lei passe, o que eles esperam que ocorra até novembro de 2022.
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Em 2021, o Brasil deverá se consolidar como o quarto maior exportador de carne bovina congelada aos EUA e atualmente já é o maior fornecedor de material bruto para fabricação de assentos de couro de automóveis. Esses seriam os mercados em maior risco.
A BBC News Brasil entrou em contato com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), mas a entidade afirmou que não se manifestaria.
“A aprovação da lei vai ser uma oportunidade para o Brasil (mudar), já que até agora o país está tratando com deboche seus compromissos ambientais. O atual governo tem agido de forma descuidada em relação ao desmatamento, não tem sido particularmente sensível aos direitos dos povos indígenas. Isso fere os interesses do Brasil”, afirmou Blumenauer à BBC News Brasil.
Biden e o aquecimento global
A proposta da Lei Florestal é a primeira grande ameaça de punição dos EUA ao Brasil em relação ao comportamento do país em um tema prioritário para a Casa Branca: o aquecimento global. Segundo Rick Jacobsen, chefe de políticas para o Brasil na ONG Environmental Investigation Agency (EIA), sediada em Washington, “não há dúvida de que a destruição da floresta amazônica é uma grande motivação dos legisladores americanos” para propor a nova lei.
Em agosto de 2021, o presidente Bolsonaro admitiu o desafio que o assunto representava na relação bilateral com os EUA. “Da minha parte, o Brasil está de portas abertas e pronto para continuar a conversa com o governo americano. Obviamente, o governo Biden é um governo mais de esquerda e um governo que tem quase uma obsessão pela questão ambiental, então isso atrapalha um pouquinho a gente”, afirmou o mandatário brasileiro.
O democrata Joe Biden se elegeu à presidência prometendo retornar ao Acordo de Paris e retomar o protagonismo americano no combate às mudanças climáticas. Ele chegou a citar o desmatamento da Amazônia em um debate presidencial, ainda em 2020, como exemplo de situações nas quais ele acreditava poder liderar o mundo em busca de soluções.
Por isso mesmo, o projeto de lei se encaixa com precisão à pauta de Biden. De acordo com Schatz e Blumenauer, se o desmatamento global fosse considerado um país, ele seria o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa do mundo, atrás apenas da China e dos EUA. Especialistas afirmam que a devastação da cobertura vegetal do planeta responde por cerca de 10% das emissões globais. Diante do problema, a solução estaria em mirar o motor para a derrubada das matas.
“Já temos uma lei federal que tenta garantir que não importemos madeira originária de desmatamento ilegal, mas o fato é que muito do desmatamento está sendo impulsionado pelas commodities que são cultivadas nas áreas após o corte da floresta tropical. E então nosso problema é garantir que nenhum dos produtos que chegam aos nossos portos são resultado de desmatamento ilegal”, afirmou Schatz à BBC News Brasil. Além de barrar os produtos, a lei também prevê a possibilidade de que a importação irregular desses itens seja incluída no hall de crimes financeiros no país.
Embora não esconda as divergências em relação ao governo brasileiro, Biden tem optado por um tratamento discreto e diplomático em relação ao Brasil. O mandatário americano convidou Bolsonaro para a Cúpula de Líderes que tratou de clima em abril (embora tenha deixado a sala virtual do encontro no momento em que o presidente brasileiro falou) e, até maio, a equipe de seu Enviado Climático, John Kerry, mantinha contatos semanais com o Itamaraty e o Ministério do Meio Ambiente sob Ricardo Salles.
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Mas a percepção de que o governo brasileiro apenas pedia por recursos financeiros, sem entregar resultados concretos, e o fato de o próprio Salles ter passado a ser investigado em processos por suposto envolvimento com desmatamento ilegal – o que ele nega – azedaram o clima com os americanos.
A retomada do diálogo entre as partes aconteceu um pouco antes da última Assembleia Geral da ONU, em setembro, na qual Bolsonaro tentou mostrar que cumpria as promessas que fez na Cúpula de Biden. Ele citou em seu discurso o aumento do orçamento de órgãos de fiscalização, como o Ibama, e a redução nos índices de desmatamento medidos em agosto, além de ter elogiado o Código Florestal brasileiro, o mesmo que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, tentou afrouxar via projeto de lei ainda em 2019. Reservadamente, integrantes do primeiro escalão do governo brasileiro disseram à BBC News Brasil que o discurso foi elogiado tanto por Kerry como pelo secretário de Estado dos EUA Antony Blinken.
Perguntado pela BBC News Brasil, porém, sobre se acreditava nas palavras de Bolsonaro na ONU, o congressista Blumenauer deu uma gargalhada.
“Estamos vendo índices históricos de desmatamento. É risível. Até agora não vimos evidências de mudança. Ele diz que vai mudar e terá ocasião de provar isso, mas até agora, não. E não conseguiremos colocar as coisas nos eixos na América Latina, especialmente em relação às ameaças climáticas, sem o Brasil”, disse Blumenauer.
Embora o governo brasileiro comemore em setembro o segundo mês consecutivo de queda de desmatamento na Amazônia, os índices seguem em patamares elevados e o acumulado do ano de 2021 até setembro é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2018, antes da chegada de Bolsonaro ao poder.
A Casa Branca ainda não se manifestou publicamente sobre a Lei Florestal mas está ciente do projeto, segundo os dois parlamentares. “Vai ser uma ferramenta para a administração Biden promover seus interesses. O presidente é bastante diplomático e normalmente preferiria a cooperação. Mas ele não teve que apresentar isso, nós apresentamos, e eu acho que ele vai nos apoiar. E é algo que o ajuda a administrar a relação com o Brasil”, afirma Blumenauer, para quem é importante ter também “instrumentos de punição” em uma “política diplomática de incentivos e punições”.
A própria proposta de lei contempla os dois aspectos. Por um lado, deixa aberta a possibilidade de que países com desmatamento persistente sofram ações diretas da presidência – o que poderia incluir sanções. Por outro, preveem a criação de um fundo pelos EUA para financiar a conservação dos biomas em territórios alheios.
“O fundo vai exigir bilhões de dólares, e, obviamente, isso ainda precisa ser negociado. Mas sabemos que os países desenvolvidos precisam ajudar aqueles que ainda têm economias em desenvolvimento a fazer uma série de escolhas certas para o planeta, e essa ajuda não pode vir só na forma de conselhos ou pedidos. Muitos desses países precisarão de ajuda financeira. E estamos preparados para ajudar desde que haja seriedade no tratamento do problema”, afirma Schatz.
Protecionismo
O Itamaraty reconhece que o Brasil tem um problema de imagem internacional na questão ambiental e tem havido por parte do órgão um esforço para mudar a posição desfavorável do país no debate.
Consultada pela BBC News Brasil, a Embaixada Brasileira em Washington D.C. afirmou em nota que “monitora todos os projetos que tramitam no Congresso americano com consequências potenciais para as relações entre o Brasil e os EUA” e que “mantém interlocução permanente com parlamentares americanos dos dois partidos”. “O compromisso do governo e do setor agropecuário brasileiros com a sustentabilidade é tópico prioritário nesses contatos”, conclui a nota.
Os diplomatas brasileiros e os setores produtivos nacionais, no entanto, sempre relembram que, a despeito da propalada preocupação ambiental, apertar as restrições aos produtos brasileiros também serve aos interesses de agricultores dos Estados Unidos e da Europa, competidores diretos do Brasil em uma série de mercados internacionais.
“Essa proposta legislativa dos EUA confirma a tendência de implementação no mundo de medidas com um duplo fundamento. O primeiro é ambiental e climático. Já o segundo é eminentemente econômico, de concorrência. E por isso é necessária uma atenção do Brasil ao tema, para tentar se resguardar dessas medidas. O Brasil precisa trabalhar para preservar o meio ambiente e preservar também o seu comércio internacional”, afirma Abrão Arabe Neto, vice-presidente executivo da Amcham Brasil, a Câmara de Comércio Americana no país, e ex-secretário de comércio exterior.
Neto aponta que uma proposta muito semelhante – e tendo como alvos de restrições potencialmente o mesmo conjunto de produtos e de países, como Brasil e Indonésia – está em fase de finalização pela União Europeia.
E embora essas medidas possam levar meses ou anos até a completa implementação, seu impacto pode ser significativo para a economia desses países, analisa Rick Jacobsen.
“Com o desenvolvimento de regulamentações sobre desmatamento nos EUA e na Europa, os dois maiores mercados do mundo, junto com o Reino Unido, há uma sinalização desse bloco de países de que não querem participar da destruição da floresta amazônica e do Pantanal. Este deve ser mais um alerta para o governo brasileiro de que suas exportações agrícolas se tornarão uma marca cada vez mais tóxica nos mercados globais se o desmatamento não for controlado”, diz Jacobsen.
Neto lembra, no entanto, que, depois de aprovadas, as regras ainda poderão ser contestadas nos âmbitos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio, caso os países afetados as considerem protecionistas ou abusivas. Isso porque, mesmo produtores que já satisfaçam as condições de produção podem ter um aumento de custo de produção por ter que comprovar o rastreio das cadeias produtivas e emitir a documentação necessária, o que poderia, por exemplo, impactar na competitividade da mercadoria brasileira.
Questionado sobre se o seu projeto de lei tem um caráter protecionista e pretende, portanto, beneficiar os agricultores americanos, o senador Schatz afirmou à BBC News Brasil que “a razão pela qual trabalhei nessa legislação é porque ela é importante para o planeta. E nem uma única empresa americana veio até mim e pediu por isso”.
Seu colega Blumenauer, no entanto, afirma que “produtores que desmatam são pessoas que têm uma vantagem comercial injusta, que trapaceiam e estão ameaçando o planeta, por isso têm que ser punidas”. O congressista afirmou ainda que questionar a norma a partir desse ponto de vista “enfraquece o Brasil no cenário econômico global. Tomar medidas ambientais trapaceiras e imprudentes não vão garantir desenvolvimento econômico. E não são uma saída sustentável”.
Blumenauer e Schatz esperam que o arcabouço ambiental legal recém apresentado por eles no legislativo americano possa ser exposto na COP-26, a Conferência da ONU para o Clima, que acontece em Glasgow, no Reino Unido, em novembro, e que outros países considerem seguir a mesma ideia.
Domesticamente, a Lei Florestal ainda precisa cair nas graças dos Republicanos – na Câmara, apenas um dentre os 212 congressistas do partido expressou publicamente interesse em bancar a lei. No Senado, ainda não há adesões oficiais da oposição. Mas, como os republicanos possuem uma base eleitoral composta por produtores rurais que teriam interesse na aprovação da norma, não é improvável que o projeto conquiste apoio bipartidário.
Representantes de mais de 40 países se reúnem para último evento antes da COP-26

Fonte: G1 Mundo

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Advogada defensora dos direitos humanos e ambientalista é nova primeira-ministra do Peru


Mirtha Lopez, uma advogada feminista, ecologista e defensora dos direitos humanos é a nova primeira-ministra. Um novo gabinete ministerial foi formado. Imagem de Pedro Castillo, presidente do Peru, em 21 de setembro de 2021
Mary Altaffer
Após semanas de tensões com o Parlamento do Peru, que pedia a saída de vários ministros, o controverso primeiro-ministro Guido Bellido apresentou sua demissão na noite de quarta-feira (6) e foi substituído por Mirtha Lopez, uma advogada feminista, ecologista e defensora dos direitos humanos. Um novo gabinete ministerial foi formado em seguida.
Em uma mensagem ao país retransmitida pela televisão na tarde de quarta-feira, o presidente peruano, Pedro Castillo, anunciou que tinha aceito a demissão do primeiro-ministro. Na verdade, o chefe de Estado pediu a Bellido se retirar “em nome da governabilidade”.
Quem é Pedro Castillo, o presidente que recolocou a esquerda peruana no poder
Mirtha Vazquez, de 46 anos, prestou juramento na presença do presidente, durante uma cerimônia no palácio do governo, retransmitida pela emissora pública de televisão. “Por Deus, por este país de mulheres e homens, que todos os dias lutam para viver na dignidade, sem discriminação e que promovem verdadeiras mudanças, sim, eu juro”, declarou a nova primeira-ministra.
Pedro Castillo assume oficialmente a presidência do Peru
O presidente espera colocar fim às tensões que marcaram os primeiros meses de seu mandato.
Polêmicas
Desde sua nominação, Bellido foi alvo de duras críticas de deputados de diferentes partidos sobre sua falta de preparo e, sobretudo, pela proximidade com Vladimir Cerron, fundador e chefe do Peru Livre, partido de esquerda radical cujo apoio permitiu ao professor e ex-sindicalista ser eleito presidente.
Mas o primeiro-ministro foi criticado sobretudo por declarações polêmicas e provocativas, na maioria das vezes pelas redes sociais, nas quais contradizia o presidente.
A presidente do Congresso, Maria Carmen Alva, usou uma rede social para parabenizar o presidente pela decisão, e garantiu que “o Congresso está aberto ao diálogo e a governabilidade”.
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Fonte: G1 Mundo

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Vulcão provoca novo fechamento do aeroporto de La Palma

O aeroporto da ilha espanhola de La Palma fechou novamente na manhã de quinta-feira (7) devido a uma nuvem de cinzas do vulcão que está em erupção há mais de duas semanas, informou à AFP a empresa que administra os aeroportos do país, AENA.
O aeroporto “está fora de operação no momento, pois é necessário fazer trabalhos de limpeza das pistas onde se acumulam as cinzas”, afirmou a porta-voz da AENA.
O fechamento, o segundo do aeroporto desde que o vulcão ‘Cumbre Vieja’ entrou em erupção em 19 de setembro nesta ilha doa arquipélago das Canárias, “pode ser rápido”, explicou a fonte.
A companhia aérea Binter anunciou o cancelamento dos voos de quinta-feira com pouso e decolagem de La Palma.
“A paralisação vai continuar até que as condições melhorem e permitam voar com segurança”, tuitou a empresa.
A concorrente Canaryfly fez um anúncio similar: “Suspendemos novamente de maneira temporária todos os voos com origem e destino a La Palma. A nova suspensão temporária afeta, no momento, apenas os voos de quinta-feira”.
O aeroporto de La Palma interrompeu as operações de 25 a 29 de setembro, também devido às cinzas.
A erupção do ‘Cumbre Vieja’, que não provocou vítimas, provocou a retirada de mais de 6.000 pessoas e muitos danos à pequena ilha de 85.000 habitantes.
Mais de 1.000 imóveis foram destruídos pela lava, que atingiu mais de 400 hectares da ilha.
Além disso, a lava, que se solidifica ao entrar em contato com a água, criou uma espécie de plataforma que avança quase 40 hectares pelo mar, segundo Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan).

Fonte: G1 Mundo

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Juiz suspende lei do Texas que proibia o aborto após seis semanas de gestação


Promotores do governo de Joe Biden tentam impedir escalada de leis anti-aborto que ganham terreno em estados governados por republicanos nos EUA. Nova lei do Texas impede direito ao aborto
O juiz federal Robert Pitman determinou nesta quarta-feira (6) a suspensão da lei de aborto recentemente aprovada no Texas — a mais restritiva adotada nos Estados Unidos (entenda mais no VÍDEO acima).
A legislação estabelecia que qualquer pessoa poderia processar pessoas e estabelecimentos que praticassem o procedimento a partir do momento em que fosse detectado batimento cardíaco no feto, o que só costuma ocorrer depois das seis semanas após a menstruação.
Além disso, quem denunciasse poderia ganhar até US$ 10 mil. Ou seja, na prática, a lei inviabilizava quase todas as formas de aborto no Texas.
Aprovada por homens, lei de aborto do Texas torna cidadãos fiscais da vida alheia
Mesmo com a determinação judicial, dificilmente as clínicas voltarão a operar como antes — ao menos em um primeiro momento. Segundo a agência Associated Press, há o temor de que a medida seja rapidamente revertida, o que levaria insegurança jurídica aos médicos e mulheres que tenham abortado.
Embate sobre o aborto
Protestos pelos direitos reprodutivos em Austin, no Texas, em 2019
Jay Janner/Austin American-Statesman via AP
A decisão desta quarta é fruto de uma série de processos instalados pelo governo de Joe Biden, que tenta manter a autorização para o aborto no país. Os EUA autorizam a prática desde a década de 1970, quando o caso “Roe x Wade” foi julgado na Suprema Corte. Estados governados por republicanos conservadores, porém, vêm tentando estabelecer mecanismos legais para proibir o aborto, driblando a decisão.
Brian Netter, procurador do Departamento de Justiça, criticou em audiência na sexta-feira a lei texana, argumentando que os estados não podem passar por cima da decisão do Supremo como o Texas fez. “Um estado não pode proibir o aborto a partir das seis semanas. O Texas sabia disso, mas quis fazer de qualquer forma”, acusou Netter.
“Então, o estado recorreu a um esquema sem precedentes de justiça vigilante feito para assustar quem pratica o aborto e outras pessoas que querem ajudar as mulheres a exercerem seus direitos constitucionais”, emendou o procurador.

Fonte: G1 Mundo

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Presidentes dos EUA e da China terão encontro virtual antes do fim do ano


Joe Biden e Xi Jinping, que se conhecem há anos, mantiveram duas conversas por telefone desde que o primeiro assumiu a Presidência. Líder chinês não participa de reuniões fora de seu país há quase dois anos, desde o início da pandemia de Covid-19. Os presidentes Joe Biden, dos EUA, e Xi Jinping, da China
Evan Vucci / AP Photo e Reprodução/ United Nations/ You Tube
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e seu contraparte chinês, Xi Jinping, irão reunir-se virtualmente “antes do fim do ano”, em uma data ainda não informada oficialmente, anunciou nesta segunda-feira o governo norte-americano.
Xi não participa de reuniões fora de seu país há quase dois anos, desde o início da pandemia de Covid-19, e também não estará presente na próxima reunião de líderes do G20 em Roma, aponta o “New York Times”.
A reunião virtual foi anunciada depois que o assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, se reuniu em Zurique com o máximo diplomata chinês, Yang Jiechi, durante seis horas.
Durante esta reunião, Yang pediu que os dois países trabalhem juntos, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.
“Quando China e Estados Unidos cooperarem, os dois países e o mundo se beneficiarão; quando a China e os Estados Unidos se enfrentarem, os dois países e o mundo vão sofrer seriamente”, disse, segundo a Xinhua.
De acordo com a agência France Presse, ele teria dito que Pequim “dá importância aos comentários positivos sobre as relações entre a China e os Estados Unidos”, feitos por Biden recentemente.
A viagem de Sullivan reafirma a melhora dos contatos entre Pequim e Washington, já que Biden defende estabelecer “barreiras de segurança” para a tensão crescente entre as duas potências, que aumenta diante da postura agressiva da China em relação a Taiwan, a decisão dos Estados Unidos de vender submarinos nucleares para a Austrália, disputas comerciais e pelas violações dos direitos humanos contra os uigures em Xinjiang.
Na segunda-feira, a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, disse que em breve conversaria com seu contraparte chinês, pois uma disputa comercial maciça continua sem um final à vista.
Após a reunião em Zurique, Sullivan visitará Bruxelas e Paris, onde também “informará sobre sua reunião com o diretor Yang a nossos aliados e sócios europeus”, antecipou a Casa Branca.
Biden, que conhece Xi há anos, manteve duas conversas por telefone com o líder chinês desde que assumiu a Presidência. A segunda, que durou 90 minutos, ocorreu no mês passado.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Terremotos atingem o Paquistão; há mortos, diz agência

Tremores de magnitudes 5,7 e 4,6 foram registrados perto de Quetta, onde vivem cerca de 1 milhão de pessoas. Um terremoto atingiu o sul do Paquistão nesta quinta-feira (7) (noite de quarta no horário de Brasília). Segundo a agência France Presse, o tremor deixou 15 mortos. Autoridades paquistanesas temem que esses números aumentem devido aos estragos causados pelo abalo.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitora atividade sísmica no mundo inteiro, o terremoto teve magnitude 5,7 e teve o epicentro a cerca de 20 km de profundidade.
Em seguida, um outro tremor, com epicentro na mesma localidade, foi registrado com magnitude 4,6, mas a 10 km de profundidade — considerada muito próxima do nível do solo, o que amplifica a capacidade de o fenômeno causar estragos.
Esses epicentros estavam muito perto da cidade de Quetta, na província do Baloquistão. Lá, vivem cerca de 1 milhão de habitantes, muitos deles vivendo em construções precárias. Em 1935, a mesma cidade foi atingida por um forte e devastador tremor.
Reportagem em atualização

Fonte: G1 Mundo

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Argentina: incêndios florestais deixam mortos em Córdoba


Faz seis dias que os incêndios começaram em quatro distritos de Córdoba, região considerada propensa a incêndios como esse. Área queimada na província de Córdoba, na Argentina, nesta quarta-feira (6)
AFP Photo/Telam/Laura Lescano
Três homens morreram com queimaduras em uma área rural no norte da província de Córdoba, Argentina, que tem sofrido com incêndios florestais, informaram nesta quarta-feira (6) fontes médicas e do Ministério Público, citadas pela imprensa local.
Um homem de 27 anos que estava hospitalizado com queimaduras graves morreu hoje, segundo as fontes médicas citadas pelo meio La Voz del Interior, de Córdoba. Além disso, o MP investiga a causa da morte de outros dois homens, cujos corpos foram encontrados há alguns dias nas áreas incendiadas, informou a agência estatal Telam.
Faz seis dias que os incêndios começaram em quatro distritos de Córdoba, situados cerca de 900 km ao noroeste de Buenos Aires, e que ainda não puderam ser controlados devido aos fortes ventos, à seca e à facilidade de o fogo se alastrar pelas palmeiras e demais espécies da vegetação local.
Córdoba: região propensa a incêndios
As localidades de Tulumba e Sobremonte se transformaram em terra arrasada, enquanto alguns focos ainda estavam ativos em Caminiaga e San Pedro Norte, segundo autoridades do serviço de Manejo de Incêndios e da Defesa Civil.
“Córdoba é um dos 10 lugares do mundo mais propensos a esses incêndios”, declarou à AFP Diego Concha, diretor da Defesa Civil.
Pelo menos 20 pessoas tiveram que deixar suas casas na região. O trabalho dos bombeiros, que contam com a cobertura de aviões-hidrantes, é dificultado pela fumaça e por mudanças repentinas na orientação dos ventos. Apenas na região de Caminiaga e San Pedro Norte, mais de 450 efetivos foram mobilizados para o combate às chamas.
A Justiça argentina também investiga se incêndios foram provocados ou se começaram de causas naturais.

Fonte: G1 Mundo

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São João 2018 de Campina Grande


Parque do Povo sedia shows do Maior São João do Mundo de 8 de junho a 8 de julho. São João 2018 de Campina Grande Parque do Povo sedia shows do Maior São João do Mundo de 8 de junho a 8 de julho. Abertura teve Mano Walter, Santanna e show pirotécnico. Luan Santana: ‘Quero mostrar que Campina Grande tem o maior São João’. Elba Ramalho surpreende com reggae, arrocha e rock. Fagner celebra Luiz Gonzaga e dedica show a Elba Ramalho. Bell Marques encerra São João 2018

Fonte: G1 Entretenimento