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No Senado, Greta Thunberg diz que atuação de líderes do Brasil no meio ambiente é ‘vergonhosa’

Ativista participou nesta sexta-feira (10) de uma sessão temática do Senado Federal sobre os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU. A ativista Greta Thunberg disse nesta sexta-feira (10) que a atuação de líderes no Brasil em relação ao meio ambiente é “completamente vergonhosa”, principalmente, com relação aos povos indígenas e a natureza.
Greta Thunberg, de 18 anos, é uma ativista sueca que ganhou fama e inspirou movimentos estudantis na luta contra o aquecimento global e em defesa da natureza. Em 2019, Greta foi eleita personalidade do ano pela revista Time.
“[…] as coisas que os líderes do Brasil estão fazendo agora são completamente vergonhosas. Especialmente à luz da maneira como vem tratando os povos indígenas e a natureza”, disse a ativista durante uma sessão temática do Senado Federal sobre os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.
O relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas foi divulgado no início do mês de agosto. O documento concluiu que as mudanças climáticas causadas pelos seres humanos são irrefutáveis, irreversíveis e levaram a um aumento de 1,07º na temperatura do planeta.
Greta disse também que o Brasil não começou a crise climática e ecológica, mas que os líderes locais “estão adicionando muito combustível ao incêndio”.
“O Brasil, com certeza, não começou essa crise. Mas os seus líderes estão adicionando muito combustível ao incêndio. E só porque os líderes do norte global falharam — e, sim, eles estão falhando — não há desculpa para o Brasil não ter um papel diferente”, afirmou.
A ativista disse ainda que “estudos sugerem que partes da Amazônia estão emitindo mais carbono do que absorvendo, por conta dos incêndios florestais iniciados por humanos e desmatamentos legais e ilegais” e que os líderes do Brasil estariam “assistindo” e “alimentando” o que está acontecendo.
“E isso está acontecendo com vocês assistindo. Na verdade, está sendo diretamente alimentado pelo governo de vocês. Mas o mundo não pode pagar o preço de perder a Amazônia. Se nós perdermos a Amazônia, provavelmente iremos perder todas as possibilidades de alcançar o Acordo de Paris. E isso seria uma sentença de morte para incontáveis pessoas e incontáveis partes do mundo, não menos importante, no Brasil”, afirmou.
VÍDEOS: notícias sobre política

Fonte: G1 Mundo

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Líbano anuncia formação de novo governo após um ano de incerteza


Presidente Michel Aoun e Najib Mikati, nomeado primeiro-ministro, assinaram decreto que pode colocar fim a impasse político que trava a recuperação econômica libanesa. Presidente do Líbano, Michel Aoun (ao centro), conversa com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, e com Najib Mikati, nomeado primeiro-ministro libanês, em formação do novo governo nesta sexta (10)
STRINGER / DALATI AND NOHRA / AFP
O Líbano tem um novo governo a partir desta sexta-feira (10), após 13 meses de negociações políticas que agravaram uma das piores crise econômicas da história do país, anunciou a presidência.
CRISE NO LÍBANO
‘Dizem que somos a nova Venezuela’, contam brasileiros no Líbano
FOTOS E VÍDEOS de um ano da explosão do porto em Beirute
O presidente Michel Aoun, e o primeiro-ministro nomeado, Najib Mikati, assinaram o decreto para a formação do novo governo na presença do presidente do Parlamento Nabih Berri, informou a presidência no Twitter.
Primeiro-ministro nomeado do Líbano, Najib Mikati, participa de oração semanal em mesquita de Beirute nesta sexta (10)
AFP
A nova equipe inclui personalidades apolíticas, algumas delas com boa reputação, como Firas Abiad, diretor do hospital estatal Rafic Hariri, que coordena a luta contar o coronavírus.
A primeira reunião do governo de 24 ministros está prevista para segunda-feira, anunciou o secretário-geral do Conselho de Ministros, Mahmud Makiye.
Um ano de impasse
Imagens de protestos em Beirute, no Líbano, em 17 de março de 2021
Mohamed Azakir/Reuters
O país está sem um novo governo desde a renúncia do gabinete de Hasan Diab, poucos dias após a explosão no porto de Beirute em 4 de agosto de 2020, que provocou mais de 200 mortes e devastou bairros inteiros da capital.
Desde então, a crise econômica sem precedentes no país se tornou ainda mais grave. O Banco Mundial a considera uma das piores do mundo desde 1850. Saiba mais no VÍDEO abaixo.
Especial: crise no Líbano
Com uma inflação galopante e demissões em larga escala, 78% da população libanesa vive abaixo da linha da pobreza, segundo a ONU.

Fonte: G1 Mundo

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Jornalistas afegãos são detidos pelo Talibã e espancados, diz editor


Eles cobriam um protesto de mulheres em Cabul. Talibã disse que qualquer ataque a profissionais de imprensa será investigado. Jornalistas mostram ferimentos após serem espancados pelo Talibã em Cabul, Afeganistão. Foto tirada em 8 de setembro de 2021
Etilaatroz/via Reuters
Dois jornalistas afegãos sob custódia da polícia foram espancados nesta semana depois de cobrirem um protesto de mulheres em Cabul, durante o qual foram detidos pelo Talibã, disse seu chefe.
Zaki Daryabi, fundador e editor-chefe do jornal Etilaat Roz, compartilhou nas redes sociais imagens de dois repórteres, um com marcas largas e vermelhas na parte inferior das costas e pernas e outro com marcas semelhantes no ombro e no braço.
As fotos, que foram verificadas pela agência Reuters também mostram os dois com hematomas e cortes nos rostos.
Quando questionado sobre o incidente, um ministro interino do Talibã que foi indicado ao posto quando o novo governo foi anunciado na terça-feira disse que qualquer ataque a jornalistas será investigado. Ele não quis ser identificado.
Jornalistas mostram ferimentos após serem espancados pelo Talibã em Cabul, Afeganistão. Foto tirada em 8 de setembro de 2021
Etilaatroz/via Reuters
Daryabi disse que os espancamentos enviam uma mensagem arrepiante à mídia do Afeganistão, onde uma imprensa independente, em grande parte financiada por doadores ocidentais, floresceu nos últimos 20 anos.
“Cinco colegas foram mantidos em um centro de detenção durante mais de quatro horas, e durante estas quatro horas dois de nossos colegas foram espancados e torturados brutalmente”, disse ele à Reuters nesta quinta-feira, o dia seguinte ao incidente.
Ele ainda disse que os repórteres feridos foram levados ao hospital e que médicos os aconselharam a tirar duas semanas de descanso.
O Talibã tem prometido permitir a atuação da mídia e respeitar os direitos humanos.

Fonte: G1 Mundo

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Ataques de 11 de setembro: veja imagens do ‘Marco Zero’ antes, durante e depois dos atentados ao World Trade Center


Desastre que mudou o retrato de Nova York completa 20 anos. No local dos ataques, ficou um memorial e um novo edifício, ainda mais alto do que as Torres Gêmeas. Imagem do local conhecido como ‘Marco Zero’ de 26 de setembro de 2001, 15 dias depois da destruição do World Trade Center em Nova York nos atentados terroristas que marcaram o mundo
U.S. Customs Service/Handout via REUTERS/Arquivo
O panorama de Nova York, a maior cidade dos Estados Unidos, mudou tragicamente após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2011.
As torres gêmeas que compunham a área central do World Trade Center deram lugar ao memorial que relembra o vazio deixado pelas vítimas do terrorismo, no local conhecido como Ground Zero (ou ‘Marco Zero’, em uma livre tradução para o português).
No local, há dois fossos com água e com os nomes das vítimas dos atentados terroristas inscritas, como um local de oração e memória dos mortos na tragédia.
Além do memorial, foi construído a partir de 2006 o One World Trade Center — torre única de 386m de altura e 104 andares concluída em 2014, idealizada como símbolo da reconstrução de Nova York.
Veja abaixo imagens do ‘Marco Zero’ dos atentados terroristas em Nova York em 11 de setembro de 2001 antes, durante e depois dos ataques.
‘Marco Zero’ do 11 de Setembro antes, durante e depois dos ataques
Juan Silva/G1

Fonte: G1 Mundo

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ONU acusa Talibã de matar pessoas em protestos pacíficos no Afeganistão


Porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmam que a resposta aos protestos tem sido cada vez mais violenta, com o uso de munição real, cassetetes e chicotes. Mulheres afegãs protestam na capital Cabul em 7 de setembro de 2021
Hoshang Hashimi/AFP
As Nações Unidas afirmaram nesta sexta-feira (10) que ao menos quatro pessoas morreram na violenta repressão do Talibã a manifestações pacíficas no Afeganistão e denunciaram que a resposta aos protestos tem sido cada vez mais violenta, com o uso de munição real, cassetetes e chicotes.
“Pedimos aos talibãs que parem de usar imediatamente a força e as detenções arbitrárias contra quem exerce seu direito de protestar pacificamente e contra jornalistas que cobrem essas manifestações”, afirmou porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.
Ravina Shamdasani disse também que o grupo extremista proíbe desde quarta-feira (8) qualquer concentração não autorizada no país e pediu ao novo governo que respeite o direito internacional.
“Segundo o direito humanitário internacional, qualquer uso da força deve ser um último recurso em resposta às manifestações. Deve ser estritamente necessário e proporcional”, destacou a porta-voz. “As armas de fogo nunca devem ser usadas caso não seja em resposta a uma ameaça mortal iminente”.
O Talibã também é acusado de agredir e prender jornalistas que cobriam uma manifestação de mulheres na terça-feira (veja no vídeo abaixo). No domingo (5), um outro protesto de mulheres foi reprimido com gás lacrimogêneo e spray de pimenta.
Mulheres realizam protesto por emprego no Afeganistão
“Além de proibir as manifestações pacíficas, os talibãs deveriam deixar de usar a força e garantir o direito da reunião pacífica e da liberdade de expressão, também quando as pessoas quiserem declarar suas preocupações e fazer uso de seu direito de participar” da gestão do país, destacou.
“As proibições de qualquer concentração pacífica representam uma violação do direito internacional, como cortar o acesso à internet”, disse a porta-voz.
Ela também afirmou que os jornalistas que cobrem esses protestos não devem ser alvo “nem de represálias nem de assédio”, após os relatos de dois repórteres afegãos a quem os talibãs agrediram.

Fonte: G1 Mundo

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Sem máscaras, sem restrições, com eventos grandes: Dinamarca retorna à vida ‘normal’ após controlar Covid


País tem três quartos da população vacinada e libera aglomerações, baladas e praticamente tudo como era antes da pandemia. Jogadores e torcida comemoram gol da Dinamarca em estádio de Copenhague nesta terça (7) em jogo contra Israel pelas eliminatórias para a Copa do Mundo 2022
Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP
Nas ruas já não há vestígios de máscaras ou passes sanitários, os escritórios voltaram a funcionar e os shows reúnem dezenas de milhares de espectadores. A Dinamarca se despede nesta sexta-feira (10) de praticamente todas as restrições anticovid e retorna serenamente à vida de antes.
Nesta “velha-nova” vida é permitido organizar eventos para 50 mil pessoas, sem a necessidade de apresentação certificado de vacinação ou teste negativo de covid, algo bastante inusitado na Europa, com inúmeras restrições ainda em vigor.
“Estamos definitivamente na vanguarda, porque não temos mais restrições”, comentou à agência AFP Ulrik Ørum-Petersen, promotor do show Live Nation, que acontecerá no sábado (11).
No dia 4 de setembro, sua empresa já havia organizado um festival chamado “Retorno à Vida”, que reuniu 15 mil pessoas em Copenhague.
“Estar no meio disso, cantar como antes, quase me fez esquecer a Covid-19 e tudo o que vivi nos últimos meses”, disse na ocasião Emilie Bendix, uma jovem de 26 anos que compareceu ao show.
Graças às altas taxas de vacinação, 73% entre seus 5,8 milhões de habitantes, a Dinamarca suspendeu quase completamente desde 1º de setembro a exigência do passe anticovid estabelecido em março.
Nesta sexta-feira, também será retirada sua obrigatoriedade nas boates, único setor em que ainda vigorava.
“Nosso objetivo é a liberdade de circulação (…), o que vai acontecer é que o vírus também vai circular e encontrar quem não está vacinado”, alertou a epidemiologista Lone Simonsen.
Confiança na estratégia
Mas a Dinamarca pode contar com a confiança estabelecida no país entre as autoridades sanitárias e a população, recentemente destacada pela direção europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Como muitos países, a Dinamarca, durante a pandemia, implantou medidas de saúde pública ou sociais para reduzir a transmissão”, disse Catherine Smallwood, encarregada das situações de emergência da OMS na Europa.
“Mas, ao mesmo tempo, teve amplo apoio de indivíduos e comunidades que aceitaram os conselhos do governo”, destacou.
Agora, com cerca de 500 casos por dia e uma taxa de reprodução do vírus de 0,7, as autoridades dinamarquesas consideram a epidemia sob controle.
O ministro da Saúde, Magnus Heunicke, garantiu no final de agosto que o governo “não hesitará em agir rapidamente se a pandemia voltar a ameaçar as funções essenciais da sociedade”.
Nesse ínterim, as autoridades devem monitorar de perto o número de hospitalizações e sequenciar cuidadosamente as amostras de vírus para monitorar sua evolução.
Além disso, desde quinta-feira, oferecem aos grupos mais vulneráveis uma terceira dose da vacina.
Para Christian Nedergaard, dono de um restaurante na capital, o retorno à vida normal não esconde que “a situação continua complexa”.
“A memória do coronavírus vai desaparecer muito rapidamente em algumas mentes, mas vai permanecer em outras. Para os restaurantes, é claro que esse período mudou as regras, o setor terá que refletir para ser mais resiliente”, disse.
Embora a vida na Dinamarca volte ao normal, para entrar neste país escandinavo ainda será obrigatório apresentar passaporte de saúde ou teste negativo.

Fonte: G1 Mundo

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Vídeo mostra talibãs no mausoléu do pai do líder da resistência no Panjshir


Grupo extremista anunciou no começo da semana que havia conquistado o vale, a única das 34 províncias do Afeganistão que ainda resistia. Frente de Resistência Nacional (FNR) nega. Vídeo mostra talibãs no mausoléu do pai do líder da resistência no Panjshir
O Talibã divulgou novas imagens do Vale do Panjshir, em que combatentes ocupam o Mausoléu de Massoud, líder da resistência à invasão soviética na década de 80 e ao grupo extremista na de 90.
A região era a única das 34 províncias do Afeganistão que ainda resistia ao Talibã pela segunda vez, mas o grupo extremista anunciou na segunda-feira (6) que havia conquistado a região.
A Frente de Resistência Nacional (FNR), comandada atualmente pelo filho de Massoud, negou a tomada da província e disse que mantinha “posições estratégicas” e que continuaria lutando.
Mas imagens mostram que, além do Mausoléu de Massoud, talibãs também controlam o portão do Panjshir, a principal entrada do vale (veja no vídeo acima e na foto abaixo).
Soldado talibã guarda o portão de Panjshir, na província de Panjshir, no nordeste do Afeganistão, em 8 de setembro de 2021
Mohammad Asif Khan/AP
Entrevista do Talibã no mausoléu
Membros do grupo extremista falaram à imprensa no Mausoléu de Massoud que “toda essa área está sob controle do Talibã agora”.
Em uma curta entrevista, eles prometeram respeitar a população de Panjshir, incluindo mulheres e crianças, e dar uma ajuda financeira de 5 mil afghanis (cerca de R$ 300) para estimular a volta dos cidadãos que fugiram da província por causa dos confrontos com a FNR.
Segundo a agência de notícias Ruptly, as imagens e a entrevista foram gravadas na segunda-feira (6).
Estão no Mausoléu de Massoud os restos mortais do lendário comandante Ahmad Shah Massoud, o “Leão de Panjshir”, herói da resistência à invasão soviética ao Afeganistão entre 1979 e 1989 e que também não sucumbiu ao primeiro governo Talibã, entre 1996 e 2001.
A foto abaixo mostra o Vale do rio Panjshir a partir do mausoléu de Ahmad Shah Massoud:
Vista do vale do rio Panjshir, em foto de 21 de maio de 2011, tirada do ponto de vista da tumba de Ahmad Shah Massoud. Estudante de engenharia da Universidade de Cabul, Massoud se tornou líder militar que desempenhou um importante papel na expulsão do exército soviético do Afeganistão
Master Sgt. Michael O’Connor
Até hoje a província do Panjshir, que significa “Cinco leões”, está cheia de carcaças de blindados soviéticos destruídos em batalhas malsucedidas para conquistá-lo. Ela é um vale íngreme, montanhoso e de difícil acesso que fica a cerca de duas horas de carro da capital Cabul.
De pai para filho
Ahmad Shah Massoud, que ganhou o apelido de “Leão de Panjshir”, foi assassinado pela Al-Qaeda na província de Takhar dois dias antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001 — morte que completou 20 anos ontem, quinta-feira (9).
Devido aos inimigos em comum (o Talibã e a Al-Qaeda), a província de Panjshir serviu como reduto da Aliança do Norte, grupo armado afegão que se aliou aos Estados Unidos durante a invasão ao país após os atentados terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono.
Massoud é pai de Ahmad Massoud, que seguiu seus passos e hoje lidera a FNR (veja no vídeo abaixo). Neste momento, o paradeiro de Massoud filho é desconhecido.
VÍDEO: Quem é Ahmad Massoud, que pode se tornar líder da resistência ao Talibã no Afeganistão
Massoud tinha 12 anos quando seu pai foi morto e se formou no exterior. Ele fez Estudos de Guerra no King’s College e teve formação militar na Real Academia de Sandhurst, ambos no Reino Unido.
Agora, aos 32 anos, ele lidera os rebeldes da FNR ao lado do ex-vice-presidente Amrullah Saleh, que era um dos assessores mais próximos de Massoud pai e diz ser o “legítimo presidente interino” do país.
Em uma mensagem de áudio de 19 minutos divulgada na segunda, Massoud convocou os afegãos à insurreição: “Onde quer que você esteja, dentro ou fora [do Panjshir], convido você a iniciar uma revolta nacional pela dignidade, liberdade e prosperidade de nosso país”.
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Vale do Panjshir: conheça a única província que ainda tenta resistir no Afeganistão
Ahmad Massoud, filho do herói da resistência anti-soviética Ahmad Shah Massoud, que foi morto pelo Talibã em 2001, pede ajuda estrangeira para organizar resistência ao grupo extremista a partir da província de Panjshir, no Afeganistão. Foto de 5 de setembro de 2019.
Mohammad Ismail/Reuters
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais
Ele tinha 12 anos quando seu pai foi morto e estudou no exterior. Eespecializou-se em Estudos de Guerra no King’s College e teve formação militar na Real Academia de Sandhurst, ambos no Reino Unido.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-presidente português Jorge Sampaio morre aos 81 anos

O ex-presidente português Jorge Sampaio, um socialista que também ocupou vários cargos na ONU, faleceu nesta sexta-feira (10) em Lisboa, aos 81 anos – anunciou a sua família à agência de notícias Lusa.
Secretário-geral do Partido Socialista, prefeito de Lisboa e depois chefe de Estado entre 1996 e 2006, Sampaio sofria de graves problemas cardíacos e estava hospitalizado desde o final de agosto.
Nascido em Lisboa em 1939, em uma família de recursos, entrou para a política durante seus estudos de direito, quando liderou as greves universitárias de 1962 contra a ditadura de António Salazar (1932-1968). Assim que se tornou advogado, defendeu vários presos políticos.
Em 1978, quatro anos depois da Revolução dos Cravos que pôs fim à ditadura, Sampaio se filiou ao Partido Socialista fundado por Mário Soares (1986-1996), seu antecessor na presidência de Portugal.
Foi deputado durante muitos anos e, em 1989, tornou-se secretário-geral do partido. Neste mesmo ano, foi eleito prefeito de Lisboa com o apoio dos comunistas.
Derrotado nas eleições legislativas de 1991, vence, no entanto, a disputa presidencial de 1996 no primeiro turno. Supera Aníbal Cavaco Silva, que depois irá suceder-lhe na presidência (2006-2016).
Quando terminou seu segundo mandato como chefe de Estado, Sampaio, então com 66 anos, tornou-se enviado especial de uma iniciativa da ONU contra a tuberculose.
Depois disso, foi alto representante da Aliança das Civilizações, cujo objetivo era promover iniciativas para superar incompreensões entre culturas e religiões.
Nos últimos anos, Sampaio liderou uma rede internacional de apoio a estudantes sírios.

Fonte: G1 Mundo

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20 anos após o 11/9, a guerra invencível no Afeganistão renova a sensação de derrota nos EUA


Aniversário do maior atentado terrorista em solo americano coincide com o fracasso da política intervencionista e o 2º emirado do Talibã no país. Imagem de 26 de setembro de 2001 do local conhecido como ‘Marco Zero’, 15 dias após a destruição do World Trade Center em Nova York nos atentados terroristas que mudaram o mundo
U.S. Customs Service/Handout via Reuters
O aniversário do maior ataque terrorista sofrido pelos Estados Unidos é celebrado pela primeira vez sem tropas americanas no Afeganistão e também com uma renovada sensação de derrota e vergonha pelo início, 20 anos depois, do segundo emirado do Talibã no país.
O massacre do 11 de setembro de 2001 levou o governo americano a invadir o Afeganistão para derrotar o regime fundamentalista islâmico que dava guarida à Al-Qaeda. Em um giro de 360 graus em duas décadas, os EUA estão fora do país e o Talibã novamente no comando.
É ilusório e simplista, contudo, acreditar que nada mudou. A guerra, que começou para caçar os líderes da rede terrorista, que humilhou a superpotência do planeta, transformou-se em um confronto confuso e com novas vertentes — a guerra global contra o terror.
Entraram outros atores e objetivos. Arquitetou-se a invasão do Iraque, concretizada em 2003, sob a suspeita nunca comprovada de que o regime de Saddam Hussein tinha vínculos com a Al-Qaeda e desenvolvia armas de destruição em massa.
Os EUA enveredaram pelo obscuro terreno de detenções arbitrárias, sequestros de suspeitos e tortura sistemática em prisões fora de seu território, em Abu Ghraib e Guantánamo. Perduraram a vigilância e a violação de privacidade, em prol da segurança nacional. A islamofobia se disseminou nos EUA e o antiamericanismo, nos países do Oriente Médio.
O espírito de união entre os americanos, que deu a George W. Bush 90% de aprovação logo após o 11 de Setembro, se dissipou. Calcado na doutrina neoconservadora, o governo estava imbuído do conceito da construção de Estados-nações à sua imagem e semelhança.
Encontrado em 2004 em um buraco, o ditador Saddam Hussein foi julgado por crimes contra a Humanidade e enforcado dois anos depois. O utópico argumento de que os EUA ocupavam o Afeganistão e o Iraque para libertar a população da tirania caiu por terra nos dois países pela atuação de grupos insurgentes e pela rotina de massacres e atentados sangrentos contra civis.
Um par de sapatos atirado por um jornalista contra Bush durante uma coletiva em Bagdá simbolizou a revolta contra a ocupação americana e o fracasso da política intervencionista. O presidente conseguiu se desviar dos objetos e seu agressor, apesar de preso, virou herói.
Já Osama bin Laden, o objetivo inicial dos EUA para vingar a morte de três mil vítimas inocentes nos atentados de setembro de 2001, se manteve foragido por dez anos. Sua execução, em maio de 2011 em um complexo em Abbottabad, perto da capital paquistanesa, evidenciou também o jogo duplo do Paquistão com o governo americano, ao abrigar terroristas da al-Qaeda e seus aliados do Talibã.
A morte do líder da Al-Qaeda serviu também como ponto de inflexão para o cético Joe Biden, então vice-presidente de Barack Obama e defensor da retirada das tropas americanas de uma guerra invencível no Afeganistão.
A crença de que os EUA deveriam encerrar a era de operações militares para a reconstrução de nações se fortaleceu a ponto de ele aceitar, já empossado presidente, o malfadado acordo com o Talibã firmado pelo antecessor Donald Trump.
A rápida ascensão do Talibã comprovou, em menos de um mês, a fragilidade do vultoso investimento em treinamento e ajuda americana ao governo afegão nas últimas duas décadas. Tal como entraram no Afeganistão, os EUA abandonaram o país humilhados pelo terror. E agora as divisões internas partidárias não darão trégua a Biden.

Fonte: G1 Mundo

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Austríaco é acusado de esconder corpo da mãe no sótão para receber aposentadoria

Suspeito confessou a fraude e a omissão do cadáver. Ele justificou que, sem a pensão da mãe, não conseguiria pagar pelo funeral nem sustentar a casa que dividiam. *Atenção: O texto contém detalhes que podem ser considerados perturbadores.
Por um ano, um homem de 66 anos manteve o cadáver mumificado da mãe no sótão para continuar recebendo a aposentadoria dela, segundo divulgou a polícia da Áustria.
Acredita-se que a idosa de 89 anos, que sofria de demência, morreu de causas naturais em junho do ano passado.
O filho colocou então o corpo dela no porão de casa e usou compressas de gelo e curativos para disfarçar o cheiro.
Neste período, a polícia acredita que ele possa ter recebido irregularmente 50 mil euros (cerca de R$ 307 mil) em pensão.
A suspeita só veio à tona depois que um carteiro novato pediu para fazer uma entrega diretamente à idosa, o que foi negado. Isso desencadeou uma investigação e levou à descoberta na região de Tirol, no oeste da Áustria.
A polícia disse à emissora pública austríaca ORF que o suspeito também cobriu o corpo da mãe com areia de gato.
“No final das contas, o cadáver foi mumificado”, disse o policial Helmuth Gufler, acrescentando que o homem confessou a fraude e a manutenção do corpo em casa.
Ainda de acordo com Gufler, o homem não tinha outra renda e falou para a polícia que os pagamentos seriam interrompidos imediatamente se ele tivesse reportado a morte da mãe, o que o deixaria sem condições de pagar o funeral dela ou sustentar a casa que eles dividiam.
O suspeito também despistou o irmão dizendo que a mãe estava no hospital e não valia a pena visitá-la, pois ela não estava mais conseguindo reconhecer ninguém.

Fonte: G1 Mundo