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Disney de Paris pede desculpas após impedir mulher de amamentar em público ‘para não chocar clientes estrangeiros’


Caso envolvendo mãe australiana revoltou integrantes do governo da França, e a administração do parque se retratou. Turistas voltam a Disney de Paris depois de 8 meses fechada pela pandemia, foto de 17 de junho de 2021
Gonzalo Fuentes/Reuters
Nem bem reabriu as portas para acolher o público após meses de restrições devido à pandemia de Covid-19, a Disney de Paris já é palco de uma forte polêmica. No último domingo (4), dois agentes de segurança impediram uma mãe de amamentar seu bebê em público sob a justificativa de que “pessoas de outras culturas e religiões poderiam se chocar”. Nesta terça-feira (6), o parque de diversões resolveu se retratar e pedir desculpas.
A cena poderia ter passado despercebida, mas foi graças à iniciativa de Marie, uma psiquiatra francesa que testemunhou a abordagem, que o caso ganhou repercussão. Indignada, ela publicou no Twitter uma foto da mãe repreendida com o bebê no colo. “Isso ocorreu na França, em julho de 2021! Delito de entrave à amamentação, onde estamos?”, questionou Marie.
O protesto chamou a atenção até mesmo da ministra francesa da Cidadania, Marlène Schiappa. “Prezada @DisneylandParis, amamentar um bebê não é um delito. Que vocês tenham salas para isso é bom, mas não decidimos onde e quando um bebê vai ter fome”, escreveu a ministra no Twitter.
“Não comecem vocês também a estigmatizar as mães, já é difícil enfrentar isso em outros lugares”, reiterou. 
Relembre no VÍDEO abaixo: Disney de Paris reabriu após meses fechada por causa do coronavírus
VÍDEO: Disney de Paris reabre após 8 meses fechada por conta da pandemia
Entrevistada pelo jornal francês “Le Parisien”, Laura, a mulher que foi repreendida pelos seguranças – uma australiana de 33 anos que mora em Paris — contou que ficou chocada com o pedido dos dois empregados da Disney para que se cobrisse enquanto alimentava sua bebê de dois meses, sentada em um banco do parque.
“Não era possível ver muita coisa. Mas eles me disseram que se eu não quisesse me cobrir, deveria fazer isso em outro lugar porque havia pessoas de outras culturas e outras religiões que poderiam me ver”, contou ao diário.
Ao perceber o constrangimento da australiana, Marie, autora do post de protesto no Twitter, resolveu interceder. “Senti que ela estava mal, que não entendia o que estava acontecendo. Eu não a vi amamentando, mas os agentes de segurança continuavam repetindo que isso não estava autorizado no regulamento do parque, comparando isso ao uso obrigatório da máscara contra a Covid-19. E uma coisa não tem nada a ver com a outra, me irritei!”, afirmou ao “Le Parisien”.
Para apoiar a australiana, Marie se sentou ao seu lado e começou a amamentar o filho também. “Os agentes ficaram boquiabertos. Não me disseram nada e não tiveram nenhuma reação, certamente temendo enfrentar um agrupamento de mulheres amamentando seus bebês”, completa.
Ao seu lado, Laura não conseguiu conter as lágrimas. “A repreensão e depois esse apoio maravilhoso, foi muita emoção para mim”, desabafou. Ao deixar o local, a australiana registrou uma reclamação junto ao serviço de atendimento aos clientes. 
Pedido de desculpas
1º dia da reabertura da Disney de Paris após 8 meses fechada pela pandemia em 17 de junho de 2021
Gonzalo Fuentes/Reuters
Segundo Laura, o diretor da segurança do parque pediu desculpas imediatamente. Posteriormente, ela foi contatada por outros representantes da Disney que reconheceram “que os agentes não deveriam ter agido desta forma”, com a promessa de que será reembolsada.
No Twitter, a Disney publicou um post afirmando que “coloca à disposição das mães centros de cuidados para bebês com material adaptado e confortável com assentos especiais para amamentação”.
“Lamentamos profundamente essa situação e apresentamos novamente sinceras desculpas à mãe em questão. O pedido que lhe foi feito não tem relação com nosso regulamento interior e nossos valores. Não há nenhuma restrição de amamentação na Disneyland Paris”, reitera a publicação. 
No entanto, a retratação não apaga o constrangimento da memória de Laura. “Meu coração acelera cada vez que tenho que alimentar minha bebê. É preciso que parem de incomodar as mães”, diz. 

Fonte: G1 Mundo

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Polícia prende 3 pessoas suspeitas do assassinato de jovem brasileiro na Espanha


Autoridades dizem que mais pessoas podem estar por trás do espancamento de Samuel Luiz Muñiz. Protesto após a morte de Samuel Luiz Muñiz, em Barcelona, na Espanha, na segunda-feira
Reprodução Facebook; Reuters/Nacho Doce
A polícia da Espanha prendeu na manhã desta terça-feira (6) três pessoas consideradas suspeitas de participar do assassinato o jovem brasileiro Samuel Luiz Muñiz, de 24 anos, morto por espancamento.
O crime, com motivações supostamente homofóbicas, gerou uma onda de protestos em todo o país contra a violência que atinge a população LGBTQIA+. Veja o VÍDEO abaixo.
VÍDEO: Morte de jovem gay brasileiro na Espanha gera onda de protestos
De acordo como jornal “La Voz de Galicia”, os presos são dois homens e uma mulher, com idades entre 20 e 25 anos. As autoridades locais não disseram qual o grau de participação desse trio no espancamento de Samuel. Outras pessoas ainda podem ser presas.

Fonte: G1 Mundo

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Organizadores da cerimônia de abertura de Tóquio-2020 discutem se evento pode ser assistido por VIPs, mas não torcedores, diz jornal


Só torcedores do Japão poderão ir aos locais dos Jogos. A princípio, os eventos estarão limitados a 10 mil espectadores, mas pode ser que os organizadores mudem de ideia e decidam fazer o evento sem torcedor nenhum. Imagem da cerimônia para carregar a tocha pelo Japão, em 6 de julho de 2021
Androniki Christodoulou/Reuters
Os torcedores provavelmente serão vetados na cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio, no Japão, mas um pequeno número de pessoas consideradas importantes para os organizadores podem ser autorizados a comparecer, informa a imprensa japonesa.
O jornal “Asahi Shimbun” publicou um texto no qual afirma que representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), autoridades estrangeiras, patrocinadores e outros podem estar presentes no Estádio Nacional de Tóquio na cerimônia de 23 de julho.
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Os planos em debate indicam que os torcedores não serão autorizados, e o comitê organizador repensa os limites de presença de torcedores nas competições. O receio é que possa haver aumento de contágios de Covid-19 em Tóquio.
A informação publicada na segunda-feira (5) à noite. O jornal cita fontes governamentais não identificadas e destaca que os organizadores trabalham para diminuir a presença nos eventos olímpicos. Inicialmente, a previsão era que 10 mil torcedores estariam presentes. Agora, busca-se uma quantidade que seja aceitável para a opinião pública japonesa.
Por outro lado, a opinião pública japonesa também pode receber mal a proposta de liberar o estádio apenas para pessoas consideradas VIPs, segundo o jornal.
Só torcedores do Japão
O comitê organizador de Tóquio-2020 estabeleceu em junho um limite de 10 mil torcedores que moram no Japão nos locais de competição ou 50% da capacidade das arenas. Os torcedores do exterior estão vetados.
O aumento dos contágios, no entanto, provocou uma nova análise do limite.
A presidente do comitê organizador, Seiko Hashimoto, disse que ainda se discute a possibilidade de celebrar os Jogos Olímpicos sem torcedores.
O governo deve prorrogar as medidas anticovid em Tóquio e outras cidades. Apenas depois tomaria uma decisão sobre a presença de torcedores nas competições olímpicas.
A epidemia de Covid-19 no Japão não foi tão severa como em outros países, mas os especialistas afirmam que uma nova onda de contágios pode pressionar os serviços de saúde durante os Jogos.

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Fonte: G1 Mundo

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Onda de calor: ‘Terra do Papai Noel’ tem dia mais quente em mais de um século


Segundo especialistas em mudanças climáticas, o aquecimento global não vai necessariamente aumentar as temperaturas em todas as estações do ano, mas principalmente ampliar os episódios de condições climáticas extremas. Mapa feito a partir de imagens de satélite divulgado pela Organização Meteorológica Mundial
WMO via BBC
Em meio a ondas de calor no verão do hemisfério norte, a região da Lapônia, conhecida popularmente como a “Terra do Papai Noel”, registrou as temperaturas mais altas em pouco mais de cem anos.
Segundo dados do Instituto de Meteorologia da Finlândia, a estação meteorológica da reserva natural de Kevo, por exemplo, registrou 33,6ºC na segunda-feira (5), a maior marca na região desde 1914. Naquele ano, o mais extenso município finlandês, Inari, registrou a marca de 34,7ºC.
Em geral, a temperatura média no mês de julho no município de Utsjoki, onde fica a reserva natural de Kevo, gira entre a temperatura máxima de 16ºC e a mínima de 8ºC. No inverno, a temperatura média fica em -4ºC. Em 2015, a região bateu o recorde de -37,3ºC.
Segundo especialistas em mudanças climáticas, o fenômeno do aquecimento global não vai necessariamente aumentar as temperaturas em todas as estações do ano, mas principalmente ampliar os episódios de condições climáticas extremas.
No verão do hemisfério norte deste ano, por exemplo, a amplitude térmica ao longo do dia pode ser enorme: ir de 32ºC de dia a 10ºC durante a noite.
A principal atração turística da região ligada ao tema natalino fica na cidade de Rovaniemi, capital da Lapônia, a quase cinco horas de carro ao sul de Kevo. Ali, fica a Vila do Papai Noel, criada nos anos 1980 e que hoje conta com um complexo de chalés em que funcionam um hotel, dois restaurantes, lojas temáticas, o recanto do Papai Noel e o correio que recebe cartas do mundo todo. A linha do Círculo Polar Ártico passa pelo meio da Vila do Papai Noel.
Uma equipe do turismo local, vestida como Papai Noel e duendes, chegou a publicar uma foto no Instagram ao lado de um termômetro que marcava 34ºC.
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O calor intenso neste ano na Lapônia levou o Instituto de Meteorologia da Finlândia a emitir alertas. “Pessoas com doenças crônicas devem apresentar sintomas mais acentuados e difíceis. O estresse causado pelo calor limitará a capacidade de trabalho de pessoas saudáveis”, afirmou o órgão sobre a onda de calor.
O instituto também alertou sobre os riscos de incêndio nas florestas desta que é a região mais setentrional (ao norte) do país.
“O perigo de incêndios florestais se dá por causa da secura do solo. Em caso de tempo com muito vento, incêndios florestais espalham-se rapidamente.”
Algo parecido tem acontecido no Canadá nos últimos dias, país da América do Norte que enfrenta um fenômeno conhecido como “cúpula de calor”. A cidade de Lytton beirou os 50ºC, e mais de cem mortes súbitas foram associadas ao calor extremo.
Veja no VÍDEO abaixo: incêndio após onda de calor devastou a cidade canadense de Lytton
VÍDEO: Imagens mostram queimada que devasta vilarejo no Canadá
A Vila do Papai Noel, a oito km da cidade, é um complexo de chalés em que funcionam hotel, restaurantes e lojas temáticas
VISIT ROVANIEMI/DIVULGAÇÃO via BBC
O meteorologista Mika Rantanen, pesquisador de mudanças climáticas e climas extremos do Instituto de Meteorologia da Finlândia, afirmou à emissora pública Yle que as mudanças climáticas não são as únicas causas dessas altas temperaturas. Para ele, não devemos nos perguntar se o aquecimento global causou ondas de calor ou temporais, por exemplo, mas quanto esse fenômeno intensificou as ondas de calor ou os temporais.
Rantanen publicou em seu perfil no Twitter que o país está próximo de bater o recorde de 26 dias consecutivos de temperaturas máximas acima de 25ºC. A contagem atual soma 19 dias.
Enquanto isso, aponta o pesquisador, a extensão do gelo do Ártico também bateu recorde, mas negativo. São 1,1 milhão de quilômetros quadrados a menos do que a extensão registrada na primeira década dos anos 2000, uma área quase equivalente ao Estado do Pará.

Fonte: G1 Mundo

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Sobe para 32 o número de mortos em desabamento na Flórida


Desastre em Surfside, na região de Miami, deixou até o momento 32 mortos e 113 desaparecidos. Aproximação da tempestade Elsa dificulta ações de busca em desabamento na Flórida
Subiu para 32 o número e mortos no desabamento de um prédio em Surfside, na região de Miami, informaram as autoridades locais nesta terça-feira (6).
Ao menos 113 pessoas ainda seguem desaparecidas e podem estar sob os escombros depois de 13 dias de buscas.
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Uma mudança na rota da tempestade Elsa deve evitar área de desabamento na região de Miami, previsto para tocar o solo nesta terça.
Na segunda, equipes de resgate corriam contra o tempo e trabalhavam em meio a fortes ventanias (veja no vídeo acima).
Equipes de resgate vasculham os destroços de prédio que desabou na Flórida em foto de 1º de julho de 2021
Pedro Portal/Miami Herald via AP
No domingo à noite, as autoridades demoliram a parte que ainda restava do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que Elsa derrubasse a estrutura.
A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, afirmou à imprensa que os socorristas estavam “muito esperançosos” de que não teriam que interromper as tarefas de busca por sobreviventes.
Risco de queda suspendeu buscas
O receio com o resto do complexo fez com que as buscas fossem interrompidas na quinta-feira (1º), mas elas foram retomadas no mesmo dia.
Nenhum sobrevivente foi retirado dos escombros desde as primeiras horas após o colapso, em 24 de junho.
Não se sabe ainda por que o prédio caiu. Um relatório de 2018 apontava danos estruturais graves no edifício.

Fonte: G1 Mundo

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Tempestade Elsa se aproxima da Flórida, nos EUA


Fenômeno vem perdendo força após passar por Cuba, de onde partiu sem registro de maiores danos. Rota da tempestade deve evitar área de desabamento na região de Miami. Na segunda, equipes de resgate corriam contra o tempo e trabalhavam em meio a fortes ventanias. Homem pesca no mar de Tampa, Flórida, enquanto a tempestade Elsa se aproxima da costa oeste da Flórida em 5 de julho de 2021
Octavio Jones/Reuters
A tempestade Elsa se aproxima da costa oeste da Flórida, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (6) com ventos de até 95km/h, segundo o serviço meteorológico americano.
O fenômeno vem perdendo força depois de sua passagem por Cuba, na segunda-feira (5), de onde partiu sem registrar de maiores danos.
Como são escolhidos os nomes de furacões e tempestades?
No entanto, a tempestade já havia deixado um rastro de destruição em várias ilhas do Caribe, com ao menos três mortes – uma na ilha de Santa Lúcia e duas na República Dominicana.
Furacão Elsa sobre o Caribe
NOAA
Autoridades cubanas chegaram a retirar 180 mil pessoas de casa por precaução, devido à possibilidade de fortes inundações, e emitiram alertas de furacão.
O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) prevê que o fenômeno toque o solo durante a tarde desta terça.
Uma mudança na rota da tempestade deve evitar área de desabamento na região de Miami. Na segunda, equipes de resgate corriam contra o tempo e trabalhavam em meio a fortes ventanias (veja no vídeo abaixo).
Aproximação da tempestade Elsa dificulta ações de busca em desabamento na Flórida
No domingo à noite, as autoridades demoliram a parte que ainda restava do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que Elsa derrubasse a estrutura.
A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, afirmou à imprensa que os socorristas estavam “muito esperançosos” de que não teriam que interromper as tarefas de busca por sobreviventes.

Fonte: G1 Mundo

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Covid-19: Israel vê queda na efetividade da vacina da Pfizer para casos sintomáticos, mas proteção contra casos graves se mantém


Aumento de casos coincidiu com variante delta e relaxamento das medidas de distanciamento social. Profissional de saúde prepara dose de vacina contra a Covid-19 em Tel Aviv, Israel, no dia 21 de junho.
Amir Cohen/Reuters
O Ministério da Saúde de Israel relatou, na segunda-feira (5), que a efetividade da vacina da Pfizer contra infecções e casos sintomáticos de Covid-19 caiu para 64% desde 6 de junho.
Mesmo assim, a vacina continuou tendo 93% de efetividade na prevenção de hospitalizações e casos graves da doença.
O ministério israelense não informou quais eram as taxas anteriores de efetividade da vacina. Em 14 de junho, a pasta havia informado que a vacina tinha alcançado 96% de efetividade contra hospitalização pela variante delta após duas doses.
A queda na efetividade coincidiu com a disseminação da variante delta e o relaxamento das restrições de distanciamento social no país. Em 14 de junho, Israel retirou a obrigatoriedade do uso de máscara em locais fechados, mas, 11 dias depois, o uso voltou a ser obrigatório por causa do aumento de casos.
Vacina e Covid-19: Preciso usar máscara e evitar aglomerações mesmo depois de vacinado?
No Brasil, especialistas têm sido unânimes ao dizer que o uso de máscaras continua necessário (veja vídeo acima) mesmo depois das duas doses das vacinas – ou, no caso da vacina da Johnson, uma dose.
Apresentador da BBC: ‘Errei ao me achar invencível com duas doses de vacina’
Um porta-voz da Pfizer não quis comentar os dados à Reuters, mas citou uma pesquisa que mostra que os anticorpos produzidos pela vacina ainda foram capazes de neutralizar todas as variantes testadas, incluindo a delta, embora com força reduzida.
Quase 60% da população israelense está completamente vacinada contra a Covid, segundo dados do “Our World in Data”, monitoramento ligado à Universidade de Oxford. O país aplica apenas a vacina da Pfizer.
Veja VÍDEOS sobre as vacinas contra a Covid-19:

Fonte: G1 Mundo

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Indonésia e Rússia registram novos recordes de mortos por Covid-19 em 24h


A Rússia enfrenta uma onda de infecções pela variante delta, que foi inicialmente detectada na Índia. Na Indonésia a média diária de novos casos aumentou. Imagem de campanha de vacinação em Moscou, em 6 de julho de 2021
Tatyana Makeyeva/Reuters
A Rússia anunciou, nesta terça-feira (6), que foram registradas 737 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde desde o início da pandemia neste país agora castigado pela variante Delta, inicialmente detectada na Índia.
A Indonésia também teve um dia de recorde de mortes, com 728 óbitos por coronavírus, informam as autoridades locais, acrescentando que foram mais de 31mil novos casos (veja mais abaixo).
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Mortes na Rússia
É a primeira vez que a Rússia, o quinto país mais afetado do mundo em número de casos, supera a marca de 700 óbitos diários por coronavírus. O país também registrou 23 mil novos casos em 24 horas, os números mais altos desde meados de janeiro, momento em que saía de uma segunda onda.
Desde o início da epidemia, a Rússia acumula mais de 5,6 milhões de casos de contágio. Nos últimos oito dias, o país estabeleceu seis recordes de mortalidade.
Os números, no entanto, podem ser maiores: A pandemia deixou 139.316 mortos na Rússia, de acordo com números oficiais. A agência de estatística Rosstat, que tem uma definição mais ampla das mortes relacionadas ao coronavírus, contabiliza 270 mil óbitos até o final de abril.
Dificuldades da campanha de imunização
A campanha de imunização na Rússia tem baixa adesão da população.
A vacinação foi iniciada em dezembro, e até agora 26,1 milhões dos 146 milhões de russos foram se vacinar (pouco menos de 18% da população). Destes, 18,2 milhões (12,5%) receberam as duas doses. A informação é do site Gogov, que agrega os dados das regiões e da imprensa, diante da falta de estatísticas oficiais.
A população se mantém cética em relação às vacinas. De acordo com uma pesquisa do instituto independente Levada divulgada esta semana, 54% dos russos não planejam se vacinar.
Em várias regiões do país, incluindo Moscou, as autoridades têm tomado medidas para estimular a população a se vacinar. Entre elas, foi criado e implementado um “passe sanitário” para ir a restaurantes.
O prefeito da capital, Sergei Sobianin, também determinou que 60% dos trabalhadores do setor de serviços sejam vacinados até meados de agosto, sob pena de suspender os que se recusarem a fazê-lo.
O governo da Rússia reconheceu que não conseguiu atingir sua meta de 60% de vacinação até agosto, mas, ainda assim, mantém sua recusa a adotar qualquer confinamento nacional. O objetivo seria preservar uma já frágil economia.
Covid-19 na Indonésia
Na Indonésia, onde houve recorde de 728 mortes por coronavírus em 24 horas, o número diário de contágios quadruplicou em menos de um mês. O balanço total é de 2,3 milhões de casos e mais de 61 mil mortes.
Na semana passada, o governo ordenou novas restrições na capital, Jacarta, a cidade mais afetada, assim como na ilha de Java e na de Bali. Esta última tem uma forte atividade no setor de turismo.
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Fonte: G1 Mundo

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Twitter perde imunidade na Índia sobre conteúdo gerado por usuários


Segundo governo indiano, empresa não cumpriu nova lei que torna plataformas digitais mais responsáveis por pedidos legais de remoção rápida de postagens. Twitter perdeu imunidade na Índia sobre o conteúdo postado por usuários.
iStock
O Twitter perdeu imunidade na Índia sobre o conteúdo postado por usuários, por não cumprir uma nova lei do país que torna as plataformas digitais mais responsáveis por solicitações legais de remoção rápida de postagens.
A informação foi dada pelo governo indiano em um processo judicial.
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É a primeira vez que o governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou oficialmente que o Twitter perdeu sua imunidade depois de criticar repetidamente a empresa por não seguir as novas regras.
A disputa e a troca de acusações pública agravaram preocupações de que as empresas norte-americanas tenham dificuldade em fazer negócios em um ambiente regulatório mais rígido.
O ministério de TI da Índia disse à Suprema Corte em Nova Délhi que o não cumprimento de regras de compliance pelo Twitter representava uma violação das disposições da Lei de TI, fazendo com que a empresa dos EUA perdesse sua imunidade, de acordo com documento com data de 5 de julho.
O pedido foi feito por um usuário do Twitter que queria reclamar de alguns tuítes supostamente difamatórios na plataforma, e afirmou que a empresa não estava cumprindo a nova lei que exige a nomeação de novos executivos.
O Twitter se recusou a comentar o caso. A empresa já havia dito que estava fazendo todos os esforços para cumprir as regras.
As novas regras de TI da Índia, que entraram em vigor no final de maio, visam regulamentar o conteúdo em empresas de mídia social e torná-las mais responsáveis por solicitações legais de remoção rápida de postagens e compartilhamento de detalhes sobre os originadores das mensagens.
O ministro da Tecnologia indiano, Ravi Shankar Prasad, criticou o Twitter por desafiar deliberadamente a lei e disse que todas as empresas de mídia social devem obedecer às novas regras.
VÍDEOS: veja como proteger dados pessoais

Fonte: G1 Mundo

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Na Nicarágua, o sexto pré-candidato à presidência é preso


O líder camponês Medardo Mairena é a sexta pessoa que poderia se lançar à presidência que é presa pelo regime de Daniel Ortega. Imagem do líder estudantil da Nicarágua Lesther Alemán em 2018, quando ele interrompeu uma fala de Daniel Ortega
Alfredo Zuniga/AP
A polícia da Nicarágua prendeu, na segunda-feira (6), Medardo Mairena, um líder camponês que pretendia se lançar como candidato à presidência do país.
Desde o fim de maio, seis políticos que tinham planos para concorrer à presidência foram presos pelo governo de Daniel Ortega.
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Além dos presidenciáveis, foram presos outros 21 militantes políticos da oposição ao regime de Ortega.
Ortega está em seu terceiro mandato. No começo do ano que vem, ele tentará ser reeleito para o quarto.
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Rodada mais recende de prisões
Nesta semana, além de Mairena, foram presos três líderes camponeses. Eles participaram de manifestações em 2018 e já tinham sido presos por isso. Naquela ocasião, o governo da Nicarágua disse que as manifestações eram uma tentativa de golpe de Estado.
Também foram presos líderes estudantis. Na terça-feira, um dos que foram presos foi Lesther Alemán. Em 2018, em um encontro de estudantes com Ortega, Alemán pediu ao líder do país que interrompesse a repressão aos movimentos de rua.
Alemán estava em uma casa com sua mãe quando foi detido, na terça-feira.
A polícia não divulgou nenhum comunicado sobre as prisões.
A organização estudantil à qual Alemán pertence foi criada depois das manifestações de 2018. O grupo já havia decidido fazer uma aliança eleitoral com um partido de oposição a Ortega.
Tática de Ortega
O governo de Ortega tem usado uma lei aprovada em 2020 para silenciar e punir opositores, a “Lei de Defesa dos Direitos do Povo à Independência, Soberania e Autodeterminação pela Paz”.
Ela tem servido de pretexto para prender opositores, tornando ilegal o financiamento de ONGs, e acusá-los de lavagem de dinheiro por doações internacionais, como a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).
Daniel Ortega tem 75 anos, está há 14 anos consecutivos no poder e tem sua mulher Rosario Murillo, como vice.
Ele já havia ocupado a presidência antes. Desde que foi eleito pela segunda vez, em 2007, passou a atacar as instituições democráticas, alinhando-as ao governo, e a perseguir opositores e jornalistas.
Ex-revolucionário sandinista, Ortega moldou o país como um regime totalitário com falso verniz democrático, realizando eleições a cada cinco anos, mas sem alternância de poder.
Para isso, nomeou juízes da Suprema Corte que asseguraram, em 2018, reeleições indefinidas. Ortega também reprimiu com violência os protestos que atingiram o país há dois anos, o que resultou em mais de 300 mortos.
O governo considera que as manifestações de 2018, que também terminaram com milhares de exilados, foram uma tentativa de golpe de Estado para afastar Ortega do poder.
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Fonte: G1 Mundo