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‘Núcleo do demônio’: como era a 3ª bomba atômica que os EUA planejavam lançar contra o Japão


Nos primeiros dias de agosto de 1945, ainda não estava claro se duas bombas atômicas seriam suficientes para fazer o Japão se render, explica pesquisador. Louis Stolin (à esquerda), foi um dos maiores especialistas no manuseio de materiais radioativos
Los Álamos National Laboratory via BBC
Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram as duas únicas bombas nucleares já usadas em uma guerra, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão.
Juntas, elas causaram os ataques mais mortais que já ocorreram, nos quais morreram cerca de 200 mil pessoas.
Da perspectiva dos Estados Unidos, o objetivo era pressionar a rendição do Japão e encerrar a Segunda Guerra Mundial.
E, caso não bastassem, Washington praticamente tinha uma terceira bomba atômica pronta.
O apelido dela era Rufus, e consistia em um núcleo de plutônio, semelhante ao usado na bomba Fat Man — detonada sobre Nagasaki.
A Rufus nunca se converteu em uma bomba funcional, mas causou dois acidentes fatais, razão pela qual a bomba ficou marcada na história como “o núcleo do demônio”.
“Era essencialmente igual ao núcleo da Fat Man”, disse Alex Wellerstein, historiador especializado em armas nucleares e autor do blog Nuclear Secrecy, à BBC Mundo.
Isso significa que ela poderia ter se tornado uma bomba capaz de gerar uma explosão de cerca de 20 quilotons, como aconteceu em Nagasaki.
De acordo com as comunicações oficiais dos Estados Unidos, citadas em um artigo de Wellerstein, a bomba Rufus deveria estar pronta para ser lançada no dia 17 ou 18 de agosto de 1945.
Nos primeiros dias de agosto de 1945, não estava claro se duas bombas atômicas seriam suficientes para fazer o Japão se render, explica Wellerstein.
Só depois de sua rendição, no dia 15 de agosto, “ficou claro que duas bombas haviam sido ‘suficientes’, senão demais”, diz o especialista.
Portanto, no final, não foi necessário usar a Rufus.
“O que aconteceu entre os dias 15 e 21 de agosto? Não sei”, escreve Wellerstein. Mas o que está documentado é que, a partir de 21 de agosto, pesquisadores do Laboratório de Los Alamos, no Novo México, onde as bombas atômicas foram desenvolvidas, começaram a usar esse núcleo de plutônio para experimentos extremamente perigosos.
Cócegas em um dragão
Em 1945, os únicos núcleos de plutônio já feitos foram Rufus, Fat Man e o da bomba Gadget, que foi usada no teste Trinity, o primeiro de explosão nuclear conduzido pelos Estados Unidos.
Em Los Alamos, os pesquisadores queriam descobrir qual era o ponto limite no qual o plutônio se tornava supercrítico — isto é, eles queriam saber qual era o ponto em que uma reação em cadeia do plutônio desencadeava uma explosão mortal de radiação.
A ideia era encontrar maneiras mais eficientes de fazer um núcleo chegar ao estado supercrítico e otimizar a carga da bomba.
Manipular um núcleo de plutônio é uma manobra extremamente delicada. É por isso que os pesquisadores se referiram a esses exercícios como “fazer cócegas na cauda de um dragão”.
“Eles sabiam que, se tivessem o azar de acordar a besta furiosa, acabariam queimados”, escreveu o jornalista Peter Dockrill em um artigo no portal Science Alert.
Segundo Wellerstein, quem participou desses experimentos tinha consciência do risco, mas o fez porque era uma forma de obter dados valiosos.
Momentos letais
A primeira vítima do Rufus foi o físico americano Harry Daghlian, na época com 24 anos.
Daghlian tinha trabalhado no Projeto Manhattan, no qual os Estados Unidos desenvolveram suas primeiras bombas nucleares.
Em 21 de agosto de 1945, Daghlian começou a construir uma pilha de blocos de carboneto de tungstênio ao redor da Rufus.
A ideia dele era ver se ele poderia criar um “refletor de nêutrons” no qual os nêutrons lançados pelo núcleo ricocheteariam e, assim, o levariam com mais eficiência ao ponto crítico.
Era noite e Daghlian estava trabalhando sozinho, violando os protocolos de segurança, conforme documentado pelo portal da Atomic Heritage Foundation.
O jovem cientista já havia empilhado vários blocos, mas quando estava terminando de colocar o último, seu dispositivo de monitoramento lhe disse que isso poderia fazer com que o núcleo se tornasse supercrítico.
Era como arriscar a vida em uma jenga mortal.
Ele manobrou para remover o bloco, mas infelizmente o deixou cair no núcleo, que entrou em um estado supercrítico e gerou uma explosão de nêutrons.
Além disso, a reação dele foi destruir a torre de blocos, expondo-o a uma dose adicional de radiação gama.
Essas ações foram letais.
Durante 25 dias, Daghlian suportou o doloroso envenenamento radioativo até finalmente morrer no hospital. Estima-se que ele recebeu uma dose de 510 rem de radiação iônica.
O rem é a unidade de medida da radiação absorvida por uma pessoa. Em média, 500 rem são fatais para um ser humano.
“Isso é tudo”
Apenas nove meses depois, o dragão atacou novamente.
Em 21 de maio de 1946, o físico americano Louis Stolin estava testando um experimento que já havia feito várias vezes.
Na época, Stolin era o maior especialista mundial no manuseio de quantidades perigosas de plutônio, de acordo com Wellerstein.
Junto a um grupo de colegas, ele estava mostrando como levar um núcleo de plutônio — Rufus, neste caso — ao ponto supercrítico.
O exercício consistia em unir duas metades de uma esfera de berílio, formando uma cúpula na qual os nêutrons saltavam em direção ao núcleo.
A chave para não causar um desastre era evitar que as duas meias esferas cobrissem totalmente o núcleo.
Para fazer isso, Stolin usou uma chave de fenda como separador que servia como válvula de escape para os nêutrons. Dessa forma, ele poderia registrar como a fissão aumentava, sem que a reação em cadeia atingisse o ponto crítico.
Tudo estava indo bem, mas aconteceu a única coisa que não poderia ter acontecido.
A chave de fenda de Stolin escorregou e a cúpula se fechou completamente.
Foi apenas um instante, mas o suficiente para o núcleo atingir o ponto crítico e liberar uma corrente de nêutrons que produziu um intenso brilho azul.
“O flash azul foi claramente visível em toda a sala, embora ela fosse bem iluminada”, escreveu Raemer Schreiber, um dos físicos que assistiram ao experimento.
“O flash não durou mais do que alguns décimos de segundo.”
Stolin reagiu rapidamente e descobriu a cúpula, mas era tarde demais: ele havia recebido uma dose letal de radiação.
Nove meses antes, ele mesmo havia acompanhado seu colega Daghlian durante seus últimos dias de vida, e estava claro para ele que um destino semelhante o aguardava.
“Bem, isso é tudo”, foram as primeiras palavras que ele disse, completamente resignado, depois que sua chave de fenda escorregou, como Schreiber relembra em seu relatório, citado por Dockrill na Science Alert.
As estimativas indicam que Stolin recebeu 2.100 rem de nêutrons, raios gama e raios-x no corpo dele.
A agonia dele durou nove dias.
Durante esse período, ele sofreu náuseas, dores abdominais, perda de peso e “confusão mental”, conforme descrito por Wellerstein em uma reportagem na revista The New Yorker.
Ele morreu aos 35 anos, no mesmo quarto de hospital onde seu colega Daghlian tinha morrido.
Ironicamente, observa Wellerstein, Stolin estava fazendo o procedimento para que seus colegas aprendessem a técnica caso ele não estivesse presente.
O fim da maldição
Os acidentes de Daghlian e Stolin serviram para fortalecer as medidas de segurança em procedimentos envolvendo material radioativo.
A partir de então, esses tipos de exercícios passaram a ser manobrados remotamente, a uma distância de cerca de 200 metros entre as pessoas e o material radioativo.
“Essas mortes ajudaram a criar uma nova era de medidas de saúde e segurança”, diz o site da Atomic Heritage Foundation.
De acordo com os arquivos de Los Alamos, o “núcleo do demônio” foi derretido no verão de 1946 e usado para fazer uma nova arma.
“Na verdade, o núcleo do demônio não era demoníaco”, diz Dockrill.
“Se há uma presença do mal aqui, não é o núcleo, mas o fato de que os humanos correram para fabricar essas armas terríveis”, diz o jornalista.

Fonte: G1 Mundo

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Herdeiro da Samsung sai da prisão em liberdade condicional


Jay Y. Lee foi condenado a dois anos e meio de prisão em janeiro de 2021 por caso de corrupção envolvendo ex-presidente da Coreia do Sul. Herdeiro da Samsung, Jay Y. Lee, saindo do Centro de Detenção de Seul, em 13 de agosto de 2021
Jung Yeon-je/AFP
O herdeiro e vice-presidente da Samsung, Jay Y. Lee, saiu da prisão nesta sexta-feira (13). Ele se beneficiou de uma liberdade condicional antecipada concedida pelo Ministério da Justiça da Coreia do Sul.
Lee, de 53 anos, fez uma reverência aos jornalistas que esperavam do lado de fora de um centro de detenção em Seul e disse: “Tenho causado muita preocupação às pessoas, realmente sinto muito”, segundo a agência AFP.
Vestido de preto, Lee continuou: “Estou escutando cuidadosamente suas preocupações, críticas e altas expectativas sobre mim”, antes de deixar o local em uma limusine preta que o esperava.
O executivo, cuja fortuna é estimada em US$ 11,4 bilhões pela Forbes, cumpria uma sentença de dois anos e meio de prisão por pagamento de propina, peculato e outros crimes ligados ao escândalo de corrupção que levou à queda da ex-presidente sul-coreano Park Geun-hye.
Políticos e líderes empresariais pediram sua libertação antecipada nos últimos meses, temendo um vácuo de liderança no maior conglomerado sul-coreano.
O Ministério da Justiça anunciou na segunda-feira (9) que concedeu liberdade condicional a Lee, juntamente com outras 800 saídas antecipadas, devido a preocupações com o impacto do coronavírus na economia do país.
Na Coreia do Sul, há uma longa tradição de condenar poderosos empresários acusados de suborno, peculato, sonegação de impostos e outros crimes.
No entanto, muitos dos condenados conseguiram ter suas sentenças reduzidas ou suspensas em recurso.
O falecido ex-presidente da Samsung, Lee Kun-hee, que foi condenado duas vezes, recebeu perdões presidenciais em reconhecimento de sua “contribuição para a economia nacional”.
“Este é, sem dúvida, um tratamento preferencial, especialmente porque ainda há outro julgamento em andamento”, disse Song Won-keun, professor de economia da Universidade Nacional de Gyeongsang, à AFP.
Histórico do processo
O processo de Lee começou em 2017, quando ele foi julgado por subornar uma autoridade ligada à ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye.
SAIBA MAIS: Entenda o escândalo que derrubou a ex-presidente da Coreia do Sul em 2016
O herdeiro da Samsung cumpriu um ano de prisão e saiu após um tribunal de apelações suspender o processo em 2018.
Em 2019, a Suprema Corte do país ordenou que o executivo de 52 anos fosse julgado novamente, o que resultou na condenação de 30 meses de prisão.
Com parte da pena já cumprida, Lee poderia solicitar liberdade condicional a partir de setembro, mas agora isso foi antecipado em um mês.
Escândalo com ex-presidente
A Samsung é, de longe, o maior dos “chaebols”, os impérios industriais familiares que dominam a a Coreia do Sul. Seu faturamento global representa um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) do país e é crucial para a saúde econômica do país.
O caso envolvia milhões de dólares que o grupo pagou a Choi Soon-sil, uma confidente da então presidente.
Os subornos foram supostamente destinados a facilitar a transição de poder para o chefe do conglomerado, quando o patriarca Lee Kun-hee estava acamado após um ataque cardíaco em 2014.
Em maio de 2020, o herdeiro se desculpou publicamente na mídia, em particular pelo polêmico processo de sucessão que lhe permitiu assumir a liderança do grupo fundado por seu avô Lee Byung-chull.
Lee Jae-yong havia até prometido que seria o último na linha de sucessão familiar e que seus filhos não herdariam a companhia. Seu pai e avô também tiveram problemas com a lei, mas nenhum deles cumpriu pena de prisão.

Fonte: G1 Mundo

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‘Vamos matar quem não abandonar cultura ocidental’: combatentes do Talibã falam à BBC em meio a avanço no Afeganistão


Os insurgentes têm capturado novos territórios num ritmo que parece ser diário, à medida que as tropas internacionais praticamente se retiraram. No meio, está uma população apavorada. Combatentes do Talibã na província de Bactro e em outros lugares têm avançado rapidamente
BBC
Os combatentes do Talibã que encontramos estão estacionados a apenas 30 minutos de uma das maiores cidades do Afeganistão, Mazar-i-Sharif, capital da província de Bactro.
O “ghanimat” ou instrumentos de guerra que eles estão exibindo incluem um veículo utilitário militar Humvee, duas caminhonetes e uma série de metralhadoras poderosas.
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No centro de uma multidão fortemente armada, está Ainuddin, um ex-estudante de escola religiosa (madrassa) de rosto impassível que agora é um comandante militar local.
Combatentes do Taleban exibem o veículo utilitário militar Humvee que haviam capturado
BBC
Os insurgentes têm capturado novos territórios num ritmo que parece ser diário, à medida que as tropas internacionais praticamente se retiraram. No meio, está uma população apavorada.
Dezenas de milhares de cidadãos comuns afegãos tiveram de fugir de suas casas – centenas foram mortos ou feridos nas últimas semanas.
Eu pergunto a Ainuddin como ele pode justificar a violência, considerando a dor que ela está infligindo às pessoas pelas quais ele afirma estar lutando.
“É uma luta, então as pessoas estão morrendo”, ele responde friamente, acrescentando que o grupo está fazendo o possível para “não causar danos aos civis”.
Aponto que foi o Talibã que deu início à briga.
“Não”, ele retruca. “Tínhamos um governo e ele foi derrubado. Eles [os americanos] começaram a briga.”
Ainuddin e o restante do Talibã sentem que estão prestes a retornar ao domínio depois de serem derrubados pela invasão liderada pelos Estados Unidos em 2001.
“Eles não estão abrindo mão da cultura ocidental… então temos que matá-los”, diz ele sobre o “governo fantoche” em Cabul.
Prefeito do Talibã em Bactro em sua mesa de madeira, com uma pequena bandeira branca do “Emirado Islâmico do Afeganistão”
BBC
Logo após terminarmos a conversa, ouvimos o som de helicópteros acima de nós. O Humvee e os combatentes do Talibã se dispersam rapidamente. É um lembrete da ameaça contínua que a Força Aérea Afegã representa para os insurgentes – e de que a batalha ainda está longe do fim.
Estamos em Bactro, uma cidade com raízes antigas, considerada o local de nascimento de um dos poetas místicos mais famosos do Islã, Jalaluddin Rumi.
Tínhamos passado por aqui no início deste ano, quando ainda era controlado pelo governo, mas as aldeias remotas estavam sob controle do Talibã. Agora este é um dos cerca de 200 centros distritais capturados pelos militantes nesta última, e sem precedentes, ofensiva.
Um integrante do alto escalão do Talibã disse que o foco no norte foi deliberado – não apenas porque a região tradicionalmente tem visto uma forte resistência anti-Talibã, mas também porque é mais diversa.
Apesar de sua liderança central ser fortemente dominada por membros do grupo étnico pashtun, o integrante disse que o Talibã queria enfatizar que também incorporou outras etnias.
Haji Hekmat, um líder talibã local e integrante que nos recebeu em Bactro, está ansioso para nos mostrar como a vida cotidiana continua.
Jovens estudantes lotam as ruas (embora em outros lugares haja relatos de meninas sendo proibidas de frequentar a escola). A feira continua lotada, com homens e mulheres consumindo.
Fontes locais nos disseram que as mulheres só podiam comparecer com um companheiro do sexo masculino, mas quando fomos ao local esse não parece ser o caso. Em outros lugares, comandantes do Talibã têm sido muito mais rígidos.
Todas as mulheres que vemos, no entanto, estão usando a burca, cobrindo o cabelo e o rosto.
Haji Hekmat insiste que ninguém está sendo “forçado” e que o Talibã está simplesmente “pregando” que é assim que as mulheres devem se vestir.
Mas me disseram que motoristas de táxi receberam instruções para não levar nenhuma mulher à cidade, a menos que ela esteja totalmente coberta.
No dia seguinte à nossa partida, surgem relatos sobre uma jovem que foi assassinada devido à forma que se vestia. Haji Hekmat, porém, rejeita as alegações de que membros do Talibã foram os responsáveis.
Muitos no mercado expressam seu apoio ao grupo e sua gratidão a eles por melhorarem a segurança. No entanto, com os combatentes do Talibã nos acompanhando o tempo todo, é difícil saber o que os residentes realmente pensam.
As opiniões linha-dura do grupo às vezes estão em sintonia com os afegãos mais conservadores, mas o Talibã agora está pressionando pelo controle de várias cidades maiores.
À sombra da Mesquita Azul de Mazar-e-Sharif, homens e mulheres passearam na semana passada em um ambiente social visivelmente mais relaxado.
O governo ainda está no controle da cidade e quase todos com quem falei expressaram preocupação sobre o que o avanço do Talibã significará, especialmente para as “liberdades” com as quais as gerações mais jovens cresceram.
De volta ao distrito de Bactro, o Talibã está formalizando seu próprio governo rival. Eles ocuparam todos os prédios oficiais da cidade, exceto um grande – agora abandonado – complexo policial.
Antigamente, era o quartel-general de um forte rival, o chefe da polícia local, e foi parcialmente destruído em um ataque suicida pelos militantes que lutavam pelo controle da área.
O rosto do governador distrital do Talibã, Abdullah Manzoor, se ilumina com um largo sorriso quando ele fala sobre a operação, enquanto seus homens dão risadas. A luta aqui, como em tantos lugares do Afeganistão, é profundamente pessoal e também ideológica.
Algumas coisas não mudaram desde a tomada pelo Talibã; os limpadores de rua vestidos de laranja ainda estão se apresentando para o trabalho, assim como alguns burocratas. Eles são supervisionados por um prefeito talibã recém-nomeado, sentado a uma ampla mesa de madeira, com uma pequena bandeira branca do “Emirado Islâmico do Afeganistão” posicionada em um canto.
Ele costumava ser responsável pelo suprimento de munições, mas agora cuida de impostos – e me disse com orgulho que o grupo cobra menos dos empresários do que o governo cobrava antes.
A transição da vida militar para a civil é um trabalho em andamento, no entanto. Um integrante do Talibã, ainda segurando sua arma, que se move para posar atrás do prefeito durante nossa entrevista, é afastado por outras figuras importantes.
Em outros lugares, no entanto, a interpretação linha-dura dos insurgentes das escrituras islâmicas é mais visível. Na estação de rádio local, eles costumavam tocar uma mistura de música islâmica e sucessos populares em geral.
Agora são apenas cantos religiosos. Haji Hekmat diz que eles baniram músicas que promovem “vulgaridade” de serem tocadas em público, mas insiste que as pessoas ainda podem ouvir o que quiserem.
Disseram-me, porém, que um morador local foi pego ouvindo música no mercado. Para puni-lo, os combatentes do Talibã o fizeram andar descalço sob o sol escaldante, até que ele perdesse a consciência.
Haji Hekmat diz que isso não aconteceu.
Ao sairmos da estação, ele aponta para alguns dos jovens que trabalham lá, destacando que eles não têm barbas.
“Veja! Não estamos forçando ninguém”, diz ele, sorrindo.
É claro que o grupo quer retratar uma imagem mais suave para o mundo. Mas, em outras partes do país, o Talibã está se comportando de maneira muito mais rígida. As diferenças podem depender das atitudes dos comandantes locais.
Com relatos de assassinatos por vingança e outros abusos dos direitos humanos em algumas das áreas que capturaram, o Talibã foi alertado por oficiais ocidentais que correm o risco de transformar o país em um estado pária se tentarem transformá-lo à força.
O que muitos associam mais intimamente com a passagem anterior do Talibã pelo poder são as punições brutais impostas sob sua interpretação da lei Sharia.
No mês passado, na província de Helmand, no sul do país, o grupo enforcou dois homens acusados ​​de sequestro de crianças em uma ponte, sob a justificativa de que os homens haviam sido condenados.
Em Bactro, no dia em que visitamos uma sessão do tribunal do Talibã, todos os casos eram relacionados a disputas de terras. Enquanto muitos temem sua forma de justiça, para outros ela pelo menos oferece a possibilidade de uma resolução mais rápida do que o sistema de governo notoriamente corrupto.
“Tive de pagar tantos subornos”, reclama um dos litigantes enquanto discute suas tentativas anteriores de resolver o caso.
O juiz do Talibã, Haji Badruddin, disse que ainda não ordenou nenhum castigo corporal nos quatro meses em que está no cargo e enfatiza que o grupo tem um sistema de tribunais de apelação para revisar vereditos graves.
Mas ele defende até as penalidades mais duras. “Na nossa Sharia é claro, para quem faz sexo e não é casado, seja menina ou menino, a punição é de 100 chicotadas em público. Mas para quem é casado tem que ser apedrejado até a morte… Para quem rouba: se estiver comprovado, deve ter a mão cortada.”
Ele rebate as críticas de que as punições são incompatíveis com o mundo moderno.
“Os filhos das pessoas estão sendo sequestrados. Isso é melhor? Ou é melhor que a mão de uma pessoa seja cortada e a estabilidade seja trazida para a comunidade?”
Por enquanto, apesar do rápido avanço do Talibã, o governo continua no controle das maiores cidades do Afeganistão. Nos próximos meses, provavelmente o país verá uma violência prolongada e cada vez mais mortal, enquanto os dois lados lutam pelo controle.
Pergunto a Haji Hekmat se ele tem certeza de que o Talibã pode vencer militarmente. “Sim”, ele responde. “Se as negociações de paz não derem certo, nós venceremos, se Deus quiser.”
Essas negociações, no entanto, foram paralisadas, e a demanda repetida do Talibã pela criação de um “governo islâmico” parece equivalente a um pedido de rendição de seus oponentes.
“Derrotamos os estrangeiros”, diz Haji Hekmat, “e agora nossos inimigos internos”.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã toma mais três capitais regionais do Afeganistão e já domina mais de metade das províncias do país


Grupo insurgente já tem o controle de 18 das 34 capitais provinciais do país, e está perto de dominar outras duas. Talibã toma o controle da 2ª maior cidade do Afeganistão
O Talibã continua a avançar e dominar capitais provinciais do Afeganistão: nesta sexta-feira (13), o grupo insurgente conquistou mais três cidades no sul do país. A mais importante das três é Helmand —há 20 anos, foi o local de uma das batalhas mais sangrentas entre as forças da coalizão que ocuparam o país e os talibãs. Também é um local importante para o tráfico de ópio.
O grupo já tinha conquistado Kandahar e Herat, a segunda e terceira maiores cidade do país, na quinta-feira.
Imagem de veículo das forças de segurança do governo do Afeganistão perto de Kandahar, em 13 de agosto de 2021
Sidiqullah Khan/AP
Agora, os insurgentes dominam 18 das 34 capitais provinciais do Afeganistão.
A capital, Cabul, ainda não foi diretamente atacada, mas os talibãs devem começar a lutar por ela em cerca de 30 dias, na avaliação de serviços de inteligência dos Estados Unidos.
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Três capitais que caíram recentemente
A capital de Helmand, Lashkar Gah, caiu depois de semanas de batalhas pesadas. As forças do governo colocaram bandeiras brancas no alto dos prédios para indicar que se rendiam.
Pessoas saem do Afeganistão rumo ao Paquistão, em 13 de agosto de 2021
Jafar Khan/AP
Ainda há três bases militares nos arredores da cidade que continuam em poder do governo do Afeganistão.
Outra cidade que foi dominada foi Qalat. Os dirigentes de governo que foram derrotados estão em um acampamento perto da cidade, se preparando para ir embora.
A outra cidade é Tirin Kot. O governador da província de Uruzgan, onde fica Tirin Kot, foi para Cabul.
Próximas cidades a cair
Os insurgentes também entraram na cidades de Feroz Koh, e eles afirmam que também capturaram Qala-e Naw, mas ainda não há confirmação oficial a respeito dessas localidades.
O Talibã também afirma que tomou a sede da polícia e a prisão na cidade de Puli-e-Alim. A cidade fica a cerca de 80 quilômetros de Cabul.
Membros do Talibã na cidade de Farah, que eles tomaram das forças de segurança do país, em 11 de agosto de 2021
Mohammad Asif Khan/AP
EUA vão retirar diplomatas de Cabul
Os EUA devem enviar 3.000 soldados para ajudar a retirada dos diplomatas da embaixada em Cabul. Reino Unido e Canadá também vão enviar soldados para ajudar na saída dos funcionários civis que trabalhavam no Afeganistão.
Norte-americanos e britânicos vão receber apoio militar para deixar o Afeganistão
Milhares de pessoas deixaram suas casas no país por medo de um regime do Talibã.
Havia conversas para chegar a um acordo de paz, mas as negociações travaram. O representante dos EUA nessas negociações, Zalmay Khalilzad, disse que os norte-americanos “exigem o fim imediato dos ataques às cidades”. O Talibã continuou a avançar.
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Derrota da estratégia dos EUA
Os ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA foram planejados e executados pela Al Qaeda, uma organização que era protegida pelo governo do Talibã, que na época dominava o Afeganistão.
Após aqueles ataques, uma coalizão militar liderada pelos EUA invadiu o país e derrubou o regime talibã.
Desde então, os EUA gastaram quase US$ 830 bilhões, ao longo de 20 anos, para tentar estabelecer um Estado funcional no país.
Os insurgentes conseguiram tomar carros blindados e armas das forças de segurança que eram apoiadas pelos EUA, e hoje os talibãs usam veículos e rifles norte-americanos.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA autorizam 3ª dose da vacina contra Covid para transplantados


Agência de medicamentos americana mudou a recomendação para os imunizantes da Pfizer e da Moderna. FDA destaca que as outras pessoas ‘não precisam de uma dose adicional agora’. Frascos com doses de vacina da Pfizer contra a Covid-19.
Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou na quinta-feira (12) à noite a aplicação de uma terceira dose das vacinas contra a Covid-19 da Pfizer e da Moderna em pessoas imunodeprimidas e que receberam transplantes de órgãos.
A FDA destacou que as outras pessoas que já estão totalmente vacinadas com as duas doses dos imunizantes “não precisam de uma dose adicional agora”.
“Após uma revisão exaustiva dos dados disponíveis, a FDA determinou que este pequeno e vulnerável grupo pode se beneficiar de uma terceira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna”, informou Janet Woodcock em nome da agência.
“O país entrou em uma nova onda da pandemia da Covid-19, e a FDA tem conhecimento de que pessoas imunossuprimidas correm maior risco de sofrerem infecções severas”, afirmou Woodcock, ressaltando que este grupo “precisa de proteção extra contra a Covid-19”.
As duas vacinas são aplicadas em duas doses, e a recomendação da FDA é que a terceira dose seja aplicada ao menos 28 dias após o esquema vacinal tradicional.
A orientação é válida para pessoas que receberam órgãos transplantados ou que sejam diagnosticadas com doenças que reduzam a capacidade de resposta do sistema imunológico à infecção.
A vacina da Pfizer tem uso emergencial autorizado em pessoas acima de 12 anos nos EUA, e a da Moderna, para indivíduos com 18 anos ou mais.
A Covid-19 matou mais de 4.300.000 em todo o mundo, e infectou de 204,7 milhões de pessoas. Os EUA são o país com mais infetados e mortos.

Fonte: G1 Mundo

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Chuvas torrenciais matam 21 na China

Chove forte na região central do pais há três dias. Chuvas torrenciais no centro da China mataram pelo menos 21 pessoas, anunciou a televisão pública nesta sexta-feira (13).
A província de Hubei, cerca de 1.000 km a oeste de Xangai, vem sendo atingida por fortes chuvas desde quarta-feira (11).
A cidade de Yicheng foi atingida em um dia com um recorde de mais de 400 mm de chuva na quinta (12).
Imagens mostram as ruas submersas, correntezas e casas inundadas.
Chuvas intensas, as piores em seis décadas, atingiram o centro da China em 20 de julho, submergindo parte da metrópole de Zhengzhou. Em três dias, caiu o equivalente a um ano de chuva. Pelo menos 300 pessoas morreram.

Fonte: G1 Mundo

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Novos dados do Censo dos EUA mostram que população branca encolheu pela primeira vez


Dados publicados nesta quinta-feira (12) oferecem um retrato de uma nação cada vez mais diversa. População branca não hispânica, que continua o maior grupo racial ou étnico do país, encolheu em 8,6% ao longo da década e agora representa 57,8% dos norte-americanos, a menor participação já registrada. Envelope contendo questionário do Censo dos EUA enviado a residente de Detroit, em foto de 5 de abril
AP Photo/Paul Sancya
Novos dados do Censo dos Estados Unidos publicados nesta quinta-feira (12) mostram que a população branca caiu pela primeira vez na história na última década, com aumento significativo de pessoas que se identificam como multirraciais, hispânicos e asiáticos impulsionando a maior parte do crescimento populacional entre os anos de 2010 e 2020.
A publicação do Censo dos EUA também marca o início do que será uma batalha partidária feroz em relação à redefinição dos distritos eleitorais, enquanto os Estados utilizam dados para começar a desenhar os distritos legislativos e parlamentares para os próximos 10 anos.
Os dados oferecem um retrato de uma nação cada vez mais diversa. A população branca não hispânica, que continua o maior grupo racial ou étnico do país, encolheu em 8,6% ao longo da década e agora representa 57,8% da população norte-americana, a menor participação já registrada.
Pessoas que se identificam como multirraciais aumentaram 276%, de 9 milhões de 2010 para 33,8 milhões em 2020.
Pela primeira vez desde que se tornou um Estado norte-americano, a Califórnia tem os hispânicos como o maior grupo étnico, com 39,4% da população. No Texas, um outro grande Estado, a população branca não hispânica está em 39,7%, apenas um pouco maior que a população hispânica, que tem 39,3% do total.
Os dados também mostram novos detalhes da desaceleração do crescimento populacional no país, que foi o menor de qualquer período de 10 anos, com exceção da Grande Depressão, nos anos 1930.
Mais da metade de todos os condados norte-americanos perderam população entre 2010 e 2020, segundo informam as autoridades do Censo, e quase todo o crescimento populacional ficou concentrado nas regiões metropolitanas.
Assim como nas últimas décadas, as regiões Sul e Oeste viram mais crescimento que o Meio-Oeste e o Nordeste do país.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã diz que tomou o controle de Kandahar, segunda maior cidade do Afeganistão


Grupo extremista amplia o controle sobre o território afegão. Talibã patrulha cidade de Ghazi, perto de Cabul, no Afeganistão, nesta quinta-feira (12)
Gulabuddin Amiri/AP Photo
O Talibã afirmou nesta quinta-feira (12) ter conquistado Kandahar, a segunda maior cidade do Afeganistão. A tomada aumenta o cerco do grupo extremista islâmico sobre o governo do país, que ainda controla a capital afegã, Cabul.
“Kandahar está completamente conquistada”, declarou um porta-voz do Talibã em uma conta oficial no Twitter. Um morador da cidade confirmou a captura à AFP, observando que as forças do governo se retiraram em massa para uma instalação militar nos arredores da cidade.
Mais cedo, o Talibã havia tomado a cidade de Ghazni, que é considerada estratégica para lutar para tentar dominar Cabul, a 150km dali. O grupo também se aproxima da conquista de Herat, a terceira maior cidade do Afeganistão.
Proposta do governo para dividir o poder
De acordo com a rede Al Jazeera, o governo fez uma proposta ao Talibã para que haja uma divisão de poder, se a violência acabar.
O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, afirmou que não tem conhecimento dessa proposta, mas que o grupo não considera dividir o poder com uma autoridade que não reconhece.
“Nós não aceitaremos nenhuma oferta como essa porque não queremos ser parceiros da administração de Cabul —não queremos nem ficar e nem trabalhar um único dia com eles”, afirmou.
O governo dos Estados Unidos anunciou meses atrás a retirada completa dos soldados americanos no Afeganistão até 11 de setembro — marco de 20 anos do atentado terrorista que marcou o início do século. Porém, cerca de 650 militares ainda estão no país para dar segurança ao corpo diplomático americano em Cabul.
Entenda a retirada dos EUA do Afeganistão no VÍDEO abaixo
Afeganistão: Talibã avança com saída próxima de tropas dos EUA
Houve um acordo entre os EUA e o Talibã no ano passado que determinou que o grupo insurgente não iria atacar as forças norte-americanas durante o período de saída. Em troca, os talibãs prometeram não permitir que o país seja usado para terrorismo internacional.
O Talibã também se comprometeu a discutir um acordo de paz. Os diálogos, no entanto, não produziram efeito.
EUA correm para retirar funcionários
Os Estados Unidos vão enviar ao Afeganistão um grupo de militares que vai ajudar na retirada de parte dos funcionários da Embaixada dos EUA em Cabul em meio ao avanço do Talibã, informaram fontes oficiais a agências de notícias nesta quinta-feira (12).
Esses militares vão fornecer apoio terrestre e aéreo aos funcionários durante o trajeto até o aeroporto de Cabul, segundo a agência Associated Press.
A iniciativa demonstra falta de confiança por parte da Casa Branca na capacidade do governo afegão em dar segurança diplomática suficiente na capital do Afeganistão — país que teve duas das três maiores cidades já tomadas pelo grupo extremista islâmico Talibã.

Fonte: G1 Mundo

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Covid: Alemanha suspeita que enfermeira tenha aplicado milhares de falsas vacinas


A polícia não descarta que a ação da enfermeira pode ter motivo político, embora os advogados dela tenham rejeitado isso e contestem a escala relatada da troca por água com sal. Muitos daqueles que receberam a solução de sal tinham mais de 70 anos
Getty Images via BBC
As autoridades no norte da Alemanha pediram para que mais de 8.000 pessoas voltassem a receber doses de vacina contra a Covid-19. Isso ocorreu porque, em muitos casos, suspeita-se que uma enfermeira injetou solução de sal em vez de imunizante.
A polícia está investigando as ações da enfermeira em um centro de vacinação em Frísia, perto da costa do Mar do Norte.
Inicialmente, apenas seis pessoas teriam recebido a solução de sal, em março e abril de 2021.
Muitos dos afetados tinham mais de 70 anos — um grupo de alto risco na pandemia.
O inspetor Peter Beer, citado pelo Süddeutsche Zeitung, disse que a suspeita, de 40 anos, vinha compartilhando “informações graves sobre o coronavírus” nas redes sociais, inclusive criticando as restrições do governo para conter a disseminação do vírus.
A emissora regional NDR diz que 8.557 pessoas foram orientadas a voltar para tomar novamente a vacina. Até agora, outros cerca de 3.600 novos casos já foram identificados.
Em abril, a enfermeira admitiu ter dado uma solução de sal a seis pessoas para encobrir o fato de ter deixado cair um frasco de vacina no chão.
Mas, com o desenrolar da investigação policial, ficou claro que muito mais pessoas haviam recebido uma solução salina em vez da vacina Pfizer/ BioNTech.
A polícia não descarta que a ação da enfermeira pode ter motivo político, embora os advogados dela tenham rejeitado isso e contestem a escala relatada da troca pela solução salina.
Profissional mostra recipiente com dose da vacina da Pfizer na Alemanha
Robert Michael/dpa via AP
Mais testemunhas estão sendo interrogadas e até agora nenhuma acusação foi feita no caso.
A Alemanha tem visto muitos protestos antivacinação.
Grupos de extrema direita estão entre aqueles que rejeitam os dados oficiais e as conclusões sobre a disseminação da Covid-19.

Fonte: G1 Mundo

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Serviços de emergência atendem a ‘incidente grave’ com armas em Plymouth, no Reino Unido

Um grande incidente “grave e trágico” com armas, envolvendo vítimas fatais, foi registrado por serviços de emergência em Plymouth, no Reino Unido, que ainda não deram detalhes sobre o que aconteceu ou quantas pessoas estão envolvidas.
A imprensa britânica menciona pessoas baleadas. Johnny Mercer, um deputado local afirmou que não se trata de um evento terrorista e que não há nenhum suspeito em fuga.
Em um comunicado, a polícia de Devon e Cornwall disse que um incidente crítico foi declarado após policiais e ambulâncias atenderem a um chamado em Biddick Drive, na área de Keyham, às 18h12, mas que a situação está contida.

Fonte: G1 Mundo