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Cirurgia de Papa Francisco é bem-sucedida, diz boletim


Pontífice deu entrada no hospital na manhã deste domingo (4) para realizar um procedimento, que já estava agendado, no intestino. Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde foi operado.
Reuters
A cirurgia do Papa Francisco, de 84 anos, foi bem-sucedida, segundo o boletim médico divulgado na noite deste domingo (4). O pontífice foi internado em um hospital de Roma, na manhã de hoje para uma cirurgia no intestino grosso (veja detalhes).
O boletim divulgado pelo Vaticano afirma que que o “Santo Padre reagiu bem à operação realizada sobre anestesia geral”.
A operação, que já estava agendada, foi realizada para reparar um estreitamento no cólon (estenose), que dificulta a passagem das fezes.
SAIBA MAIS:
ENTENDA: Quais os sintomas da doença do Papa? Cirurgia é complicada?
Cerimônia na Praça de São Pedro
Três horas antes do comunicado da Igreja Católica, o pontífice chegou a participar da tradicional cerimônia religiosa na Praça de São Pedro, onde reza aos domingos com seus seguidores.
Em seu discurso, o Papa Francisco informou que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia, mas não mencionou que seria submetido à uma cirurgia.
Há uma semana, o Papa Francisco pediu que seus fiéis orassem de uma maneira especial. (Veja vídeo abaixo)
VÍDEO: Papa Francisco pede rezas por ele durante discurso a fiéis feito no último domingo, dia 27 de junho.
Entenda o procedimento
Abaixo, leia:
o que causa a doença,
quais os sintomas que o pontífice deve ter apresentado;
qual o grau de complexidade da operação e como ela é feita;
de que modo a recuperação poderá afetar a rotina do Papa.
O que é estenose diverticular do cólon?
Para compreender o que é “estenose diverticular do cólon”, é preciso saber o significado de “divertículo”.
Imagine que o intestino seja um cano. Na terceira idade, é comum que apareçam “saquinhos” na parede desse tubo — eles surgem principalmente pelo enfraquecimento natural dos tecidos. Essas tais “bolsas” são os divertículos.
“Depois dos 60 anos, praticamente 100% dos idosos têm esse problema, em maior ou menor grau. Nem todos apresentarão sintomas: alguns têm dor, outros desenvolvem complicações maiores”, explica Juliano Barra, cirurgião do aparelho digestivo no Hospital Sírio-Libanês em Brasília (DF).
Fachada do Hospital Gemelli, onde o Papa passará por cirurgia no intestino
Reuters
“Quando há inflamação, chamamos de diverticulite, que é um quadro agudo a ser tratado com remédios via oral ou endovenosa. Caso chegue a ter perfuração ou sangramento do intestino, o paciente precisará de cirurgia com urgência.”
O médico explica que essas inflamações deixam uma cicatriz no intestino, fazendo com que a parede dele fique mais dura e grossa. “Se isso se repete, uma vez atrás da outra, o ‘cano’ que tinha 5 centímetros de calibre passa a ter 1 ou 2 centímetros.”
É esse estreitamento do órgão que recebe o nome de “estenose”.
Vídeos sobre o Papa Francisco

Fonte: G1 Mundo

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O sedutor mito das ruínas das cidades perdidas


As narrativas modernas muitas vezes escondem as histórias reais por trás dos lugares mais magníficos da humanidade. Após a erupção do Monte Vesúvio, os moradores de Pompeia começaram imediatamente a reconstruir suas vidas nas proximidades
Getty Images
O sol do fim de tarde projetava sombras sobre as centenas de faces de pedra esculpidas no Templo de Bayon, enquanto eu me embrenhava pelo santuário do século 12 no coração do sítio arqueológico de Angkor no Camboja.
Os rostos psicodélicos despontavam de torres e paredes, todos com lábios carnudos esboçando um sorriso desconcertante.
Era meu primeiro dia em Angkor, e eu sabia pouco sobre a história da cidade na época. Mas perambulando de templo em templo, me deixei facilmente levar pelos devaneios da minha imaginação.
Na minha mente, multidões de devotos carregavam oferendas brilhantes. Os cinzéis ecoavam enquanto os artesãos criavam as obras-primas primorosas ao meu redor, enquanto reis grandiosos desfilavam por largas avenidas repletas de estátuas.
“Justamente porque um lugar não existe mais, ele pode ser transformado na cidade ideal, na cidade dos sonhos de alguém”, escreveu Aude de Tocqueville em seu livro Atlas of Lost Cities: A Travel Guide to Abandoned and Forsaken Destination (“Atlas das cidades perdidas: um guia de viagem para destinos abandonados e esquecidos”, em tradução livre), publicado em 2014.
“A cidade perdida é, portanto, poesia, mundo de sonho e cenário para nossas paixões e meandros.”
De fato, lugares perdidos e abandonados exercem uma forte atração sobre a imaginação. São uma isca para viajantes ávidos, inspirando um senso de aventura que alimenta grandes expedições e lendas.
Vemos nossas vidas refletidas nas pedras, imaginamos nossos dramas íntimos perante seus cenários românticos e em ruínas. E se uma mortalha de desastres paira sobre muitas cidades perdidas, até mesmo isso é amenizado com o passar do tempo.
“Por provavelmente milhares de anos, as pessoas têm contado histórias de aventura sobre terras dramáticas além de nossas fronteiras — histórias sobre civilizações antigas”, diz Annalee Newitz, autora de Four Lost Cities: A Secret History of the Urban Age (“Quatro cidades perdidas: uma história secreta da era urbana”, em tradução livre).
A obra percorre continentes e milênios, apresentando quatro sítios arqueológicos como exemplos práticos de vida urbana: Angkor, no Camboja; a cosmópolenativo-americana de Cahokia; a cidade romana de Pompeia; e a neolítica Çatalhöyük, na Turquia moderna.
Enquanto histórias sobre cidades perdidas se tornam contos de viagem atraentes, Newitz argumenta que essas narrativas muitas vezes ocultam as histórias reais por trás dos lugares mais magníficos da humanidade.
Isso aconteceu em Angkor, onde passei tardes ensolaradas em meio às ruínas.
Newitz explica que a cidade era habitada quando o explorador francês Henri Mouhot chegou lá em 1860 — na verdade, nunca havia sido totalmente abandonada —, mas o visitante não poderia imaginar que antepassados ​​cambojanos fossem capazes de tamanha grandeza.
“À primeira vista, ficamos repletos de uma profunda admiração, e não podemos deixar de perguntar o que aconteceu com essa raça poderosa, tão civilizada, tão iluminada, responsável por essas obras gigantescas”, escreveu Mouhot.
Ele especulou que Angkor havia sido construída por antigos gregos ou egípcios. Na França, explica Newitz, sua visita foi aclamada como uma “descoberta”.
“As histórias de cidades perdidas se tornaram tão populares na era moderna — a partir do século 19 ou 18 — porque eram realmente uma boa maneira de disfarçar o colonialismo”, explica Newitz.
O Templo de Bayon é um santuário do século 12 no coração do sítio arqueológico de Angkor, no Camboja
Getty Images
“Isso permite que você justifique todos os tipos de incursões coloniais. Dizer ‘esta não é uma civilização que está indo bem por conta própria. E a evidência que vemos disso é que eles se afastaram de um grande e misterioso passado perdido.’ ”
Encontrar cidades e civilizações perdidas era uma obsessão para alguns exploradores e colonizadores europeus.
Esse frenesi foi alimentado, em parte, pela busca pela cidade perdida mais famosa da história: Atlântida, que apareceu pela primeira vez nos escritos de Platão.
Sua Atlântida fictícia prosperou antes que o declínio moral trouxesse o castigo divino.
Os contemporâneos do filósofo teriam reconhecido a história como uma alegoria, diz o historiador Greg Woolf, autor do livro The Life and Death of Ancient Cities: A Natural History (“A vida e a morte das cidades antigas: uma história natural”, em tradução livre).
“Contar um mito para ilustrar uma verdade maior era amplamente compreendido”, acrescenta Woolf.
“Não acho que alguém tenha acreditado seriamente que [Atlântida] existia, mas era um mito conveniente.”
No entanto, quando os textos de Platão sobre Atlântida foram distribuídos em traduções modernas, encontraram um público mais crédulo.
“As pessoas estavam lendo isso exatamente ao mesmo tempo que fundavam colônias no Novo Mundo”, explicou Edith Hall, especialista em clássicos, em entrevista recente ao podcast History Extra, da BBC.
Interpretando mal o trabalho de Platão, muitos leram o conto alegórico de forma literal, disse ela.
“Eles ficaram impressionados. Todo mundo disse que (Atlântida) tinha que estar na América.”
As narrativas modernas muitas vezes escondem as histórias reais por trás dos lugares mais magníficos da humanidade
Getty Images
Quando esses colonizadores europeus encontraram civilizações nativas, escreve Newitz, eles lutaram por conexões com um passado misterioso, muitas vezes ignorando convenientemente povos contemporâneos bastante reais.
Foi o que aconteceu em Cahokia, uma antiga metrópole localizada perto da atual cidade americana de St Louis.
Os imponentes montes de terra presentes ali rivalizavam com as pirâmides egípcias em altura, e no auge de Cahokia em 1050 d.C., a cidade era maior do que Paris. Os recém-chegados europeus tiveram dificuldade de aceitar isso.
“Viajantes e aventureiros contavam a si mesmos todos os tipos de histórias malucas, como se os antigos egípcios tivessem vindo aqui para construir”, diz Newitz.
Foi um mito que serviu para justificar o roubo de terras indígenas amplamente descritas como “vazias”. Enquanto isso, assim como em Angkor, os descendentes dos construtores de Cahokia foram desprezados como sendo incapazes de realizar tais projetos.
Contos de cidades perdidas também podem esconder outras verdades, escreve Newitz, como a maneira como os povos antigos se reinventavam quando deixavam um lugar para trás.
O desastre e o colapso são muitas vezes apresentados como o fim da história, mas em Pompeia e Çatalhöyük, Newitz enxerga o vislumbre de um novo começo em meio à agitação social.
Depois que a erupção vulcânica transformou Pompeia em um cemitério, em 79 d.C., os pompeianos traumatizados começaram imediatamente a reconstruir suas vidas nas proximidades de Nápoles e Cumas.
Citando o trabalho do especialista em clássicos Steven Tuck, Newitz relata que muitos refugiados conhecidos pelos historiadores tinham nomes que os marcavam como liberti, escravos libertos.
Enquanto as convenções romanas para nomes costumavam ser conservadoras, mantendo os mesmos nomes geração após geração, Tuck observou um padrão interessante entre as famílias de refugiados de Pompeia.
Deixando para trás seus antigos nomes liberti, alguns optaram por chamar seus filhos pelos nomes dos lugares onde chegavam, como a movimentada cidade portuária de Puteoli.
Em 1050 d.C., Cahokia era maior do que Paris
Getty Images
Lá, algumas famílias recém-chegadas deram aos filhos o nome de Puteolanus.
É como se mudar de um campo de refugiados para Londres e chamar seu filho de “Londrino”, Tuck me explicou por e-mail.
“A realocação deu a eles essa oportunidade e eles a aproveitaram.”
E nas próprias cidades em declínio, Newitz apresenta uma comunidade ​​vívida, e não povos antigos presos ao capricho da história.
É o que ela vê nas ruínas de Çatalhöyük, um assentamento neolítico que prosperou há 9 mil anos na planície de Konya, no centro da atual Turquia.
Uma erupção vulcânica transformou Pompeia em um cemitério em 79 d.C.
Getty Images
As casas ali eram construídas uma ao lado da outra como as células de um favo de mel, diz ela no livro.
Nas noites quentes, os moradores se reuniam nos telhados, fazendo refeições e artesanato juntos. Mas, apesar de toda efervescência criativa da vida na cidade, nem tudo eram flores.
Com o tempo, ficou mais difícil permanecer em Çatalhöyük: o clima se tornou menos favorável e as tensões sociais aumentaram.
Embora muitas histórias sobre cidades perdidas pareçam confusas e míticas, Newitz retrata o abandono de lugares como Çatalhöyük como resultado de um processo bem fundamentado.
Com o tempo, o povo de Çatalhöyük simplesmente optou por voltar para áreas mais rurais, um processo familiar para qualquer morador de cidade grande hoje que melancolicamente passa os olhos pelos anúncios de imóveis que evocam a vida no campo.
“Vamos procurar um lugar melhor e tentar de novo, tentar uma nova experiência, tentar construir de forma diferente, tentar viver de maneira diferente”, afirma Newitz, sugerindo conversas que podem ter ocorrido nos lares neolíticos.
Çatalhöyük é um assentamento neolítico que prosperou 9 mil anos atrás
Getty Images
As famílias partiram uma a uma, até que finalmente Çatalhöyük ficou vazia.
Mas quando os habitantes foram embora, cada um levou consigo o que considerava mais importante. Assim, suas artes, ideias e cultura material se irradiaram pela planície de Konya à medida que famílias construíam uma nova vida longe do denso povoado.
Embora Cahokia e muitas outras cidades possam estar abandonadas, de certa forma, elas não estão perdidas de maneira alguma para nós.
“Ainda temos todas essas memórias culturais de onde estivemos”, diz Newitz.
“É a continuação de todo o caminho.”

Fonte: G1 Mundo

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Por que trabalhadores nos EUA estão pedindo demissão em ritmo recorde


No último mês de abril, quase 4 milhões de pessoas deixaram seus trabalhos — o valor mais alto desde que este tipo de dado passou a ser registrado. Nos Estados Unidos, quase 4 milhões de trabalhadores pediram demissão em abril
GETTY IMAGES via BBC
O número recorde de pedidos de demissões nos Estados Unidos em abril parece materializar uma tendência que o pesquisador Anthony Klotz, especialista em psicologia organizacional, batizou há alguns anos de “a Grande Renúncia” — um realinhamento no mercado de trabalho em que uma parcela considerável de pessoas, por diversos motivos, estão escolhendo largar seus empregos.
Naquele mês, quase 4 milhões de trabalhadores, o equivalente a 2,7% de toda a força de trabalho do país, deixaram seus empregos. É um recorde desde 2000, quando esse tipo de dado começou a ser registrado.
A pandemia de coronavírus atingiu o emprego nos EUA com força brutal. Em apenas dois meses, entre fevereiro e abril de 2020, o número de desempregados passou de 5.717.000 para 23.109.000. A partir daí, começou uma gradual retomada, à medida que governos, empresas e funcionários encontraram uma forma de se adaptar ao novo cenário.
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Com essa recuperação parcial, a taxa de desemprego ficou em 5,8% no último mês de maio, bastante abaixo dos 14,8% em abril de 2020 — porém acima dos 3,5% registrados antes da pandemia.
A onda de demissões compõe um quadro ambíguo: ela ocorre no mesmo país em que há mais de 9,3 milhões de desempregados, segundo dados de maio do Departamento do Trabalho.
Então, por que enquanto milhões de americanos estão procurando empregos, há outros milhões que estão pedindo demissão?
Esgotamento e epifanias
Embora sejam inúmeras as razões individuais pelas quais trabalhadores podem decidir pedir demissão, Anthony Klotz, professor associado de administração na Escola de Negócios Mays, da Universidade Texas A&M, diz que há quatro grandes explicações para a “Grande Renúncia” estar se concretizando agora.
A primeira é que muitos funcionários que já queriam deixar seus empregos em 2020 adiaram essa decisão.
“Entre 2015 e 2019, o número de demissões nos Estados Unidos cresceu ano a ano, mas esse número caiu muito em 2020, o que faz sentido dada a incerteza da pandemia. As pessoas permaneceram nos seus empregos, mesmo que quisessem deixá-los”, explicou Klotz à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).
Estima-se que em 2020 houve quase 6 milhões de demissões a menos nos EUA do que o esperado.
Com o avanço da vacinação e a melhoria da economia no país, essas pessoas podem ter sentido um cenário mais favorável para concretizar a saída.
“As mais recentes estatísticas do Departamento do Trabalho têm mostrando um recorde histórico de demissões em abril me levam a crer que muitas dessas pessoas já começaram a deixar seus empregos”, diz Klotz.
O segundo fator que pode ter impulsionado esse fenômeno é o “esgotamento do trabalho”.
“Sabemos por diversas pesquisas que, quando as pessoas se sentem esgotadas no trabalho, é mais provável que saiam.”
“Vimos inúmeras histórias de trabalhadores essenciais, mas também de muitas pessoas que trabalharam de casa e tentaram equilibrar o tempo da família e do trabalho, que experimentaram altos níveis de esgotamento (na pandemia). No momento, há mais trabalhadores ‘esgotados’ do que o normal”, aponta o especialista, acrescentando que a “única” cura para esta situação é um bom período de descanso, mas como este nem sempre é possível, a saída se torna inevitável.
Um terceiro fator que pode explicar essa onda de demissões, segundo Klotz, são os momentos de revelação ou epifania.
Eles acontecem quando uma pessoa, que pode estar feliz com seu trabalho, de repente vive uma situação que a faz querer deixar o cargo — como não conseguir a promoção que esperava ou ver algum colega ser demitido.
“Com a pandemia, quase todos nós sofremos um impacto que nos fez reavaliar nossas vidas. Tantas pessoas tiveram essas epifanias! Algumas perceberam que querem ficar mais tempo com sua família; outras agora sentem que seu trabalho não é tão importante quanto pensavam, ou querem abrir seu próprio negócio”, explica.
“Muitas pessoas estão considerando fazer mudanças em suas vidas, e isso muitas vezes significa mudar suas carreiras.”
A ampliação do trabalho remoto
A quarta possível explicação para a “Grande Renúncia” estar se concretizando agora tem a ver com o trabalho remoto, expandido na pandemia. Muitas pessoas se adaptaram a trabalhar de casa e agora não querem voltar ao escritório, embora para Klotz esta parcela de pessoas seja menor.
“Como seres humanos, temos a necessidade fundamental de desfrutar da autonomia. Quando você trabalha à distância, consegue estruturar o dia à sua maneira e tem muito mais flexibilidade do que no escritório. Por isso, muitas pessoas não querem perder essa liberdade. Existem pessoas que estão se demitindo para buscar empregos remotos ou híbridos”, afirma o especialista.
Um estudo internacional encomendado pela Microsoft revelou que 70% dos funcionários querem que as empresas mantenham a opção flexível do trabalho remoto, e 45% dos que trabalham remotamente têm planos de se mudar para um novo local de moradia, já que não precisam mais ir para o escritório.
E cada vez mais empresas estão dispostas a oferecer essa possibilidade a seus funcionários. De acordo com dados fornecidos pelo LinkedIn à BBC News Mundo, anúncios na plataforma oferecendo cargos remotos aumentaram cinco vezes entre maio de 2020 e maio de 2021.
O setor de mídia e comunicação lidera a oferta de empregos remotos (27%), seguido pela indústria de software e tecnologia da informação (22%).
Ao mesmo tempo, quase 25% de todas as inscrições para vagas feitas entre o final de abril e maio foram para empregos remotos.
Oportunidades para carreiras específicas
Analistas apontam ainda uma outra explicação para essa onda de pedidos de demissão nos EUA.
Trabalhadores antes considerados mal pagos, como funcionários de restaurantes e hotéis, estão um pouco mais valorizados no país.
Segundo números do Departamento do Trabalho, entre aqueles que deixaram seus cargos no último mês de abril, mais de 740 mil eram do setor de lazer, hotelaria e restaurantes. Esse número de pessoas que fizeram a transição equivale a 5,3% do total de trabalhadores do setor.
A reabertura abrupta da economia criou uma grande demanda por esses funcionários, o que obrigou as empresas a oferecerem incentivos, inclusive melhores salários, para preencher as vagas.
“Há muita rotatividade em cargos de baixa remuneração, nos quais as pessoas realmente não têm uma progressão na carreira. Se você encontrar um emprego que lhe ofereça um pouco mais, mudar não tem nenhum custo para você”, explicou Julia Pollak, economista da consultoria ZipRecruiter, ao jornal The New York Times.

Fonte: G1 Mundo

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Acadêmica mapuche Elisa Loncón é eleita presidente da Convenção Constitucional do Chile


O país redigirá uma nova Constituição em resposta institucional à crise que deflagrou uma onda de protestos em outubro de 2019 em busca de maior igualdade de direitos e bem-estar social. A atual Constituição é um resquício da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). Elisa Loncón comparece ao antigo Congresso Nacional do Chile para a primeira sessão da Assembleia Constituinte, em Santiago
JAVIER TORRES / AFP
A acadêmica mapuche Elisa Loncón foi eleita em segunda votação como presidente da Convenção Constitucional que se instalou neste domingo (4) no Chile, após obter 96 dos 155 votos das convencionais.
“Esta Convenção vai transformar o Chile”, disse Loncón, enfatizando que este “sonho” representará a pluralidade do país e trabalhará para estabelecer os direitos sociais, de cuidar da Mãe Terra, incluindo o direito à água.
Saiba mais: Chile elege parlamentares que vão escrever a nova Constituição
‘Fui arrancada dos braços de minha mãe’: os bebês roubados na ditadura de Pinochet
Confrontos entre manifestantes e a tropa de choque chilena suspenderam, momentaneamente, a sessão de inauguração dos 155 congressistas eleitos, 77 mulheres e 78 homens eleitos — 17 cadeiras estão reservadas para os povos indígenas,.
A nova Constituição, que substituirá a atual — redigida inicialmente por uma pequena comissão durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) — como uma resposta institucional à crise que deflagrou a onda de protestos de outubro de 2019 em busca de maior igualdade de direitos e bem-estar social.

Fonte: G1 Mundo

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‘Rezem de uma forma especial’, pediu Papa Francisco uma semana antes de passar por cirurgia; vídeo


Operação já estava agendada para este domingo (4) e busca curar estenose diverticular do cólon. Veja detalhes sobre o procedimento. VÍDEO: Papa Francisco pede rezas por ele durante discurso a fiéis
Há uma semana, o Papa Francisco pediu que seus fiéis orassem de uma maneira especial (assista vídeo acima). Neste domingo (4), ele foi internado em um hospital de Roma para uma cirurgia no intestino grosso. Segundo o Vaticano, o procedimento foi necessário por causa de uma “estenose diverticular do cólon”.
“Hoje, perto da festa de São Pedro e São Paulo, peço que vocês rezem pelo Papa, rezem de uma forma especial. O Papa precisa de suas orações. Obrigada” – disse Papa Francisco no último domingo (27).
A informação foi divulgada neste domingo pelo Vaticano, mas o procedimento já estava agendado. Um novo boletim médico será divulgado assim que a operação terminar, o que ainda não foi confirmado pela sede da Igreja Católica.
Três horas antes do comunicado sobre a cirurgia, o pontífice chegou a participar da tradicional cerimônia religiosa na Praça de São Pedro, onde reza aos domingos com seus seguidores. Em seu discurso, o Papa Francisco informou que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia, mas não tocou no assunto relacionado a sua saúde.
Imagem do Papa em 4 de julho de 2021, durante a celebração de domingo, antes de ir para o hospital onde será operado
Andreas Solaro / AFP
Entenda o procedimento
Abaixo, leia:
o que causa a doença,
quais os sintomas que o pontífice deve ter apresentado;
qual o grau de complexidade da operação e como ela é feita;
de que modo a recuperação poderá afetar a rotina do Papa.
O que é estenose diverticular do cólon?
Para compreender o que é “estenose diverticular do cólon”, é preciso saber o significado de “divertículo”.
Imagine que o intestino seja um cano. Na terceira idade, é comum que apareçam “saquinhos” na parede desse tubo — eles surgem principalmente pelo enfraquecimento natural dos tecidos. Essas tais “bolsas” são os divertículos.
“Depois dos 60 anos, praticamente 100% dos idosos têm esse problema, em maior ou menor grau. Nem todos apresentarão sintomas: alguns têm dor, outros desenvolvem complicações maiores”, explica Juliano Barra, cirurgião do aparelho digestivo no Hospital Sírio-Libanês em Brasília (DF).
“Quando há inflamação, chamamos de diverticulite, que é um quadro agudo a ser tratado com remédios via oral ou endovenosa. Caso chegue a ter perfuração ou sangramento do intestino, o paciente precisará de cirurgia com urgência.”
O médico explica que essas inflamações deixam uma cicatriz no intestino, fazendo com que a parede dele fique mais dura e grossa. “Se isso se repete, uma vez atrás da outra, o ‘cano’ que tinha 5 centímetros de calibre passa a ter 1 ou 2 centímetros.”
É essa estreitamento do órgão que recebe o nome de “estenose”.
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Quais os sintomas?
Quando o paciente tem estenose, o intestino fica mais estreito, e as fezes enfrentam dificuldade para passar pelo “tubo”.
“Geralmente, a pessoa passa a ter dores e problemas para evacuar”, diz Barra.
Como a operação do Papa Francisco já estava agendada, provavelmente não deve ser um quadro agudo: “Ele já devia estar sofrendo com dores há tempos. Por isso, a equipe médica optou pela cirurgia”, afirma o especialista do Sírio-Libanês.
Como funciona a operação?
Usando mais uma analogia: se uma mangueira estiver entupida, será preciso cortar o pedaço do tubo que está mais estreito, tirá-lo e juntar as duas extremidades que ficaram soltas.
Fachada do Hospital Gemelli, onde o Papa passará por cirurgia no intestino
Reuters
A cirurgia para tratar a estenose diverticular do cólon funciona desse mesmo jeito.
“É um procedimento resolutivo. Tirando a parte que está doente, o problema é sanado”, afirma Barra.
Qual o grau de complexidade da operação?
De acordo com Barra, o procedimento pode ser considerado “de média complexidade”. É difícil estimar a duração dele, mas deve levar de 2 a 3 horas.
“Como o Papa é um paciente idoso, há um certo grau de risco. Mas é uma cirurgia que faz parte do dia a dia de qualquer hospital. Não é nada de outro mundo”, afirma o médico.
Como deve ser a recuperação?
“Em geral, não é necessário colocar a bolsinha [de colostomia, que desvia o trânsito intestinal para fora do corpo do paciente]. Ela só é usada quando a emenda feita na cirurgia não cicatriza corretamente”, afirma Juliano Barra.
Segundo o médico, o Papa Francisco deve ficar no hospital de 5 a 7 dias.
De que modo a cirurgia poderá afetar a rotina do Papa Francisco?
Três horas antes do comunicado do Vaticano, neste domingo, o pontífice chegou a participar da tradicional cerimônia religiosa na Praça de São Pedro. Em seu discurso, ele informou que viajará em setembro para a Hungria e a Eslováquia.
Mas será que, passando por uma cirurgia, a agenda será mesmo mantida?
Segundo Barra, tudo indica que sim. “Ele fará uma viagem ainda mais tranquila, com maior qualidade de vida e sem dor.”
Papa Francisco é internado para cirurgia no intestino
Vídeos sobre o Papa Francisco

Fonte: G1 Mundo

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Protestos adiam inauguração da nova Assembleia Constituinte do Chile


Os problemas surgiram quando marchas organizadas por grupos independentes encontraram policiais armados comandando barricadas do lado de fora do antigo prédio do Congresso em Santiago, onde a cerimônia estava sendo realizada. Mulher passa por um grafite que pede uma nova Constituição em Santiago, no Chile
Rodrigo Arangua / AFP
Os trabalhos em prol da nova constituição do Chile tiveram um começo desfavorável neste domingo (4), após protestos dentro e fora do prédio e conflitos com a polícia forçarem o adiamento do evento.
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Os problemas surgiram quando marchas organizadas por grupos independentes de esquerda e indígenas, com delegados do órgão constitucional, encontraram policiais armados comandando barricadas do lado de fora do antigo prédio do Congresso em Santiago, onde a cerimônia estava sendo realizada.
Houve brigas após alguns participantes tentarem escalar as barricadas e a polícia a respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água.
Dentro do prédio, os delegados reclamaram com os organizadores e exigiram que as forças especiais da polícia se retirassem. Como consequência, o evento foi suspenso.
G1 estreia canal no YouTube

Fonte: G1 Mundo

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Norte-americanos celebram o 4 de Julho após cancelamentos em 2020 por pandemia


O 245º aniversário dos Estados Unidos foi celebrado com cachorro-quente, fogos de artifícios, apresentação de bandas e reencontro entre amigos. Americanos comemoram o 4 de julho em Coney Island, Nova York
David Dee Delgado / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Os norte-americanos comemoraram o 245º aniversário de seu país neste domingo (4) com fogos de artifício, cachorros-quentes e bandas com mais alegria depois que a pandemia de coronavírus forçou o cancelamento de quase todas as comemorações no ano passado.
Como sempre, fogos de artifício são o destaque do feriado de 4 de Julho. Dois dos maiores shows pirotécnicos do país vão ocorrer acima do National Mall, em Washington, e em um trecho de um quilômetro do East River, em Nova York, que separa Manhattan dos bairros do Queens e do Brooklyn.
Apesar de ter sido reduzido pela Covid-19, o concurso de comida de cachorro-quente da rede de hot dogs Nathan’s Famous, em Coney Island, no Brooklyn, mais uma vez emocionou multidões socialmente distantes quando o campeão Joey Chestnut quebrou seu próprio recorde mundial ao abater 76 cachorros-quentes em 10 minutos. Foi um mais do que ele engoliu no ano passado, o que lhe deu a 14ª vitória.
Covid: por que uso de máscara voltou a ser recomendado nos EUA
Joe Biden tem aprovação de 50% dos americanos
O campeão Joey Chestnut comeu 76 cachorros-quente em 10 minutos, em Nova York
David Dee Delgado / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O feriado de 4 de Julho deste ano — após a morte de 600 mil norte-americanos por Covid e em meio a um aumento de casos pela variante Delta — foi um momento para os norte-americanos mostrarem seu patriotismo e celebrarem um novo senso pessoal de liberdade ao se misturarem com amigos e curtirem o verão.
Mas o 4 de Julho deste ano não foi totalmente despreocupado. O Departamento de Segurança Interna dos EUA alertou polícias estaduais e locais na semana passada sobre o aumento da ameaça de violência por grupos extremistas domésticos em meio a restrições relaxadas da Covid-19 e ao feriado deste domingo.
A expectativa era que este feriado de 4 de Julho fosse o mais movimento já visto, com cerca de 43,6 milhões de norte-americanos ao volante, ou 5% a mais do que o recorde anterior estabelecido em 2019, disse a Associação Automobilística Americana.
Aleksandra Magidoff, uma menina de 12 anos do Brooklyn, viajou para um subúrbio de Nova Jersey para se reconectar com uma amiga de longa data e sua família. Eles estão entre os mais de 3,5 milhões de pessoas que se mudaram de Nova York, que foi o epicentro da pandemia nos EUA em seu início no ano passado.
“Estou tão animada, posso falar com eles e comemorar com eles e apenas socializar!” disse Magidoff, que foi totalmente vacinada no Museu Americano de História Natural de Nova York. As garotas planejavam devorar “um monte de hambúrgueres e cachorros-quentes” antes de assistirem ao show de fogos de artifício em um parque de diversões em Nova Jersey.
Em 2020, ela assistiu a fogos de artifício do telhado de seu prédio enquanto estava sob lockdown, podendo comemorar a data apenas com sua família.
Em Washington, as máscaras devem ser usadas por qualquer pessoa não vacinada que esteja entre as 1 mil pessoas presentes na celebração do 4 de Julho do presidente Joe Biden no gramado da Casa Branca com trabalhadores essenciais e famílias de militares, disseram as autoridades.

Fonte: G1 Mundo

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Após acordo de indenização, navio que bloqueou Canal de Suez será liberado; tripulação está confinada desde março


Cargueiro estava estacionado em um lago do Egito desde 29 de março, enquanto entrave judicial não era resolvido. Detalhes do acordo não foram divulgados. O cargueiro Ever Given ficou preso diagonalmente no Canal de Suez por quase uma semana, causando o bloqueio de uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo
Getty Images/BBC
Os proprietários e as seguradoras do navio Ever Given, que bloqueou o Canal de Suez em março, chegaram neste domingo (4) a um acordo formal sobre a indenização a ser paga após a embarcação bloquear uma importante via de comércio internacional e gerar prejuízos de milhões de dólares.
A Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) não revelou os detalhes da negociação, mas disse que haverá uma cerimônia na próxima quarta-feira para celebrar a assinatura do documento.
SAIBA MAIS:
7 números para entender o impacto do bloqueio
VÍDEO do navio encalhado
Tentativas de acordo de indenização
Liberação de 3 tripulantes
Desde 29 de março, quando desencalhou, o navio está estacionado no Grande Lago Amargo, no Egito, à espera de um acordo na Justiça. Mais de 20 tripulantes vivem como “reféns” e aguardam uma resolução para serem liberados do cargueiro.
Segundo a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), que os visitou, todos estavam “de bom humor”, mesmo sem previsão de quando sair do navio.
Em abril, a SCA chegou a dizer que exigiria quase US$ 1 bilhão para compensar os danos, pagar a operação de salvamento e reparar a “perda de reputação”. Sem isso, não liberaria a tripulação. Depois, em junho, baixou o valor para US$ 550 milhões.
Agora, com a iminente assinatura do acordo, a SCA afirma que a embarcação voltará a circular normalmente em 7 de julho.
“Os preparativos serão feitos, e um evento será realizado na sede da Autoridade em Ismailia no devido tempo”, disse, em comunicado, Faz Peermohamed, da Stann Marine (representante das seguradoras e da proprietária do navio).
Bloqueio no Canal de Suez
O Ever Given encalhou e bloqueou o Canal de Suez por seis dias em março. O impacto foi sentido no mundo inteiro: outros navios não conseguiam passar, o comércio internacional ficou comprometido, e até o preço do barril do petróleo sofreu mudanças.
Com 400 metros de comprimento e 220 mil toneladas, a embarcação operada pela empresa Evergreen parou de circular em meio a ventos fortes e tempestades de areia. Não se sabe ainda, porém, as causas do incidente.
Vídeo do G1 no Youtube

Fonte: G1 Mundo

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Tribunal venezuelano responsabiliza ativistas de direitos humanos por terrorismo


Um tribunal venezuelano responsabilizou três defensores dos direitos humanos por terrorismo e ordenou uma medida de custódia contra eles. A decisão ocorreu horas depois de terem sido detidos enquanto denunciavam assédio, diz advogado. Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
AFP PHOTO / VENEZUELAN PRESIDENCY / Jhnon ZERPA
Na Venezuela, a ONG Fundaredes, a mais ativa na divulgação de abusos e confrontos armados em áreas da fronteira com a Colômbia, denunciou na sexta-feira (02) a prisão de seu diretor, Javier Tarazona, e de seu irmão José Rafael Tarazona, além de Omar de Dios García e o ativista de direitos humanos Yhonny Romero. Romero foi libertado horas depois.
Os detidos foram acusados ​​de instigação de ódio, traição e terrorismo, e o tribunal estabeleceu uma prisão em Caracas como local de detenção.
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“Agora são 45 dias de investigação do Ministério Público para esclarecer os fatos e podermos solicitar a prática de alguns procedimentos”, disse à Reuters Alonso Medina Roa, advogado dos ativistas.
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Fonte: G1 Mundo

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Tempestade tropical Elsa atinge costa da Jamaica com fortes chuvas e segue trajeto até Cuba


Na manhã deste domingo, núcleo do ciclone estava a cerca de 80 km ao norte da capital jamaicana, Kingston. A tempestade tropical Elsa atingiu a Jamaica com fortes chuvas neste domingo (4), inundando uma parte da ilha caribenha. O tempo ao longo das costas sul e leste de Cuba também já começou a dar sinais da chegada do ciclone. Moradores de Havana chegaram a sair de suas casas para escapar dos possíveis estragos.
Neste sábado (3), o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (CNH, na sigla em inglês) informou que o Elsa carregava ventos máximos de 95 km, com rajadas mais fortes.
Por volta das 11h (12h de Brasília) deste domingo, o núcleo de Elsa estava perto da Jamaica, de acordo com relatório do CNH, a cerca de 80 km ao norte da capital do país, Kingston. A previsão é de que o trajeto siga até atingir Cuba, incluindo Havana.
Moradores de Havana, capital de Cuba, fazem mudança para fugir da rota da tempestade Elsa
Alexandre Meneghini/Reuters
“Algum fortalecimento [da tempestade] é possível hoje e nesta noite, quando Elsa se aproximar da costa centro-sul de Cuba”, acrescentou o CNH. “No entanto, prevê-se um enfraquecimento gradual na segunda-feira, quando o ciclone passar por Cuba.”
Elsa deve cruzar o centro e o oeste de Cuba na segunda-feira (5) e, então, seguir em direção à Flórida, nos Estados Unidos. Na terça (6) e quarta-feira (7), o ciclone deve passar perto ou sobre partes da costa oeste do estado americano.
Cubanos retiram móveis para sair de casas em Havana neste domingo, 4 de julho
Alexandre Meneghini/Reuters
Demolição antes da tempestade
O prédio que parcialmente colapsou em Surfside, na região de Miami, nos Estados Unidos, está em processo de preparação para a demolição neste domingo, uma medida para evitar ainda mais riscos quando o ciclone Elsa chegar à Flórida.
Até o momento, 24 pessoas morreram no desastre. As equipes de resgate suspenderam as buscas de outras 120 vítimas desaparecidas nos escombros.
Equipes de resgate trabalham nos escombros de prédio que desabou na região de Miami, foto de 29 de junho de 2021
Cortesia MDFR/Reuters
*com informações da agência Reuters

Fonte: G1 Mundo