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1º voo com estrangeiros decola do aeroporto de Cabul desde a retirada das tropas americanas


Modelo de avião da Ariana Afghan Airlines em frente ao aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão, em 5 de setembro de 2021
WANA (West Asia News Agency) via Reuters
O primeiro voo com estrangeiros decolou nesta quinta-feira (9) do aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão, desde que os Estados Unidos encerraram a ocupação do país.

Fonte: G1 Mundo

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Navio encalha no Canal de Suez

Autoridade que administra o canal diz que graneleiro ficou brevemente preso na seção norte, mas foi reflutuado e não houve impacto no tráfego. Um navio graneleiro encalhou nesta quinta-feira (9) no Canal de Suez, uma das passagens mais importantes para o comércio mundial, no Egito.
A Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla inglês) afirmou que o graneleiro ficou brevemente preso na seção norte da passagem, mas foi reflutuado e não houve impacto no tráfego.
Segundo a SCA, a embarcação sofreu um problema temporário quando atravessava o canal, mas os navios atrás dele foram desviados por um canal paralelo para que o trânsito não fosse interrompido.
O navio Coral Crystal tem bandeira panamenha e transporta uma carga de 43 mil toneladas em direção ao Mar Mediterrâneo.
Em março, o megacargueiro Ever Given bloqueou completamente o canal por seis dias e causou um congestionamento de centenas de navios dos dois lados da passagem (relembre no vídeo abaixo).
VÍDEO: As principais imagens do meganavio que fechou o canal de Suez por 6 dias
O Ever Given encalhou na seção sul do Canal de Suez, onde não há uma passagem paralela, por isso acabou bloqueando completamente o tráfego.
Importância do canal
O Canal de Suez tem 193 km de extensão e é a principal (e mais curta) ligação marítima entre a Ásia e a Europa, por onde passam cerca de 12% do comércio global passa pelo local.
A alternativa é dar a volta em toda a África, pelo Cabo de Boa Esperança, o que faz o trajeto entre os portos do Golfo e de Londres ter o dobro de distância e adiciona de uma a duas semanas à viagem.
Cerca de 50 navios passam por dia pelo canal, o que representa quase um terço do tráfego mundial de navios de contêineres, e a rota concentra grande parte do petróleo transportado por mar.
Ele foi inaugurado em 1869, para ligar o Mar Vermelho ao Mediterrâneo, é uma das rotas de navio mais utilizadas do mundo e tem capacidade para receber navios gigantes de até 240 mil toneladas.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Em reunião do Brics, Bolsonaro diz que parceria com a China é ‘essencial para a gestão adequada’ da pandemia

Presidente já insinuou em ocasiões anteriores que o coronavírus foi criado na China de propósito e também já desdenhou da vacina chinesa. Mas o tom foi diferente na reunião virtual, da qual também participou o presidente chinês. O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (9) que a parceria com a China “tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil”, já que parte das vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil tem insumos do país asiático.
Bolsonaro deu a declaração durante reunião virtual de líderes do Brics, bloco composto por Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul. O presidente da China, Xi Jinping, participou da cúpula.
O tom adotado por Bolsonaro difere do utilizado pelo próprio presidente em outros momentos da pandemia, cujos primeiros casos foram registrados na China.
O presidente é crítico da vacina Coronavac, desenvolvida no país asiático e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e já insinuou que o coronavírus, sem citar o nome do país, que o vírus pode ter sido criado propositalmente na China.
“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que estamos enfrentando uma nova guerra? Qual país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, disse Bolsonaro, em maio. Entre as grandes economias, o país com maior crescimento do PIB durante a pandemia foi a China.
Nesta quinta, Bolsonaro tratou de elogiar a relação com a China, principal parceiro comercial do Brasil. O presidente lembrou que em 2019 teve a oportunidade de se reunir pessoalmente com Xi Jinping, em Brasília durante cúpula dos Brics, e destacou a “parceria” no combate à pandemia.
“Esta parceria se tem mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil, tendo em vista que parcela expressiva das vacinas oferecidas à população brasileira é produzida com insumos originários da China”, disse.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia de Hong Kong faz buscas em museu sobre o massacre da Praça da Paz Celestial


Massacre da Praça da Paz Celestial (Tiananmen) deixou centenas de mortos em Pequim, capital da China, em 1989. Operação ocorre um dia após a prisão de 4 pessoas que administram o local. Policiais do Departamento de Segurança Nacional levam itens apreendidos após operação no museu de 4 de junho na cidade de Hong Kong em 9 de setembro de 2021. Museu, que estava fechado, é dedicado ao massacre da Praça da Paz Celestial de Pequim (Tiananmen), de 1989, que deixou centenas de mortos.
Isaac Lawrence/AFP
A polícia de Hong Kong fez buscas e apreensões nesta quinta-feira (9) em um museu que relembra o massacre da Praça da Paz Celestial (Tiananmen), que deixou centenas de mortos em Pequim, capital da China, em 1989.
A repressão sangrenta do governo chinês a manifestantes ocorreu no dia 4 de junho, data que dá o nome do museu e é comemorada todos os anos em Hong Kong. Mas a China tem ampliado cada vez mais a repressão à cidade semiautônoma.
Policiais retiraram documentos e materiais do Museu 4 de Junho, que atualmente está fechado, em uma operação que ocorre um dia após a detenção de quatro membros da Aliança de Hong Kong, grupo que administra o local.
Relembre, no vídeo abaixo, o que foi o massacre da Praça da Paz Celestial, assunto que ainda é proibido na China após mais de três décadas:
Após 30 anos do Massacre da Praça da Paz Celestial, assunto ainda é proibido na China
Entre os objetos apreendidos estão uma grande insígnia do museu, uma maquete de papel da deusa da Democracia (um símbolo do movimento estudantil de 1989 em Pequim) e imagens das vigílias anuais organizadas pela associação que administra o museu.
As buscas e apreensões tiveram como base a Lei de Segurança Nacional, que foi imposta pela China a Hong Kong em 2020, para eliminar qualquer tipo de oposição ao regime chinês e reprimir os grupos pró-democracia que promoveram manifestações gigantescas em 2019 (veja mais abaixo).
Advogada e vice-presidente da associação, Chow Hang-tung e mais três associados foram presos por não fornecer informações relacionadas à lei.
Em agosto, a polícia ordenou à Aliança que entregasse informações financeiras e operacionais do grupo, acusando-o de ser “um agente estrangeiro”, mas a solicitação foi ignorada.
Policial do Departamento de Segurança Nacional tira placa do museu de 4 de junho, dedicado ao massacre da Praça da Paz Celestial de Pequim de 1989, na cidade de Hong Kong, em 9 de setembro de 2021
Isaac Lawrence/AFP
Lei de Segurança Nacional
Hong Kong foi um território britânico até 1997, quando o Reino Unido assinou um acordo para devolvê-lo à China. Ele previa, no entanto, a preservação da autonomia da região.
Mas isso tem sido cada vez mais desrespeitado pelo governo comunista chinês, sobretudo após os protestos de 2018 por mais liberdade política e menos intervenção chinesa em Hong Kong.
A lei de segurança nacional foi aprovada em 2020, sem passar pelo parlamento de Hong Kong, e foi incorporada à “Lei Fundamental” do território, que serve desde 1997 como uma “mini-Constituição”.
Ela criminaliza grande parte da oposição ao regime chinês e dá às autoridades locais amplos poderes de investigação, além de permitir que as pessoas possam ser condenadas à prisão perpétua.
A lei visa reprimir o “separatismo”, o “terrorismo”, a “subversão” e o “conluio com forças externas e estrangeiras”, e dezenas de pessoas já foram detidas, inclusive alguns dos ativistas pró-democracia mais conhecidos da cidade. Alguns fugiram para o exterior.
A China afirma que a lei é necessária para devolver a estabilidade a Hong Kong, mas os críticos — incluindo vários países ocidentais — dizem que ela enterrou a promessa chinesa de que a cidade permaneceria com certas liberdades e autonomia após a sua devolução em 1997.
VEJA TAMBÉM:
Polícia investiga vaia ao hino chinês em shopping de Hong Kong
Fim de jornal pró-democracia causa comoção na cidade
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Elizabeth Holmes: como jovem bilionária apelidada de ‘novo Steve Jobs’ caiu em desgraça


Em 2014, empreendedora americana, então com 30 anos, ocupava as manchetes por ter fundado startup avaliada em US$ 9 bilhões com promessa de revolucionar diagnóstico de doenças — mas tudo não passava de uma farsa. Em 2014, Holmes ocupava as manchetes por ter fundado startup avaliada em US$ 9 bilhões com promessa de revolucionar diagnóstico de doenças
Getty Images via BBC
“A mais jovem bilionária self-made do mundo”, estampou a revista americana Forbes em sua capa. A próxima “Steve Jobs”, descreveu outra publicação do ramo de negócios.
Em 2014, Elizabeth Holmes, então com 30 anos, ocupava as manchetes da imprensa americana.
Após abandonar a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, ela fundou uma empresa avaliada em US$ 9 bilhões, supostamente revolucionando o diagnóstico de doenças.
SAIBA MAIS:
Empresa que ‘revolucionaria’ exames de sangue é acusada de fraude
Forbes reduz fortuna de bilionária para praticamente nada
Com apenas algumas gotas de sangue, o teste Edison da empresa Theranos prometia detectar rapidamente doenças como câncer e diabetes, sem a necessidade de agulhas.
Figurões do mercado como Henry Kissinger e Rupert Murdoch foram alguns dos que investiram na startup.
Mas em 2015 os primeiros sinais de que algo estava errado começaram a aparecer e, um ano depois, descobriu-se que a ideia de Holmes era falsa. A tecnologia que ela promovia não funcionava como esperado.
Em 2018, a empresa fundada por Holmes decretou falência.
Hoje, Holmes, aos 37 anos, pode pegar até 20 anos de prisão se condenada por todas as 12 acusações de fraude que enfrenta. Ela nunca antes contou seu lado da história.
Magnata da mídia Rupert Murdoch perdeu US$ 165 milhões ao investir na Theranos
Reuters
Seu julgamento, que começa este mês — EUA vs. Elizabeth Holmes, et al — será acompanhado de perto. A expectativa é que ela se declare inocente.
E em uma reviravolta no caso, seus advogados devem argumentar que seu ex-namorado e parceiro de negócios, Ramesh “Sunny” Balwani, abusou sexualmente dela e a controlou emocionalmente na hora dos supostos crimes, minando seu estado mental, segundo informou a imprensa americana.
Balwani, de 56 anos, que enfrenta as mesmas acusações de fraude, classificou as acusações de “ultrajantes”.
Caberá ao júri decidir como julgar uma pessoa que enganou de estadistas a grandes investidores.
Pressão desde o início
Apesar de ser o assunto de um livro, um documentário da HBO e uma série de TV e filme, ainda não está claro por que Holmes se arriscou tanto com uma tecnologia que sabia que não funcionava.
Ela cresceu em uma família rica em Washington D.C., capital dos EUA, e foi uma criança educada, mas introvertida, de acordo com pessoas próximas.
O empresário Richard Fuisz, de 81 anos, especula que deve ter havido uma pressão imensa sobre ela para ter sucesso.
Sua família morou ao lado da casa de Holmes por anos, mas eles se desentenderam quando Theranos o processou por causa de uma disputa de patente em 2011 (que foi resolvida na Justiça mais tarde).
Os pais de Holmes foram, em grande parte da carreira, funcionários no Capitólio (centro legislativo dos EUA), mas sempre “se interessaram por status” e “viviam para fazer networking”, disse Fuisz à BBC.
Seu trisavô paterno fundou a Fleischmann’s Yeast, que revolucionou a indústria de pão nos Estados Unidos, e a família era muito consciente de suas origens, acrescentou.
Aos nove anos, a jovem Elizabeth escreveu uma carta ao pai declarando que “o que ela realmente queria da vida era descobrir algo novo, algo que a humanidade não sabia que era possível fazer”.
Quando foi estudar Engenharia Química na Universidade de Stanford, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, em 2002, Holmes teve a ideia de criar um adesivo que pudesse fazer uma varredura do paciente em busca de infecções e, com isso, liberar antibióticos conforme necessário.
Aos 18, já mostrava uma intransigência que, aparentemente, continuaria impulsionando a empresa que fundou no ano seguinte.
Phyllis Gardner, professora de Farmacologia Clínica na Universidade de Stanford, lembra-se de ter conversado com Holmes sobre sua ideia e de ter-lhe dito que ela “não funcionaria”.
“Ela apenas olhou para mim, mas era como se não me visse”, disse Gardner à BBC. “Elizabeth parecia absolutamente certa de seu próprio brilho. Ela não estava interessada em minha experiência e foi uma situação desconcertante.”
Ascensão meteórica
Meses depois, aos 19 anos, Holmes abandonou Stanford e fundou a Theranos, com a promessa aparentemente revolucionária de testar sangue com uma simples picada no dedo.
Muitas pessoas poderosas foram cativadas pela ideia e investiram na empresa sem se preocupar em observar seu balanço.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, George Schultz, o general condecorado dos fuzileiros navais James Mattis (que mais tarde serviu na administração Trump), e a família mais rica da América, os Waltons (donos da rede de supermercados Walmart) foram alguns dos nomes que lhe deram apoio.
Isso ajudou a consolidar a reputação de Holmes. Mas a maneira como ela se comportava também teve papel importante nesse contexto.
“Sabia que ela tinha essa ideia brilhante e que havia conseguido convencer todos esses investidores e cientistas”, disse Jeffrey Flier, ex-reitor da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, que se encontrou com Holmes para um almoço em 2015.
“Ela estava segura de si mesma, mas quando lhe fiz várias perguntas sobre sua tecnologia, parecia não entender”, acrescenta Flier, que nunca avaliou formalmente o invento de Holmes.
“Pareceu-me um pouco estranho, mas não saí pensando que se tratava de uma fraude.”
Flier acabou convidando-a para ingressar no Conselho de Acadêmicos da Faculdade de Medicina, algo que lamenta, embora Holmes tenha sido afastada do cargo quando o escândalo estourou.
Resultados não confiáveis
Tudo começou a desmoronar em 2015, quando um informante levantou preocupações sobre o carro-chefe da Theranos, o dispositivo de teste Edison.
Em uma série de reportagens, o jornal americano Wall Street Journal mostrou que os resultados não eram confiáveis ​​e que a empresa vinha usando máquinas disponíveis comercialmente, produzidas por outros fabricantes, para viabilizar a maioria de seus testes.
Os processos se acumularam, os parceiros cortaram relações e, em 2016, os reguladores dos EUA proibiram Holmes de operar um serviço de exames de sangue por dois anos.
Em 2018, a Theranos decretou falência.
Abusiva ou abusada?
Em março daquele ano, Holmes fez um acordo com a Justiça americana – ela foi acusada de levantar US$ 700 milhões (R$ 3,6 bilhões, em valores atuais) junto a investidores de forma fraudulenta.
Três meses depois, no entanto, acabou presa junto com Balwani, sob acusações criminais de fraude eletrônica e conspiração.
Os promotores dizem que Holmes enganou intencionalmente os pacientes sobre os testes e mentiu exageradamente sobre os ganhos da empresa para investidores.
Forma como se comportou e o apoio que recebeu deram credibilidade a Holmes
Mike Blake/Reuters/Arquivo
Holmes foi libertada sob fiança e em 2019 se casou com William “Billy” Evans, de 27 anos, herdeiro da rede de hotéis Evans Hotel Group. Eles tiveram um filho em julho deste ano.
“Não acho que o fato de Holmes ser agora uma mãe influencie o julgamento, mas o juiz provavelmente levará isso em consideração se ela for considerada culpada”, disse Emily Baker, ex-promotora distrital de Los Angeles.
O júri
À medida que se aproxima o julgamento do escândalo da Theranos, analistas que acompanham o caso dizem ser notável como Holmes mantém firme sua versão da história — pessoas próximas duvidam que ela vai mudá-la durante a audiência.
Segundo a juntada de documentos, a defesa de Holmes está disposta a argumentar que ela acreditava comandar um “negócio legítimo que gerava valor para os investidores”.
Seus advogados também podem alegar que o suposto comportamento controlador de Balwani “apagou sua capacidade de tomar decisões”, incluindo “enganar suas vítimas”.
Eles dizem que o ex-chefe de operações da Theranos, que será julgado separadamente no próximo ano, monitorou como Holmes se vestia, o que comia e com quem conversava por mais de uma década.
A defesa também deve chamar um psicólogo especializado em abuso sexual como testemunha.
Não está claro se Holmes vai falar durante o julgamento.
“O mais difícil em qualquer caso de fraude é mostrar que a pessoa tentou fraudar”, explica Baker. “Portanto, os promotores terão de usar suas mensagens de texto e e-mails e argumentar que ela sabia que a tecnologia não funcionava, mas disse que sim.”

Fonte: G1 Mundo

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Talibã adota redes sociais em campanha para ‘limpar imagem’


Conhecido inicialmente por rejeitar todo tipo de tecnologia e mídia, grupo radical agora usa a presença online para se comunicar com o mundo e amplificar sua mensagem. Membros do Talibã no aeroporto internacional de Cabul após a partida dos norte-americanos, em 31 de agosto de 2021
Reuters
No início de maio, enquanto as tropas dos Estados Unidos e da Otan (a aliança militar ocidental) começavam sua retirada definitiva do Afeganistão, o grupo radical Talibã avançava em sua ofensiva pelo país – culminando na tomada do poder central afegão, em meados de agosto.
Mas o Talibã tomou também outra iniciativa, esta mais incomum na história do grupo: seus membros lançaram uma ampla campanha de redes sociais.
Uma rede de contas em redes sociais destacava supostos fracassos do então governo pró-Ocidente em Cabul, ao mesmo tempo em que exaltava feitos do Talibã.
Tuítes relatavam as vitórias mais recentes do grupo – às vezes prematuramente – e promoviam diferentes hashtags, como (na tradução ao português) #crimesdoregimedeCabul (associados a tuítes que acusavam o governo afegão de crimes de guerra, e que ficou entre os “trends” na época em que foi usada); #EstamosComTaliba (em tentativa de angariar apoio) e outra que dizia “Deus ajude que a vitória esteja próxima”.
Em resposta, o então vice-presidente do Afeganistão, Amrullah Saleh, advertiu suas tropas e o público para que não se deixassem levar por falsas alegações de vitória do Talibã descritas nas redes sociais. Ele também pediu que as pessoas não compartilhassem tal conteúdo, que supostamente comprometeria ações militares.
A coordenação das postagens do Talibã sugere que o grupo está se distanciando da firme oposição à tecnologia de disseminação de informação e está construindo um aparato de redes sociais para amplificar sua mensagem.
Quando o Talibã ocupou o poder pela primeira vez, em 1996, baniu a internet e confiscou (ou destruiu) aparelhos de TV, câmeras e gravações de vídeo. Em 2005, o site oficial do Emirado Islâmico do Talibã, “Al-Emarah”, foi lançado e hoje publica conteúdo em cinco idiomas – inglês, árabe, pachto, dari e urdu. O conteúdo de áudio, vídeo e textos é supervisionado pela comissão cultural do Emirado Islâmico do Afeganistão (EIA), chefiado por seu porta-voz, Zabihullah Mujahid.
A primeira conta de Twitter de Zabihullah Mujahid foi suspensa pela empresa, mas sua nova conta – ativa desde 2017 – tem mais de 371 mil seguidores. Abaixo dele trabalha uma dedicada equipe de voluntários disposta a promover online a ideologia do Talibã.
A Qari Saeed Khosty é atribuído o cargo, que, na prática, consiste em gerenciar as redes sociais.
Khosty disse à BBC que a equipe se divide entre os que focam no Twitter – na tentativa de fazer que hashtags do grupo entrem entre as mais compartilhadas -, no WhatsApp e no Facebook.
“Nossos inimigos têm TV, rádio, contas verificadas nas redes sociais e nós não temos nada, e mesmo assim nós lutamos contra eles no Twitter e no Facebook e os derrotamos”, declarou Khosty.
Seu trabalho, diz ele, consiste em levar os afiliados do Talibã – que se juntaram ao grupo por acreditarem em sua ideologia – “às redes sociais para amplificar nossa mensagem”.
Há apenas 8,6 milhões de usuários de internet no Afeganistão, e a ausência de cobertura de telefonia e de oferta de dados móveis a um preço acessível continua sendo um desafio crucial. A equipe de redes sociais do EIA, por sua vez, paga o equivalente a cerca de US$ 11 (cerca de R$ 60 na cotação atual) por pacotes de dados para suas equipes que “lutam a guerra online”, segundo Khosty.
Ele exaltou que o EIA dispõe de “quatro estúdios multimídia totalmente equipados, usados para gerar conteúdo de áudio, digital e ‘branding’ digital”.
O resultado são peças de propaganda de alta qualidade, glorificando os combatentes do Talibã e suas batalhas contra forças nacionais e estrangeiras – agora disponíveis nos canais de YouTube do grupo e no site do Al-Emarah.
O grupo publica livremente no Twitter e no YouTube, mas o Facebook classifica o Talibã como “organização perigosa” e frequentemente remove contas e páginas associadas ao grupo. O Facebook afirmou que continuará a banir conteúdo do grupo de suas plataformas.
Khosty disse à BBC que, ante as dificuldades de manter sua presença no Facebook, o grupo radical está focando no Twitter.
Embora o Departamento de Estado tenha designado a Rede Haqqani – grupo militante insurgente aliado do Talibã – como grupo terrorista internacional, seu líder, Anas Haqqani, e muitos membros do grupo têm contas no Twitter com milhares de seguidores.
Falando sob condição de anonimato, um membro da equipe de redes sociais do Talibã disse à BBC que ele e seus colegas decidiram usar o Twitter a sério a partir de fevereiro de 2020, inicialmente para promover um artigo de opinião de Sirajuddin Haqqani, vice-líder do Talibã, publicado pelo The New York Times. A maioria das contas do grupo nessa rede social foram criadas a partir daí.
“A maioria dos afegãos não fala inglês, mas os líderes do regime de Cabul se comunicavam ativamente em inglês no Twitter – porque seu público não eram os afegãos, mas a comunidade interacional”, ele afirmou. “O Talibã queria contrabalancear a propaganda desses líderes e é por isso que também focamos no Twitter.”
Ele agregou que a equipe – que tem membros com algumas dezenas de milhares de seguidores no Twitter – receberam orientações específicas do Talibã, como “Não comentar em política externa de países vizinhos de modo a não restringir nossas relações com eles”.
No passado, o Talibã era conhecido por manter em segredo a identidade de muitos de seus líderes e combatentes, tanto que há poucas fotos disponíveis do fundador do grupo, o Mulá Omar.
Hoje, porém, em um esforço de ganhar legitimidade internacional, a atual liderança não apenas faz aparições na mídia como as promove amplamente nas redes sociais. Quando o porta-voz Zabihullah Mujahid (antes raramente visto) deu uma entrevista coletiva, pouco depois da queda do regime de Cabul, o perfil de muitas contas do Talibã foi ilustrado com a imagem dele.
Em contrate, muitos cidadãos afegãos que trabalhavam para as tropas, organizações e imprensa internacionais, além de cidadãos que criticavam o Talibã em redes sociais, estão agora desativando suas contas, temendo que a informação publicada online os transforme em alvos.
As organizações de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e Human Rights Watch afirmam já ter recebido relatos de combatentes talibãs que estariam perseguindo – e matando – pessoas em represália.
O Facebook lançou uma ferramenta de um clique para que pessoas no Afeganistão consigam rapidamente bloquear suas contas, impedindo que pessoas não conectadas possam ver suas informações. A rede social também anunciou que removeu temporariamente a ferramenta de busca de amigos de contatos nas contas afegãs.
A questão é se o Talibã mudou e abandonou as práticas brutais. Muitos afegãos ao redor do mundo não acreditam em suas promessas de mudança. Mas o grupo radical parece ter percebido que a tecnologia que ele antes desprezava pode ajudá-lo em sua busca por moldar opiniões no ambiente global.
“As redes sociais são poderosas em mudar a percepção do público”, diz o integrante da equipe de redes sociais. “Queremos mudar a percepção sobre o Talibã.”

Fonte: G1 Mundo

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Nxivm: cofundadora de seita sexual que marcava mulheres a ferro é condenada nos EUA


Nancy Salzman, 66 anos, afirmou em tribunal nesta quarta-feira (8) estar ‘horrorizada e envergonhada’ por ter apoiado líder da seita, condenado a 120 anos de prisão. Nancy Salzman disse estar ‘horrorizada e envergonhada’ por ter apoiado líder da seita Nxivm
Reuters
A cofundadora da seita Nxivm Nancy Salzman, de 66 anos, foi condenada nos Estados Unidos a mais de três anos de prisão por sua participação em cultos sexuais.
Ela já havia se confessado culpada de crimes de extorsão em 2019, admitindo ter roubado endereços de e-mail e senhas de críticos do Nxivm.
Agora, ela deverá se entregar para ser presa em janeiro de 2022 — a demora de alguns meses se deve à necessidade de recuperação de um procedimento médico não especificado.
Em outubro de 2020, o líder oa Nxivm, Keith Raniere, foi condenado a 120 anos de prisão pelos crimes de extorsão, tráfico sexual, pornografia infantil, entre outros.
O Nxivm (a pronúncia é nexium) foi fundado em 1998, tem sede em Albany, no Estado de Nova York, e se define como uma “comunidade guiada por princípios humanitários que busca empoderar as pessoas”. O grupo diz ter trabalhado com 16 mil pessoas em centros nos Estados Unidos, Canadá e México. Há antigos membros conhecidos, como a atriz Allison Mack, que atuou na série Smallville.
Para investigadores, trata-se de uma operação de tráfico sexual disfarçada de grupo com princípios humanitários.
Para fora, o Nxivm parecia oferecer programas inofensivos de autoajuda, mas no núcleo do grupo Raniere exercia níveis extremos de controle, culminando em abuso sexual, violência e até a marcação a ferro de suas iniciais nos corpos de mulheres.
Nesta quarta-feira (8/9), Salzman afirmou em um tribunal federal no Brooklyn que estava “horrorizada e envergonhada” por ter apoiado Raniere.
Os advogados da mulher dizem que ela agora reconhece “todo o peso de seus erros enquanto serviu como colaboradora e facilitadora de Keith Raniere” no culto.
O juiz federal Nicholas Garaufis, por sua vez, afirmou que ela gerou “trauma e destruição” às vítimas do Nxivm.
Em um documento anexado ao processo em agosto, a procuradora-assistente Tanya Hajjar disse que Salzman “menosprezou e humilhou as mulheres e culpou as vítimas de abuso”.
“Você nunca refutou [Raniere]. A porta estava sempre aberta, mas você nunca saiu”, afirmou o juiz, segundo o jornal New York Daily News.
Salzman também admitiu ter adulterado vídeos que seriam usados em um processo contra o “desprogramador” de cultos Rick Alan Ross.
Antes do veredito, o tribunal ouviu depoimentos em áudio e vídeo de vários ex-membros do Nxivm que detalharam o papel de Salzman na organização.
A filha de Nancy Salzman, Lauren, também era parte do alto escalão do Nxivm. Ela podia ter sido condenada a até sete anos de prisão, mas em julho recebeu cinco anos de liberdade condicional depois de ajudar os promotores a derrubar Raniere.

Fonte: G1 Mundo

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Desfile de aniversário da Coreia do Norte exibiu máquinas, e não armas; veja fotos


No último desfile, em janeiro deste ano, os norte-coreanos mostraram seus mísseis balísticos para submarinos. Desta vez, foram carros, tratores e cavalos. Imagem de desfile do dia 9 de setembro em Pyongyang, na Coreia do Norte
Stringer/ KCNA Via KNS / Via AFP
No desfile para celebrar o aniversário da fundação do país nesta quinta-feira (9), a Coreia do Norte exibiu tratores e caminhões de bombeiros, e não os habituais tanques e mísseis.
O governo norte-coreano tem programas de armas nucleares e mísseis balísticos e enfrenta sanções internacionais por isso. Geralmente, o regime utiliza os desfiles para exibir seus projetos mais recentes.
Relatório anual da ONU diz que a Coreia do Norte parece ter reiniciado um reator nuclear que produz plutônio para armas nucleares
Em um desfile em janeiro, celebrado uma noite antes da posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, os militares norte-coreanos mostraram seus mísseis balísticos para submarinos na Praça Kim Il Sung. Kim Jong-un, o líder do país, estava presente nessa ocasião.
Imagem de desfile na Coreia do Norte em 9 de setembro de 2021
Stringer/KCNA Via KNS/Via AFP
Na ocasião, a agência de notícias oficial, a KCNA, descreveu um dos mísseis como a “arma mais poderosa do mundo”.
Mas nesta quinta-feira, o “evento de forças paramilitares e de segurança pública” incluiu destacamentos do ministério das Ferrovias e do Complexo de Fertilizantes Hungman, de acordo com a KCNA.
Imagem de desfile em Pyongyang em 9 de setembro de 2021
Stringer/KCNA Via KNS/Via AFP
Estudantes com fuzis, funcionários com máscaras de gás e trajes de proteção de cor laranja e unidades paramilitares mecanizadas desfilaram na capital. Os participantes e o público compareceram ao evento sem máscaras contra a Covid, segundo imagens divulgadas pela agência.
Imagem de desfile na Coreia do Norte, em 9 de setembro de 2021
Stringer/KCNA via KNS/Via AFP
As maiores armas exibidas eram pequenas peças de artilharia puxadas por tratores, que segundo a KCNA foram conduzidos por trabalhadores de cooperativas agrícolas “para atacar os agressores e suas forças vassalas com poder de fogo aniquilador em uma emergência”.
Kim Jong-un antes de desfile na Coreia do Norte, em 9 de setembro de 2021
Stringer/KCNA Via KNS/Via AFP
O dirigente do país, Kim Jong-un, vestido com um terno cinza de estilo ocidental, compareceu ao evento, marcado pelos gritos da multidão durante os fogos de artifício.
Aniversário de 73 anos
Nesta quinta-feira, República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte, comemora 73 anos de sua fundação.
O país comunista não executa testes nucleares ou lançamento de mísseis balísticos intercontinentais desde 2017.
O regime utiliza os desfiles para enviar uma “mensagem à comunidade internacional” sem ficar exposto a represálias, explica Hong Min, pesquisador do Instituto Coreia para a Unificação Nacional, em Seul.
“A única outra forma de mostrar suas armas estratégicas é lançá-las, o que os expõe a um protesto e a mais sanções internacionais”, disse Hong Min.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Eleições no Marrocos: partido islamita, atualmente no poder com 125 cadeiras, consegue eleger apenas 12 parlamentares


O Marrocos é uma monarquia parlamentarista. A partir de 2011, o Parlamento e o governo ganharam mais poder e, desde então, os islamitas conseguiam maioria nas votações. Dessa vez, perderam para os liberais. Eles afirmam que perderam pois houve irregularidades no processo eleitoral. Mulher coloca seu voto em urna em Casablanca, no Marrocos, em 8 de setembro de 2021
Abdelhak Balhaki/Reuters
O partido islamita que governa Marrocos há uma década sofreu uma contundente derrota para os partidos liberais nas eleições legislativas de quarta-feira (8), de acordo com os resultados preliminares divulgados na manhã desta quinta-feira.
O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (PJD, islamita moderado) passou de 125 cadeiras para 12, do total de 395 deputados, segundo dados divulgados pelo ministro do Interior, Abdelouafi Laftit.
Marrocos e Israel normalizam relações diplomáticas
Com isso, o PJD ficou longe de seus principais rivais, o Grupo Nacional Independente (RNI), o Partido Autenticidade e Modernidade (PAM), ambos liberais, e o Partido do Istiqlal, de centro-direita.
O RNI ganhou 97 assentos, seguido pelo PAM com 82 e o Istiqlal com 78.
O RNI, que hoje faz parte da coalizão governamental, é liderado pelo rico empresário Aziz Akhannouch, identificado como um homem próximo ao palácio (o Marrocos é uma monarquia parlamentarista).
Já o PAM, principal partido da oposição, foi fundado em 2008 pelo atual conselheiro real, Fouad Ali El Himma.
O Istiqlal (Independência) é o partido mais antigo de Marrocos.
A magnitude da derrota dos islamitas é inesperada no país. Apesar da ausência de pesquisas, a imprensa e vários analistas esperavam que o PJD conseguiria permanecer entre os primeiros lugares.
De fato, o partido almejava um terceiro mandato consecutivo à frente do governo marroquino.
O rei Mohamed VI terá que nomear um chefe de governo do partido que vencer o escrutínio legislativo, que comandará o Executivo por um período de cinco anos em substituição de Saad-Eddine El Othmani.
Os resultados definitivos devem ser conhecidos ainda nesta quinta-feira.
A taxa de participação na eleição atingiu 50,35%, segundo o ministro do Interior, superior ao índice de 43% das eleições de 2016.
Esta foi a primeira vez que cerca de 18 milhões de eleitores escolhem seus 395 deputados ao mesmo tempo que seus representantes comunitários e regionais, o que ajudou a reduzir a taxa de abstenção.
Os islamitas denunciaram “graves irregularidades” no processo, incluindo a “distribuição obscena de dinheiro” perto das seções eleitorais e “confusão” em algumas listas eleitorais onde as pessoas não conseguiram encontrar seus nomes.
No entanto, Laftit disse que as eleições aconteceram “em circunstâncias normais”, apesar de alguns “casos isolados”.
Em 2011, o Marrocos adotou uma nova Constituição que deu grandes prerrogativas ao Parlamento e ao governo.
Ainda assim, as decisões e orientações em setores-chave continuam a emanar das iniciativas do rei Mohamed VI.
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Fonte: G1 Mundo

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O Assunto #534: Um repórter pelo mundo pós-11 de Setembro


O atentado terrorista que fundou o século 21 provocou efeitos mais duradouros bem longe dos Estados Unidos. Nos últimos 20 anos, os americanos entraram em guerra contra o Afeganistão e o Iraque, e a primavera árabe mudou definitivamente o panorama político do mundo islâmico. Você pode ouvir O Assunto no G1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou no sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.
Os atentados fundadores do século 21 produziram alguns de seus efeitos mais duradouros bem longe dos Estados Unidos, onde aconteceram. Para discuti-los, Renata Lo Prete recebe neste episódio o jornalista da TV Globo Marcos Uchôa, que ao longo dessas duas décadas visitou 22 países do mundo islâmico. O primeiro foi aquele em que a chamada guerra ao terror começou e do qual os americanos só agora se retiraram. Ele conta que nunca, em sua trajetória profissional, sentiu tanto medo quanto no Afeganistão. E que, ao mesmo tempo, se lembra de saraus vespertinos “para conversar sobre poemas de 800 anos com idosos, mulheres e crianças”. A alternância de análise política e memórias do cotidiano das pessoas que encontrou dá o tom do depoimento de Uchôa sobre suas passagens por lugares como Iraque, Tunísia e Síria. Prestes a lançar uma série no GloboPlay com esse rico material, ele conclui que, duas décadas depois, a questão do terrorismo está longe de ser resolvida. “A vitória do Talibã traz a mensagem de que a violência funciona”, diz.
O que você precisa saber:
Entenda: do 11 de setembro à volta do Talibã
11 de setembro: Biden pede retirada de sigilo de investigações
Guerra ao terror: EUA e a guerra ao terror pós ataques
Bin Laden: líder da Al Qaeda foi morto em operação dos EUA
VÍDEO: bastidores da cobertura dos atentados de 11 de setembro
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos e Ana Flávia Paula. Apresentação: Renata Lo Prete.

Comunicação/Globo
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

Fonte: G1 Mundo