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Covid é tema de maior castelo de areia do mundo, na Dinamarca

Com 21,26 metros, obra bateu recorde de castelo alemão feito em 2019 e estará na próxima edição do Livro Guinness dos Recordes. Coronavírus foi reproduzido no topo, para ilustrar como vírus ‘está comandando o mundo’, segundo criador. VÍDEO: Maior castelo de areia do mundo é construído na Dinamarca
Com uma altura de 21,16 metros – 3,5 metros mais alto do que o detentor do recorde anterior – o novo castelo de areia mais alto do mundo foi inaugurado na Dinamarca na semana passada.
Aproximadamente 4,8 toneladas de areia foram usadas na construção.
O castelo de areia construído em Blokhus, no noroeste da Dinamarca, quebrou o recorde mundial do Guinness na sexta-feira (2), anteriormente conquistado por uma obra feita na Alemanha em 2019, que tinha 17,66 metros.
O designer holandês Wilfred Stijger disse que a pandemia de Covid-19 inspirou o castelo.
No topo, ele colocou uma réplica do coronavírus como uma coroa, para ilustrar como o vírus está “comandando nosso mundo”, e não nos permitindo fazer o que queremos.
Como muitos outros grandes castelos de areia, ele é feito em triângulo para não desabar, e uma estrutura de madeira foi erguida ao seu redor para que cerca de 30 artistas pudessem cortar as figuras na areia.
A areia usada é composta por 10% de argila para que grude melhor, e quando o castelo fica pronto uma camada extra de cola é colocada para que ele dure a maior parte do inverno.
O recorde mundial do Guinness foi medido por um agrimensor autorizado e assinado por testemunhas, e estará na próxima edição do livro.
O Festival de Escultura em Areia em Blokhus acontece todos os verões.

Fonte: G1 Mundo

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Elsa volta a perder força antes de chegar à Flórida


A tormenta agora deve atravessar o sudeste dos EUA até quinta-feira (8). Nuvens escuras anunciam chegada do furacão Elsa em Venice Beach, na Flórida, EUA, nesta terça (6)
Octavio Jones/Reuters
Elsa enfraqueceu para uma tempestade tropical nesta quarta-feira (7) e deve atingir a costa norte do Golfo da Flórida no final da manhã, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês). A tormenta havia se intensificado para um furacão, o primeiro da temporada, na noite de terça (6) ao longo do sudoeste da Baía de Tampa.
A tempestade está a cerca de 95 km a oeste de Tampa Florida, com ventos máximos sustentados de 115 km/h, informou o NHC. A previsão é de que a tormenta atravesse o sudeste dos EUA até quinta-feira (8).

G1 Arte
A tempestade Elsa havia se tornado furacão no momento em que passou a se mover em direção à Flórida. Antes, o fenômeno perdeu força depois de sua passagem por Cuba, na segunda-feira (5), de onde partiu sem registrar de maiores danos.
A tempestade deixou um rastro de destruição em várias ilhas do Caribe, com ao menos três mortes – uma na ilha de Santa Lúcia e duas na República Dominicana.
Ainda assim, moradores do estado americano se preparam para possíveis transtornos. O governo local teme que os fortes ventos causem grandes estragos em Tampa, porque as águas da baía de Tampa são relativamente rasas — o que aumenta a chances de fortes ondas atingirem a cidade.

Fonte: G1 Mundo

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Tempestade Elsa ganha status de furacão horas antes de chegar à Flórida


Homem pesca no mar de Tampa, Flórida, enquanto a tempestade Elsa se aproxima da costa oeste da Flórida em 5 de julho de 2021
Octavio Jones/Reuters
A tempestade Elsa ganhou status de furacão na noite desta terça-feira (6), no momento em que o fenômeno se move em direção à Flórida, nos Estados Unidos.
Rota da tempestade Elsa
G1 Arte

Fonte: G1 Mundo

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Mulher é presa após tentar apagar tocha olímpica com pistola d’água no Japão

Kayoko Takahashi, de 53 anos, foi filmada pelo namorado quando esguichava líquido na direção de corredor de revezamento e gritava ‘apague o fogo da tocha, sou contra as Olimpíadas de Tóquio!’. Companheiro garante que não sabia das intenções dela. VÍDEO: Mulher é presa ao tentar apagar tocha olímpica no Japão
Uma mulher foi presa por tentar apagar a tocha olímpica usando uma pistola d’água. Ela borrifou o líquido contido no brinquedo em um corredor de revezamento da tocha no leste do Japão, no domingo (4).
Kayoko Takahashi, de 53 anos, foi presa pela polícia na cidade de Mito, na província de Ibaraki, cerca de 100 quilômetros a nordeste de Tóquio, sob suspeita de obstrução forçada.
Um vídeo filmado por seu parceiro de 17 anos, Hotori Amano, mostra Takahashi esguichando líquido de uma pistola d’água e gritando “apague o fogo da tocha, sou contra as Olimpíadas de Tóquio!” (assista acima).
Imediatamente depois, o pessoal de segurança correndo com o portador da tocha a detém e leva embora.
De acordo com relatos da mídia japonesa, Takahashi admitiu as acusações.
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Amano, que conversou com a agência Reuters na terça-feira (6), disse que não fazia ideia de que sua namorada carregava uma pistola d’água e tinha planos de interromper o revezamento da tocha.
Ele também disse que o casal, de Hitachi, é contra a realização das Olimpíadas de Tóquio, mas veio assistir ao revezamento porque aprecia os eventos festivos.
As Olimpíadas de Tóquio estão programadas para começar em 23 de julho.

Fonte: G1 Mundo

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Drone lança explosivos em aeroporto no Iraque que abriga base dos EUA


Pentágono diz que não houve danos às instalações americanas. Ataque ocorre em momento de hostilidades entre militares dos EUA e milícias apoiadas pelo Irã no Oriente Médio. Um drone atacou com explosivos um aeroporto em Erbil, no norte do Iraque, nesta terça-feira (6). Segundo forças de seguranças curdas, que mantêm o controle parcial da área com apoio dos americanos, o objetivo do ataque parecia ser a base dos Estados Unidos localizada dentro do aeroporto.
Sirenes soaram no consulado dos EUA em Erbil, ainda segundo fontes citadas pela agência Reuters. Voos foram suspensos. Não se sabe qual facção ordenou o ataque, que ocorreu em meio a uma série de contraofensivas americanas contra bases pró-Irã na região (leia mais no fim da reportagem).
Em comunicado, o Pentágono confirmou que foi informado do ataque por drones. Entretanto, segundo as autoridades americanas, não há sinais de danos às estruturas da base americana, nem de feridos nem de mortos.
Vista aérea do Pentágono, nos EUA, de 3 de junho de 2011
Charles Dharapak/Arquivo/AP Photo
Ataques com drones
Esse ataque ocorre um dia depois de uma tentativa de ataque contra a base aérea Ain al-Asad, em Bagdá, local que abriga militares americanos e a Embaixada dos EUA no Iraque.
Em abril, um drone lançou explosivos perto das forças americanas no mesmo aeroporto de Erbil. Era o primeiro ataque conhecido feito por um drone não pilotado contra as forças dos EUA, em meio a uma série de disparos contra bases americanas e a embaixada em Bagdá.
O Pentágono atribui esses ataques a milícias apoiadas pelo Irã. No fim de junho, os EUA responderam com uma ofensiva contra bases dessas facções entre o Iraque e a Síria. Houve mortes — a Casa Branca diz que os alvos eram milicianos, enquanto representantes desses grupos pró-Irã alegam que o ataque matou uma criança.
VÍDEOS: Notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Feriado da Independência deixa aos menos 150 mortos a tiros nos EUA


Pelo menos 150 pessoas foram mortas a tiros em cerca de 450 atos de violência ocorridos em todo o país, durante o fim de semana do último 4 de julho. Crianças agitam bandeiras dos EUA durante desfile em comemoração ao 4 de Julho em Pottstown, na Pensilvânia
Mark Makela/Getty Images/AFP
Um balanço sangrento para o feriado nacional em que os americanos comemoram o dia da Independência. Pelo menos 150 pessoas foram mortas a tiros em cerca de 450 atos de violência ocorridos em todo o país, durante o fim de semana do último 4 de julho, indicaram inúmeras fontes da imprensa dos Estados Unidos.
Em Chicago, Illinois, 92 pessoas foram baleadas no fim de semana do feriado e 16 morreram, de acordo com o jornal “Chicago Sun-Times”. Entre os feridos, estão um comandante da polícia da cidade e um sargento que foram atingidos enquanto dispersavam um grupo, na manhã de segunda-feira (5). Ambos os oficiais foram levados para o hospital e não correm risco de vida. 
“Houve muitas reuniões de grande público, muitos fogos de artifício explodindo de forma espontânea”, disse David Brown, superintendente da polícia de Chicago ao canal WLS-TV. “Eles estavam dispersando uma multidão quando ouviram tiros e sentiram dor,” completou.
Os tiroteios registrados em Chicago neste fim de semana de feriado foram semelhantes aos de 2020, quando 87 pessoas foram baleadas, 17 fatalmente, de acordo com o canal ABC 7.
As estatísticas assustadoras sobre atos violentos nos Estados Unidos foram compiladas nas últimas 72 horas pelo “Gun Violence Archive”, um banco de dados continuamente atualizado e que mostrava 448 tiroteios em todo o país, até a tarde de segunda-feira.
Em Norfolk, no estado da Virgínia, quatro crianças com idades entre 6 e 16 anos foram baleadas na sexta-feira (2) por um adolescente de 15 anos, disseram os policiais. As vítimas foram levadas para o hospital e estavam fora de perigo. O autor dos tiros foi detido.
Em Fort Worth, no Texas, a polícia relatou oito mortes na manhã de domingo (4), depois que um homem apontou uma arma e atirou contra um grupo de pessoas, após uma discussão em um lava-jato.
Já em Dallas, cinco homens foram baleados em um tiroteio em massa, também no domingo. Apenas uma das vítimas sobreviveu. Outro homem, de 61 anos, foi morto em outro ato violento nesta metrópole do Texas, no feriado de 4 de julho, ao ser atingido “várias vezes na rua durante uma confusão”, disseram os policiais.
Em Cincinnati, Ohio, duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas quando um atirador abriu fogo durante uma festa, ainda no domingo. Ninguém foi preso e os policiais não sabem ao certo o que gerou o incidente.
Em Atlanta, no estado da Geórgia, um garoto foi morto a tiros na noite de sábado durante uma briga que envolveu mais de 50 jovens, noticiou a emissora de TV Fox 5.
Para pesquisadores, essa é uma tendência que vem desde o início do ano passado.
“Desde 2020, em quase todas as grandes cidades americanas observamos um aumento das mortes, em comparação a 2019. Isso representa um aumento de 30% no período em São Francisco e Los Angeles, ou 55% em Boston e Chicago, e 58% em Atlanta. Então, há claramente um aumento de crimes violentos”, explica Alexis Rapin, pesquisador do Observatório de Conflitos Multidimensionais e do Observatório dos Estados Unidos da Universidade do Quebec, em Montreal.
“É interessante observar que isso acontece também nas cidades pequenas”, completa Rapin. “Temos uma teoria de que este fenômeno possa estar ligado à pandemia e ao estresse social que ela causa, incluindo a queda na atividade econômica, o desemprego e o fechamento de vários serviços públicos”, acrescenta o especialista.  
Criminalidade maior na Big Apple
Somente em Nova York, foram registrados 21 tiroteios que deixaram 26 feridos entre a sexta-feira e o domingo. Os números, no entanto, significam uma leve queda em relação aos atos de violência armada ocorridos nas mesmas datas do ano passado, quando 30 pessoas foram baleadas, em 25 tiroteios.
Porém, se considerada a estatística anual, a Big Apple enfrentou um aumento de 40% nos incidentes com armas neste ano, ainda que, nas últimas duas semanas, esse tipo de violência tenha caído ligeiramente, de acordo com dados do CompStat (programa de informação usado pelos departamentos de polícia), divulgados na segunda-feira.
No dia 23 de junho, o presidente americano, Joe Biden, anunciou uma estratégia para combater ataques com armas no país, apelando para um esforço conjunto para reduzir a violência.
“Temos a oportunidade de nos reunirmos agora – como democratas e republicanos, como cidadãos americanos – para cumprir a primeira responsabilidade do governo e de nossa democracia: manter uns aos outros seguros. Chega”, disse Biden, na Casa Branca.
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Fonte: G1 Mundo

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Repórter policial é baleado em rua de Amsterdã, na Holanda


Jornalista Peter R. de Vries é conhecido por reportagens investigativas sobre sequestros e sofreu ameaças diversas vezes durante as coberturas de crimes históricos na Holanda. Policiais isolam rua em Amsterdã, na Holanda, após repórter Peter R. De Vries ser baleado nesta terça (6)
Eva Plevier/Reuters
O jornalista Peter R. de Vries, um dos mais conhecidos repórteres policiais da Holanda, foi baleado em uma rua de Amsterdã nesta terça-feira (6). Segundo a emissora holandesa NOS, ele está em estado grave e passa por atendimento em um hospital da cidade.
Testemunhas contaram à imprensa local que cinco tiros foram disparados. Ao menos um deles teria atingido a cabeça do jornalista. Não se sabe quantos criminosos participaram da ação.
De Vries é muito conhecido na Holanda não só por conduzir reportagens sobre grandes crimes do país, mas também por fazer comentários sobre segurança pública na televisão.
Peter R. de Vries, jornalista holandês, em foto de janeiro de 2008
Peter Dejong/Arquivo/AP Photo
As autoridades holandesas ainda tentam entender a motivação do crime. Apesar de os índices de criminalidade no país serem baixos, o repórter se notabilizou por trabalhos de investigação em sequestros — o que levou o jornalista a sofrer constantes ameaças ao longo da carreira.
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Ainda não há informações sobre quem teria efetuado os disparos. O crime choca porque de Vries foi baleado em plena luz do dia — eram 19h30 em Amsterdã, horário que ainda tem sol no verão holandês — em uma rua relativamente central da capital holandesa.
O primeiro-ministro Mark Rutte anunciou que vai a Haia se encontrar com outras autoridades de segurança da Holanda. Parlamentares holandeses demonstraram nas redes sociais incredulidade com o crime e pediram investigação.
VÍDEOS: Notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Só França produz o verdadeiro champanhe, diz ministro, após polêmica com nova lei russa


Na sexta-feira, Putin sancionou lei que proíbe uso da tradução russa do champanhe – “Shampanskoe” – em garrafas importadas; produtores franceses serão obrigados a escrever ‘vinho espumante’ no verso das garrafas vendidas naquele país. ‘A palavra ‘Champagne’ vem daquela região linda da França em que o champanhe é produzido’, reagiu ministro francês da Agricultura. Garrafas de champanhe francesas Möet & Chandon e Veuve Clicquot
Reuters/Shamil Zhumatov/Illustration
O ministro da Agricultura francês, Julien Denormandie, disse nesta terça-feira (6) que “champanhe” é um nome que só poderia ser usado em vinhos espumantes da região homônima da França, embora outros países já tenham tentado reivindicar a denominação para si, segundo a agência Reuters.
Denormandie reagiu após o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sancionar na sexta-feira uma lei que proíbe o uso da tradução russa do champanhe – “Shampanskoe” – em garrafas importadas. Com isto, os produtores franceses ainda poderão usar a palavra em francês nas bebidas comercializadas no país, mas também terão que escrever “vinho espumante” no verso das garrafas.
Funcionário organiza prateleira com garrafas de vinho espumante russo em supermercado em Moscou, em 5 de julho
Reuters/Tatyana Makeyeva
Enquanto isso, somente os fabricantes da russa “shampanskoye” podem continuar a usar o termo.
“Vocês podem imaginar a reação das autoridades francesas”, disse Denormandie à Sud Radio. “A palavra ‘Champagne’ vem daquela região linda da França em que o champanhe é produzido”, continuou.
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Fonte: G1 Mundo

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Pentágono anula acordo de US$ 10 bi do governo Trump com a Microsoft e coloca Amazon de volta na disputa


Empresas disputaram em 2019 projeto de computação em nuvem do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Vista aérea do Pentágono, nos EUA, de 3 de junho de 2011
Charles Dharapak/Arquivo/AP Photo
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos cancelou nesta terça-feira (6) seu projeto de computação em nuvem conhecido como Infraestrutura de Defesa Corporativa Conjunta (Jedi, na sigla em inglês), avaliado em US$ 10 bilhões, que havia sido firmado com a Microsoft durante a gestão de Donald Trump.
A decisão dá início a uma nova concorrência e coloca a Amazon Web Services (AWS) de volta na disputa – as duas empresas brigam pelo contrato desde 2019 e caso chegou a ser levado à Justiça.
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Inicialmente, o Pentágono disse que Amazon e Microsoft seriam as únicas empresas capazes de atender as exigências do departamento, porém em uma coletiva de imprensa observou que fará contato com outros provedores de computação em nuvem nos próximos três meses caso também atendam os padrões do governo.
Entre eles estão a Oracle, o Google, da Alphabet, e a IBM.
Agora cancelado, o contrato Jedi estava orçado em até US$ 10 bilhões e era parte de uma modernização digital mais abrangente do Pentágono que visa torná-lo mais ágil tecnologicamente.
Um objetivo do Jedi é oferecer aos militares melhor acesso aos dados e à nuvem a partir de zonas de guerra e outros locais remotos.
“Ainda não temos uma estimativa, mas eu não me ateria à cifra de US$ 10 bilhões”, disse John Sherman, principal autoridade de informação do Departamento de Defesa.
A Amazon, que era vista como a principal candidata a ganhar o contrato, entrou com um processo em novembro de 2019 depois que o contrato foi concedido à Microsoft.
Trump criticou a empresa e ridicularizou publicamente o então chefe da Amazon, Jeff Bezos, que também é dono do jornal “Washington Post”.
As ações da Microsoft caíram um pouco mais de 1% após a notícia, e as ações da Amazon subiram mais de 3%.

Fonte: G1 Mundo

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O escândalo de abusos e mortes em acampamentos para adolescentes rebeldes nos EUA


Paris Hilton e milhares de outras pessoas alegam ter sido submetidas quando eram adolescentes a supostos tratamentos para transtornos mentais e de comportamento em uma indústria que fatura alto e não é regulada como deveria, segundo seus críticos. Paris Hilton segura cartaz: ‘As crianças de quem você abusa hoje serão aquelas que o derrubarão amanhã’
BBC
As pessoas pensam que conhecem a história de Paris Hilton, um dos rostos mais famosos dos anos 2000. No entanto, quando ela lançou um documentário no YouTube sobre sua vida no ano passado, muitos ficaram chocados ao saber sobre sua luta de décadas contra um trauma.
Hilton, em lágrimas, contou como ela foi acordada por estranhos em seu quarto no meio da noite quando era adolescente e levada à força para atravessar o país. Ela disse que seus repetidos gritos de pedido de ajuda não atendidos se transformam em pesadelos que atrapalham seu sono.
A história dela, embora chocante, não é única. Hilton é uma das milhares de crianças dos Estados Unidos enviadas todos os anos por seus pais para uma rede privada de programas de residência “amor com rigidez” e escolas que dizem promover mudanças no comportamento dessas crianças.
Ninguém sabe ao certo quantas são, porque ninguém está acompanhando.
“Meus pais me sequestraram e me deixaram no meio das montanhas”, disse Daniel, de 21 anos, em um vídeo do TikTok assistido mais de 1 milhão de vezes.
Quando era adolescente, ele sofreu de ansiedade e depressão. Tinha 15 anos e havia se declarado gay pouco tempo antes, quando feriu a si mesmo de forma tão grave que precisou ir para o hospital.
Foi lá que ele foi acordado no meio da noite por dois homens. Disseram que o processo poderia ser fácil ou difícil — dependendo de quanto ele resistisse. Com pouca força restando nele, Daniel foi com a dupla. Mas, quando perguntou a um estranho se poderia usar um telefone para ligar para seus pais em uma breve parada para comer, ele disse que ameaçaram usar algemas.
Daniel foi enviado para um programa em áreas remotas na Geórgia, onde passou 77 dias morando ao ar livre, caminhando quilômetros por dia. Ele se lembra vividamente de sentir frio e fome e de ficar sujo por semanas e de testemunhar outras pessoas tentando fugir ou se suicidar.
Como muitos outros jovens enviados para programas na natureza, ele foi então matriculado diretamente em uma instituição de longa permanência, desta vez em Montana, onde passaria mais 15 meses.
Daniel em um programa de reabilitação aos 15 anos
BBC
A indústria de serviços para adolescentes considerados problemáticos, conhecida em inglês pela sigla TTI, abrange uma ampla gama de programas residenciais privados como estes, que visam modificar o comportamento dos jovens. O tamanho da indústria e sua rotatividade anual de adolescentes nos Estados Unidos permanecem indefinidas porque não há uma regulação federal que a monitore.
De campos de treinamento a internatos, essas instalações são comercializadas como tratamento para uma ampla gama de problemas, incluindo transtornos mentais, alimentares e de uso de drogas.
As pessoas que pegaram Hilton e Daniel eram de empresas com serviços comercializados especialmente para famílias preocupadas com a reação de seus filhos ao serem inscritos em um programa assim. Os pais normalmente pagam alguns milhares de dólares para que seus filhos sejam deixados com segurança nesse locais, em todo o país.
Às vezes, os pais são apresentados a essa indústria por terceiros, depois de sentirem que esgotaram os outros meios de obter ajuda para seus filhos. Os programas se vendem a partir de histórias familiares, com depoimentos em seus materiais de marketing e em avaliações online que os descrevem como transformadores e capazes de salvar vidas.
Mas, durante anos, outros ex-residentes pintaram um quadro muito diferente de suas experiências dentro dessas instalações, incluindo processos judiciais e reclamações criminais, alegando abusos emocionais e físicos.
A BBC conversou com 20 pessoas que se identificaram como “adolescentes problemáticos” que sobreviveram a esses programas, com idades entre 20 e 40 anos, sobre suas experiências nessa indústria nas últimas décadas.
Embora suas origens e as razões para serem mandados sejam diferentes, há padrões em seus relatos e nas centenas de casos compartilhados nas redes online de apoio a sobreviventes da TTI.
O Government Accountability Office (órgão do Legislativo dos Estados Unidos responsável por investigações e auditorias) foi encarregado de investigar alegações de negligência e abuso em toda essa indústria em 2007, mas achou difícil traçar um quadro nacional devido à falta de padrão entre as regras de licenciamento em nível estadual e à ambiguidade em torno dos rótulos que as instalações usam para se descreverem — como campos de treinamento ou internatos terapêuticos.
Os investigadores encontraram milhares de alegações de abuso e examinaram várias mortes em programas comportamentais nos Estados Unidos e em empresas americanas que operam no exterior. Seus relatórios levantaram preocupações sobre o nível de treinamento exigido da equipe, bem como o que eles descreveram como práticas de marketing enganosas e questionáveis ​​destinadas aos pais.
Audiências subsequentes no Congresso ouviram depoimentos de pais cujos filhos morreram na indústria. Cynthia Clark Harvey foi uma delas. Sua filha Erica tinha apenas 15 anos quando foi vítima de insolação e desidratação em seu primeiro dia inteiro em um programa em Nevada, em 2002.
Cynthia se lembra de sua filha como uma jovem inteligente, atenciosa e atlética que sempre se saiu bem academicamente até começar a sofrer de problemas de saúde mental aos 14 anos. Seus sofrimentos a levaram a ter pensamentos suicidas e começar a experimentar drogas ilegais. Quando Erica foi internada no hospital e saiu da escola, a família ficou assustada e sem saber como agir.
Cynthia Clark Harvey e sua filha Erica
BBC
Na época, a situação parecia drástica. Erica estava melhor, mas o psiquiatra dela disse que o tratamento poderia ajudá-la no caminho de recuperação. O programa que sua família escolheu era bem conhecido e credenciado. Eles se sentiram seguros de que Erica estava em boas mãos.
Após semanas de decisão e planejamento, eles viajaram para Nevada sob o pretexto de uma viagem em família com sua irmã mais nova. Quando o plano foi revelado, Erica ficou com medo e com raiva e se recusou a sair do carro. Depois de uma turbulenta sessão de terapia em grupo de horas com outras famílias, ela e as outras crianças foram levadas embora.
Esta foi a última vez que Cynthia e seu marido viram sua filha viva. Quando eles voltaram para casa no Arizona na noite seguinte, já havia uma mensagem esperando na secretária eletrônica dizendo-lhes para ligar. Eles foram informados de que Erica havia sofrido um acidente e que uma equipe estava realizando reanimação cardiopulmonar.
“Naquele ponto ela provavelmente já estava morta há algum tempo”, diz Cynthia.
Erica Harvey tinha apenas 15 anos quando morreu em seu primeiro dia em um programa em Nevada, em 2002
BBC
O obituário de Erica só dizia que ela morreu durante uma caminhada. Seus pais não descobririam a causa da morte por semanas — e levou anos e um processo para que eles conseguissem os registros e descobrissem a verdade sobre o que aconteceu naquele dia.
Cynthia diz que eles acabaram firmando um acordo com o programa por um valor não revelado, com a condição de que pudessem falar livremente sobre as circunstâncias da morte de sua filha.
Ela soube que Erica havia sido pressionada a continuar caminhando enquanto sua condição piorava ao longo do dia. Mais tarde, ela disse ao Congresso que a angústia de sua filha havia sido confundida com agressividade adolescente pelos funcionários. Mesmo depois que Erica caiu da trilha no meio de arbustos e pedras, ela não recebeu ajuda médica por quase uma hora.
Devido à localização remota e uma série de erros ao chamar ajuda para o local, demorou horas para um helicóptero de emergência chegar e levá-la ao hospital, onde ela foi oficialmente declarada morta, muito depois do momento em que sua vida poderia ter sido salva.
Cynthia continua a lutar com o arrependimento e a tristeza pelo que aconteceu e se conectou com outros pais que se encontram na mesma inimaginável posição. Nenhuma acusação criminal foi feita em relação à morte de sua filha, mas 19 anos depois Cynthia continua a falar publicamente a favor da reforma em toda a indústria.
A Associação Nacional de Escolas e Programas Terapêuticos (Natsap, na sigla em inglês) foi a representante dessa indústria nas audiências do Congresso, onde foi questionada por parlamentares sobre proteções e controles em vigor.
O site da Natsap hoje fala sobre isso, e a indústria mudou com o tempo. A associação enfatiza que há padrões éticos em vigor e que exige que os membros sejam licenciados por sua agência estadual ou um órgão de credenciamento nacional e que tenham serviços terapêuticos supervisionados por um clínico qualificado, embora eles mesmo não façam esse trabalho de credenciar as instalações.
Os ativistas argumentam que os níveis atuais de supervisão não são suficientes. Eles afirmam que a falta de monitoramento nacional coeso permitiu que os malfeitores agissem e que instalações trocassem seus nomes para se distanciar das reclamações.
Nas redes online que construíram, as pessoas que se identificam como sobreviventes se conectam e oferecem suporte em todo o país, reunindo informações e recursos para rastrear supostos abusos e as mudanças cíclicas de programas e funcionários. Um fórum do Reddit sobre o assunto tem mais de 20 mil membros.
Muitas das histórias e experiências de ex-residentes contadas à BBC tinham muito em comum
BBC
Embora vários programas e organizações mais controversos tenham sido encerrados nos últimos anos, as reclamações continuam a atormentar a indústria. Muitas das histórias e experiências de ex-residentes contadas à BBC tinham muito em comum – tenham elas ocorrido há décadas ou nos últimos dois anos.
Muitos descreveram processos de chegada que os deixaram se sentindo degradados e desumanizados. Aqueles levados por empresas de transporte descreveram o processo como desorientador e assustador. Alguns, incluindo vítimas de abuso sexual, reclamaram de revistas e exames invasivos.
Uma pessoa que foi enviada devido a dificuldades com depressão decorrente por caisa de uma disforia de gênero relatou ter sido submetida a um exame cervical quando era virgem, aos 14 anos. Outros descreveram que tiveram suas cabeças raspadas e fizeram exames de sangue e drogas, apesar de não terem histórico de uso dessas substâncias.
Alguns afirmam ter testemunhado e experimentado práticas como isolamento e dizem que também eram orientados a punir e deter outras pessoas. Muitos descreveram sessões de “terapia de ataque” em que se esperava que os membros do grupo se confrontassem e criticassem uns aos outros e outras ações semelhantes que seriam exigidas para progredir e obter privilégios básicos. Outros descreveram trabalho físico arbitrário, punições coletivas e períodos de silêncio obrigatório que poderiam durar semanas.
Todos eles descreveram ambientes repressivos com limites extremos e censura de seu contato com o mundo exterior. Muitos acreditam que seus pais foram enganados sobre a realidade dos programas nos quais os matricularam e descrevem regras que plantaram desconfiança entre eles e suas famílias. Alguns relataram danos contínuos aos relacionamentos e medos persistentes de se abrirem sobre suas experiências, mesmo depois de partir, por medo de serem mandados de volta ou serem desacreditados.
Alguns disseram à BBC que testemunharam violência física, autoagressão e tentativas de suicídio, e muitos conhecem outros residentes que tiraram a própria vida depois de partir. Outros foram posteriormente diagnosticados com condições como transtorno de estresse pós-traumático e dizem que continuam a sofrer dificuldades sociais de longo prazo, incluindo a dificuldade de confiar em outras pessoas, por causa da experiência.
Ex-residentes contam que testemunharam violência física, autoagressão e tentativas de suicídio
BBC
Em 2006, a jornalista Maia Szalavitz escreveu um livro que estimulava os pais a buscar tratamento baseado em evidências para as crianças, em vez de recorrer a instituições de modificação comportamental. Seu livro traça as origens de muitos dos métodos usados ​​nessa indústria, incluindo terapia de grupo de confronto, a programas controversos e desacreditados de décadas atrás.
Defensores de mudanças dizem que a indústria do “amor com rigidez”, que começou a decolar na década de 1980, tem sido capaz de suportar décadas de controvérsia em parte por causa do estigma social em torno das questões pelas quais os pais procuram ajuda. Não é incomum que os adolescentes passem anos dentro do sistema, e as mensalidades, às vezes na casa dos milhares de dólares, podem aumentar rapidamente.
Muitos, incluindo Szalavitz, acreditam que essas famílias podem explorar ou exagerar o medo de que as crianças acabem mortas ou encarceradas por causa de questões como o abuso de drogas. Ela e Kate Truitt, psicóloga clínica e neurocientista que trabalha com ex-residentes, dizem que o trauma vivenciado nessas instalações pode realmente perpetuar ou levar a batalhas de longo prazo contra o vício e relacionamentos abusivos.
Muitos ex-residentes, incluindo alguns com quem a BBC falou, dizem que inicialmente viram seu tratamento como justificado e até defenderam que outros enviassem seus filhos. Alguns demoraram anos para mudar de opinião sobre o programa, depois de refletirem sobre suas experiências.
Truitt compara o trauma que ela viu em alguns ex-residentes ao vivido por ex-membros de seitas ou prisioneiros de guerra. Ela ressalta que suas experiências podem ser particularmente prejudiciais, visto que a adolescência é um período crítico para o desenvolvimento.
“E, por causa do tipo de trauma específico que suportaram, a maioria dos sobreviventes não se sente segura em procurar tratamento”, disse ela à BBC.
Paris Hilton revelou que já havia fugido de vários outros lugares antes de ser levada para Provo Canyon, em Utah, e mantida por quase um ano antes de completar 18 anos. O documentário This is Paris (Esta é Paris) mostra ela se reunindo com colegas de classe quando eles revelam seu trauma contínuo por supostas experiências de abuso emocional e físico naquele local.
Paris Hilton revelou que já havia fugido de vários outros lugares antes de ser levada para Provo Canyon, em Utah
BBC
A empresa Provo Canyon permanece aberta. Um comunicado no topo de seu site diz que ela foi vendida para novos proprietários em 2000 e não pode comentar sobre as operações ou experiências de pacientes antes dessa época. Também afirma que não usa métodos como isolamento ou contenção física agora.
O documentário de Hilton foi assistido quase 30 milhões de vezes, e ela continua a falar do assunto desde o lançamento.
Isso marca um afastamento drástico da personalidade com a qual ela construiu sua marca de celebridade e império de negócios. Embora sua história de adolescente já fosse conhecida entre aqueles que passaram pelos mesmos sistemas, eles dizem que ter alguém tão conhecido falando sobre o tema ajuda a dar credibilidade e na conscientização do problema.
Pessoas dentro da comunidade dizem que o documentário estimulou alguns a falar sobre sua experiência pela primeira vez ou foi útil para ajudar outros, incluindo pais, a entender o que eles passaram.
Alguns ex-residentes se uniram sob a ideia de #BreakingCodeSilence (quebrando o código de silêncio, em inglês), em referência aos períodos de isolamento social obrigatório usados ​​como punição e como método de controle em algumas instituições.
O termo “code silence”, segundo os organizadores, é o nome dado a punições usadas em algumas dessas instalações para controlar crianças por meio do silêncio forçado, com o objetivo de isolá-las socialmente.
“Uma das regras em muitos desses programas é que você não pode anotar o número de telefone ou nome de ninguém quando sai. Portanto, nunca foi feito para nos conectarmos”, disse Katherine McNamara, que foi para Provo com Hilton, sobre os grupos que surgiram nas redes sociais.
Ela e outras pessoas estão trabalhando juntas em uma organização sem fins lucrativos para ajudar a aumentar a conscientização, apoiar aqueles que se identificam como sobreviventes e defender mudança.
Outras celebridades, incluindo Paris Jackson e a tatuadora Kat von D, foram inspiradas pelo documentário a falar sobre suas experiências.
A rapper Bhad Bhabie, cujo nome verdadeiro é Danielle Bregoli, pediu que o apresentador Dr. Phil se desculpasse por mandar ela e outros adolescentes para instalações para adolescentes problemáticas em seu popular programa nos Estados Unidos.
Isso aconteceu depois que outra ex-convidada entrou com um processo alegando que ela havia sido punida por relatar uma suposta agressão sexual por um membro da equipe do mesmo internato terapêutico para o qual Bregoli foi enviada. A instituição, que a BBC contatou para obter uma resposta, negou anteriormente as acusações contra ela e contestou seus relatos.
Phil McGraw disse em uma entrevista que estava triste ao saber da suposta má experiência de Bregoli, mas distanciou a si mesmo e seu programa das alegações.
Outras celebridades, incluindo Paris Jackson e a tatuadora Kat von D, foram inspiradas pelo documentário a falar sobre suas experiências
BBC
Pessoas mais jovens, antes isoladas de seus pares adolescentes por causa de sua experiência, estão usando as redes sociais para tentar quebrar o estigma. Alguns ganharam muitos seguidores em plataformas como o TikTok contando suas histórias. Mas nada disso é isento de riscos pessoais — a BBC viu cartas de advogados enviadas a um criador de conteúdo depois que ele falou publicamente sobre o tema.
Daniel ganhou mais de 240 mil seguidores e milhões de curtidas desde que começou a contar a história dele e de outras pessoas no ano passado. Ele agora recebe dezenas de mensagens todos os dias de outras pessoas que passaram por situações semelhantes e já recebeu mensagens de pais que escreveram para dizer que reconsideraram os planos de mandar seus filhos para esses lugares depois de ver os vídeos dele.
“Se aos 15 anos eu soubesse que há pessoas lutando por mim, eu teria me sentido muito aliviado”, diz ele sobre o movimento.
Daniel durante uma caminhada e filmando um documentário
BBC
Em alguns casos, as redes sociais têm sido uma ferramenta para mudanças tangíveis. Uma mulher chamada Amanda Householder usou o TikTok para espalhar conscientização sobre alegações a respeito do tratamento que seus pais deram a meninas em um rancho religioso que administravam no Missouri. Milhões de pessoas viram seus vídeos, e os funcionários fecharam a escola.
Posteriormente, promotores entraram com mais de cem acusações de abuso físico e sexual contra o casal, as quais eles negaram. Toda essa atenção coincidiu com uma série de reformas legislativas estaduais.
Householder deu declarações para acabar com as isenções religiosas no Missouri que impediam até mesmo a supervisão básica das condições em instituições religiosas privadas, como a que seus pais administravam. Ela descreveu a experiência para a BBC como “muito catártica… sabendo que talvez no futuro as crianças não tenham que passar pelo que passamos” e diz que espera dar evidências em seu processo criminal.
Hilton fez parte de um grupo que falou em uma audiência para convencer os legisladores a introduzir melhores proteções em Utah — o Estado que se acredita ter a maior quantidade de instalações para “adolescentes problemáticos” dos Estados Unidos.
“Eu não sei se meus pesadelos irão embora, mas eu sei que existem centenas de milhares de crianças passando por isso e, talvez, se eu ajudar a parar com os pesadelos delas, isso me ajudará a parar com os meus”, disse. Mas para ela e outras pessoas, o verdadeiro objetivo final é promover uma mudança nacional.
Hilton fez parte de um grupo que falou em uma audiência para convencer os legisladores a introduzir melhores proteções em Utah
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Tentativas anteriores de pressionar por supervisão e regulamentação federais falharam repetidamente no Congresso.
Mas um porta-voz do gabinete do democrata Adam Schiff confirmou à BBC que ele está trabalhando para atualizar e reintroduzir a legislação destinada a proibir e acabar com o abuso em centros de tratamento residencial e aumentar a supervisão dessas instalações.
Hoje, Erica Harvey deveria estar na casa dos 30 anos. “Não fica melhor com o passar dos anos”, reflete Cynthia.
Já tem mais de uma década que ela participa de audiências que pressionam por regulamentação federal. Mesmo contra todas as probabilidades, ela continua esperançosa.
“Quando comecei a fazer meu trabalho após a morte de Erica, havia sobreviventes lá fora, mas eles não estavam sendo ouvidos. E, agora, eles estão começando a ser ouvidos”.
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Fonte: G1 Mundo