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Pessoa é ferida a faca em aeroporto na Alemanha; agressor fugiu

Vítima foi levada ao hospital em Dusseldorf e o autor do crime está fugindo, segundo uma porta-voz da polícia federal alemã. Esfaqueamento ocorreu do lado de fora do aeroporto. Uma pessoa foi ferida nesta terça-feira (5) em um ataque a faca no aeroporto de Dusseldorf e o autor do crime está fugindo, afirmou uma porta-voz da polícia federal alemã.
A vítima foi levada ao hospital e a polícia estadual está procurando o autor do crime. O esfaqueamento ocorreu no estacionamento do aeroporto.
Segundo a porta-voz, imagens de câmeras de vigilância mostraram dois homens caminhando às 12h16 (horário local, 7h16 em Brasília), no momento em que o ataque ocorreu.
Posteriormente, um porta-voz da polícia de Dusseldorf disse que “o incidente envolve uma pessoa sem-teto na área de estacionamento”.
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Fonte: G1 Mundo

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Repórteres Sem Fronteiras põe Bolsonaro na lista de ‘predadores da liberdade de imprensa’

Lista é composta por 37 chefes de Estado ou de governo que ‘impõem uma repressão em massa da liberdade de imprensa no mundo’. Entre eles estão Bashar al-Assad e Vladimir Putin. ONG Repórteres Sem Fronteias classifica Bolsonaro como ‘predador’ da liberdade de imprensa
A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou na segunda-feira (5) a edição 2021 do seu relatório “predadores da liberdade de imprensa”. O presidente Jair Bolsonaro integra pela primeira vez a lista, que é composta por 37 chefes de Estado ou de governo que “impõem uma repressão em massa da liberdade de imprensa no mundo”.
Além de “tiranos veteranos”, como Kim Jong-un, Bashar al-Assad e Vladimir Putin, a edição 2021 tem a particularidade de também citar pela primeira vez duas mulheres e um europeu (veja no vídeo acima e mais detalhes abaixo). O último relatório da ONG internacional foi publicado em 2016.
Todos os 37 chefes de Estado ou de governo citados restringem a liberdade do exercício do jornalismo com a “criação de estruturas de censura, a detenção arbitrária de profissionais da mídia e a incitação à violência contra os jornalistas”, afirma a ONG internacional.
Há inclusive “predadores” que estão diretamente ligados a assassinatos de profissionais da mídia, como o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, envolvido na morte atroz do jornalista saudita Jamal Khashoggi.
Entre os citados, 16 representam países que integram a pior posição do relatório anual da RSF sobre a liberdade de imprensa e 19 vêm de países que figuram na lista vermelha, onde o exercício do jornalismo é considerado difícil (caso do Brasil).
A média de idade dos chefes de governo é de 66 anos, e quase a metade dos citados (17 dos 37) entrou para a lista pela primeira vez. Mais de um terço deles (13) são da região Ásia-Pacífico.
“Cada um desses predadores tem um método particular. Alguns impõem o terror com ordens irracionais e paranoicas. Outros criam estratégias baseadas em leis restritivas”, afirmou o secretário-geral da organização, Christophe Deloire. “Temos de impedir que suas formas de impor a repressão se tornem o ‘novo normal’.”
Novos predadores
Para cada predador, a RSF publica um perfil, revelando seus métodos de repressão e censura. Sobre o Jair Bolsonaro, a organização diz que o presidente brasileiro alimenta um clima de ódio e desconfiança.
“Ameaças, agressões, assassinatos… O Brasil continua sendo um país particularmente violento para a imprensa, em que muitos jornalistas são mortos em conexão com seu trabalho”, principalmente em cidades de pequeno e médio porte, indica a RSF. Segundo a ONG, “o trabalho da imprensa brasileira se tornou especialmente complexo desde que Jair Bolsonaro foi eleito presidente, em 2018. Insultos, difamação, estigmatização e humilhação de jornalistas passaram a ser a marca registrada do presidente brasileiro”, afirma o texto.
A crise provocada pela Covid-19 piorou ainda mais a situação. “A pandemia de coronavírus expôs sérias dificuldades de acesso à informação no país e deu origem a novos ataques do presidente contra a imprensa, que ele rotula como responsável pela crise e que tenta transformar em verdadeiro bode expiatório.”
A RSF lembra que “a mídia brasileira ainda é bastante concentrada, principalmente nas mãos de grandes famílias, com frequência próximas da classe política. O sigilo das fontes é regularmente prejudicado e muitos jornalistas investigativos são alvo de processos judiciais abusivos”.
Velhos tiranos
Além de Bolsonaro e Mohammed bin Salman, também entraram na galeria dos tiranos da liberdade de imprensa o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defensor autoproclamado da democracia “iliberal”. As duas mulheres que entraram para o rol são Carrie Lam, que dirige Hong Kong e reprime a mando de Pequim o movimento pró-democracia do território semiautônomo chinês, e a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, que comanda o país desde 2009.
Entre os “predadores históricos”, que figuram na “sinistra lista” da RSF há mais de 20 anos, estão o presidente sírio, Bashar al-Assad, o guia supremo do Irã, Ali Khamenei, e os presidentes russo, Vladimir Putin, e bielorusso, Alexandre Lukashenko, sem esquecer os africanos Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial, Paul Kagamé, de Ruanda, e Issaias Afwerki, presidente da Eritreia.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia enfrenta baixa adesão à vacinação com métodos de coerção


Maioria da população revela ceticismo e leva o governo a impor cotas de vacinados às empresas e licença sem remuneração aos trabalhadores que resistem ao imunizante. Profissionais de saúde carregam paciente com suspeita de ter Covid-19 para um hospital em Kommunarka, nos arredores de Moscou, em 26 de junho de 2021, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na Rússia
Alexander Zemlianichenko/AP
Primeiro país a desenvolver uma vacina contra o coronavírus —a Sputnik V—, a Rússia amarga o ceticismo da maioria da população em relação ao imunizante. Alimentada pela variante delta, a terceira onda da pandemia bate à porta dos russos e registra os maiores índices de mortes nos últimos cinco dias. Ainda assim, 54% dizem que não estão prontos para ser vacinados, conforme revelaram ao instituto de opinião independente Levada Center.
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Putin diz que tomou a Sputnik V, mas que é contra a vacinação obrigatória contra a Covid
Em tese, a vacinação não é obrigatória na Rússia, mas a baixa adesão fez o governo adotar a estratégia da coerção. As empresas precisam cumprir a cota de 60% de funcionários vacinados para não sofrer multas ou suspensão de suas atividades. Ato contínuo, os trabalhadores que se recusarem a serem imunizados, estão sujeitos a uma licença obrigatória e sem remuneração.
Desta forma, o governo pretende ampliar a taxa de 16% de vacinados com a primeira dose e alcançar a meta de 60% até o início do outono. Numa tentativa de animar o processo, o presidente Vladimir Putin finalmente revelou que foi imunizado com a Sputnik V, pondo fim a um suspense que durou meses. Ele alegou ter evitado o assunto para não influenciar a população a priorizar uma vacina em detrimento das outras.
Embora pioneira, a Sputnik V ainda não foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde. Os russos têm no cardápio mais três opções contra a Covid-19: Sputnik Light, EpiVacCorona e CoviVac. A eficácia delas, porém, é vista com desconfiança, apesar de o número de infectados ter aumentado para mais de 20 mil por dia –90% deles envolvendo a variante delta.
Em algumas regiões, carros e apartamentos foram distribuídos em sorteios restritos apenas aos vacinados. Bares e restaurantes de Moscou só permitem o acesso de quem apresente uma prova de imunização ou teste negativo.
Mas, de acordo com a pesquisa do Levada Center, 33% dos entrevistados alegam o medo de efeitos colaterais para não se vacinarem, 20% preferem esperar até o fim dos testes clínicos e 16% não veem sentido na imunização.
Como observou Alexey Kovalec, editor do jornal on-line Meduza, em artigo na Foreign Policy, os russos não se intimidam facilmente: certificados falsos de vacinação proliferam no mercado negro e há relatos de suborno para a substituição da dose de vacina por uma injeção de solução salina. É o sinal mais evidente de que a propaganda do governo para conter o vírus não foi captada pela população.
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Fonte: G1 Mundo

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Fotógrafo viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone


Lior Patel diz ter se surpreendido com o sucesso das imagens: ‘Pensei que tinha algo errado com o computador’. Fotógrafo israelense viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone
BBC
O fotógrafo Lior Patel trabalha como operador de drone e, nas horas vagas, toca projetos pessoais.
Um deles acaba de viralizar: Patel fez imagens impressionantes mostrando o movimento de rebanhos de ovelhas no Vale da Paz, em Israel (veja abaixo).
“Toda vez que você sai na natureza, vê um rebanho aleatório de ovelhas. Sempre me perguntei como seria ver de cima”, conta à BBC.
Fotógrafo israelense viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone
BBC
Fotógrafo israelense viraliza com vídeos de ovelhas feitos com drone
BBC
O fotógrafo Lior Patel trabalha como operador de drone e viralizou com vídeos de ovelhas feitos de cima em Israel
BBC
Ele não imaginava que as imagens fariam tanto sucesso.
“De verdade, pensei que tinha algo errado com o computador.”
Patel diz que, após perder os movimentos das ovelhas ao tentar ousar nos enquadramentos, decidiu apenas deixar o drone sobre elas, filmando o que ocorria.
Deu certo – confira no vídeo clicando aqui.

Fonte: G1 Mundo

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Bitcoins: os jovens irmãos acusados de um dos maiores golpes com a criptomoeda da história


Como acontece em muitos outros países, autoridades financeiras da África do Sul não têm jurisdição sobre esse tipo de golpe, uma vez que criptomoedas não são legalmente reconhecidas como produtos financeiros. Criptografia em torno das negociações de bitcoin torna quase impossível rastrear o caminho do dinheiro
Getty Images via BBC
Contas de clientes vazias, até US$ 3,6 bilhões (quase R$ 18 bilhões) desaparecidos e dois jovens na mira.
Ameer e Raees Cajee, de 18 e 20 anos respectivamente, começaram a operar em 2019 a plataforma de criptomoedas Africrypt, fundada por ambos na África do Sul.
Segundo denúncia apresentada à polícia por advogados de um grupo de investidores, centenas de usuários deixaram de ter acesso a suas contas nas mesmas semanas em que o bitcoin atingiu sua máxima histórica, em abril de 2021.
A moeda virtual mais famosa do mundo chegou a valer US$ 63.226 por unidade.
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Naquele mês, o diretor de operações da Africrypt, Ameer Cajee, o mais velho dos irmãos, informou aos clientes que a empresa havia sido vítima de um ciberataque e que por isso a plataforma havia suspendido as operações.
“Nosso sistema, as contas dos clientes, suas carteiras e nossos registros foram comprometidos”, afirmou em um email.
69 mil bitcoins desaparecidos?
No mesmo email, Ameer Cajee aconselhava os investidores a não buscarem as “vias legais”, já que isso “só atrasaria o processo de recuperação dos fundos faltantes”.
Depois do envio dessa mensagem, em 13 de abril, os irmãos desapareceram por alguns dias.
O advogado John Oosthuizen, que representa a dupla, afirmou à BBC que os fundadores da Africrypt negam categoricamente qualquer participação no “furto” ou que tenham fugido com os recursos. “Não há qualquer base para essa acusação.” Ambos “sustentam que a plataforma foi hackeada e que foram vítimas de um furto”.
Oosthuizen afirma ainda que os dois irmãos não procuraram a polícia depois do sumiço das criptomoedas e que, por terem recebido ameaças de morte, a primeira reação deles foi garantir a segurança de seus familiares e preparar um dossiê para provar o ocorrido às autoridades (algo que não foi entregue até hoje à polícia).
O advogado dos irmãos se recusou a confirmar quantos bitcoins sumiram. Mas a denúncia de clientes enviada à unidade de elite da polícia da África do Sul, conhecida como Hawks (Falcões, em tradução livre), aponta que milhares de bitcoin “desapareceram completamente”.
O sumiço de quase 69 mil bitcoins, que valiam no pico quase US$ 4 bilhões, representaria a maior perda em dólares ligada a criptomoedas.
Cada bitcoin chegou a valer mais de R$ 360 mil no pico em abril de 2021
Getty Images via BBC
Seguindo o rastro
A investigação encomendada pelo escritório de advocacia de clientes afetados revelou que os fundos da plataforma foram transferidos para contas e carteiras na própria África do Sul.
Mas depois o rastro das criptomoedas se perde porque “diversos nós da dark web e ferramentas de criptografia foram usados ​​na operação”, afirmam os advogados.
Isso se refere a tecnologias que podem tornar quase impossível o rastreamento de bitcoins. Para o escritório de advocacia, a análise desse processo refuta a possibilidade de ter sido um ataque hacker.
Além disso, tudo parece indicar que “os funcionários da Africrypt perderam o acesso às plataformas de suporte ao cliente sete dias antes do suposto ataque hacker”, dizem os advogados.
Esquema Ponzi?
A Autoridade do Setor Financeiro da África do Sul (FSCA) disse em nota à imprensa no fim de junho que os ativos criptografados não são regulamentados na África do Sul “e, consequentemente, o FSCA não está em posição de tomar qualquer ação regulamentar.”
E é que, como acontece em muitos outros países, as autoridades financeiras da África do Sul não têm jurisdição sobre esse tipo de golpe, uma vez que as criptomoedas não são legalmente reconhecidas como produtos financeiros.
O comunicado de imprensa disse que Africrypt “estava oferecendo retornos excepcionalmente altos e irrealistas semelhantes aos oferecidos por esquemas de investimento ilegal comumente conhecidos como Ponzi (pirâmide financeira).” Em linhas gerais, isso consiste em usar dinheiro de novos investidores para pagar dividendos aos mais antigos.
A BBC perguntou à polícia sul-africana se havia uma investigação em curso, mas a instituição não havia respondido até o momento da publicação desta reportagem.
Segundo grande fiasco na África do Sul
Em seu site agora fora do ar, Africrypt se descrevia como “uma empresa de investimento focada exclusivamente em criptomoeda e tecnologia de blockchain.”
A empresa dizia aos investidores que, em apenas alguns anos, passou de uma plataforma gerenciada por uma única pessoa trabalhando em seu quarto para “uma das maiores e mais bem-sucedidas empresas de comércio e inteligência artificial da África”.
A agência de notícias financeiras Bloomberg lembrou que o “fiasco” com Africrypt ocorreu pouco tempo depois do colapso, no ano passado, de outra plataforma de bitcoin sul-africana, aMirror Trading International.
Até 23 mil moedas digitais foram então comprometidas, a preços em torno de US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões), de acordo com um relatório da Chainalysis.
As perdas dos investidores da Africrypt podem ser até três vezes maiores.
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Fonte: G1 Mundo

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Papa se recupera bem de cirurgia para remover parte do cólon


O Papa Francisco passou por uma cirurgia no domingo. Ele ainda está no hospital, onde deve permanecer sete dias. Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde será operado
Andreas Solaro / AFP
O Papa Francisco se recupera bem de uma cirurgia em que uma parte de seu intestino foi removida: o Vaticano divulgou um comunicado nesta terça-feira (6) em que afirma que ele descansou bem durante a noite e que, pela manhã, tomou café da manhã, leu jornais e se levantou para caminhar.
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Os exames de acompanhamento de rotina são bons, de acordo com o comunicado do Vaticano.
O papa, de 84 anos, deve permanecer no hospital durante sete dias se não houver nenhuma complicação após sua operação, que durou cerca de três horas, na noite de domingo, e foi realizada por uma equipe médica de dez pessoas no hospital Gemelli de Roma, disse o porta-voz Matteo Bruni em um comunicado.
O pontífice foi submetido a uma hemicolectomia esquerda, um procedimento para remover um lado do cólon, disse Bruni.
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A declaração não especifica se a decisão de remover parte do cólon foi tomada antes ou durante a cirurgia.
A cirurgia já agendada era para tratar uma estenose diverticular sintomática do cólon, uma doença que faz bolsas sobressaírem da camada muscular do colón e a estreitarem.
Além de causar dor, o problema, que é mais comum em pessoas mais velhas, pode causar inchamento, inflamação e dificuldade nos movimentos intestinais.
Essa é a primeira vez que Francisco é hospitalizado desde sua eleição como papa em 2013.
A cirurgia parece ter sido programada para coincidir com um período em que o pontífice tem apenas um compromisso público – sua bênção de domingo na Praça de São Pedro.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que semana de quatro dias é ‘sucesso gigantesco’ na Islândia


Maioria dos trabalhadores na Islândia agora trabalha em horários mais curtos pelo mesmo salário. Na Islândia, teste com jornada de trabalho mais curta foi um grande sucesso, dizem pesquisadores
Getty Images via BBC
Os testes de uma semana de trabalho de apenas quatro dias na Islândia foram um “sucesso esmagador”, segundo pesquisadores.
Os testes de uma jornada menor, nos quais os trabalhadores recebiam o mesmo valor por menos horas, ocorreram entre 2015 e 2019.
A produtividade permaneceu a mesma ou melhorou na maioria dos locais de trabalho, segundo os pesquisadores.
Uma série de outros testes parecidos estão sendo executados em todo o mundo, incluindo na Espanha e pela Unilever na Nova Zelândia.
Na Islândia, eles foram conduzidos pela Câmara Municipal de Reykjavik e pelo governo nacional. Incluíram mais de 2,5 mil trabalhadores, o que equivale a cerca de 1% da população ativa da Islândia.
Muitos deles passaram de uma semana de 40 horas de trabalho para uma de 35 ou 36 horas, disseram pesquisadores do centro de estudos britânico Autonomy e da Associação para a Democracia Sustentável (Alda, na sigla em inglês) na Islândia.
Os resultados levaram os sindicatos a renegociar os padrões de trabalho, e agora 86% da força de trabalho da Islândia mudou as escalas para menos horas trabalhadas, mas com a manutenção dos salários.
Os trabalhadores relataram se sentir menos estressados ​​ou menor risco de esgotamento. Acrescentaram ainda que sua saúde e equilíbrio entre vida profissional e familiar melhoraram.
Will Stronge, diretor de pesquisa da Autonomy, elogiou o estudo.
“Ele mostra que o maior teste do mundo de uma semana de trabalho mais curta no setor público foi, em todos os aspectos, um sucesso esmagador. Isso mostra que o setor público está maduro para ser um pioneiro – e lições podem ser aprendidas por outros governos.”
Já Gudmundur D. Haraldsson, um pesquisador da Alda, afirmou: “A jornada semanal de trabalho mais curta da Islândia nos diz que não apenas é possível trabalhar menos, mas que a mudança progressiva também é possível.”
A Espanha está testando uma semana de trabalho de quatro dias para as empresas, em parte devido aos desafios do coronavírus.
O experimento na Espanha para reduzir jornadas de trabalho a 4 dias por semana
E a Unilever na Nova Zelândia também está dando aos funcionários a chance de reduzir suas horas de expediente em 20% sem prejudicar o salário.
Em maio, um relatório encomendado pela campanha da 4 Day Week da Platform London sugeriu que menos horas de trabalho poderiam reduzir as emissões de carbono no Reino Unido.

Fonte: G1 Mundo

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Avião com 28 a bordo perde contato com tráfego áereo na Rússia

Controladores de tráfego aéreo perderam contato com um avião comercial com 28 pessoas a bordo no Extremo Oriente da Rússia, informaram agências internacionais de notícias nesta terça-feira (6).
O An-26 estava voando de Petropavlovsk-Kamchatsky para Palana, na península de Kamchatka, mas não fez nenhuma comunicação, informaram as agências Interfax e RIA Novosti, citando o Ministério de Emergências Russo.
Dentre as 28 pessoas no avião, estão seis tripulantes e ao menos uma criança, informam as agências.
A mídia russa informou que operação de busca, com pelo menos dois helicópteros, começou há poucas horas.
O último acidente envolvendo aviões na Rússia ocorreu em maio de 2019, quando um Sukhoi Superjet. da companhia aérea Aeroflot, caiu e pegou fogo em Moscou, deixando 41 mortos.

Fonte: G1 Mundo

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Assassinato de jovem de origem brasileira causa comoção na Espanha


Samuel Luiz Muñiz, de 24 anos, nasceu no Brasil e chegou ao país com um ano de idade; ele havia saído de uma boate com amiga para fumar e fazer um telefonema quando levou soco de um homem, que retornou com grupo que o espancou até a morte. ‘Foi um ato selvagem e cruel…A Espanha não vai tolerar isso’, disse presidente do governo. Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira (5)
Reuters/Nacho Doce
O assassinato de um jovem homossexual de origem brasileira, que foi espancado até a morte no último fim de semana, causou forte comoção na Espanha, onde grandes manifestações foram realizadas nesta segunda-feira(5) para denunciar um crime homofóbico.
Samuel Luiz Muñiz, um auxiliar de enfermagem de 24 anos, foi encontrado inconsciente perto de uma boate em La Coruña, no noroeste do país, logo após ser espancado.
Os serviços de resgate não conseguiram reanimá-lo e e ele morreu na manhã de sábado.
O jovem nasceu no Brasil e chegou à Espanha com um ano de idade.
Segundo uma amiga que o acompanhava na madrugada de sábado, e que falou ao jornal espanhol “El Mundo”, ele foi atacado inicialmente por um rapaz que estava com uma mulher, e que deu um soco no brasileiro por pensar que estava sendo filmado.
Pouco depois, o mesmo homem voltou com um grupo de mais de dez pessoas, e todos espancaram Samuel, que havia saído de uma boate com a amiga apenas para fumar e fazer um telefonema. Os agressores fugiram antes da equipe de socorristas chegar ao local.
Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira (5)
Reuters/Nacho Doce
Manifestações
“Justiça para Samuel. Homofobia e fascismo são o mesmo”, dizia a gigantesca faixa carregada pelos manifestantes, que iniciaram uma marcha nesta segunda-feira (5) à noite na famosa Puerta del Sol em Madrid, observou a AFPTV.
Milhares de pessoas se reuniram para protestar, algumas com a bandeira do Orgulho, convocadas por inúmeros grupos LGTBQIA +, exigindo “justiça para Samuel”, como gritavam os participantes.
“Não são espancamentos, são assassinatos”, gritou a multidão. Faixas exibiam frases como “Acabem com a homofobia”, “Tudo o que me importa é viver” ou “Eles estão nos matando”.
Desde sua morte, seus parentes relataram que se trata de um crime homofóbico, que ocorreu logo após a Semana do Orgulho na Espanha.
Também foram realizadas marchas em outras cidades do país, como La Coruña, onde se reuniram várias centenas de pessoas, segundo fotos e vídeos postados nas redes sociais.
Na segunda-feira, o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, indicou que até o momento ninguém havia sido preso e que “nenhuma hipótese está excluída, nem o crime de ódio, nem qualquer outro”.
“Espero que a investigação da @police em breve encontre os autores do assassinato de Samuel e esclareça os fatos. Foi um ato selvagem e cruel. Não vamos dar um passo atrás em direitos e liberdades. A Espanha não vai tolerar isso”, tuitou na noite desta segunda-feira o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio 2021: veto a touca afro pode ser revisto após repercussão negativa


Após rejeitar certificação de produto da empresa Soul Cap, a Federação Internacional de Natação disse em nota ter entendido ‘a importância da inclusão e da representatividade’. Alice Dearing, fotografada com uma touca Soul Cap, será a primeira mulher negra a representar a Grã-Bretanha em uma competição olímpica de natação
LUKE HUTSON-FLYNN via BBC
A Federação Internacional de Natação (Fina) anunciou estar revisando sua decisão recente de não certificar uma touca desenvolvida especialmente para nadadores negros, produzida pela empresa Soul Cap. A não certificação impede o uso do item em competições internacionais, como as Olimpíadas de Tóquio.
A Fina havia dito que o produto era inadequado para este fim por não seguir “a forma natural da cabeça”. O posicionamento gerou críticas de muitos atletas, alguns afirmando que isto desencorajaria a atuação de negros no esporte. Após as reações, a Fina afirmou ter entendido “a importância da inclusão e da representatividade”.
“A Fina está empenhada em garantir que todos os atletas de esportes aquáticos tenham acesso a trajes de banho adequados para a competição, garantindo que estes itens não configurem uma vantagem competitiva”, afirmou a federação em nota.
A Soul Cap produz toucas de natação que protegem dreadlocks, afros, tramas, extensões de cabelo, tranças e cabelos grossos e encaracolados. O cabelo de pessoas negras tende a ser naturalmente mais seco, e o cloro usado nas piscinas podem resseca-lo ainda mais, danificando-o. A touca foi desenvolvida considerando estas características.
Uma jovem nadadora disse que ficou “de coração partido, mas não surpresa” com a decisão. Kejai Terrelonge, de 17 anos, disse à Radio 1 Newsbeat, da BBC, que cuidar dos cabelos é uma das muitas barreiras que ela enfrenta como nadadora negra.
“Usava as toucas menores que todo mundo usa — cabia na minha cabeça, mas como eu colocava óleo [protetor] no meu cabelo, quando estava nadando, ela simplesmente escorregava, e meu cabelo ficava molhado”, disse Kejai.
Toucas podem ‘reduzir barreiras’
Dados da Swim England mostram que, na Inglaterra, o percentual de crianças que praticam natação é menor entre as negras do que as brancas
SCIENCE PHOTO LIBRARY via BBC
Na Inglaterra, o órgão nacional dedicado à natação, o Swim England, publicou um comunicado para “tranquilizar” as pessoas de que as toucas Soul Cap são permitidas em competições domésticas. O Swim England acrescentou que levaria suas suas “preocupações” sobre a rejeição da Fina “através dos canais apropriados”.
“Toucas de natação projetadas para cabelos afro podem reduzir as barreiras ao esporte para grupos sub-representados, como são os negros”, diz a organização.
Segundo o relatório Sport England de janeiro de 2020, na Inglaterra, cerca de 29,3% das crianças brancas praticam a natação, enquanto este número é de 21,9% entre as crianças asiáticas e 20,1% entre as negras.
Os fundadores da Soul Cap, Michael Chapman e Toks Ahmed-Salawudeen, disseram estar gratos pelo apoio que tiveram após a rejeição da Fina à touca que produzem.
Eles dizem ter crescido sem saber nadar porque não achavam que este “era um esporte para nós”. “Não era uma coisa comum entre nossos amigos e não era incentivada pela escola ou pelos pais”.
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Em 2017, eles decidiram fazer aulas juntos — onde conheceram uma mulher negra que reclamava do tamanho de sua touca de natação. “Depois de conversar com nossas mães, irmãs, amigas e perceber a falta de trajes de banho adequados para nadadores com cabelo afro, tranças, dreadlocks ou qualquer tipo de cabelo volumoso, decidimos criar o nosso próprio”, relataram.

Fonte: G1 Mundo