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Bill Gates e Melinda French oficializam o divórcio


Bill e Melinda haviam anunciado a separação em 3 de maio, após 27 anos de casamento. Eles prometeram continuar trabalho filantrópico juntos. Foto de arquivo de Bill Gates e Melinda
REUTERS/Rick Wilking
O divórcio entre Bill Gates e Melinda French foi finalizado nesta segunda-feira (2). A informação foi publicada pela “Business Insider”, citando documento oficiais, e depois confirmada pela agência Reuters
O casal pediu o divórcio em 3 de maio, após 27 anos de casamento, mas prometeu continuar seu trabalho de filantropia juntos.
A Fundação Bill & Melinda Gates, sediada em Seattle, tornou-se uma das forças mais poderosas e influentes na saúde pública global, com gastos superiores a 50 bilhões de dólares nas últimas duas décadas para promover uma abordagem empresarial para combater a pobreza e as doenças.
Os Gates apoiaram programas amplamente elogiados de erradicação da malária e da poliomielite, nutrição infantil e vacinas. A fundação no ano passado comprometeu cerca de 1,75 bilhão de dólares para o alívio da Covid-19.

Fonte: G1 Mundo

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Americana bate recorde com a maior boca do mundo; veja vídeo


Samantha Ramsdell, de 31 anos, viralizou nas redes pelo tamanho de sua boca – os juízes do Guinness World Records mediram, e seus 6,52 cm de abertura lhe garantiram um lugar livro dos recordes. VÍDEO: Americana bate recorde com a maior boca do mundo
Uma moradora de Connecticut, nos Estados Unidos, foi reconhecida na semana passada como a mulher com a maior boca do mundo, segundo o livro dos recordes.
Samantha Ramsdell, de 31 anos, viralizou nas redes sociais pelo tamanho de sua boca – são 6,52 cm, de acordo com a medição oficial do Guinness World Records.
Ramsdell, quem mantém um perfil bastante ativo no TikTok, disse que a ideia de se inscrever para o livro dos recordes partiu dos seus próprios seguidores.
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Samantha Ramsdell é a atual detentora do recorde de maior boca do mundo seguindo o Guinness
Reprodução/Guinness World Records
A americana disse em entrevista aos organizadores do livro dos recordes que saber que ela havia batido este recorde a fez encarar de outra maneira uma característica que a deixava insegura.
“Ter 31 anos e poder conseguir um recorde por algo que me deixava tão insegura, que eu tentava esconder, é ótimo, porque agora isso é uma das melhores coisas que eu tenho”, disse Ramsdell.
Samantha Ramsdell detém o recorde de maior boca do mundo pelo livro dos recordes
Reprodução/Guinness World Records
Durante a infância e adolescência, ela contou ter sofrido diversos episódios de bullying por parte de outras crianças que a chamavam de “bocão de peixe” entre outros apelidos maldosos.
“Se eu puder dar um conselho a quem tem alguma característica única e quer tentar o recorde, faça! Faça com orgulho. Esse é seu superpoder, o que te torna especial e diferente do resto”, afirmou.
Samantha Ramsdell recebe a placa que confirma o recorde de maior boca do mundo
Reprodução/Guinness World Records
Em seu perfil nas redes sociais, onde Ramsdell faz piadas e desafios que envolvem o tamanho da sua própria boca, ela já reuniu mais de 1,7 milhões de seguidores.
A mais nova detentora do recorde chegou a interagir com vídeos de Isaac Johnson, quem recebeu o mesmo reconhecimento por ser o homem com a maior boca do mundo.

Fonte: G1 Mundo

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Alemão de 100 anos, que trabalhou em campo de concentração, será julgado por crimes nazistas


Procuradores da Alemanha apresentaram, ainda em fevereiro deste ano, acusação contra homem apontado como ex-guarda do campo de Sachsenhausen, próximo a Berlim. Antigo campo de concentração de Sachsenhausen, na Alemanha, em foto de arquivo
MandyM/CC BY SA 3.0
Um alemão de 100 anos, que trabalhou como guarda em um campo de concentração, responderá como cúmplice de mais de 3,5 mil assassinatos feitos por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, informaram nesta segunda-feira (2) diversos jornais da Alemanha.
O acusado, que não teve sua identidade divulgada, mora atualmente em Brandenburgo, no nordeste da Alemanha, e poderá comparecer à corte a partir de outubro para sessões de no máximo 2h30, segundo reportagem do jornal “Tagesspiegel”.
Alemanha quer retirar de suas leis últimos vestígios do nazismo
Os macabros brinquedos da Alemanha nazista
Procuradores alemães apresentaram, no início de fevereiro, uma acusação contra o homem suspeito de contribuir intencionalmente com parte das mortes do campo de Sachsenhausen, a 46km de Berlim – ele teria trabalhado lá entre 1942 e 1945, segundo reportagem da emissora pública de televisão NDR.
O centenário estaria estaria particularmente envolvido na “execução de prisioneiros de guerra soviéticos em 1942” e na morte de vários prisioneiros pelo uso do “gás tóxico Zyklon B”, segundo informa a agência de notícias France Presse citando fontes judiciais.
Mapa indica a localização do Campo de Sachsenhausen, próximo a Berlim
G1 Mundo
Mais de 75 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o julgamento de criminosos e apoiadores do regime nazista é a última oportunidade de se fazer justiça pelas mortes de milhões de pessoas durante o Holocausto.
Em janeiro, procuradores acusaram Irmgard F., secretária de 95 anos do campo de Stutthof, de ser cúmplice de 10 mil assassinatos. Sua capacidade para comparecer a um tribunal ainda está sendo avaliada, e não há uma data marcada para o julgamento.
Em julho de 2020, o tribunal de Hamburgo condenou a dois anos de prisão Bruno Dey, um ex-guarda de um campo de concentração, de 93 anos, por cumplicidade em mais de 5,2 mil casos de assassinatos ou tentativa em Stutthof.
O campo de Sachsenhausen, montado perto de Berlim em 1936, ficou conhecido por conta dos primeiros experimentos feitos em câmaras de gás, um ensaio para os assassinatos de milhões em Auschwitz.

Fonte: G1 Mundo

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Incêndios florestais deixam oito mortos na Turquia; UE envia reforços para combater as chamas


Ao menos 8 pessoas morreram por conta do fogo que atinge o país há seis dias, segundo autoridades turcas. O presidente Recep Tayyip Erdogan vem sendo pressionado pela sua gestão da crise. Incêndios florestais deixam mortos na Turquia; UE envia reforços para combater o fogo
Incêndios florestais de grandes proporções vêm atingindo a costa sul da Turquia há seis dias, deixando ao menos oito mortos, segundo as autoridades locais. Nesta segunda-feira (2), a União Europeia (UE) enviou três aviões para auxiliar no combate às chamas.
Veja VÍDEO de pessoas fugindo do fogo
Na Grécia, moradores foram retirados de casa por causa de incêndios.
Ao menos sete dos 130 incêndios registrados durante a última semana ainda estão ativos, segundo informe da Direção de Florestas, autoridade ligada ao governo turco. Mais de 1,1 mil pessoas tiveram que ser retiradas de suas casas no fim de semana.
O presidente Recep Tayyip Erdogan vem sendo pressionado pela forma com que seu governo tem encarando a gestão desta crise. A Turquia não possui aviões de combate a incêndios, um problema para o país que tem um terço de seu território coberto por florestas.
Incêndios florestais atingem a costa sul da Turquia, em foto de 30 de julho de 2021
Kaan Soyturk/Reuters
Incêndios começaram em bosques
Os incêndios começaram na quarta-feira (28), em dois bosques na província de Antalya (sul), e, com o vento forte, se espalharam rapidamente para zonas habitadas.
A Turquia já recebeu a ajuda de aviões da Rússia, da Ucrânia e do Azerbaijão para tentar controlar o fogo.
Diante do avanço das chamas, as autoridades retiraram pessoas de 18 municípios e distritos. Erdogan prometeu abrir uma investigação para descobrir a origem do fogo.
Focos de incêndio queimam vegetação atrás do hotel em Icmeler, perto da cidade turística de Marmaris, na Turquia
Hakan Gurcan/via REUTERS
Incêndios na Grécia
Na vizinha Grécia, dois grandes incêndios devastam a ilha de Rodes e o noroeste da península do Peloponeso. Temperaturas acima de 40ºC são esperadas durante o dia.
A onda de calor que atinge o território grego torna ainda mais difícil o trabalho das autoridades nesta região, onde a vegetação está seca e o termômetro se aproxima dos 45°.
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirma que esta é a pior onda de calor que seu país enfrenta em mais de três décadas.

Fonte: G1 Mundo

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ONGs resgataram mais de 700 migrantes neste fim de semana no Mediterrâneo


Houve uma ‘janela de boas condições meteorológicas’ para navegar no Mar Mediterrâneo nos últimos dias, o que empurrou muitos barcos para o mar. Imigrantes resgatados no mar no norte da Líbia, em 2 de agosto de 2021
Darrin Zammit Lupi/Reuters
Mais de 700 pessoas foram resgatadas durante o fim de semana no Mediterrâneo central, principalmente próximos aos litorais de Malta e da Líbia. Neste verão do hemisfério norte, o número de mortes durante as tentativas de travessia está batendo recordes nesta região.
Desde sábado (31), foram realizados seis resgates em águas internacionais, o último deles, na tarde de domingo (1º), chegou a resgatar 106 pessoas em um único barco sobrecarregado ao largo de Malta, anunciou a ONG europeia SOS Mediterrâneo. A embarcação em perigo foi localizada pelo navio da ONG alemã Sea-Watch.
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Veja abaixo um vídeo de 2020 sobre imigrantes que pularam no mar para tentar chegar à Europa.
Imigrantes pulam no mar para chegar até a Europa
A operação ocorreu poucas horas depois de o barco Ocean Viking, assim como as embarcações da Sea-Watch e da ONG alemã ResQship, terem socorrido na noite de sábado para domingo mais de 400 pessoas em perigo no Mediterrâneo central. A operação de resgate, explica Sophie Beau, diretora da associação SOS Mediterrâneo, foi “muito crítica porque havia um barco em perigo com 400 pessoas a bordo que ameaçava afundar”.
Os resgatados foram distribuídos entre o Sea-Watch3 e o Ocean Viking para receberem cuidados médicos.
Desde sábado, o Ocean Viking já soma seis operações de salvamento. O navio, que já havia acolhido 196 pessoas em diversos resgates ao largo da Líbia no sábado, tem agora mais que o dobro de pessoas a bordo com as duas operações no domingo. “No total, temos 555 pessoas resgatadas pelas equipes a bordo, seguras, mas em um estado de cansaço muito, muito grande, até mesmo de exaustão.”
Há pessoas de 22 nacionalidades, vindas de Bangladesh, de países da África Ocidental e Central. O grupo reúne pelo menos 28 mulheres, sendo duas grávidas, 81 menores, 66 deles desacompanhados. Ainda não há uma decisão sobre em qual “porto seguro” eles poderão desembarcar.
Oportunidade climática
“Houve de fato uma janela de boas condições meteorológicas ao longo destes dois dias, o que obviamente empurrou muitos barcos para o mar”, continua a diretora da associação SOS Mediterrâneo. “Também há preocupações de que outros barcos tenham sido interceptados pela guarda costeira da Líbia e levados de volta para o litoral do país. Infelizmente, não há navios suficientes presentes para conduzir operações de resgate militar neste momento.”
Apesar da forte insegurança, a Líbia continua a ser um importante ponto de passagem para dezenas de milhares de migrantes todos os anos que procuram chegar à Europa por meio da costa italiana, a cerca de 300 quilômetros da costa da Líbia.
A porta-voz na França do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Céline Schmitt, pediu no início de julho para que a Europa disponha “urgentemente” de um mecanismo de distribuição automático, previsível e solidário para os migrantes resgatados, a fim de oferecer-lhes as garantias de uma melhor recepção e não deixar apenas os países ao litoral do Mediterrâneo na linha da frente.
“Se olharmos para o Mediterrâneo central [a rota migratória marítima mais mortal do mundo, que liga a Líbia à Itália e Malta em particular], no ano passado, menos de 50 mil pessoas chegaram”, ​​ela destaca. “Esse é um volume totalmente possível de administrar por parte da população europeia, face ao número de desenraizados no mundo, que atingiu 82 milhões de pessoas”, frisou a porta-voz.
Mais de 34 mil resgatados
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), as partidas, interceptações e chegadas de migrantes no Mediterrâneo central estão aumentando este ano. Pelo menos 1.113 pessoas morreram no Mediterrâneo durante a primeira metade de 2021 enquanto tentavam chegar à Europa.
A ONG SOS Mediterrâneo afirma ter resgatado mais de 34 mil pessoas desde fevereiro de 2016, primeiro com a embarcação Aquarius, e depois com o Ocean Viking.
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Fonte: G1 Mundo

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Governos estaduais e empresas dos Estados Unidos adotam políticas para aumentar a vacinação no país

Estados obrigaram funcionários de transportes públicos a tomar vacina. Grandes empregadores, como o Facebook e o Walmart, também adotaram políticas para aumentar a vacinação entre seus empregados. Taxa de vacinação nos EUA varia entre estados
Os trabalhadores de transportes da região metropolitana dos estados de Nova York e de Nova Jersey serão obrigados a tomar vacina contra a Covid-19 ou então serem testados todas as semanas a partir do mês de setembro, disse o governo Andrew Cuomo nesta segunda-feira (3).
Cuomo também afirmou que ele está pedindo aos empresários para que as companhias passem a exigir que os funcionários sejam vacinados.
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Em alguns casos, como escolas e asilos de idosos, há possibilidade de obrigar os profissionais a se vacinarem, se os números não melhorarem.
Tanto o governo dos Estados Unidos como o de estados do país têm adotado políticas para incentivar as pessoas que se recusam a tomar vacina a mudar de ideia.
O presidente Joe Biden decidiu que os funcionários do governo dos EUA precisarão se vacinar ou então mostrar testes de Covid-19 duas vezes por semana no trabalho.
Grandes empregadores, como a Companhia Walt Disney, Facebook, Google e Walmart adotaram políticas para obrigar os funcionários a tomar vacinas.
Entenda o que está acontecendo nos EUA
As infecções estão aumentando em todo o país. A grande maioria dos novos casos e mortes ocorre entre os não-vacinados. Em alguns estados, menos da metade da população recebeu a primeira dose.
Há oferta de imunizantes: qualquer pessoa com mais de 12 anos pode receber uma das vacinas autorizadas.
Os EUA ainda não atingiram a meta estabelecida pelo presidente Biden de vacinar 70% dos maiores de 18 anos com pelo menos uma dose — atualmente, cerca de 68% dos adultos receberam a primeira dose.
Há pesquisas que sugerem que a resistência à vacinação segue divisões políticas, com quase 30% dos republicanos dizendo que não serão vacinados, em comparação com apenas 4% dos democratas.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Esporte é para todas as pessoas’: a polêmica em torno da primeira atleta transgênero a competir nas Olimpíadas


Para especialista, faltam estudos que demonstrem se mulheres trans têm algum tipo de vantagem sobre suas concorrentes por terem tido um desenvolvimento corporal como homens no passado. Laurel Hubbard foi a primeira atleta trans a competir nas Olimpíadas
Reuters/Edgard Garrido
A atleta neozelandesa Laurel Hubbard entrou para a história nesta segunda-feira (2) nos Jogos de Tóquio, ao se tornar a primeira esportista transgênero mulher a participar de uma disputa olímpica, mas não conseguiu se classificar para a final da categoria +87kg ao falhar nas três tentativas.
Sorridente e emocionada, Hubbard iniciou a disputa com uma barra de 120 kg e, depois, uma segunda e terceira de 125 kg. Como não conseguiu completar nenhuma das tentativas, ficou fora da disputa por medalhas.
A atleta de 43 anos que competiu na categoria masculina antes de fazer a transição após completar 30 anos, provocou um debate por sua convocação, depois de cumprir os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Após sua saída do torneio, Hubbard deixou uma breve mensagem à imprensa, que começou com um agradecimento ao povo e governo japonês por sediarem os jogos nessas circunstâncias extraordinárias e às organizações que permitiram sua participação.
“É claro que não estou totalmente alheia à controvérsia em torno da minha participação”, afirmou.
“Por isso, gostaria de agradecer especialmente ao COI por ratificar seu compromisso com os princípios do olimpismo e estabelecer que o esporte é algo para todas as pessoas, que é inclusivo e acessível”, acrecentou.
“Gostaria de agradecer a Federação Internacional do Levantamento de Pesos. Eles me apoiaram extraordinariamente e acredito que comprovaram que o levantamento de peso é uma atividade aberta a todas as pessoas do mundo. Obrigada”, disse Hubbard, antes de se retirar para o vestiário sem responder mais perguntas.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) celebrou sua participação nos Jogos como mulher trans.
“Laurel Hubbard é uma mulher e compete sob as regras de sua federação. Devemos homenagear sua coragem e perseverança”, disse à imprensa o diretor médico do COI, Richard Budgett, em Tóquio.
Os apoiadores de Hubbard afirmam que sua classificação para os Jogos representa uma vitória para a inclusão e para o direito das pessoas transgênero.
Outras pessoas alegaram que teria uma vantagem injusta sobre as rivais, por suas capacidades físicas herdadas de décadas atrás, quando competia como homem.
Pela primeira vez na história, uma atleta transgênero vai participar das Olimpíadas
O debate sobre o tema é intenso e, em alguns momentos, acalorado, especialmente na internet. Isso levou o Comitê Olímpico da Nova Zelândia a adotar medidas para proteger Hubbard.
Ao mesmo tempo em que celebrou o aspecto inclusivo da participação da atleta, o COI reconheceu, no entanto, que a presença de Hubbard levantava algumas questões legítimas sobre se Hubbard tem, no jargão usado pelo organismo para estes temas, uma “vantagem competitiva desproporcional”.
Para o médico Richard Budgett, não é tão simples comparar homens e mulheres. Além disso, as mulheres transexuais podem vivenciar uma diminuição do desempenho, à medida que passam pelo processo de transição. O mais importante, para ele, é produzir mais pesquisa sobre o assunto.
“Considero que não houve mulheres abertamente transexuais no mais alto nível até agora e acho que o risco para o esporte feminino foi, provavelmente, superestimado”, acrescentou.
O COI reconhece que o novo marco, que fornece pautas simples para as federações internacionais em vez de regras rígidas, não é a última palavra sobre este assunto, que continuará sendo debatido por muito tempo.
“É preciso haver uma maneira justa de obter o que precisamos e, seja qual for esse equilíbrio, é provável que alguns o critiquem. Não será a solução definitiva”, afirmou o porta-voz do COI, Christian Klaue.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio: o que é o protesto com braços cruzados em X da americana Raven Saunders


Medalhista de prata desafiou proibição durante premiações para chamar atenção para oprimidos e saúde mental. Raven Saunders, dos Estados Unidos, protesta em pódio dos Jogos de Tóquio
Hannah Mckay/Reuters
A americana Raven Saunders protagonizou a primeira manifestação no pódio da Olimpíada de Tóquio, após ganhar a medalha de prata no arremesso de peso feminino.
Enquanto os medalhistas posavam para fotos, Saunders ergueu os braços e os cruzou em forma de X. Ela disse que o ato representava “o cruzamento em que todas as pessoas oprimidas se encontram”.
A jovem de 25 anos, que é negra e lésbica e tem falado abertamente sobre sua luta contra a depressão, disse que queria “ser eu e não se desculpar”.
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Depois de competir, Saunders disse que pretendia chamar atenção para todas as “pessoas que estão lutando e não têm plataforma para falar por si mesmas”.
“Faço parte de muitas comunidades”, acrescentou Saunders, que comemorou depois de seu lance final de arremesso de peso.
A chinesa Gong Lijiao ganhou o ouro, e a neozelandesa Valerie Adams, o bronze (sua quarta medalha consecutiva na Olimpíada).
O Comitê Olímpico Internacional (COI) relaxou a proibição de protestos antes dos Jogos de Tóquio, permitindo que os atletas “expressassem suas opiniões” durante coletivas de imprensa — mas as manifestações políticas ainda estão proibidas no durante as premiações.
A entidade disse estar “avaliando” o gesto, disse um porta-voz. Não está claro qual reprimenda Saunders pode enfrentar, já que o COI não informou sobre possíveis penalidades.
Saunders é grande defensora da saúde mental dos negros e diz que espera ‘inspirar e motivar’
Reuters
“Realmente acho que minha geração realmente não se importa”, disse Saunders.
“No fim das contas, realmente não nos importamos. Grito para todos os meus negros. Grito para toda a minha comunidade LGBTQ. Grito para todo o meu povo que lida com saúde mental. No fim das contas, entendemos que isso é maior do que nós e maior do que os poderes constituídos. Entendemos que há tantas pessoas que estão olhando para nós, que estão procurando para ver se dizemos algo ou se falamos por eles.”
A saúde mental dos atletas tem sido o foco da Olimpíada deste ano, depois que a superestrela da ginástica dos Estados Unidos, Simone Biles, desistiu de várias competições para priorizar seu bem-estar.
Saunders, que fez sua estreia olímpica no Rio de Janeiro em 2016, descreveu como considerou tirar a própria vida em 2018 enquanto enfrentava problemas de saúde mental.
Sua identidade foi consumida pelo arremesso de peso, disse, e ela se sentiu incapaz de escapar das pressões associadas ao esporte. Saunders buscou, então, ajuda de um ex-terapeuta e afirmou ter sido capaz de estabelecer uma relação mais equilibrada com o esporte, rumo ao sucesso.
“É normal ser forte”, disse ela sobre a situação. “E não há problema em não ser forte 100% do tempo. Não há problema em precisar das pessoas.”
Antes de seu gesto no pódio, Saunders já havia chamado a atenção dos fãs por seu cabelo verde e roxo. Ela também atraiu olhares por suas máscaras inspiradas nos personagens Hulk, da Marvel Comics, e Coringa, da franquia Batman.
Ela vê Hulk como seu alter ego — e um reflexo de como ela aprendeu a compartimentar, liberando poder de uma forma controlada.
O jornal americano Washington Post observou que, após seu evento, ela “foi em direção à zona mista, perguntando onde poderia encontrar champanhe e cantando ‘Celebration'”.
Saunders descreveu como ela cresceu assistindo às campeãs de tênis negras Venus e Serena Williams, “jovens negras com miçangas no cabelo, sem remorso”, e o que essa visibilidade significava para ela.
Ela agora espera inspirar outras pessoas por meio de suas próprias realizações — e sua honestidade.
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Fonte: G1 Mundo

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Excelência esportiva em Belarus está atrelada à obediência ao regime de Lukashenk


Caso de velocista que criticou autoridades e foi impedida de participar de competição em Tóquio é recorrente no país comandado por ditador bielorrusso. Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas
Forçada a abandonar os Jogos Olímpicos e retornar a Belarus, a velocista Krystsina Tsimanouskaya recorreu ao Comitê Olímpico Internacional e recusou-se a embarcar, por medo de ser presa em seu país. Esta atitude não surpreende. Pavor semelhante foi demonstrado há dois meses pelo jornalista Roman Protasevich, ao se dar conta, em pleno voo para a Lituânia, de um desvio de rota forçado para Minsk, onde foi retirado do avião e preso.
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A atleta, de 24 anos, fez críticas às autoridades esportivas, por incluí-la, sem o seu consentimento, numa lista para competir no revezamento 4×400. Foi tachada de desequilibrada e sem condições emocionais pelo Comitê Olímpico de Belarus e obrigada a retornar ao país, impedida de participar da competição dos 200 metros.
Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
Com 108 atletas em 20 categorias, a equipe de Belarus é chefiada por Viktor Lukashenko, que foi proibido de participar dos Jogos de Tóquio por não ser reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Ele é um dos filhos de Alexander Lukashenko, no poder desde 1994.
Também conhecido como o último ditador da Europa, Lukashenko enfrentou uma onda de protestos ao assumir o sexto mandato, no ano passado, após eleições consideradas fraudulentas. Perseguiu e dizimou opositores. Os mais proeminentes estão presos ou no exílio, como sua principal adversária no pleito, Svetlana Tikhanovskaya.
Veja abaixo um vídeo sobre os protestos de 2020.
Duzentas mil pessoas saem às ruas da capital de Belarus em protestos contra governo
Neste contexto, é natural que a excelência esportiva do país seja atrelada à obediência ao regime. Fundada em agosto passado pela nadadora Aliaksandra Herasimenia, a Belarusian Sport Solidarity Foundation (BSSF) apóia os atletas dissidentes. Duas vezes vice-campeã olímpica nos Jogos de Londres, em 2012 e medalha de bronze nos do Rio de Janeiro, ela está exilada na Lituânia, processada e perseguida pelo regime.
No ano passado, 800 atletas bielorrussos assinaram uma carta condenando a violência contra os manifestantes que rechaçaram nas ruas a vitória de Lukashenko. Foram punidos com diversas modalidades de represálias, conforme a entidade detalha em sua página.
Considerada a melhor pivô do mundo em 2010, a jogadora de basquete Yelena Leuchanka ficou presa durante 15 dias por participar dos protestos pacíficos, assim como o jogador de futebol Anton Saroka, uma semana encarcerado.
Medalha de prata no atletismo europeu, Svetlana Kudelich foi descartada da seleção nacional e demitida de seu cargo no Ministério de Situações de Emergências. Um dos membros da União Livre de Atletas de Belarus, Andrey Kravchenko, que conquistou em 2008 medalha de prata no atletismo, também perdeu o emprego na KGB.
Destinos semelhantes tiveram os treinadores Aliaksandr Rummo, de hóquei no gelo, e Natalya Petrakova, de handebol feminino, ambos descartados de suas equipes.
A velocista Krystsina Tsimanouskaya é, portanto, um caso recorrente. Neste domingo, ela foi obrigada a abrir mão da competição em Tóquio e da carreira olímpica. “Estou mais preocupada com a minha segurança”, revelou. Amparada pelo COI, pela Comissão de Direitos Humanos da ONU e pela BSSF, ela recebeu um visto humanitário da Polônia. Deixou para trás a família.
Sua trajetória lembra a dos atletas desertores da União Soviética e da Europa Oriental durante a Guerra Fria. Após a queda da URSS, as fugas ainda acontecem, por perseguições ou motivados por novas oportunidades. Nos Jogos de Londres, em 2012, por exemplo, sete membros da delegação de Camarões, três do Sudão e um da Etiópia desapareceram da vila olímpica.
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Fonte: G1 Mundo

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Na China, milhões de pessoas voltam ao confinamento por surto de variante delta


O país relatou 55 novos casos de coronavírus transmitidos localmente, nesta segunda-feira, quando um surto da variante delta, de rápida disseminação, atinge mais de 20 cidades em diferentes províncias. Governo da China anuncia novo surto de covid no país
Milhões de pessoas voltaram ao confinamento na China a partir desta segunda-feira (2), quando o país tenta conter seu maior surto de coronavírus em meses, agravado pela disseminação da variante delta no país. A aplicação em massa de testes e restrições a viagens se somam às medidas para conter o retorno da pandemia de Covid.
O país relatou 55 novos casos de coronavírus transmitidos localmente, nesta segunda-feira, quando um surto da variante delta, de rápida disseminação, atinge mais de 20 cidades em diferentes províncias. Os governos locais nas principais cidades, incluindo Pequim, já testaram milhões de residentes, enquanto isolam complexos residenciais e colocam casos de contato em quarentena.
Profissional de saúde coleta material para teste de Covid-19 na cidade de Zhengzhou, na China, em 2 de agosto de 2021
Cnsphoto Via Reuters
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A cidade Zhuzhou, no centro da província de Hunan, ordenou o confinamento de mais de 1,2 milhão de moradores em suas casas pelos próximos três dias, enquanto uma campanha de vacinação e de testes é realizada em toda a cidade, de acordo com um comunicado oficial. “A situação ainda é sombria e complicada”, afirmou o governo de Zhuzhou.
A situação se instala no país quando Pequim já comemorava o sucesso em ter reduzido os casos domésticos de Covid-19 a praticamente zero desde que o coronavírus surgiu pela primeira vez em Wuhan, no final de 2019. O controle da pandemia já permitia uma forte recuperação econômica.
Mas a calmaria durou pouco. O mais recente surto, ligado a um foco em Nanjing, onde nove funcionários do serviço de limpeza de um aeroporto internacional testaram positivo em 20 de julho, ameaça essa tranquilidade, com mais de 360 ​​casos domésticos registrados nas últimas duas semanas.
Foco em destino turístico
No destino turístico de Zhangjiajie, perto de Zhuzhou, 1,5 milhão de moradores foram confinados na última sexta-feira (30) após um surto entre espectadores de um teatro. Muitos dos contaminados não eram da cidade e podem ter levado o vírus a outras regiões do país.
As autoridades estão procurando com urgência pessoas que estiveram recentemente a Nanjing ou Zhangjiajie e pedem aos turistas que não viajem para áreas onde novos casos foram identificados.
Enquanto isso, Pequim bloqueou a entrada de turistas na capital durante a alta temporada das férias de verão. Somente “viajantes essenciais”, com testes negativos, terão permissão para acessar a cidade, isso após a descoberta de alguns casos entre os residentes que retornaram de Zhangjiajie.
No domingo (1º), autoridades pediram aos moradores “que não saiam de Pequim a menos que seja essencial”. O distrito de Changping, na capital, confinou 41 mil pessoas em nove comunidades na semana passada.
Novos casos também foram relatados nesta segunda-feira no popular destino turístico de Hainan, assim como na província de Henan, recentemente devastada por enchentes.
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Fonte: G1 Mundo