Categorias
MUNDO

Sydney reforça confinamento com avanço da variante delta do coronavírus na Austrália


País, que controlou bem a Covid-19 com confinamentos curtos e medidas de rastreio, agora vê a pandemia sair de controle com a vacinação ainda lenta. Foto de 26 de junho mostra arredores da Ópera de Sydney, na Austrália, vazios com o confinamento imposto por causa da pandemia
Saeed Khan/AFP
O confinamento em Sydney, a maior cidade da Austrália, foi reforçado nesta sexta-feira (9) porque os novos casos de Covid-19 alcançaram um recorde. As autoridades alertaram que o surto da variante delta do coronavírus está fora de controle.
“Não saiam de suas casas, a menos que seja absolutamente necessário”, disse a primeira-ministra do estado de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, aos cinco milhões de habitantes de Sydney, quando a cidade registra 44 novos casos em 24 horas.
LEIA TAMBÉM:
Como a variante delta avança pelo mundo
Duas doses das vacinas protegem contra a variante delta
Estados reduzem intervalo entre doses da vacina, de olho na delta
As 5 mutações da variante delta que tornam o coronavírus mais transmissível
Variante delta cresce na Europa e na Austrália
Sydney está agora em sua terceira semana de confinamento, mas continua registrando um recorde de novas infecções entre uma população que, em sua imensa maioria, ainda não está vacinada.
Berejiklian pediu aos habitantes de Nova Gales do Sul que cumpram com as normas, alertando que enfrentam a maior ameaça para sua segurança desde que começou a pandemia, devido à desobediência das normas de confinamento.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
Vacinação lenta
Em Sydney, foram registrados 439 novos casos desde meados de junho. Este número é baixo em comparação com a maioria das cidades do mundo, mas a Austrália evitou até agora a transmissão generalizada na comunidade, onde apenas 9% da população está totalmente vacinada.
“Não podemos nos dar o luxo de pensar em viver com este vírus”, alertou Berejiklian, acrescentando que os moradores “têm que mudar o rumo” se quiserem evitar milhares de mortes.
Segundo as novas normas de confinamento, estará proibido praticar exercícios ao ar livre em grupos de mais de duas pessoas e as proibições existentes de viagens não essenciais serão aplicadas de forma mais rigorosa.
“O que precisamos é que todo o mundo siga as normas estabelecidas”, pediu Berejiklian. “Esta cepa, a cepa delta, é mais contagiosa que tudo o que já vimos.”

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Colômbia investiga se presos pela morte do presidente do Haiti são reservistas do Exército do país


6 dos detidos por suspeita de envolvimento no assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, em foto de quinta-feira (8)
Joseph Odelyn/AP Photo
O ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, afirmou que o país investiga informações da Interpol de que os colombianos presos no Haiti, por suspeita de terem participado do assassinato do presidente Jovenel Moise, são reservistas do Exército do país.
“Inicialmente, as informações indicam que são cidadãos colombianos, aposentados do Exército nacional”, afirmou Molano, que ordenou que a Polícia Nacional e o Exército colaborem com a investigação.
Jorge Vargas, diretor-geral da Polícia Nacional colombiana, indicou que 6 suspeitos são ex-militares colombianos — 2 sargentos aposentados e 2 soldados — e 2 deles morreram em confronto.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Como os pandas gigantes escaparam da lista de animais ameaçados de extinção


A mudança de classificação das autoridades chinesas se deu à medida que o número de pandas na natureza atingiu 1,8 mil. Os pandas gigantes não são mais classificados pelas autoridades chinesas como ‘ameaçados de extinção’, mas ainda são considerados ‘vulneráveis’
Getty Images via BBC
Os pandas gigantes não são mais classificados como animais ameaçados de extinção, mas ainda são considerados vulneráveis, anunciaram as autoridades chinesas.
A mudança de classificação se deu à medida que o número de pandas na natureza atingiu 1,8 mil.
Especialistas dizem que o país asiático conseguiu salvar seu animal mais icônico por meio de esforços de conservação de longo prazo, incluindo a expansão de seus habitats.
LEIA TAMBÉM:
Panda gigante dá à luz filhotes gêmeos em zoo no Japão
Após meses confinados por causa da Covid, pandas voltam a se acasalar
A China considera os pandas um tesouro nacional, mas também os empresta (ou aluga) a outros países como ferramentas diplomáticas.
A recente atualização da classificação “reflete a melhoria das condições de vida e os esforços da China em manter seus habitats integrados”, afirmou em entrevista coletiva Cui Shuhong, chefe do Ministério de Ecologia e Meio Ambiente e do Departamento de Conservação da Natureza e Ecologia.
A nova classificação foi anunciada poucos anos depois de a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) ter removido o animal de sua lista de espécies ameaçadas de extinção e classificá-lo como “vulnerável” em 2016.
Na época, no entanto, as autoridades chinesas contestaram a decisão, dizendo que poderia induzir as pessoas a acreditar que os esforços de conservação poderiam ser relaxados.
É a primeira vez, portanto, que o status do animal foi alterado na lista ambiental chinesa de espécies ameaçadas de extinção, que utiliza padrões semelhantes aos da IUCN, com sede na Suíça.
Os esforços chineses para recriar e repovoar florestas de bambu ajudaram a salvar os pandas gigantes da extinção
Getty Images via BBC
Os usuários das redes sociais chinesas ficaram maravilhados com a notícia, dizendo que é “prova” de que os esforços de conservação valem a pena.
“Este é o resultado de anos de trabalho árduo. Parabéns a todos os conservacionistas”, escreveu uma pessoa na plataforma Weibo.
De acordo com especialistas, o sucesso se deve em grande parte aos esforços chineses para recriar e repovoar as florestas de bambu.
O bambu representa cerca de 99% da alimentação dos pandas — sem ele, é provável que morram de fome.
Os zoológicos também têm tentado aumentar o número de pandas por meio de métodos de reprodução em cativeiro.
VÍDEOS: Mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

As três palavras que deram vitória histórica a adolescente em concurso de soletrar


Zaila Avant-garde, 14, se tornou a primeira afro-americana a vencer tradicional competição com final transmitida em horário nobre da TV nos Estados Unidos. A adolescente Zaila Avant-garde, de 14 anos, fez história ao se tornar a primeira afro-americana a vencer o ‘Spelling Bee’, concurso de soletrar palavras nos EUA.
Joe Skipper/Reuters
Uma adolescente com carreira promissora no basquete se tornou a primeira afro-americana a vencer o Scripps National Spelling Bee, um tradicional concurso nacional de soletrar palavras dos Estados Unidos.
Zaila Avant-garde, que tem 14 anos e vive em Nova Orleans, Louisiana, carimbou seu passaporte para a vitória com a palavra “murraya”, um tipo de arbusto tropical também conhecido como jasmim-laranja.
Para chegar à vitória, ela também teve que soletrar “querimonious”, que em tradução livre significa “reclamão”, ou “queixoso”, e “solidungulate”, nome dado aos animais que têm um casco único nas patas, caso do cavalo ou da zebra (nas vacas, diferentemente, o casco é dividido).
A zebra é um ‘solidungulate’, uma das palavras soletradas pela campeã do ‘Spelling Bee’, nos EUA. O nome dado aos animais que têm um casco único nas patas.
Pexels
O concurso existe desde 1925 e tem uma série de etapas muito disputadas, das preliminares e eliminatórias à final. É uma das atrações mais tradicionais dos Estados Unidos e transmitido em horário nobre na televisão.
Apesar de praticar até sete horas por dia, ela descreve o exercício de soletrar palavras como um hobby secundário – o foco principal de Zaila é se tornar uma profissional de basquete.
Ela já detém três recordes mundiais por driblar (ou quicar) várias bolas ao mesmo tempo e apareceu em uma propaganda ao lado da megaestrela da NBA Stephen Curry.
Zaila derrotou 11 finalistas na quinta-feira (08/07) até ganhar o título. Como prêmio pelo primeiro lugar, ela ganhou 50 mil dólares (ou R$ 263 mil) no evento realizado em Orlando, na Flórida.
Na foto, Zaila Avant-garde – de camiseta amarela, no centro – aparece com os outros 11 finalistas do ‘Spelling Bee’, em 8 de julho.
Jim Watson/Pool/AFP
Na rodada final, ela derrotou Chaitra Thummala, de Frisco, Texas, de 12 anos.
Esta foi a primeira vez desde 2008 que pelo menos um dos campeões ou co-campeões do Scripps National Spelling Bee não tem ascendência do sul asiático, informou a agência de notícias Associated Press.
Zaila chegou a hesitar no início da noite sobre a palavra “nepeta”, um gênero botânico, mas conseguiu soletrá-la corretamente.
“Para soletrar, geralmente tento escrever cerca de 13 mil palavras [por dia], e isso geralmente demora sete horas ou mais”, disse a adolescente que estudou em casa, a um jornal de Nova Orleans.
A adolescente Zaila Avant-garde, de 14 anos, fez história ao se tornar a primeira afro-americana a vencer o ‘Spelling Bee’, concurso de soletrar palavras nos EUA.
Jim Watson/Pool/AFP
“Nós não deixamos isso ir muito além, é claro. Eu tenho a escola e basquete para praticar.”
Zaila é a segunda negra a vencer o torneio –Jody-Anne Maxwell, da Jamaica, foi coroada campeã em 1998, aos 12 anos.
Em 2019, oito crianças compartilharam o prêmio principal pela primeira vez na história do concurso de soletrar. O torneio foi cancelado no ano passado por causa da pandemia da Covid-19.
Veja VÍDEOS sobre educação:

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Ainda internado, papa celebrará Ângelus dominical do hospital


Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde foi operado.
Reuters
O papa Francisco rezará o Ângelus dominical do quarto do hospital onde está internado em Roma, informou o Vaticano nesta sexta-feira (9).
O sumo pontífice, que tem 84 anos, recupera-se de uma cirurgia do cólon realizada no domingo (4). Ele tinha uma estenose diverticular grave no cólon, com sinais de uma diverticulite esclerosante.
O porta-voz do papa, Matteo Bruni, afirmou que Francisco está sem febre, caminha pelo corredor do hospital e retomou seu trabalho, alternando-o com momentos de leitura.
VEJA TAMBÉM:
Exames confirmam que o papa tinha uma estenose diverticular; entenda como é a doença
Papa condena ‘toda forma de violência’ após assassinato do presidente do Haiti
Vaticano informa que Papa fez novos exames
Estenose diverticular do cólon
Na terceira idade, é comum que apareçam “saquinhos” na parede dos tubos do intestino — eles surgem principalmente pelo enfraquecimento natural dos tecidos. Essas “bolsas” são os divertículos.
A diverticulite é uma inflamação dessas protuberâncias. As inflamações deixam cicatrizes nos tubos do intestino, e a parede do órgão fica mais grossa —o que dificulta a passagem do material pelo tubo digestivo. Esse estreitamento do órgão é a estenose.
O quadro pode ser tratado com remédios, mas quando há sangramento do intestino, é preciso submeter o paciente a uma operação cirúrgica.
O papa passou por uma colectomia (ou seja, remoção de uma parte do cólon), explicou o Vaticano.
De acordo com a imprensa italiana, os cirurgiões que operaram o papa no domingo fizeram uma laparoscopia. Este procedimento permite trabalhar na região do abdômen, graças a uma pequena incisão.
A presença de uma cicatriz de uma operação anterior na mesma área obrigou os médicos, porém, a mudarem de técnica. Com isso, recorreu-se a uma operação cirúrgica tradicional, mais invasiva e com um período mais longo de recuperação.
Não foi necessário recorrer à colostomia, que consiste em abrir o cólon, artificialmente, para que as fezes sejam evacuadas em uma bolsa. O papa também não teve febre após a intervenção, segundo as mesmas fontes.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Praga de ratos na Austrália: Qual a origem da infestação e como fazendeiros estão lutando contra ela


Roedores estão se reproduzindo em altas taxas e destruindo colheitas em meio a infestação sem precedentes; eliminação dos animais tem trazido diversos dilemas. Austrália vive uma infestação sem precedentes de ratos, que se aproveitam de boas colheitas e temperatura agradável
AFP
A pior infestação de ratos já vista nos últimos anos em áreas rurais do leste da Austrália tem destruído propriedades e colheitas e despertado um debate sobre como lidar com os roedores.
O uso de venenos é limitado por agências reguladoras, e o uso de predadores, como cobras, pode criar problemas adicionais.
“Esta é provavelmente a pior infestação de ratos que eu já vi”, disse à BBC, em maio, o agricultor Norman Moeris, da cidade de Gilgandra, ao contar que seu celeiro de feno havia sido completamente devorado pelos roedores, deixando perdas equivalentes a R$ 210 mil.
Depois de anos de seca, as condições climáticas e as colheitas abundantes na Austrália têm oferecido as condições ideais para a proliferação de ratos, que se reproduzem rapidamente: um único rato é capaz de gerar até 500 filhotes durante uma temporada reprodutiva. Na ausência de predadores em quantidade equivalente, os ratos têm se espalhado de modo impressionante, arrasando tudo o que veem pela frente.
O jornalista Steve Evans, do jornal Canberra Times, lembra à BBC as dificuldades enfrentadas por um amigo seu, em outro episódio de praga de roedores.
“Eles (ratos) tomaram conta da casa do meu amigo em Dubbo, (Estado de) Nova Gales do Sul. Eles estavam por toda a parte, centenas deles, entrando por baixo das portas, correndo de modo barulhento, deixando um cheiro horrível, inclusive quando morriam dentro de cavidades inalcançáveis”, conta.
Ele lançou armadilhas de papel com cola, onde os ratos ficavam grudados; depois eram afogados em um balde de água.
Na infestação atual, conta Evans, armadilhas comerciais de ratos estão em falta, levando os australianos a improvisar. Um método caseiro usado por alguns é atrair os ratos com manteiga de amendoim até enormes baldes cheios de água, com as beiradas internas untadas com óleo, de onde não conseguem sair.
Outros debatem entre espantar os ratos ou eliminá-los de vez.
“Gesso em pó é capaz de matar ratos, mas prefiro ver onde eles vão morrer, para conseguir me livrar de suas carcaças”, conta Sue Hodge, faxineira na cidade de Canowindra, a três horas de Canberra.
Por isso, Hodge prefere usar armadilhas, embora elas não sejam infalíveis – alguns roedores, que ela chama de “camundongos de pé leve”, conseguem comer a isca toda e conseguem escapar.
Alguns fazendeiros transformaram enormes contêineres em armadilhas: o truque é atrair os ratos, às centenas, por um lado do contêiner com uma isca e construir um tanque de água na outra ponta, onde os ratos morrem afogados.
No entanto, essas estratégias são trabalhosas e não dão conta da imensidão da praga. Dessa forma, alguns fazendeiros defendem o uso de veneno em escala industrial. Em resposta, o governo de Nova Gales do Sul alocou o equivalente a US$ 37 milhões em empréstimo para um químico chamado bromadiolona, descrito como “napalm contra ratos”.
O problema é que essa substância envenena tudo ao seu redor e destrói o ecossistema.
Os ratos morrem nas 24 horas seguintes a serem expostos ao químico, mas a substância permanece ativa por meses e vai para toda a cadeia alimentícia, à medida que predadores comem animais envenenados. Isso fez com que a Agência de Pesticidas e Medicina Veterinária da Austrália vetasse o uso do bromadiolona em outros lugares.
Outras respostas têm surgido.
Gavin Smith, da Universidade Nacional da Austrália, afirma que cobras, como predadores naturais dos ratos, seriam um bom antídoto. Há, inclusive, relatos de que as cobras australianas estão bem mais gordinhas neste ano, por conta da abundância de ratos. Mas nem elas têm dado conta do problema.
Para o agrônomo Martin Murray, vai chegar um momento em que aumentará o equilíbrio entre o número de predadores e a quantidade de ratos, diminuindo a infestação. Até lá, porém, o agricultor Norman Moerris diz que a situação dos fazendeiros australianos tem se tornado bastante difícil.
“Você trabalha duro durante toda sua vida, tentando manter tudo andando, alimentando todo mundo e cuidando da terra, e eles (ratos) estão destruindo tudo”, disse à BBC em maio.
Um fato curioso é que os próprios métodos agrícolas modernos favorecem a proliferação dos ratos. Maquinários atuais são tão precisos na plantação de sementes que restos de colheitas passadas sequer precisam ser limpados – e esse excedente virou alimento perfeito para os roedores.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Nova York sofre com inundações com aproximação da tempestade Elsa


Várias estações de metrô ficaram inundadas e grandes vias tiveram de ser bloqueadas. Tempestade Elsa ameaça provocar novas inundações nesta sexta. Pessoa atravessa área alagada pelas chuvas perto da estação de metrô 157th St. em Nova York, nos Estados Unidos, em 8 de julho de 2021
Stephen Smith/Reuters
Várias estações de metrô ficaram inundadas em Nova York e grandes vias tiveram de ser bloqueadas na véspera da chegada da tempestade Elsa, que ameaça provocar novas inundações nesta sexta-feira (9).
Entre 50 e 100 milímetros de água caíram durante uma série de tempestades sobre Nova York e região na tarde de quinta-feira (8), segundo o serviço meteorológico dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês).
Passageiros do metrô publicaram vídeos nas redes sociais de estações inundadas. Em um deles, pessoas estavam com água até a cintura tentando chegar às plataformas.
Sarah Feinberg, chefe interina do MTA (autoridade de transporte público de Nova York), admitiu em entrevista coletiva na noite de quinta que as linhas 1 e A registraram “muitas inundações nas estações”.
Algumas importantes vias — principalmente no Bronx — foram temporariamente fechadas, o que causou problemas de tráfego no horário de saída do trabalho.
O NWS alertou para possíveis novas inundações até a manhã desta sexta, com a chegada prevista da tempestade Elsa, que deve impulsionar fortes chuvas.
A tormenta já passou pelo Caribe e pela Flórida, onde não causou maiores danos.
Inundação em rua de Nova York, nos Estados Unidos, em 8 de julho de 2021
Reprodução Instagram via Reuters
Pessoas caminham por rua inundada em Yonkers, Nova York, nos Estados Unidos
Tri-State Weather via Reuters
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Mais de 40 morrem em incêndio em fábrica em Bangladesh


30 pessoas ficaram feridas e dezenas estão desaparecidas após fogo consumir prédio onde havia produção de alimentos e bebidas. Chamas ainda não foram apagadas 24 horas depois. Chamas consomem fábrica Hashem Foods Ltd. em 9 de julho de 2021 em Bangladesh. Prédio fica em Rupganj, no distrito de Narayanganj, nos arredores de Dhaka.
Mohammad Ponir Hossain/Reuters
Ao menos 43 pessoas morreram, 30 ficaram feridas e dezenas estão desaparecidas em um incêndio em uma fábrica em Bangladesh, segundo boletim policial divulgado nesta sexta-feira (9).
As chamas atingiram uma fábrica de alimentos e bebidas da Hashem Foods Ltd. em Rupganj, perto da capital Daca, na tarde de quinta-feira (8).
Entre as dezenas de feridos estão trabalhadores que pularam elaas janelas para escapar do fogo, que continua ativo 24 horas depois.
Bombeiro tenta extinguir incêndio dentro do prédio de fábrica em Rupganj, nos arredores de Daca, capital de Bangladesh, em 9 de julho de 2021
Mohammad Ponir Hossain/Reuters
Equipes de resgate carregam corpos de vítimas do incêndio em uma fábrica em Rupganj, nos arredores de Daca, em Bangladesh, em 9 de julho de 2021
Mohammad Ponir Hossain/Reutes
Incêndios são frequentes em fábricas em Bangladesh devido ao descumprimento das normas de segurança.
Em fevereiro de 2019, ao menos 70 pessoas morreram em um grande incêndio em um prédio residencial na capital Daca, onde produtos químicos haviam sido armazenados ilegalmente (veja no vídeo abaixo).
Em abril de 2013, a oficina de confecção Rana Plaza desabou e 1.138 trabalhadores morreram.
Incêndio em Daca, na capital de Bangladesh, deixa dezenas de mortos
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Crise no Mercosul: entenda o que está em jogo durante a presidência temporária brasileira


Brasil e Uruguai têm um plano para mudar algumas regras do Mercosul, mas a Argentina não concorda. Se as discordâncias se intensificarem, o bloco pode retroceder a uma zona de livre comércio. Montagem mostra os presidentes Alberto Fernández e Jair Bolsonaro
Gabriel Bouys e Ueslei Marcelino/Reuters
O Brasil recebeu, nesta quinta-feira (8) a presidência temporária do Mercosul da Argentina, que estava exercendo o cargo.
O bloco vive um momento de incertezas: o Uruguai anunciou que vai começar a negociar acordos comerciais sozinho, sem os outros países do Mercosul (Argentina, Brasil e Paraguai).
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, abriu a reunião desta terça-feira e, em seu discurso, fez indiretas ao Uruguai : “Acreditamos que o caminho é cumprir o Tratado de Assunção , negociarmos juntos com países ou blocos terceiros e respeitar a figura do consenso”. Ele ainda citou o Papa Francisco, ao dizer que “ninguém se salva sozinho”.
Há dois desentendimentos a serem resolvidos:
O que acontecerá com a tarifa externa comum (TEC)?
Os países do bloco poderão negociar sozinhos com terceiros?
Além de os dois principais países do grupo, Brasil e Argentina, terem sérias discordâncias a serem resolvidas, os presidentes Jair Bolsonaro e Alberto Fernández têm uma relação afastada marcada por uma antipatia mútua.
Como começaram os desentendimentos?
No fim de março, houve uma reunião entre os presidentes dos quatro países que compõem o bloco para comemorar os 30 anos da criação do Mercosul. Dois líderes, Alberto Fernández, da Argentina, e Luis Lacalle Pou, do Uruguai, se desentenderam nessa ocasião.
Lacalle Pou pediu uma flexibilização da Tarifa Externa Comum (TEC). O argentino rejeitou na hora e disse que se o Mercosul é um peso para algum país, “que saiam do barco e tomem outro”.
(Veja abaixo uma reportagem da época sobre as trocas verbais entre os dois presidentes.)
Reunião do Mercosul acaba em discussão entre presidentes da Argentina e do Uruguai
O que é a Tarifa Externa Comum?
Os países que formam o Mercosul aceitaram adotar as mesmas alíquotas de tarifas de importação de produtos de outros países que não fazem parte do bloco.
É isso que faz com que o bloco seja uma união aduaneira.
No entanto, há diversos produtos que são exceções —por exemplo, as alíquotas que o Brasil aplica a bens de informática são diferentes das argentinas.
A TEC foi adotada no Mercosul em 1995. Para produtos industriais, a média é de cerca de 14%, mas há alguns produtos sobre os quais incide uma alíquota de até 35%.
Qual é a discordância?
O Brasil quer um corte de 20% em todas as alíquotas. Isso aconteceria em duas etapas —10% imediatamente, outros 10% em alguns meses.
A Argentina não quer mudar a tarifa de todos os produtos, mas de cerca de 40% deles (há mais de 10 mil classificações de itens sobre os quais há tarifa).
Em sua fala durante a passagem da presidência temporária, Fernández falou sobre isso. Ele disse que a revisão de tarifas deve “contemplar setores sensíveis”.
Para ele, o bloco deveria tornar as matérias-primas importadas mais baratas, mas é preciso proteger, com alíquotas, os produtos finais. Ele chamou isso de “um sentido produtivista” para a revisão de tarifas.
Negociação com terceiros
Hoje, os quatro países do Mercosul só podem negociar acordos de livre comércio com terceiros em bloco.
Esse é o outro ponto que o Uruguai pretende mudar e enfrenta resistência da Argentina: o país quer que cada um dos membros tenha liberdade para implementar um tratado com terceiros sem o aval do Mercosul e já anunciou que fará isso.
Por que o Uruguai e o Brasil querem mudar o Mercosul?
O Uruguai é um país menor, que depende mais de bens importados, diz o professor da USP Amâncio Jorge Silva Nunes de Oliveira. “A pergunta que o Uruguai faz tem todo sentido: por que tenho que seguir o modelo do Mercosul se tenho outra realidade do ponto de vista econômico?”.
Na teoria, afirma o professor, o Brasil, a maior economia do bloco, teria a capacidade de fazer investimentos que justificariam, para o Uruguai, se manter no Mercosul. Isso, no entanto, nunca se efetivou.
No Brasil, os pedidos para mudar a TEC e abrir a possibilidade de negociações estão ligados à desindustrialização do país, afirma Oswaldo Dehon, professor do Ibmec Belo Horizonte: o interesse por ter produtos baratos é maior do que o projeto de um parque industrial robusto.
“[As propostas de reformas] têm a ver com uma agenda voltada a vender nossos produtos primários”, afirma.
Por que a Argentina é contra?
O Uruguai entende que ganharia capacidade para exportar mais se puder ser mais independente, afirma Hussein Kalout, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).
“Obviamente que isso não interessa à Argentina, que perde competitividade com esse processo”, diz ele.
O setor industrial, afirma, faz parte da base de apoio do presidente Alberto Fernández, que foi rápido em rechaçar a proposta uruguaia.
“O setor industrial quer alguma forma de protecionismo para compensar sua capacidade”, explica.
Sinalização política no Brasil
O Brasil, na verdade, seguiu o pedido do Uruguai para baixar a TEC e possibilitar a negociação com terceiros.
Para Amâncio, o professor da USP, “os negociadores do governo brasileiro querem sinalizar que a paciência estratégica com a Argentina acabou. A interpretação que faço é que é uma forma de negociar, ao sinalizar que o Brasil vai tomar uma decisão e, se o outro lado não acompanhar, paciência.”
A abertura comercial, afirma Amâncio, é uma promessa de campanha.
Para Kalout, do Cebri, o Brasil “precisa definir o que quer: desde o inicio o governo deixou claro que tinha meta a abertura comercial, mas até agora não tem abertura comercial de nada, a abertura comercial do governo Bolsonaro é uma fábula”.
O que aconteceu desde então?
No fim de abril, houve uma reunião para discutir os dois pedidos do Uruguai (a redução das tarifas comuns e a possibilidade de liberar os países para fazerem acordos com terceiros).
Nesse encontro, o Brasil propôs cortar 20% das alíquotas da TEC. Uruguai e Paraguai concordaram com a sugestão.
A Argentina não quer diminuir a tarifa de todos os produtos —os argentinos sugeriram zerar as alíquotas dos bens que fazem parte de cadeias produtivas (são cerca de 2.000 produtos).
Agora, essa é a decisão que está na mesa.
E as negociações com terceiros?
O Uruguai anunciou que vai começar a negociar com terceiros.
Há uma segunda proposta: os países seguem a negociar em conjunto e, se houver um acordo, cada um poderá diminuir suas tarifas no seu próprio cronograma (ou seja, em algum momento, todos os quatro vão convergir para as mesmas condições, mas cada um a seu tempo).
Grosso modo, a trajetória dos blocos econômicos passa pelas seguintes fases:
Área de livre comércio e circulação;
União aduaneira;
Mercado comum;
União monetária e econômica
O Mercosul tem uma união aduaneira, que é definida justamente por ter uma TEC e uma política externa comum. Por isso, se o bloco rachar e cada país passar a definir suas próprias alíquotas de taxas externas, o Mercosul vai regredir ao estágio de área de livre comércio.
“Sem a TEC, deixaríamos de ser união aduaneira. E união aduaneira facilita os negócios. Nos anos 1990 que se dizia que havia problemas de desembaraço, seguros foram facilitados”, diz Oswaldo Dehon, professor do Ibmec Belo Horizonte.
De acordo com os especialistas ouvidos pelo G1, a tendência é que esse retrocesso no bloco não aconteça.
“É evidente que nunca houve um nível de desalinhamento político tão extremo”, diz Amâncio, da USP. No entanto, ele afirma, é muito difícil colocar em prática a retórica contra o Mercosul porque existe muita interdependência comercial entre os países.
“O Mercosul foi constituído de acordo com uma realidade comercial do fim dos anos 1980, mas a economia e a tecnologia mudaram, o meio ambiente passou a ter um papel preponderante. O bloco precisa acompanhar essas evoluções”, afirma Kalout. Para ele, há várias maneiras de modernizar regras —”a única que não deveria ser empregada é a do confronto, que contraria o espírito do bloco”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Homem invade casa, assalta a geladeira e usa a máquina de lavar enquanto moradores dormem no andar de cima; veja vídeo


Crime foi registrado no estado de Washington, EUA. Suspeito chegou a escapar mas foi detido pela polícia. Homem invade casa, assalta a geladeira e usa a máquina de lavar enquanto donos dormem
Um assaltante cometeu um crime inusitado em Washington, nos Estados Unidos, informaram as autoridades locais nesta quinta-feira (8). O homem, registrado pelas câmeras de segurança, invadiu uma casa em Covington, a 60 km de Seattle, enquanto todos dormiam no andar de cima.
Ele entrou por uma janela que estava aberta por conta do forte onda de calor que atingiu a região durante a semana passada. O suspeito então resolveu usar o banheiro, a lavanderia e assaltou a geladeira – tudo sem ninguém perceber, durante a madrugada (veja no vídeo acima).
LEIA TAMBÉM: Homem rouba bilhete de loteria e volta para roubar cofre nos EUA
Os donos do imóvel só notaram a invasão quando ele entrou no quarto do casal. Amy Padgett, moradora, contou a rede americana NBC que levou um susto ao vê-lo parado na porta do quarto. Quando percebeu que os donos acordaram, ele tentou ir embora.
Amy Padgett, moradora da casa invadida pelo assaltante de geladeira nos EUA
NBC/Reprodução
“Ele chegou a perguntar se poderia voltar para pegar seus sapatos”, disse Padgett. “Nessa hora meu marido disse que não: ‘você realmente tem que sair da nossa casa'”.
Ela conta que enquanto dormiam ele usou a cozinha e comeu parte da comida da família. Waffles, que ainda estavam na torradeira, e até mesmo um pacote de refeição congelada.
“A gente tem um lavabo, que estava um nojo”, afirmou a moradora. “Ainda com calças e um par de chinelos jogados no chão.”
Lavabo da família Padgett
NBC/Reprodução
O suspeito chegou a escapar mas foi detido perambulando pela área por agentes da polícia local. Segundo os policiais, ele levou dinheiro e a chave do carro, mas tudo foi recuperado.

Fonte: G1 Mundo