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O caso de estupro que gerou revolta sobre ‘happy hours’ na China


À medida que o escrutínio público do mau comportamento corporativo cresce, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser abandonado para sempre? As bebedeiras com os colegas de trabalho costumam ser demoradas e envolvem uma etiqueta formal no mundo dos negócios
Getty Images/BBC
Uma acusação de estupro por um funcionário de alta escalão na gigante chinesa de tecnologia Alibaba gerou uma tempestade nas redes sociais nas últimas semanas sobre a “tóxica” cultura de trabalho de pressionar os funcionários a beberem em reuniões.
À medida que o escrutínio público do mau comportamento corporativo cresce na China, a antiga tradição de beber em encontros de negócios pode ser abandonada para sempre?
Praticamente a cada duas semanas, Mingxi se junta a seus colegas para beber depois do trabalho, mas é algo que ela teme fazer.
Afinal, não se trata apenas de beber um copo de cerveja no bar da esquina.
Em vez disso, muitas vezes é um encontro prolongado que envolve sorrisos forçados com clientes e uma etiqueta formal de brindes com álcool – e ela nunca se sente confortável.
“Eu sempre me preocupo que as coisas possam sair do controle, embora eu seja muito boa em beber socialmente e não passar dos limites”, disse a consultora de relações públicas de Guangzhou, de 26 anos, à BBC.
“Às vezes, as pessoas fazem piadas sexuais inapropriadas e eu tenho que fingir que as acho engraçadas.”
Mingxi não usa seu nome verdadeiro porque não queria que sua identidade fosse revelada.
A experiência dela é compartilhada por outros jovens trabalhadores chineses que se sentem pressionados a comparecer a tais eventos, em um país onde construir guanxi – ou relacionamentos pessoais – é chave para garantir negócios e uma boa posição aos olhos da alta cúpula das empresas.
A tradição chinesa de consumo excessivo de álcool está mais uma vez no centro das atenções, após uma acusação de estupro contra um gerente sênior da gigante chinesa de tecnologia Alibaba.
De acordo com o relato de 11 páginas de uma funcionária sobre o incidente, que se tornou viral na plataforma de microblog Weibo no mês passado, ela teria sido estuprada enquanto estava inconsciente após uma “noite de bebedeira” em uma viagem de trabalho.
Acusando os superiores de mandá-la beber excessivamente em um jantar de negócios, ela disse que acordou mais tarde em seu quarto de hotel, nua, e sem se lembrar do que tinha acontecido à noite.
Depois de obter as imagens de câmeras de segurança, ela disse que o gerente entrou no quarto dela quatro vezes durante a noite.
O Alibaba demitiu o gerente e disse que ele “nunca seria recontratado”.
Mas os promotores chineses desistiram do caso, com advogados dizendo que a “indecência forçada” cometida pelo homem não era um crime. A polícia disse que ele permaneceria detido por 15 dias “como punição”, mas a investigação foi encerrada.
Ainda assim, isso gerou uma enxurrada de críticas nas redes sociais – não apenas sobre o assédio sexual no local de trabalho, mas também sobre a tradição “tóxica” de coagir os funcionários a beber excessivamente durante os eventos sociais do trabalho.
No Weibo, a hashtag “como funciona a cultura de beber no local de trabalho” já foi vista mais de 110 milhões de vezes, com pessoas compartilhando suas próprias experiências de serem pressionadas a beber em ambientes comerciais.
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‘Recusar é ser desrespeitoso’
Existem semelhanças entre a cultura de consumo de bebidas da China e a de seus vizinhos do Leste Asiático, onde os encontros de nomikai do Japão e hoesik da Coreia do Sul também são vistos como importantes para a construção de relacionamentos sólidos de trabalho.
Na China, as bebidas são geralmente consumidas em jantares luxuosos, e o potente licor chinês baijiu – que contém até 60% de álcool – é uma escolha popular.
Espera-se que os trabalhadores mais jovens mostrem respeito aos superiores fazendo brindes com álcool. E qualquer empresário que deseje impressionar seus clientes faria o mesmo.
“Geralmente, você diz palavras muito elogiosas e expressa sua gratidão e apreço por ter esse relacionamento”, disse Rui Ma, analista de tecnologia que participou de vários jantares de negócios em toda a China.
“Obviamente, quanto mais brindes você faz, mais bêbado fica.”
Às vezes, os gerentes seniores podem pressionar os novos contratados para ajudar a beber sua parte, deixando seus juniores bêbados e cambaleando.
“É difícil dizer não ao seu chefe por causa do forte senso de hierarquia na China”, disse Ma.
É também por isso que os funcionários costumam ter dificuldade em rejeitar quaisquer convites para jantares.
“Recusar tal convite seria considerado extremamente desrespeitoso e nenhum funcionário que deseja avançar em sua carreira ousaria rejeitar a oferta”, disse o analista de mercado da China, Hanyu Liu, da consultoria Daxue.
Mingxi disse que se preocupa em ser marginalizada no trabalho caso opte por não participar dessas reuniões.
“Esses jantares são tão importantes que algumas pessoas os usam como meio de puxar o saco dos executivos. Mas, na verdade, não são para todos”, disse ela.
Em 2016, funcionários do governo reprimiram essa prática entre servidores públicos, proibindo-os de tocar em álcool durante eventos oficiais.
Mas a tradição continuou em muitas empresas privadas – especialmente quando executivos mais velhos estão no comando – e vários incidentes extremos chegaram às manchetes.
Em janeiro de 2020, um segurança em Shenzhen morreu após ter sido pressionado por seu chefe a participar de um concurso de bebida durante o jantar após o trabalho.
Um colega dele também foi forçado a beber excessivamente no mesmo evento e precisou ser hospitalizado por intoxicação alcoólica.
De acordo com relatos da imprensa local, a empresa de segurança pagou 5.000 yuans (R$ 4,2 mil) para cobrir suas despesas médicas, e o chefe foi demitido.
Em agosto de 2020, um jovem bancário em Pequim disse que foi xingado e tomou um tapa no rosto depois de recusar um drinque de um funcionário sênior durante um banquete.
O incidente veio à tona depois que ele contou a história em um grupo de bate-papo online.
Ao notar os colegas vomitando e “funcionários embriagados cometendo assédio sexual com colegas do sexo feminino” no mesmo evento, ele escreveu: “Quero perguntar aos Recursos Humanos: minha incapacidade de beber está aquém das exigências do trabalho na empresa?”
Em resposta, o banco confirmou que um funcionário sênior agiu fora da linha e pediu desculpas em seu nome. Acrescentou que o advertiu e reduziu seu pagamento.
Enquanto isso, as acusações de estupro em torno da celebridade Kris Wu no início de 2021 também incluíram alegações de consumo forçado de álcool durante uma reunião que prometia oportunidades de emprego a mulheres jovens. Wu negou todas as acusações.
O fim de uma tradição ‘nojenta’
Dada a enorme indignação com esses recentes incidentes, os especialistas dizem que os dias de consumo forçado de álcool em reuniões de negócios podem acabar logo.
“O consumo de bebidas alcoólicas atrelado a negócios vem acontecendo há muito tempo, mas o único motivo pelo qual o caso do Alibaba causou uma reação pública foi a postagem nas redes sociais”, disse Liu, da Daxue Consulting, à BBC.
“Os chineses estão muito conectados à internet e, devido à grande quantidade de pessoas online, eles podem derrubar pessoas e empresas muito rapidamente.”
Em meio a uma repressão mais ampla em andamento por parte do Estado em vários setores, incluindo algumas das maiores empresas do país, as companhias também serão mais cuidadosas ao fazer qualquer coisa que possa gerar uma reação do governo.
“Levando em consideração a dinâmica recente entre o espaço político e corporativo da China, a última coisa que as empresas desejam é se colocar sob os holofotes”, disse Liu.
Depois que o caso do Alibaba explodiu, o CEO, Daniel Zhang, assegurou aos funcionários em um memorando que a empresa era “veementemente contra a cultura da bebida forçada”.
Pouco depois, o órgão anticorrupção da China pediu o fim dessa tradição “nojenta”, acrescentando em um comentário online que fortaleceria a supervisão das empresas chinesas para combatê-la.
“A cultura chinesa de beber depois do trabalho definitivamente mudará”, disse Liu.
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Fonte: G1 Mundo

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Espanhol de 112 anos é o homem mais velho do mundo, diz livro dos recordes


Saturnino de la Fuente García nasceu em 11 de fevereiro de 1909; ele diz que o segredo para a longevidade é ‘viver uma vida tranquila e não fazer mal a ninguém’. Saturnino de la Fuente García tem 112 anos e é o homem mais velho do mundo atualmente, segundo o Guinnes World Record
Reprodução/Guinness World Record
Um espanhol de 112 anos foi confirmado como o homem mais velho do mundo, informaram na quinta-feira (30) os editores do livro dos recordes.
Nascido em 11 de fevereiro de 1909, Saturnino de la Fuente García trabalhou toda a vida como sapateiro na cidade de Puente Castro, na região noroeste da Espanha.
Ele contou, em entrevista ao Guinness World Records, que o segredo para a longevidade é “viver uma vida tranquila e não fazer mal a ninguém”.
García viveu momentos históricos de seu país e do mundo – por pouco escapou de lutar na Guerra Civil espanhola. Com 1,50 m de altura, ele foi considerado “baixinho demais” pelo exército franquista.
Em seu pueblo, como são chamadas as pequenas cidades do interior no país, ele recebeu o apelido de “El pepino” – o vegetal mesmo – uma versão amigável do sobrenome materno, Peña.
Amor pelo futebol
Além da sapataria – que o acompanhou até a aposentadoria –, outra paixão de García é o futebol.
Ele foi o co-fundador e um dos principais jogadores do time de várzea Puente Castro. Ele também é torcedor assíduo do Cultural y Deportiva Leonesa.
Quando García completou 110 anos, ele recebeu uma homenagem especial do Puente Castro, por ser o mais antigo membro do time.
Uma grande família
Casado com Antonina Barrio Gutiérrez, os dois formaram uma família bastante numerosa – apenas com mulheres, são sete ao todo. O único filho do casal morreu ainda criança.
Após a morte da esposa, ele passou a viver com uma de suas filhas e o genro. García tem ainda 14 netos e 22 bisnetos.
Apesar deste último ano ter sido bastante difícil para ele, por conta da pandemia e das medidas de isolamento, García conseguiu rever a família para comemorar seus 112 anos.
Outros recordes
Umeno Sumiyama e Koume Kodama, de 107 anos, foram confirmadas como as gêmeas idênticas mais idosas do mundo pelo Guinnes em 1º de setembro de 2021
Reprodução/Guinnes World Records
No mês passado, as irmãs japonesas Umeno Sumiyama e Koume Kodama, de 107 anos, foram confirmadas como as gêmeas idênticas mais velhas do mundo pelo livro dos recordes.
Quando receberam o reconhecimento, em 1º de setembro, Umeno e Koume haviam completado 107 anos e 300 dias de vida.
Além disso, a pessoa mais idosa do mundo é a japonesa Kane Tanaka, que comemorou seu aniversário de 118 anos em um lar de idosos em Fukuoka, no sul do Japão.

Fonte: G1 Mundo

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Comitê da ONU desaprova o uso de crianças fardadas em eventos políticos de Bolsonaro e pede para que presidente seja punido

O comitê da ONU pede para que o Brasil investigue, processe e penalize quem envolvem crianças em hostilidades, mesmo que sejam simuladas. Como o Brasil assinou a Convenção dos Direitos das Crianças da ONU, as regras desse documento passam a valer no ordenamento jurídico do país. Criança com farda da Polícia Militar de MG e arma de brinquedo cumprimenta Bolsonaro
O Comitê de Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que “desaprova, nos termos mais eloquentes, o uso que o presidente [Jair] Bolsonaro faz de crianças, vestidas em roupas militares, segurando o que parece ser uma arma, para promover sua agenda política, o que ocorreu pela última vez em 30 de setembro de 2021”.
Na data, em um evento em Belo Horizonte, uma criança vestida com a farda da Polícia Militar de Minas Gerais e com uma arma de brinquedo nas mãos subiu ao palco ao lado de Bolsonaro durante uma cerimônia.
Em determinado momento, o presidente tomou a arma de brinquedo das mãos do garoto e fez pose com o objeto. Depois, o garotinho ainda realizou flexões no palco.
Para o comitê, práticas como a do presidente devem ser proibidas e criminalizadas, e aqueles que envolvem crianças em hostilidades devem ser investigados, processados e penalizados.
A manifestação do Comitê pelos Direitos das Crianças da ONU foi, na verdade, uma resposta escrita a uma pergunta feita por um jornalista. No texto, afirma que a participação de crianças em hostilidades é explicitamente proibida pela Convenção dos Direitos da Criança: “Isso inclui o uso de criança em qualquer atividade relacionada a conflito e na produção e disseminação de imagens de crianças participando em hostilidades, reais ou simuladas”, diz o texto.
O comitê afirma ainda que o Brasil faz parte da Convenção da ONU sobre o envolvimento de crianças em conflitos armados, e tem a obrigação de garantir que as crianças não façam parte de hostilidades ou qualquer atividade relacionada a conflito.
Brasil aderiu à Convenção
O texto do Comitê não tem nenhuma implicação jurídica internacional, mas como o Brasil faz parte da Convenção dos Direitos da Criança, o texto desse tratado passa a fazer parte do ordenamento jurídico brasileiro, explica Camila Asano, diretora de programas da ONG Conectas.
Ou seja, o que está dito na Convenção é entendido como uma regra também no Brasil, e o Comitê, que interpreta os textos, afirmou que o presidente Bolsonaro violou os termos.
“O texto é também um chamado firme às autoridades competentes brasileiras para responsabilizar aqueles que violem patentemente os direitos das crianças como foi o caso do presidente Bolsonaro“, diz ela.
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Fonte: G1 Mundo

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Após invasão recorde de aviões militares chineses, Taiwan alerta para ‘consequências catastróficas’


Ilha se separou da China e tem um governo independente e eleições democráticas, mas o governo chinês considera que Taiwan pertence ao seu território e ameaça retomá-lo. A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, observa soldados durante exercícios em acampamento militar em Tainan
Ann Wang/ Reuters
A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, alertou para as “consequências catastróficas” se a ilha independente for tomada pela China. A declaração foi dada após aviões militares chineses fazerem invasões recordes ao espaço aéreo do país nos últimos dias.
Taiwan é uma ilha com 23 milhões de habitantes que se separou da China e tem um governo independente e eleições democráticas. Mas o governo chinês considera que a ilha pertence ao seu território e ameaça conquistá-la — à força, se necessário.
Ing-wen escreveu um artigo publicado na revista “Foreign Affairs” nesta terça-feira (5) que Taiwan está empenhada em defender sua democracia e que “os países reconhecem cada vez mais a ameaça que o Partido Comunista Chinês representa”.
A presidente de Taiwan também disse que, “se Taiwan cair, as consequências serão catastróficas para a paz regional e o sistema de alianças democráticas” e um sinal de que “o autoritarismo tem o controle sobre a democracia”.
Taiwan condena incursão área chinesa sobre seu território
Invasões militares
O governo chinês já entrou com cerca de 150 aviões militares no espaço aéreo de Taiwan (ADIZ) nos primeiros quatro dias de outubro, segundo o Ministério da Defesa taiwanês, uma demonstração de força que é considerada como um ato de intimidação e agressão por vários países.
As incursões bateram recorde diário no sábado (2), com 39 aeronaves, e na segunda (4), com 56 aviões (o maior número já registrado), dos quais 36 eram caças e 12, bombardeiros H-6 com capacidade nuclear.
Os Estados Unidos pediram à China no domingo (3) que interrompesse as atividades militares “provocativas” e “desestabilizadoras” para a região — pedido que foi ignorado.
“Instamos Pequim a cessar a pressão militar, diplomática e econômica e a coerção sobre Taiwan”, afirmou em um comunicado o Departamento de Estado americano (o equivalente ao Itamaraty no Brasil).
Desde que Xi Jinping assumiu o comando da China, em 2012, aviões militares invadiram a zona de defesa aérea de Taiwan quase que diariamente.
Ao todo, 380 aeronaves da força aérea chinesa invadiram a zona de defesa taiwanesa em 2020. Neste ano, já são mais de 600 incursões em pouco mais de nove meses.
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Fonte: G1 Mundo

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Nos EUA, loteria dá prêmio de US$ 700 milhões, o sétimo maior da história


Convertido para reais, o prêmio é de R$ 3,8 bilhões. Se o vencedor sacar tudo de uma vez, no entanto, ele poderá tirar ‘apenas’ R$ 2,7 bilhões. Bilhetes da Powerball
Reuters
Um prêmio de loteria estava acumulado em quase US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) nos Estados Unidos e foi na segunda-feira (4) para um vencedor na Califórnia.
Esse foi o sétimo maior prêmio da história da loteria nos EUA.
Ninguém acertava todos os números desde junho, e nesses meses o prêmio total cresceu.
Veja uma reportagem de 2016 que explica como funciona o Powerball.
Bom Dia Brasil explica como funciona loteria americana Powerball, acumulada em US$ 1,5 bi
No sábado, o montante havia subido para US$ 670 milhões (R$ 3,6 bilhões) e ninguém acertou os números.
Como o prêmio acumulado já estava alto, em poucos dias muita gente apostou, o que aumentou ainda mais o valor total para US$ 699,8 milhões, afirmou, em uma declaração, a organização da loteria de Powerball.
Se o sorteado resolver sacar tudo de uma vez, há um desconto —ele vai tirar US$ 496 milhões (R$ 2,7 bilhões). No entanto, ele poderá retirar o volume total se sacar em parcelas.
Como funciona o Powerball
Assim como na Mega Sena simples, no jogo do Powerball, o apostador escolhe seis números. No entanto, nesse jogo os primeiros cinco estão entre 1 e 69. O sexto número, chamado de Powerball, está entre 1 e 26.
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Fonte: G1 Mundo

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Atriz e cineasta russos decolam para rodar primeiro filme no espaço


Yulia Peresild e Klim Shipenko terão 12 dias para gravar longa-metragem. ‘É um milagre, uma chance incrível’, afirmou a atriz antes de voar. Atriz russa Yulia Peresild e o diretor Klim Shipenko decolam para gravar primeiro filme do espaço nesta terça-feira (5)
Roscosmos Space Agency via AP
Um foguete Soyuz decolou nesta terça-feira (5) com a atriz Yulia Peresild e o cineasta Klim Shipenko a bordo, com a missão de rodar o primeiro filme da história no espaço, segundo imagens exibidas ao vivo pela agência espacial Roscosmos.
O foguete partiu da base de Baikonur, no Cazaquistão, e deve chegar à Estação Espacial Internacional às 9h12 no horário de Brasília, segundo o plano de voo.
Peresild e Shipenko terão 12 dias para filmar o longa-metragem que tem o título provisório de “O Desafio”. Anton Shkaplerov, um veterano em três missões espaciais, acompanha a dupla na viagem.
Foguete decola, nesta terça (5), com equipe russa para filmar o primeiro longa no espaço
Roscosmos Space Agency via AP
A equipe planeja filmar segmentos de um novo filme intitulado “Desafio” sobre um cirurgião convocado a correr para a estação espacial para salvar um tripulante que sofre de um problema cardíaco.
Falando em uma entrevista coletiva na instalação de lançamento russa em Baikonur, Cazaquistão, Peresild reconheceu que o treinamento para a missão foi cansativo, mas o descreveu como uma oportunidade única na vida.
“É um milagre, uma chance incrível”, disse ela, segundo a agência de notícias Associated Press.
Atriz Yulia Peresild, diretor de cinema Klim Shipenko e o cosmonauta Anton Shkaplerov antes de decolagem para 1º filme gravado no espaço
Roscosmos Space Agency via AP
“Trabalhamos muito e estamos muito cansados, embora continuemos de bom humor e sorrindo”, confidenciou a atriz de 37 anos.
“Foi psicológica, física e moralmente difícil. Mas acho que assim que atingirmos a meta, tudo isso não parecerá tão difícil e vamos lembrar com um sorriso. ”
Peresild disse que era difícil para ela se adaptar à disciplina rígida e às exigências rigorosas exigidas durante o treinamento.
“Aqui em Baikonur, fizemos amizade com todos e todas as pessoas aquecidas”, disse ela. “Mas foi muito difícil no início, quando você não tinha muita escolha: vá, corra, vá mais rápido, espere, continue. Não foi fácil para nós e foi bastante inesperado, mas já passamos por isso. ”
Para a atriz, a parte mais desafiadora da preparação foi aprender sobre o projeto e o manuseio da espaçonave.
“Não foi fácil para mim, para ser sincera”, disse ela. “Nas primeiras duas semanas, aprendi até as 4 da manhã todas as noites. Existem tantos acrônimos, e se você não aprender todos, não entenderá mais nada adiante”.
O cineasta Klim Shipenko fez vários filmes de sucesso na Rússia, como “Serf”, “Salyut-7” e “Text”.

Fonte: G1 Mundo

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Mais de 216 mil crianças foram vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica na França, aponta relatório

Número sobe para 330 mil se considerados os laicos que trabalharam nas instituições católicas, segundo o presidente da Comissão Independente sobre os Abusos Sexuais na Igreja (Ciase). Mais de 216 mil menores de idade foram vítimas de abusos sexuais na França cometidos por padres e religiosos da Igreja Católica desde 1950, aponta um relatório divulgado nesta terça-feira (5).
Esse número sobe para 330 mil se considerados os laicos que trabalharam nas instituições católicas, segundo o levantamento feito por Jean-Marc Sauvé, presidente da Comissão Independente sobre os Abusos Sexuais na Igreja (Ciase).
O coordenador da investigação destacou que a Igreja Católica francesa mostrou uma “cruel indiferença” até os anos 2000 a respeito dos menores que foram vítimas de abusos sexuais.
O relatório denuncia um fenômeno “sistêmico” e propõe o reconhecimento da “responsabilidade da Igreja”, afirmou Sauvé ao apresentar as conclusões de dois anos e meio de trabalho.
Após a publicação do relatório, o presidente da Conferência Episcopal da França, monsenhor Éric de Moulins-Beaufort, pediu desculpas aos menores vítimas de agressões sexuais.
“Meu desejo no dia de hoje é pedir perdão”, afirmou De Moulins-Beaufort, que expressou ainda “vergonha” e “determinação a atuar” com as vítimas.

Fonte: G1 Mundo

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Britânico de 81 anos escala montanhas para arrecadar dinheiro para instituições de saúde; veja VÍDEO


Nick Gardner resolveu iniciar atividade após piora da esposa, que tem osteoporose e Alzheimer. Ele já escalou 177 montanhas escocesas com mais de 3 mil pés; meta é completar todas as 282 em 1.200 dias. Idoso de 81 anos escala montanhas na Escócia para homenagear esposa
No cume de Buachaille Etive Mòr, um pico a mais de 1.020 metros acima do nível do mar, na Escócia, Nick Gardner, de 81 anos, faz uma pausa para contemplar os picos escarpados, lagos e vales visíveis através das nuvens flutuantes.
Para Gardner, que se mudou com sua esposa Janet de um subúrbio da Inglaterra para um canto remoto das montanhas escocesas aos 50 anos, escalar montanhas se tornou mais do que apenas um sonho de infância.
Dois anos depois de ser diagnosticada com Alzheimer em 2018, Janet, uma ex-professora que também sofre de osteoporose, ficou tão doente que passou a precisar de cuidados 24 horas por dia. Gardner ficou arrasado e decidiu que precisava de um desafio para ajudá-lo a lidar com a situação.
Nick Gardner em uma de suas escaladas, na Escócia
Reprodução/Instagram/Nick Gardner
O casal vivia uma vida tranquila, acostumados com a companhia constante um do outro por 30 anos. E então, de repente, isso acabou.
A escalada permitiu que Gardner se concentrasse novamente e evitasse os problemas de saúde mental que tinha certeza que começariam a atormentá-lo se fosse deixado sem um propósito.
A tarefa que ele se propôs desafiaria muitos com metade de sua idade: escalar todos os 282 “Munros” da Escócia, ou montanhas acima de 3.000 pés (mais de 914 metros), em 1.200 dias.
Ele completou 177 até agora.
Nick Gardner em uma de suas escaladas, na Escócia
Reprodução/Instagram/Nick Gardner
Em homenagem a Janet, ele está arrecadando dinheiro para instituições de caridade que ajudam pessoas com Alzheimer e osteoporose.
Aprendendo habilidades de mídia social com a ajuda de sua família, ele registra seu progresso no Facebook e no Instagram.
Muitas das mensagens em sua página de arrecadação de fundos, onde arrecadou mais de 30 mil libras (mais de R$ 222 mil) para uma meta de 40 mil libras (cerca de R$ 297 mil), são de pessoas que conheceu na encosta da montanha.
O dinheiro arrecadado por Gardner irá para a Royal Osteoporosis Society e a Alzheimer’s Scotland, duas instituições de caridade que já ajudaram sua esposa.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia desmonta quadrilha que levava haitianos ilegalmente do Chile para os EUA


Nove pessoas acusadas de tráfico de pessoas foram presas em operação conjunta com a Interpol. Haitianos que residiam no Chile saíam por rotas clandestinas muitas vezes levando crianças nascidas em territórios chilenos. Guarda de fronteira chileno usa binóculos para identificar pessoas que cruzam a fronteira entre Chile e Peru, em foto de 28 de setembro
Martin Bernetti/AFP
A polícia do Chile prendeu nove pessoas em operação contra uma quadrilha de tráfico de pessoas que levava haitianos para o México e os Estados Unidos, informaram o Ministério Público chileno e a Interpol nesta segunda-feira (4), em comunicado.
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A Polícia de Investigações desmantelou a organização criminosa, que facilitava a saída de haitianos do Chile. De acordo com a corporação, esses cidadãos do Haiti saíam da cidade de Arica, na fronteira com o Peru, com a expectativa de chegar aos EUA em travessias ilegais.
O escritório da Interpol em Lyon, na França, indicou que os presos eram:
4 chilenos
2 venezuelanos
1 peruano
1 haitiano
1 paraguaio
Muitos desses haitianos viviam no Chile haviam anos, e inclusive tiveram filhos no território chileno. Até o momento, 267 crianças chilenas com menos de 6 anos — todas filhos de migrantes haitianos — foram encontradas em passagens irregulares na Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Guatemala e México. Elas viajavam com destino aos EUA.
Alguns dos menores estavam sob os cuidados de outros adultos, pois foram abandonados ou seus pais morreram no caminho.
“É horrível pensar o que essas crianças vulneráveis sofreram, algumas com poucos anos”, disse Jürguen Stock, secretário-geral da Interpol.
Do Chile para os EUA
Muro na fronteira entre EUA e México, na cidade de Roma (Texas)
Ed Jones/AFP
Autoridades suspeitam de que essa rede de tráfico proporcionou a saída de cerca de 1 mil haitianos do Chile por rotas ilegais para chegarem ao México e aos Estados Unidos.
A mesma organização também atuou no tráfico de migrantes venezuelanos, haitianos e cubanos do Peru para o Chile, “fugindo dos controles fronteiriços e policiais, com sério risco à saúde, integridade física e vida dos migrantes”, apontou a procuradoria chilena.
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EUA começam a deportar haitianos em massa, e ONU alerta que expulsões podem configurar violação
A captura dessa quadrilha ocorre em meio à crescente presença de migrantes, em especial venezuelanos, que tentam cruzar a pé, por travessias clandestinas, das fronteiras da Bolívia e do Peru para o Chile, o que tem gerado manifestações em cidades como Iquique e Santiago em favor e contra a migração.

Fonte: G1 Mundo

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Americano retido no Irã pode morrer se não for operado, dizem advogados


Idoso preso desde 2016 é ex-funcionário do Unicef e é acusado pelo regime iraniano de espionagem. Ele precisa de uma cirurgia para desbloquear uma artéria que irriga o cérebro. Bandeira do Irã, em imagem de arquivo
Leonhard Foeger/Reuters
Um iraniano-americano octogenário retido no Irã corre o risco de morrer se não for submetido a uma cirurgia urgente, disseram nesta segunda-feira (4) seus advogados, que pediram às autoridades iranianas que o deixem sair do país.
Baquer Namazi, de 84 anos, ex-funcionário do Unicef, foi detido em fevereiro de 2016, quando visitou o Irã depois que seu filho, Siamak Namazi, um empresário, foi preso em Teerã no ano anterior.
Pai e filho foram condenados por “espionar” para os Estados Unidos. Baquer Namazi foi posto em prisão domiciliar por razões de saúde em 2018. Porém, seu passaporte foi confiscado e ele continua proibido de deixar o país. O Irã não reconhece a dupla nacionalidade.
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Segurando as lágrimas, outro filho, Babak Namazi, disse que a família está “devastada” e que a situação era “um tipo de tortura que não desejaria ao (seu) pior inimigo”.
“Este não é, nem nunca foi o final que meu pai merece. Meu pai é uma pessoa desinteressada, que dedicou sua vida ao serviço público”, disse em coletiva de imprensa virtual.
Babak Namazi, filho de Baquer Namazi, em foto de 7 de março de 2019 durante declaração no Capitólio em Washington pedindo a repatriação do pai, que está no Irã, para os EUA
Susan Walsh/AP Photo
Baquer Namazi precisa colocar um stent na artéria principal do cérebro, que está bloqueada em 95%-97%, segundo seus advogados.
“A situação de Baquer, com quase 85 anos, agora é grave e extremamente urgente”, escreveram em uma carta dirigida ao relator especial da ONU sobre o direito à saúde física e mental, o sul-africano Tlaleng Mofokeng.
Em 28 de setembro, seus médicos chegaram à conclusão de que devia ser operado em um prazo de sete a dez dias.
EUA querem transferência
Namazi poderia ser operado no Irã, mas seus advogados dizem que seria uma situação muito estressante depois de quatro anos de prisão e em um país que ainda sofre com a pandemia de Covid-19.
O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, disse mais tarde aos jornalistas que a libertação dos Namazi, assim como de outros americanos no Irã, era uma “prioridade absoluta” para o governo do presidente Joe Biden, mas que era mais eficaz discutir os casos “fora do foco do público”.
“Não dá ao Irã nenhuma vantagem e o mundo está unido contra esta abominável prática de reter seres humanos, reter indivíduos, para obter vantagens políticas”, disse Price.
Siamak Namazi, o filho de Baquer, por sua vez, cumpre pena de dez anos de prisão, após ter sido considerado culpado de colaborar com um governo inimigo.
Sua família nega categoricamente as acusações e diz que foi submetido a um extenso interrogatório sobre seu trabalho com instituições americanas.
Ao menos quatro cidadãos americanos estão retidos no Irã e o governo de Joe Biden pediu sua libertação, enquanto os Estados Unidos tentam reativar o acordo nuclear com o Irã de 2015.
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Fonte: G1 Mundo