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‘Ele me disse que a América estava sob ataque’: veja como George W. Bush e outras pessoas receberam a notícia dos atentados de 11 de setembro


Momento de comoção mundial marcou a memória de quem estava – ou não – nos Estados Unidos. Veja relatos de George W. Bush, Fernando Henrique Cardoso, Celso Lafer, Luiza Brunet, entre outros. Registro do momento exato em que o então presidente George W. Bush foi informado do segudno avião que atingiu o WTC
Doug Mills/AP
Os ataques do dia 11 de setembro de 2001 foram muito marcantes e, por isso, é comum que as pessoas se lembrem minuciosamente de como receberam a notícia dos ataques.
Para as pessoas públicas ou profissionais de imprensa não foi diferente: aqueles momentos foram de grande comoção e, por isso, são marcantes.
Veja abaixo como os políticos George W. Bush e Fernando Henrique Cardoso, o diplomata Celso Lafer, os jornalistas Jorge Pontual e Sandra Cohen, e a atriz Luiza Brunet (que estava em Nova York) souberam dos ataques.
George W. Bush, então presidente dos EUA
George W. Bush era o presidente dos EUA em setembro de 2001. Ele havia visitado uma escola na Flórida para conversar com crianças de 8 anos. Bush tinha preparado um discurso sobre evasão escolar.
Antes de o presidente entrar na sala, a encarregada de segurança da Casa Branca afirmou que um avião havia colidido com uma das torres do World Trade Center. No entanto, ainda se pensava que era um avião pequeno, poderia ser apenas um acidente.
O presidente foi ler um livro com as crianças. Pouco depois, o segundo avião atingiu a outra torre.
O chefe de gabinete, Andrew Card, entrou na sala. “Card chega e diz que o segundo avião bateu na segunda torre. A América está sendo atacada. E eu estou olhand uma criança lendo. Aí vejo a imprensa no fundo da sala começando a receber a mesma mensagem que eu tinha acabado de receber. E eu conseguia ver o horror na cara dos jornalistas que acabavam de receber a mesma notícia. Numa crise, é muito importante adotar um certo tom e não ficar em pânico. Por isso estava esperando o momento apropriado para deixar a sala. Não queria fazer nada dramático. Não queria saltar da cadeira e assustar a turma de crianças. Por isso fiquei esperando”, conta Bush no documentário “Inside the President’s War Room”, lançado este ano.
A comitiva voltou ao aeroporto e entrou no avião presidencial. A decisão foi não voltar a Washington DC naquele momento —a Casa Branca poderia ser um alvo. O avião foi primeiro para uma base no estado da Louisiana. De lá, foi para uma outra base no Nebraska, onde havia uma reunião por videochamada. Finalmente, a comitiva voltou a Washigton DC. No voo, era possível ver a fumaça que saía do prédio do Pentágono, a sede das Forças Armadas dos EUA. Na noite daquele dia, ele fez um discurso da Casa Branca no qual deixou claro que o país iria responder.
Fernando Henrique Cardoso, então presidente do Brasil
O ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso em imagem de 2013
Gabriela Biló/Futura Press/Estadão Conteúdo
Fernando Henrique Cardoso era o presidente do Brasil em 2001. Ele relatou, em 2011, como foi aquele dia, num vídeo para um canal de Youtube dedicado a divulgar seu trabalho.
“Estava no Palácio do Alvorada. Pela manhã, recebi uma comissão vinda da FGV do Rio, os diretores da Fundação. Quando, de repente, toca o telefone, era a minha assessora de imprensa [e disse]: ‘Olha, estão bombardeando as torres nos EUA’. Eu liguei a televisão e vi, pude ver o segundo avião [atingindo a torre]. Foi uma sensação terrível, [pensei] ‘o que será que está acontecendo?’. Dei declarações em seguida [eu disse] ‘pode ser o começo de uma Terceira Guerra’, porque não se sabia do que se tratava. De fato, não foi uma Terceira Guerra, no sentido clássico, mas foi uma guerra ao terror, os americanos logo lançaram esse termo.”
Celso Lafer, ex-chanceler
O ex-ministro Celso Lafer em imagem de 2017
TV Globo/Reprodução
Celso Lafer era, então, o ministro de Relações Exteriores do governo do Brasil. “No dia 11, estava em São Paulo, participando de um seminário na Federação das Indústrias”, ele diz.
O tema para a diplomacia brasileira naquela época era majoritariamente comercial: acordos com a União Europeia, negociações na Organização Mundial do Comércio etc.
Depois da reunião, Lafer foi falar com jornalistas que tinham ido cobrir. Nesse momento, um auxiliar dele se aproximou e o puxou pelo paletó. “Eu perguntei a ele se ele estava incomodado com algo que eu havia dito. Ele respondeu que não estava incomodado, mas que algo de grande magnitude estava ocorrendo e que era preciso suspender a entrevista para ver pela TV”.
Como havia jornalistas no prédio da Fiesp, ele precisou falar com a imprensa pouco depois de ver os ataques pela TV, mesmo sem consultar a presidência em Brasília.
“Eu disse em um primeiro momento que estávamos diante de uma mudança significativa. Nessas minhas considerações eu mencionei uma frase do [Pierre-Joseph] Proudhon (político francês do século 19) que dizia que a fecundidade do inesperado surpreende a prudência do maior estadista, e que o inesperado tinha uma série de desdobramentos. Tinha mudado o eixo diplomático do mundo”, diz Lafer.
Foi sobre esse tema a primeira conversa que ele teve com o presidente Fernando Henrique Cardoso: o tema do mundo diplomático passaria a ser segurança, e não comércio, e isso implicava uma dificuldade para a estratégia brasileira naquele momento.
Pouco depois do 11 de setembro, chegou-se a falar que havia atividade terrorista na Tríplice Fronteira. “Mandamos fazer uma apuração, a melhor possível, mas não detectamos nenhuma rede terrorista que atuasse a partir de lá”, diz Lafer.
Jorge Pontual, jornalista
Imagem de 2014 deJorge Pontual
Divulgação/GloboNews
Jorge Pontual, do escritório da Globo em Nova York, embarcou na manhã de 11 de setembro em um avião rumo a Washington DC, onde ele ia cobrir uma manifestação contra o FMI, como conta ao site Memória Globo.
O avião não decolou: minutos antes, a primeira torre tinha sido atingida.
De volta ao saguão do aeroporto, Pontual encontrou o cinegrafista Hélio Alvarez. Os dois conseguiram voltar a Manhattan de carona em um carro de polícia.
“Conseguimos atravessar todas as barreiras e chegamos lá perto. Gravamos as cenas de pessoas que tinham descido do prédio e estavam correndo, ainda cobertas de pó. Uma coisa dramática. Gente que tinha visto pessoas caindo e que ria porque tinha se salvado, aquele riso nervoso de quem só sabe que está vivo. Foi muito impressionante”, disse.
Sandra Cohen, jornalista
Sandra Cohen, que atualmente analisa política internacional em seu blog no G1, relata como soube dos ataques. Na época, ela era editora de jornais de Bairro de “O Globo”, no Rio de Janeiro.
“Passava das 9h daquela terça-feira de setembro quando cheguei à redação do Globo e me deparei com um colega com os olhos fixados na TV. Uma das torres do World Trade Center estava em chamas. ‘Foi um avião. Não se sabe ainda se é um acidente ou um atentado’, me explicou. A caminho da minha mesa, ouvi gritos de pavor provocados pela explosão da segunda torre”, relata.
“Não havia mais dúvidas. Quem trabalha diretamente com a notícia é imbuído de um senso prático, que nessas horas surge não sei de onde. Boa parte da minha equipe, na editoria de Jornais de Bairro, foi deslocada imediatamente para a de Mundo”, lembra a jornalista.
Em poucos minutos, o comando da redação mobilizou uma frente para produzir uma edição extra do jornal impresso, que sairia no início da tarde. Os fatos se sobrepunham sem trégua, alterando o rumo da notícia: “Caiu uma torre”; “O Pentágono foi atingido”; “A Casa Branca foi evacuada”; “Caiu outro avião na Pensilvânia”. “Nas semanas seguintes, o trabalho seguiria em ritmo insano e esquema de semi-internato”, conta Sandra Cohen.
“Já era madrugada do dia 12 quando cheguei em casa e liguei a televisão para rever aquelas cenas — pela primeira vez sozinha. Lembro de ter chorado muito, de tristeza e também de saudade: o mundo que eu conhecia até então havia mudado para sempre”.
Luiza Brunet, atriz
Luiza Brunet em imagem de 2019
Reprodução/Globonews
A modelo e empresária Luiza Brunet viajou a Nova York naquele dia com a filha. Elas iam participar da semana de moda da cidade.
Ela conta que pousou pela manhã, antes dos ataques, e, quando estava no carro a caminho do hotel, viu fumaça da primeira torre.
“No meio do caminho, começamos a cruzar com carros de polícia, mas ainda não pensávamos que era algo tão grave ou grande”, diz. Quando ela chegou ao hotel, já havia começado o segundo ataque. Todos os canais de TV mostravam o ataque.
“O cheiro era o de fumaça de coisa queimada. Tinha muita confusão na rua, pessoas correndo de um lado para o outro, chorando. Muita gente fez vigílias nas praças”, afirma.

Fonte: G1 Mundo

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Los Angeles impõe vacinação anticovid obrigatória para estudantes maiores de 12 anos


Adolescentes em aulas presenciais terão até 21 de novembro para receber a primeira dose do imunizante, e até 19 de dezembro para a segunda. Cerca de 600 mil alunos estão matriculados em escolas públicas do distrito de Los Angeles. As irmãs Guadalupe Flores, de 15 anos (direita) e Estela Flores, de 13, recebem vacina da Pfizer contra Covid na Esteban E. Torres High School, em Los Angeles, onde estudam, em foto de 27 de maio
AP Photo/Damian Dovarganes
Todos os estudantes maiores de 12 anos das escolas públicas de Los Angeles, nos Estados Unidos, deverão estar vacinados contra a Covid-19 até o fim do ano, decidiu nesta quinta-feira (9) o distrito escolar da cidade californiana.
A medida, decidida em votação, pode abrir precedente por ser a primeira do tipo imposta por um distrito escolar dos EUA, que enfrenta um aumento no número de infecções, impulsionadas principalmente pela variante Delta do coronavírus.
Todos os adolescentes com mais de 12 anos em aulas presenciais nas escolas públicas do distrito terão até 21 de novembro para receber a primeira dose do imunizante, e até 19 de dezembro para a segunda.
“A vacina é segura, eficaz e é a melhor maneira de manter nossos alunos protegidos contra o vírus”, tuitou Kelly Gonez, presidente do conselho do distrito escolar, minutos após a votação.
Os alunos com mais de 12 anos que frequentam aulas presenciais devem estar vacinados até 10 de janeiro de 2022, destacou o distrito escolar em um comunicado.
“Estamos exigindo essas vacinas porque continuamos a priorizar a saúde e a segurança de nossos alunos e funcionários”, explicou o membro do conselho distrital George J. McKenna III, citado no texto, acrescentando que, na semana passada, mais de 250 mil crianças foram diagnosticadas com Covid-19.
Cerca de 600 mil alunos estão matriculados em escolas públicas no distrito de Los Angeles, uma cidade na costa oeste do país com quase 4 milhões de habitantes.
O distrito já havia exigido que as crianças fossem testadas regularmente, bem como o uso de máscaras em espaços abertos e fechados. Professores e outros funcionários devem ser vacinados.
Cerca de 58% dos adolescentes entre 12 e 18 anos nos Estados Unidos foram inoculados com pelo menos uma dose.
A decisão de Los Angeles vem logo após o presidente Joe Biden ordenar a vacinação ou testes semanais em todas as empresas com mais de 100 funcionários, como parte do plano para lidar com a pandemia.
Vacinas, máscaras e outras medidas de controle contra a Covid-19 se tornaram o centro de um debate político nos Estados Unidos.
Os estados e condados onde governa o Partido Republicano resistem à imposição de regras recomendadas pelos médicos, argumentando que elas interferem nas liberdades pessoais.
A implementação de um programa de imunização abrangente e gratuito foi considerada fundamental para reduzir novos casos de coronavírus, uma doença responsável por mais de 650 mil mortes e mais de 40 milhões de infecções nos Estados Unidos.
Porém, o surgimento da variante Delta, altamente contagiosa, ameaça essa evolução, com novo aumento de casos, principalmente onde a vacinação teve baixa adesão.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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IgNobel 2021 premia pesquisas sobre barbas amortecedoras, baratas e chicletes mastigados


Em cerimônia virtual, cientistas que estudaram como barbas protegem rostos de socos, perigos de gomas de mascar mastigadas e métodos mais baratos para livrar submarinos de baratas tiveram seus esforços reconhecidos. Barbas podem ser um desenvolvimento evolutivo para ajudar a proteger os ossos faciais delicados de um homem de um soco no rosto, segundo pesquisa premiada com IgNobel
Pexels/Creative Commons
Barbas não são apenas legais e estão na moda – elas também podem ser um desenvolvimento evolutivo para ajudar a proteger os ossos faciais delicados de um homem de um soco no rosto.
Essa é a conclusão de um trio de cientistas da Universidade de Utah que está entre os vencedores dos prêmios Ig Nobel deste ano, as paródias do Prêmio Nobel que honram – ou talvez desonram, dependendo do seu ponto de vista – estranhas descobertas científicas.
Os vencedores do 31º Ig Nobels anual, anunciados nesta quinta-feira (9), incluíram pesquisadores que descobriram como controlar melhor as baratas nos submarinos da Marinha dos EUA; cientistas animais que analisaram se é mais seguro transportar um rinoceronte no ar de cabeça para baixo; e uma equipe que descobriu o quão nojento é aquele chiclete descartado grudado no seu sapato.
Pelo segundo ano consecutivo, a cerimônia foi um evento digital pré-gravado de aproximadamente 90 minutos por causa da pandemia mundial de coronavírus, disse Marc Abrahams, editor da revista Annals of Improbable Research, o principal patrocinador do evento.
Imagem do troféu ganho por vencedor da 29ª edição do prêmio IgNobel, em 2019
AP Photo/Elise Amendola
Embora decepcionante em muitos aspectos, porque metade da diversão de uma cerimônia ao vivo é a participação barulhenta do público, a cerimônia manteve muitas tradições. Entre elas, ganhadores do Nobel de verdade anunciando os prêmios e a estreia mundial de uma mini ópera chamada “A Bridge Between People”, sobre crianças que literalmente constroem pequenas pontes suspensas para unir dois adultos furiosos.
Barbas protetoras
Nenhum rosto foi socado para o estudo da barba publicado na revista científica Integrative Organismal Biology.
Em vez disso, os cientistas da Universidade de Utah, Ethan Beseris, Steven Naleway e David Carrier usaram um composto de fibra epóxi para simular osso humano e pele de carneiro (às vezes com a lã, às vezes já tosada) para atuar como a pele humana. Eles então jogaram pesos sobre eles.
A amostra com a lã absorveu mais energia do que as amostras aparadas.
“Se o mesmo se aplica aos pelos faciais humanos, ter uma barba cheia pode ajudar a proteger as regiões vulneráveis do esqueleto facial de golpes prejudiciais, como a mandíbula”, disseram eles. “Presumivelmente, barbas inteiras também reduzem lesões, lacerações e contusões na pele e nos músculos do rosto.”
Chicletes mastigados
É óbvio que aqueles chicletes descartados encontrados nas calçadas ao redor do mundo são muito revoltantes.
Mas quão revoltante?
Pesquisadores de uma universidade espanhola determinaram que o chiclete já mastigado que ficou preso na calçada por três meses está repleto de bactérias desagradáveis.
Parece um estudo bobo, mas como sempre, havia algum método para a loucura.
“Nossas descobertas têm implicações para uma ampla gama de disciplinas, incluindo ciência forense, controle de doenças contagiosas ou biorremediação de resíduos de goma de mascar desperdiçada”, escreveram Leila Satari, Alba Guillén, Àngela Vidal-Verdú e Manuel Porcar, da Universidade de Valência em seu paper, que foi publicado na Nature.com.
Baratas em submarinos
Uma equipe de pesquisadores da Marinha dos EUA venceu por descobrir uma maneira mais barata e eficaz de controlar baratas em submarinos. O estudo de 1971 publicado no Journal of Economic Entomology descobriu que os métodos tradicionais, como a fumigação de carboxídeos e o uso do pesticida malatião, não eram bons o suficiente.
Eles descobriram que o uso do pesticida diclorvos era menos caro e mais eficaz.
Os organizadores do Ig Nobels pretendem realizar a cerimônia do próximo ano novamente em sua casa tradicional no Sanders Theatre da Universidade de Harvard, disse Abrahams, mas isso depende se a pandemia estará sob controle e que tipo de restrições de viagem existirão em todo o mundo.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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EUA tornam obrigatórios vacinas ou testes regulares em empresas com mais de 100 funcionários


Medida visa conter onde de contágios pela variante delta. Presidente Joe Biden dos EUA em entrevista coletiva sobre vacinação contra a Covid em 29 de julho de 2021
Evelyn Hockstein/Reuters
O governo de Joe Biden ordenará vacinas ou testes de covid semanais a todas as empresas com mais de 100 funcionários, em um novo esforço para derrotar a variante delta do coronavírus, que gera uma onda de contágios, informou a Casa Branca nesta quinta-feira (9).
As empresas devem “se assegurar de que sua força de trabalho esteja completamente vacinada ou exigir dos trabalhadores que não se vacinarem que obtenham um teste com resultado negativo pelo menos uma vez por semana”, afirmou.
A medida afetará cerca de 80 milhões de pessoas e se soma à extensão da obrigatoriedade da vacinação para funcionários federais e todos os que trabalham em hospitais e recebem reembolsos federais de cuidados médicos.

Fonte: G1 Mundo

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Governo dos EUA processa o Texas por lei contra o aborto


Departamento de Justiça chama iniciativa anti-aborto texana de ‘afronta à Constituição’. Texto permite que pessoas, e não autoridades, processem pessoas que promovam o aborto no estado. Maio de 2019 – Ativistas a favor do aborto protestam em frente à Câmara Estadual do Alabama enquanto o Senado do estado vota o projeto de lei anti-aborto mais estrito dos Estados Unidos em Montgomery, Alabama, EUA em 14 de maio de 2019
Chris Aluka Berry/Reuters/Arquivo
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou nesta quinta-feira (9) com um processo contra o Texas pela lei contra o aborto aprovada em maio pelas autoridades estaduais e que recebeu o OK da Suprema Corte na semana passada. Segundo o governo dos EUA, o texto anti-aborto é uma “afronta aberta à Constituição”.
A lei texana assinada em maio pelo governador Greg Abbott proíbe o aborto a partir do momento em que for detectado batimento cardíaco no feto — o que ocorre por volta das seis semanas, período em que nem sempre as mulheres sabem que estão grávidas.
Nos EUA, o aborto por opção é autorizado desde a década de 1970 após uma decisão da Suprema Corte. A maioria do tribunal é composta atualmente por juízes conservadores, que permitiram que a lei do Texas tivesse efeito.
Na maioria das vezes os tribunais estaduais impedem que leis restritivas como a do Texas sigam adiante. Lá, no entanto, os legisladores encontraram uma brecha para que cidadãos comuns — e não autoridades estaduais — processem abortistas.
Por que a lei contra aborto do Texas é controversa
Porque o texto apelidado de “lei do batimento cardíaco” não faz exceções para estupro ou incesto, e fará do Texas um dos estados mais difíceis para se realizar um aborto nos Estados Unidos.
Além disso, a União Americana de Liberdades Civis (ACLU) diz que a lei “cria um esquema de caça a recompensas que encoraja o público em geral a abrir processos judiciais caros e hostis contra qualquer um que eles acreditem ter violado a proibição”.
“Qualquer pessoa que processou com sucesso um trabalhador da unidade de saúde, provedor de serviços de aborto ou qualquer pessoa que ajude alguém a fazer um aborto depois de seis semanas será recompensada com pelo menos US$ 10 mil (R$ 51,5 mil), pagos pelo réu”, explicou.

Fonte: G1 Mundo

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Paraíso do esqui e do turismo nos Andes fecha pela 1ª vez em décadas por falta de neve e por causa da seca

Imagens de satélite mostram a diminuição da neve nos Andes. Os habitantes locais temem que as geleiras e a neve continuem a derreter com efeitos devastadores sobre as estações de esqui, agricultura e pecuária. Paraíso sul-americano da neve enfrenta seca
Veja reportagem completa no VIDEO acima
Resumo: Região dos Andes sofre com 25% menos neve que a média dos últimos 20 anos. Na fronteira entre Argentina e Chile, a seca forçou algumas estações de esqui a permanecerem fechadas pela primeira vez em 23 anos, enquanto agricultores e fazendeiros temem um verão com menos água para as plantações e para o gado.
Imagens de satélite mostram a diminuição da neve nos Andes. As autoridades dizem que o problema vem se agravando há anos. Os habitantes locais temem que as geleiras e a neve continuem a derreter com efeitos devastadores sobre as estações de esqui, agricultura e pecuária.
G1 no YouTube

Fonte: G1 Mundo

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Quais vacinas são aceitas para entrar na Europa?


A reabertura de países para passageiros totalmente vacinados do Brasil reforçou a procura por vacinas que, teoricamente, seriam mais aceitas fora do país. Veja as vacinas que os principais países europeus admitem. Pessoas desembarcam no aeroporto de Barcelona, ​​na Espanha, em 7 de junho de 2021. Países da União Europeia estão adotando medidas para impulsionar a chegada de turistas estrangeiros antes do verão europeu.
Emilio Morenatti/AP
A reabertura de países da Europa para passageiros totalmente vacinados vindos do Brasil gerou uma busca por vacinas contra a Covid-19 que, teoricamente, seriam mais aceitas fora do país.
A ideia, porém, não faz sentido do ponto de vista sanitário – já que todos os imunizantes aplicados no Brasil reduzem o risco de casos graves de Covid-19 e de hospitalizações – nem do ponto de vista do turismo, já que a escolha de vacinas atrapalha a imunização e dificulta o retorno do turismo mundial.
De acordo com a revista “The Economist”, em um texto publicado no final de julho, as vacinas mais aceitas em viagens internacionais são as da AstraZeneca (por quase 120 países), da Pfizer-BioNTech (por quase 90) e a Sputnik V (por mais de 60).
Alemanha, Espanha, França, Finlândia, Portugal e Suíça são alguns dos países europeus que liberaram a entrada de turistas totalmente vacinados do Brasil. Já a Irlanda, por exemplo, permite a entrada de qualquer viajante brasileiro – totalmente vacinado ou não.
Veja abaixo as vacinas aceitas pelos principais países europeus:
Alemanha: AstraZeneca (Vaxzevria), CoviShield (a vacina da AstraZeneca produzida na Índia), Janssen (da Johnson&Johnson), Moderna e Pfizer
Áustria: AstraZeneca (Vaxzevria e CoviShield), CoronaVac, Janssen (J&J), Moderna, Pfizer e Sinopharm/BIBP
Bélgica: AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer
Dinamarca: AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer
Croácia: AstraZeneca, Gamaleya, Janssen, Moderna, Pfizer e Sinopharm/BIBP
Espanha: AstraZeneca (Vaxzevria e CoviShield), CoronaVac, Janssen e Pfizer
Finlândia: AstraZeneca (Vaxzevria e CoviShield), CoronaVac, Janssen, Moderna, Pfizer e Sinopharm/BIBP
França: AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer
Holanda: AstraZeneca (Vaxzevria e CoviShield), CoronaVac, Janssen, Moderna, Pfizer e Sinopharm/BIBP
Irlanda: AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer
Itália: AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer
Portugal*: AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer
República Tcheca: AstraZeneca (Vaxzevria e CoviShield), Janssen, Moderna e Pfizer
Reino Unido: Pfizer-BioNTech, Janssen, Moderna e AstraZeneca
Suíça: AstraZeneca (Vaxzevria e CoviShield), CoronaVac, Janssen (Johnson&Johnson), Moderna, Pfizer e Sinopharm/BIBP
* O decreto do governo de Portugal que liberou a entrada de passageiros provenientes do Brasil – totalmente vacinados ou não – não informa se outros imunizantes, além dos já aplicados em Portugal, são aceitos pelo país.

Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido quer devolver à França embarcações com migrantes em situação irregular


Reino Unido recebeu um número recorde de imigrantes que atravessaram pelo Canal da Mancha. O país quer ter o poder para obrigar as embarcações maiores a voltar para o continente europeu. Reino Unido quer forçar o retorno de imigrantes que chegam pelo Canal da Mancha
Diante do crescente número de migrantes em situação irregular que atravessam o Canal da Mancha, o Reino Unido se prepara para devolver as embarcações para a França, segundo a imprensa britânica. A política aumenta a tensão com o governo francês.
Vários jornais do Reino Unido afirmam que a ministra do Interior, Priti Patel, já aprovou a medida e que a força de fronteira britânica será treinada para adotar novos métodos para obrigar as embarcações lotadas de migrantes a retornar antes que alcancem as costas do sul da Inglaterra.
A estratégia, respaldada pelo primeiro-ministro Boris Johnson, seria utilizada apenas em “circunstâncias muito limitadas”, segundo o jornal “The Daily Telegraph”. Será empregada para as embarcações grandes e somente quando for considerado seguro adotar a medida.
Priti Patel e Boris Johnson durante reunião, em 19 de fevereiro de 2020
Paul Ellis/Pool via Reuters

Para poder adotar essa política, Patel solicitou que a interpretação do Reino Unido ao direito marítimo internacional seja reescrita, segundo o jornal “The Times”.
Reação da França
As devoluções em alto-mar podem prejudicar a relação entre os dois países, que passam por um momento de tensão desde o Brexit, afirmou o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin. Ele pediu nesta quinta-feira ao Reino Unido que “cumpra com seu compromisso”.
“A França não aceitará nenhuma prática contrária ao direito marítimo, nem chantagem financeira”, afirmou ele, em uma rede social.
O governo do Reino Unido se comprometeu, no fim de julho, a pagar à França mais de 60 milhões de euros (cerca de R$ 443 milhões) em 2021-2022 para financiar a maior presença policial francesa nas costas. Mas, segundo a imprensa britânica, Patel ameaçou no início da semana não transferir os recursos prometidos caso não sejam registrados avanços.
O governo do Reino Unido reagiu negando que esteja fazendo qualquer chantagem, e o porta-voz de Johnson garantiu que Londres “trabalha com a França para implementar” os acordos.
Encontro de ministros
Patel e Darmanin se reuniram na quarta-feira em Londres. Após o encontro, a ministra britânica afirmou que desejava obter resultados e que o fim dessas travessias é uma “prioridade absoluta”.
Mas em uma carta a Patel com data de segunda-feira e divulgada nesta quinta-feira, Darmanin advertiu sobre o perigo para a segurança dos migrantes.
“No mar, a salvaguarda da vida humana tem prioridade sobre as considerações de nacionalidade, status e política migratória, em estrito cumprimento do direito marítimo internacional”, afirmou.
O próprio Johnson afirmou na quarta-feira no Parlamento de Westminster que o Reino Unido deve utilizar todos os meios a seu alcance para acabar com o “comércio ilegal” dos traficantes que atravessam o Canal da Mancha.
Recorde de imigrantes atravessam o Canal da Mancha
Nas últimas semanas foram registrados recordes de chegadas de migrantes irregulares, estimulados pelo bom tempo em alto-mar.
Na segunda-feira, 785 imigrantes chegaram ao Reino Unido desta maneira, após o recorde registrado em agosto de 828 pessoas em apenas um dia, o que elevou o total do ano a mais de 13 mil, segundo a agência de notícias britânica PA.
Londres, que depois do Brexit transformou o controle da imigração em prioridade, quer impossibilitar as perigosas travessias do Canal da Mancha e pressiona Paris a redobrar seus esforços para evitar as viagens.
“Dependemos muito do que os franceses fazem”, admitiu Johnson. Em sua carta, Darmanin rejeitou a proposta britânica de criação de um “centro de comando conjunto único” para as forças francesas e britânicas por considerá-la contrária à soberania francesa e desnecessária. A coordenação no local, segundo o ministro da França, já é “boa e eficaz”.
Ele destacou que o aumento do número de imigrantes que desembarcam no Reino Unido se deve principalmente ao uso de embarcações maiores por parte dos traficantes de pessoas, que podem transportar até 65 pessoas, contra 15 anteriormente.
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Fonte: G1 Mundo

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São Paulo é escolhida como a 31ª melhor cidade do mundo por revista inglesa


Cidade foi a primeira entre as de países da América do Sul para os leitores da ‘Time Out’. No ranking geral, San Francisco, nos EUA, e Amsterdã, na Holanda, lideram. A vista de São Paulo do alto da serra da Matiqueira
Globo Repórter
Uma cidade em estado constante de fluxo e uma das mais dinâmicas do mundo onde, apesar da pandemia, as mudanças não param: grafites gigantes aparecem nas empenas cegas dos prédios, novos espaços para trabalho criativo surgem e onde os museus, reabertos, têm mostra de artistas em ascensão.
A revista “Time Out”, de origem inglesa, descreveu São Paulo desta maneira, e classificou a cidade como a 31ª melhor do mundo em 2021.
A cidade é a primeira da lista da América do Sul. Buenos Aires é a segunda, está em 35º na classificação geral.
Grafite de 10 mil m² vai transformar Centro de São Paulo em fundo do mar
Segundo a revista, esse momento, em que a Covid-19 dá sinais de algum alívio em alguma partes do mundo, é propício para reconhecer os avanços recentes das cidades.
O ranking é resultado de uma pesquisa com 27 mil pessoas.
“Queríamos descobrir quais cidades realmente reagiram neste ano, então perguntamos não só sobre comida e cultura, como sempre, mas sobre projetos da comunidade, espaços verdes e sustentabilidade. Nós estávamos atrás de cidades que não estavam apenas pensando sobre o presente, mas também no futuro”, diz a revista.
Veja abaixo a classificação geral:
San Francisco
Amsterdã
Manchester
Copenhagen
Nova York
Montreal
Praga
Tel Aviv
Porto
Tóquio
Los Angeles
Chicago
Londres
Barcelona
Melbourne
Sydney
Shanghai
Madrid
Cidade do México
Hong Kong
Lisboa
Boston
Milan
Singapura
Miami
Dubai
Pequim
Paris
Budapeste
Abu Dhabi
São Paulo
Joanesburgo
Roma
Moscou
Buenos Aires
Istambul
Bangkok
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Fonte: G1 Mundo

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Bitcoins: a confusão em El Salvador com a adoção da criptomoeda como moeda oficial


Falhas tecnológicas atrapalharam o primeiro dia em que El Salvador passou a aceitar bitcoin como moeda legal. Ed Hernandez diz que sua loja provavelmente movimentará US$ 1 mil a cada semana em pagamentos com bitcoin
Ed Hernandez via BBC
Protestos nas ruas, falhas tecnológicas e uma queda no valor marcaram o primeiro dia em que El Salvador adotou o bitcoin como moeda legal.
O preço do bitcoin na terça-feira (7/9) caiu para seu nível mais baixo em quase um mês — partindo de US$ 52 mil (R$ 274 mil) para menos de US$ 43 mil (R$ 227 mil).
Um político da oposição disse que a queda fez com que um dos países mais pobres da América Latina perdesse US$ 3 milhões.
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O lançamento do bitcoin em El Salvador não foi nada do que esperava o presidente Nayib Bukele quando ele iniciou sua experiência ousada.
Ao contrário do que o governo esperava, plataformas como Apple e Huawei não ofereceram a carteira digital inventada pelo governo, conhecida como Chivo. E os servidores precisaram ser desligados porque não conseguiram lidar com todos os pedidos de registros de usuários.
Mas, com o passar do dia, o Chivo começou a aparecer em mais plataformas e foi aceito por empresas como Starbucks e McDonald’s.
O governo distribuiu a cada cidadão US$ 30 (R$ 158) em bitcoins, para encorajar a adoção da criptomoeda. E afirma que o bitcoin pode economizar US$ 400 milhões (R$ 2,1 bilhões) por ano ao país em taxas de transação sobre recursos recebidos do exterior. A economia do país depende fortemente de remessas vindas do exterior.
No entanto, baseado em dados do Banco Mundial e do governo, a BBC calcula que esse valor seja próximo a US$ 170 milhões (R$ 900 milhões).
“Precisamos quebrar os paradigmas do passado”, tuitou o presidente Bukele. “El Salvador tem o direito de avançar rumo ao primeiro mundo”.
O comerciante Ed Hernandez administra uma loja familiar em San Salvador, onde os clientes compram produtos essenciais como arroz, feijão e produtos de limpeza. Ele está entusiasmado com a mudança.
“Durante a pandemia, será bom não usar dinheiro físico”, disse ele à BBC, afirmando que isso o protege de clientes que pagam com notas falsas.
No entanto, El Salvador não teve um primeiro dia bom na sua experiência com bitcoins, com a forte queda da cotação registrada nos mercados.
Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
“Foi um dia muito ruim para o presidente Bukele, seu governo e sua experiência com bitcoin”, disse o político da oposição Johnny Wright Sol à BBC.
“A maioria da população sabe muito pouco sobre criptomoedas. O que sabemos é que é um mercado muito volátil. Hoje isso certamente ficou provado.”
Wright Sol disse que o bitcoin não é uma moeda nacional adequada e que o projeto foi aprovado apressadamente, sem discussões mais profundas: “A Lei do Bitcoin foi aprovada no parlamento sem quase nenhum debate. Levou apenas cerca de cinco horas para ser aprovada”.
“Não odiamos criptomoedas ou bitcoin, mas não acreditamos que deva ser obrigatório que as empresas sejam obrigadas a aceitar bitcoin como pagamento. O Estado está apoiando esses pagamentos e assumindo o risco, mas no fim das contas nós, os contribuintes, somos o Estado.”
Wright Sol não é o único crítico. Mais de mil manifestantes se reuniram em frente à suprema corte do país, onde fogos de artifício foram disparados e pneus queimados.
Além da instabilidade financeira, alguns dizem que a adoção do bitcoin pode alimentar transações ilícitas.
Mas Hernandez, o comerciante, disse não se incomodar com a volatilidade: “Eu vejo isso como um risco, sim — mas como tudo na vida, há um risco. Quando temos uma loja, às vezes compramos um produto e não conseguimos revendê-lo. Quando os outros veem uma crise, eu vejo uma oportunidade.”

Fonte: G1 Mundo