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Panda gigante dá à luz 2 filhotes em zoológico na França; veja fotos


Veterinário cuida de filhote gêmeo de panda após a mãe, a fêmea Huan Huan (que significa ‘Feliz’ em chinês), dar à luz no Zoológico de Beauval, em Saint-Aignan-sur-Cher, em 1º de agosto de 2021 na França
Guillaume Souvant/AFP
Huan Huan, uma panda fêmea emprestada por um zoológico chinês ao ZooParc de Beauval, na França, deu à luz dois gêmeos saudáveis na madrugada desta segunda-feira (2).
Os bebês são parte da família de pandas do zoológico, que inclui o pai Yuan Zi e seu irmão, Yuan Meng, que nasceu em 4 de agosto de 2017.
“Os dois bebês são rosas. Ambos estão em perfeita saúde”, disse o presidente do ZooParc de Beauval, Rodolphe Delord. “Eles parecem bem grandes. Eles são lindos”.
A panda gigante Huan Huan, que significa ‘Feliz’ em chinês, segura com a boca seus filhotes gêmeos que acabaram de nascer no Zoológico de Beauval, em Saint-Aignan-sur-Cher, na França
Guillaume Souvant/AFP
A panda gigante Huan Huan, que significa ‘Feliz’ em chinês, recebe de uma cuidadora um dos seus filhotes que acabaram de nascer no Zoológico de Beauval em Saint-Aignan-sur-Cher, em 2 de agosto de 2021 na França
Guillaume Souvant/AFP
“Os 10 primeiros dias são o período sensível”, disse Baptiste Mulot, diretor do departamento veterinário do zoológico. “Huan Huan se comporta melhor. Tem os gestos de uma boa mãe. É um nascimento muito lindo”.
Eles nasceram logo após a 1h (horário local, ou 20h do domino em Brasília).
Seundo Mulot, os bebês a princípio são duas fêmeas, mas o sexo só poderá ser determinado com segurança dentro de alguns dias.
Uma cuidadora chinesa do Centro de Pesquisa Panda Gigante de Chengdu assistiu ao parto e conseguiu resgatar um dos bebês para colocá-lo em uma incubadora.
O primeiro bebê pesava 149 gramas, número “muito tranquilizador” para uma cria panda.
“Quanto maiores, menos frágeis. Estão na parte superior porque ao nascer devem pesar entre 100 e 150 gramas”, explicou o veterinário.
O segundo bebê, que ficou um pouco mais de tempo com a mãe, pesa 128 gramas.
No final de março, os dois pandas gigantes, Huan Huan e Yuan Zi, uma das principais atrações do zoológico, copularam. Por precaução, também foi feita uma inseminação artificial, já que a panda fêmea só é fértil entre 24 e 48 horas por ano.
Graças a esta técnica, Huan Huan teve seu primeiro filho. Agora com quatro anos, o primeiro panda nascido na França pesa mais de 100 quilos. Seu gêmeo não sobreviveu.
Os recém-nascidos receberão nomes em um prazo de 100 dias, uma tarefa que ficou a cargo da primeira-dama chinesa, segundo o zoológico.

Fonte: G1 Mundo

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Anthony Wong, cantor de Hong Kong, é preso acusado de ‘conduta corrupta’ por cantar em ato pró-democracia


Ativista teria cantado duas músicas em uma manifestação há três anos. Segundo o jornal The Guardian, Wong foi liberado após pagamento de fiança. Anthony Wong, cantor de Hong Kong, é preso acusado de ‘conduta corrupta’ por cantar em ato pró-democracia
Reprodução/Instagram
Anthony Wong, cantor e ativista de Hong Kong, foi preso nesta segunda-feira (2) acusado de “conduta corrupta”. Segundo o jornal The Guardian, ele é acusado de violar as leis por cantar em uma manifestação pró-democracia há três anos.
A prisão do artista é a mais recente ação oficial contra aqueles que se posicionam por uma maior democracia em território chines. O governo tem usado a lei de segurança nacional de 2020 para ampliar o controle sobre a cidade, que foi até 1997 uma colônia britânica.
A comissão independente de Hong Kong contra a corrupção afirmou em comunicado que Wong cantou duas músicas em uma manifestação de 2018 e incentivou os participantes a votarem no candidato pró-democracia Au Nok-hin em uma eleição.
O orgão de fiscalização disse ainda que fornecer bebidas e entretenimento aos eleitores em um evento eleitoral é “uma conduta corrupta e uma ofensa grave” contra o decreto eleitoral.
Segundo o The Guardian, alguns veículos locais informaram que o artista foi liberado após pagamento de fiança.
Repressão chinesa
Há três teve início uma uma onda de manifestações em Hong Kong que reivindicavam mais liberdade política e menos intervenção chinesa.
Como resposta, o governo chinês aprovou em 2020 uma lei de segurança nacional que tem sido usada para reprimir opositores ao regime comunista. Sem aval do parlamento de Hong Kong, ela foi incorporada à “Lei Fundamental” da cidade.
A lei, que visa reprimir o “separatismo”, o “terrorismo”, a “subversão” e o “conluio com forças externas e estrangeiras”, criminalizou grande parte da oposição e deu às autoridades amplos poderes de investigação.
A China afirma que a lei de segurança nacional é necessária para devolver estabilidade a Hong Kong. Críticos dizem que a repressão acabou com a promessa de que a cidade permaneceria com certas liberdades e autonomia após a sua devolução.
Em junho, o governo concedeu a um comitê de censura o poder de proibir qualquer filme que seja considerado uma ofensa à segurança nacional – um novo golpe para a liberdade política e cultural no território.
China aprova reforma drástica no sistema eleitoral de Hong Kong

Fonte: G1 Mundo

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Atleta da Belarus retirada dos Jogos está em segurança no Japão, informa Comitê Olímpico Internacional


Kryscina Tsimanouskaya fez críticas aos técnicos de atletismo em uma rede social. Segundo ela, dois dirigentes da equipe foram ao seu quarto e disseram que tinham ordens superiores para levá-la ao aeroporto. Ela procurou policiais de Tóquio para dizer que se recusava a embarcar e permaneceu no Japão. Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
A atleta Krystsina Tsimanouskaya, da Belarus, está em segurança no Japão, informou o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta segunda-feira (2), um dia após ela denunciar que foi forçada a abandonar os Jogos Olímpicos e retornar ao seu país por ter feito críticas aos seus técnicos e dirigentes.
VÍDEO: Atleta de Belarus é mandada de volta para casa após criticar treinadores
O diretor de Comunicações do COI, Mark Adams, afirmou que Tsimanouskaya passou a noite em um hotel no aeroporto de Tóquio. O comitê olímpico planeja se encontrar com ela nesta segunda-feira para descobrir quais são suas intenções, disse ele.
Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
O dirigente, no entanto, não confirmou as especulações sobre a possibilidade da atleta ter pedido asilo político na União Europeia.
Funcionários do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estão trabalhando no caso, segundo Adams.
Asilo na Polônia
A Fundação Bielorrussa de Solidariedade Esportiva, uma entidade que apoia atletas que fazem oposição ao governo do país, disse que Tsimanouskaya tem planos para pedir asilo na Alemanha ou na Áustria.
No entanto, uma reportagem da Sky News afirmou que ela foi à embaixada da Polônia em Tóquio, e que tanto os poloneses como os tchecos ofereceram asilo.
A Polônia confirmou que concedeu um visto humanitário para a atleta, anunciou o vice-ministro polonês dos Assuntos Exteriores, Marcin Przydacz.
Tsimanuskaya “já está em contato direto com diplomatas poloneses em Tóquio. Recebeu um visto humanitário. A Polônia fará o que for necessário para ajudá-la a continuar sua carreira esportiva”, escreveu Przydacz em uma rede social.
Mais cedo, o marido da atleta, Arseny Zdanevich, havia dito que Tsimanuskaya “provavelmente” viajará para a Polônia.
Governo do Japão
O governo japonês afirmou que “continuará a cooperar estreitamente com as organizações envolvidas e tomará as medidas cabíveis” e que vai tratar o caso “de acordo com a lei”, disse o porta-voz do governo japonês, Katsunobu Kato, nesta segunda-feira.
Os ministros das Relações Exteriores e da Justiça do Japão, bem como a polícia local, não quiseram comentar, nem o ACNUR.
Entenda o caso
No domingo, Tsimanouskaya denunciou que foi forçada a deixar os Jogos Olímpicos por seu técnico, Yuri Moiseyevitch, e que, mais tarde, funcionários do Comitê Olímpico de Belarus a acompanharam ao aeroporto para que ela voltasse ao seu país.
Poucos dias antes, a atleta havia criticado a Federação de Atletismo de seu país por obrigá-la a participar do revezamento 4×400 metros, quando inicialmente tinha que correr as provas de 100 e 200 metros. Segundo Tsimanouskaya, duas corredoras bielorrussos não passaram pelos testes antidoping e não puderam competir.
Tsimanouskaya disse que estava com medo de ser presa se voltasse para a Belarus e pediu a intervenção do COI.
Situação política na Belarus
O incidente ocorre em um momento em que o regime do líder de Belarus, Alexander Lukashenko, reprime opositores, jornalistas e militantes para tentar impedir protestos de rua.
Lukashenko está no poder desde 1994 e é considerado por grande parte dos países europeus um ditador. Em 2020, houve eleições muito questionadas, e ele foi reeleito para um quinto mandato. Após a divulgação dos resultados, houve grandes protestos na Belarus.
O Comitê Olímpico Bielorrusso é dirigido por Viktor Lukashenko, filho do presidente. Viktor afirmou em nota que a atleta teve que suspender sua participação nos Jogos “por decisão dos médicos, devido ao seu estado emocional e psicológico”. Uma declaração classificada como “mentira” pela atleta no aeroporto da capital japonesa, informa a agência de notícias AFP.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Quais são as regras para a entrada de brasileiros na Europa?


O turista brasileiro virou ‘persona non grata’ em vários países devido à alta incidência do coronavírus e à circulação de variantes no Brasil. Mas algumas nações europeias já reabriram suas fronteiras. Novo modelo do passaporte brasileiro, que passou a ser emitido pela Polícia Federal em 2016 e tem prazo de validade de 10 anos
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O turista brasileiro teve sua entrada vetada em grande parte dos países do mundo devido à alta incidência do coronavírus, à vacinação lenta contra a Covid-19 e à circulação de novas variantes no Brasil.
Mas a boa notícia é que alguns países da Europa já reabriram suas fronteiras para turistas brasileiros que estão ou não totalmente vacinados, mesmo que eles não possuam passaporte europeu, visto ou autorização de residência de algum país da União Europeia (UE) ou do Espaço Schengen.
França, Finlândia e Suíça são algumas das nações que aceitam a entrada de turistas brasileiros totalmente vacinados. Já a Irlanda permite a entrada de qualquer viajante brasileiro – totalmente vacinado ou não.
Outros – como Alemanha, Espanha, Reino Unido, Portugal, Itália e Holanda – aceitam atualmente somente a entrada de pessoas que se encaixam em certas exceções, como cidadãos do país ou de outro membro da União Europeia.
Ainda que um turista brasileiro totalmente vacinado consiga desembarcar em alguma das nações que reabriram suas fronteiras, como França e Suíça, não é garantido que ele conseguirá transitar por outros países da União Europeia ou do Espaço Schengen.
Isso porque cada nação tem suas regras específicas para quem esteve nos últimos dias em um país de alto risco, como o Brasil. Se for o caso, o viajante brasileiro deverá ainda observar as regras da nação europeia onde realizará escala para chegar ao seu destino final.
Veja abaixo os requisitos de entrada em dez países europeus selecionados pela DW Brasil: Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Portugal, Reino Unido e Suíça.
O texto será atualizado frequentemente com as últimas mudanças implementadas para os turistas brasileiros.
Alemanha
Castelo de Neuschwanstein, Alemanha
Globo News / Silvana Reis
O governo da Alemanha decidiu por uma proibição da entrada no país de viajantes vindos do Brasil e de outros países com forte presença de variantes mais transmissíveis do novo coronavírus.
A medida, porém, prevê exceções para cidadãos alemães e seus cônjuges, companheiros (residentes na mesma casa) e filhos menores; e pessoas que tenham residência e direito de permanência na Alemanha bem como seus cônjuges, companheiros (residentes na mesma casa) e filhos menores.
O site da Embaixada da Alemanha no Brasil informa que, para comprovar residência na Alemanha, é necessário apresentar um certificado de registro de residência, o chamado “Meldebescheinigung”. Um visto emitido não basta.
Também estão entre as exceções:
Passageiros que farão conexão em um aeroporto da Alemanha e que tenham como destino países de dentro e de fora do Espaço Schengen com voo nas 24 horas seguintes e se permanecerem na área de trânsito;
Profissionais do setor de transporte e demais funcionários dos transportes; profissionais de saúde;
Pessoas que viajam para a Alemanha por razões humanitárias e urgentes comprovadas através de visto ou de declaração consular; membros de missões diplomáticas estrangeiras ou de representação consular; e outros.
Os viajantes que permaneceram no Brasil nos últimos dez dias devem se registrar no site www.einreiseanmeldung.de antes de chegar à Alemanha. Em casos excepcionais, os viajantes devem preencher uma notificação de substituição em papel.
Os passageiros a partir de seis anos de idade devem apresentar um comprovante de teste negativo do tipo PCR realizado até 72 horas antes da data de entrada planejada. Se for o teste rápido de antígeno, ele pode ser realizado até 24 horas antes da data de entrada planejada. O comprovante do resultado do teste deve existir em papel ou formato eletrônico em idioma alemão, inglês, francês ou espanhol.
Quem tiver a Alemanha como destino final deve se isolar por 14 dias. A Embaixada da Alemanha no Brasil informa ainda que a proibição geral de entrada continua valendo também para pessoas já vacinadas contra a Covid-19, mesmo para aquelas vacinadas com imunizantes aprovados na União Europeia.
“Também não há possibilidade de isenção da obrigação de teste na entrada e nenhuma possibilidade de isenção da obrigação de quarentena para pessoas que foram vacinadas e recuperadas no Brasil”, informa a embaixada.
Mais informações sobre as regras de entrada na Alemanha podem ser encontrados no site da Embaixada da Alemanha no Brasil.
Espanha
Pessoas desembarcam no aeroporto de Barcelona, ​​na Espanha, em 7 de junho de 2021
Emilio Morenatti/AP
Os voos diretos do Brasil para a Espanha só podem transportar passageiros que sejam cidadãos espanhóis e andorranos, bem como residentes em ambos os países ou passageiros em trânsito internacional para uma nação que não pertence ao Espaço Schengen com conexão inferior a 24 horas, sem sair da zona de trânsito internacional do aeroporto espanhol.
A partir de 3 de agosto, porém, a Espanha vai liberar a entrada de brasileiros totalmente vacinados que sejam membros da família de cidadãos espanhóis (cônjuges, filhos e pais em situação de dependência que vão se reunir com um cidadão espanhol na Espanha) e portadores de vistos de longa duração, inclusive estudantes. Familiares de residentes estrangeiros de fora da União Europeia ainda não podem entrar na Espanha.
O país europeu estabeleceu uma quarentena obrigatória de dez dias para todos os passageiros procedentes de países considerados de alto risco, como o Brasil, que desembarcam na Espanha. Além disso, eles terão que apresentar um teste negativo de PCR. As viagens de turistas brasileiros ainda não estão permitidas, mesmo que o passageiro esteja totalmente vacinado.
A partir de 3 de agosto, passageiros que têm autorização de residência ou visto de longa duração em outro país do Espaço Schengen poderão fazer escala na Espanha para seguirem para o seu destino final. Brasileiros poderão ainda fazer escala na Espanha para seguir para países que permitem a entrada de brasileiros totalmente vacinados, como a Suíça e França.
Todas as vacinas aplicadas atualmente no Brasil são aceitas para a entrada na Espanha: Biontech-Pfizer, AstraZeneca, Janssen (Johnson&Johnson) e Coronavac. A última dose – e a dose única da Janssen – deverá ter sido tomada com no mínimo 14 dias de antecedência à entrada no país europeu.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Espanha podem ser encontradosno site da Embaixada da Espanha no Brasil.
Finlândia
O país nórdico reabriu suas fronteiras em 26 de julho para turistas com vacinação completa, inclusive do Brasil. Já cidadãos brasileiros não vacinados podem entrar no país somente se configurarem algum dos casos de exceção.
Além de turistas com vacinação completa, é permitida a entrada no país europeu de: cidadãos finlandeses e familiares do núcleo familiar (cônjuges, filhos menores, pais de filhos menores); cidadãos da União Europeia com residência na Finlândia e familiares do núcleo familiar; cidadãos de países terceiros com autorização de residência na Finlândia; estrangeiro de qualquer nacionalidade que esteja em um relacionamento com um cidadão finlandês ou estrangeiro residente na Finlândia; e estrangeiros com outras razões essenciais, incluído laços familiares.
As autoridades finlandesas reconhecem as seguintes vacinas: Pfizer-Biontech, Moderna, AstraZeneca, Janssen (Johnson&Johnson), Sinopharm, Covishield e Sinovac/Coronavac. A imunização é considerada completa somente após 14 dias da segunda dose da vacina ou da dose única da Janssen. Os turistas totalmente vacinados não precisam realizar quarentena no país europeu.
Todos os passageiros de países de alto risco que chegam à Finlândia (inclusive os vacinados) serão direcionados após o desembarque a um ponto de atendimento para a realização de um exame de saúde obrigatório.
Todos os passageiros acima de 16 anos devem apresentar um dos seguintes documentos no aeroporto de Helsinque: comprovante de vacinação completa; comprovante da primeira dose; teste negativo PCR ou antígeno realizado nas 72 horas que antecedem a entrada na Finlândia; ou laudo com diagnóstico de covid-19 nos últimos seis meses. Os documentos listados que estiverem redigidos em português devem ser traduzidos para o inglês com tradutor juramentado.
Caso o passageiro que se configurar em um dos casos de exceção e não possuir nenhum dos documentos listados acima, as autoridades no aeroporto irão solicitar que o passageiro realize dois testes PCR na Finlândia (serviço gratuito). O primeiro teste será realizado ao chegar no aeroporto de Helsinque, e o segundo teste entre três e cinco dias após a chegada no país europeu.
Uma vez que não existem voos diretos entre Brasil e Finlândia, os passageiros deverão observar as restrições do país onde farão escala.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Finlândia podem ser encontrados em português e inglês no site da Embaixada da Finlândia no Brasil.
França
A França liberou a entrada de brasileiros com imunizantes reconhecidos pela Agência Europeia de Medicamentos (atualmente, Biontech-Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen/Johnson&Johnson) e que já tenham o esquema vacinal completo: para vacinas da Janssen, de dose única, o esquema vacinal será considerado completo apenas 28 dias após a administração do imunizante; para as outras vacinas, o período mínimo exigido é de sete dias após a segunda dose. Os viajantes vacinados não deverão cumprir quarentena ao desembarcar na França.
Além do comprovante de vacinação, os passageiros provenientes do Brasil devem apresentar uma declaração na qual garantem não apresentar nenhum sintoma de infecção pela covid-19 e não terem tido contato com pessoas que testaram positivo para covid-19.
Já aqueles passageiros que não foram vacinados – ou que foram imunizados com uma vacina que não seja reconhecida pela Agência Europeia de Medicamentos – deverão apresentar às autoridades um documento que comprove o motivo da viagem, bem como um teste PCR ou de antígeno com resultado negativo e realizado 48 horas antes do embarque. Os viajantes não vacinados deverão ainda fazer uma quarentena após desembarcar no território continental francês. A medida durará dez dias e será acompanhada de restrições horárias para a saída do local de isolamento (exceto em caso de trânsito em zona internacional).
Mais informações sobre as regras de entrada na França podem ser encontradas no site da Embaixada da França no Brasil.
Holanda
Somente cidadãos de nacionalidade holandesa, cidadãos estrangeiros que possuam permissão de residência válida; nacionais de um país da União Europeia ou do Espaço Schengen e equipes médicas, marítimas e tripulantes de companhias aéreas podem entrar na Holanda.
O país europeu incluiu o Brasil na lista de nações e áreas consideradas de risco muito alto devido a variantes do coronavírus, e os passageiros (de 12 anos ou mais) que desembarcam na Holanda devem apresentar um teste negativo de covid-19. Eles têm duas opções:
* Um teste negativo que pode ser: rápido de antígeno ou PCR realizado 24 horas antes do embarque;
* Um teste negativo PCR realizado até 72 horas antes da chegada na Holanda e, ainda, um teste de antígeno rápido conduzido até 24 horas antes do embarque para a Holanda.
Os passageiros deverão ainda ter consigo a “declaração de quarentena” preenchida e assinada; e fazer uma quarentena de dez dias na Holanda. O viajante que apresentar um teste negativo de coronavírus no quinto dia de isolamento não precisará cumprir os outros cinco dias de quarentena. Todos os passageiros devem, ainda, preencher a declaração de saúde para entrar no país.
O site do governo da Holanda apresenta ainda categorias que não entram nas restrições de viagem da União Europeia, como membros da família viajando com nacionais de países da União Europeia ou do Espaço Schengen. Mais informações em inglês podem ser encontradas aqui.
Em relação a conexões em Amsterdã, o passageiro que estiver viajando para um país que não pertence à União Europeia deve provar que tem um voo de conexão para a nação que não faz parte do Espaço Schengen; o voo de conexão deve partir dentro de 48 horas após a chegada do viajante a Amsterdã; e o viajante não deve deixar a zona de trânsito internacional do aeroporto enquanto aguarda o voo de conexão.
Se estiver viajando para um país da União Europeia ou Espaço Schengen através da Holanda, o viajante deve mostrar que tem permissão para entrar no destino final em questão. O governo holandês frisa ainda que, quem estiver viajando para outro país com conexão na Holanda precisa mostrar o resultado negativo do teste de covid-19.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Holanda podem ser encontrados em inglês no site do governo da Holanda.
Irlanda
O país reabriu suas fronteiras para turistas brasileiros. Os passageiros que estão totalmente vacinados contra a covid-19 devem apresentar um resultado negativo de teste PCR realizado menos de 72 horas antes da chegada ao país e fazer quarentena. O viajante ficará livre do isolamento se apresentar um teste PCR negativo realizado no quinto dia de isolamento.
A Irlanda aceita as vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos: Pfizer-Biontech, Moderna, AstraZeneca e Janssen (Johnson&Johnson). A imunização é considerada completa após os seguintes prazos: 15 dias após a segunda dose da AstraZeneca; sete dias após a segunda dose da Pfizer-Biontech; e 14 dias após a segunda dose da Moderna ou da dose única da Janssen.
O passageiro que não foi totalmente vacinado deve apresentar um teste PCR negativo realizado menos de 72 horas antes da chegada ao país. Além disso, deverá reservar e pagar para fazer 14 dias de quarentena em um dos hotéis autorizados pelo governo irlandês. Se o viajante apresentar um teste PCR negativo no décimo dia de isolamento, a quarentena pode ser encerrada.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Irlanda podem ser encontrados em inglês no site do governo da Irlanda.
Itália
A Itália proibiu a entrada e o trânsito de pessoas que tenham permanecido ou transitado no Brasil nos 14 dias anteriores à viagem. A Embaixada da Itália no Brasil afirma que a entrada e o tráfego aéreo somente são permitidos desde que o passageiro não tenha nenhum sintoma da covid-19 e para as seguintes categorias: pessoas com residência oficialmente fixada e registrada na Itália anterior a 13 de fevereiro de 2021 (com autodeclaração); pessoas que devem alcançar domicílio, residência ou habitação de filhos menores, cônjuge ou parte de união civil (com autodeclaração); e pessoas em condições de absoluta necessidade autorizados pelo Ministério da Saúde.
Esses passageiros têm a obrigação de mostrar um certificado de teste PCR ou antígeno negativo realizado nas 72 horas anteriores à viagem; e de realizar um teste molecular ou de antígeno na chegada ao aeroporto ou, no caso de chegada em portos ou locais de fronteira, no prazo de 48 horas, junto à autoridade sanitária local competente.
Independentemente do resultado do teste de covid-19, os viajantes deverão cumprir uma quarentena de dez dias. Após esse período, eles deverão realizar mais um teste de covid-19. As atuais restrições estão válidas até 30 de agosto.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Itália podem ser encontrados no site da Embaixada da Itália no Brasil.
Portugal
Os cidadãos brasileiros não podem entrar como turistas em Portugal, apenas em viagens consideradas essenciais, tais como por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias. De acordo com o site da Embaixada de Portugal no Brasil, “a essencialidade da viagem deve ser devidamente comprovada pelo passageiro junto à companhia aérea, sem intervenção deste posto consular”.
É necessário a apresentação de comprovante de teste negativo de amplificação e ácidos nucleicos (TAAN) ou de teste rápido de antígeno (TRAg) realizado nas 72 horas ou 48 horas anteriores à hora de embarque, respectivamente. São permitidos testes rápidos de antígeno que estão na lista comum de testes rápidos de antígenos do Comitê de Segurança da Saúde da União Europeia.
Os passageiros devem preencher de forma online os documentos Travel-SEF e, ainda, o questionário da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Os passageiros provenientes do Brasil devem cumprir isolamento de 14 dias no seu domicílio ou em outro local (hotel, casa de familiares ou amigos, entre outros) desde que a moradia seja devidamente informada às autoridades locais de saúde. A quarentena é aplicável ainda aos passageiros de voos, independentemente da origem, que apresentem passaporte com registro de saída do Brasil nos 14 dias anteriores à sua chegada em Portugal.
A Embaixada Portuguesa informa que são permitidas escalas em Portugal, porém, o passageiro deve aguardar pelo voo de conexão em local próprio, no interior do aeroporto, indicado pelas autoridades de saúde.
Mais detalhes sobre as regras de entrada em Portugal podem ser encontrados nosite da Embaixada de Portugal no Brasil.
Reino Unido
O passageiro que esteve nos últimos dez dias em algum país ou território da chamada “lista vermelha” – como o Brasil – só pode entrar no Reino Unido se for cidadão britânico ou irlandês, ou se tiver direito de residência no Reino Unido.
Antes de viajar para o Reino Unido, o viajante (a partir de 11 anos de idade) deve fazer um teste de covid-19 nas 72 horas anteriores ao embarque; reservar um dos hotéis autorizados pelo governo britânico para ficar dez dias em quarentena; e preencher o formulário “Passenger Locator”. O passageiro deverá realizar ainda mais dois testes de covid-19: até o segundo dia de isolamento; e no oitavo dia ou após a quarentena.
A pessoa que quebrar as regras de quarentena poderá pagar uma multa de até 10 mil libras (cerca de 71 mil reais).
Mais detalhes sobre as regras de entrada no Reino Unido podem ser encontrados em inglês no site do governo britânico.
Suíça
A entrada na Suíça é possível para cidadãos suíços, da União Europeia/Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, em inglês), assim como para pessoas que têm autorização de residência suíça válida e viajantes totalmente vacinados de países terceiros, como os cidadãos brasileiros.
Os imunizantes aceitos atualmente são aqueles aprovados pela Organização Mundial da Saúde (OMS): Pfizer-Biontech, Moderna, Janssen (Johnson&Johnson), AstraZeneca, Sinovac (Coronavac), Sinopharm e do Serum Institute of India.
A entrada é permitida 11 dias após a aplicação da segunda dose das vacinas aceitas. Já os imunizados com o imunizante de dose única da Janssen devem aguardar 22 dias após a data de vacinação para embarcar. Os viajantes podem apresentar o comprovante de vacinação em papel que foi fornecido pelo posto de vacinação brasileiro.
Os passageiros (exceto os que estão em trânsito) devem preencher um formulário eletrônico antes de entrar na Suíça. O viajante que tem a intenção de seguir da Suíça para outros países, como da União Europeia, devem observar as regras do país de destino.
De acordo com o site da Embaixada da Suíça no Brasil, as restrições de entrada permanecem em vigor para estrangeiros não vacinados que não têm direito à livre circulação e que desejam entrar em estados e regiões de risco e não pertencem a uma categoria de exceção.
O governo suíço criou ainda uma ferramenta online que indica por meio de perguntas e respostas se o viajante tem a permissão ou não de entrar na Suíça.
Mais detalhes sobre as regras de entrada na Suíça podem ser encontrados em português e inglês no site da embaixada suíça no Brasil.
Autor: Fernando Caulyt

Fonte: G1 Mundo

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Por que os preços dos imóveis disparam pelo mundo


Valor dos imóveis registrou crescimento mais rápido desde fim de 2006; analistas dizem que há uma ‘corrida por espaço’ que surgiu com pandemia de covid-19. Preços dos imóveis em todo o mundo registraram aumento médio de 7,3% no primeiro trimestre deste ano
Getty Images via BBC
Nem Wall Street nem o mercado imobiliário sofreram os estragos econômicos causados ​​pela pandemia de covid-19. Pelo contrário, precisamente em meio à crise, os mercados financeiros atingiram recordes históricos e os preços das casas dispararam em várias das maiores economias do mundo.
Trata-se de um fenômeno que revela a histórica desigualdade econômica que divide as sociedades e que se tornou ainda mais profunda depois da recessão. Enquanto algumas famílias que perderam seus empregos enfrentam despejos, outras conseguiram se consolidar e até melhorar sua situação econômica.
Preços dos imóveis residenciais têm, em junho, a maior alta mensal desde agosto de 2014, aponta FipeZap
Mercado imobiliário da cidade de São Paulo tem melhor maio dos últimos 17 anos, aponta Secovi-SP
Financiamento imobiliário bate recorde em junho, diz Abecip
Os preços das residências em todo o mundo registraram um aumento médio de 7,3% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. É o crescimento mais rápido desde o final de 2006, segundo estudo da consultoria imobiliária britânica Knight Frank, que analisou o mercado em 56 países.
O ranking é liderado pela Turquia (alta de 32%), seguida pela Nova Zelândia (22,1%) e Luxemburgo (16,6%). Dos cinco países latino-americanos incluídos no relatório, o Peru lidera o ranking da região com um aumento de 10%, seguido pelo México (6,6%), Brasil (4%), Colômbia (3,2%) e Chile (1,7%).
O Brasil está na 40ª posição no ranking.   
“Os preços das moradias estão subindo por causa da pandemia, não apesar dela”, diz Kate Everett-Allen, chefe de Pesquisa Residencial Internacional da Knight Frank, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.
Com as profundas mudanças geradas a partir de 2020, explica ela, se gerou uma reavaliação maciça das necessidades de moradia das pessoas. “Esta é uma corrida por espaço. As pessoas estão comprando como loucas.”
A corretora imobiliária venezuelana Mariana Godoy, que mora em Miami (EUA) com o marido e três filhos, está à procura de um novo lar, mas os preços exorbitantes adiaram seus planos. Com a pandemia, sua casa foi transformada de um momento para outro em um escritório e uma escola ao mesmo tempo.
Mundo registrou aumento de preço de imóveis mais rápido desde final de 2006
Getty Images via BBC
Todos os cinco membros de sua família passaram a compartilhar o mesmo espaço 24 horas por dia, algo que nunca haviam experimentado antes.
“O que precisamos é de mais espaço”, diz ela. “O problema é que os preços subiram tanto que agora preferimos esperar um pouco antes de comprar.”
Segundo ela, “como os juros estão muito baixos, as pessoas enlouqueceram comprando e estão dispostas a pagar o que for”.
Existem algumas propriedades em certos bairros de Miami cujo preço depois da pandemia quase dobrou. Isso não quer dizer que a situação seja semelhante em todos os lugares, mas a tendência de alta é um fato.
Os valores médios das residências nos Estados Unidos aumentaram 13,2%, a taxa de crescimento mais rápida em 15 anos.
Boom nos subúrbios da cidade
Parte importante do aumento do valor das casas, pelo menos nos países mais ricos, está relacionada à busca por mais espaço, e isso explica porque o boom imobiliário está mais concentrado nas regiões mais distantes do centro nas grandes cidades, onde há maior disponibilidade de imóveis mais amplos.
Em outras palavras, quem tem renda elevada se lançou na busca de imóveis que lhe permitisse aproveitar as circunstâncias excepcionais que se criaram nestes tempos de pandemia.
Entre essas condições sem precedentes estão as baixas taxas de juros sobre empréstimos hipotecários e os gigantescos estímulos fiscais que os governos dos países desenvolvidos têm empregado para reativar a economia.
Soma-se a isso uma mudança fundamental: a possibilidade de trabalhar de casa. E os profissionais que podem fazer home office são precisamente aqueles que tendem a ter uma renda mais alta do que o restante da população.
“As pessoas estão menos vinculadas a escritórios e algumas optaram por se mudar para os subúrbios” das grandes cidades, diz Everett-Allen.
Além disso, vale lembrar que em alguns mercados a demanda por moradias aumentou e, ao mesmo tempo, o número de imóveis disponíveis diminuiu. Essa combinação elevou ainda mais os preços das moradias.
América Latina
Na América Latina, o aumento de preços é menos generalizado e mais limitado aos compradores mais ricos.
No caso do Peru, porém, as fontes consultadas pela BBC Mundo no mercado local apresentam outros números, situação que talvez pudesse ser explicada pela utilização de diferentes metodologias na forma de abordagem da análise.
“Houve um aumento de 5,3% nos preços das casas nos últimos 12 meses, basicamente sustentado pelas vendas na Lima Moderna”, diz Ricardo Arbulú, presidente do Comitê de Análise de Mercado da Associação de Agências Imobiliárias do Peru (ASEI, na sigla em espanhol), à BBC News Mundo.
Outros especialistas, como Víctor Saldaña, presidente da Associação Peruana de Corretores de Imóveis (ASPAI) ressalva que é muito difícil ter números detalhados sobre a evolução dos preços, porque os valores dos apartamentos e casas são muito diferentes, assim como as variações por bairro. Em sua visão, “os preços em Lima permaneceram mais ou menos os mesmos”.
No Brasil, pesquisa recente da FipeZap mostrou que, em 2020, o preço médio dos imóveis à venda subiu pela primeira vez desde 2016. A alta foi de 3,67%.
Enquanto algumas famílias temem ficar sem um lugar para morar, outras estão comprando casas
Getty Images via BBC
Existe uma bolha?
Mas o aumento dos preços das moradias poderia estar gerando uma bolha imobiliária? Analistas argumentam que não — eles dizem ser altamente improvável que os preços caiam acentuadamente.
Na visão dos especialistas, pode haver uma estabilização da tendência de alta no futuro à medida que condições de mercado mais semelhantes às que existiam antes do retorno da pandemia retornem, embora, por enquanto, o frenesi da demanda continue forte.
E se o home office ou o modelo de trabalho híbrido se tornarem mais comuns nos setores de renda mais alta, a necessidade de mais espaço pode continuar.
O que aconteceu é que em alguns mercados nos quais os preços dispararam muito, as autoridades tomaram algumas medidas para “esfriá-los”.
Por exemplo, na Nova Zelândia, o governo alterou algumas regras para evitar deduções fiscais que favorecem os investidores e estendeu o período em que os ganhos obtidos com a venda de propriedades são tributados de cinco para dez anos.
O objetivo, dizem as autoridades, é conter a “especulação”. E em países como o Canadá, o presidente do Banco Central (BC) já alertou que há “exuberância excessiva” no mercado imobiliário, que será observado de perto.
A questão é complexa porque muitas vezes, quando os preços sobem de forma inusitada, famílias com menor renda acabam sendo deslocadas para áreas mais periféricas, a chamada “gentrificação”.

Fonte: G1 Mundo

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O país que vacinou quase todos os adultos contra covid em 1 semana


O Butão, um pequeno país localizado na Cordilheira do Himalaia, está sendo elogiado como uma ‘grande história de sucesso’ por seu programa de vacinação contra a covid-19. Alguns profissionais de saúde tiveram que caminhar por horas para chegar a vilarejos remotos nas montanhas
EPA via BBC
O Butão, situado na Cordilheira do Himalaia entre a Índia e a China, está em vias de vacinar todos os seus adultos contra a covid-19.
A Unicef, braço da ONU para a infância e a adolescência, descreveu o programa de vacinação do pequeno país como uma “grande história de sucesso”.
De acordo com o Ministério da Saúde do Butão, que tem uma população de 800 mil pessoas (equivalente à população de São Bernardo do Campo, no ABC paulista), mais de 90% dos adultos foram totalmente vacinados em apenas sete dias.
Mas como o Butão, com sua localização geográfica de difícil acesso, conseguiu alcançar tal feito de forma tão rápida e eficiente?
Terreno difícil
“Temos uma dificuldade por causa do terreno geográfico, mas devido a nosso planejamento adequado, pudemos implementar a vacinação da primeira e segunda doses em uma semana”, diz Sonam Wangchuk, membro da força-tarefa de vacinação do Butão.
“A cobertura da primeira dose é de quase 99% e a da segunda dose entre a população elegível está acima de 92%”, acrescenta.
A população adulta do Butão é estimada em cerca de 530 mil pessoas.
Muitos vivem em áreas montanhosas remotas que não são conectadas por estradas.
Em algumas áreas, os profissionais de saúde tiveram que caminhar horas para chegar a vilarejos nas montanhas.
Wangchuk diz que 1.220 postos de vacinação foram criados, cobrindo a maior parte do país, e mais de 3,5 mil agentes participaram da operação.
O pequeno país recebeu 550 mil doses da Índia no fim de março e, após instalada a infraestrutura, a maior parte de sua população adulta foi vacinada durante uma semana de abril.
Doações de vacinas
No entanto, a Índia suspendeu todas as suas exportações de vacinas depois que uma segunda onda mortal de casos de covid tomou conta do país.
O Butão teve, então, que encontrar outros canais para atender às suas necessidades de doses extras. E recebeu vacinas excedentes de nações ricas.
“Recebemos 500 mil doses da vacina Moderna dos Estados Unidos e mais de 250 mil vacinas AstraZeneca de países europeus”, diz Wangchuk.
Em seguida, a campanha de lançamento da segunda dose foi lançada em 20 de julho.
A Unicef tem destacado as conquistas do Butão como um exemplo a seguir, apelando a países em todo o mundo para que doem suas vacinas excedentes às nações necessitadas.
Will Parks, representante da Unicef no Butão, diz que há uma lição a ser aprendida.
“Se há algo que espero que o mundo possa aprender é que um país como o Butão, com pouquíssimos médicos, pouquíssimas enfermeiras — mas com um rei realmente comprometido e liderança no governo mobilizando a sociedade — vacinar todo o país não é impossível”.
O Butão adotou uma abordagem mista para a vacinação. Quase todas as pessoas receberam AstraZeneca como primeira dose, mas a maioria recebeu Moderna como segunda.
Confiança no governo
O país registrou pouco mais de 2,5 mil infecções por covid e duas mortes.
As autoridades dizem que já têm um forte histórico de implementação de programas regulares de vacinação e o ceticismo quanto à vacina contra a covid-19, como observado em outros países, não tem sido um problema por lá.
“As pessoas têm fé e confiança no governo. Elas acreditam no governo”, explica Wangchuk.

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto atinge região de Papua, na Indonésia

Tremor de magnitude 5,9 sacudiu a costa nesta segunda-feira (2). Não foi emitido alerta de tsunami e não há informações imediatas de danos. Um terremoto de magnitude 5,9 sacudiu a costa da região de Papua, na Indonésia, informou nesta segunda-feira (2) o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O terremoto aconteceu a uma profundidade de 12 quilômetros, 180 km ao nordeste da cidade de Tual. Os tremores superficiais tendem a provocar mais danos que os terremotos profundos.
Não foi emitido alerta de tsunami e não há informações imediatas de danos.
A Indonésia registra terremotos com frequência por sua localização no “Círculo de Fogo” do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica que vai do Japão até o sudeste asiático e a bacia do Pacífico.
Em janeiro, mais de 100 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas após um terremoto de magnitude 6,2 na ilha de Sulawesi, que destruiu vários edifícios na cidade costeira de Mamuju.
Um terremoto de 7,5 graus e um tsunami posterior em Palu há três anos deixaram mais de 4.300 mortos ou desaparecidos.

Fonte: G1 Mundo

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Americana cruza os punhos em 1ª manifestação nos pódios das Olimpíadas


Raven Saunders, conhecida como ‘Mulher Hulk’ e lésbica, diz que protestou em prol dos oprimidos. Comitê Olímpico Internacional, que não permite manifestações desse tipo, ainda não se pronunciou. Raven Saunders, dos Estados Unidos, protesta em pódio dos Jogos de Tóquio
Hannah Mckay/Reuters
A norte-americana Raven Saunders protagonizou a primeira manifestação durante as premiações dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Prata no arremesso de peso feminino, ela ergueu os braços e cruzou os punhos sobre a cabeça ao subir no pódio.
Segundo Raven, conhecida como “Mulher Hulk” e lésbica, o gesto foi em prol dos oprimidos que lidam com fardos muito maiores dentro e fora do esporte. O “X” representaria o destino comum onde os oprimidos se encontram.
Protesto nas Olimpíadas: jogos de Tóquio devem ter manifestações políticas, mas não se sabe ainda quais serão as consequências
Saunders dividiu o pódio com a chinesa Lijiao Gong, que ficou com o ouro, e Valerie Adams, da Nova Zelândia, terceira colocada.
Grito para todos os meus negros. Grito para toda a minha comunidade LGBTQ. Grito para todos os meus funcionários que lidam com saúde mental. Para mostrar aos mais jovens que não importa em quantas caixas eles tentem encaixar você, você pode ser você e pode aceitar isso. As pessoas tentaram me dizer para não fazer tatuagens e piercings e tudo isso. Mas olhe para mim agora, e estou brilhando.
Aos 25 anos, Saunders é um dos cerca de 180 atletas LGBTQIA+ que competem nas Olimpíadas de Tóquio, de acordo com o site Outsports.
O Comitê Olímpico Internacional ainda não se pronunciou sobre a manifestação de Raven Saunders. A entidade anunciou antes dos Jogos que iria permitir alguns tipos de protestos, mas não poderia haver manifestação política nas cerimônias de abertura ou encerramento, durante as disputas ou no pódio.
Com informações do ge.globo
O Brasil nas Olimpíadas

Fonte: G1 Mundo

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França: ministro anuncia plano para fazer do combate à violência doméstica prioridade da polícia


Desde o início do ano, 102 mulheres foram mortas pelos cônjuges no país. Em 2020, a polícia francesa atendeu mais de 400.000 ocorrências desse tipo, o equivalente a 45 intervenções por hora. Ministro do Interior da França, Gérald Darmanin
Ludovic Marin/AFP
Em entrevista publicada no site do jornal “Le Parisien”, o ministro do Interior francês,
, anunciou uma série de medidas para melhorar o combate à violência doméstica no país. Depois de constatar que 102 mulheres foram mortas por seus cônjuges desde o início do ano, o ministro diz que determinará que esse tipo de denúncia tenha prioridade nas investigações da polícia, na frente de furtos, assaltos e tráfico de drogas. 
“As queixas de violência doméstica terão que ir para o topo da pilha das investigações”, declarou Darmanin ao Le Parisien.
O balanço de homicídios envolvendo casais, embora seja o mais baixo em 15 anos, é implacável: em 2020, 102 mulheres e 23 homens morreram pelas mãos de seu cônjuge ou ex-cônjuge, ou seja, um crime a cada três dias.
A legislação francesa não caracteriza o feminicídio, mas 24% das vítimas haviam registrado uma reclamação na delegacia ou uma denúncia formal contra o marido ou companheiro.
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Diversas tragédias recentes mostram que ainda há muitas falhas no tratamento das denúncias. Em maio, Chahinez Daoud, de 31 anos, mãe de três crianças, foi queimada viva depois de levar um tiro de seu ex-marido na localidade de Mérignac (oeste). Ela tinha registrado uma queixa contra o ex-companheiro dois meses antes do crime porque ele não estava respeitando a ordem de se manter distante dela, mesmo depois de ter sido condenado por violência doméstica.
Embora o número de feminicídios esteja em queda, a pandemia do coronavírus e dois períodos de lockdown exarcebaram a violência intrafamiliar. Em 2020, a polícia atendeu a mais de 400.000 ocorrências desse tipo, o equivalente a 45 intervenções por hora.
“Não passa um dia sem que o GIGN ou o Raid [as forças de elite da polícia francesa] não sejam chamadas para libertar uma mulher ou crianças feitas reféns”, diz o ministro do Interior.
Milhares de processos judiciais
De acordo com Darmanin, a violência familiar está se tornando a primeira causa de intervenção da polícia, à frente de todas as demais solicitações, incluindo os processos relacionados com drogas. Em Aisne, um departamento rural a cerca de 100 km de Paris, 70% da atividade dos policiais se refere a esse tipo de agressão no casal.
O ministro fala em “litígios em massa”, citando 193.000 processos judiciais abertos no ano passado para apurar denúncias de violência conjugal. Para evitar uma nova escalada, Darmanin defende a contratação de policiais e treinamento especializado. Ele tacredita que somente com o pagamento de bônus, os policiais terão mais interesse em elucidar essas queixas. 
Segundo um plano elaborado pelo Ministério do Interior, cada delegacia no país terá um oficial especializado em violência doméstica. Este funcionário será responsável pela coordenação das investigações com outros serviços públicos estatais e municipais. A partir do final de agosto, cada um dos diretores-gerais da polícia, da gendarmaria e dos serviços de segurança do Estado deverão nomear um oficial encarregado de supervisionar esta área, nos moldes do que já existe para combater o terrorismo e o tráfico de drogas.
Darmanin faz esses anúncios a nove meses da eleição presidencial de 2022. O político de direita não enfrenta uma situação confortável. Há vários anos, a Justiça francesa investiga uma denúncia contra Darmanin por estupro, assédio sexual e abuso de confiança. O caso data de 2009, quando Darmanin trabalhava para o serviço jurídico do então partido de direita UMP (hoje Os Republicanos).
Sophie Patterson-Spatz afirma que o atual ministro teria oferecido sua ajuda em um dossiê judiciário em troca de favores sexuais. O caso já foi arquivado e reaberto várias vezes. Em março de 2021, ele foi confrontado às alegações da mulher durante uma audiência que durou nove horas. O político nunca chegou a ser indiciado. Ele colabora com a Justiça como testemunha no processo.
Violência contra a mulher: TJ-SP recebeu 1.682 pedidos de socorro durante a pandemia

Fonte: G1 Mundo

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Os sinais de que a China está aumentando seu poderio nuclear


Imagens de satélite mostram um campo para armazenamento de mísseis em construção no oeste do país – o segundo de que se tem notícia em menos de dois meses. Campo em construção foi o segundo descoberto em menos de dois meses
REUTERS via BBC
Pesquisadores americanos que descobriram um campo de silos para mísseis em construção no oeste da China afirmam que o país pode estar em meio à maior expansão já vista de seu arsenal nuclear.
Em relatório, a Federação de Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês) compartilha imagens de satélite do local em que estariam sendo construídos os silos — estruturas subterrâneas usadas para armazenamento e lançamento de mísseis —, na província de Xinjiang.
As instalações teriam capacidade para acomodar cerca de 110 silos, volume semelhante ao de outro campo em construção identificado recentemente.
Localizado também no oeste da China, em uma área de deserto próxima à cidade de Yumen, na província de Gansu, o local teria espaço para 120 silos, conforme noticiou no mês passado o jornal Washington Post.
O campo de silos em Xinjiang foi descoberto com a análise de imagens de satélite comerciais. Os cientistas do FAS puderam, contudo, fazer uma avaliação mais detalhada usando material fornecido pela empresa de imagens de satélite Planet.
As instalações se localizam na cidade de Hami, a cerca de 380 km do campo de Yumen, e estão em um estágio menos avançado de desenvolvimento, ainda de acordo com o relatório.
Campo de silos para mísseis
BBC
Potências nucleares
Enquanto a China expande sua capacidade para armazenar e lançar mísseis nucleares, Estados Unidos e Rússia têm discutido o controle à proliferação de armamentos.
A aproximação entre a vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, e o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, está sendo vista como um primeiro passo para a retomada das negociações para redução do arsenal nuclear dos dois países – que, juntos, detêm 90% do poderio nuclear global.
Os dois representantes se reuniram em Genebra (Suíça) na última quarta-feira (28/7) para dar início a um diálogo sobre como “criar uma base para futuro controle armamentista e medidas de redução de riscos”. Uma segunda reunião está prevista para setembro.
Em seu relatório, os cientistas do FAS chamam atenção para o ambiente de cada vez mais competição entre as potências militares globais.
Países que possuem armas nucleares, continua o texto, têm desenvolvido seus arsenais, tanto nucleares quanto “convencionais”, e melhorado suas defesas antimísseis.
Cúpula de silo para míssil
BBC
A China argumenta ter uma postura de “dissuasão mínima” em relação às armas nucleares, ou seja, manter armas em nível suficiente apenas para resguardar a segurança nacional. Diante do maior investimento de rivais nessa área, contudo, o limite do que o país considera “o mínimo” pode ser flexível e aumentar no médio prazo, dizem os cientistas.
A China conta com um estoque nuclear estimado de mais de 200 ogivas. Os EUA têm aproximadamente 3,8 mil, dizem analistas.
O Comando Estratégico dos Estados Unidos, órgão do Departamento de Defesa, expressou em um tuíte preocupação diante das informações reveladas pelo relatório na segunda (26/7): “Esta é a segunda vez em dois meses que o público descobre o que temos falado desde o início sobre a crescente ameaça que o mundo enfrenta e a atmosfera de sigilo que a cerca.”
No início de julho, o Departamento de Estado americano classificou como preocupante aumento da capacidade nuclear chinesa, afirmando que o país parecia estar “se desviando das décadas de estratégia nuclear baseada na dissuasão mínima” e pedindo que Pequim se engajasse em “medidas práticas para reduzir os riscos de corridas armamentistas desestabilizadoras”, informa a agência Reuters.
O congressista republicano americano Mike Turner, que integra o Subcomitê de Forças Estratégias dos Serviços Armados na Câmara de Representantes, disse que a escalada chinesa é “sem precedentes” e configuraria uma ameaça “aos EUA e seus aliados”.
A recusa chinesa em negociar o controle de armas, disse ele, “deve ser motivo de preocupação e condena por parte de todas as nações responsáveis”.
Pequim, por sua vez, acusa os EUA de criarem um “inimigo imaginário” para supostamente desviar a atenção de seus problemas internos e suprimir a China internacionalmente. Também se disse pronta para conduzir diálogos bilaterais em segurança estratégica “na base da igualdade e do respeito mútuo”.

Fonte: G1 Mundo