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Olimpíadas podem acontecer sem torcedores; Tóquio cancela revezamento da tocha olímpica em vias públicas


Por enquanto, a regra é que haverá 10 mil pessoas, no máximo, no estádios e todos eles serão moradores do Japão, mas os jogos podem acontecer em locais sem torcedores. Movimento fraco em rua de Tóquio às vésperas dos Jogos Olímpicos, em foto de 27 de junho
Fabrizio Bensch/Reuters
O governo do Japão está estudando a possibilidade de proibir torcedores nas Olimpíadas, segundo um texto da agência Reuters desta quarta-feira (7). A prefeitura cancelou os eventos públicos de revezamento da tocha olímpica (veja mais abaixo).
Espera-se que um estado de emergência seja decretado em Tóquio 16 dias antes do evento começar (a abertura está prevista para o dia 23).
Tóquio cancela revezamento da tocha nas ruas do Japão
O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, disse que o governo vai tomar uma decisão na quinta-feira a respeito da presença de torcedores nos estádios.
Os especialistas médicos afirmam há semanas que fazer os jogos sem torcedores é a opção menos arriscada.
Os organizadores já proibiram a presença de torcedores de outros países. Além disso, também já tinham determinado que a presença máxima seria de metade da capacidade (ou seja, no máximo 10 mil pessoas).
Houve uma eleição legislativa para Tóquio no fim de semana, e o partido do primeiro-ministro passou a ter uma representação menor na assembleia. Aliados de Suga atribuem a derrota aos Jogos Olímpicos, de acordo com a Reuters.
Haverá eleições parlamentares para o país no fim deste ano. A insistência do governo em realizar as Olimpíadas deve ser um dos temas da campanha.
Na terça-feira, a mídia local publicou reportagens nas quais diziam que a cerimônia de abertura poderia ser realizada sem espectadores no novo estádio olímpico de Tóquio em 23 de julho.
Na sexta-feira passada, a presidente do comitê organizador Tóquio-2020, Seiko Hashimoto, declarou que a porta fechada nos locais de competição era “uma possibilidade”, e o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, também havia evocado essa opção no dia anterior.
Revezamento da tocha olímpica
Preocupada com o possível aumento de contágios por Covid-19 nos Jogos Olímpicos, o governo de Tóquio, no Japão, anunciou, nesta quarta-feira, o cancelamento do revezamento da tocha olímpica nas vias públicas da cidade, de acordo com a agência France Presse.
O evento só vai acontecer em um arquipélago remoto 1.000 km ao sul de Tóquio, as ilhas Ogasawara.
A partir da próxima sexta-feira, serão realizadas cerimônias privadas de acendimento da tocha, em vez do revezamento habitual. Os eventos serão transmitidos ao vivo, e os telespectadores poderão assistir “no conforto de suas casas”.
Na terça-feira, os organizadores dos Jogos e as autoridades japonesas pediram ao público que não acompanhe as provas de maratona e marcha atlética em Sapporo, no norte do país.
E, nesta quarta-feira, a mídia local afirmou que, devido ao aumento de casos pela pandemia de coronavírus, o governo japonês prevê declarar um novo estado de emergência em Tóquio. Inicialmente, a medida se estenderá por todo período dos Jogos Olímpicos.
O estado de emergência estará em vigor até 22 de agosto, segundo a imprensa local, enquanto os Jogos de Tóquio serão disputados de 23 de julho a 8 de agosto.
Esse será o quarto estado de emergência decretado no Japão desde o início da pandemia.
Atletas e membros do COI em Tóquio
O presidente do COI, Thomas Bach, chegará a Tóquio na quinta-feira.
Cerca de 11 mil atletas são esperados nesses Jogos. Diferentes medidas foram impostas pelos organizadores para todos os participantes.
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Fonte: G1 Mundo

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Mundo passa de 4 milhões de mortes por Covid, mas número ‘subestima o total de vítimas’, diz OMS


O último milhão de óbitos foi registrado em tempo recorde: apenas 81 dias. Brasil passou a Índia de novo e é o país que tem a maior média de novas vítimas do novo coronavírus. Mundo passa de 4 milhões de mortes por Covid-19
Bruno Kelly/Reuters
O mundo passou de 4 milhões de mortes causadas pela Covid-19, mas o número “subestima o total de vítimas”, afirmou nesta quarta-feira (7) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.
A marca é superada com o Brasil de novo como o país que tem a maior média diária de novas vítimas do coronavírus do planeta (veja mais abaixo).
Foram 263 dias para a pandemia chegar ao 1º milhão de vítimas, mais 108 dias para o 2º milhão, outros 93 dias para o 3º milhão e apenas 81 dias para ultrapassar a marca atual.
09/01/20: 1ª morte
28/09/20: 1 milhão de mortes (263 dias desde a 1ª morte)
14/01/21: 2 milhões (108 dias desde o 1º milhão de mortes)
17/04/21: 3 milhões (93 dias desde os 2 milhões)
07/07/21: 4 milhões (81 dias desde os 3 milhões)
“O mundo está em um ponto perigoso nesta pandemia. Acabamos de ultrapassar a trágica marca de 4 milhões de mortes registradas de Covid-19, o que provavelmente subestima o número total de vítimas”, afirmou Tedros.
Apesar da declaração, o painel da OMS reporta na manhã desta quarta 3.988.565 mortes causadas pela Covid-19. O monitoramento da Universidade Johns Hopkins aponta 3.995.703 vítimas e o “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, 3,99 milhões.
VEJA TAMBÉM: Variantes estão vencendo ‘corrida contra vacinas’ por causa da desigualdade na aplicação, diz OMS
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio
Laurent Gillieron/Pool via Reuters
O mundo registrou o último milhão de mortes em tempo recorde, mas número de novas vítimas tem desacelerado nos últimos meses, de uma média de 13,9 mil no fim de de abril para 7,8 mil atualmente.
Brasil como o pior país
O número de mortes por Covid-19 tem recuado também no Brasil, de uma média de mais de 3,1 mil em meados de abril para cerca de 1,5 mil por dia na última semana, mas o patamar atual ainda é muito alto.
O Brasil é o país que a maior média de óbitos por dia por Covid-19 desde 20 de junho (posto que já havia ocupado entre março e abril deste ano e entre junho e julho do ano passado).
Atualmente, a média diária de vítimas no Brasil é mais do que a de Índia e Rússia juntos (o 2º e 3º países do ranking. Veja na tabela abaixo:
Países com as maiores médias de novas mortes por Covid-19
Mortes, casos e vacinação
O mundo tem atualmente 184 milhões de casos de Covid-19 confirmados, e os países já aplicaram mais de 3,2 bilhões de vacinas para combater a doença e o vírus.
O Brasil é o 2º país com mais óbitos, o 3º com mais infectados e o 4º que mais aplicou doses de imunizantes.
Todos os números são do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford, e da Universidade Johns Hopkins.
As 10 nações com mais óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia são:
Os 10 países com mais mortes por Covid
Os 10 países com mais casos confirmado de Covid-19 são:
Os 10 países com mais casos confirmados de Covid
Os 10 países com mais vacinas contra a Covid-19 aplicadas são:
Os 10 países com mais vacinas contra Covid aplicadas
Evolução da pandemia
O primeiro milhão de mortes foi marcado por uma primeira onda na Europa, entre março e abril de 2020, que assustou o mundo e levou os países a adotarem severas medidas de restrição para diminuir a proliferação do vírus.
O segundo milhão de vítimas foi marcado por uma aceleração constante no número de óbitos primeiro na Europa, impulsionada pela variante alfa, detectada inicialmente no Reino Unido, e posteriormente nos Estados Unidos, o que levou o mundo a atingir na época o recorde de mortes diárias.
O terceiro milhão de óbitos foi marcado por uma forte queda no número de mortes tanto nos EUA quanto na Europa, após severas restrições e com a aceleração da vacinação. Ao mesmo tempo, os óbitos já começavam a crescer na América do Sul e na Ásia, a partir de março.
Já o quarto milhão foi marcado por uma disparada da pandemia na América do Sul e na Ásia, sobretudo por causa do Brasil e da Índia.
Corpos enterrados em covas rasas nas margens do Rio Ganges, perto de um local de cremação, em Prayagraj, na Índia, em 15 de maio de 2021. Suspeita é que corpos são de vítimas da Covid-19.
Rajesh Kumar Singh/AP
Variantes gama e delta
Na América do Sul, a variante gama (ou P.1) se espalhou pelo Brasil e depois para os outros países da região, causando uma onda de casos e mortes inclusive em países com a vacinação mais adiantada, como Chile e Uruguai.
Na Ásia, a variante delta devastou a Índia, que passou por um completo colapso sanitário e hospitalar entre abril e maio e bateu todos os recordes mundiais de casos e mortes por Covid-19.
Desde então, a variante delta tem se espalhado pelo mundo e causado uma forte alta de mortes em diversos países — da Rússia à Indonésia — e também de casos até em nações que são referência na vacinação contra a Covid-19, como Israel e Reino Unido.
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Fonte: G1 Mundo

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Variantes estão vencendo ‘corrida contra vacinas’ por causa da desigualdade na aplicação, diz OMS


Diretor-geral da agência de saúde da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou o ‘nacionalismo das vacinas’ e disse que isso poderá atrasar ainda mais a recuperação mundial da economia. Diretor-chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio
Laurent Gillieron/Pool via Reuters/Arquivp
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira (7) que as variantes do coronavírus estão “vencendo uma corrida contra as vacinas” por conta das desigualdades na distribuição e aplicação entre os países.
“As variantes estão, neste momento, vencendo a corrida contra as vacinas por conta de uma produção e distribuição desigual das vacinas”, disse Ghebreyesus em entrevista coletiva.
Ele também criticou o que chamou de “nacionalismo das vacinas” e disse que isso poderá atrasar ainda mais uma recuperação econômica mundial.
“O nacionalismo das vacinas, quando um punhado de nações pegam a maior fatia do bolo, é moralmente indefensável e ineficaz sob uma perspectiva de saúde pública”, disse o diretor-geral.
Ghebreyesus reforçou o que vem dizendo publicamente de que enquanto países ricos vacinam crianças, e até mesmo já consideram doses de reforço, países pobres continuam sem proteger profissionais da saúde que atuam na linha de frente.
“[É uma estratégia ineficaz] contra um vírus respiratório que sofre mutações muito rapidamente e que está se tornando, cada vez mais, eficaz em sua transmissão entre humanos”, explicou.
Variante delta
Em meados de junho, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou que a variante delta do coronavírus vinha se tornando dominante no mundo por conta de sua “maior transmissibilidade”.
Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes.
Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
Mas isso não significa que ela seja resistente às vacinas. A chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, afirmou que as vacinas conseguem reduzir casos graves de Covid-19.
Ela reafirmou, no entanto, que as duas doses da vacina – quando a aplicação é feita em duas doses – são importantes para garantir a proteção completa.
Kerkhove também e alertou para o surgimento de uma “constelação de variantes” no futuro que pode se tornar um problema para a imunização se ela não for acelerada.
“A boa notícia é que até agora as vacinas funcionam contra a delta”, disse a cientista. “Mas pode haver um momento em que surja uma ‘constelação de mutações’ e tenha uma contra a qual elas percam sua potência. É isso que queremos evitar o máximo que pudermos.”
YouTube do G1

Fonte: G1 Mundo

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Em 2021, Haiti, o país mais pobre das Américas, enfrenta onda de violência, alta de infecções de Covid-19 e disputa política com assassinato de presidente


Gangues tentam controlar as regiões mais populosas da cidade de Porto Príncipe com violência; Covid-19, que não chegou a atingir em cheio o país em 2020, causa preocupação e não há campanha de vacinação. VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, que foi assassinado nesta quarta-feira (7), enfrentava ao mesmo tempo uma situação política tensa (a oposição exigia sua saída), uma onda de violência de gangues e sequestros e uma alta nos casos de Covid-19 neste ano.
O país já tinha problemas mais antigos —trata-se da nação mais pobre das Américas. As primeiras eleições democráticas aconteceram em 1990. Desde então, o Haiti teve 14 presidentes, mas apenas 3 deles completaram o mandato de cinco anos. Foram apenas 2 que completaram o mandato de cinco anos.

Imagem de dezembro de 2020 de um protesto em Porto Príncipe, no Haiti
Dieu Nalio Chery/AP
Em 2010, um terremoto destruiu uma parte importante da infraestrutura do Haiti. O país recebeu dinheiro para se reconstruir, mas os serviços públicos continuavam a ser precários..
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Presidente do Haiti é assassinado a tiros em casa
Veja abaixo alguns dos problemas que o Haiti passou a enfrentar em 2021.
Violência entre gangues
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas em Porto Príncipe e nas cidades do entorno desde agosto do ano passado.
No mês passado, a ONU publicou um relatório em que apontou que os confrontos entre as gangues de Porto Príncipe obrigaram 5.000 pessoas a sair de suas casas só em junho.
As pessoas fogem para regiões mais seguras do país ou vão dormir na rua ou abrigos informais para não ficar no fogo cruzado.
Gangues rivais tentam controlar as regiões mais populosas da cidade, como Martissant, Cité-Soleil e Bel Air.
Centenas de casas e pequenos negócios foram queimados, de acordo com a ONU.
A polícia não tem capacidade de proteger a população, segundo o relatório.
O tardio problema da Covid-19
O Haiti ainda não começou sua campanha de vacinação.
Enfermeira pesa uma criança em hospital de Porto Príncipe, no Haiti, em 29 de janeiro de 2021
Valerie Baeriswyl//Reuters
No ano passado o Haiti não enfrentou grandes problemas com a Covid-19, mas em 2021 o coronavírus passou a se espalhar com mais agressividade no país.
Segundo o “New York Times”, o número médio de novos casos chegou a 153 em junho (é um país de cerca de 11 milhões de pessoas).
No entanto, segundo o jornal, os especialistas acreditam que há uma grande subnotificação, pois faltam testes.
No ano passado, o país aumentou o número de leitos de emergência nos hospitais, e o governo decretou medidas para combater a disseminação do vírus. Mas neste ano as regras foram aliviadas. Houve até mesmo carnaval.
Em hospitais na periferia de Porto Príncipe chegou a faltar oxigênio.
A disputa política
Havia uma longa discussão entre o presidente Jovenel Moise e a oposição sobre o prazo de seu mandato.
Policiais reprimem manifestantes em Porto Príncipe, no Haiti, durante protesto pela renúncia do presidente Jovenel Moïse, no domingo (7)
Valerie Baeriswyl/AFP
Ele considerava que só deveria deixar a presidência em fevereiro de 2022. Ele afirma que seu mandato deveria ter começado em 2016, mas que houve demora para confirmar o resultado das eleições e, por isso, ele só começou de fato a governar em 2017 —portanto, deveria sair do poder em 2022.
Seus oponentes diziam que seu mandato já tinha terminado no começo de 2021, mas ele se recusava a deixar a presidência, dizendo que um governo interino ocupou o primeiro ano de seu período. “Não sou um ditador, meu mandato termina no dia 7 de fevereiro de 2022”, ele afirmou.
O governo de Moise prendeu 23 pessoas que, segundo ele, haviam tentado dar um golpe de Estado e colocar um ministro da Suprema Corte do país na presidência.
No dia seguinte, a oposição chegou a declarar um outro ministro da Suprema Corte do país o presidente interino.
A oposição também acusava Moise de tentar aumentar seu poder, inclusive com um decreto que limitava os poderes de um tribunal que fiscaliza contratos governamentais e outro que criava uma agência de inteligência que respondia apenas ao presidente.
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente do Haiti é assassinado a tiros em casa; veja repercussão

Premiê britânico disse estar ‘chocado e triste’ com o ‘ato repugnante’. Presidente da Colômbia pediu à OEA que envie urgentemente uma missão ao Haiti para ‘proteger a ordem democrática’ no país. VÍDEO: presidente do Haiti é assassinato em ataque na residência oficial
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe, na madrugada desta quarta-feira (7). A primeira-dama, Martine Moise, também foi baleada e está hospitalizada.
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O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, que afirmou em um comunicado que o assassinato foi um “ato odioso, desumano e bárbaro”. Jovenel tinha 53 anos.
Veja a repercussão do assassinato:
Estados Unidos
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou em entrevista à CNN que o assassinato é “é um crime horrível”. “Estamos prontos e ao lado deles [dos haitianos] para fornecer qualquer assistência que seja necessária”, afirmou Psaki. A embaixada dos EUA no Haiti foi fechada.
Reino Unido
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o assassinato foi um ato “repugnante” e pediu calma. “Estou chocado e triste com a morte do presidente Moise. Nossas condolências vão para sua família e para o povo haitiano. Este é um ato repugnante e peço calma neste momento”.
Colômbia
O presidente da Colômbia, Iván Duque, pediu à OEA (Organização dos Estados Americanos) que envie urgentemente uma missão ao Haiti para “proteger a ordem democrática” no país.
República Dominicana
A República Dominicana anunciou o fechamento da fronteira, e o presidente Luis Abinader fez uma reunião de emergência sobre a situação no país vizinho, mas ainda não se pronunciou oficialmente.
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Fonte: G1 Mundo

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O ‘Homem da Banana’ que virou presidente, dissolveu o Parlamento e tentou mudar a Constituição: saiba quem foi Jovenel Moise, o líder assassinado do Haiti


Eleito com 600 mil votos em um país de 11 milhões de pessoas, Moise enfrentou protestos da oposição que dizia que seu mandato deveria ter terminado em fevereiro deste ano. Ele queria um ano a mais no poder e uma nova Constituição. Jovenel Moise durante uma entrevista em agosto de 2019
Dieu Nalio Chery/Reuters
Jovenel Moise, de 53 anos, o presidente do Haiti que foi assassinado nesta quarta-feira (7), nunca teve um apoio grande de seu povo: ele foi eleito com menos de 600 mil votos nas eleições de 2016, em um país que tem 11 milhões de pessoas.
Moise, que era conhecido como Homem da Banana (ele exportava a fruta) teve mais votos que 26 outros candidatos em um processo eleitoral de quase dois anos que foi marcado por acusações de fraude, desastres naturais e uma baixa presença de eleitores. Ele teve 55% dos votos no segundo turno.
Ele era pouco conhecido antes das eleições, mas conseguiu ser o vitorioso com o apoio do ex-presidente Michel Martelly.
Ele assumiu afirmando que suas prioridades eram atacar a corrupção, a mudança climática e modernizar a agricultura do país. Para ele, essa era uma forma de garantir mais empregos.
No entanto, ele teve dificuldades políticas. Em janeiro de 2020, Moise dissolveu o Parlamento e governou o Haiti por decreto desde então.
O prazo do mandato
Em fevereiro deste ano, houve protestos que pediam para que ele terminasse seu mandato.
A oposição afirmava que seu mandato já tinha terminado no começo de 2021, mas ele se recusava a deixar a presidência, dizendo que um governo interino ocupou o primeiro ano de seu período. “Não sou um ditador, meu mandato termina no dia 7 de fevereiro de 2022”, ele afirmou.
Ele não só se recusou a sair como ainda tentou mudar a Constituição para que a presidência tivesse mais poder.
Para evitar as críticas, Moise havia prometido que não iria concorrer nas próximas eleições.
No entanto, ele argumentava que para deixar a presidência precisaria acumular poder suficiente para enfrentar uma oligarquia que, de acordo com ele, havia paralisado o Haiti para lucrar de um governo que era muito fraco para conseguir regular a economia ou mesmo cobrar impostos.
Para os críticos, Moise tinha um discurso populista contra essa elite que, segundo ele, havia conseguido capturar o Estado para garantir seus interesses.
Ele também foi criticado por centralizar o poder. Por exemplo, a primeira proposta de Constituição que ele apresentou não tinha uma versão em língua crioula, só em francês. Além disso, nenhuma organização da sociedade civil foi convidada para participar da elaboração.
No texto da proposta de Constituição, ele ainda incluiu a possibilidade de reeleição —o que era proibido desde o fim da ditadura de Duvalier, em 1986.

Fonte: G1 Mundo

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Exames confirmam que o papa tinha uma estenose diverticular; entenda como é a doença


Papa Francisco está se recuperando de forma regular e satisfatória. Ele come normalmente, e parou de receber medicamentos via venal. Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde foi operado.
Reuters
O exame anatomopatológico final do Papa Francisco confirmou que ele tinha uma estenose diverticular grave no cólon, com sinais de uma diverticulite esclerosante, de acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Vaticano.
Entenda o que é estenose diverticular do cólon
Na terceira idade, é comum que apareçam “saquinhos” na parede dos tubos do intestino — eles surgem principalmente pelo enfraquecimento natural dos tecidos. Essas “bolsas” são os divertículos.
A diverticulite é uma inflamação dessas protuberâncias. As inflamações deixam cicatrizes nos tubos do intestino, e a parede do órgão fica mais grossa —o que dificulta a passagem do material pelo tubo digestivo. Esse estreitamento do órgão é a estenose.
O quadro pode ser tratado com remédios, mas quando há sangramento do intestino, é preciso submeter o paciente a uma operação cirúrgica.
Vaticano afirma que estado de saúde do Papa Francisco é bom
O papa passou por uma colectomia (ou seja, remoção de uma parte do cólon), explicou o Vaticano.
De acordo com a imprensa italiana, os cirurgiões que operaram o papa no domingo fizeram uma laparoscopia. Este procedimento permite trabalhar na região do abdômen, graças a uma pequena incisão.
A presença de uma cicatriz de uma operação anterior na mesma área obrigou os médicos, porém, a mudarem de técnica. Com isso, recorreu-se a uma operação cirúrgica tradicional, mais invasiva e com um período mais longo de recuperação.
Não foi necessário recorrer à colostomia, que consiste em abrir o cólon, artificialmente, para que as fezes sejam evacuadas em uma bolsa. O papa também não teve febre após a intervenção, segundo as mesmas fontes.
Recuperação do papa
Ele permanecerá internado no Hospital Gemelli, em Roma por uma semana, a menos que haja complicações.
No comunicado desta quarta-feira, informa-se que o papa já não recebe mais remédios via venosa. Ele está comendo normalmente e a recuperação é considerada regular e satisfatória.
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Angelus no hospital
Francisco está internado em um quarto no 10º andar do hospital, o mesmo usado pelo falecido João Paulo II em diferentes ocasiões. Duas delas foram especialmente delicadas: após sofrer uma tentativa de assassinato, em 1981, e quando teve um tumor no cólon, em 1992.
De acordo com o jornal “Il Corriere della Sera”, o papa quis se submeter a esta operação no início do verão (hemisfério norte, inverno no Brasil), época em que tinha menos compromissos. Assim, poderá se recuperar com tranquilidade.
O pontífice suspendeu as audiências gerais das quartas-feiras durante o mês de julho e não tem encontros programados em sua agenda oficial até o próximo domingo, quando deverá aparecer na varanda do palácio pontifício para a oração do Ângelus.
Se ainda estiver hospitalizado nesse dia, poderia pronunciar a oração da janela do hospital, como já fez João Paulo II.
Nascido em 17 de dezembro de 1936 na Argentina, o papa Francisco teve o lobo superior do pulmão direito removido aos 21 anos, devido a uma pleurisia. Ele sofre de problemas nos quadris e ciática.
“Não tenho medo da morte”, disse o papa em um livro de entrevistas a um jornalista argentino em 2019.
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente do Haiti é assassinado em ataque, afirma primeiro-ministro


Premiê diz que ‘um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República’ e ‘feriu mortalmente o Chefe de Estado’. O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, em foto de 2019
Retamal de Hector/AFP
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque à residência oficial na capital Porto Príncipe, anunciou nesta quarta-feira (7) o primeiro-ministro do país, Claude Joseph. O premiê afirmou também que a primeira-dama Martine Moise levou um tiro.
Joseph afirmou em um comunicado que “um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente da República” por volta da 1h e “feriu mortalmente o Chefe de Estado”.
O premiê pediu à população “que se acalme” e afirmou que “a situação da segurança no país está sob o controle da Polícia Nacional haitiana e das Forças Armadas do Haiti”. “Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação”.
Crise política
Autoridades do país disseram ter frustrado uma “tentativa de golpe” de Estado contra o presidente, que teria sido alvo de um atentado mal sucedido em fevereiro (veja no vídeo abaixo).
Mais de 20 pessoas foram presas na ocasião, inclusive um juiz federal do Tribunal de Cassação e uma inspetora geral da Polícia Nacional.
Governo do Haiti diz ter sofrido tentativa de golpe
Moise governava o Haiti sem o controle do Legislativo desde o ano passado e dizia que ficaria no cargo até 7 de fevereiro de 2022, em uma interpretação da Constituição rejeitada pela oposição. Para eles, o mandato do presidente havia terminado em 7 de fevereiro deste ano.
Histórico de problemas institucionais
A disputa sobre o fim do mandato era consequência da primeira eleição de Moise. Ele foi eleito em outubro de 2015 para um mandato de cinco anos, em um pleito cancelado por fraudes, venceu uma nova disputa no ano seguinte e tomou posse apenas em 2017.
Eleições legislativas e municipais deveriam ser realizadas neste ano, mas elas foram adiadas para 2022 — o que gerou um vácuo de poder, e Moise afirmava que estava habilitado para continuar no cargo por mais um ano.
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Fonte: G1 Mundo

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Comissão Europeia adverte Hungria para ‘retificar’ lei contra a comunidade LGTBQIA+


Lei equipara pedofilia e homossexualidade e tem causado forte reação em Bruxelas. Ela também proíbe a representação e a ‘promoção’ da homossexualidade para menores de 18 anos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante sessão no dia 19 de março
Stephanie Lecocq/Reuters
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu nesta quarta-feira (7) o governo húngaro para que retifique sua polêmica lei contra a comunidade LGTBQIA+ ou enfrentará as consequências legais dentro do bloco europeu.
“Se a Hungria não retificar esta situação, a Comissão utilizará os poderes de que dispõe”, afirmou Von der Leyen, em uma sessão do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no leste da França.
O governo de extrema direita do premiê Viktor Orbán vem irritando seus pares da União Europeia por repetidas ações que corroem sistematicamente as instituições democráticas da Hungria, em colisão com as normas do bloco.
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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, durante entrevista coletiva em Belgrado, na Sérvia, em 2020
Andrej Isakovic/AFP
A lei em questão equipara pedofilia e homossexualidade e tem causado forte reação em Bruxelas. Ela também proíbe a representação e a “promoção” da homossexualidade para menores de 18 anos.
Na prática, séries de televisão como “Modern Family” e filmes como Billy Elliot, por exemplo, seriam banidos da programação de TVs, assim como conteúdos educacionais sobre o tema em escolas.
Sem mencionar a Hungria ou Orbán, 17 líderes europeus assinaram uma carta recentemente na qual reafirmam seu compromisso contra a discriminação à comunidade LGBTQIA+ e a defesa de seus direitos (veja no vídeo abaixo).
O premiê húngaro contou apenas com o apoio dos aliados populistas da Polônia e da Eslovênia.
Líderes europeus condenam lei que discrimina comunidade LGBTQIA+ na Hungria
Orbán se diz atacado e injustiçado e alega que a legislação aprovada pelo Parlamento húngaro está sendo mal interpretada, pois não combate a homossexualidade — e sim a pedofilia. “Temos a defesa dos direitos das crianças e dos pais, só isso”.
Mas o histórico autoritário contradiz o verniz democrático que o primeiro-ministro tenta dar à sua gestão. Argumento semelhante foi usado para justificar outra lei, sancionada no ano passado, que impediu que casais do mesmo sexto adotem crianças.
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Fonte: G1 Mundo

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Russos acham corpos de pessoas que estavam em avião que caiu na península de Kamchatka


Nove corpos foram localizados. Avião com 28 a bordo caiu na terça-feira (6). VÍDEO: Imagens mostram local onde avião caiu no extremo leste da Rússia
Equipes de resgate russas encontraram nesta quarta-feira (7) os corpos de nove pessoas que estavam no avião que caiu na terça (6) na península de Kamchatka, no extremo leste do país, anunciaram autoridades regionais.
“Um grupo de 51 equipes de resgate continua trabalhando no local”, disse o Ministério de Situações de Emergência local em um comunicado no qual especifica que um corpo pode ser identificado.
O avião comercial de uma pequena empresa local, com 22 passageiros e seis tripulantes a bordo, desapareceu dos radares quando se preparava para pousar na cidade costeira de Palana.
Após várias horas de busca em condições difíceis devido ao clima e à geografia do local, os socorristas, a pé e de helicóptero, finalmente localizaram o local do acidente.
Montagem com o local onde o avião An-26 se chocou e caiu perto do aeroporto de Palana, no norte da península de Kamchatka, na Rússia, em 6 de julho de 2021. No detalhe, a aeronave com o prefixo RA-26085, no aeroporto de Patropavlovsk-Kamchatckiy, no extremo leste da Rússia.
Montagem G1/Ministério de Emergências da Rússia
O governador de Kamchatka, um gigantesco território pouco povoado mas apreciado pelos turistas por seus vulcões e natureza selvagem, disse que a fuselagem do avião foi encontrada ao longo da costa e no mar de Okhotsk.
Imagens do local do acidente mostraram um longo rastro no topo de um penhasco de frente para o mar, onde a aeronave deve ter se espatifado.
O avião, um Antonov An-26 de projeto soviético, estava voando da capital da região, Petropavlovsk-Kamchatsky, para Palana quando parou de transmitir.
Os pesquisadores indicaram que estão estudando hipóteses de acidente causado por mau tempo, problema técnico ou erro do piloto.
O An-26, projetado para ser a aeronave de transporte das forças militares soviéticas e seus aliados, foi fabricado de 1969 a 1986 e também foi desenvolvido para uso civil. Sofreu vários acidentes fatais, o último no Cazaquistão em março, nos quais morreram quatro soldados.

Fonte: G1 Mundo