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Plano de Biden reduz número de crianças com fome nos EUA, segundo estudo


O plano de resgate de US$ 1,9 trilhão foi aprovado pelo Congresso em 10 de março e assinado no dia seguinte pelo presidente. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante pronunciamento na Casa Branca, na terça-feira (3)
Win McNamee/Getty Images/AFP
O plano de atendimento emergencial às famílias promovido pelo governo Joe Biden, em vigor desde março, está produzindo uma redução no número de crianças em situação de insuficiência alimentar, segundo estudo publicado esta semana pelo Escritório de Estatísticas dos Estados Unidos.
O plano de resgate de US$ 1,9 trilhão foi aprovado pelo Congresso em 10 de março e assinado no dia seguinte pelo presidente dos EUA.
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A pandemia de covid-19 lançou luz sobre as desigualdades nos Estados Unidos, onde não há rede de segurança social e onde a taxa de poupança é baixa ou mesmo inexistente para as famílias mais modestas, bem como para os pobres e as minorias hispânicas.
“Uma queda no número de famílias com crianças relatando escassez de alimentos e dificuldade em pagar as despesas domésticas pode estar relacionada às transferências de crédito para crianças emitidas no mês passado”, observa uma pesquisa que mede “o pulso das famílias americanas” (em inglês, House Pulse Survey).
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Quando chegou à Casa Branca, o presidente Biden lamentou “o escândalo” de tanta gente passar fome na maior potência econômica do mundo.
Para fazer frente a essa situação, uma das medidas emblemáticas do plano é a ampliação dos créditos tributários para o cuidado dos filhos, dos quais antes estavam excluídos os domicílios mais modestos.
“Uma em cada sete famílias nos Estados Unidos, e mais de uma em cada cinco famílias negras e latinas, relatam que não têm o suficiente para comer”, enfatizou ele em fevereiro, enquanto defendia seu plano de resgate. “Isso inclui quase 30 milhões de adultos e 12 milhões de crianças”.
O serviço de impostos (IRS) começou a emitir um crédito fiscal mensal antecipado para as crianças em meados de julho, lembra o Escritório de Estatísticas.
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“Aproximadamente 35 milhões de famílias receberam o primeiro pagamento mensal de até US $ 300 para cada criança de 5 anos ou menos e até US $ 250 para cada criança de 6 a 17 anos”, aponta.
Acrescenta que os agregados familiares com crianças que reportaram insuficiência alimentar registaram um decréscimo de 3 pontos percentuais entre as pesquisas realizadas antes e depois destes pagamentos.
“Adultos em lares sem filhos não tiveram mudança na insuficiência alimentar durante o mesmo período”, observa.
Muitas pessoas que participaram da pesquisa indicaram que os cheques recebidos lhes permitiam assumir uma infinidade de pagamentos. No entanto, quase metade, 47%, declarou que seus gastos se concentravam na alimentação.
Além disso, 17% dos domicílios com pelo menos um filho menor de 5 anos dedicam o auxílio à creche. Os pagamentos continuarão mensalmente até dezembro.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Carro é ‘engolido’ em garagem dos EUA


Buraco se formou em frente a uma casa na Flórida. Autoridades do estado americano estudam o que pode ter causado o incidente. Ninguém ficou ferido. VÍDEO: Carro é ‘engolido’ em garagem dos EUA
Um carro foi “engolido” enquanto estava estacionado na garagem de uma casa nos Estados Unidos nesta sexta-feira (13).
Imagens feitas por uma equipe de televisão mostram o incidente registrado no município de Palm Harbor, na Flórida, que fica a 37km da cidade de Tampa.
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Carro afunda em buraco na garagem de casa nos EUA
Reprodução
O automóvel do tipo sedan ficou com toda a sua parte dianteira afundada no buraco que se abriu durante a madrugada. Outro carro, um SUV estacionado ao lado, também corre risco de afundar.
As autoridades americanas ainda estudam o que pode ter causado o incidente, mas informaram que ninguém ficou ferido.
Veículos afundam em garagem da Flórida nos EUA
Reprodução
Esse tipo de fenômeno é bastante comum na Flórida. Isso porque o solo da região é formado por rochas calcárias que podem se dissolver com a acidez dos lençóis freáticos.

Fonte: G1 Mundo

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China afirma que controlou o surto da variante delta do coronavírus


No começo da semana, a China anunciou que registrou o maior número de novos casos diários em sete meses. O governo impôs medidas de restrição e afirma que controlou Chineses fazem fila para testes de Covid-19 em em Nanjing, na província de Jiangsu, no leste da China, em 28 de julho de 2021
Li Bo/Xinhua via AP
As autoridades de saúde da China afirmaram, nesta sexta-feira (13), que controlaram o surto recente de Covid —no começo desta semana, houve o maior número diário de casos em sete meses no país: na terça-feira, foram 108.
Houve vários focos de infecções causadas pela variante delta em 48 cidades em 18 províncias do país. No total, 1.282 pessoas foram infectadas.
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O governo então decretou medidas rígidas para conter o vírus, e isso interrompeu as novas infecções na maioria das cidades onde houve contágio: “Dessas 48 cidades, 36 não registraram novos casos nos últimos cinco dias”, afirmou à imprensa He Qinghua, um representante do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças da China.
“Nessas circunstâncias, o risco de um surto a nível nacional é geralmente controlável e há relativamente pouco risco de que ocorra um surto em grande escala”, disse o responsável.
Nesta sexta-feira foram 99 novos casos de coronavírus, 47 deles por transmissões locais.
Vacinação na China
A mídia estatal descreveu o foco da variante delta como o mais grave desde que o vírus surgiu pela primeira vez na cidade de Wuhan.
Mais da metade da população da China (777 milhões de pessoas) já recebeu o esquema de imunização completo até o momento, com mais de 1,83 bilhão de doses administradas em todo o país, anunciou um porta-voz da Comissão Nacional da Saúde nesta sexta-feira.
Infecção por variantes de outros países
O último foco surgiu em meados de julho na cidade oriental de Nanjing, depois que nove pessoas do serviço de limpeza de aeroporto também se contagiaram.
Desde então, dezenas de funcionários públicos foram sancionados pela má gestão do surto, enquanto o governo chinês se esforça para frear a propagação da covid-19.
“Segundo os resultados do sequenciamento genético, as fontes de infecção vêm do exterior”, destacou He.
A China também reforçou os controles anticovid nos voos internacionais e transporte de carga como resposta ao último surto da doença.
Um terminal do porto de Ningbo-Zhoushan, o terceiro maior do mundo por volume de carga, suspendeu as operações na quarta-feira depois que um trabalhador apresentou um teste positivo.
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Fonte: G1 Mundo

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San Francisco, nos EUA, impõe duras restrições a não vacinados


Pessoas que não estiverem totalmente imunizadas não poderão comer em ambientes fechados e frequentar bares, baladas, academias, cinemas, teatros e shows na cidade californiana. Juan Avellan (ao centro) e outras pessoas treinam de máscara em academia, em 24 de novembro de 2020, durante a pandemia do novo coronavírus em San Francisco, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos
Jeff Chiu/AP
A cidade de San Francisco, no estado da Califórnia, anunciou na quinta-feira (13) a imposição de algumas das mais duras restrições a pessoas que não estão vacinadas contra a Covid-19 nos Estados Unidos.
Quem não tiver tomado as duas doses dos imunizantes (ou uma da vacina da Janssen, que é dose única) será impedido de comer em ambientes fechados e frequentar bares, baladas, academias, cinemas, teatros, shows e outros eventos que não forem realizados ao ar livre.
A nova regra, que entra em vigor na próxima sexta-feira (20), se aplica inclusive a pessoas que tiverem feito um teste negativo de Covid-19.
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Ela é ainda mais rigorosa que a anunciada por Nova York, que vai passar a exigir um comprovante de vacinação a partir de segunda-feira (16), porque os nova-iorquinos terão direito ao “passe livre” com a primeira dose de qualquer imunizante.
Nova York também está pagando US$ 100 (cerca de R$ 500) para quem se vacinar contra a Covid-19 (veja no vídeo abaixo).
Prefeitura de Nova York começou a pagar US$ 100 para quem se vacinar
A prefeita de San Francisco, London Breed, afirmou que a medida “é um passo importante”. “Todos temos que fazer a nossa parte. Precisamos ser vacinados”.
As exigências das prefeituras surgem em meio a um aumento de casos e mortes por Covid-19 no país, devido ao avanço da variante delta, e a uma série de medidas semelhantes sendo adotadas por várias empresas e para funcionários públicos.
Medidas similares têm sido adotadas em outros lugares do mundo também, como na França, e gerado protestos.
Mitchell Bryant (de costas) e Darla Scott comem dentro do Buena Vista Cafe, em 12 de novembro de 2020, durante a pandemia do novo coronavírus em San Francisco, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos
Jeff Chiu/AP

Fonte: G1 Mundo

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Polícia britânica identifica atirador responsável pela morte de 5 pessoas na Inglaterra; criança de 3 anos está entre as vítimas


Segundo porta-voz da polícia, dois homens e duas mulheres já estavam mortos quando equipes de emergência chegaram, além do autor dos disparos; outra mulher faleceu em um hospital. Autoridades descartam possibilidade de terrorismo. Incidente foi reportado pela polícia de Devon & Cornwall
Reprodução/Twitter/Devon & Cornwall Police
A polícia do Reino Unido identificou nesta sexta-feira (13) o atirador responsável pela morte de 5 pessoas em Plymouth, na Inglaterra. Entre as vítimas, está uma criança de 3 anos.
Jake Davison, de 22 anos, disparou contra e matou cinco pessoas na quinta-feira (12) antes de tirar a própria vida, segundo a polícia de Devon e Cornwall.
A causa do incidente ainda está sendo investigada, mas qualquer conexão com terrorismo foi descartada pelas autoridades.
A polícia local não divulgou as identidades das vítimas, mas disseram que são:
Uma menina de 3 anos
Uma mulher de 51 anos
Uma mulher de 66 anos
Um homem de 43 anos
Um homem de 59 anos
Mais duas pessoas foram baleadas, mas não correm risco de vida. A polícia pediu que pessoas que tenham registrado imagens do local não compartilhem vídeos e fotos em redes sociais.
Policiais e ambulâncias atenderam a um chamado em Biddick Drive, na área de Keyham, às 18h12, e ambulâncias aéreas também foram acionadas para remover vítimas.
A secretária do Interior do Reino Unido, Priti Patel, postou uma mensagem na qual diz que seus pensamentos estão com as pessoas afetadas. “O incidente em Plymouth é chocante”, escreveu ainda.
Armas de fogo são raras
O porte de armas de fogo no Reino Unido é bastante restrito desde uma alteração na legislação sobre o tema, em 1996. A reforma aconteceu após um homem invadir uma escola em Dumblane e matar 17 pessoas, entre crianças e professores.
Para conseguir o porte de uma arma de fogo, o interessado passa por um longo e caro processo que inclui um requerimento no departamento de polícia local, uma carta de apresentação, referências e, em alguns casos, consultas médicas, de acordo com a BBC.
Em 2016, apenas 7% dos homicídios no país foram cometidos com armas de fogo, comparados com 59% nos EUA. Naquele mesmo ano, havia 6,7 armas a cada 100 habitantes no Reino Unido, e 101 para 100 nos Estados Unidos.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Hacker que desviou R$ 3 bilhões em criptomoedas devolve quase tudo e explica ação


Em anotações enviadas para o blockchain, hacker afirmou ter recebido uma recompensa por devolver ativos roubados. Milhares de dólares foram roubados por hackers em um dos maiores roubos de criptomoedas
Getty Images
Um hacker que roubou pouco mais de US$ 600 milhões (R$ 3,15 bilhões) em criptomoedas devolveu a maior parte dos ativos roubados.
Na quinta-feira, a Poly Network confirmou no Twitter que US$ 268 milhões (R$ 1,4 bilhão) em tokens Ether já foram recuperados.
Nas últimas 24 horas, o hacker devolveu à empresa US$ 342 milhões relativos a três criptomoedas.
O indivíduo também postou várias páginas de anotações no blockchain (cadeia de blocos digitais com o código criptografado que armazenam algum tipo de dado), revelando por que hackearam a empresa e as ofertas que a Poly Network fez a eles.
Em uma reviravolta que está preocupando alguns especialistas em segurança cibernética, o hacker afirma que a empresa ofereceu US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) se devolvessem os ativos roubados, bem como uma promessa de imunidade no processo criminal que move contra ele.
No entanto, o hacker diz que não aceitou a oferta.
Hackers roubam US$ 600 milhões de plataforma de criptomoedas
Na quinta-feira à noite, a Poly Network postou uma atualização informando que a maioria dos ativos restantes em posse do hacker havia sido transferida para uma carteira digital controlada pelo hacker e pela empresa.
Mas parte do dinheiro ainda está pendente.
“O hacker ainda detém US$ 33,4 milhões em Tether [token baseado em uma plataforma de tecnologia blockchain] roubados — porque foi congelado pelo próprio Tether”, disse Tom Robinson, cofundador da Elliptic, uma empresa de análise e compliance de blockchain com sede em Londres.
Ele acrescentou que pode ser visto no blockchain que “alguns milhares de dólares de vários outros tokens” estavam sendo mantidos pelo hacker.
Não ficou claro, no entanto, se eles eram parte dos ativos roubados ou doações que o hacker pediu que as pessoas enviassem na quinta-feira, para compensar quaisquer usuários que possam ter perdido dinheiro com o ataque virtual.
Outro dinheiro pendente também inclui uma gratificação de 13,37 Ether (cerca de US$ 40 mil ou R$ 210 mil), que o hacker enviou a um usuário que o avisou que os tokens Tether foram congelados por seu desenvolvedor.
O ataque virtual ocorreu na terça-feira, quando o site de blockchain Poly Network disse que os hackers exploraram uma vulnerabilidade em seu sistema e roubaram milhares de tokens digitais como o Ether.
Em uma carta postada no Twitter, a empresa exortou os ladrões a “estabelecer comunicação e devolver os ativos hackeados”.
O hacker anônimo alegou que executou o roubo por diversão e para encorajar a empresa de troca de criptomoedas Poly Networks a melhorar sua segurança.
Oferta de imunidade
A Poly Network disse no Twitter que ainda estava esperando o processo de reembolso ser concluído, mas que está colaborando com o hacker, a quem a empresa chamou de “Mr White Hat” (Senhor Chapéu Branco).
Os hackers de chapéu branco são pesquisadores de segurança ética que usam suas habilidades para ajudar as organizações a encontrar falhas de segurança.
A Poly Network se referiu ao hacker dessa forma em várias postagens públicas. O hacker alega que recebeu uma mensagem da empresa pelo blockchain, dizendo: “Como acreditamos que sua ação é um comportamento de chapéu branco, planejamos oferecer a você uma recompensa de US$ 500 mil”.
Segundo ele, a empresa acrescentou: “Garantimos que você não será responsabilizado por este incidente.”
A suposta ação irritou algumas pessoas no mundo da segurança, que temem que isso possa abrir um precedente para hackers encobrirem seus crimes.
Katie Paxton-Fear, uma hacker de chapéu branco e professora na Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido, diz que “descrever esta operação como chapéu branco é realmente decepcionante”.
Paxton-Fear encontrou mais de 30 vulnerabilidades em organizações que vão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos à Verizon Media.
“O hackeamento de chapéu branco envolve ter um escopo, não tocar em alguns sistemas, trabalhar com a equipe, escrever relatórios profissionais detalhando nossas descobertas, não ir além do necessário para demonstrar o risco”, disse ela.
“Nossa abordagem é ‘primeiro, não cause danos’, potencialmente verificando se as correções foram implementadas e não colocando nenhum dado do usuário em risco.”
Charlie Steele, parceiro da consultoria internacional Forensic Risk Alliance e ex-funcionário do Departamento de Justiça e do FBI também está preocupado com a suposta oferta da Poly Network.
“As empresas privadas não têm autoridade para prometer imunidade contra processos criminais”, disse ele à BBC.
“Neste caso em que um hacker roubou os US$ 600 milhões ‘por diversão’ e depois devolveu a maior parte, tudo permaneceu anônimo, mas não é provável que isso diminua as preocupações dos reguladores sobre a variedade de riscos representados por criptomoedas.”
Vídeos de tecnologia no G1

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Homem arremessa martelo contra carro em briga de trânsito nos EUA

Segundo a polícia de Washington, suspeito fugiu após o ataque, mas foi preso dias depois. VÍDEO: Homem arremessa martelo contra carro em briga de trânsito nos EUA
Um homem foi flagrado arremessando um martelo contra um carro durante uma briga de trânsito nos Estados Unidos (veja no vídeo acima).
Segundo a polícia do estado de Washington, o caso foi registrado no final de julho, mas apenas nesta segunda-feira (9) é que as imagens da câmera de segurança do veículo foram divulgadas.
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O suspeito, que conduzia um jipe, fugiu após o ataque. As autoridades estaduais conseguiram identificá-lo a partir das imagens e ele foi preso três dias depois.
“Nosso lançador de martelo deve ficar fora de nossas estradas por algum tempo”, disse o departamento do Xerife do Condado de King em um comunicado.
O motorista atacado contou aos policiais que o condutor do jipe o seguia buzinando em uma auto-estrada de Shoreline, a 18km de Seattle.
Segundo a gravação, é possível ver que quando ele se dirige para uma via local, é fechado pelo agressor que sai do carro e arremessa o martelo antes de fugir.

Fonte: G1 Mundo

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Voluntários se mobilizam na Grécia para cuidar de gatos e cães após incêndios


Mais de 200 animais foram levados ao abrigo improvisado para cuidar de animais que foram deixados para trás em áreas que tiveram que ser abandonadas. Dois cachorros do abrigo de Atenas que recebe animais de regiões afetadas pelos incêndios na Grécia, em 12 de agosto de 2021
AFP
Cerca de trinta voluntários em Atenas se mobilizaram para curar dezenas de gatos e cães abandonados ou esquecidos por pessoas que tiveram que sair de suas casas por causa incêndios na Grécia.
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Os animais resgatados são banhados a cada duas ou três horas para resfriar as patas —exceto aqueles com queimaduras graves.
Voluntário em abrigo para animais em Atenas, em 12 de agosto de 2021
AFP
Veterinários voluntários organizaram um espaço de “tratamento intensivo” para os gravemente queimados, cujas feridas precisam de monitoramento contínuo.
“Até agora, recebemos 233 animais”, diz Yannis Batsas, presidente da Ação Voluntária dos Veterinários Gregos.
Cachorro com patas feridas em abrigo em Atenas, na Grécia, em 12 de agosto de 2021
AFP
Dezenas de cidades perto de Atenas foram esvaziadas no início de agosto devido ao avanço das chamas que devastaram florestas e residências trinta quilômetros ao norte da capital.
Nesta região há cães e gatos errantes que foram deixados para trás, assim como alguns animais domésticos.
Acolhida de animais
No abrigo de Atenas, os voluntários se movem entre as gaiolas, colocando gelo nas tigelas, enquanto um ventilador alivia um pouco o calor.
“Cerca de 90 animais voltaram para seus donos”, disse Elena Dede, fundadora da organização sem fins lucrativos Dog’s Voice.
Entre os milhares de voluntários que se apresentaram, principalmente no primeiro fim de semana, muitos concordaram em levar cachorros para casa por cerca de quinze dias.
“Nunca temos mais de cinquenta animais ao mesmo tempo, graças a abrigos e adoções”, afirma Yannis Batsas.
“Foram mais de 2.000 pessoas que se apresentaram como voluntárias”, disse Elena Dede, que afirma que “dez toneladas de comida para cães e gatos” foram recolhidas e serão entregues em canis na Ática, no leste da Grécia.
Novo centro em Eubeia
A onda de solidariedade observada na capital incentiva os voluntários a abrirem outro centro na ilha de Eubeia, que controlou seus incêndios apenas nesta sexta-feira.
“Uma equipe foi até a ilha de Eubeia para ver as fazendas, as cabras e as ovelhas”, explica Yannis Batsas.
“Eubeia é outra história. Temos que ter certeza de que temos a capacidade de responder tão efetivamente quanto aqui”, acrescenta Elena Dede.
Nesta ilha, a leste de Atenas, o resgate dos animais queimados é complicado. “É preciso levá-los de barco, o que prolonga as viagens”, lamenta Irini Tapouti, diretora da clínica veterinária de Calcidia.
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Fonte: G1 Mundo

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O jogo político internacional por trás da condenação do canadense Robert Schellenberg à morte na China


Especialistas afirmam que relação entre os dois países se tornou ‘diplomacia de reféns’. Robert Lloyd Schellenberg foi preso em 2014 acusado de tráfico de metanfetamina
Reuters
Tensão máxima entre Canadá e China. Um dia depois de ratificar a sentença de morte por tráfico de drogas do canadense Robert Lloyd Schellenberg, em 10 de agosto, a Justiça chinesa condenou o empresário Michael Spavor, também canadense, a 11 anos de prisão por suposta espionagem.
Spavor estava preso desde 2018, depois de ser detido junto com o ex-diplomata canadense Michael Kovrig.
A condenação foi descrita na época pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, como “arbitrária e absolutamente inaceitável e injusta”.
Observadores internacionais interpretam as decisões como pressão da China sobre o Canadá, já que a Justiça canadense deve decidir se entregará a principal executiva da gigante de tecnologia Huawei, Meng Wanzhou, aos Estados Unidos para responder a acusações criminais.
A China acredita que a prisão de Meng, agora em liberdade condicional, tenha motivação política.
O país asiático nega que as sentenças contrárias aos canadenses estejam ligadas ao caso da executiva, embora as prisões “dos Michael”, como são conhecidos, tenham ocorrido poucos dias após a detenção de Meng em 2018.
A crise foi descrita como uma “diplomacia de reféns”, e por trás dela se esconde um jogo político internacional que vem escalando e para o qual se anteveem soluções complexas.
No meio, uma guerra comercial
Alguns especialistas argumentam que o Canadá foi pego no meio da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos.
“A guerra comercial EUA-China contribuiu para aumentar as tensões entre a China e o resto do Ocidente. Joe Biden mantém uma postura dura contra Pequim, o que tem alimentado temores de um mundo dividido por uma nova Guerra Fria”, diz Darren Touch, especialista em relações EUA-China do Wilson Center, em Washington.
O caso da Huawei tem sido uma fonte constante de tensão. Os EUA mantêm duras sanções contra a empresa chinesa de tecnologia e a acusam de ser uma ameaça à segurança nacional.
Meng Wanzhou é diretora financeira da companhia e filha de seu fundador, Ren Zhengfei. Sua prisão por autoridades canadenses em 1º de dezembro de 2018 deu-se como parte de uma investigação dos EUA contra a Huawei por possíveis violações das sanções contra o Irã.
Desde o início, a China respondeu com indignação. Autoridades classificaram a detenção de Meng como “extremamente ofensiva e ilegal” e alertaram o Canadá que, caso a empresária não fosse libertada imediatamente, haveria “graves consequências”.
Em menos de uma semana, a China prendeu os canadenses Michael Spavor e Michael Kovrig por supostas atividades de espionagem.
Pequim diz que Michael e Schellenberg são criminosos, embora o Canadá acredite que seu destino esteja ligado ao da executiva da Huawei.
Meng foi presa logo após Robert Shellenberg ser julgado pela primeira vez. A sentença de morte foi colocada apenas no julgamento seguinte, agora ratificado.
Os crimes cometidos “pelos Michael” são ainda menos claros.
‘Diplomacia de reféns’
Especialistas consultados pela BBC Mundo, serviço em língua espanhola da BBC, afirmam que, na prática, as sentenças foram uma retaliação pela prisão de Meng.
“A diplomacia de reféns faz parte das ferramentas chinesas e está sendo usada neste caso”, avalia Paul Evans, professor de relações internacionais para a Ásia e a região transpacífica da Universidade de British Columbia, no Canadá.
“É tudo parte de uma estratégia para pressionar o Canadá para que liberte Meng. Mas no Canadá o judiciário é independente, sem interferência política. No caso do Michael, tem havido muita falta de transparência sobre o processo, o que é inaceitável”, acrescenta Touch.
O objetivo da China, dizem os especialistas, é evitar a todo custo que Meng seja extraditada e julgada nos Estados Unidos.
“O uso da diplomacia de reféns pela China fere a lei internacional, já que Pequim busca exercer influência sobre o Canadá e outros países”, ressalta Touch.
A confusão entre Ottawa, Pequim e Washington parece difícil de resolver, pelo menos por enquanto.
A saída do conflito
“Acho que a solução para essa confusão diplomática está em Washington, que iniciou a crise solicitando a extradição de Meng. Um acordo negociado com a promotoria, talvez combinado com uma multa muito elevada para a Huawei, poderia fazer parte dessa solução”, diz Gordon Houlden, professor emérito do Instituto da China na Universidade de Alberta, no Canadá.
Paul Evans, por outro lado, acredita que a solução para esse conflito passa por ele ser tratado como um problema diplomático e político, e não como um problema jurídico.
“Será muito difícil encontrar a solução”, opina Touch.
A crise atual tem um antecedente em 2014, quando o casal canadense Kevin e Julia Garratt também foi preso na China supostamente por espionagem.
A prisão aconteceu logo depois de as autoridades canadenses prenderem o cidadão chinês Su Bin por suposto envolvimento em um complô para hackear sistemas com dados militares americanos confidenciais.
Muitos interpretaram a prisão dos Garratt como retaliação e uma tentativa de bloqueio da China para impedir a extradição de Su para os Estados Unidos.
Su Bin foi considerado culpado e condenado em 2016 na Califórnia a 46 meses de prisão.
Julia Garratt foi libertada sob fiança em 2015 e Kevin Garratt foi deportado em 2016, após a visita do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau à China.
“No momento, não há indicação de quando Pequim poderá deportar os Michaels”, disse Evans.
Houlden, por outro lado, não acredita que a sentença de Schellenberg será revertida, embora deixe a porta aberta para que ela “seja comutada para a prisão perpétua em algum momento”, analisa.

Fonte: G1 Mundo

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‘Se teu marido de agride, você pode fugir, mas não se o agressor é meu próprio filho’


Ser pai ou mãe de uma criança violenta é uma experiência traumática — e muitas vezes ocultada. Mãe relata abusos sofridos por parte do próprio filho e conta como é difícil evitar a situação
Owen Gent/BBC
Em meados do ano, Aidan (nome fictício) decidiu que queria matar a cadela da família. Ele atraiu o animal para trás do sofá de casa com uma salsicha e colocou as mãos sobre sua focinheira e ao redor de seu pescoço. “A coisa mais maluca é que ele, na verdade, ama o cachorro e a mim mais do que qualquer outra pessoa”, diz a mãe de Aidan, Hazel (nome também fictício).
“Mas somos nós dois que ele justamente tem como alvo mais frequente, e às vezes ele machuca (a cadela) para ver como eu vou reagir.”
Aidan dá chutes e bate, e antes costumava morder. Diz a Hazel que a odeia e quer que ela morra, e que vai conseguir uma arma para atirar nela. Já tentou empurrá-la da escada e descobriu pontos cegos na visão da mãe (que é deficiente visual), de modo que consegue atirar objetos na direção dela sem que ela perceba.
“É um comportamento abusivo, de bullying”, desabafa Hazel. “Sinto que estou numa relação de violência doméstica. Você diz que se o seu marido te bater, vai largá-lo, mas como vai fazer isso com seu filho? Você é ao mesmo tempo o protetor e a vítima da criança.”
A maioria dos pais nunca terá de se preocupar em ser atacada por uma criança violenta, mas, quando isso acontece, surge um dilema: ao mesmo tempo em que não podem deixar o filho à própria sorte, eles temem que buscar ajuda gere repercussões para o futuro da criança. Pesquisas indicam que esse problema é ocultado e mais comum do que se imagina.
No caso de Hazel, todas as facas da casa ficam trancadas longe do alcance de Aidan desde que ele pegou uma delas e foi atrás de um membro da família. Ele também já recorreu a outros objetos pontiagudos, como tesouras e cortadores de unha. “Tudo leva à violência”, lamenta a mãe.
“Ele é interessado em violência e vê violência em qualquer situação. Não podemos assistir a programas infantis porque ele gosta de reencenar qualquer pedacinho que contenha violência.”
Acessos de violência
Aidan foi adotado por Hazel e seu marido aos 4 anos de idade, e ela diz que desde então convive com seus acessos de violência, embora achasse que fossem passar com o tempo.
Aos 5 anos, ele fez com que uma professora da escola fosse hospitalizada duas vezes — a primeira delas ao chutá-la no rosto, quando ela se agachou para pegar um objeto que ele havia jogado. A equipe da escola foi treinada para conter Aidan de modo seguro quando ele tinha acessos de violência, às vezes por quase uma hora.
Hazel lembra da primeira vez que o viu depois de uma dessas contenções. “Ele estava sentado num sofá suado, tremendo — foi terrível”, conta. “Sentei e abracei meus joelhos, em posição fetal.”
Hazel se questiona hoje a respeito das técnicas de contenção usadas na escola, embora não saiba ao certo que outra maneira haveria para lidar com os acessos de violência do filho. “Deve ter sido traumatizante para ele, mas sei como ele era violento”, afirma. “Eu via os hematomas nas assistentes de professoras, e não sei que outro modo elas teriam para se manterem seguras.”
A escola criou uma sala acolchoada que virou um espaço seguro para levar Aidan quando ele colocava a si mesmo ou outros em perigo.O problema é que “ele passou a ser levado para lá todos os dias”, conta Hazel. “E ficava tão nervoso que quebrou o vidro reforçado da porta três vezes.” Até que a escola disse que não dava mais conta de cuidar de Aidan.
Milhares de casos por ano
Em 2010, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, fizeram a primeira análise de que se tem conhecimento sobre dados de violência de crianças contra os pais no Reino Unido, e identificou 1,9 mil registros em Londres durante um período de 12 meses.
A líder do projeto, Rachel Condry, que é professora de Criminologia, estima que, em território britânico, haja milhares de casos anualmente, a maioria dos quais nunca será registrado oficialmente. “É um problema oculto — muitos pais sentem que não podem levar o caso à polícia, ou não recebem nenhuma ajuda ou não encontram nenhum serviço (público adequado)”, diz ela.
Condry conta ter ouvido de muitos pais que eles convivem por anos com a violência antes de denunciar o ocorrido a autoridades — e só fazem isso quando realmente se sentem em perigo. “Eles ficam muito preocupados, e com razão, quanto a criminalizar seus filhos e quanto às consequências.”
Até o estudo de Condry, havia poucas pesquisas sobre esse tipo de violência — ou até mesmo consciência sobre sua existência. “Não constava em nenhum website, nenhuma política governamental — não havia menções a isso em lugar algum”, diz.
“Mas quando eu falava com pessoas que atendem crianças e famílias em todos os tipos de áreas (britânicas), essas pessoas me contavam se deparar com casos do tipo o tempo todo. Era um silêncio muito interessante.”
“Eles (pais) sentem uma vergonha muito grande”, diz Helen Bonnick, ex-assistente social que escreveu um livro sobre a violência entre filhos e pais. “Se você é um pai ou mãe, seu papel é criar a criança para se tornar um membro responsável da sociedade e um ser humano amoroso. Quando isso dá errado, as pessoas sentem que fracassaram. Não querem falar a respeito. E como ninguém fala a respeito, a pessoa sente ser a única vivendo aquilo.”
Assim como o abuso doméstico e a violência conjugal, a violência praticada pelos filhos contra os pais afeta pessoas de todas as classes sociais, ricos e pobres, e seria errado supor que acontece apenas quando há crianças que ficaram em orfanatos.
Na verdade, Michelle John, da instituição Parental Education Growth Support, especializada na violência de filhos contra os pais, diz que sua organização ajuda mais famílias biológicas do que adotivas.
Assim como acontece na família de Hazel, é mais provável que as mães sejam os alvos. “As mulheres têm muito mais probabilidade de serem vítimas de violência doméstica de todos os tipos, e esse é o caso aqui também”, diz Rachel Condry. “Embora aconteça com os pais, a violência de filhos contra mãe é a forma mais comum.”
Agora, nenhuma escola local aceita Aidan — todas as unidades especializadas o rejeitaram ou o expulsaram. A mais próxima que o aceitou fica a meia hora de carro e também não é capaz de atender às suas necessidades complexas. “Eles estão contendo ele, mas nada está sendo resolvido”, diz Hazel. “O garoto ainda está lutando.”
Academicamente, ele já está três ou quatro anos atrasado em relação às outras crianças da mesma idade, embora sua caligrafia seja bonita. Hazel pagou por sessões de treinamento para aprender técnicas que ela pode usar para diminuir o comportamento violento de Aidan, para evitar ser ferida. Uma tática é segurar uma grande almofada do sofá para evitar que Aidan seja capaz de machucá-la.
“Na primeira vez, ele pegou (a almofada) da minha mão e me atingiu com ela”, lembra Hazel, “então pensei: ‘Ok, preciso segurar com mais força’. Na segunda vez, funcionou muito bem — consegui colocá-la entre nós, e ele ficava socando e chutando, tentando contornar, mas não conseguia.”
Hazel destaca que seu filho não é mau, mas age assim por causa de traumas que aconteceram em seu passado — e não é culpa dele. “Mesmo que pareça que ele é um agressor, ele não é — ele não consegue evitar”, diz ela. “Ele é, na verdade, um menino de natureza doce — é adorável e engraçado, e nós nos amamos.”
Mas a tensão gerada por tudo isso a forçou a largar o emprego. Sua saúde piorou — ela teve herpes repetidamente e pneumonia mais de uma vez no ano passado, e agora toma antidepressivos. Seu relacionamento com o marido também foi prejudicado.
“Quando percebemos que havia um problema e que as coisas estavam muito difíceis, basicamente sentimos que havíamos cometido um erro e não tínhamos conseguido lidar com isso”, diz ela. “Mas dizer isso em voz alta significa que você tem que fazer algo, então nenhum de nós disse isso em voz alta. Basicamente, não nos falamos por cerca de seis meses.”
Quando há um problema?
O comportamento de uma criança se torna problemático quando é controlador, ameaçador, intimidador ou perigoso. Alguns sinais a serem observados são:
– Você muda seu comportamento para evitar confrontos com seu filho;
– Você teme por sua segurança ou pela segurança de outros membros da família;
– A criança está roubando ou danificando os pertences de outros membros da família;
– A criança ameaça você ou outras pessoas;
– A criança ameaça se machucar ou se envolver em comportamento de risco — leve sempre as ameaças de automutilação a sério;
– A criança é cruel com animais de estimação.
Alguns anos atrás, depois de refletir muito, Hazel estava prestes a tomar uma atitude drástica. “Achava o efeito que isso tudo estava tendo na família como um todo muito angustiante, então tomei a decisão de pegar Aidan e ir embora”, diz ela.
O marido de Hazel a convenceu a não fazer isso, e, embora agora ela reconheça que provavelmente foi a decisão certa, não ameniza a culpa que sente pelas outras crianças da família. “É a infância deles que colocamos em risco”, diz ela.
A família de Hazel deixou de visitar a casa de outras pessoas muito antes da pandemia de Covid-19. Eles não realizam ou vão a grandes eventos familiares. Hazel só vê os próprios pais quando Aidan está na escola, porque eles não conseguem lidar com a presença dele.
E ela não se encontra com seus amigos quando está com Aidan se alguma outra criança também estiver presente. Ela e o marido nunca saem à noite ou passam o fim de semana fora — não há ninguém com quem possam deixar Aidan e que seja capaz de cuidar dele. “É incrivelmente solitário”, desabafa Hazel.
Mas ela encontrou grande conforto em uma comunidade online de pais como ela, em fóruns em que as pessoas compartilham histórias e mecanismos de enfrentamento e oferecem apoio moral. Descobrir tantas pessoas vivendo uma situação semelhante foi uma verdadeira surpresa. “Existem muitas, muitas famílias como a minha”, diz ela.
Hazel mantém planilhas e está constantemente indo atrás das diferentes agências envolvidas com o passado de Aidan para descobrir quais decisões foram tomadas — ou não. Ela está sempre tentando encontrar a ajuda da qual ele precisa.
A grande esperança da família é colocar Aidan em um internato que visa reabilitar completamente crianças como ele em três anos, permitindo a elas voltar para casa, viver com suas famílias e frequentar escolas normais. “Eu realmente quero colocar ele em uma escola terapêutica, uma que realmente vá ajudá-lo”, diz Hazel.
Mas os critérios de admissão são rígidos e complicados, então é um tiro no escuro. Se Aidan não for aceito, Hazel se preocupa em como as coisas podem acabar para ele. “Ele será um parceiro abusivo e terá problemas com a polícia”, diz ela. “Ele vai perder o controle e entrar em uma briga — vejo ele na prisão.”
Por enquanto, ela continua tentando manter a situação sob controle. Quando Aidan está na escola, ela leva o cachorro para passear e pratica um pouco de mindfulness (atenção plena) para se preparar para o retorno dele.
Ele pode decidir revirar a casa, jogar o conteúdo da fruteira nela e pular do corrimão. Ou, se for uma noite tranquila, Aidan vai ouvir seus audiolivros — as mesmas histórias, repetidamente, seguindo as palavras nas páginas. E quando chegar a hora de dormir, as portas do andar de baixo estarão trancadas para que, se ele se levantar no meio da noite, não incomode o cachorro.

Fonte: G1 Mundo