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Após dois anos, Venezuela reabre fronteira com Colômbia para o comércio


Ponte que liga os dois países estava bloqueada desde que o governo boliviano reconheceu Juan Guaidó como presidente interino venezuelano em 2019, irritando Nicolás Maduro. Contêiner com a bandeira da Venezuela é removido de ponte na fronteira com a Colômbia em Tachira nesta segunda-feira (4)
Schneyderm/AFP
A Venezuela anunciou nesta segunda-feira a abertura comercial da fronteira com a Colômbia, fechada em 2019 pelo presidente Nicolás Maduro, no auge da crise política e diplomática.
“A partir de amanhã estaremos fazendo uma abertura comercial entre os nossos países”, informou a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em pronunciamento na TV estatal.
A abertura tem sido chamada de “comercial” porque não está claro se será liberada a circulação de veículos particulares. A passagem de pedestres havia sido restringida por conta da pandemia.
Mais cedo, os contêineres que bloqueavam há dois anos a circulação na principal ponte fronteiriça entre a Venezuela e a Colômbia foram removidos por autoridades venezuelanas e a passagem de pedestres começou a fluir.
O governo havia ordenado o bloqueio das passagens binacionais em fevereiro de 2019, na disputa pela entrada de alimentos e insumos médicos geridos pelo líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, incluindo Estados Unidos, Colômbia e Brasil.
Os obstáculos e a forte presença militar impediram a entrada dos carregamentos a partir de Cúcuta em 23 de fevereiro, o que gerou violentos distúrbios no lado venezuelano.
Maduro, que rompeu relações diplomáticas com Bogotá por seu reconhecimento de Guaidó, ordenou, então, o fechamento da fronteira, alegando que as doações eram um pretexto para uma “invasão” dos Estados Unidos.
Distensão entre Caracas e Bogotá
Venezuela e Colômbia dividem uma fronteira de mais de 2000 km. “Virando a página”, comentou a vice-presidente, em Caracas. “Estamos aqui hoje dando abertura comercial binacional, para que comecem a entrar caminhões com produtos da Venezuela à Colômbia, da Colômbia à Venezuela”, acrescentou.
A Colômbia já havia decidido, em junho passado, abrir de forma unilateral sua fronteiras fluvial e terrestre com a Venezuela, medida então descrita como “intempestiva” pelo governo Maduro, que pedia uma “reabertura controlada”.
“A Colômbia também está disposta a iniciar um processo ordenado, para que possamos garantir essa passagem fronteiriça”, declarou o presidente Iván Duque. “Iremos fazê-lo sempre seguindo os critérios de nosso país em suas áreas de fronteira, principalmente no que se refere ao transporte de carga”.
“Enfim, chegou o dia esperado, desejado por todos nós!”, comemorou Isabel Castillo, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Produção de San Antonio del Táchira. “As expectativas são muitas, começar desde já a trabalhar plenamente.”

Fonte: G1 Mundo

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Papa pede à COP26 ação ‘urgente’ para dar ‘respostas eficazes’ sobre clima


Francisco diz que medidas são “uma esperança concreta às futuras gerações”. Conferência sobre o clima acontece a partir de 31 de outubro, na Escócia. Papa Francisco rega planta durante encontro no Vaticano nesta segunda-feira (4).
Alessandro Di Meo/Reuters
O papa Francisco pediu, nesta segunda-feira (4), que a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26) ofereça “urgentemente” respostas eficazes enfrentar a crise ecológica planetária “sem precedentes”.
A COP26 de Glasgow “está sendo convocada a oferecer, urgentemente, respostas eficazes para a crise ecológica sem precedentes e para a crise de valores em que vivemos”, disse o pontífice.
Isso permitirá dar “uma esperança concreta às futuras gerações”, afirmou Francisco.
O papa argentino discursou durante encontro organizado no Vaticano chamado “Fé e Ciência”. Cientistas e religiosos de diferentes partes do mundo participaram do evento.
O encerramento da reunião ocorrerá com a assinatura de um apelo aos participantes da COP26, que acontecerá em Glasgow, na Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro.
A menos de um mês do evento sobre o clima, aumenta cada vez mais a pressão sobre os líderes mundiais para que ajam de forma rápida e contundente contra o aquecimento global.
Risco de desaparecimento e pedidos por vacinas: como pequenos países em ilhas assumiram protagonismo na ONU
Grandes nações são cobradas por ações mais ousadas sobre o clima
Francisco também denunciou o que ele considera comportamentos prejudiciais para o planeta: “sementes de conflito”, destacou o Papa, “causam as graves feridas que provocamos ao meio ambiente, como as mudanças climáticas, a desertificação, a poluição, a perda da biodiversidade”.
O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, líder espiritual dos anglicanos, condenou, por sua vez, que “nestes últimos 100 anos tenhamos declarado guerra à Criação”.
“Nossos abusos, nossa guerra contra o clima, afetam os mais pobres”, alertou Welby, do Reino Unido.
Há um mês, o papa Francisco, o monsenhor Welby e o chefe da Igreja Ortodoxa, patriarca Bartolomeu I, lançaram um “apelo urgente”. Nele, pediram “a todo mundo, independentemente de suas crenças, ou visão de mundo, que se esforce para ouvir o grito da Terra”.
G1 no Youtube

Fonte: G1 Mundo

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Defensoria volta a cobrar o Itamaraty sobre exigências ‘ilegais’ para vistos humanitários a afegãos

Estrangeiros relatam exigências que dificultam ou inviabilizam concessão de documento. Itamaraty diz que ‘situações são pontuais’ e dirigidas apenas a pedidos para grandes grupos. Afegãos relatam dificuldades para conseguir visto humanitário do Brasil
A Defensoria Pública da União (DPU) voltou a questionar o Ministério das Relações Exteriores sobre exigências que considera ilegais para conceder vistos humanitários a afegãos e afegãs que estão tentando deixar o país para fugir do Talibã. Uma petição havia sido enviada no dia 24 de setembro, endereçada ao chanceler Carlos França, mas não foi respondida no prazo estipulado.
Nesta segunda-feira (4), a Defensoria enviou um novo ofício, cobrando respostas e dando novo prazo, desta vez improrrogável, de 72 horas, para que o Ministério das Relações Exteriores responda à recomendação, de forma integral ou parcial. A GloboNews procurou o Itamaraty, mas até a última atualização desta reportagem não houve resposta sobre o assunto.
A DPU afirma “as informações recolhidas até o momento indicam que o Ministério das Relações Exteriores, por seus postos consulares, não prestou até o momento informações adequadas sobre procedimentos de solicitação de visto para acolhida humanitária para os nacionais do Afeganistão beneficiados com esse direito e, quando o fez, incorreu em manifesta ilegalidade”.
Entre elas estão teste RT-PCR para a detecção de Covid-19 e a comprovação de que a pessoa terá hospedagem, alimentação, transporte e até plano de saúde e odontológico no Brasil e aulas de português, entre outras exigências (veja mais abaixo). Nenhuma delas estão previstas na portaria interministerial nº 24, de 3 de setembro, que é assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Ela prevê apenas quatro exigências para o pedido do visto temporário:
Documento de viagem válido
Formulário de solicitação de visto preenchido
Comprovante de meio de transporte de entrada no território brasileiro
Atestado de antecedentes criminais expedido pelo Afeganistão (caso não seja possível, a portaria exige uma declaração de ausência de antecedentes criminais em qualquer país)
A concessão de visto humanitário para afegãos foi citada pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso na 76ª Assembleia Geral da ONU. “O futuro do Afeganistão também nos causa profunda apreensão. Concederemos visto humanitário para cristãos, mulheres, crianças e juízes afegãos”, afirmou o presidente brasileiro no dia 21.
Itamaraty diz que ‘exigências são para casos pontuais’
Na última sexta-feira (31), o Ministério das Relações Exteriores informou que as exigências adicionais para a entrada de afegãos no Brasil eram dirigidas apenas a pedidos formulados por entidades particulares e Organizações Não-Governamentais (ONGs) que patrocinam a vinda de grupos de estrangeiros ao país.
A medida seria uma etapa adicional de segurança, já que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, muitos dos pedidos são genéricos e sem dados específicos dos estrangeiros que pedem refúgio.
Mas a apuração da GloboNews mostra que, mesmo para grupos pequenos ou pedidos individuais, algumas exigências continuam sendo feitas, como a solicitação de visto oficial no Paquistão como condição prévia para a análise do pedido de visto humanitário concedido a afegãos pelo Brasil por meio da embaixada em Islamabad, no Paquistão (veja abaixo alguns relatos).
Brasileira casada com afegão: ‘frustração’
Magda Amiri é brasileira e casada com o afegão Ahmad Amiri, e acompanha a situação da família com muita apreensão. O casal mora na cidade do Rio de Janeiro e é tio dos jovens afegãos, com idades entre 18 e 24 anos. Os nomes deles não será revelado para a segurança do grupo.
À GloboNews, eles contaram que os quatro sobrinhos conseguiram fugir do Afeganistão em maio deste ano, quando o grupo extremista Talibã começou a tomar o poder naquele país.
Até agosto, os jovens tinham emprego e moradia na Turquia, mas, com a tomada do Talibã de forma definitiva no Afeganistão, eles passaram a sofrer perseguições da polícia e do governo turco, perderam trabalho e precisaram morar na rua à espera da resposta do governo brasileiro sobre o pedido de visto humanitário feito na embaixada de Ancara.
“Primeiro a embaixada (de Ancara) demora a responder o e-mail. Segundo, coloca mais dificuldades. Pediram que nós enviássemos passagens aéreas com a data emitida pra daqui a um mês. Mas eu escrevi outro e-mail dizendo que esses meninos estavam desabrigados e desassistidos lá em Ancara, e se eles não podiam diminuir esse prazo. E aí, depois de muito tempo, a resposta foi que a data de emissão do bilhete aéreo seria para daqui dois meses. Então são dificuldades que a gente não entende. Parece que não está sendo entendida a gravidade e o risco que esses meninos correm”, relatou a engenheira Magda Amiri.
O marido de Magda está preocupado com esta situação. “Não sei o que pode acontecer com eles. Estou pedindo ao governo do Brasil que aceite minha família e eu como humanos. Eles deveriam deixar minha família vir aqui para o Brasil. É só um pedido meu”, disse.
Para Magda, as dificuldades estão maiores que o esperado. ” Nós não esperávamos essa dificuldade toda para conseguir um visto humanitário, que era dito ser mais rápido e menos burocrático”, lamenta.
Afegão no Brasil tenta trazer mulher e filha
O comerciante afegão Jabir Khan Moslemyar mora no Brasil desde 2014 e tenta trazer a esposa e filha do Afeganistão para o Brasil.
A notícia da concessão de visto humanitário a afegãos trouxe esperança para a família, mas que segue enfrentando inúmeras barreiras para que a esposa consiga protocolar o pedido em um posto diplomático do Brasil. “Para chegar lá na Embaixada do Brasil é muito difícil, porque está lá em Islamabad. Primeiro, a fronteira está fechada, ninguém consegue chegar lá”.
Ele relata que mesmo quem conseguiu chegar ao Paquistão tem sido cobrado pela embaixada brasileira um visto oficial concedido pelo Paquistão, o que ele considera impossível. “Mas aonde a gente arruma esse visto agora? De onde a gente tem que achar o certificado de antecedentes criminais? Não tem governo. É muito difícil. Eles falam: ‘a gente vai dar (o visto humanitário’. Mas, do jeito que eles estão fazendo, é pra não fazer, não”, afirmou.
A esposa de Jabir Khan Moslemyar está doente e sofre de problemas no coração. “Ela não vai conseguir passar aquele monte para chegar ao Paquistão. Nem consegue chegar para medicamento. Ela está muito mal. Eu tentei muito pra falar com eles (representantes do Brasil na embaixada), mas eles falam: ‘você tem que chegar lá, na embaixada do Brasil para (ter o documento) legal (do Paquistão)’. (Documento) legal não tem como, porque não tem governo para tirar o visto”, completou.
Vistos solicitados e concedidos
O Itamaraty informou que cerca de 400 pedidos de afegãos que querem entrar no Brasil são analisados pelo governo, e que 30 já foram concedidos. Nenhum desses afegãos já está no Brasil, mas alguns já conseguiram deixar o Afeganistão, segundo o embaixador Leonardo Gorgulho, secretário de Comunicação de Cultura do Ministério das Relações Exteriores. O MRE, no entanto, não deu detalhes sobre a previsão de chegada dos estrangeiros e o perfil de quem teve o visto humanitário concedido “por questões de segurança”.
A extensão do visto humanitário para afegãos foi antecipada pelo blog da Julia Duailibi. A medida foi articulada pela ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), para socorrer juízas afegãs (há cerca de 270 no país).
Desde que voltou ao poder, em 15 de agosto, o Talibã está de novo restringido o papel da mulher na sociedade, proibindo-as nas universidades e até de praticar esportes. Também há diversas denúncias de desrespeito aos direitos humanos e até execuções em praças públicas. O Talibã já proibiu músicas em locais públicos e o corte da barba de homens em barbearias.

Fonte: G1 Mundo

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Parte do vulcão Cumbre Vieja desaba; fluxo de lava aumenta em direção ao mar


Vulcão já lançou três vezes mais lava, cinzas e rochas do que durante a última grande erupção, em 1971. O lado norte do vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, desabou nesta segunda-feira (4) e provocou a formação de um rio de lava incandescente que flui em direção ao mar.
Apesar do aumento da atividade e de lava, o fluxo está seguindo uma trajetória semelhante às anteriores, segundo as autoridades locais que descartam novas retiradas de moradores.
O presidente regional deste arquipélago espanhol, Ángel Víctor Torres Pérez, disse que o vulcão lançou três vezes mais lava, cinzas e rochas agora do que durante a última grande erupção em 1971.
Vulcão Cumbre Vieja em La Palma em foto de 3 de outubro de 2021
Juan Medina/Reuters
Cerca de mil construções e mais de 30 quilômetros de ruas e estradas já foram destruídas desde o início da erupção, há duas semanas.
Ao visitar a ilha de La Palma no fim de semana, o primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu uma ajuda equivalente R$ 1,3 bilhão de reais para a reconstrução.

Fonte: G1 Mundo

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Operadora de telefonia T-Mobile apresenta instabilidade nos EUA

Braço americano da companhia não se pronunciou sobre o assunto. A operadora de telefonia T-Mobile apresentou instabilidade nos Estados Unidos nesta segunda-feira (4).
À 13h30, o site Downdetector, que monitora reclamações sobre serviços da internet, registrava cerca de 2 mil queixas sobre o serviço.
O braço americano da companhia de origem alemã não se pronunciou sobre o assunto.
A instabilidade foi registrada no mesmo dia em que WhatsApp, Facebook e Instagram também apresentaram problemas. Não há relatos de relação entre os casos.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Norte e Coreia do Sul reativam linhas diretas de comunicação


Os norte-coreanos haviam cortado esse canal de contato. A Coreia do Norte pediu que o governo da Coreia do Sul intensifique os esforços para melhorar as relações. Coreia do Norte testa novo “sistema de mísseis ferroviários”
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul reativaram, nesta segunda-feira (4) as linhas diretas de comunicação entre os governos dos dois países.
Meses atrás, os norte-coreanos haviam cortado esse canal de contato. A Coreia do Norte pediu que o governo da Coreia do Sul intensifique os esforços para melhorar as relações, depois de criticar o que classificou como dois pesos e duas medidas no desenvolvimento de armas.
Desfile de aniversário da Coreia do Norte exibiu máquinas, e não armas; veja fotos
AFP
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, expressou, na semana passada, sua disposição para reativar as linhas diretas, que seu país interrompeu no início de agosto em protesto contra exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, poucos dias depois de reabri-las pela primeira vez em um ano.
Duas vezes por dia
A agência de notícias oficial norte-coreana KCNA havia dito que as conexões telefônicas seriam religadas nesta segunda-feira às 9h.
O governo da Coreia do Sul confirmou que as comunicações ocorridas duas vezes por dia foram retomadas no horário através de linhas diretas militares e outras a cargo do Ministério da Unificação, exceto o canal da Marinha, estabelecido em uma rede internacional para navios mercantes.
As linhas diretas são uma ferramenta rara para aproximar os rivais, mas não ficou claro se a religação facilitará uma volta significativa às conversas que visam desmantelar os programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte em troca de um alívio das sanções dos EUA.
O Ministério da Defesa sul-coreano disse que as linhas diretas ajudam e evitar choques inesperados e que se espera que sua reativação leve a um abrandamento considerável da tensão militar.
Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado disse que as linhas reativadas são “um componente importante para se criar um ambiente mais estável na Península Coreana”.
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Fonte: G1 Mundo

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Vazamento jogou 474 mil litros de petróleo na costa da Califórnia, estimam autoridades


‘Catástrofe ambiental’, diz a prefeita de Huntington Beach, área mais afetada. Óleo acumulado em praia da Califórnia após vazamento de óleo em foto de 3 de setembro de 2021
Ringo H.W. Chiu/AP
O rompimento de um oleoduto no sábado (2) arremessou cerca de 474 mil litros de petróleo na costa da Califórnia, disseram as autoridades do estado no domingo (3).
A prefeita de Huntington Beach, Kim Car, chefe de uma das áreas mais afetadas pelo vazamento, classificou o incidente como uma “catástrofe ambiental”.
“A área de terra molhada está sendo destruída e partes da nossa costa estão agora cobertas em óleo”, disse Car em entrevista coletiva.
Segundo as autoridades americanas, 3 mil barris de petróleo – ou 474 mil litros – cobrem uma área de 33 metros quadrados do Oceano Pacífico.
A Guarda Costeira dos EUA anunciou ainda no domingo que abriu uma investigação para descobrir as possíveis causas do vazamento.
O Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia proibiu pescarias nas áreas costeiras afetadas pelo derramamento.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Estátua de George Floyd é vandalizada em Nova York


Busto de ex-segurança negro, morto por um policial branco nos EUA, foi inaugurado há menos de uma semana; autoridades do país investigam o ato que foi registrado por câmeras de vigilância. Estátua de George Floyd em Nova York é vandalizada
Reprodução/NBC
Uma estátua erguida em homenagem a George Floyd na cidade de Nova York foi vandalizada no domingo (3), informaram as autoridades americanas.
O busto de ex-segurança negro, morto por um policial branco nos Estados Unidos, foi inaugurado há menos de uma semana em uma instalação com outras personalidades do movimento negro.
Autoridades do país investigam o ato que foi registrado por câmeras de vigilância.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Fumio Kishida: quem é o novo primeiro-ministro do Japão


Eleito pelo Parlamento japonês, Kishida é de uma família de políticos de Hiroshima, contrário ao casamento gay e fã de beisebol. Ele foi ministro das Relações Exteriores do governo Shinzo Abe. Fumio Kishida é aplaudido após ser escolhido como o novo primeiro-ministro, nesta segunda-feira, no Japão
Kim Kyung-Hoon/Reuters
Fumio Kishida, eleito pelo Parlamento nesta segunda-feira (4) como o novo primeiro-ministro do Japão, é um ex-ministro das Relações Exteriores pouco carismático, mas com um caráter de consenso.
Ele é de uma família de políticos de Hiroshima, contrário ao casamento gay (que continua ilegal no Japão) e fã de beisebol (o esporte preferido dos japoneses).
Kishida morou durante a sua infância em Nova York, onde diz ter sido alvo de racismo, e trabalhou pela visita de Obama em 2016 à cidade devastada pela bomba atômica (veja mais abaixo).
O político de 64 anos deu um passo decisivo para se tornar o 100º premiê do país na semana passada, ao conquistar a presidência do Partido Liberal Democrático (PLD), sigla da direita conservadora que domina a vida política japonesa desde 1955.
Japão elege novo primeiro-ministro
Foi a segunda tentativa de Kishida de comandar o governo nipônico. Ele perdeu a disputa pela liderança do PLD em 2020, ao ser derrotado na votação interna por Yoshihide Suga, que está deixando o cargo.
“Não era suficientemente bom”, admitiu Kishida sobre a sua derrota no ano passado. “Desta vez foi diferente. Tenho a firme convicção de que sou o líder necessário agora”.
‘Aposta mais segura’
Suga renunciou depois de apenas um ano como primeiro-ministro, devido à sua impopularidade e às falhas no combate à pandemia. Para se tornar premiê, Kishida venceu Taro Kono, que coordenou a campanha de vacinação contra a Covid-19 no país.
Brad Glosserman, analista político e professor da Universidade Tama de Tóquio, diz que as correntes dominantes no PLD consideraram que Kishida é “uma aposta mais segura” que Kono, que é mais popular entre os militantes e “menos influenciável” pelos líderes do partido.
Visita histórica de Obama
Kishida é um ex-funcionário do setor bancário que foi ministro das Relações Exteriores por cinco anos (entre 2012 e 2017), durante o governo do premiê Shinzo Abe.
Ele trabalhou pela visita do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Hiroshima em 2016. Foi a primeira vez que um presidente americano em exercício visitou a cidade devastada pela bomba atômica em 1945.
Energia nuclear
O político é, ao mesmo tempo, defensor do desarmamento nuclear no mundo e do uso da energia nuclear para fins civis (seu uso se tornou restrito no Japão devido à catástrofe de Fukushima em 2011).
Kishida defende que, além de retomar a atividade em antigos reatores, o país deveria desenvolver pequenos reatores modulares.
Contrário ao casamento gay
Nas questões sociais e direitos civis, o novo premiê é mais conservador que Kono, seu grande rival no PLD. Kishida afirmou que não ainda chegou o momento de “aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo”, que continua ilegal no Japão.
Ele também mostrou uma opinião pouco clara sobre o direito das pessoas casadas de não usarem o mesmo sobrenome do outro integrante do casal, uma questão polêmica no país.
Fã de beisebol e infância em NY
Fã de beisebol, o esporte preferido dos japoneses, Kishida torce para o Hiroshima Toyo Carp, clube de seu reduto familiar e político.
O político morou com sua família em Nova York durante a infância, onde afirma ter sido vítima de racismo na escola.
Deputado por Hiroshima
Para desgosto de seus pais, Kishida falhou por três vezes em conseguir entrar na Faculdade de Direito da prestigiosa Universidade de Tóquio (“Todai”) e estudou Direito em Waseda, outra conhecida universidade da capital japonesa.
Seguindo os passos do pai e do avô, Kishida é deputado por Hiroshima desde 1993 na Câmara Baixa do Parlamento japonês.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Jovens afegãos vivem nas ruas da Turquia à espera de visto humanitário do Brasil

Estrangeiros relatam exigências que dificultam ou inviabilizam concessão de documento. Itamaraty diz que ‘situações são pontuais’; entidades de direitos humanos e DPU apontam ilegalidade.
Afegãos relatam dificuldades para conseguir visto humanitário do Brasil
Quatro jovens afegãos estão morando nas ruas e dormindo em parques de Ancara, capital da Turquia, há quase um mês à espera da liberação do visto humanitário prometido pelo Brasil. Segundo a família, os postos diplomáticos brasileiros de Ancara, na Turquia, e Islamabad, no Paquistão, têm feito uma série de exigências para concessão do documento.
Os solicitantes também relatam demora para terem respostas aos e-mails enviados com dúvidas e prorrogação da emissão de passagem ao Brasil.
“Nós já preenchemos o protocolo de visto humanitário e estamos aguardando há praticamente um mês o retorno da embaixada. Nós imaginamos que seria um processo fácil, diferente dos familiares que estão no Afeganistão, que ainda têm essa questão de chegar a um outro país, no caso o Paquistão, para ter acesso a uma embaixada”, relata a engenheira Magda Amiri, que tenta trazer os quatro sobrinhos afegãos para o Brasil.
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“Todos os dias estou tão preocupado com esta situação. Não sei o que pode acontecer com eles'”, relatou o marido da Magda, Ahmad Jawid Amiri, afegão que está há 7 anos no Brasil.
O Ministério das Relações Exteriores tem sido criticado desde o mês passado por exigências feitas em postos diplomáticos autorizados a conceder o visto. Elas extrapolariam a portaria interministerial emitida pelo governo federal com as regras de concessão de visto humanitário após a tomada do poder pelo Talibã no Afeganistão.
Entre os requisitos estão o teste RT-PCR para a detecção de Covid-19 e a comprovação de que a pessoa terá hospedagem, alimentação, transporte e até plano de saúde e odontológico no Brasil, além de aulas de português.
Na última sexta-feira (31), o Ministério das Relações Exteriores informou que as exigências adicionais para a entrada de afegãos no Brasil eram dirigidas apenas a pedidos formulados por entidades particulares e Organizações Não-Governamentais (ONGs) que patrocinam a vinda de grupos de estrangeiros ao país.
A medida seria uma etapa adicional de segurança, já que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, muitos dos pedidos são genéricos e sem dados específicos dos estrangeiros que pedem refúgio.
Mas a apuração da GloboNews mostra que, mesmo para grupos pequenos ou pedidos individuais, algumas exigências continuam sendo feitas, como a solicitação de visto oficial no Paquistão como condição prévia para a análise do pedido de visto humanitário concedido a afegãos pelo Brasil por meio da embaixada em Islamabad, no Paquistão (veja abaixo alguns relatos).
Brasileira casada com afegão: ‘frustração’
A engenheira Magda Amiri é brasileira e casada com o afegão Ahmad Amiri, e acompanha a situação da família com muita apreensão. O casal mora na cidade do Rio de Janeiro e é tio dos jovens afegãos, com idades entre 18 e 24 anos. Os nomes deles não será revelado para a segurança do grupo. À GloboNews, eles contaram que os quatro sobrinhos conseguiram fugir do Afeganistão em maio deste ano, quando o grupo extremista Talibã começou a tomar o poder naquele país.
Até agosto, os jovens tinham emprego e moradia na Turquia. Mas com a tomada do Talibã de forma definitiva no Afeganistão, eles passaram a sofrer perseguições da polícia e do governo turco, perderam trabalho e precisaram morar na rua à espera da resposta do governo brasileiro sobre o pedido de visto humanitário feito na embaixada de Ancara.
“Primeiro a embaixada (de Ancara) demora a responder o e-mail. Segundo, coloca mais dificuldades. Pediram que nós enviássemos passagens aéreas com a data emitida pra daqui a um mês. Mas eu escrevi um outro e-mail, dizendo que esses meninos estavam desabrigados e desassistidos lá em Ancara, e se eles não podiam diminuir esse prazo. E ai, depois de muito tempo, a resposta foi que a data de emissão do bilhete aéreo seria pra daqui dois meses. Então são dificuldades que a gente não entende. Parece que não está sendo entendida a gravidade e o risco que esses meninos correm”, relatou a engenheira Magda Amiri.
O marido dela, o afegão Ahmad Jawid Amiri, é autônomo e vive no Brasil há sete anos. “Todos os dias estou tão preocupado com esta situação. Não sei o que pode acontecer com eles. Estou pedindo ao governo do Brasil que aceite minha família e eu como humanos. Eles deveriam deixar minha família vir aqui para o Brasil. É só um pedido meu”, disse. “É muito frustrante. Nós já esperávamos, pela experiência que meu marido teve, a gente já sabe a dificuldade que as pessoas vão encontrar quando chegarem em território brasileiro. Mas nós não esperávamos essa dificuldade toda para conseguir um visto humanitário, que era dito ser mais rápido e menos burocrático”, completa Magda Amiri.
Afegão no Brasil tenta trazer mulher e filha
O comerciante afegão Jabir Khan Moslemyar mora no Brasil desde 2014 e tenta trazer a esposa e filha do Afeganistão para o Brasil. Ele também disse que a notícia da concessão de visto humanitário a afegãos trouxe esperança para a família, mas que segue enfrentando inúmeras barreiras para que a esposa consiga protocolar o pedido em um posto diplomático do Brasil.
“Para chegar lá na Embaixada do Brasil é muito difícil, porque está lá em Islamabad. Primeiro, a fronteira está fechada, ninguém consegue chegar lá”. Ele relata que mesmo quem conseguiu chegar ao Paquistão tem sido cobrado pela embaixada brasileira um visto oficial concedido pelo Paquistão, o que ele considera impossível. “Mas aonde a gente arruma esse visto agora? De onde a gente tem que achar o certificado de antecedentes criminais? Não tem governo. É muito difícil. Eles falam: ‘a gente vai dar (o visto humanitário’. Mas, do jeito que eles estão fazendo, é pra não fazer, não”, afirmou.
A esposa de Jabir Khan Moslemyar está doente e sofre de problemas no coração. “Ela não vai conseguir passar aquele monte para chegar ao Paquistão. Nem consegue chegar para medicamento. Ela está muito mal. Eu tentei muito pra falar com eles (representantes do Brasil na embaixada), mas eles falam: ‘você tem que chegar lá, na embaixada do Brasil para (ter o documento) legal (do Paquistão)’. (Documento) legal não tem como, porque não tem governo para tirar o visto”, completou.
Sobre a polêmica
O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira (31) que as exigências adicionais para a entrada de afegãos no Brasil é dirigida apenas a pedidos formulados por entidades particulares e Organizações Não-Governamentais (ONGs) que patrocinam a vinda de grupos de estrangeiros ao país.
A medida seria uma etapa adicional de segurança, já que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, muitos dos pedidos são genéricos e sem dados específicos dos estrangeiros que pedem refúgio.
“Ele é aplicável apenas nos casos de pedido de visto que se dão por iniciativa, intermédio, apoio, Patrocínio, de empresas privadas ou de ONGs quando adicionalmente esse pedido envolve um grande número de pessoas, e ainda, quando não tiver sido possível verificar de pronto que os requisitos que nos preocupar estão sendo cumpridos. É, portanto, um documento aplicável a situações muito muito específicas. Mesmo nesses casos, nesses poucos casos, o protocolo de maneira alguma impede ou atrasa a consideração de qualquer solicitação de visto”, afirmou o embaixador Leonardo Gorgulho, secretário de Comunicação de Cultura do MRE.
Dentre os requisitos estão teste RT-PCR para a detecção de Covid-19 e a comprovação de que a pessoa terá hospedagem, alimentação, transporte e até plano de saúde e odontológico no Brasil, além de aulas de português.
As exigências adicionais foram alvo de críticas da Defensoria Pública da União (DPU), que as considerou ilegais.
Em um pedido de explicações enviado pela Defensoria Pública da União no dia 24 de setembro a Itamaraty, a DPU diz ter recebido informações de que as Embaixadas do Brasil em Teerã, Ancara e Islamabad, preferenciais para a concessão do visto, uma vez que não há representação do Brasil no Afeganistão, passaram a exigir dos afegãos a comprovação de meios para viajar ao Brasil e para se manter no país.
Uma semana depois, na última sexta-feira (31), o Ministério das Relações Exteriores informou que as exigências adicionais para a entrada de afegãos no Brasil eram dirigidas apenas a pedidos formulados por entidades particulares e ONGs que patrocinam a vinda de grupos de estrangeiros ao país. A medida seria uma etapa adicional de segurança, já que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, muitos dos pedidos são genéricos e sem dados específicos dos estrangeiros que pedem refúgio.
Mas a apuração da GloboNews mostra que, mesmo para grupos pequenos ou pedidos individuais, algumas exigências continuam sendo feitas, como a exigência de visto oficial no Paquistão como condição prévia para a análise do pedido de visto humanitário concedido ao Brasil pela embaixada em Islamabad, no Paquistão.
“A divulgação de informação de forma displicente, ainda mais em um caso tão sensível quanto à questão de proteção e acolhimento das pessoas vítimas da crise humanitária no Afeganistão, é inadmissível. Porque, conforme o Itamaraty coloca, houve um entendimento, uma falta de compreensão da informação, isso nunca poderia ser tolerado em uma questão tão humanitária como essa. O que mais me preocupa é que quantas famílias deixaram de olhar pro Brasil com a possibilidade de proteção por conta de uma informação não precisa, pouco transparente, fornecida pelo governo federal”, defende a diretora de programas Conectas Direitos Humanos, Camila Asano.
Críticas da DPU
Segundo a DPU, nenhuma das exigências do Itamaraty está prevista na portaria interministerial nº 24, de 3 de setembro, que é assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Ela prevê apenas quatro exigências para o pedido do visto temporário:
Documento de viagem válido;
Formulário de solicitação de visto preenchido;
Comprovante de meio de transporte de entrada no território brasileiro;
Atestado de antecedentes criminais expedido pelo Afeganistão (caso não seja possível, a portaria exige uma declaração de ausência de antecedentes criminais em qualquer país).
A DPU deu prazo de cinco dias úteis para que o Ministério das Relações Exteriores se manifestasse. A GloboNews apurou que, até o fim do prazo, a manifestação não havia sido feita.
Vistos solicitados e concedidos
O Itamaraty informou que cerca de 400 pedidos de afegãos que querem entrar no Brasil são analisados pelo governo, e que 30 já foram concedidos. Nenhum desses afegãos já está no Brasil, mas alguns já conseguiram deixar o Afeganistão segundo o embaixador Leonardo Gorgulho, secretário de Comunicação de Cultura do Ministério das Relações Exteriores. O MRE, no entanto, não deu detalhes sobre a previsão de chegada dos estrangeiros e o perfil de quem teve o visto humanitário concedido “por questões de segurança”.
A extensão do visto humanitário para afegãos foi antecipada pelo blog da Julia Duailibi. A medida foi articulada pela ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), para socorrer juízas afegãs (há cerca de 270 no país).
Desde que voltou ao poder, em 15 de agosto, o Talibã está de novo restringido o papel da mulher na sociedade, proibindo-as nas universidades e até de praticar esportes. Também há diversas denúncias de desrespeito aos direitos humanos e até execuções em praças públicas. O Talibã já proibiu músicas em locais públicos e o corte da barba de homens em barbearias.

Fonte: G1 Mundo