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Talibã toma mais uma cidade e deixa governo do Afeganistão com controle apenas de Cabul

Autoridades informaram que não resistiram em Jalalabad para evitar mortes de civis. Na capital do país, homens já deixam barbas crescer e mulheres temem perda de direitos. VÍDEO: O avanço do Talibã no Afeganistão
O Talibã assumiu na manhã deste domingo (15) – noite de sábado (14) no Brasil – o controle da cidade de Jalalabad, no leste do Afeganistão. Assim, a capital Cabul é a única das grandes cidades afegãs ainda sob controle do governo.
As autoridades informaram que a tomada de Jalalabad ocorreu sem confrontos e que a segurança das estradas que ligam o país ao vizinho Paquistão está garantida.
“Não há confrontos ocorrendo agora em Jalalabad porque o governo local se rendeu ao Talibã”, disse uma autoridade afegã em Jalalabad à agência de notícias Reuters. “Permitir a passagem para o Talibã era a única maneira de salvar vidas de civis.”
Neste sábado, o Talibã tomou Mazar-i-Sharif, principal cidade do norte afegão; e Pul-e-Alam, capital da província de Logar, a 70 quilômetros de Cabul. Na quinta-feira, já havia assumido o controle de Kandahar e Herat, segunda e terceira maiores cidades do país.
Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após saída dos EUA
Afeganistão: o drama dos que fogem da ofensiva do Talibã
‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão
Os insurgentes estão a apenas 50 km da capital e não dão sinais de que vão diminuir o passo. Neste sábado, também tomaram a província de Kunar, no leste do país, e logo poderão se aproximar da capital pelo norte, sul e leste.
Mas também neste sábado, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, garantiu que o combate contra o Talibã continuava.
“A remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa prioridade número um e medidas sérias estão sendo tomadas para esse fim”, disse Ghani, em um discurso à Nação.
Ele não fez alusão, porém, a uma possível renúncia, exigida por alguns, mas especificou que tinha iniciado “consultas” dentro do governo, com dirigentes políticos e parceiros internacionais, para encontrar “uma solução política em que a paz e a estabilidade” sejam preservadas.
Horas depois, o governo declarou que irá formar uma delegação que “estará pronta para negociar”.
Paralelamente, o governo do Catar, emirado que tem sido sede de negociações infrutíferas entre talibãs e autoridades afegãs há meses, pediu aos insurgentes “um cessar-fogo, o que contribuiria para acelerar os esforços para alcançar um acordo político integral que garanta um futuro próspero ao governo e ao povo afegão”.
Crescer a barba por precaução
As ruas da capital se mostraram movimentadas neste sábado, mas longas filas se formam do lado de fora dos bancos, e alguns homens disseram à agência France Presse que começaram a deixar a barba crescer, em antecipação à chegada iminente do Talibã na cidade.
Muitos afegãos – mulheres em particular -, acostumados com a liberdade de que desfrutaram nos últimos 20 anos, temem um retorno ao poder do Talibã.
Quando governou o país entre 1996 e 2001, antes de ser expulso do poder por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, o Talibã impôs sua versão ultraconservadora da lei islâmica.
As mulheres eram proibidas de sair sem um acompanhante masculino e de trabalhar, e as meninas de ir à escola. Mulheres acusadas de crimes como adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte.
“É particularmente horrível e doloroso ver os direitos duramente conquistados de meninas e mulheres afegãs sendo retirados delas”, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, na sexta-feira.
Tropas extras dos EUA e retirada de estrangeiros
Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou o enviou de mais tropas para auxiliar na retirada emergencial dos norte-americanos que ainda estão no país e também de aliados estrangeiros.
No total serão 5 mil soldados: mil que já estão lá, mil que serão deslocados do Kwait para o Afeganistão e 3 mil que já estão a caminho, segundo o Pentágono.
O Reino Unido anunciou também a redistribuição de 600 soldados para ajudar os britânicos a partir.
Vários países – Holanda, Finlândia, Suécia, Itália e Espanha – também anunciaram na sexta-feira a redução ao mínimo de sua presença no país, bem como programas de repatriação para seus funcionários afegãos.
Outros, incluindo Noruega e Dinamarca, preferiram fechar temporariamente suas embaixadas.
Neste sábado, o governo alemão informou que o exército ajudará a evacuar a embaixada da Alemanha em Cabul e seus funcionários “que precisam de proteção da Alemanha”. A sede diplomática será reduzida ao mínimo necessário, segundo essas fontes.

Fonte: G1 Mundo

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Lei da Polônia que impede recuperação de casas roubadas por nazistas gera revolta


Uma nova lei vai tornar mais difícil para as pessoas recuperaram as propriedades das quais suas famílias foram expulsas durante a Segunda Guerra Mundial. Israel chamou a legislação de anti-semita. A Polônia tem muitos monumentos dedicados aos judeus mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial
Getty Images/BBC
O presidente da Polônia, Andrzej Duda, sancionou uma lei que vai tornar mais difícil para judeus recuperarem as propriedades que suas famílias perderam durante e pouco depois da Segunda Guerra Mundial.
Israel afirmou que a nova lei é anti-semita e retirou seu enviado diplomático de Varsóvia, a capital da Polônia, por causa da legislação.
A lei é relativa a propriedades roubadas por nazistas alemães e depois, após o fim da guerra, confiscadas pelo governo da Polônia, que à época era comunista.
A legislação cria um limite de 30 anos para reivindicações dessas propriedades. Mas como a maioria dos confiscos pelo governo aconteceram logo após a guerra – que terminou em 1945 – grande parte das demandas terão expirado.
O governo polonês diz que a mudança vai dar fim a um período de “caos jurídico”, mas o governo de Israel reagiu.
“A Polônia aprovou hoje – e não é a primeira vez – uma lei imoral e anti-semita”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Israel, Yair Lapid, em um comunicado.
Lapid disse ainda que recomendou ao embaixador da Polônia em Israel que permanecesse na Polônia durante suas férias.
“Ele deve usar o tempo disponível para explicar aos poloneses o que o Holocausto significa para os cidadãos de Israel e que não iremos tolerar o desprezo pela memória das vítimas e pela memória do Holocausto”, afirmou Lapid.
O primeiro-ministro israelense Naftali Bennett disse que a lei é “vergonhosa” e mostra “desprezo pela memória do Holocausto”.
Cerca de seis milhões de judeus morreram no Holocausto, metade deles poloneses. Cerca de 90% da comunidade judaica da Polônia antes da guerra foi morta. Também foram assassinadas milhões de pessoas de outros grupos: eslavos, ciganos, prisioneiros de guerra, pessoas com deficiência, homossexuais, maçons e testemunhas de jeová.
A oposição de Israel à nova legislação foi apoiada pelos EUA, e Lapid disse que irá discutir com Washington novas medidas de oposição à atitude da Polônia.
O governo polonês já havia dito que as acusações de Israel e dos Estados Unidos não refletem a motivação por trás da lei.
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, as autoridades comunistas da Polônia nacionalizaram muitas propriedades que haviam ficado vazias porque seus proprietários haviam fugido ou morrido.
Um soldado da SS, a milícia nazista, aborda trabalhadores judeus no gueto de Varsóvia em 1943
AFP/BBC
Análise
O correspondente da BBC em Varsóvia, Adam Easton, analisa o caso:
“O presidente polonês afirma que a lei vai acabar com uma era de ‘caos jurídico’ envolvendo a devolução de propriedades.
Nas últimas décadas, a restituição de propriedades tornou-se profundamente atolada em corrupção, com reivindicações de títulos sendo compradas e vendidas e inquilinos repentinamente sendo expulsos de seus apartamentos de um dia para o outro.
As reivindicações judaicas representam apenas uma minoria das reivindicações totais, a maioria das quais feitas por poloneses.
Como resultado, a lei recebeu o apoio tanto da oposição da Polônia como do governo.”
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Haiti: terremoto atinge o país em meio a crises política e humanitária; entenda


Presidente assassinado por mercenários, escassez de alimentos e aumento nas taxas de violência são alguns dos problemas enfrentados pelo Haiti. Mulher observa o que sobrou de uma casa que desabou no terremoto deste sábado (14) em Les Cayes, no Haiti
Duples Plymouth/AP
O forte terremoto deste sábado (14) atinge o Haiti em um momento de forte crise política, que é anterior até mesmo à morte do presidente Jovenel Moïse em julho deste ano.
Fora isso, os haitianos também enfrentam nos últimos meses uma crescente crise humanitária, com escassez de alimentos e aumento nas taxas de violência. Isso tudo em meio à pandemia.
Veja FOTOS dos estragos provocados pelo terremoto
Brasileiro fala sobre clima no Haiti após terremoto: ‘muita apreensão’
MEMÓRIA GLOBO: país sofreu forte tremor em 2010; relembre
Crise política
Jovenel Moïse dissolveu o Parlamento e governava por decreto há mais de um ano, após o país não conseguir realizar eleições legislativas, e queria promover uma polêmica reforma constitucional.
Após seu assassinato por um grupo de mercenários, um governo interino assumiu o controle do país até a realização de novas eleições.
Assassinato, gangues e instabilidade política: o que está acontecendo no Haiti
A nação mais pobre das Américas tem um longo histórico de ditaduras e golpes de Estado.
A polícia do Haiti afirma que o plano de assassinato do presidente foi elaborado por um doutor e pastor chamado Christian Emmanuel Sanon, que teria contratado mercenários colombianos para matar Jovenel Moise e tomar o poder.
Mas a primeira-dama Martine Moïse, que foi alvejada no ataque mas sobreviveu, considera que Sanon e os outros que foram presos não teriam dinheiro suficiente para financiar a operação para matar Jovenel. “Só os oligarcas e o sistema poderiam matá-lo”, afirma.
Ela também diz ter dúvidas sobre o que aconteceu com os agentes de segurança da residência presidencial. Nenhum guarda foi ferido. “Não entendo como ninguém foi atingido”, diz ela.
Martine afirmou que está agora considerando se candidatar à presidência.
Crise humanitária
Nos últimos meses, o Haiti vem enfrentando também uma crescente crise humanitária, com escassez de alimentos e aumento nas taxas de violência. Alessandra Giudiceandrea, coordenadora-geral do Médicos Sem Fronteiras no Haiti, falou à GloboNews sobre a realidade na área de saúde do país. Veja abaixo:
Coordenadora do programa ‘Médicos Sem Fronteiras’ fala sobre a situação da saúde no Haiti
“Um simples parto já é um desafio. Então, infelizmente não podemos pensar apenas em epidemias. É no dia a dia que haitianos não têm garantido o acesso à saúde básica. (…) Acho que a atenção às necessidades de saúde do país tem sido amplamente negligenciada. As necessidades existem e, se compararmos com a situação de 10 anos atrás, eu não diria que houve qualquer avanço. Não mesmo”, disse a representante do MSF.
O Haiti luta para conter o avanço da Covid com atraso, já que só no último mês recebeu suas primeiras doses de vacina.
Famílias desabrigadas, vítimas da violência de gangues no Haiti, descansam em um abrigo criado numa escola de Porto Príncipe, em foto de 13 de julho. Estima-se que mais de 19 mil pessoas se encontram desabrigadas devido à violência no país
Matias Delacroix/AP
O país soma 576 mortes confirmadas e pouco mais de 20 mil casos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, mas estima-se que os números sejam bem maiores já que a testagem no Haiti é baixa.
O PIB per capita do país é de US$ 1,6 mil por ano (cerca de R$ 8,5 mil), e cerca de 60% da população vive com menos de US$ 2 por dia (pouco mais de R$ 10).
O Haiti tem 11,3 milhões de habitantes, faz fronteira com a República Dominicana na ilha Hispaniola, no Caribe, e tem um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo: 0,51.
Haiti
Amanda Paes/G1
Colonizado em 1492, após a chegada de Cristóvão Colombo à América, o Haiti foi o primeiro país do continente a conquistar a sua independência e a primeira república a ser liderada por negros, quando derrubou o domínio francês no começo do século XIX.
Tempestade se aproxima
As equipes de resgate em busca de sobreviventes do terremoto devem correr contra o tempo por conta da aproximação da tempestade tropical Grace, que deve tocar a ilha Hispaniola na segunda-feira (16).
A Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA, da sigla em inglês), prevê que a rota da tempestade passe pelo leste da ilha e há alerta de fortes ventos e chuvas para o Haiti.
Terremoto no Haiti provoca centenas de mortes e destruição
VÍDEO: Veja imagens da destruição causada por terremoto no Haiti

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto no Haiti: Itamaraty diz que, por ora, não há registro de vítimas brasileiras

Segundo Ministério das Relações Exteriores, comunidade brasileira no Haiti é estimada em 50 pessoas. Tremor de magnitude 7,2 deixou mais de 300 mortos no país caribenho. VÍDEO: Veja imagens da destruição causada por terremoto no Haiti
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que, até a noite deste sábado (14), não havia registro de brasileiros entre as vítimas do terremoto de magnitude 7,2 que atingiu o Haiti.
De acordo com o balanço mais recente da defesa civil haitiana, pelo menos 304 pessoas morreram em decorrência do tremor. As cidades de Cayes e Jérémie, no sudoeste da ilha, foram as mais afetadas. Autoridades locais dizem que centenas de haitianos estão soterrados ou desaparecidos.
Em nota, o Itamaraty afirmou que a comunidade brasileira no Haiti é de aproximadamente 50 pessoas, a maioria religiosos. No documento, o governo brasileiro manifesta solidariedade ao povo haitiano e diz ter compromisso com “a continuidade da ajuda humanitária” ao país caribenho.
O Ministério das Relações Exteriores afirma ainda que acompanha a situação por meio da embaixada brasileira em Porto Príncipe, capital haitiana.
Brasileiro no Haiti: “Sensação na capital é de muita apreensão”
Nota
Leia a íntegra da nota divulgada, por volta das 20h deste sábado, pelo Itamaraty sobre o terremoto no Haiti:
Ao tomar conhecimento com consternação do terremoto que atingiu o Haiti na manhã deste sábado, 14 de agosto, o governo brasileiro manifesta sua solidariedade ao povo haitiano e reafirma seu firme compromisso com a continuidade da ajuda humanitária prestada àquele país.
Até o momento, não há registro de brasileiros vitimados pelo abalo sísmico. A comunidade brasileira no Haiti é estimada em 50 pessoas, a maioria de religiosos.
O Itamaraty seguirá acompanhando a situação por meio da Embaixada em Porto Príncipe. Os telefones de plantão daquela Embaixada (+509 31629513) e, no Brasil, da Divisão de Assistência Consular do MRE (+55 61 8197-2284) estão abertos para informações e esclarecimentos a familiares de brasileiros no Haiti.

Fonte: G1 Mundo

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Talibã toma principal cidade do norte do Afeganistão e fecha cerco à capital Cabul

Mazar-i-Sharif é a quarta maior cidade do país, e onde vivem cerca de 500 mil pessoas; em Cabul, homens já deixam barbas crescer e mulheres temem perda de direitos. Joe Biden autorizou o enviou de mais tropas para auxiliar na retirada emergencial dos norte-americanos que ainda estão no país e também de aliados estrangeiros. VÍDEO: O avanço do Talibã no Afeganistão
O Talibã tomou neste sábado (14) Mazar-i-Sharif, grande cidade do norte do Afeganistão, “sem encontrar grande resistência”, o que representa um grande passo para a ofensiva dos insurgentes que se estende por todo o país e ameaça a capital Cabul.
Entre as maiores cidades do país, o governo agora controla apenas Cabul e Jalalabad.
Na quinta-feira, o grupo tomou Kandahar e Herat, segunda e terceira maiores cidades do país.
Norte e Sul
Mazar-i-Sharif, no norte, é a quarta maior cidade do país, e onde vivem cerca de 500 mil pessoas. “Os combatentes tomaram Mazar-i-Sharif e todos os edifícios oficiais estão sob seu controle”, garantiram os talibãs em comunicado.
O marechal Abdul Rashid Dostom, ex-vice-presidente afegão, e Atta Mohammad Nur, ex-governador da região de Balj, cuja capital é Mazar-i-Sharif, que haviam tomado o comando da resistência local diante do avanço talibã, fugiram para o vizinho Uzbequistão, segundo pessoas próximas.
Algumas horas antes, uma importante cidade no sul também foi tomada pelo Talebã: Pul-e-Alam, – capital da província de Logar –, a 70km de Cabul.
Afeganistão: como o Talibã avançou tão rapidamente após saída dos EUA
Afeganistão: o drama dos que fogem da ofensiva do Talibã
‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão
Os insurgentes estão a apenas 50 km da capital e não dão sinais de que vão diminuir o passo. Neste sábado, também tomaram a província de Kunar, no leste do país, e logo poderão se aproximar da capital pelo norte, sul e leste.
Mas também neste sábado, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, garantiu que o combate contra o Talibã continuava.
“A remobilização de nossas forças de segurança e defesa é nossa prioridade número um e medidas sérias estão sendo tomadas para esse fim”, disse Ghani, em um discurso à Nação.
Ele não fez alusão, porém, a uma possível renúncia, exigida por alguns, mas especificou que tinha iniciado “consultas” dentro do governo, com dirigentes políticos e parceiros internacionais, para encontrar “uma solução política em que a paz e a estabilidade” sejam preservadas.
Horas depois, o governo declarou que irá formar uma delegação que “estará pronta para negociar”.
Paralelamente, o governo do Catar, emirado que tem sido sede de negociações infrutíferas entre talibãs e autoridades afegãs há meses, pediu aos insurgentes “um cessar-fogo, o que contribuiria para acelerar os esforços para alcançar um acordo político integral que garanta um futuro próspero ao governo e ao povo afegão”.
Crescer a barba por precaução
As ruas da capital se mostraram movimentadas neste sábado, mas longas filas se formam do lado de fora dos bancos, e alguns homens disseram à agência France Presse que começaram a deixar a barba crescer, em antecipação à chegada iminente do Talibã na cidade.
Muitos afegãos – mulheres em particular -, acostumados com a liberdade de que desfrutaram nos últimos 20 anos, temem um retorno ao poder do Talibã.
Quando governou o país entre 1996 e 2001, antes de ser expulso do poder por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, o Talibã impôs sua versão ultraconservadora da lei islâmica.
As mulheres eram proibidas de sair sem um acompanhante masculino e de trabalhar, e as meninas de ir à escola. Mulheres acusadas de crimes como adultério eram açoitadas e apedrejadas até a morte.
“É particularmente horrível e doloroso ver os direitos duramente conquistados de meninas e mulheres afegãs sendo retirados delas”, disse o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, na sexta-feira.
Tropas extras dos EUA e retirada de estrangeiros
Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou o enviou de mais tropas para auxiliar na retirada emergencial dos norte-americanos que ainda estão no país e também de aliados estrangeiros.
No total serão 5 mil soldados: mil que já estão lá, mil que serão deslocados do Kwait para o Afeganistão e 3 mil que já estão a caminho, segundo o Pentágono.
O Reino Unido anunciou também a redistribuição de 600 soldados para ajudar os britânicos a partir.
Vários países – Holanda, Finlândia, Suécia, Itália e Espanha – também anunciaram na sexta-feira a redução ao mínimo de sua presença no país, bem como programas de repatriação para seus funcionários afegãos.
Outros, incluindo Noruega e Dinamarca, preferiram fechar temporariamente suas embaixadas.
Neste sábado, o governo alemão informou que o exército ajudará a evacuar a embaixada da Alemanha em Cabul e seus funcionários “que precisam de proteção da Alemanha”. A sede diplomática será reduzida ao mínimo necessário, segundo essas fontes.
‘Não aceitável’
No comunicado em que divulgou a autorização do envio das tropas, Biden reafirmou sua decisão de retirar os militares dos EUA do país e afirmou que não acha “aceitável” uma presença sem fim em um conflito externo.
“Durante os 20 anos de guerra de nosso país no Afeganistão, os Estados Unidos enviaram seus melhores jovens, investiram quase US$ 1 trilhão, treinaram mais de 300 mil soldados e policiais afegãos, equiparam-nos com equipamento militar de última geração e mantiveram sua Força Aérea como parte da guerra mais longa da história dos EUA, disse.
“Mais um ano, ou mais cinco anos, de presença militar dos EUA não teria feito diferença se os militares afegãos não pudessem ou não quisessem manter seu próprio país”, acrescentou Biden.
“Quando cheguei ao cargo, herdei um acordo feito por meu antecessor – ele convidou o Talebã para discutir em Camp David na véspera de 11 de setembro de 2019 – o que deixou o Talebã em sua posição militar mais forte desde 2001 e impôs um prazo de 1º de maio 2021 para a retirada das forças dos EUA. Pouco antes de deixar o cargo, ele também reduziu as forças dos EUA a um mínimo de 2.500”, lembrou.
“Portanto, quando me tornei presidente, enfrentei uma escolha – cumprir o acordo, com uma breve extensão para retirar nossas forças e as forças de nossos aliados com segurança, ou aumentar nossa presença e enviar mais tropas americanas para lutar novamente em outro conflito civil do país”, ressaltou.
“E uma presença americana sem fim no meio do conflito civil de outro país não era aceitável para mim”, afirmou Biden. “Fui o quarto presidente a comandar uma presença de tropas americanas no Afeganistão – dois republicanos e dois democratas. Eu não iria, e não irei, passar esta guerra para um quinto”, concluiu.

Fonte: G1 Mundo

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Haitiana no Brasil relata desespero da família ao saber de terremoto e não conseguir contato com irmão: ‘Ele perdeu o celular enquanto corria’


Franceline Lorgeant, moradora de Várzea Paulista (SP), diz que o irmão ficou sem contato por horas após perder o celular enquanto corria do terremoto, mas conseguiu se salvar. Tremor de magnitude 7,2 foi sentido também na República Dominicana, Jamaica e Cuba. Casas ficaram destruídas após terremoto no Haiti
Arquivo pessoal/Franceline Lorgeant
A haitiana Franceline Lorgeant, moradora de Várzea Paulista, interior de São Paulo, relatou ao G1 que a família ficou desesperada por não conseguir contato com o irmão após o terremoto de magnitude 7,2, registrado neste sábado (14) no Haiti, de acordo com um balanço preliminar divulgado pela defesa civil do país.
Segundo Franceline, seu irmão trabalha em Jérémie, região sul do Haiti, de segunda-feira a sábado. Quando a família ficou sabendo do terremoto com mais de 200 mortos, tentou contato pelo telefone por horas, mas sem sucesso.
“Ele falou para a gente que saiu para poder resolver um negócio antes de ir embora da cidade, e na hora de voltar para a casa, aconteceu o terremoto e tudo caiu. Ficamos desesperados. “, diz.
Franceline Lorgeant contou ao G1 que a família ficou desesperada ao perder contato com o irmão, que mora no Haiti
Reprodução/TV TEM
Foi então que no fim da tarde o irmão entrou em contato e explicou que havia perdido o celular durante a fuga para se salvar do terremoto. Agora, a haitiana diz que se sente aliviada de saber que o irmão está bem.
“Ele ficava no terceiro andar de uma casa casa enquanto trabalhava e perdeu tudo. Graças a Deus ele só machucou o pé. Ele perdeu o celular enquanto corria e as coisas que estavam na casa, mas ele está bem”, completa.
VÍDEO: Veja imagens da destruição causada por terremoto no Haiti
Terremoto
Parte de edifício desabou em Jeremie, no Haiti, devido ao terremoto
JComHaiti/cortesia via Reuters
O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, decretou estado de emergência por 30 dias. Henry lamentou as mortes e disse, em nota, que já mobilizou recursos do governo para dar apoio às vítimas.
“Meus sentimentos aos parentes das vítimas deste sismo que gerou tantas perdas de vidas humanas e materiais em vários departamentos [equivalente a estados] do país”, escreveu Henry.
“Faço um apelo ao espírito de solidariedade e compromisso de todos os haitianos, a fim de nos unirmos para enfrentar esta situação dramática que vivemos”, seguiu o mandatário. “A união faz a força.”
Terremoto de magnitude 7,2 afeta Haiti
Fernanda Garrafiel / Arte G1
O forte tremor pôde ser sentido também na República Dominicana, Cuba e Jamaica, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, da sigla em inglês).
Segundo a agência americana, não há mais riscos de tsunami na região. Mais cedo, as autoridades chegaram a emitir um alerta para maremotos, mas foi retirado.
O presidente norte-americano, Joe Biden, autorizou ajuda imediata ao Haiti e designou para a função Samantha Power, diretora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês).
Igreja em Les Cayes ficou destruida após terremoto no Haiti neste sábado (14)
Delot Jean/AP
O epicentro do terremoto foi identificado a 8 km da cidade de Petit Trou de Nippes (no oeste da ilha), a cerca de 150 km da capital Porto Príncipe, e a uma profundidade de 10 km.
Um terremoto levemente maior que o ocorrido em 2010, de magnitude 7,0 — diferença de 0,2 na Escala Richter —, que deixou cerca de 300 mil mortos e 1,5 milhão de pessoas desabrigadas. A expectativa é que o tremor atual não tenha o mesmo impacto do de 2010, que teve seu epicentro muito mais próximo de Porto Príncipe, a parte mais povoada do Haiti, a uma distância de apenas 25km.
Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí
*Sob supervisão de Paola Patriarca
VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Fonte: G1 Mundo

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Eremita sérvio se vacina e incentiva outros a seguirem seu exemplo


Panta Petrovic se mudou para uma pequena caverna há quase 20 anos, e faz poucas visitas à cidade. Ele soube da pandemia no ano passado e se vacinou assim que descobriu que poderia fazê-lo: O vírus ‘não escolhe, também vai chegar aqui…Quero receber as três doses (da vacina), incluindo a adicional’, diz. Panta Petrovic come em sua caverna perto da cidade de Pirot, em foto de 9 de agosto
Oliver Bunic/AFP
Quase 20 anos atrás, Panta Petrovic transformou o distanciamento social em seu estilo de vida, ao se mudar para uma pequena caverna na Sérvia para evitar o contato com a sociedade.
No ano passado, em uma de suas visitas à cidade, o homem com tranças e barba comprida descobriu que havia uma pandemia. Ele se vacinou assim que soube das vacinas contra a Covid-19 e agora pede que todos façam o mesmo.
O vírus “não escolhe, também vai chegar aqui, na minha caverna”, disse o homem de 70 anos à agência France Presse na montanha de Stara Planina, no sul da Sérvia.
Panta Petrovic deixa sua cama improvisada em sua caverna perto da cidade de Pirot, em foto de 9 de agosto
Oliver Bunic/AFP
A caverna onde Petrovic vive pode ser alcançada apenas depois de uma subida íngreme, e não é para corações fracos.
É equipada com uma banheira enferrujada que ele usa como banheiro, alguns bancos e um fardo de ferro que serve de cama.
Petrovic vem da cidade vizinha de Pirot, onde trabalhou como peão no mercado clandestino, como fez no exterior por algum tempo. Casou-se várias vezes, em um estilo de vida que considera “frenético”.
Panta Petrovic descansa em sua caverna perto da cidade de Pirot, em foto de 9 de agosto
Oliver Bunic/AFP
Este amante da natureza descobriu gradualmente que se isolar da sociedade lhe fornecia uma liberdade que não conhecia antes.
“Eu não era livre na cidade. Sempre tem alguém no teu caminho, você discute com a esposa, os vizinhos, ou a polícia”, explicou Petrovic à AFP, enquanto descascava vegetais para seu almoço.
“Aqui ninguém me incomoda”, acrescentou com um sorriso.
Suas visitas à cidade se tornaram mais frequentes recentemente.
Depois que os lobos mataram alguns dos animais que tinha perto da caverna, Petrovic decidiu levá-los para uma cabana que construiu nos arredores da cidade, onde acredita que estarão seguros.
Panta Petrovic brinca com Mara, uma porca selvagem de 200 quilos, em sua casa improvisada perto da cidade de Pirot, em foto de 9 de agosto
Oliver Bunic/AFP
Petrovic recebe assistência social, mas também depende de doações de alimentos e suprimentos para os animais.
Quando a vacina se tornou disponível, arregaçou as mangas para tomá-la.
Petrovic diz não entender as queixas de alguns céticos e acredita em um processo que busca erradicar as doenças.
Panta Petrovic escala seu pombal na cidade de Pirot, em foto de 9 de agosto
Oliver Bunic/AFP
“Quero receber as três doses, incluindo a adicional. Peço a todos os cidadãos que se vacinem, cada um deles”, expressou.
Antes de se isolar, Petrovic doou todo dinheiro que tinha para a comunidade, para financiar a construção de três pequenas pontes na cidade.
“O dinheiro é uma maldição, estraga as pessoas. Acredito que nada corrompe as pessoas tanto quanto o dinheiro”, afirmou.
Em uma das pontes, Petrovic construiu um pombal que, apesar de sua idade avançada, escala para deixar migalhas de pão.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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O polêmico plano dos EUA para combater racismo desativando estradas


Amplo pacote de infraestrutura que busca mitigar desigualdade vem dividindo opiniões entre seus supostos beneficiários. Interestadual 81, que os críticos chamam de “racista”, divide um bairro de Syracuse em dois
Getty Images/BBC
Incluído no grande projeto de infraestrutura do presidente Joe Biden está um plano para derrubar estradas “racistas” que, segundo ele, prejudicam as comunidades minoritárias — mas nem todos que ele está tentando ajudar concordam.
Uma fina camada de fuligem cobre a tinta amarelo-palha das casas de madeira que margeiam a Interestadual 81, uma rodovia no centro de Syracuse, no estado de Nova York, sustentada por vigas de aço enferrujadas e pilares de cimento sujos.
A estrada, de onde saem os escapes dos carros que sufocam os moradores do entorno e na qual o som dos pneus dos caminhões pode ser ouvido dia e noite, corta o bairro em dois.
Um conjunto habitacional — Pioneer Homes — fica a leste, na base de uma colina. A oeste, há mais moradias públicas junto com as casinhas amarelas, principalmente de propriedade de minorias, e alguns negócios.
Ativistas de direitos civis chamam esse trecho da interestadual de “rodovia racista” porque estradas como esta dividem bairros de minorias e poluem essas comunidades. Os planejadores urbanos querem demoli-lo — e, agora, o presidente Joe Biden também tem isso em vista.
Biden vem apoiando um imenso plano de infraestrutura de US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões) que, se aprovado, se tornaria o maior investimento em estradas, pontes e ruas dos Estados Unidos em décadas.
Interestadual 244 corta o bairro de Greenwood em Tulsa
Getty Images/BBC
Um enorme empreendimento político, o pacote não apenas trataria de consertos em velhas linhas de energia e estradas esburacadas, substituiria encanamentos de água potável e ampliaria o acesso à banda larga, mas também visaria mitigar as mudanças climáticas e as desigualdades raciais.
O projeto inclui US$ 1 bilhão para “reconectar comunidades”, o que significa demolir rodovias urbanas que passam por bairros como o de Syracuse.
Mas se derrubar estradas ao longo das quais viveram gerações de americanos é um caminho para o progresso racial é uma questão em aberto — e há muitos críticos.
A Casa Branca argumentou que tais “megaestradas”, que existem em todos os Estados Unidos, causaram sofrimento e arruinaram comunidades, primeiro destruindo negócios de propriedade de negros e forçando as pessoas a deixarem suas casas quando foram construídas e, mais tarde, através do ruído e da poluição atmosférica gerados pelo tráfego.
“Há racismo fisicamente embutido em algumas de nossas rodovias”, disse Pete Buttigieg, o secretário de transportes dos Estados Unidos.
Os especialistas dizem que há alguma verdade nessa afirmação. Quando o sistema de rodovias dos Estados Unidos estava sendo construído nas décadas de 1950 a 1970, os planejadores urbanos muitas vezes os projetavam para cortar bairros onde “os valores das propriedades eram mais baixos, porque essas casas eram as mais baratas de comprar”, disse Mark Rose, professor de História da Flórida Atlantic University em Boca Raton e autor de um livro sobre rodovias interestaduais.
Frequentemente, essas casas eram de americanos negros e outras minorias. Embora ativistas de Syracuse a Los Angeles tenham lutado contra a construção dessas estradas, elas foram construídas e deixaram comunidades destruídas — bombardeadas com barulho e poluição, e divididas ao meio. Estabelecimentos comerciais foram destruídos e nunca mais voltaram.
Enquanto isso, as estradas permitiam que o tráfego fluísse dos centros das cidades para os subúrbios para os passageiros de classe média que podiam pagar por esse estilo de vida.
Isso deixou um legado sombrio. Estudos descobriram que morar perto de uma rodovia nos Estados Unidos está associado a uma maior probabilidade de sofrer ataques cardíacos e asma. Quase 40% dos residentes no bairro ao redor da New Orleans Claiborne Expressway vivem abaixo da linha da pobreza, em comparação com 25% para a cidade como um todo.
Uma rodovia construída através do outrora próspero bairro negro de Greenwood em Tulsa, Oklahoma, significa que apenas um único bloco de estabelecimentos comerciais existe hoje. No seu auge, antes da construção da Interestadual 75 na década de 1950, havia 40 mercearias e 35 blocos de lojas e residências.
“Como um filho do Bronx, costumava estar em três lugares”, lembrou Ritchie Torres, um congressista de South Bronx, por onde passa uma grande estrada conhecida, a Cross Bronx Expressway. “Estava em casa, na escola e na sala de emergência, porque era repetidamente hospitalizado por asma.”
A “epidemia de asma” no Bronx foi uma consequência da via expressa, que é “literal e metaforicamente uma estrutura de racismo”, argumentou.
Quando a Interestadual 81 estava sendo construída através de Syracuse em meados do século 20, empresas de propriedade de negros foram demolidas para dar lugar à rodovia. Mais de mil residentes tiveram que deixar suas casas, de acordo com uma associação histórica local.
Buttigieg visitou a cidade em junho e falou em demolir o trecho da zona central. Um bulevar seria construído em seu lugar e o tráfego seria desviado para outro lugar.
O projeto custaria cerca de US$ 2 bilhões e poderia receber fundos federais.
O investimento federal em obras públicas costuma ser canalizado para os governos estaduais e locais, aumentando seus orçamentos.
Os membros do Congresso retiram boa parte do dinheiro federal para investir em seus próprios estados. Em alguns casos, isso pode ajudá-los a ganhar a reeleição ou a conseguir a adesão de constituintes.
Para Biden, a ênfase na igualdade racial fez parte de sua campanha e o ajudou a vencer a eleição. Abordar isso no projeto de lei de infraestrutura “cumpre muitas promessas de campanha e de governo”, disse Jon Reinisch, um estrategista democrata de Nova York.
Interestadual 244 corta o bairro de Greenwood em Tulsa
Getty Images/BBC
O governo trabalhou muito para vender o pacote, e sua amplitude faz parte de uma estratégia para “ampliar o apelo do projeto de lei”, disse Lawrence Levy, do Centro Nacional de Estudos Suburbanos da Universidade Hofstra, em Nova York.
“É um trabalho pesado”, disse Levy, exigindo que a Casa Branca “alcance o maior número possível de pessoas e as convença a ver [a infraestrutura] de uma forma que não haviam pensado antes”.
Keith Moody, um instrutor de fitness, diz que a rodovia é uma praga no bairro
BBC
O projeto foi aprovado no Senado e segue para a Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil).
Mas poucas pessoas em Syracuse acreditam que ela alcançará o que o presidente está prometendo.
“Parece bom no papel”, resmungou o caminhoneiro Alex Londono, 39. Seria melhor consertar a rodovia e ajudar o comércio local, disse ele.
Derrubar a rodovia seria apenas “sinalizar a virtude” — mostrar os próprios princípios, sem melhorar as coisas, disse ele.
Joquin Paskel, 28, concorda que a rodovia é racista. Um empresário que aluga casas infláveis ​​para festas infantis, lamenta que a estrada isola seu bairro do restante da cidade. “Isso só cria divisão”, disse ele, comparando a estrada a uma linha vermelha que demarca uma espécie de segregação.
Demoli-la, portanto, pode ajudar, diz ele, mas “não acho necessariamente que acabará com o racismo”.
Enquanto isso, sua namorada, Debowrah Yisrael, de 20 anos, se pergunta: “Para onde iremos durante as obras?”
Debowrah Yisrael, à esquerda, e Joquin Paskel se perguntam o que acontecerá se a rodovia for demolida
BBC
Gainnis Brown, de um ano, pedala seu triciclo laranja e preto por uma rua perto da rodovia — ela é a quinta geração de sua família a morar perto da estrada.
Apesar de seus aspectos indesejáveis, é um lar, diz a tia-bisavó de Gainnis, Kathy Gaston.
A irmã dela mora no quarteirão, e outros parentes também. No fundo de sua casa, ela tem um pessegueiro e um quintal exuberante. “Eu fiz todas as cercas vivas”, diz ela. “Veja como são bonitas.”
Gaston, de 61 anos, apoia o presidente — mas ela diz estar mais preocupada com os assuntos do dia-a-dia do que com as promessas de campanha. A poeira, soprada da rodovia, cobria a mobília.
“Uso estes lenços umedecidos de limpeza”, disse ela, passando o dedo sobre a mesa. “Fico andando pela casa, fazendo isso todos os dias.”
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Fonte: G1 Mundo

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Brasileiro fala sobre clima no Haiti após terremoto: ‘muita apreensão’

Neno Garber, diretor do Centro Cultural Brasil-Haiti, disse que na capital as pessoas estão buscando informações sobre familiares, mas que a rede telefônica não está suportando tantas ligações. Brasileiro no Haiti: “Sensação na capital é de muita apreensão”
Um brasileiro que reside no Haiti relatou à GloboNews como está a situação no país após o forte terremoto deste sábado (14). Neno Garber, diretor do Centro Cultural Brasil-Haiti, mora na capital Porto Príncipe e disse que mesmo na cidade, que não foi atingida diretamente, o clima é de preocupação.
“Por enquanto aqui na capital a situação é de muita apreensão. As pessoas procurando informações sobre seus familiares, já tem a informação sobre um ex-senador que faleceu, hotéis que caíram… A tentativa de ligar também está sendo muito difícil, porque a gente não tem uma rede tão boa. Ela não foi danificada, mas a quantidade de ligações não passa, as ligações não passam”, disse o brasileiro Neno Garber, em Porto Príncipe.
FOTOS dos estragos causados pelo terremoto
Além disso, ele explicou que a apreensão em grande parte decorre das lembranças do terremoto catastrófico ocorrido em 2010. O país ainda tenta se recuperar do terremoto de magnitude 7 que ocorreu na região da capital há 11 anos, deixando milhares de mortos e vários prédios destruídos.
VÍDEO: Terremoto de 7,2 de magnitude deixa mortos no Haiti

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto de forte magnitude deixa mortos no Haiti; FOTOS


As cidades de Cayes e Jérémie, no sudoeste da ilha, foram as mais afetadas pelo tremor. Relatos iniciais falam em dezenas de vítimas. Pessoas observam a residência do bispo católico em Les Cayes, que ficou destruida após terremoto no Haiti neste sábado (14)
Delot Jean/AP
Igreja em Les Cayes ficou destruida após terremoto no Haiti neste sábado (14)
Delot Jean/AP
Ao menos 29 pessoas morreram no Haiti após um terremoto de magnitude 7,2 registrado neste sábado (14), segundo um balanço preliminar divulgado pela defesa civil do país. As cidades de Cayes e Jérémie, no sudoeste da ilha, foram as mais afetadas pelo tremor.
Igreja em Les Cayes ficou destruida após terremoto no Haiti neste sábado (14)
Delot Jean/AP

Fonte: G1 Mundo