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A ilha mediterrânea que surgiu ‘do nada’ e desapareceu em apenas 5 meses


Breve surgimento de nova ilha no Mediterrâneo desencadeou incidente internacional — e inspirou escritores internacionais como Júlio Verne. Uma pintura da época retrata a formação da ilha conhecida como Ferdinandea, Graham ou Julia na costa da Sicília.
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Um grupo de pescadores percebeu que algo estranho estava se formando no fundo do Mar Mediterrâneo.
Até 1831, as águas da costa sudoeste da Sicília eram mais conhecidas por seus corais, que ainda hoje são apreciados por fabricantes de joias.
Em julho daquele ano, no entanto, pescadores sicilianos começaram a observar cardumes de peixes mortos subindo à superfície do oceano — como se tivessem sido cozidos pela água.
Os peixes eram comestíveis, mas fediam a enxofre. (O cheiro era aparentemente tão forte que alguns pescadores perderam a consciência.)
A causa da mortandade ficou clara alguns dias depois, na noite de 10 de julho, quando marinheiros notaram que a boca de um vulcão havia surgido acima das ondas, soltando fumaça, cinzas e lava.
Ele não parava de crescer e, em agosto, uma ilha inteira havia se formado.
A ilha era pouco maior do que um rochedo — tinha cerca de 800 m de diâmetro e estava a 60 m acima do mar —, mas era repleta de possibilidades; muita gente acreditava até que estava testemunhando o nascimento de um novo continente.
Localizada no coração das rotas marítimas europeias, a ilha logo gerou uma disputa internacional, à medida que a França e o Reino Unido competiam com os sicilianos pela posse da ilha.
A briga foi em vão, no entanto.
Em cinco meses, a ilha havia afundado de volta para debaixo da superfície do oceano, levando alguns a chamá-la de “L’isola che non c’è” (a ilha que não existe) ou “L’isola che se ne andò” (a ilha que foi embora).
Este mês (julho) marca o 190º aniversário do surgimento da ilha.
Os vulcanologistas conseguiram mapear o fundo do mar ao redor do estreito da Sicília com detalhes extraordinários, revelando imagens surpreendentes desta efêmera Atlântida.
O trabalho deles pode nos ajudar a entender por que ela emergiu e desapareceu — e se uma nova ilha pode surgir em seu lugar.
O sumiço de 130 crianças alemãs por trás da lenda mágica do flautista de Hamelin
As lendas
A história da Sicília se confunde com a atividade sísmica da região. Os historiadores descobriram escritos gregos de mais de 2,7 mil anos atrás que se referem às erupções no Monte Etna, que continua sendo um dos vulcões mais ativos do mundo.
Acredita-se que duas das piores erupções do Etna, nos séculos 12 e 17, tenham causado dezenas de milhares de mortes.
A Sicília também foi abalada por graves terremotos, incluindo o famoso terremoto de Val di Noto de 1693, que matou 60 mil pessoas e destruiu a cidade de Catânia, e o terremoto de 1908 em Messina, que tirou 82 mil vidas.
Sem a compreensão moderna da sismologia, a população da Sicília criou uma rica mitologia para explicar esses trágicos eventos.
“As lendas ajudam as pessoas a conviver com esse medo ancestral e justificar a existência dos fenômenos”, explica a escritora Marinella Fiume, cujo livro Sicilia Esoterica analisa o folclore e as tradições da Sicília.
De acordo com uma lenda, havia um jovem pescador, Cola, que era famoso por sua capacidade de permanecer debaixo d’água por longos períodos de tempo, o que rendeu a ele o apelido de Colapesce — Cola, o peixe.
Ao ouvir sobre seus talentos, o rei desafiou Colapesce a recuperar vários objetos do fundo do mar.
Em uma dessas missões submarinas, o pescador descobriu que uma das colunas, que supostamente sustentava a ilha, havia sido danificada pelo fogo do Monte Etna.
Para evitar que a Sicília afundasse sob as ondas, Colapesce tomou a iniciativa de substituir a coluna quebrada.
“Em algumas versões da lenda, Colapesce sobe à superfície a cada cem anos para ver a terra novamente — e são esses movimentos que provocam terremotos e tremores”, conta Fiume.
Hoje, sabemos que a Sicília e suas águas estão localizadas na divisa entre as placas tectônicas da Eurásia e da África.
O movimento das placas pode causar aumento de tensão na crosta terrestre, o que resulta em terremotos.
O movimento contínuo força a placa africana para baixo da Eurásia, enquanto a empurra para o manto. Isso leva ao acúmulo de rocha derretida, que pode irromper por pontos fracos na superfície da Terra, levando a erupções vulcânicas.
Embora dramático, nascimento da ilha foi considerado espécie de distração em meio a período tumultuado na Sicília
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O Monte Etna e o Monte Vesúvio são os exemplos mais evidentes disso, mas as erupções também podem ocorrer debaixo d’água, à medida que o magma emerge por meio de vulnerabilidades na crosta abaixo do fundo do mar.
Uma série de cones vulcânicos submarinos podem ser encontrados a cerca de 40 a 64 km da costa sudoeste da Sicília.
São “monogenéticos”, explica Danilo Cavallaro, do Observatório Etna, em Catânia, que faz parte do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália.
Isso significa que cada cone resulta de uma erupção única.
“O magma sobe por um canal — e após a erupção, ele esfria e se cristaliza, formando uma rocha muito dura”, diz ele.
Durante quaisquer outras erupções, o magma fluirá ao redor e irromperá pela rocha mais macia circundante, produzindo um cone novo em folha.
Vídeo: Vulcão Etna registra nova erupção em 09/08/21
Cólera e caos
A erupção de 1831 ocorreu em um momento tumultuado da história da Sicília.
A Itália, como um país unificado, ainda não existia, e a ilha da Sicília fazia parte de um estado que abrangia o sul da península.
Isso incluía Nápoles, que, historicamente, também era conhecida como Sicília, levando o estado a ser chamado de Reino das Duas Sicílias, e era governado pelo rei Fernando 2º, que havia chegado ao trono em novembro de 1830.
O novo rei não foi aceito por todos, no entanto, e em 1831, parte da população já estava conspirando contra sua soberania, diz Filippo D’Arpa, jornalista e autor do livro L’isola che se ne andò (“A Ilha que foi embora”, em tradução livre).
O povo também enfrentava a ameaça de uma epidemia de cólera, para a qual não havia cura comprovada e tampouco um fim à vista — uma situação que pode parecer muito familiar para os leitores hoje.
Em meio a essa turbulência, o surgimento da nova ilha na costa sudoeste da Sicília parecia uma espécie de distração para o cidadão comum.
“Os acontecimentos foram vistos como um problema para os nobres”, diz D’Arpa.
A localização da nova ilha, no entanto, significava que era de grande interesse para o rei Fernando 2º — e para os governos de outros países europeus.
“É preciso lembrar que o Canal de Suez ainda não havia sido criado”, observa Nino Blando, historiador da Universidade de Palermo, na Itália.
“E a posição da ilha era particularmente favorável para controlar as passagens comerciais ao longo da rota para o Oriente Médio.”
Ainda mais importante, as águas ao redor da ilha estavam infestadas de “corsários” — navios autorizados pelo estado que tinham permissão para saquear navios mercantes de países inimigos.
A Inglaterra, a França e o Reino das Duas Sicílias tinham seus próprios corsários, que em sua maioria estavam envolvidos em uma “guerra” com navios do Império Otomano.
A faixa de terra recém-surgida, ao largo da costa da Sicília, poderia, portanto, ajudar seus proprietários a ganhar o controle das águas.
Não é de se admirar que cada país tenha tentado reivindicar a ilha para si.
Dada a localização da ilha, o Reino das Duas Sicílias podia parecer ter o argumento mais convincente.
A ilha ficava entre a cidade costeira de Sciacca e Pantelleria, outra ilha vulcânica, muito mais antiga, que já fazia parte dos territórios do reino.
Eles a chamavam de Ferdinandea, em homenagem ao rei Fernando 2º.
Infelizmente para os sicilianos, os marinheiros ingleses alegaram terem sido os primeiros a pisar na ilha recém-formada.
Eles afirmaram que era terra nullius — livre para qualquer pessoa ocupar — e fincaram sua bandeira.
Chamaram a ilha de Graham, em homenagem ao Primeiro Lorde do Almirantado, Sir James Graham. (Graham nunca havia visitado a ilha, na verdade.)
A França também não quis perder a oportunidade.
O país enviou agrimensores para mapear o terreno, e fincou sua bandeira no ponto mais alto da ilha. Eles a chamavam de Julia — uma homenagem ao mês de nascimento da ilha.
A disputa continuou por cinco meses, período durante o qual a ilha com outrora 61m de altura já havia começado a afundar.
“No fim de setembro, tinha cerca de 18 metros de altura. Um mês depois, apenas alguns metros de altura. E, finalmente, entre dezembro de 1831 e janeiro de 1832 — desapareceu completamente”, conta Cavallaro.
O problema, diz ele, é que a base da ilha era formada principalmente por uma rocha vulcânica chamada escória.
“São muito frágeis e podem ser facilmente corroídas pelas ondas do mar”, diz Cavallaro.
Surpreendentemente, os levantamentos feitos pela França haviam alertado sobre essa possibilidade, mas o país continuou a reivindicar a propriedade do pedaço de rocha que desaparecia rapidamente.
Em busca da Terra do Nunca
Acredita-se que Ferdinandea pode ter sido inspiração para ‘Terra do Nunca’, nos famosos contos de Peter Pan de JM Barrie
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A promessa de outro ponto de apoio estratégico no Mediterrâneo pode ter terminado em decepção para as três partes, mas a efêmera ilha provou ser uma inspiração para muitos escritores, incluindo Júlio Verne.
“Ele soube da história da ilha porque ela era bem conhecida na França entre a societé geologique”, diz Salvatore Ferlita, professor de literatura italiana na Universidade Kore de Enna, na Itália.
O escritor mencionou a ilha no romance Os Filhos do Capitão Grant e ela se tornou a ilha do tesouro em seu romance posterior, Captain Antifer.
É até possível que a Terra do Nunca de JM Barrie — cenário de sua criação mais famosa, Peter Pan — tenha sido inspirada “na ilha que não existia”, diz Ferlita.
Entre mitos e lendas, e apesar do seu desaparecimento, a ilha nunca saiu do imaginário popular e, ao longo dos dois séculos subsequentes, sinais aparentes de atividade vulcânica aumentaram a esperança de que a ilha — ou algo parecido — pudesse um dia retornar ao Estreito da Sicília.
Um dos eventos mais notáveis ​​ocorreu em 1968, quando um terremoto na região foi seguido pela aparente ebulição da água do mar em torno da antiga localização da ilha.
Isso levou algumas pessoas a acreditar que os eventos de 1831 estavam prestes a se repetir.
Os sicilianos não iam correr o risco de perder a propriedade da ilha, e Blando conta que eles colocaram uma placa de pedra nos vestígios da ilha para fazer valer seus direitos.
Estava escrito:
“Esta faixa de terra, outrora Isola Ferdinandea, pertenceu e sempre pertencerá ao povo siciliano.”
A ilha nunca se materializou, no entanto. As bolhas na água do mar, diz Cavallaro, eram simplesmente o resultado do gás, preso entre as camadas de rocha, que havia subido à superfície do oceano.
Isso criou a ilusão de que uma erupção estava se formando, mas nunca houve realmente a possibilidade de a ilha voltar.
Quando houver outra erupção nesta área, ela vai acontecer em um local diferente, diz ele — já que a rocha da explosão anterior teria bloqueado o canal do magma.
A equipe de Cavallaro mapeou recentemente o campo vulcânico no fundo do mar do Estreito da Sicília. As imagens obtidas incluem os restos da ilha, que estão próximos a um cone vulcânico muito mais antigo, de cerca de 20 mil anos atrás.
Hoje, a Isola Ferdinandea está localizada a cerca de 9 m abaixo do nível do mar e 137 m acima do leito oceânico.
“É um cone truncado quase perfeito com encostas muito íngremes”, diz Cavallaro.
Há um pico no meio, segundo ele, que marca a parte superior do canal por meio do qual o magma irrompeu pela primeira vez.
Hoje, é totalmente colonizado por corais, diz ele — sendo lar de muitas espécies de peixes.
A ilha pode nunca mais se erguer acima das ondas — mas sua história nos ajuda a lembrar das enormes forças geológicas que moldam nossa paisagem, para o bem e para o mal.

Fonte: G1 Mundo

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Avião russo de combate a incêndios cai na Turquia e deixa 8 mortos


O exército russo disse mês passado que um avião Be-200, parte da força aérea naval do país, havia sido enviado para ajudar no combate a incêndios florestais nas regiões costeiras do sul. Avião russo de combate a incêndios cai na Turquia e deixa 8 mortos.
Anadolu Agency – Reuters / Reprodução
Oito pessoas morreram na queda de um avião russo de combate a incêndios Be-200 neste sábado (14) na Turquia, informou o ministério da Defesa da Rússia à agência de notícias Interfax.
O exército russo disse mês passado que um avião Be-200, parte da força aérea naval do país, havia sido enviado para ajudar a Turquia a combater incêndios florestais nas regiões costeiras do sul.
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Grécia e Turquia enfrentam situação crítica pelos incêndios
Sobe para 44 número de mortes causadas por enchentes na Turquia
A Turquia tem combatido os incêndios nas últimas duas semanas. A maior parte está agora sob controle.
Cinco tripulantes do Exército russo e três cidadãos da Turquia que estavam identificando epicentros de incêndio morreram, disse o ministério.
O ministério da Defesa da Turquia afirmou que outro avião militar e um helicóptero foram enviados ao local para ajudar a operação de busca.   

Fonte: G1 Mundo

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Desabamento em mina de carvão na China deixa um morto e 19 trabalhadores presos

Acidente ocorreu após um “desabamento de lama”. As autoridades não informaram sobre o estado das outras pessoas dentro da mina. Um mineiro morreu e outros 19 permanecem presos no subsolo, após um colapso em mina de carvão neste sábado(14) na China, informaram autoridades locais e um veículo oficial.
O incidente ocorreu pouco depois do meio-dia (7h em Brasília) na prefeitura autônoma tibetana de Haibei, no noroeste da província de Qinghai, informou o gabinete provincial de gerenciamento de emergência.
Dois mineiros foram retirados da mina localizada na cidade de Reshui. Segundo o gabinete, um deles morreu.
Equipes de resgate e bombeiros estão trabalhando no local da tragédia.
As autoridades não informaram sobre o estado das pessoas presas no subsolo, nem especificaram a profundidade que podem estar.
Terremoto de magnitude 7,2 atinge o Haiti; não há mais risco de tsunami
De acordo com o gabinete de Gestão de Emergências, a mina sofreu “desabamento [de uma camada] de lama”. A televisão pública CCTV também utilizou este termo, mencionando também uma “infiltração de água”. Já a agência Xinhua afirmou que houve uma “inundação”.
A segurança das minas melhorou nas últimas décadas na China, no entanto, os acidentes ocorrem regularmente, devido à natureza perigosa do setor e à falta de rigor na aplicação das normas de segurança.

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto de magnitude 7,2 atinge o Haiti e acende alerta para tsunami no Caribe


O tremor de grande magnitude foi sentido também na República Dominicana, Cuba e em outras partes do Caribe. Terremoto no Haiti em 14 de agosto de 2021
G1 Mundo
Um terremoto de magnitude 7,2 foi registrado no Haiti e sentido em partes do Caribe, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, da sigla em inglês) neste sábado (14).
Segundo a agência americana, há um alerta para tsunami na região. O tremor de grandes proporções foi sentido também na República Dominicana, Cuba e em outras partes do Caribe.
O epicentro do terremoto foi registrado a 8 km da cidade de Petit Trou de Nippes (no oeste da ilha), cerca de 150 km da capital Porto Príncipe, a uma profundidade de 10 km.
O país ainda está se recuperando de um terremoto de mesma magnitude que ocorreu na região da capital há 11 anos, deixando milhares de mortos e vários prédios destruídos.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Sobe para 44 número de mortes causadas por enchentes na Turquia


Cerca de 2.250 pessoas foram evacuadas em toda a região. Cientistas apontam que acontecimentos do tipo estão sendo causados pelas mudanças climáticas. Sobe para 44 número de mortos por enchentes na Turquia.
Ismail Coskun/IHA via AP
O número de mortos em graves inundações e deslizamentos de terra na costa da Turquia subiu para pelo menos 44, informou a agência de emergência e desastres do país no sábado.
As chuvas torrenciais que atingiram as províncias de Bartin, Kastamonu e Sinop no Mar Negro na quarta-feira (11) causaram inundações que demoliram casas, cortaram pelo menos cinco pontes, varreram carros e tornaram várias estradas intransponíveis.
A agência turca de desastres AFAD disse que 36 pessoas morreram em Kastamonu, sete em Sinop e uma em Bartin.
Nove pessoas permaneceram hospitalizadas em Sinop, segundo a agência. Alguns moradores de Kastamonu disseram nas redes sociais que há centenas de desaparecidos, uma declaração também feita por um legislador da oposição. Mas o gabinete do governador provincial disse na sexta-feira que relatos de cerca de 250 corpos não identificados eram falsos.
Equipes de resgate e cães farejadores continuaram a árdua tarefa de tentar localizar os residentes. A AFAD disse que 5.820 pessoas, 20 cães de resgate, 20 helicópteros e dois aviões de busca estavam nos locais do desastre.
Cerca de 2.250 pessoas foram evacuadas em toda a região antes, durante e depois das enchentes, algumas levantadas de telhados por helicópteros. Muitos estavam sendo temporariamente alojados em dormitórios estudantis, disseram as autoridades.
Vídeo: Imagens feitas com drone mostram resgate de mulher isolada em enchente na Turquia
Arquitetura pode ter influência no desastre
Cientistas climáticos afirmam inequivocamente que a mudança climática está causando estes eventos extremos à medida que o mundo esquenta por causa da queima de carvão, petróleo e gás natural. Espera-se que tais calamidades aconteçam com mais frequência à medida que o planeta se aquece.
Especialistas na Turquia, no entanto, dizem que a interferência com os rios e a construção inadequada também contribuíram para os enormes danos das enchentes.
Geólogos disseram que a construção estreitou o leito do rio e a planície aluvial circundante do riacho Ezine no distrito de Bozkurt em Kastamonu, onde os danos foram mais graves, de 400 metros (1.312 pés) a 15 metros (49 pés). Os edifícios residenciais foram construídos ao longo da orla marítima.
Durante chuvas fortes, o córrego contraído tem uma área limitada para se mover e pode transbordar.
Vídeos postados por residentes mostraram água correndo rio abaixo em Bozkurt enquanto os prédios e estradas ao redor inundavam.
Um geólogo, Ramazan Demirtas, explicou o estreitamento do leito do rio no Twitter e disse que os humanos eram os culpados pelo desastre desta semana.
Prédio parcialmente desabado, pois a área foi atingida por enchentes que varreram cidades na região turca do Mar Negro.
REUTERS/Mehmet Emin Caliskan
Em Sinop, as enchentes destruíram quase completamente o vilarejo de Babacay, deixando casas destruídas, pontes danificadas e escombros em seu rastro. Um prédio de cinco andares construído no leito de um rio foi destruído. A emissora turca CNN Turk mostrou apenas uma porta de entrada e uma parede restantes. Casas mais distantes e construídas mais altas pareciam ser seguras.
As inundações ocorreram na sequência de incêndios florestais no sul da Turquia que devastaram as florestas nas províncias costeiras de Mugla e Antalya, que são populares entre os turistas. Pelo menos oito pessoas morreram e milhares de residentes foram forçados a fugir.
Enchentes e incêndios ao mesmo tempo
Ao mesmo tempo, o sul do país enfrenta uma seca e incêndios que já queimaram milhares de quilômetros quadrados de florestas. Vários turistas e moradores foram evacuados das áreas afetadas.
Grécia e Turquia enfrentam situação crítica pelos incêndios
Lideranças políticas e associações pediram ao governo turco que tome medidas radicais para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, já que atribuem estes desastres à mudança climática.
A Turquia não ratificou o Acordo de Paris sobre o Clima de 2015, que estabeleceu metas a serem atingidas para se conter o aquecimento global.

Fonte: G1 Mundo

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Estudante atira em colega em escola no Novo México, nos Estados Unidos


Um aluno morreu e o outro está sob custódia da polícia. O tiroteio foi o segundo na cidade de Albuquerque em menos de 24 horas. Estudante sob custódia da polícia após atirar em colega em escola no Novo México, Estados Unidos.
KOB 4 TV / Reprodução
Um estudante de 13 anos atirou em um colega, na sexta-feira (13), dentro de escola localizada no maior distrito do Novo México, nos Estados Unidos. O tiroteio deixou um aluno morto, o outro está sob custódia da polícia.
O tiroteio na Washington Middle School marcou o segundo tiroteio em Albuquerque em menos de 24 horas. Com a cidade a caminho de quebrar seu recorde de homicídios este ano, as principais autoridades estaduais disseram estar com o coração partido pelo que descreveram como um flagelo.
“Essas tragédias nunca deveriam ocorrer. Isso nos diz que há mais trabalho a ser feito ”, disse a governadora Michelle Lujan Grisham.
Criança pequena encontra arma e mata mãe com tiro na cabeça durante videoconferência de trabalho nos EUA
O subcomandante da Polícia de Albuquerque, Kyle Hartsock, descreveu o tiroteio como um incidente isolado entre dois estudantes que se acredita terem cerca de 13 anos. Ele disse que um oficial de recursos da escola correu em direção aos dois meninos após o início do tiroteio e evitou qualquer outra violência enquanto cuidava do menino que foi baleado.
Os investigadores estavam tentando determinar como o estudante obteve a arma e o que pode ter provocado o tiroteio, disse Hartsock. Outros estudantes estavam sendo entrevistados enquanto detetives tentavam descobrir o que aconteceu, disse ele.
Dezenas de pais preocupados se reuniram do lado de fora da escola na sexta-feira à tarde, enquanto esperavam a liberação de seus filhos.
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Sexta-feira marcou o terceiro dia de aulas para o distrito escolar público de Albuquerque. Embora os alunos não voltem até terça-feira, o superintendente Scott Elder disse que a equipe fará os preparativos para garantir que os alunos tenham acesso a aconselhamento e a quaisquer outros serviços de apoio de que necessitem.
“É claro que é extremamente difícil”, disse ele sobre algo assim no início do ano letivo. “Há muita pressão na comunidade. As pessoas estão nervosas. Foi um incidente terrível que aconteceu entre duas pessoas. Nunca aconteceu… Isso não deveria acontecer na comunidade. Certamente não deveria acontecer em uma escola. ”
A polícia disse que mais policiais estarão presentes quando os alunos retornarem, na esperança de proporcionar uma sensação de segurança e caso os alunos tenham mais informações sobre o tiroteio que desejam compartilhar.
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Na noite de quinta-feira (12), outro tiroteio ocorreu na cidade em um bar e restaurante de esportes perto de um movimentado distrito comercial de Albuquerque. A polícia disse que uma pessoa foi morta e três ficaram feridas depois que alguém sacou uma arma durante uma luta.
Nenhuma prisão foi feita nesse caso. Os investigadores estavam revisando o vídeo de vigilância e entrevistando testemunhas.
As autoridades identificaram o homem morto como Lawrence Anzures, um boxeador de 30 anos de Albuquerque.
Um memorial improvisado de flores e velas cresceu na sexta-feira do lado de fora do restaurante, fornecendo mais evidências da frustração que as famílias têm sentido.
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Os tiroteios ocorreram no momento em que o prefeito Tim Keller convocou sua última sessão com outras autoridades para falar sobre a redução da violência e do crime na cidade. Seu governo espera apresentar recomendações para melhorar o sistema de justiça criminal e resolver o problema da reincidência.
O gabinete do prefeito observou que, para a maioria dos homicídios de Albuquerque este ano, mais de 45% dos criminosos acusados ​​e quase 60% dos suspeitos têm antecedentes criminais.
“Para os infratores de baixo escalão, precisamos reforçar os programas de desvio e o acesso real a recursos para mudar suas vidas”, disse Keller em um comunicado. “Mas para criminosos violentos, temos que parar a porta giratória.”

Fonte: G1 Mundo

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Presidente da Argentina se desculpa por festa clandestina; oposição pede impeachment


O líder era acusado de ter violado as regras de quarentena do país ao realizar uma pequena festa de aniversário em sua residência oficial. Fotos da festa ocorrida na moradia presidencial vieram a público. Festa clandestina durante a pandemia na residência oficial da presidência argentina
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Encurralado pela aparição da foto de uma festa de aniversário clandestina na residência oficial, o presidente Alberto Fernández não teve mais remédio a não ser admitir a reunião social que antes tinha negado.
Porém, quando havia a expectativa no país de um pedido de desculpas e até de uma autodenúncia na Justiça, Fernández minimizou a violação das regras de isolamento social e optou por concentrar a culpa na sua mulher.
“Lamento o que aconteceu. Não vai voltar a acontecer”, disse o presidente.
O evento teria ocorrido enquanto estava em vigor um decreto, por ele mesmo assinado, que proibia as reuniões e a circulação de pessoas enquanto obrigava o uso de máscaras e o distanciamento social.
“Fabiola [Yañez, primeira-dama] convocou uma reunião para um brinde com os amigos que não deveria ter feito. Definitivamente, percebo que não deveria ter feito”, disse Fernández.
O deputado Mario Negri, líder da oposição na Câmara e um dos autores de um pedido de impeachment, criticou o presidente argentino: “Não é de um cavalheiro culpar a sua esposa. Não foi um descuido”, afirmou.
“O presidente não explicou por que mentiu aos argentinos ao negar as reuniões sociais e entrou mais no seu próprio labirinto”, disse Negri.
“Um pedido de desculpas para um delito não teria sido suficiente. Mesmo assim, o presidente só disse que lamentava como se isso fosse suficiente”, acrescentou o deputado opositor Facundo Suárez Lastra.
Desigualdade perante a lei
A fotografia, do dia 14 de julho de 2020, aniversário da primeira-dama, Fabiola Yañez, revela uma festa clandestina e sem medidas de proteção. Na imagem, aparecem 11 pessoas, além da que tirou a foto, em volta de uma mesa com jantar, bolo de aniversário e champanhe.
Na época, o governo tinha divulgado que “o aniversário da primeira-dama, por ser em plena pandemia, será por ‘zoom’ e com máscaras”. A divulgação acompanhava uma foto de Fabiola Yañez solitária com arranjos florais.
A verdade agora revelada não é a única evidência de infrações. A divulgação de uma lista de frequentadores da residência presidencial, durante o auge do confinamento na Argentina, inclui uma série de convidados durante a noite de aniversário do próprio Alberto Fernández, em 2 de abril de 2020.
Há registro de dezenas de visitas de cabeleireiros para a primeira-dama enquanto no país os cabeleireiros foram obrigados a ficarem fechados durante sete meses.
O cachorro do presidente recebeu dezenas de sessões de adestramento enquanto as escolas do país mantiveram-se fechadas. Dezenas de convidados foram à residência presidencial quando a circulação estava proibida para reuniões que podiam ter acontecido de forma virtual.
A confissão de uma festa em plena quarentena expõe Alberto Fernández às consequências legais previstas nos decretos que o próprio anunciou, depois de ter participado da sua redação como presidente e como advogado penalista.
Inquérito penal, político e moral
Os artigos 205 e 239 do Código Penal aos que Alberto Fernández fazia alusão a cada novo anúncio de renovação do confinamento estabelecem penas de seis meses a dois anos de prisão a quem violar as medidas que impedem a introdução ou a propagação de uma epidemia, e de até um ano de prisão por desobedecer uma autoridade.
“Aos idiotas quero dizer-lhes que acabou a Argentina dos espertos”, disse Fernández poucos dias antes da festa da esposa. “Estamos falando da saúde do povo e não vou permitir que façam o que quiserem. Aquele que não cumprir com a quarentena será perseguido penalmente.”
Patricia Bullrich, uma das lideranças opositoras, questionou a moralidade da ação e a manutenção do governo de Alberto Fernández.
“Enquanto os argentinos estavam em isolamento obrigatório, o presidente participava de festas, violando os decretos que ele mesmo definia”, disse Bullrich. “É uma questão penal, mas também moral. Como continua um governo sem autoridade moral?”
A oposição entrou com um pedido de destituição nesta sexta-feira (13) no qual Alberto Fernández é acusado de mal desempenho e de eventuais delitos durante o exercício das suas funções.
“Propomos o processo institucional de julgamento político contra o presidente Alberto Fernández por mal desempenho na gestão da pandemia e pelo delito de violação das medidas adotadas pelas autoridades competentes para impedir a propagação de uma epidemia”, diz o texto.
O pedido de impeachment também inclui outros possíveis delitos políticos como as chamadas “Diplomacia das Vacinas”, que resistiu à compra de vacinas de laboratórios norte-americanos, e “Vacinação VIP” que privilegiou a imunização de políticos e amigos do poder sem respeitar a prioridade para grupos de risco e pessoal da Saúde.
As chances de uma destituição avançar são poucas porque a oposição não conta com os necessários dois terços dos votos tanto na Câmara de Deputados, quanto no Senado. Os opositores somam apenas 137 votos dos 172 necessários na Câmara de Deputados e 31 dos 48 votos requeridos no Senado.
O Chefe do Gabinete de Ministros, Santiago Cafiero, definiu como “um erro” a festa clandestina na residência oficial e preferiu acusar a oposição de “fazer uso político” da situação em plena campanha eleitoral para as eleições legislativas em novembro.
O médico infectologista Pedro Cahn, um dos conselheiros do presidente Alberto Fernández na hora de definir as medidas políticas com base científica, mostrou-se decepcionado com quem mais deveria dar o exemplo.
“Fiquei vários meses sem ver os meus netos e os meus filhos. Todos nós sofremos as restrições. Amigos meus morreram sem que eu pudesse me despedir deles”, comparou Cahn.
A Argentina teve a mais prolongada e estrita quarentena do mundo ao longo de 233 dias em 2020 que, no entanto, não impediu o contágio de 5,074 milhões de pessoas e a morte de 108.815 delas.
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VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: o drama dos que fogem da ofensiva do Talibã


Milhares de afegãos buscam refúgio na capital, Cabul, enquanto militantes do Talebã continuam tomando cidades importantes; mulheres, em particular, temem retorno ao poder de radicais islâmicos. Muitas famílias afegãs que vieram para Cabul estão dormindo em campos nos arredores da capital
Getty Images/BBC
Para muitos, Cabul, a capital do Afeganistão, já é o último refúgio.
Milhares de pessoas fogem de diferentes partes do país em direção à capital para escapar do grupo extremista Talibã que, em poucos dias, retomou o controle de várias cidades em uma rápida ofensiva que o Exército afegão não consegue conter.
A ONU pediu aos países vizinhos do Afeganistão que mantenham suas fronteiras abertas à medida que aumenta o número de civis que busca abrigo fora do território.
Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após saída dos EUA
Como surgiu o Talibã e outras 5 respostas sobre grupo que avança no Afeganistão após saída dos EUA
Talibã toma mais quatro capitais regionais do Afeganistão e já domina mais de metade das províncias do país
A escassez de alimentos é “grave”, informaram funcionários do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, alertando sobre uma catástrofe humanitária.
Na sexta-feira (13), o Talibã conquistou a segunda maior cidade do país, Kandahar, a mais recente capital de província a cair.
Foto de 2009 mostra soldados dos EUA no Afeganistão
Manpreet Romana/AFP
A cidade de 600 mil habitantes no sul já foi um reduto do grupo extremista e é estrategicamente importante devido ao seu aeroporto internacional e à produção agrícola e industrial.
O Talibã também retomou o controle da cidade vizinha de Lashkar Gah e agora passa a dominar cerca de metade das capitais regionais do Afeganistão.
A última avaliação da inteligência dos Estados Unidos aponta que o grupo extremista pode tentar avançar sobre Cabul em 30 dias.
Neste sábado, em um breve pronunciamento, o presidente afegão, Ashraf Ghani, disse que a remobilização das forças armadas é uma “prioridade máxima” e que está mantendo conversas com líderes locais e parceiros internacionais sobre os acontecimentos no país.
“Como seu presidente, meu foco é evitar mais instabilidade, violência e deslocamento de meu povo”, declarou ele.
“Na situação atual, a remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa principal prioridade e medidas sérias estão sendo tomadas nesse sentido”, acrescentou.
Talibã firma posição em território próximo da capital Cabul, no Afeganistão
Ghani disse que não permitiria que uma guerra “imposta” às pessoas “causasse mais mortes” e elogiou as “corajosas” forças de segurança que vêm tentando defender as cidades do Talibã.
O discurso foi feito em meio a especulações de que Ghani estava prestes a anunciar sua renúncia, o que, por enquanto, não aconteceu.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a situação no Afeganistão está saindo do controle e que os civis pagariam o preço mais alto se o conflito continuasse.
A ofensiva do Talibã ocorre em meio à retirada das tropas americanas e estrangeiras, após 20 anos de operações militares. Mais de mil civis morreram no Afeganistão apenas no mês passado, de acordo com as Nações Unidas.
‘Tempos sombrios’
Sahraa Karimi, uma cineasta afegã em Cabul, disse à BBC que sentiu que o mundo havia virado as costas ao Afeganistão e temia um retorno a “tempos sombrios”.
Pessoas saem do Afeganistão rumo ao Paquistão, em 13 de agosto de 2021
Jafar Khan/AP
A vida sob o Talibã na década de 1990 forçou as mulheres a usar a burca — veste que cobre todo o corpo, e apresenta uma estreita tela, à altura dos olhos, através da qual se pode ver. Os islamistas radicais restringiram a educação para meninas com mais de 10 anos e punições brutais foram impostas, incluindo execuções públicas.
“Estou em perigo, (mas) não penso mais em mim”, disse Karimi. “Penso em nosso país, penso em nossa geração. Fizemos muito para que essas mudanças ocorressem.”
“Penso nas meninas… Existem milhares de mulheres bonitas e talentosas neste país”, acrescentou.
Freshta Karim, fundadora e diretora da biblioteca móvel Charmaghz em Cabul e defensora dos direitos das crianças, concorda.
“O Talibã não mudou. Eles nos consideram espólios de guerra. Então, aonde vão, obrigam as mulheres a se casar e acho que essa é a pior vingança que têm contra nós”, disse ela à BBC.
“Esta é a maior guerra contra as mulheres da atualidade. E infelizmente o mundo está assistindo em silêncio”, lamentou.
Mensagens desesperadas de mulheres jovens
Por Yalda Hakim, BBC News
Todas as noites, rapazes e moças enviam mensagens desesperadas para mim, pedindo ajuda. “Ore por nós”, diz um. “A situação é crítica, estamos preocupados”, diz outro.
Cabul está em estado de choque e perplexidade. A capital é o grande prêmio que falta ao Talibã.
Talibã patrulha cidade de Ghazi, perto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta-feira (12)
Gulabuddin Amiri/AP Photo
Tenho feito reportagens do Afeganistão por mais de uma década. Fiz amizades com mulheres jornalistas, juízas, parlamentares, estudantes universitárias e ativistas de direitos humanos.
Todos elas me disseram que deram um passo à frente porque os americanos e seus aliados as encorajaram a fazê-lo. Por 20 anos, o Ocidente inspirou, financiou e nutriu essa nova geração de afegãs. Essas mulheres cresceram com as liberdades e oportunidades que agora o Talibã parece querer tirar delas.
Em minha última viagem a Cabul, conversei com comandantes do Talibã. Eles me disseram que estão determinados a reimpor sua versão da sharia, a lei islâmica, que inclui apedrejamento por adultério, amputação de membros por roubo e proibição de meninas com mais de 12 anos de ir à escola.
Duas filhas de Asadullah, que junto com sua esposa, tiveram que dormir na rua quando chegaram a Cabul
BBC
Esse não é o Afeganistão e Cabul que essas jovens conhecem ou desejam.
“Há rumores de que, quando eles recuperarem o poder, vão matar todos os que estão próximos do governo e dos Estados Unidos. Temos medo”, disse-me uma pessoa.
A única resposta dos Estados Unidos e de seus aliados ocidentais a esses pedidos de ajuda até agora foi o silêncio.
Sem abrigo
Muitos dos que buscam segurança em Cabul estão dormindo nas ruas.
Cerca de 72 mil crianças estão fugindo para a capital nos últimos dias, segundo a ONG Save the Children.
“Não temos dinheiro para comprar pão ou remédios para meu filho”, disse à BBC Asadullah, um vendedor ambulante de 35 anos que fugiu da província de Kunduz, no norte, depois que o Talebã colocou fogo em sua casa.
“Todas as nossas casas e pertences foram queimados, então viemos a Cabul e oramos a Deus para nos ajudar”, acrescentou Asadullah.
Asadullah vendia comida e especiarias na província de Kunduz, mas teve que fugir com sua família
BBC
As filhas de Asadullah
As duas filhas de Asadullah, que junto com sua esposa tiveram que dormir na rua quando chegaram a Cabul.
Nos arredores da capital afegã, há acampamentos improvisados, enquanto muitos outros dormem em depósitos abandonados, informou a imprensa local.
Falando à BBC pouco antes da queda de Kandahar, Pashtana Durrani, diretora-executiva de uma ONG educacional que ajuda meninas afegãs, disse temer por sua vida por causa de seu trabalho na defesa da educação das mulheres.
“As meninas que ajudamos fugiram”, disse ela. “Não sei onde estão nossas alunas e pessoalmente estou com medo de salvar suas vidas. E se elas forem forçadas a se casar com um combatente do Talibã? Como será a vida delas?”
Afeganistão vive ‘catástrofe humanitária’, diz ONU
O que aconteceu e está acontecendo no Afeganistão?
Derrocada do Talebã: Em 2001, uma coalizão internacional liderada pelos EUA derrubou o governo do Talebã após os ataques de 11 de setembro planejados pelo líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, que estava baseado lá.
20 anos de ocupação e operações militares: os Estados Unidos e seus aliados supervisionaram as eleições e criaram as forças de segurança afegãs, mas o Talebã continuou seus ataques.
Acordo com o Talibã: Os Estados Unidos fizeram um acordo com o Talibã pelo qual o se retiraria do país se os militantes concordassem em não instalar grupos terroristas. Mas as negociações entre o Talibã e o governo afegão fracassaram. As forças lideradas pelos EUA retiraram-se neste ano e o Talibã retomou o controle de grande parte do país.
‘Aonde podemos ir?’
Por Yogita Limaye, BBC News, Cabul
As pessoas não conseguem acreditar no que aconteceu em um dia. Cinco capitais de províncias, incluindo grandes cidades, caíram nas mãos do Talibã na quinta-feira (12).
Milhares de pessoas já chegaram a Cabul, mas é um número que muda com o passar das horas.
Elas fugiram sem quase nenhum pertence. São pessoas que tinham casas e empregos, lojas e fazendas, e tiveram que deixar tudo para trás e tentar escapar para um lugar seguro.
Algumas delas demoraram dias para chegar a Cabul. São jornadas perigosas (que passam por postos de controle do Talibã e cruzam a linha de frente do conflito). A capital afegã é o último lugar para onde muitos delas pensam que podem ir. Dizem: ‘a partir daqui, aonde mais podemos ir?’
Elas estão com raiva do governo, porque tiveram que se defender sozinhas. O governo, por sua vez, promete que vai alojá-las em mesquitas e dar-lhes abrigo, mas não há espaço suficiente para todas as pessoas que chegam.
Debandada estrangeira
Também é indigno que os Estados Unidos e o Reino Unido estejam evacuando seus próprios cidadãos e deixando os afegãos entregues à própria sorte.
Os Estados Unidos enviaram cerca de 3 mil soldados ao aeroporto de Cabul para evacuar um número “significativo” de funcionários da embaixada em voos especiais.
Segundo informações da embaixada americana, há relatos de que o Talibã está executando tropas afegãs que se renderam — o que constituiria “crimes de guerra”, segundo as leis internacionais.
A Grã-Bretanha está enviando 600 soldados para apoiar os cidadãos britânicos que deixam o país. O número de funcionários da embaixada do país em Cabul foi reduzido a um patamar mínimo, suficiente apenas para garantir seu funcionamento.

Fonte: G1 Mundo

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Talibã toma província ao sul de Cabul; presidente do Afeganistão diz buscar ‘solução política de paz e estabilidade’


Grupo extremista amplia o controle sobre o território afegão. Cerco sobre Cabul aumenta com tomada da cidade de Pul-e-Alam – na província de Logar –, a 70km da capital afegã. Foto de arquivo mostra soldado afegão em guarda na província de Logar, em foto de 2016
Omar Sobhani/Reuters/Arquivo
O Talibã tomou o controle, neste sábado (14), da cidade de Pul-e-Alam – capital da província de Logar –, a 70km de Cabul, segundo líderes regionais. A tomada aumenta o cerco do grupo extremista islâmico sobre o governo do Afeganistão que ainda mantém o controle da capital.
O presidente afegão Ashraf Ghani falou pela primeira vez, neste sábado, em um pronunciamento à nação após o início das ações do grupo insurgente que vem controlando parte do país desde o início da retirada de tropas americanas há menos de três semanas.
“Iniciei consultas que avançam rapidamente no governo, com líderes políticos, parceiros internacionais, para encontrar uma solução política que traga paz e estabilidade ao povo afegão”, disse Ghani. “A remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa prioridade número um.”
Talibã patrulha cidade de Ghazi, perto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta-feira (12)
Gulabuddin Amiri/AP Photo
Na quinta-feira (12), o grupo extremista islâmico afirmou ter conquistado Kandahar, a segunda maior cidade do Afeganistão.
“Kandahar está completamente conquistada”, declarou um porta-voz do Talibã em uma conta oficial no Twitter. Um morador da cidade confirmou a captura à AFP, observando que as forças do governo se retiraram em massa para uma instalação militar nos arredores da cidade.
Mais cedo, o Talibã havia tomado a cidade de Ghazni, que é considerada estratégica para lutar para tentar dominar Cabul, a 150km dali. O grupo também se aproxima da conquista de Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão.
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Proposta do governo para dividir o poder
Combatentes do Talibã são vistos dentro da cidade de Farah, capital da província de Farah, a sudoeste de Cabul, em 10 de agosto de 2021, no Afeganistão
Mohammad Asif Khan/AP
De acordo com a rede Al Jazeera, o governo fez uma proposta ao Talibã para que haja uma divisão de poder, se a violência acabar.
O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou que não tem conhecimento dessa proposta, mas que o grupo não considera dividir o poder com uma autoridade que não reconhece.
“Nós não aceitaremos nenhuma oferta como essa porque não queremos ser parceiros da administração de Cabul —não queremos nem ficar e nem trabalhar um único dia com eles”, afirmou.
O governo dos Estados Unidos anunciou meses atrás a retirada completa dos soldados americanos no Afeganistão até 11 de setembro — marco de 20 anos do atentado terrorista que marcou o início do século. Porém, cerca de 650 militares ainda estão no país para dar segurança ao corpo diplomático americano em Cabul.
Entenda a retirada dos EUA do Afeganistão no VÍDEO abaixo
Afeganistão: Talibã avança com saída próxima de tropas dos EUA
Houve um acordo entre os EUA e o Talibã no ano passado que determinou que o grupo insurgente não iria atacar as forças norte-americanas durante o período de saída. Em troca, os talibãs prometeram não permitir que o país seja usado para terrorismo internacional.
O Talibã também se comprometeu a discutir um acordo de paz. Os diálogos, no entanto, não produziram efeito.
EUA correm para retirar funcionários
Seção consular da Embaixada dos EUA em Cabul, no Afeganistão, em foto de 30 de julho
Reuters
Os Estados Unidos vão enviar ao Afeganistão um grupo de militares que vai ajudar na retirada de parte dos funcionários da Embaixada dos EUA em Cabul em meio ao avanço do Talibã, informaram fontes oficiais a agências de notícias nesta quinta-feira (12).
Esses militares vão fornecer apoio terrestre e aéreo aos funcionários durante o trajeto até o aeroporto de Cabul, segundo a agência Associated Press.
A iniciativa demonstra falta de confiança por parte da Casa Branca na capacidade do governo afegão em dar segurança diplomática suficiente na capital do Afeganistão — país que teve duas das três maiores cidades já tomadas pelo grupo extremista islâmico Talibã.

Fonte: G1 Mundo

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Você viu? Voto impresso rejeitado, desfile de tanques militares, mudança climática irreversível e luto na dramaturgia

Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 9 a 13 de agosto. Em derrota de Bolsonaro, Câmara rejeitou a PEC do voto impresso. Desfile de tanques militares tomou a Esplanada dos Ministérios. Flordelis teve o mandato cassado. Roberto Jefferson foi preso mais uma vez. CPI da Covid teve bate-boca e ataques. A morte da juíza Patricia Acioli completou 10 anos. Relatório da ONU apontou que mudanças climáticas causadas pelo homem são irreversíveis. A dramaturgia brasileira ficou em luto com a despedida dos atores Tarcísio Meira e Paulo José. E o pai de Britney Spears que desistiu de ser tutor da cantora.
O “Você viu?” é publicado sempre aos sábados no G1.
Voto impresso rejeitado
Em uma derrota para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso, a Câmara rejeitou e arquivou a PEC do voto impresso. Os números: 229 sim; 218 não; 1 abstenção; 64 ausentes; 1 não votou. Ao comentar a rejeição ao texto, Bolsonaro mentiu sobre a somatória dos votos e disse ter havido chantagem a parlamentares. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, deram o caso por encerrado.
VOTO A VOTO: Veja como votou cada deputado
TRAIÇÕES: PSD, PSDB, DEM e MDB foram partidos que mais descumpriram orientações
CAMAROTTI: Gabinetes de deputados receberam ligações com ameaças antes de votação
O podcast “O Assunto” conta que ministros do TSE e parlamentares já costuram acordo para ampliar a amostragem de urnas testadas. A ideia é não mudar em nada o modelo eleitoral, mas responder à onda de desconfiança. Ouça abaixo:
Mais cedo, tanques militares….
Horas antes da votação, um desfile de tanques e outros veículos blindados da Marinha passou pela Esplanada dos Ministérios e fez parlamentares e partidos políticos classificarem o ato como tentativa de intimidação (veja vídeo com repercussão do ato). O comboio chegou até o Palácio do Planalto, onde Bolsonaro aguardava os militares para receber um convite para participar de um treinamento das Forças Armadas na cidade goiana de Formosa, no Entorno do DF.
VALDO CRUZ: Desfile foi para intimidar Legislativo e Judiciário, admitem assessores
CAMAROTTI: Houve ação improvisada para que militares do alto escalão participassem de ato
REPERCUSSÃO: Impressa internacional se referiu a ‘república de bananas’ e ato ‘estranho’ ao citar desfile militar
VÍDEO: Marinha exibe tanques e blindados em desfile na frente do Palácio do Planalto
Mudanças no sistema eleitoral
A Câmara rejeitou a proposta que criaria o modelo do “distritão” e aprovou, em primeiro turno, a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais (para deputados federais, estaduais e vereadores). Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), o texto ainda precisa passar por um novo turno de votações no plenário da Casa e ser aprovado no Senado. Para valer nas eleições de 2022, a promulgação precisa ocorrer até outubro. Entenda o que pode significar a volta das coligações.
VOTO A VOTO: Saiba como cada deputado votou
Os deputados também aprovaram um projeto que permite a duas ou mais legendas se unirem em uma federação partidária e atuarem de maneira uniforme em todo o país. Isso deve ajudar partidos menores a alcançar a chamada “cláusula de barreira”, criada para extinguir siglas que não tenham um desempenho mínimo a cada eleição. O texto já teve aval do Senado e agora segue para a sanção presidencial.
VOTO A VOTO: Veja como cada deputado votou no projeto de federação partidária
Flordelis cassada
O plenário da Câmara também decidiu cassar o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de mandar matar o marido em junho de 2019. O processo criminal ainda não foi julgado, mas os deputados consideraram que a atuação da parlamentar ao longo do caso feriu o Código de Ética da Câmara. Eram necessários pelo menos 257 votos favoráveis à cassação para a perda do mandato, e o placar foi de 437 votos a 7.
VÍDEO: Flordelis se defende na Câmara dos Deputados
Flordelis disser ser vítima de injustiça, negou ter cometido o crime e afirmou que deixa a Câmara de “cabeça erguida”.
Quem é Jones Moura, defensor de armamento da Guarda Municipal que substituirá Flordelis
A semana da CPI
Brasileiros já estão acostumados a barracos na CPI da Covid, mas nenhum se compara ao ocorrido nesta semana. Em cena, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, que estava lá na condição de convidado (anote este detalhe, ele é importante). A sessão teve muito bate-boca, guerra de versões sobre denúncias de irregularidades na compra de vacinas, ataques à comissão e senadores em fúria . A causa da revolta? O depoente disse que a comissão atrapalha a aquisição de imunizantes. A tensão era tanta, que o presidente, senador Osmar Aziz, chegou a suspender os trabalhos (duas vezes). No fim, disse que Barros voltará à CPI – mas agora como convocado (assista aqui). Ou seja: não pode se recusar a comparecer e fica obrigado a falar a verdade, sob o risco de cometer crime de falso testemunho.
VÍDEO: Omar Aziz explica por que chamou Ricardo Barros de tucunaré
Resumo dos outros dois depoimentos:
Jailton Batista, diretor da farmacêutica Vitamedic (empresa que bancou anúncios publicitários em defesa do uso de medicamentos ineficazes contra a Covid). No depoimento, ele afirmou que a companhia nunca conduziu estudos para avaliar se a invermectina funciona no combate à doença causada pelo coronavírus – mas, mesmo assim, o depoente custeou propagandas.
“Por orientação dos meus advogados, permanecerei em silêncio.” Por cerca de 50 vezes, o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida recorreu ao direito de não responder às perguntas para não se autoincriminar. O militar foi convocado após ter sido indicado como responsável por abrir as portas do Ministério da Saúde para um encontro com três supostos vendedores da vacina da AstraZeneca. Em 5 horas de depoimento, deu poucos detalhes e falou que o objetivo de encontros dos quais participou era tratar da negociação de doses pelo setor privado.
Roberto Jefferson preso de novo

E quem foi pra prisão mais uma vez foi o ex-deputado e presidente do PDT Roberto Jefferson. Ele é alvo do inquérito da milícia digital, que é uma continuidade do inquérito dos atos antidemocráticos. A autorização da prisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que escreveu em mandado que o político faz parte de uma “possível organização criminosa” que busca “desestabilizar as instituições republicanas”.
JULIA DUAILIBI: Moraes quer saber se Jefferson usou dinheiro de fundo eleitoral para ataques à democracia
ANA FLOR: Instinto de sobrevivência levou Roberto Jefferson ao bolsonarismo
Quem é Roberto Jefferson?
Bolsonaro investigado em mais um inquérito
Bolsonaro virou alvo de mais um inquérito, o quarto, do STF. Ele também já é investigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desta vez, o STF quer apurar a participação dele no vazamento de uma investigação sigilosa da Polícia Federal. O presidente divulgou nas redes sociais a íntegra de um inquérito sobre suposto ataque ao sistema interno do TSE em 2018 – e que, conforme o próprio tribunal, não representou qualquer risco às eleições.
ENTENDA cada um dos 5 inquéritos que investigam Bolsonaro no STF e no TSE

A despedida de Tarcísio e Paulo José
Tarcísio Meira e Paulo José atuaram juntos: ‘Um dia nos veremos lá [no céu]’; relembre
A dramaturgia brasileira ficou em luto nesta com a perda de dois grandes nomes da televisão, do cinema e do teatro nacionais : Tarcísio Meira e Paulo José.
Tarcísio tinha 85 anos e morreu após menos de uma semana internado em UTI de São Paulo com Covid-19. A mulher dele, a atriz Glória Menezes, de 86 anos, também contraiu a doença e foi internada, mas deve ter alta em breve. Mas é importante ressaltar: nenhuma vacina oferece proteção de 100% contra doenças, mas todas reduzem o risco de infecção, hospitalização e morte, principalmente depois da segunda dose. Entenda por que a vacina tem risco mínimo de não proteger mesmo com duas doses.
Paulo José, que tinha Parkinson, morreu aos 84 anos, no Rio de Janeiro, após 20 dias internado para tratar uma pneumonia.
Os dois chegaram a atuar juntos. “Um dia nos veremos lá [no céu]”, disse Paulo a Tarcísio. Assista:
VÍDEO: ‘Um dia nos veremos lá [no céu]’, diz Paulo José a Tarcísio Meira em cena de novela
10 anos da morte da juíza Patrícia Acioli
A morte da juíza Patrícia Acioli, que investigava PMs que forjavam autos de resistência, completou 10 anos. A juíza foi morta com 21 tiros quando chegava em sua casa, em Piratininga, após sair do Fórum de São Gonçalo, onde trabalhava. Naquele dia, ela havia assinado os pedidos de prisão de dois policiais militares, que a seguiram e a mataram na mesma noite. Eles integravam uma milícia investigada por ela.
10 anos sem Patrícia Acioli: quem foi a juíza assassinada por policiais
Em uma série de reportagens especiais, o G1 mostrou que, ao longo desta década, o número de mortes cometidas por policiais é nove vezes maior em São Gonçalo (RJ), região em que Patrícia atuava. Veja também:

Filha da juíza cursa direito para seguir legado da mãe
Família relembra dia da morte e disparos ouvidos dentro de casa
Investigação analisou 3 milhões de dados de celular
Testemunha que denunciou assassinato vive escondida
VÍDEOS recontam assassinato de Patrícia Acioli
Mudanças no clima irreversíveis
As mudanças recentes no clima causadas pelo homem não têm precedentes e são irreversíveis, segundo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento aponta que, desde a era pré-industrial, o planeta ficou 1,07ºC mais quente. E a previsão é que nos próximos 20 a temperatura aumente pelo menos 1,5ºC se não houver uma redução drástica nas emissões de gases que agravam o efeito estufa.
VÍDEOS: Reveja desastres ambientais recentes e fenômenos causados pela mudança climática
ENTENDA: Como mudanças climáticas podem impactar a produção de alimentos no Brasil?
Enchentes, neve e calor extremo: como as mudanças climáticas afetam o planeta
MP do Novo Bolsa Família
Bolsonaro foi ao Congresso entregar a medida provisória do novo Bolsa Família, que se chamará Auxílio Brasil. A MP não estabelece o novo valor do benefício, o que deverá ser definido nos próximos meses, à medida que o governo abra espaço no Orçamento. Bolsonaro afirmou que o valor deve ser no mínimo 50% maior do que hoje é o Bolsa Família, atualmente com média de R$ 189. O valor ainda causa divergência no governo, entre os que defendem algo em torno de R$ 400 e a ala econômica, que entende que não deve superar R$ 300.
ENTENDA: Como vai funcionar o novo Bolsa Família
Free Britney
Entenda como surgiu o movimento ‘Free Britney’
O pai da cantora Britney Spears, Jamie Spears, desistiu de ser tutor dela. Em documentos enviados ao tribunal que julga o caso, ele afirma que quer ajudar na transição para um novo tutor. Desde 2018, por meio de um mecanismo legal, Jamie tem o poder de decidir quase todos os aspectos da vida da artista. Em junho, em audiência, a cantora disse acreditar que a tutela do pai é abusiva e pediu que ela termine.
Famosos adeptos do #FreeBritney comemoram a saída do pai como tutor da cantora
Mion na Globo
“Susto” e “ainda me adaptando”. Com essas palavras o apresentador Marcos Mion chegou aos estúdios Globo, após ser contratado pela emissora. Mion já tem planos para o “Caldeirão”: manter o legado de Luciano Huck, mas levar seu toque de “alegria” ao programa.
Marcos Mion vai ser apresentador da TV Globo e do Multishow
Gatos nos Tribunal
Doida, Rainha, Juliette, Atleta… Um grupo de 22 gatos entrou na Justiça contra um condomínio de João Pessoa que tenta impedir a presença dos bichos no local. Os autores da ação são os próprios animais, assistidos judicialmente pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas. Os gatos vivem no condomínio há muitos anos, antes inclusive da presença dos próprios moradores. As pessoas que residem no local colocam água, comida e levam os animais a médicos veterinários quando necessário. No entanto, a administração do condomínio passou a notificar os moradores para que não cuidem mais dos bichos.
VÍDEO: 22 gatos ‘assinam’ ação contra condomínio que tenta impedir cuidados
Chuva de meteoros
Um meteoro da chuva Perseidas atravessou o céu de Santa Catarina em 3,8 segundos. O fenômeno atingiu mais de 200 mil km/h, segundo análise do astrônomo amador e astrofotógrafo Gabriel Zaparolli.
Meteoro percorre céu de SC a mais de 200 mil km/h
Atropelado duas vezes
Um ciclista foi atropelado duas vezes em menos de dois minutos em um cruzamento na cidade de Pontes e Lacerda (MT). O motorista de uma caminhonete relatou que passava pelo local quando o ciclista atingiu a lateral do veículo. Algumas pessoas que estavam perto do local correram até o ciclista para ajudá-lo. Enquanto ele era socorrido pelo grupo, outro veículo, um Gol, passou pela via e atropelou o homem novamente.
Vídeo: Ciclista é atropelado por dois carros em cruzamento em 2 minutos em MT
Enchente em elevador
Três amigos ficaram presos com água até a altura do peito quando as águas de uma enchente invadiram o elevador no qual eles estavam em um prédio residencial em Omaha, no estado de Nebraska, nos EUA.
VÍDEO: Amigos ficam presos em elevador alagado nos EUA

Fonte: G1 Mundo