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Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após saída dos EUA


Com a retirada de tropas americanas e da Otan, o Talibã ganhou espaço e pode estar perto de invadir a capital afegã, Cabul. Estimativas apontam que o Talibã tem cerca de 60 mil combatentes, sem contar com milícias e apoio estrangeiro
EPA via BBC
A rapidez com que o Talibã tem dominado territórios no Afeganistão surpreendeu muitas pessoas – capitais regionais parecem cair como dominós.
Enquanto os insurgentes avançam, o governo afegão tenta manter o controle sobre as cidades. Nesta semana, vazou um relatório de inteligência dos EUA que estima que Cabul pode ser atacada nas próximas semanas, e que o governo afegão pode entrar em colapso em 90 dias.
Talibã avança para retomar o controle total do Afeganistão
Nesta sexta (13), os talibãs já dominaram a segunda maior cidade do Afeganistão, Kandahar, de cerca de 600 mil habitantes.
‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’, diz Talibã
Local de origem do Talibã, Kandahar é estrategicamente importante por possuir um aeroporto internacional, pela produção rural e industrial e por ser um dos maiores entrepostos comerciais do país.
Mas como esse avanço avassalador do grupo radical islâmico ocorreu tão rapidamente?
Os Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entre eles o Reino Unido, gastaram boa parte dos últimos 20 anos treinando e equipando as forças de segurança do Afeganistão.
Inúmeros generais americanos e britânicos já declararam que haviam formado um Exército afegão mais poderoso e qualificado – promessas que hoje parecem vazias.
A força do Talibã
Talibã patrulha cidade de Ghazi, perto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta-feira (12)
Gulabuddin Amiri/AP Photo
O governo afegão deveria, em tese, ter vantagem sobre os talibãs, com mais tropas à sua disposição. As forças de segurança do Afeganistão contam com 300 mil pessoas, pelo menos no papel. Isso inclui exército, força aérea e polícia.
Mas, na realidade, o país sempre teve dificuldades para alcançar as metas de recrutamento. O exército e a polícia têm uma história tumultuada, com número elevado de mortes, deserções e corrupção. Alguns comandantes inescrupulosos já se apoderaram de salários de tropas que simplesmente não existiam: os chamados “soldados fantasmas”.
No seu último relatório ao Congresso dos EUA, o Inspetor Geral Especial para o Afeganistão (SIGAR) expressou “sérias preocupações sobre o efeito corrosivo da corrupção… e a questionável precisão dos dados sobre a robustez atual” das forças de segurança.
Jack Watling, do Royal United Services Institute, diz que o exército afegão nunca soube quantas tropas ele realmente tem. Além disso, diz Waitling, há problemas com manutenção de equipamentos e moral dos militares.
Soldados são frequentemente enviados para áreas onde eles não têm conexões tribais ou familiares. Essa é uma razão pela qual alguns rapidamente abandonaram seus postos sem sequer oferecer resistência, quando os territórios foram invadidos.
Entenda quem financia grupo extremista Talibã
A força do Talibã é ainda mais difícil de mensurar. Segundo o Centro de Combate ao Terrorismo, estimativas sugerem que existem cerca de 60 mil combatentes. Com o apoio de milícias, o número pode chegar a 200 mil.
Dr. Mike Martin é um ex-oficial do exército britânico que escreveu o livro An Intimate War (Uma guerra íntima), sobre o conflito na província afegã de Helmand. Ele alerta para os perigos de definir o Talibã como um grupo monolítico.
Segundo Martin, o “Talibã está mais para uma coalizão de donos de franquias independentes, que se afiliaram, provavelmente temporariamente.”
Ele observa que o governo afegão também sofre com divisões entre facções locais. A mudança na história do Afeganistão ilustra como famílias, tribos e até mesmo funcionários do governo mudaram de lado – muitas vezes para garantir sua própria sobrevivência.
Acesso a armas
Talibãs em Farah, uma capital de província do Afeganistão, em 11 de agosto de 2021
Mohammad Asif Khan/AP
Mais uma vez o governo afegão deveria ter vantagem tanto em financiamento quanto em armas. Ele recebeu, sobretudo dos EUA, bilhões de dólares para pagar salários de soldados e equipamentos. No seu relatório de julho de 2021, o Inspetor Geral Especial para o Afeganistão disse que mais de US$ 88 bilhões haviam sido gastos com segurança no Afeganistão.
Mas acrescentou: “A pergunta sobre se esse dinheiro foi bem gasto vai ser respondida pelo desenrolar do combate.”
A força aérea afegã deveria garantir ao governo uma vantagem crítica no campo de batalha. Mas ela tem tido dificuldades para manter e tripular suas 211 aeronaves- um problema que vem se agravando com o fato de o Talibã direcionar deliberadamente ataques a pilotos. A aeronáutica afegã também não tem sido capaz de atender às demandas dos comandantes em terra.
Isso ajuda a explicar a recente participação da força aérea dos EUA na tentativa fracassada de manter o controle de cidades como Lashkar Gah. Ainda não está claro por quanto tempo os EUA estão dispostos a prover esse tipo de apoio.
O Talibã normalmente depende da receita do tráfico de drogas, mas também recebe apoio estrangeiro, principalmente do Paquistão.
Mais recentemente, o Talibã conseguiu capturar armas e equipamentos das forças de segurança afegãs, como metralhadoras, morteiros e artilharias.
O Afeganistão já estava inundado de armas após a invasão soviética, e o Talibã mostrou que o mais cruel pode derrotar uma força muito mais sofisticada.
Pense no efeito mortal do Dispositivo Explosivo Improvisado (IED) nas forças americanas e britânicas. Isso, somado ao profundo conhecimento local e à compreensão do terreno, têm garantido vantagem ao grupo radical islâmico.
Foco no norte e oeste
Apesar da natureza heterogênea do Talibã, alguns ainda enxergam evidências de um plano coordenado em seu avanço recente.
Ben Barry, um ex-brigadeiro do exército britânico e agora membro sênior do Instituto de Estudos Estratégicos, reconhece que os ganhos do Talibã podem ser oportunistas, mas acrescenta: “Se você fosse escrever um plano de ataque, seria difícil chegar a algo melhor do que isso. ”
Ele aponta para o foco dos ataques do Talibã no norte e no oeste, não em seus tradicionais redutos do sul, com sucessivas capitais regionais caindo em suas mãos.
O Talibã também capturou passagens de fronteira importantes e postos de controle, canalizando as receitas alfandegárias que eram essenciais para o governo.
O grupo também aumentou os assassinatos de funcionários importantes, ativistas de direitos humanos e jornalistas. Com isso, lentamente, conseguiu eliminar alguns dos pequenos progressos obtidos nos últimos 20 anos.
Já a estratégia do governo afegão é mais difícil de identificar. Promessas de retomada do território capturado pelo Talibã parecem cada dia mais vazias.
Barry diz que o plano parece ser manter o controle das maiores cidades. Comandantes afegãos já foram deslocados para tentar evitar que Lahskar Gah e Helmand caiam nas mãos dos insurgentes.
Mas por quanto tempo vão conseguir evitar isso?
Pessoas saem do Afeganistão rumo ao Paquistão, em 13 de agosto de 2021
Jafar Khan/AP
As forças especiais afegãs são relativamente pequenas em número, cerca de 10 mil, e elas já estão sobrecarregadas. O Talibã também parece estar ganhando a propaganda da guerra e a batalha de narrativas.
Barry diz que o sucesso atual deles no campo de batalha aumentou o moral e garantiu um senso de união. Em contraste, o governo afegão está vivendo um momento de atritos, com demissão de generais.
Qual o fim do jogo?
A situação certamente parece desoladora para o governo afegão.
Mas Jack Watling diz que “a situação ainda pode ser salva pela política”. Se o governo conseguir conquistar o apoio dos líderes tribais, diz ele, ainda existe a chance de reverter o problema.
Essa visão é ecoada por Mike Martin, que aponta para o retorno do ex-senhor da guerra Abdul Rashid Dostum a Mazar-i-Sharif como um momento significativo. Ele já está negociando acordos.
A temporada de combates de verão logo terminará com o início do inverno afegão – tornando as operações mais difíceis para as forças em solo.
Ainda é possível que haja um ‘empate’ até o final do ano. O governo afegão vai se agarrar à defesa de Cabul e de uma gama de cidades grandes.
A maré pode até mudar se houver fraturas no Talibã. Mas, no momento, parece que os esforços dos EUA e da Otan em garantir paz, segurança e estabilidade no Afeganistão foram tão infrutíferos quanto os dos soviéticos que vieram antes deles.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente do México chama de ‘fracasso’ a conquista espanhola, ocorrida há 500 anos


‘Conquista e colonização são sinais de atraso’, critica López Obrador. Data marca cinco séculos desde a tomada de Tenochtitlan pelos espanhóis. Presidente do México, Andrés López Obrador, durante celebração nesta sexta (13) dos 500 anos da tomada de Tenochtitlan pelos espanhóis
Alfredo Estrella/AFP
O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse que a conquista dos espanhóis “foi um fracasso retumbante”, ao relembrar nesta sexta-feira (13) os 500 anos desde a queda do Império Asteca.
“Este desastre, cataclismo, catástrofe, como você quiser chamar, nos permite sustentar que a conquista foi um fracasso retumbante”, disse López Obrador, presidindo uma cerimônia que relembrou cinco séculos da queda da Grande Tenochtitlán, a cidade asteca.
A cerimônia foi realizada no Zócalo, praça central que foi o coração do Império Asteca, na presença de representantes indígenas do México, Canadá e Estados Unidos e descendentes de Moctezuma II, o terceiro imperador.
Cerimônia na Cidade do México nesta sexta (13) relembra 500 anos de ‘resistência indígena’ diante dos conquistadores espanhóis
Rodrigo Arangua/AFP
“De que civilização podemos falar se a vida de milhões de seres humanos se perde e a nação, o império ou a monarquia dominante não consegue em três séculos de colonização recuperar a população que existia antes da ocupação militar?”, acrescentou o presidente.
López Obrador fez uma contagem das doenças sofridas pelos índios com a chegada dos espanhóis e os acusou de levar grandes quantidades de ouro.
“O ouro que tiraram do México, em 300 anos” que durou a colônia espanhola “foi de 182 toneladas”, disse.
A conquista e a colonização “são sinais de atraso, não de civilização, menos de justiça”, sublinhou de costas para uma monumental representação do Templo Mayor, centro da vida religiosa da era mexica.
“Tomara que todos nós nos comprometamos com a não repetição. E digamos nunca mais a uma invasão, ocupação ou conquista”, acrescentou.
Obrador exige desculpas
Cerimônia na Cidade do México nesta sexta (13) relembra 500 anos de ‘resistência indígena’ diante dos conquistadores espanhóis
Rodrigo Arangua/AFP
O presidente de esquerda insistiu em outras ocasiões que a Espanha e a Igreja Católica devem se desculpar pelos excessos cometidos durante a conquista.
Sem ter obtido uma resposta favorável a esta reclamação, López Obrador pediu nesta sexta-feira “perdão às vítimas da catástrofe causada pela ocupação militar espanhola da Mesoamérica e do resto do território da atual República Mexicana”.
O Zócalo e as ruas ao redor foram fechadas para o trânsito de pessoas fora da cerimônia, incluindo indígenas que comemoraram na quinta-feira o último dia soberano de Tenochtitlán com danças e orações.

Fonte: G1 Mundo

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Criança pequena encontra arma e mata mãe com tiro na cabeça durante videoconferência de trabalho nos EUA

Idade da criança não foi divulgada, mas polícia se referiu a ela como ‘toddler’, termo em inglês usado para definir crianças entre os 12 e 36 meses. Um dos participantes da reunião acionou emergência após vê-la no fundo e ouvir o som de um tiro; Shamaya Lynn, de 21 anos, caiu para trás e não retornou ao vídeo. Uma criança pequena encontrou uma arma carregada dentro de casa e matou a mãe com um tiro na cabeça enquanto ela participava de uma reunião online de trabalho, na quarta-feira (11). Os colegas da mulher viram a cena ao vivo, segundo a polícia da Flórida.
A idade da criança não foi divulgada, mas a polícia se referiu a ela como “toddler”, termo em inglês usado para definir crianças entre os 12 e 36 meses.
Um dos participantes da videoconferência acionou o serviço de emergência após ver a criança no fundo e ouvir o som de um tiro, segundo a polícia de Altamonte Springs. A mulher, identificada como Shamaya Lynn, de 21 anos, caiu para trás e não retornou ao vídeo.
Mulher usa mira a laser de arma para brincar com gato e acerta tiro em amigo nos EUA
“Policiais e paramédicos fizeram o melhor que puderam para acudir a sra. Lynn, mas ela foi encontrada com um ferimento a bala na cabeça”, diz um comunicado da polícia.
As autoridades disseram que a arma claramente não estava guardada em um lugar seguro. Os investigadores trabalham em conjunto com o gabinete da Procuradoria do Condado de Seminole para determinar se serão apresentadas acusações contra alguém.
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Fonte: G1 Mundo

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Julho de 2021 foi o mais quente já registrado na história, diz agência americana


Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA) diz que o mundo teve, no mês passado, as maiores temperaturas desde o início das medições, que começaram no fim do século XIX. Homem se refresca em totem de vapor de água em Vancouver, no Canadá
Jennifer Gauthier/Reuters
O mês de julho de 2021 foi o mais quente já registrado na história, informou nesta sexta-feira (13) a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA).
O recorde é para todo o mundo e leva em consideração todas as medições feitas pela entidade, que começou a registrar a temperatura global em 1880.
O gerente da NOAA, Rick Spinrad, disse em um comunicado que esse novo recorde avança em direção a um “caminho perturbador” por conta das mudanças climáticas.
Mudanças recentes no clima causadas pelo homem não têm precedentes, aponta relatório da ONU
Mudanças do clima: as previsões do IPCC para a América do Sul
Limitar aquecimento a 1,5ºC pode ser impossível
Com os dados do mês passado, a agência já acredita que 2021 estará na lista dos dez anos mais quentes desde o estabelecimento de registros meteorológicos.
O que diz a NOAA?
Julho mais quente em 142 anos: a mês registrou 0,93ºC a mais que a média de todo o século XX. Além disso, a temperatura do mês ficou 0,01ºC superior ao recorde anterior – estabelecido em julho de 2016 (que se repetiu em 2019 e 2020).
O hemisfério norte: houve um aumento “sem precedentes” de 1,54ºC na temperatura em relação a média para o mesmo mês nas áreas continentais do hemisfério norte, ultrapassando o recorde anterior registrado e 2012.
Recordes regionais: A Ásia teve seu julho mais quente desde 2010, a Europa ficou com o segundo mais quente – atrás apenas do verão de 2018 – e as Américas, África e Oceania também tiveram o este mês entre os dez mais quentes da história.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Paralimpíadas: o médico judeu que fugiu do nazismo e está por trás da origem do evento


Ludwig Guttman cuidava de ex-soldados feridos na guerra em hospital inglês quando notou efeito positivo da prática de esportes sobre eles. Guttmann comandou a divisão de tratamento de lesões de coluna em hospital britânico
BBC
Um médico judeu que escapou da Alemanha nazista está na origem da Paralimpíada, evento que começa em 24 de agosto em Tóquio, no Japão.
Ludwig Guttmann ajudou a fundar e comandou a divisão de tratamento de lesões de coluna no hospital de Stoke Mandeville, na Grã-Bretanha.
Lá, muitos dos pacientes eram ex-combatentes de guerra e Ludwig usou o esporte para mudar suas vidas.
“Nós começamos com ex-soldados, ainda durante a guerra, primeiro com jogos simples, como dardo, sinuca e uma espécie de boliche”, disse o alemão naturalizado britânico em imagens de arquivo da BBC. Ele morreu em 1980.
“Aí vi como aqueles homens reagiam, não apenas fisicamente, mas psicologicamente.”
Guttmann promoveu as primeiras competições públicas para pessoas com deficiência na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres de 1948.
Nos anos 1960, essas práticas foram incorporadas aos Jogos Olímpicos. Nasciam, assim, as Paralimpíadas.
‘Rígido’ e carinhoso
O tenista de mesa Philip Lewis, que participou das Paralimpíadas de 1962, disse à BBC que Ludwig era “um tanto rígido com sua equipe e com os atletas”.
“Mas por trás de tudo havia aquele enorme carinho. Ele fazia você perceber que ele queria o melhor e que você tinha que encontrar um caminho.”
Uma das maiores atletas paralímpicas britânicas, Grey Thompson afirmou, em entrevista à BBC, que pessoas com deficiência têm uma dívida com o médico.
“Ele acreditava que nós deveríamos viver uma vida normal. E foi persistente num tempo em que as pessoas provavelmente imaginavam que ele fosse um tanto louco por acreditar que portadores de deficiência poderiam ser ativos.”
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Fonte: G1 Mundo

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Polícia responde a tiroteio perto de Toronto, no Canadá


Shopping ficou fechado durante ação policial. Não há informação sobre mortos ou feridos. Mapa identifica local de tiroteio no Canadá em 13 de agosto de 2021
G1 Mundo
A policia de Toronto, maior cidade do Canadá, informou nesta sexta-feira (13) que respondeu a um tiroteio em um shopping em Etobicoke, na região metropolitana. O local foi fechado — ou seja, foi colocada uma ordem para que ninguém entrasse ou saísse do estabelecimento.
Segundo a corporação, as autoridades canadenses ainda investigam o que aconteceu no local. Até a última atualização deste texto, não havia informação sobre feridos, nem sobre presos ou motivações para o possível crime.
Reportagem em atualização

Fonte: G1 Mundo

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Mulher usa mira a laser de arma para brincar com gato e acerta tiro em amigo nos EUA


Jovem de 19 anos, que não teve sua identidade divulgada, foi acusada de uso negligente de uma arma, que ela diz ter achado que estava descarregada. Homem baleado irá enfrentar acusações por violar as condições de uma condicional, que o impediam de portar pistola. Policiais são vistos em frente ao local onde mulher disparou acidentalmente em amigo após usar arma para brincar com gato, em Kenosha, nos EUA
Terry Flores/The Kenosha News via AP
Uma mulher baleou acidentalmente um amigo ao usar a mira a laser de uma pistola para brincar com um gato em Wisconsin, na quinta-feira (12), segundo autoridades locais.
A jovem de 19 anos, que não teve sua identidade divulgada, foi acusada de uso negligente de uma arma. Ela estava visitando um apartamento na cidade de Kenosha quando seu amigo, de 21 anos, chegou ao local com a pistola.
A mulher, que segundo uma testemunha tinha bebido, pegou a arma, “ligou a mira e apontou o laser para o chão para que o gato perseguisse o ponto de luz”. Foi então que a pistola disparou, segundo o boletim de ocorrência.
O homem, que estava parado na porta, foi baleado na coxa. Ele saiu e foi até o apartamento vizinho, onde foi encontrado por policiais que atenderam a um chamado, segundo o jornal “Kenosha News”.
Ele foi levado a um hospital e não há informações sobre seu estado, mas as autoridades dizem que ele irá enfrentar acusações por violar as condições de uma condicional, que o impediam de portar uma arma.
A autora do tiro disse à polícia que pensou que a arma estava descarregada e que ela disparou “acidentalmente”, ainda de acordo com o boletim de ocorrência.
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Fonte: G1 Mundo

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Argentina: oposição pede impeachment de Alberto Fernández por ter comemorado o aniversário da esposa com uma festa com menos de 12 pessoas


O líder é acusado de ter violado as regras de quarentena do país ao realizar uma pequena festa em sua residência. Fotos da festa ocorrida na moradia presidencial vieram a público. Imagem de Alberto Fernández, da Argentina, em 6 de agosto de 2021
Gabriel Bouys/Reuters
Um grupo de parlamentares de oposição da Argentina apresentará nesta sexta-feira (13) um pedido de impeachment contra o presidente Alberto Fernández por causa do “desempenho ruim na administração da pandemia de Covid-19”, disseram os parlamentares.
O pedido é essencialmente simbólico, e vem em um momento de tensões políticas crescentes antes das eleições parlamentares marcadas para 14 de novembro — até patrocinadores da medida admitiram que não têm votos para aprová-la.
Entre outras coisas, eles acusam o líder peronista de ter violado as regras de quarentena do país ao realizar uma pequena festa em sua residência. O escândalo estourou quando fotos de uma festa ocorrida na moradia presidencial vieram a público.
A reunião de menos de uma dúzia de pessoas teria sido uma comemoração do aniversário da primeira-dama Fabiola Yañez, em julho do ano passado. Um decreto governamental impedia tais reuniões à época.
Presidente argentino, Alberto Fernández, anuncia quarentena rigorosa de nove dias
Um projeto de lei a ser apresentado por membros do partido Juntos pela Mudança ainda nesta sexta-feira pede o impeachment de Fernández “por violação de medidas adotadas pelas autoridades para evitar a disseminação de uma epidemia”.
O país de 45 milhões de habitantes acumula 108.500 mortes relacionadas à Covid-19, de acordo com dados oficiais.
Também nesta sexta-feira, o chefe de gabinete do presidente, Santiago Cafiero, reconheceu que a reunião foi “um erro”.
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Fonte: G1 Mundo

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Há 60 anos era erguido o Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria


Após a 2ª Guerra, a atual capital alemã fora dividida politicamente, mas a circulação era livre. Até que, em 13 de agosto de 1961, uma construção literalmente cimentou a divisão entre o mundo comunista e o capitalista. Muro de Berlim
Sem Fronteiras
“Portão de Brandemburgo fechado”. Com essa manchete, nas primeiras horas de 13 de agosto de 1961 a agência de notícias Associated Press (AP) anunciava um acontecimento decisivo para a história mundial: a construção do Muro de Berlim.
Nesse dia foi bloqueada a marca registrada da metrópole alemã, situada diretamente na junção entre o Leste e o Oeste. Simultaneamente, soldados do Exército Nacional do Povo (NVA) e tropas de operários da comunista República Democrata Alemã (RDA) obstruíam todos os demais caminhos para Berlim Ocidental, de início com arame farpado.
ESPECIAL: Marcas do Muro de Berlim
A operação “Salvaguarda das Fronteiras”, comandada pelo futuro chefe de Estado alemão-oriental Erich Honecker, era o último passo para literalmente cimentar a divisão de Berlim. Pois em breve se começaria a erguer um quase intransponível muro de pedra e concreto, de 3,60 metros de altura.
Desse modo, selava-se a última e maior brecha por onde, desde a divisão estatal da Alemanha, em 1949, escapara grande parte dos cerca de 2,6 milhões de refugiados da RDA – na esperança de uma vida melhor, dos pontos de vista material, cultural e político, na República Federal da Alemanha (RFA), no oeste.
Queda do Muro de Berlim completou 30 anos em 2019, relembre
Símbolo concreto da Guerra Fria
O êxodo em massa empurrara o Estado alemão-oriental cada vez mais à beira da ruína econômica. Faltavam urgentemente sobretudo operários especializados e médicos. Para evitar a continuação da sangria demográfica e, desse modo, colocar uma tranca diante da RDA, os dirigentes em Berlim Oriental só viam uma saída: o Muro.
Na propaganda oficial, contudo, o fechamento da fronteira é justificado de modo bem diferente: “A manutenção da paz exige exige que se dê um fim às atividades dos revanchistas alemães-ocidentais.” Essa retórica agressiva era típica de uma época em que a superpotência comunista União Soviética (URSS) e seu rival capitalista Estados Unidos travavam um duelo implacável pelo modelo social supostamente melhor.
Muro de Berlim
Sem Fronteiras
Na disputa, a RDA estava do lado e sob a influência da URSS, enquanto a RFA integrava a facção dos EUA. O perigo de uma terceira guerra mundial, desta vez atômica, era muito real. Ambos os lados expandiam constantemente seus arsenais militares. Fala-se de um “equilíbrio do terror”. Essa era, que só terminaria com a queda do Muro de Berlim, em 1989, entraria para a história como Guerra Fria.
Os quatro setores do pós-guerra
Em todas essas décadas, a Berlim dividida foi foco da disputa dos sistemas. Símbolo político da dominação dos nacional-socialistas, de 1933 a 1945, ela fora seccionada em quatro setores pelas potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial.
Na parte leste, os soviéticos é que mandavam; no oeste, os americanos, britânicos e franceses. Todas as tentativas dos comunistas de colocarem a metrópole inteiramente sob seu controle fracassaram diante da resistência dos Aliados ocidentais.
O então presidente americano John F. Kennedy definiu Berlim Ocidental democrática como uma “ilha de liberdade no mar comunista”. No entanto, foi forçado a aceitar a construção do Muro, da mesma forma que os diretamente atingidos: os mais de 3 milhões de residentes de ambos os lados da “muralha anti-imperialista”, como o regime da RDA denominava a proteção de fronteira de cerca de 155 quilômetros de extensão.
Presidente dos EUA à época, John Kennedy observa o lado oriental de Berlim por cima do muro, de uma plataforma, em foto de junho de 1963
AP/Arquivo
Nos 28 anos de sua existência, mais de 140 cidadãos morreram por causa do Muro de Berlim. Hoje, para recordar esses destinos há o memorial central da rua Bernauer Strasse, onde ainda se manteve um trecho de mais de 200 metros do Muro. Curiosos de todo mundo vão até lá para ter uma ideia do que significou a divisão da atual capital alemã.
O homem que cavou um túnel para os outros
Testemunhas da época relatam suas experiências, entre as quais histórias mirabolantes. Como a de Joachim Rudolph, que, após conseguir escapar, cavou um túnel de 140 metros do Oeste para o Leste, a fim de abrir para outros o caminho da liberdade.
Passados 60 anos da construção do Muro, o ex-cúmplice de evasão é um homem extremamente solicitado. Numa roda de debates da fundação federal para avaliação da ditadura comunista da RDA (Bundesstiftung Aufarbeitung), ele conta sobre uma vivência decisiva, quando inspecionava a área com um amigo, pouco após o bloqueio da fronteira.
“Nós vimos uma cerca de arame farpado atravessada sobre a Bernauer Strasse. Na frente, estavam cinco ou seis soldados de fronteira, de kalashnikov pendurada no pescoço e capacete de aço na cabeça.” De repente, os amigos ouviram os brados: “O que é que estão pensando, não sabem ler? Aqui é zona de fronteira! Proibido entrar!”
Nesse momento, Rudolph sentiu que a situação era séria, pois os soldados não deixaram a menor dúvida: se ele e o amigo não dessem meio volta imediatamente, eles iam fazer uso das armas.
O Muro e os muros para os jovens
Testemunhas da época e locais autênticos como a Bernauer Strasse são um ponto de atração em especial para os jovens interessados na história do Muro de Berlim. Lennart Siebels, de 26 anos, cresceu nos limites de Berlim, onde hoje corre o Mauerweg, a “trilha do Muro”.
“Morando tão perto do bosque, com essa trilha e essa faixa de areia do lado, naturalmente você se pergunta, desde cedo: ‘Por que ela está aí?’ Acho que assim o interesse nasceu muito mais cedo do que se eu morasse na cidade.”
A relação é bem diferente para Lena Quincke, de 22 anos, nascida no Camarões, filha de pai alemão, e crescida na Etiópia. Apesar de só ter vindo para a Alemanha em 2017, estudava na África numa escola alemã, e o Muro de Berlim fazia parte do currículo.
Desde que está no país, contudo, conseguiu ter uma noção melhor de como er a da Berlim antes dividida tornou-se muito mais diferenciada: “Quando se vê estes restos de construção e sabe que antes aqui havia um muro, e que a gente não podia simplesmente passar, isso desencadeia muitos sentimentos.” E questões, como “com que parte da Alemanha você se associa”.
Apesar de suas biografias tão diversas, ambos partilham uma característica típica de sua geração: ao escutar a palavra “muro”, não pensam imediatamente no que cortou Berlim de 1961 a 1989, mas naquele planejado pelo ex-presidente americano Donald Trump, entre os EUA e o México. O de Berlim, afinal, “eu nem vivenciei”, explica Siebels.
Quincke vê paralelos entre os velhos e os novos muros. Sobretudo os perigos são iguais: onde está um, há sempre alguma brecha, os seres humanos sempre encontram um jeito de ultrapassar, “e isso termina para muitos de modo muito sangrento ou perigoso”.
Como exemplo, ela cita a divisão entre Israel e os territórios palestinos, especificamente o muro de Jerusalém. Lá se vê o impacto sobretudo sobre a população civil. Não importa de que muro se fale, a reação de Quincke é de repulsa: “Com certeza, para mim é sempre uma ‘bandeira vermelha’.”

Fonte: G1 Mundo

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Enchentes na Turquia deixam 31 mortos e obrigam 1,7 mil a deixarem suas casas


A Turquia enfrenta, ao mesmo tempo, enchentes no norte e incêndios florestais no sul do país. Equipes de resgate atuam em meio a enchente no norte da Turquia em 13 de agosto de 2021
Onder Godez/Governo da Turquia
Ao menos 31 pessoas morreram nas enchentes que atingem o norte da Turquia, informaram as autoridades do país nesta sexta-feira (13). A força da água destruiu casas, derrubou pontes e arrastou carros na região do Mar Negro.
Cerca de 1.700 pessoas precisaram deixar suas casas em áreas consideradas de risco. Mais de 300 vilas locais continuam sem energia elétrica e algumas estradas seguem intransitáveis por conta da água e de deslizamentos.
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Alagamentos são comuns na região durante o verão do hemisfério norte, mas o ministro do Interior turco disse que essa foi a pior enchente já registrada. O presidente Recep Tayyip Erdogan visitou a região mais afetada.
“A tristeza de vocês é a de todos nós. O Estado está com vocês com todos os meios disponíveis”, disse Erdogan.
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Enchentes e incêndios ao mesmo tempo
Ao mesmo tempo, o sul do país enfrenta uma seca e incêndios que já queimaram milhares de quilômetros quadrados de florestas.
Vários turistas e moradores foram evacuados das áreas afetadas. Na ilha grega de Eubeia, alguns monges foram retirados à força, após se negarem a abandonar seus mosteiros.
Na turística Gytheio, no sul do Peleponeso, 5.000 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e ir para uma cidade vizinha.
Lideranças políticas e associações pediram ao governo turco que tome medidas radicais para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, já que atribuem estes desastres à mudança climática.
A Turquia não ratificou o Acordo de Paris sobre o Clima de 2015, que estabeleceu metas a serem atingidas para se conter o aquecimento global.

Fonte: G1 Mundo