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Nos EUA, ninho de vespas assassinas é encontrado e eliminado; veja vídeo

Vespas Assassinas têm como alvo abelhas e não atacam humanos se não forem incomodadas. Insetos foram encontrados pela primeira vez no país no final de 2019, em Washington. VÍDEO: Ninho de vespas gigantes asiáticas é destruído no estado de Washington
O estado de Washington, nos Estados Unidos, conseguiu acabar com o primeiro ninho de vespas assassinas neste ano com o uso de um aspirador, informou a agência de agricultura local na quinta-feira (26).
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As vespas assassinas podem chegar a 5 centímetros. Elas são chamadas dessa forma porque quando atacam abelhas e vespas de outras espécies matam toda a população.
Como as vespas assassinas matam consomem tudo o que tem nas colmeias, elas prejudicam a polinização.
Essa espécie de vespa não é nativa da América do Norte, mas, sim, da Ásia.
Foi justamente no estado de Washington que se identificou sua presença inicialmente.
O ninho de vespas que foi erradicado estava na base de uma árvore podre. Os insetos tentaram atacar os trabalhadores que ficaram responsáveis por acabar com o foco. A roupa protetora impediu que eles fossem picados.
Veja abaixo um vídeo sobre as primeiras vespas dessa espécie encontradas nos EUA.
‘Vespas assassinas’ asiáticas são encontradas pela primeira vez nos EUA
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Fonte: G1 Mundo

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Alberto Fernández, da Argentina, é indiciado por ter participado de festa de aniversário quando havia restrições


Em julho do ano passado, presidente da Argentina participou de um evento para comemorar o aniversário da primeira-dama. Na época, aglomerações estavam proibidas. Imagem de comemoração na residência oficial do presidente da Argentina em que Alberto Fernández aparece
Reprodução/Twitter
O presidente Alberto Fernández, da Argentina, foi indiciado na quinta-feira (26) por ter quebrado as regras da quarentena que o seu próprio governo havia imposto.
Em julho do ano passado, Fernández participou de uma festa da sua mulher, Fabiola Yanez, na residência presidencial, quando havia restrições a aglomerações.
Imagem de Alberto Fernández, da Argentina, em fevereiro de 2021
Marco Ugarte/AP
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Recentemente, fotos da festa vazaram. A oposição chegou a pedir impeachment de Fernández por ter participado de um evento que, na época, era proibido. No entanto, como os governistas dominam o Legislativo na Argentina, o caso não tem muita chance de progredir.
Na quinta-feira, Fernández participou de uma audiência no caso e ofereceu pagar uma multa. Ele propôs doar metade de seu salário de quatro meses ao Instituto Malbrán, de pesquisas e laboratórios.
Além de Fernández, também foram indiciadas a primeira-dama e cinco outras pessoas que participaram da festa.
O promotor do caso, Ramiro González, fez com que todos os que participaram da comemoração fossem notificados de que são investigados por um possível delito. Fernández, que é advogado, afirma que não houve delito no caso —ele apresentou-se na Justiça sem um representante.
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Fonte: G1 Mundo

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Biden vê guerra do Afeganistão terminar como começou: com mortes de americanos em atentados terroristas

Presidente dos EUA enfrenta desastre político com incertezas nos dias que ainda faltam para cumprir prazo de retirada. ‘Nunca houve um momento certo para retirar as tropas americanas’, afirma Joe Biden
No dia mais sombrio de sua curta presidência, Joe Biden viu a guerra mais longa dos EUA terminar exatamente como começou: com ataques terroristas direcionados aos americanos. Como o antecessor George W. Bush, há 20 anos, o presidente prometeu caçar os terroristas e fazê-los pagar pela carnificina que deixou pelo menos 80 mortos, entre os quais 13 soldados americanos, nos arredores de Cabul.
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A fisionomia combalida de Biden diante do maior número de baixas de militares no país em uma década, no entanto, lançou dúvidas sobre a retaliação ao seu mais novo inimigo, o EI-K, o braço do Estado Islâmico no Afeganistão.
Desta vez, as tropas estão deixando o país, após uma guerra perdida, na rota inversa da que fizeram em 2001. Se os EUA entraram para coibir o terror, saem de lá humilhados pela demonstração de força de seus agressores. Os ataques no aeroporto arruinaram a narrativa articulada pela Casa Branca de que conseguiria retirar mais de 100 mil americanos e afegãos sem derramamento de sangue.
As convicções de Biden para encerrar a guerra encontraram respaldo entre os americanos. Mas a maneira atabalhoada de dar um fim a ela desconstruiu rapidamente o seu discurso.
O presidente assegurou que a população não reviveria as cenas dramáticas da retirada de Saigon. O que se viu nos últimos dias no aeroporto de Cabul foi mais dramático: afegãos em desespero pendurados em avião militar ou entregando seus filhos.
Biden justificou a saída de uma guerra sem sentido para salvar vidas de militares e não ter que voltar a telefonar para os pais dos mortos em combate. Nas últimas horas foi forçado, contudo, a retomar o ritual.
Ele prometeu transportar em segurança americanos e afegãos em situação vulnerável e não deixar ninguém para trás. E ainda restam quatro dias de incertezas, caos e tensão antes do prazo final.
Os dez dias que abalaram o governo Biden terão duros reflexos sobre seu mandato. O presidente navega entre a derrota para o Talibã, a humilhação diante de uma facção terrorista e a falta de credibilidade junto a seus aliados. O compromisso de trazer os EUA de volta à política externa se diluiu nesta retirada catastrófica do Afeganistão.
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Fonte: G1 Mundo

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Afegão que tenta voltar ao Brasil perde as esperanças após atentado em Cabul: ‘Ficarei para trás com minha família e sei disso’


Masood Habibi tem visto brasileiro e quer retornar ao Brasil com sua família, mas acredita que isso é quase impossível após o atentado terrorista que matou ao menos 80 pessoas no aeroporto de Cabul. Bushra Masomi, a segunda, da esq. para a dir., e Masood Habibi, o quarto, à esq., com a família em Cabul, capital do Afeganistão
Arquivo Pessoal
Os afegãos Masood Habibi, de 29 anos, e Bushra Masomi, de 17, relatam, em entrevista ao G1, ter ouvido de suas casas as explosões do atentado terrorista do Estado Islâmico ocorrido na quinta-feira (26) no aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão. Com elas, vieram uma certeza: não acreditam que conseguirão sair do país antes de 31 de agosto, quando vence o prazo de retirada estipulado pelo presidente americano, Joe Biden.
Masood é empreendedor, tem visto brasileiro e morava em São Paulo até maio deste ano, quando voltou ao Afeganistão para tentar trazer sua família: o irmão, a esposa, o filho de 4 anos e Bushra, sua cunhada. Desde então, foram negados os pedidos de visto feitos ao governo brasileiro, e, com a tomada de poder do grupo extremista Talibã, estão todos trancados em casa há 12 dias.
Segundo Bushra, eles estão a cerca de 7 quilômetros do local do atentado. “Ouvimos as explosões no aeroporto, estamos muito próximos. O medo agora é muito, muito maior. A situação se tornou ainda mais crítica.”
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Bushra Masomi (à direita) com a irmã em um restaurante de Cabul, capital do Afeganistão, no início de 2021, antes da chegada do Talibã
Arquivo Pessoal
O número de mortos no atentado já passa de 80. Bushra conta que, segundo as informações do noticiário afegão, foram mais de 150 pessoas feridas.
Afegãos feridos internados em hospital de Cabul após o atentado terrorista no aeroporto de Cabul, no Afeganistão, em 26 de agosto de 2021. Dois homens-bomba e homens armados atacaram afegãos que se aglomeravam no portão Abadia e soldados americanos que faziam a triagem para os voos de retirada do país.
Mohammad Asif Khan/AP
Masood, que havia dito ao G1 em 17 de agosto que seu maior medo era não conseguir voltar ao Brasil, afirma que não vê mais saída. “Não estou esperançoso. Serei deixado para trás junto com minha família e sei disso. Temos apenas 3 dias, é impossível nós sairmos.”
Afegão que vive no Brasil está trancado há 3 dias na casa do irmão em Cabul
Nesta semana, o empreendedor entrou em contato com a Embaixada do Brasil no Paquistão, responsável por atender os afegãos, para pedir ajuda para sair do país, e a resposta que obteve foi a de que “entendem que a situação no Afeganistão é difícil e imprevisível” e que vão tentar incluir ele e a família na lista de saída, “mas não podemos garantir isso ainda”.
Mensagem recebida por Masood Habibi da Embaixada brasileira no Paquistão
Reprodução
Masood Habibi, a esposa e o filho durante passeio em Cabul, capital do Afeganistão, antes da chegada dos talibãs
Arquivo Pessoal
A afegã relata que têm circulado vídeos sobre o atentado em redes sociais e fica triste em saber que tudo aquilo se passou tão perto dela. Segundo Bushra, ficou ainda mais difícil conseguir dormir. “A situação está crítica e perigosa para todos. Ninguém consegue dormir nem se manter tranquilo quando está acordado. Como são capazes de realizar ataques tão brutais?”
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Voluntários e equipes médicas retiram corpos de uma caminhonete em frente a um hospital após duas fortes explosões fora do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta (26)
Wakil Kohsar/AFP
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Fonte: G1 Mundo

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‘Comi insetos para sobreviver’: como Madagascar virou exemplo de fome e seca causadas por mudanças climáticas


O país está à beira de enfrentar a primeira ‘fome das mudanças climáticas’ do mundo, afirma a ONU. A produção foi perdida e agora as pessoas dependem de insetos e folhas de cacto para comer
Tsiory Andriantsoarana/WFP/Via BBC
Madagascar está à beira de sofrer a primeira “fome causada pelas mudanças climáticas” do mundo.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), dezenas de milhares de pessoas já estão sofrendo níveis “catastróficos” de fome e insegurança alimentar após quatro anos sem chuva.
Mudanças climáticas provocadas pelo homem são irreversíveis e sem precedentes, diz relatório da ONU
A pior seca em quatro décadas devastou comunidades agrícolas isoladas no sul do país, onde as famílias recorrem a insetos para sobreviver.
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“São condições de penúria causadas pelo clima e não por conflitos”, afirma Shelley Thakral, do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.
A ONU estima que 30 mil pessoas estejam atualmente sofrendo o nível cinco de insegurança alimentar – o mais alto reconhecido internacionalmente – e há o temor de que o número de afetados possa aumentar muito quando Madagascar entrar no tradicional “período de escassez” antes da colheita.
Secas sucessivas secaram completamente o solo no sul do país.
Ocha/Reuters/Via BBC

“Isso não tem precedentes. Essas pessoas não fizeram nada para contribuir com as mudanças climáticas. Eles não queimam combustíveis fósseis… e, ainda assim, estão sofrendo as consequências das mudanças climáticas”, afirma Thakral.
Na aldeia remota de Fandiova, no distrito de Amboasary, algumas famílias mostraram recentemente a uma equipe visitante do PMA os gafanhotos que estavam comendo.
“Eu limpo os insetos o máximo que posso, mas quase não temos água”, conta Tamaria, mãe de quatro filhos, que não tem sobrenome.
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Tsiory Andriantsoarana/WFP/Via BBC
“Eu e meus filhos estamos comendo isso todos os dias há oito meses, porque não temos mais nada para comer, nem temos chuva para poder colher o que plantamos”, agrega ela.
“Hoje não temos nada para comer, a não ser folhas de cacto”, afirma Bole, mãe de três filhos, sentada sobre a terra seca.
Ela conta que seu marido morreu de fome recentemente, deixando-a com mais duas crianças para alimentar. Um vizinho deles também morreu de fome.
“O que posso dizer? A nossa vida se resume a procurar folhas de cacto, repetidamente, para sobreviver.”
Como melhorar a gestão da água
Embora Madagascar sofra secas frequentes e muitas vezes seja afetado pela mudança de padrões climáticos causada pelo fenômeno El Niño, os especialistas acreditam que as mudanças climáticas possam estar ligadas diretamente à crise atual.
“No último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), observamos que a aridez em Madagascar aumentou. E isso deve se intensificar se as mudanças climáticas continuarem.”
“Podemos ver isso de várias formas como um argumento muito forte para que as pessoas mudem de atitude”, afirma o Dr. Rondro Barimalala, cientista malgaxe da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul.
Observando os mesmos dados atmosféricos na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, o diretor do Centro de Riscos Climáticos, Chris Funk, confirmou a relação com o “aquecimento da atmosfera” e afirma que as autoridades de Madagascar necessitaram trabalhar para melhorar a gestão da água.
“Achamos que há muito que pode ser feito a curto prazo. Muitas vezes podemos prever quando vão ocorrer chuvas acima do normal e os agricultores podem usar essas informações para aumentar sua produção. Nós não somos impotentes frente às mudanças climáticas”, afirma ele.
O impacto da seca atual também está sendo sentido em cidades maiores do sul de Madagascar, com muitas crianças forçadas a pedir esmolas nas ruas para conseguir comida.
“Os preços no mercado estão subindo – três ou quatro vezes. As pessoas estão vendendo suas terras para conseguir dinheiro para comprar comida”, agrega Tsina Endor, que trabalha para uma organização beneficente, Seed, em Tolanaro.
Seu colega, Lomba Hasoavana, afirma que ele e muitos outros foram levados para dormir nos seus campos de mandioca para tentar proteger sua produção de pessoas desesperadas por alimentos, mas isso se tornou muito perigoso.
“Você poderá correr risco de vida. Acho muito, muito difícil porque todo dia preciso pensar em alimentar a mim mesmo e à minha família”, afirma ele.
“Tudo o que é relacionado ao tempo agora é tão imprevisível. É realmente uma dúvida enorme – o que acontecerá amanhã?”, indaga.
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Fonte: G1 Mundo

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A poucos dias do fim do prazo para sair do Afeganistão, países correm para tirar cidadãos que ainda estão em Cabul


Processo de retirada agora ocorre após um atentado que deixou mais de 85 mortos em Cabul. VÍDEO: Pessoas em vala tentam embarcar em um dos aviões que saem de Cabul, no Afeganistão
Os militares das forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos correm para completar a retirada de pessoas do Afeganistão antes de 31 de agosto, a data limite que foi acertada no acordo com o Talibã.
Esse processo ocorre durante uma piora das condições de segurança —na quinta-feira houve um ataque terrorista com ao menos duas explosões do lado de fora do aeroporto de Cabul. Mais de 80 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos.
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Estados Unidos e Canadá
Os militares dos EUA continuarão a retirar pessoas de Cabul até o dia 31 de agosto. Nos últimos dias, a prioridade será dos soldados e do equipamento, de acordo com as Forças Armadas. Até o momento, foram retirados 4.500 cidadãos americanos e suas famílias, de acordo com o secretário de Estado, Antony Blinken. Outros 1.500 que trabalhavam para o governo dos EUA ou Afeganistão foram instruídos sobre como deixar o país.
Passa de 80 o número de mortos nos atentados de Cabul
As operações do Canadá terminaram na quinta-feira. Um total de 3.700 pessoas, canadenses e afegãos, foram retiradas.
Reino Unido e Irlanda
As forças do Reino Unido já estão nos estágios finais do processo de retirada de Cabul e fechamento de seus escritórios e espaços de trabalho, afirmou o ministério de Defesa do país.
Agora o foco é retirar os cidadãos britânicos e os outros que já foram autorizados a sair e que já estão no aeroporto, segundo o Ministério. Além dessas pessoas que estão prestes a deixar o país, ninguém mais será chamado.
Mais de 13,7 mil pessoas, entre britânicos e afegãos, foram retirados do Afeganistão pelas forças do Reino Unido. Essa foi a segunda maior operação como essa desde 1949, quando os britânicos tiraram pessoas de Berlim.
Foram 36 cidadãos irlandeses que deixaram o Afeganistão. Há outros 60 que ainda estão no país e pediram ajuda, além de 15 afegãos com status de residência na Irlanda. O número é maior do que o governo da Irlanda estimou inicialmente.

Foto de satélite mostra as filas de pessoas aguardando embarque no aeroporto internacional de Cabul em 23 de agosto de 2021
Maxar Technologies/AP
Alemanha e Áustria
Os voos de retirada de pessoas feitos pela Alemanha terminaram na quinta-feira (26). Os militares alemães tiraram 5.347 pessoas —a maioria delas, mais de 4.100, são afegãs.
A Alemanha chegou a dizer que tinha identificado 10 mil pessoas que precisavam sair do Afeganistão. Nesse balanço estavam ativistas de direitos humanos, jornalistas e os funcionários locais que trabalhavam para os alemães.
Cerca de 300 alemães vão continuar no Afeganistão, disse um porta-voz do MInistério de Relações Exteriores da Alemanha.
A Áustria não chegou a comandar voos e precisou da ajuda da Alemanha. Até o momento, 89 cidadãos austríacos ou com status de residentes foram retirados. Ainda há mais de 20 que continuam no Afeganistão.
Crianças evacuadas aguardam o próximo voo no Aeroporto Internacional Hamid Karzai, Cabul, Afeganistão, em 19 de agosto de 2021
Mark Andries/Us Marine Corps/AFP
Polônia e Hungria
A Polônia retirou cerca de 900 pessoas do Afeganistão. A Hungria terminou sua operação depois que 540 conseguiram voos para sair de Cabul.
França, Suíça, Itália e Espanha
O Ministério de Defesa da França afirmou que mais de 100 franceses e 2.500 afegão chegaram à França vindos de Cabul.
A Itália informou que retirou quase 5.000 afegãos do Afeganistão.
A Suíça precisou contar com a Alemanha e com os EUA para ajudar a retirar 292 pessoas do Afeganistão. Ainda há 15 suíços, mas não há planos para novas operações de retirada.
A Espanha também terminou suas operações. Nesta sexta-feira, dois aviões militares levaram mais de 80 espanhóis de Cabul para Dubai. No voo havia ainda quatro portugueses e 83 afegãos.
No total, a Espanha retirou quase 2.000 afegãos que trabalharam com governos de países ocidentais no Afeganistão.
Suécia e Dinamarca
A Suécia também terminou suas operações em Cabul. No total, levou 1.100 pessoas. Entre elas estão todos os funcionários que trabalhavam na embaixada e seus familiares.
O último voo da Dinamarca saindo de Cabul foi na quarta-feira. O avião levou os últimos diplomatas e militares que ainda estavam no Afeganistão. No total, cerca de 1.000 pessoas vinculadas aos dinamarqueses deixaram o Afeganistão.
Bélgica e Holanda
A Bélgica levou 1.400 pessoas. O último voo foi para Islamabad, a capital do Paquistão, na quarta-feira.
O governo holandês disse que tirou 2.500 afegãos do país. O embaixador da Holanda em Cabul deixou o Afeganistão no último voo, na quinta-feira.
Turquia
Cerca de mil turcos deixaram o Afeganistão. Além deles, a Turquia ajudou a retirar outras 400 pessoas.
Catar e Emirados Árabes
Mais de 40 mil pessoas deixaram o Afeganistão e foram para Doha, no Catar. As operações continuarão pelos próximos dias.
Os Emirados Árabes ajudaram a retirar 36.500 pessoas até o momento. Dessas, 8.500 foram recebidas no país.
Índia
Foram retirados cerca de 565 pessoas do Afeganistão, a maioria deles é de funcionários da embaixada. Também foram retirados afegãos hindus e sikhs.
Austrália e Nova Zelândia
Cerca de 4.100 pessoas foram retiradas —a maioria, 3.200, de afegãos. As operações da Austrália terminaram.
A Nova Zelândia fez três voos de Cabul, o último deles saiu na quinta-feira, antes do ataque.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Estamos contratando presos e não é suficiente’: por que Reino Unido tem milhares de vagas de emprego que não consegue preencher


Reino Unido vive crise de desabastecimento devido à falta de funcionários para preencher vagas em áreas importantes, como no setor de transportes e processamento de carnes. O McDonald’s disse que vai parar de vender milkshakes em algumas unidades do Reino Unido devido a problemas de abastecimento
Getty Images via BBC
Nesta semana, a rede de fast food McDonald’s fez um anúncio categórico no Reino Unido: ficou sem recursos para produzir milkshake em 1.250 unidades em todo o país.
Mas esta notícia é apenas um sintoma de um problema maior: a crise na cadeia de suprimentos do Reino Unido.
Estima-se que só o setor de transportes precise preencher cerca de 100 mil vagas para atender à demanda que existe no país. E foi alertado que se o governo não fizer algo a respeito, pode haver desabastecimento na maioria dos supermercados.
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O que está por trás da falta de trabalhadores nos Estados Unidos
Não se trata apenas do setor de transportes: a Associação Britânica de Produtores Independentes de Carne afirmou nesta semana que pediu ao Ministério da Justiça para ampliar a cota de presos com autorização para serem contratados em tarefas de processamento de carne para atender sua demanda.
Eles argumentam que têm cerca de 14 mil vagas que não conseguem preencher.
“A indústria tem dificuldade em encontrar pessoas para preencher essas vagas. Vários de nossos associados contrataram prisioneiros com permissões especiais, mas não são suficientes”, declarou Tony Goodger, da associação, ao jornal britânico The Guardian.
“E o Ministério nos disse que eles tinham muita demanda, e que já havíamos atingido nossa cota de presos que poderíamos contratar”, acrescenta.
Mas quais são as razões desta crise?
Uma tempestade perfeita causada pelo Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, e a pandemia de Covid-19 pode ser parte da resposta.
Brexit e Covid-19
Para entender o problema, podemos concentrar nossa atenção no setor mais afetado: o de transportes.
No início de agosto, a Road Haulage Association (RHA) emitiu o alerta: 100 mil motoristas de caminhão eram necessários para atender à demanda do mercado.
O Reino Unido acabava de suspender todas restrições impostas pela pandemia, a economia começava a ser reativada, mas no momento de suprir a demanda de pedidos, começaram os problemas.
Há várias razões pelas quais a escassez se tornou tão grave. Em primeiro lugar, a pandemia de Covid-19 tem parte da responsabilidade.
À medida que as viagens se tornaram cada vez mais restritas no ano passado e grande parte da economia estava paralisada, muitos motoristas europeus voltaram para casa.
E as empresas de transporte sinalizaram que muito poucos voltaram.
Além disso, a pandemia também gerou um grande atraso nas provas que os motoristas de veículos pesados ​​fazem para obter a habilitação, tornando impossível ter novos motoristas suficientes ao volante.
As associações de transportadoras enviaram em junho uma carta ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, informando que 25 mil pessoas a menos haviam feito a prova, em comparação com o ano anterior.
Antes da pandemia mudar tudo em março de 2020, o Brexit havia entrado em vigor alguns meses antes — e esse tipo de inconveniente já começava a se apresentar.
De acordo com as mesmas associações de transporte, o Brexit foi uma das razões pelas quais muitos motoristas com cidadania europeia regressaram aos seus países de origem ou decidiram trabalhar em outro lugar.
Quando o Reino Unido fazia parte do mercado comum da União Europeia, os motoristas podiam entrar e sair quando bem entendessem.
Mas a burocracia na fronteira que foi imposta após o Brexit tornou muito difícil para a maioria deles entrar e sair do Reino Unido — e eles preferiram ficar trabalhando em países do bloco europeu.
Conforme foi sinalizado, os motoristas são pagos por quilometragem, e não por hora — portanto, atrasos custam dinheiro a eles.
A motorista Shona Harnett afirma que a questão das horas desanima alguns novos motoristas em potencial.
“Muita gente vai dizer que o dinheiro não é suficiente para o trabalho que é. Nunca tive problemas com dinheiro, mas as horas são o principal para fazer valer a pena”, diz ela à BBC.
Outros setores
E estas mesmas razões também estão causando escassez de trabalhadores em outros setores.
Por exemplo, o Conselho Britânico de Avicultura alertou que um em cada seis empregos, quase 7 mil vagas, ficaram sem ser preenchidos devido ao regresso dos trabalhadores da União Europeia.
E que essa situação pode afetar no Natal a oferta de peru, que é o prato principal da celebração em muitos lares britânicos.
Não só os processadores de carne tiveram que recrutar prisioneiros e ex-presidiários para suprir a demanda deste fim de ano, como o setor de hospitalidade se viu em apuros para conseguir funcionários para seus negócios.
Estamos falando do terceiro maior empregador do setor privado no Reino Unido.
De acordo com o Escritório de Estatísticas Nacionais, até junho havia cerca de 102 mil vagas de emprego no setor, o que representa um aumento de 12,1% em relação a 91 mil no mesmo período de 2019.
Para vários especialistas do setor de restaurantes e hotelaria, a pandemia expôs a precariedade do trabalho de muitos de seus funcionários
Getty Images via BBC
Agora, a análise feita por especialistas é de que o efeito do Brexit e da pandemia de Covid-19 nesta área teve um caráter diferente: as pessoas que deixaram de trabalhar para este setor perceberam que outros empregos pagavam melhor, e não voltaram.
“O Brexit e a pandemia certamente afetaram os negócios. Mas a verdade é que há muitos anos os salários no setor de hotelaria e restaurantes não têm sido os melhores”, diz à BBC Matt Shiells-Jones, gerente de hotel em Manchester.
“Os trabalhadores que deixaram a indústria durante a Covid-19 perceberam que ‘a grama é um pouco mais verde do outro lado’, depois de encontrarem vagas com melhor remuneração e menos horas de trabalho em outros empregos”, acrescenta.
A resposta do governo
As medidas mais urgentes foram tomadas, especialmente no que diz respeito ao setor de transportes, para evitar o desabastecimento.
O governo britânico anunciou uma flexibilização das regras da jornada de trabalho dos motoristas, o que significa que eles poderão aumentar seu limite diário ao volante de nove horas para 11 horas duas vezes por semana.
“Isso permitirá que motoristas de veículos pesados ​​façam viagens um pouco mais longas”, disse um porta-voz do governo, “mas só deve ser usado quando necessário e não deve comprometer a segurança do motorista.”
A extensão temporária da jornada dos motoristas vai até 3 de outubro.
Em relação a setores como de carnes e aves, o governo também anunciou que serão tomadas medidas para ampliar um programa de capacitação nas penitenciárias do país.
O programa permite que os presos treinem em cozinhas das prisões, gerenciadas profissionalmente, por até 35 horas por semana, enquanto buscam qualificações profissionais para ajudá-los a encontrar emprego do lado de fora.
Um porta-voz do Ministério da Justiça disse que apoiaria “todos os setores com escassez de pessoal qualificado sempre que possível”.
“Ajudar os presos a encontrar trabalho durante a pena e após serem soltos torna muito menos provável que sejam reincidentes.”

Fonte: G1 Mundo

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Atentado no aeroporto de Cabul é ataque mais mortal contra os EUA no Afeganistão desde 2011


Imagem de satélite feita na segunda-feira (23) mostra a área do portão da Abadia do aeroporto internacional Hamid Karzai, em Cabul. As explosões ocorreram perto do portão, segundo o Pentágono
Maxar Technologies via AFP
A morte de 13 militares americanos no atentado terrorista no aeroporto internacional de Cabul na quinta-feira (26) é o mais mortal contra os Estados Unidos no Afeganistão desde 2011.
Mais de 80 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas. Os americanos mortos são 12 fuzileiros navais e 1 médico da Marinha.
As explosões ocorreram perto do portão Abadia, onde a segurança é feita pelos EUA, e o ataque foi assumido pelo braço afegão do Estado Islâmico (EI-K), um grupo extremista rival do Talibã.
As informações até o momento são que dois homens-bomba e homens armados atacaram afegãos que se aglomeravam no portão, na tentativa de sair do país, e também soldados americanos que faziam a triagem para os voos de evacuação.
O ataque ocorreu enquanto uma grande operação de retirada liderada pelos EUA para civis estrangeiros e afegãos foi acelerada após a tomada de poder pelo Talibã em meados de agosto.
A guerra de duas décadas no Afeganistão custou 1.909 vidas de militares americanos em combate. Aqui estão algumas das principais perdas:
– Helicópteros -As maiores perdas ocorreram em 6 de agosto de 2011, quando insurgentes abateram um helicóptero Chinook em uma missão noturna na província de Wardak, a sudoeste de Cabul.
Trinta soldados americanos, incluindo 22 fuzileiros das forças especiais dos Navy SEAL, foram mortos, bem como oito afegãos e um cão militar.
Antes disso, o pior número de mortos em um dia também envolvia um helicóptero.
Em 28 de junho de 2005, três fuzileiros navais foram mortos em um tiroteio após serem deixados de avião nas montanhas da província oriental de Kunar.
Um helicóptero que levava reforços e que foi enviado para ajudar um dos fuzileiros ainda vivo no solo e para recuperar os corpos dos outros três foi abatido, matando 16 a bordo.
– Tiroteios -Outras perdas importantes incluem um tiroteio em julho de 2008 entre dezenas de combatentes do Talibã e soldados americanos em Wanat, na província de Nuristão, no qual nove soldados americanos foram mortos.
Quinze meses depois, em outubro de 2009, oito americanos foram mortos em um tiroteio semelhante com centenas de combatentes do Talibã em Kamdesh, também na província de Nuristão.
– Supostos aliados -Ataques de supostos aliados também ceifaram a vida de americanos no Afeganistão.
Em 27 de abril de 2011, oito membros da Força Aérea dos Estados Unidos e um civil americano foram mortos a tiros no aeroporto de Cabul por um piloto afegão.
E no dia 30 de dezembro de 2009, um “agente triplo” (um espião que finge ser um agente duplo para um lado, embora na verdade seja um agente duplo para o outro lado), que os Estados Unidos pensavam estar operando a seu favor, matou sete oficiais e contratados da Agência Central de Inteligência (CIA), bem como duas outras pessoas, em uma instalação da CIA no leste do Afeganistão conhecida como Base Chapman.

Fonte: G1 Mundo

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Passa de 80 o nº de mortos em atentado no aeroporto de Cabul


Agência de notícias Reuters diz que são 85 óbitos, incluindo os 13 soldados americanos. Rede de televisão CNN diz que são mais de 90 e mais de 150 feridos, segundo o ministro da Saúde talibã. Ferido chega a hospital de ambulância após explosão do lado de fora do aeroporto de Cabul, no Afeganistão
Wakil Kohsar/AFP
Mais de 80 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, nos atentados terroristas no aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão, na quinta-feira (26).
A agência de notícias Reuters diz que são 85 mortos, citando duas autoridades do Talibã, e a rede de televisão CNN diz que são mais de 90 vítimas e mais de 150 feridos, segundo o o ministro da Saúde talibã.
As explosões ocorreram perto do portão Abadia, onde a segurança é feita pelos Estados Unidos, e o ataque foi assumido pelo braço afegão do Estado Islâmico (EI-K), um grupo extremista rival do Talibã.

Fonte: G1 Mundo

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Viúvo recria sessão de fotos com filha pequena após a morte de esposa grávida nos EUA


James preparou a homenagem com a única filha do casal, Adalyn, de apenas um ano. No momento do acidente, a mulher Yesenia estava grávida de quase 9 meses da pequena que conseguiu ser salva. Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram
James Alvarez, de 37 anos, recriou com sua filha pequena uma sessão de fotos em homenagem a sua esposa Yesenia, morta no ano passado em um acidente de carro nos Estados Unidos enquanto ainda estava grávida de 35 semanas da pequena Adalyn, que conseguiu ser salva pelos médicos socorristas.
“Essa vem sendo uma jornada difícil, mas eu venho de cabeça erguida”, disse Alvarez em uma rede social. “Eu tento ser o melhor pai para minha filha. Tento fazer minha esposa ter orgulho de mim.”
Ele explicou que a pequena Adalyn usou um vestido rosa, assim como sua mãe fez durante a sessão de fotos tiradas para a maternidade, feitas pouco antes de morrer. Eles também foram para o mesmo local, um parque de Los Angeles, na Califórnia.
Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram
Alvarez publicou as imagens em 11 de agosto, para marcar o primeiro ano de vida da pequena Adalyn – e seu primeiro ano longe da esposa, quem ele conheceu em 2017 e se casou após dois anos de namoro.
“Adalyn, eu tenho certeza de que se sua mamãe estivesse aqui, ela seria a pessoa mais feliz do mundo”, escreveu o pai. “Ela estaria muito animada para comemorar seu aniversário e é por isso que eu quero cumprir com esse desejo.”
Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram
Viúvo recria fotos do casamento após a morte de esposa nos EUA
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Mundo